sexta-feira, 23 de junho de 2017

Angola | IMÉRITO & DESMÉRITO - cartoon




Folha 8

Angola | A MARCA DA BESTA

Raul Diniz, opinião
A ausência de regras e normas que promovem leis dúbias na assembleia nacional, estão de todo desconectadas da aceitação e aprovação popular. A sociedade civil inteligente activa não aprova tais praticas proteccionistas que serve apenas para blindar a família de criminosos de colarinho branco do ditador infame. Aliás, essa lei aparentemente legal, na verdade ela será uma lei vergonhosamente caricata, sobretudo, por expor claramente uma anomia tétrico, em torno da maquina político-administrativa do partido pendurado há 42 anos no poder. Pelos vistos, a pretensão de se manter no poder a todo custo é real.

Não tenho duvidas que o poder do MPLA erode em breve nas ruas com o povo a romper definitivamente com o regime, e o presidente da ditadura. "A volatilidade da conjuntura política em Angola é de tal ordem que qualquer prognóstico se torna precário neste momento. Estamos a viver em Angola sob o impulso de sua excelência o surpreendente facto. Angola e os angolanos não precisa de José Eduardo dos Santos para nada, muito menos precisam da roubalheira desenvolvida pelos seus filhos, parentes e amigos diletos internos e externos.

A lei proteccionista costurada sob medida para acobertar os interesses e assegurar a vida do tirano homicida, dos familiares gangsters e de seus amigos internos e externos é um ato indecoroso de monta. O MPLA não tem o direito de obrigar o povo a receber a marca da besta (leia-se marca de JES) na testa. Existe uma coerência refinada em afirmar, que Angola foi transformada na casa de banho do diabo. Um país onde somente sobrevivem aqueles que trazem a marca da besta (marca de JES) na testa não é de maneira alguma um estado de direito democrático. Em Angola todos quantos pretendam que Angola de transforme num país livre são execrados, e não têm vez.

O regime foge tem fugido da responsabilidade que possui acerca da crise institucional e económica que o MPLA deixa o país, e refugia-se em discursos fúteis e desconexos. Alem do mais, nota-se, que a mecânica do discurso do regime na campanha eleitora, contem uma musculosidade mecânica esdrúxula sem precedentes, na historia das democracias universalmente aceites. o regime responsabiliza a baixa do preço do petróleo como vector da crise económica que se vive, debalde. Se essa desculpa fosse realista, como então abalizar a crise institucional que estamos com ela? Qual a razão das instituições do estado serem intencionalmente enfraquecimento para servir interesses escusos da família de larápios do ditador corrupto?

Além dessa afirmação ter uma robustez ficcional, ela traduz o estilo imaginativo das emergentes falacias que o regime utiliza frequentemente para artificialmente justificar o injustificável.  Pensar dessa maneira significa mentir para enganar o povo, o que representa dar um mergulho perigoso no escuro. Essas e outras situações anómalas, conjugadas com a falta de credibilidade, justiça a fragilidade ética e moral dos dirigentes do regime. Essa perceptível verdade permite acreditar com veemência, que num futuro amanhã muito próximo, o MPLA/JES poderá ser atirado para as calendas do existencialismo permissivo e ali morrer de morte matada.

Enquanto isso, o país sobrevive em total letargia permanente, agravado pelo estado de total desordem institucional. O país vive hoje imerso num oceano de aguas turvas profundas. Esse estado de calamidade institucionalizada, demonstra a necessidade urgente de se retirar o povo da zona escura da miséria, e, afastar o país da clausura personalista daquele que deseja grifar-nos com marca da besta. O legado do PR não é recomendável por não servir como exemplo positivo, a triste realidade é que todos sabem que, o pseudo legado de JES, possui um gosto de caldeirada de coelho com sabor a gato. Essa situação permite retirar qualquer legitimidade do presidente da republica para impor restrições ao povo, observada pela crise que ele mesmo mergulhou o país.

