quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Google fala sobre o que vai abrir em Portugal. Garante que não é ‘call center’

Responsável da multinacional diz-se surpreendido com a polémica que o investimento está a gerar. Serão criados 535 postos de trabalho
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A empresa tecnológica Google assegurou esta quinta-feira que o espaço que vai abrir em Oeiras não é um 'call center', mas sim um centro de operações com vários serviços, como financeiros, e mostrou-se surpreendida com a discussão.
"Temos 'call centers' [centros de atendimento telefónico], mas o escritório, o centro de inovação que a Google vai abrir para a Europa, Médio Oriente e África em Lisboa não é um 'call center'", garantiu aos jornalistas o diretor de Assuntos Institucionais da Google Portugal e Espanha, Francisco Ruiz Anton.
Falando à margem da apresentação de resultados do primeiro ano do projeto Ateliê Digital, em Lisboa, o responsável mostrou-se também admirado com a polémica gerada em torno do tipo de espaço: "Surpreende-me esta discussão porque é um centro de operações da Google. Não tem sentido essa discussão".
Em causa está, segundo Francisco Ruiz Anton, um total de 535 postos de trabalho, para diversas áreas.
"Podem ser serviços financeiros de apoio à Google que se prestem desde aqui, como outros serviços. Falamos de todas [as vagas], depende dos serviços que prestem", afirmou o responsável, quando questionado sobre quais os trabalhadores que a multinacional norte-americana procura no país.
A estimativa é que, "se tudo correr bem", este centro de inovação comece a funcionar no final de julho, estando previsto para o parque empresarial Lagoas Park, em Oeiras.
Francisco Ruiz Anton escusou-se a apontar valores de investimentos, mas sustentou que "o maior investimento" relaciona-se com os empregos a criar, num tipo de centro "onde é possível crescer" na carreira.
"É uma grande notícia para este país e uma grande prova da confiança da Google", notou.
Falando sobre os motivos que levaram a empresa a querer instalar-se em Portugal, o responsável recusou que tenha sido pelos custos laborais.
"Havia uma série de países em lista para abrir este escritório e os custos laborais não foram o motivo para vir para cá. Posso assegurar que havia outras opções com custos laborais mais baixos", referiu Francisco Ruiz Anton.
Ao invés, a empresa escolheu Portugal por ser "um país que está a apostar no setor tecnológico, no empreendedorismo e nas 'startup' [empresas com potencial de crescimento]".
"Se a Google está cá é porque aqui há talento, gente formada", vincou.
Presente na ocasião, o ministro da Economia, Caldeira Cabral, observou que "a Google não é apenas uma empresa que chega a Portugal para criar empregos".
"É mais um exemplo interessante de uma empresa tecnológica que chega a Portugal para desenvolver tecnologia e desenvolver coisas para o mercado português e para todo o mundo", apontou aos jornalistas.
Um dos projetos em curso é o do Ateliê Digital, iniciado há um ano, que neste período permitiu que 35 mil portugueses adquirissem competências digitais, tanto em sessões presenciais como 'online'.
Francisco Ruiz Anton disse ainda aos jornalistas que outra das iniciativas da Google em Portugal é o projeto GEN10S, que visa formar crianças entre os oito e os 12 anos, que se encontrem em risco de exclusão social, em programação e código.
"Portugal é um país importante para esta empresa e isso demonstra-se na quantidade de projetos que estamos a desenvolver aqui", concluiu.