William Tonet | HINO À DEMOCRACIA - livro

Do jornal angolano Folha 8 salientamos o artigo que traz ao saber o novo livro de William Tonet. A apresentação já aconteceu e disso tivemos conhecimento no Página Global, no entanto imponderáveis contribuíram para que só agora façamos referência ao que já chamam “Cartilha para a Democracia”, afinal condizente com o título no Folha 8: Hino à Democracia. Por nos socorrermos do artigo do Folha 8 para só agora apresentar o acontecimento cultural de suporte político, atrevemo-nos a atualizar o inicio do parágrafo seguinte que anunciava o que ia acontecer no passado dia 16. Acreditamos que vamos ainda a tempo de contribuir para levar ao conhecimento de mais uns quantos leitores interessados a obra de William Tonet. Desculpem-nos pelo atraso na data. Mais importante é o livro e não só o seu lançamento.(MM | PG)

Foi apresentado no passado dia 16, sexta-feira, pelas 16 horas, na União dos Escritores de Angola, o livro “Cartilha do Delegado de Lista”, de William Tonet. A apresentação da obra, da Editora FVIII, esteve a cargo do advogado Inglês Pinto, ex-bastonário da Ordem de Advogados de Angola.

Segundo Caetano de Sousa, antigo Presidente da Comissão Nacional Eleitoral, “a Cartilha do Delegado de Lista de que William Tonet é autor abrange todo o processo de votação em linguagem acessível, acompanhado de banda desenhada. É cartilha acessível a todo o cidadão eleitor e serve de manual indicativo de trabalho para todo o delegado de lista, foi pensado e dirigido para o Delegado de Lista, é digno de se recomendar”.

“Fico convencido que o Delegado de Lista que tenha acesso a um exemplar da Cartilha e que o leia tem tudo o que precisa para fazer um bom trabalho para benefício e eficiência do Processo Eleitoral”, acrescenta Caetano de Sousa.

No prefácio do livro, Paulo de Morais (Presidente da Frente Cívica e ex-candidato à Presidência da República de Portugal) diz que “a realização de eleições livres e independentes é essencial à democracia e esta é fundamental para o desenvolvimento humano, social e cultural das sociedades”, acrescentando que “só há países desenvolvidos onde há regimes democráticos que funcionam de forma regular. E, nestes países, os cidadãos têm direito à educação, a cuidados de saúde com qualidade, a um ambiente económico e social onde podem encontrar prosperidade e segurança. E tudo começa numa mesa de voto.”

“Um sistema político saudável permite aos cidadãos a apresentação de diferentes alternativas políticas para o governo das sociedades. Permite ainda que, em liberdade, essas alternativas se confrontem e sejam escrutinadas, pelos cidadãos e pelos media. Permite que os cidadãos escolham e que a alternativa vencedora forme governo para pôr em prática as medidas que propôs. E tudo passa pela mesa de voto. Na mesa de voto, decidem-se eleições. Decide-se a democracia. E esta só se realiza quando as mesas de voto são o espaço da verdadeira escolha”, escreve Paulo de Morais.

Nesse sentido, acrescenta Paulo de Morais, “esta Cartilha é um verdadeiro hino à democracia. Para que a vontade do povo se reflicta em sistemas de governo, não basta que os cidadãos acorram às urnas. É também imperioso que a sua vontade seja devidamente assumida pelo sistema. Tal só acontecerá se, por um lado, se evitar a fraude, a coacção, a manipulação dos eleitores. E se, por outro, se garantir que os resultados da vontade dos eleitores, expresso em cada boletim de voto, sejam devidamente registados, agregados e transmitidos para posterior consolidação nacional”.

“Esta Cartilha ensina a garantir a prossecução de ambos os objectivos. De forma simples, agradável e atractiva, explica como prevenir e até evitar nefastas influências de quem pretenda fazer batota eleitoral. Exemplifica o que se deve e não deve admitir para garantir a total higiene democrática em cada mesa de voto”.

O livro vai estar a venda no dia de lançamento, ao preço de dois mil kwanzas, na União de Escritores Angolanos. Depois do lançamento poderá ser adquirido nas livrarias ou por encomenda.


Abertura da época balnear na Praia da Vieira


Sardinhada e animação cultural
Abertura da época balnear na Praia da Vieira


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A Praia da Vieira, na freguesia de Vieira de Leiria, acolhe os festejos da abertura da época balnear nos próximos dias 8 e 9 de julho. É esperada uma grande festa popular, com animação cultural e sardinhada.

A iniciativa é organizada pela Câmara Municipal da Marinha Grande, Junta de Freguesia de Vieira de Leiria e associações daquela freguesia.

Trata-se de uma iniciativa já bem conhecida na região, que atrai, todos os anos, milhares de pessoas, pela sardinhada, pelos espetáculos de animação musical e etnográficos.

O programa de abertura da época balnear é o seguinte:

Largo dos Pescadores – Praia da Vieira


8 de julho . sábado
11h00 . Abertura oficial da época balnear
12h00 . Abertura das tasquinhas: sardinha assada e petiscos
14h30 . Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Vieira de Leiria
16h00 . Orquestra da Marinha Grande 
17h00 . Zumba – IDV
18h00 . Fire Dance – Bombeiros Voluntários
18h30 . Hip Hop – Jardim dos Pequeninos
21h30 . Concerto com Banda GREATESTITS




9 de julho . domingo
10h00 . Simulacro Bombeiros Voluntários de Vieira de Leiria
11h00 . Escola de Concertinas de Carlos Barbosa
12h00 . Abertura das tasquinhas: sardinhas assadas e petiscos
14h00 às 16h30 . Arruada com os Cottas Club Jazz Band
16h30 . Dança da Escola Diogo Carvalho
17h30 . Rancho Peixeiras da Vieira
18h30 . Orquestra da Amieirinha
21h00 . Concerto com «Ús Sai de Gatas»

O ESCÂNDALO DO SILÊNCIO

Roberto de Mattei (*)
Cardeais Brandmüller, Burke, Caffara e Meisner
Cardeais Brandmüller, Burke, Caffara e Meisner
Os quatro cardeais [fotos acima] autores dos “dubia” sobre a Exortação Amoris laetitia tornaram público, através do blog do vaticanista Sandro Magister, um pedido de audiência apresentado pelo cardeal Carlo Caffarra ao Papa em 25 de abril passado, uma vez que os “dubia” não obtiveram resposta. O silêncio deliberado do Papa Francisco — que, no entanto, recebe personalidades muito menos relevantes em Santa Marta para discutir questões muito menos importantes para a vida da Igreja — é a razão da publicação do documento.
No pedido filial de audiência, os quatro cardeais (Brandmüller, Burke, Caffara e Meisner) fazem saber que gostariam de explicar ao Pontífice as razões dos “dubia” e expor a situação de grave confusão e perplexidade em que se encontra a Igreja, especialmente no que diz respeito a pastores de almas, em particular os párocos.
Na verdade, no ano que transcorreu a partir da publicação da Amoris laetitia, “foram dadas em público interpretações de alguns passos objetivamente ambíguos da Exortação pós-sinodal, não divergentes, mas contrárias ao permanente Magistério da Igreja. Conquanto o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé tenha declarado mais de uma vez que a doutrina da Igreja não mudou, apareceram numerosas declarações de bispos, cardeais e até mesmo de conferências episcopais, que aprovam o que o Magistério da Igreja jamais aprovou. Não apenas o acesso à Santa Eucaristia daqueles que objetiva e publicamente vivem numa situação de pecado grave, e pretendem nela continuar, mas também uma concepção da consciência moral contrária à Tradição da Igreja. Sucede assim — oh, e quão doloroso é vê-lo! — que o que é pecado na Polônia é bom na Alemanha, o que é proibido na Arquidiocese de Filadélfia é lícito em Malta, e assim por diante. Vem-nos à mente a amarga constatação de B. Pascal: ‘Justiça do lado de cá dos Pireneus, injustiça do lado de lá; justiça na margem esquerda do rio, injustiça na margem direita’ ”.
Não há escândalo nem transgressão no fato de os colaboradores do Papa pedirem uma audiência privada, e que no pedido descrevam objetivamente, a divisão que a cada dia cresce na Igreja. O escândalo consiste na recusa do Sucessor de Pedro em ouvir aqueles que pedem para ser recebidos. Tanto mais quanto o Papa Francisco quis fazer do “acolhimento” a marca registrada de seu pontificado, afirmando em um de seus primeiros sermões em Santa Marta (25 de maio de 2013) que “os cristãos que pedem nunca devem encontrar portas fechadas”. Por que recusar audiência a quatro cardeais que não fazem senão cumprir o seu dever de conselheiros do Papa?
As palavras dos cardeais são filiais e respeitosas. Pode-se supor que a intenção deles seja de procurar “discernir” melhor, em uma audiência privada, as intenções e os planos de Papa Francisco, e eventualmente de fazer ao Pontífice uma correção filial in camera caritatis. O silêncio do Papa Francisco em relação a eles é obstinado e descortês, mas expressa em sua teimosia a conduta daqueles que vão adiante em seu caminho com determinação. Dada a impossibilidade de uma correção privada, pela inexplicável recusa de uma audiência, também os cardeais deverão prosseguir com decisão em seu caminho, se quiserem evitar que na Igreja o silêncio seja mais forte que suas palavras.