Fonte: DN/Lusa
Foto: Sapo24

Metalúrgicos alemães asseguram semana de 28 horas

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O maior sindicato metalúrgico do mundo, o alemão IG Metall, acaba de negociar um acordo que numa primeira fase proporcionará aos seus 2,3 milhões de associados a possibilidade de optarem por um horário semanal de 28 horas. Trata-se de um plano que poderá ser aproveitado por trabalhadores de outros sectores, beneficiando ainda de fortes aumentos, na ordem dos 4,3 por cento no círculo IG Metall, que deverá ser implementado na Alemanha a partir de 2019.
O acordo foi assinado em Estugarda após uma série de greves de 24 horas e um ciclo de duras negociações entre o IG Metall e a Südwestmetall, uma associação patronal do sudoeste da Alemanha, para abranger quase um milhão de trabalhadores dos sectores automóvel, metalomecânico, metalúrgico e eléctrico de Baden-Württemberg, região onde estão sedeadas os maiores gigantes económicos da Alemanha.Os trabalhadores poderão optar pelas 28 horas durante até dois anos, regressando depois ao modelo das 35 horas. O IG Metall abrange o tecido laboral de empresas como Daimler, BMW, Porsche, Volkswagen, Audi, Siemens, Thyssen-Krupp, Airbus e Bosch.
À primeira vista, a negociação trabalhada pelo IG Metall significa que os seus associados poderão trabalhar menos horas – com proporcional corte no salário – para prestar assistência à família.
Mas a flexibilização não se resume à semana de 28 horas e abre também a possibilidade de um trabalhador optar por fazer 40 horas semanais, aumentando dessa forma o rendimento salarial.
Esta terá sido uma contrapartida exigida pelo patronato no sentido de salvaguardar o alargamento da jornada laboral em períodos de maior necessidade de produção.
Trata-se de um acordo que foi negociado por representantes de mais de 700 companhias agregadas na Südwestmetall e que poderá ser aproveitado já a partir de 2019 pelos funcionários das grandes construtoras alemãs. Atualmente abrangidos pelas 35 horas semanais, poderão optar pelas 28 horas durante um período máximo de dois anos, após o que regressarão ao modelo das 35 horas.
Efeito contágio
A flexibilização não se limitará ao universo da IG Metall e deverá “afectar” todo o sector da indústria, com os analistas a dizerem que “o padrão está lançado para toda a gente”.O acordo terá custado 200 milhões de euros às grandes empresas, disseram a imprensa e os sindicatos alemães.
“Podemos contar para breve com acordos semelhantes noutros sectores e noutras regiões”, assinalou a consultora Famke Krumbmüller, da OpenCitiz, citada pela CNN.
E, apesar de serem fruto do trabalho do sindicato, as condições vão estender-se aos trabalhadores não-sindicalizados, uma garantia das empresas que trabalham com a IG Metall.
E se as 28 horas entram em vigor no próximo ano as negociações da IG Metall que levaram a aumentos na ordem dos 4,3 por cento serão implementadas já em abril, o que equivale a um aumento médio de cerca de 3,5 por cento em 2018, muito superior à inflação.
RTP

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Câmara de Vila do Bispo investe 42 mil euros na compra de uma carrinha


A Câmara Municipal de Vila do Bispo adquiriu uma nova viatura de 17 lugares para transporte de crianças, num investimento superior a 42 mil euros.

Segundo revela a autarquia, em comunicado, o veículo que “servirá o transporte diário dos alunos para os respectivos estabelecimentos de ensino, poderá ainda ser usado no apoio a outros serviços, nomeadamente no sector da cultura e do desporto”.

Esta medida “insere-se numa estratégia da autarquia em modernizar os equipamentos e assim assegurar uma progressiva renovação de máquinas, viaturas e equipamentos”.

Fonte: O Algarve Económico
Decorre de 12 a 28 de Fevereiro o período de inscrições para participação de expositores na Feira do Folar de S. Marcos da Serra. O evento, promovido pela Câmara Municipal de Silves, decorrerá entre os dias 30 de Março e 1 de Abril.
Poderão inscrever-se expositores nas seguintes áreas: produção de folar, restauração, IPSS, doçaria regional, artesanato, latoaria, licores e aguardentes, enchidos tradicionais ou outros, sendo dada preferência a produtores de folar.
A ficha de inscrição, assim como as normas de organização e funcionamento do evento, encontram-se disponíveis para download no portal do Município de Silves em http://www.cm-silves.pt/pt/noticias/4109/inscricoes-para-a-feira-do-folar-de-s-marcos-da-serra-decorrem-entre-12-e-28-de-fevereiro.aspx. As candidaturas deverão ser efetuadas por email para cultura@cm-silves.pt ou entregues junto do sector de Cultura da CMS, localizado na Rua da Sé, n.º 6, entre as 9h00 e as 17h00. Aquando da inscrição deverá ser entregue cópia do licenciamento de actividade.
S. Marcos da Serra é uma freguesia do concelho de Silves, conhecida pelo fabrico do pão e do “Folar”, o doce mais tradicional da Páscoa, doce e perfumado por canela e erva-doce, decorado com ovos inteiros e feito a partir de uma massa levedada com fermento de padeiro.
Produtores tradicionais de folar e de outras iguarias serranas costumam estar presentes neste certame, que procura promover o interior do concelho e a cultura popular, nomeadamente da freguesia de S. Marcos da Serra, veiculando o saber fazer das gentes locais, as suas tradições, gastronomia e artesanato e envolvendo agentes e representantes da comunidade local.
Mais informações poderão ser recolhidas junto sector de Cultura da CMS através do email referido anteriormente ou dos contactos telefónicos 282 440 800 e 282 440 856.
Fonte: O Algarve Económico