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(*) Fonte: “Corrispondenza romana”, 21-6-2017. Matéria traduzida do original italiano por Hélio Dias Viana.

APCC REÚNE ESPECIALISTAS PARA DEBATER ALTERAÇÕES LEGISLATIVAS E OUTROS TEMAS LIGADOS À EDUCAÇÃO INCLUSIVA

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A Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra (APCC) vai juntar especialistas e responsáveis políticos para debater o futuro da educação inclusiva. A iniciativa terá lugar no próximo dia 24 de junho, no Auditório da Escola Superior de Educação de Coimbra, a partir das 09H00.
Os conferencistas convidados serão David Rodrigues, presidente da Pró-Inclusão – Associação Nacional de Docentes de Educação Especial e membro do Conselho Nacional de Educação, Helena Libório, diretora do Agrupamento de Escolas de Esgueira e antiga diretora regional de Educação do Centro, e Alexandra Ramos, mãe e encarregada de educação.
Além das intervenções daqueles especialistas, o programa da Conferência “O Futuro da Educação Inclusiva” prevê ainda a realização de um debate, moderado por Luísa Ucha, adjunta do secretário de Estado da Educação e coordenadora do Grupo de Trabalho para o Desenvolvimento da Escola Inclusiva, responsável pela apresentação de propostas para uma futura alteração legislativa no âmbito da educação especial.
Este debate surge num contexto em que se aguarda a apresentação do decreto-lei que irá substituir a atual legislação relativa a esta área e posterior debate público sobre o mesmo, e da recente aprovação na Assembleia da República de uma resolução que aponta para uma maior articulação entre escolas, famílias e especialistas na abordagem dos percursos dos alunos.
Mais informação sobre a Conferência pode ser consultada no site da APCC, em www.apc-coimbra.org.pt. Esta é mais iniciativa promovida pela instituição no âmbito da sua área de Educação e Formação.

Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra 

FPF E O CASO DOS SMS: COMBATE DE FERNANDO GOMES «FEITO DE FORMA DISCRETA, MAS COM PULSO FIRME»

Presidente da federação encaminha irregularidades ou crimes para instâncias competentes
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O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, encaminhou "sempre" as suspeitas de irregularidades ou de crimes para as instâncias competentes, disse esta quinta-feira à agência Lusa fonte oficial do organismo, recusando publicitar estas ações.
Questionada pela agência Lusa acerca das denúncias do FC Porto sobre a alegada influência do Benfica na arbitragem, fonte oficial da FPF assegurou que o líder federativo tem "pulso firme", mas não trata os assuntos na "praça pública":
"Desde o primeiro dia do seu mandato na FPF, Fernando Gomes tem feito um trabalho silencioso, mas eficaz, para defender a verdade desportiva. Sempre que tem conhecimento de qualquer informação ou facto que possa indiciar irregularidades ou práticas criminais, o presidente da FPF encaminhou esses dados para as entidades policiais, de investigação ou para os órgãos de justiça desportiva."
"Este combate, que tem sido feito de forma discreta, mas com pulso firme, não é feito na praça pública, mas nas instâncias adequadas, com competência para apurar a verdade dos factos", disse a fonte federativa, acrescentando que "Fernando Gomes contratou o sistema de prevenção e monitorização que permite detetar os jogos viciados em função das apostas desportivas".
Esta reação surge depois de o diretor de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, ter revelado a alegada partilha de mensagens de telemóvel do atual presidente da FPF, na altura em que presidiu à Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), entre o diretor de conteúdos da BTV, Pedro Guerra, e o ex-presidente da Assembleia-Geral da LPFP Carlos Deus Pereira.
Carlos Deus Pereira reage
Em comunicado enviado à Lusa, Carlos Deus Pereira lamentou o recurso a "criativos e maliciosos", demarcando-se do "teor de pretensas comunicações", acrescentando que voltará a pronunciar-se "nos locais próprios e quando entender oportuno".
Antes, o responsável dos dragões já tinha revelado mensagens de correio eletrónico de responsáveis do Benfica, casos de Paulo Gonçalves e Luís Filipe Vieira, sobre árbitros e delegados da LPFP e também com o ex-presidente da LPFP Mário Figueiredo, invariavelmente acusando os 'encarnados' de influência sobre os árbitros.

Fonte: Lusa
Foto: Federação Portuguesa de Futebol