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Braga | Morre ao volante e provoca acidente


Homem de 74 anos sentiu-se mal enquanto circulava na cidade de Braga

Um condutor sentiu-se mal esta quinta-feira ao volante do seu automóvel, em Braga. O veículo desgovernado entrou em contramão e provocou um acidente. O homem, de 74 anos, morreu.

Segundo o Jornal de Notícias, que avança a notícia em primeira mão, o homem conduzia na Rua Jaime Sottomayor, zona de Santa Tecla. A viatura acabou por embater noutra que seguia no sentido contrário, sem no entanto provocar ferimentos nos ocupantes.

Quando o INEM chegou ao local apenas pôde declarar o óbito. O corpo seguiu para o Hospital de Braga, onde será autopsiado.

Fonte: DN

TRILHAR UM CAMINHO PRÓPRIO

O Brasil é uma nação saqueada e violentada! Mas, neste ano de 2018 muitos monturos (pessoas que dificultam e atrapalham), serão eliminadas do cenário político, e o país, todos sabem, vem se recuperando. No meu entendimento, além das expectativas mais otimistas porque terra arrasada dá um trabalho danado .
A economia volta a empregar, a taxa Selic foi reduzida para 6,75%, algo inimaginável apenas dois anos atrás, e os investidores estrangeiros readquirem a confiança porque a capacidade do país gerar riquezas é extraordinária... Mas, é preciso, no mínimo, ser racional quando lidamos com a economia de uma nação, não é verdade?
Precisamos aprovar a reforma previdenciária porque um déficit de R$268 bilhões anual quebrará a Previdência, e os políticos que reprovam esta decisão simplesmente não fazem contas. Eles são alguns desses monturos citados no primeiro parágrafo. Precisam ser eliminados, portanto...
Creiam, Deus está trabalhando na limpeza dessa nação, e está trabalhando muito mais pela sua Igreja, pois 2018 será um ano de recompensas... A semeadura é livre, todavia a colheita é obrigatória e ela será abundante no mínimo, nos próximos dois anos.
Trilhar um caminho próprio é tendência universal de qualquer ser humano. Seguir seu próprio caminho é muito bom, e entendo que isso deve ser visto como uma virtude, afinal, todos buscam vitórias sociais, todos querem ser bem sucedidos. Mas, será que Deus se agrada disso?
Ao trilharmos um caminho, que por livre arbitrio escolhemos, é indispensável que tenhamos Deus como o principal gestor de nossas empreitadas. Deus se agrada muito disso, e vou explicar porque...
Jacó, o filho de Isaac que se transformou em Israel, seguiu seu próprio caminho e viveu experiencias interessantíssimas. Algumas situações que viveu, ferem os princípios éticos e morais... Jacó era trapaceiro, enganador, manipulador e suas atitudes eram reprovadas por muitos, inclusive por seu irmão gêmeo Esaú, que foi enganado por ele, e o jurou de morte. Jacó tirou-lhe o direito de primogenitura por um simples prato de lentilhas.
Jacó precisou fugir para casa de seu tio Labão, e fez essa viagem de aproximadamente 1000 km, sem consultar a Deus... 
Mesmo quando seguimos nossos próprios caminhos sem consultar a Deus, Ele não nos abandona em momento algum... Quando trilhamos caminhos errados, Deus nos quer de volta... E Ele queria Jacó de volta, assim como quer de volta qualquer pessoa que se desvia, pessoas que colocam os prazeres do mundo a frente de tudo.
No livro de Genesis, capítulo 28, versículos 21 e 22, Jacó faz um voto dizendo que se Deus estiver com ele nessa jornada que empreenderia, e lhe desse comida e vestimentas, e o protegesse, ele voltaria para a casa de seu pai, e o Senhor seria o seu Deus, e a pedra que erigiu por coluna, seria a casa de Deus; e de tudo quanto recebesse, certamente devolveria a Deus, o dízimo.
Vejam, Jacó permaneceu vinte e cinco longos e extenuantes anos na casa de Labão, um homem ainda mais enganador e trapaceiro que Jacó, o qual viu no sobrinho jovem e forte um homem que poderia trabalhar para enriquece-lo. 
O coitado do Jacó trabalhou quatorze anos de graça, para casar com a mulher que amava, e só começou a prosperar de fato, quando decidiu voltar a casa de seu pai e resolver a questão da briga com seu irmão Esaú. Pendências precisam ser resolvidas e jamais postergadas!
Todavia, Jacó não poderia voltar para sua parentela sem dinheiro, e cheio de filhos e com muitas mulheres. Porém, tomada a decisão de voltar para a casa de seu pai Isaac, Deus decide ajuda-lo.
Então, a partir dessa decisão tudo o que Jacó faz, Deus abençoa e faz abundar. Deus dá em dobro tudo aquilo que Jacó se propóe a fazer, e em poucos anos ele amealha uma fortuna considerável. Ficou rico, rapidinho.
Prezado leitor, trocas de bom propósito são abençoadas por Deus e o dízimo é um relacionamento de amizade e confiança para com Deus. Quando você diz: Deus, me abençoa porque necessito as suas graças. Quando diz isso, você retribui com o quê?
Ora, o dízimo é a lei! E Deus usa o devorador como instrumento para discipular as pessoas. Pessoas que tem caráter de Deus, devolvem a Ele os dez por cento de seus ganhos, e seguem sendo abençoadas.
O homem de televisão Silvio Santos, num programa chamado Mesa Redonda, deu uma lição de vida. Indagado pela repórter sobre o segredo de seu sucesso, ele respondeu: Olha, eu sou judeu e sei que Jesus Cristo era o Messias. Jesus falou que devemos dar a César o que é de César e dar a Deus o que é de Deus. Eu pago todos meus impostos em dia e pago o dízimo porque não quero briga com o fisco, e não quero briga com Deus. Eu só quero o que é meu.
Que lição e tanto!
Na viagem de volta, Jacó orava para que Deus amolecesse o coração de seu irmão Esaú. No vale do Jaboque, Jacó contende com o anjo do Senhor e saiu abençoado e confiante. Em comunhão com Deus, tem a estratégia de presentear Esaú, e avisa seus serviçais para se adiantarem, e encaminha a seu irmão gêmeo, alguns dos melhores animais de seu rebanho.
"O presente dado em segredo, abate a ira!" Este era o propósito de Jacó: Abater a ira de Esaú.
Todas as vezes que precisamos do auxílio de alguém, devemos pagar uma oferta de remissão... E Jacó obteve o abatimento da ira de seu irmão, e a família se uniu outra vez. Aleleuia!
Precisamos todos, como Jacó, aprender a beber da fonte de Deus. Nós precisamos ser dependentes de Deus!
Essa semana li uma reportagem que revela como alguns advogados estão ganhando fortuna para defender políticos corruptos e mentirosos, aqui no Brasil. A matéria escancarava a foto de um advogado todo faceiro e cheio de si, fumando um charuto de R$350,00. Isso me lembrou a conversa que mantive ontem com um advogado, o qual está chateado com sua profissão. Ele me confidenciou: Eu vivo uma vida de mentiras, meu caro João. Nas muitas causas que advogo, preciso perguntar a meu cliente: Nós vamos mentir ou vamos perder esta ação? Claro, é preciso mentir para haver possibilidade de ganhar a ação.
Aí esse advogado e amigo me disse ser um homem triste e desanimado por precisar advogar! Ele tem 56 anos de idade e não sabe fazer outra coisa... Eu o olhei e assegurei que nós podemos qualquer coisa, se de fato quisermos. Virar o jogo e trilhar caminho próprio é tarefa exclusivamente nossa, e se for com a companhia de Deus, não há o que temer. (sem trocadilhos)
O problema, meu prezado leitor, é que a maioria não quer pagar o preço de fazer as coisas de um jeito diferente. Eles insistem em trilhar caminhos errados! E por isso sofrem! E por isso desanimam e preferem jogar a toalha...
Prezados, todos temos um pouco de Jacó em nós, mas precisamos ser transformados em novas criaturas. Jacó se transformou em Israel... De enganador e trapaceiro para um príncipe do Senhor... Por isso permita que Deus o guie, daqui para frente, pois ele o ama e quer abençoa-lo... Deus quer ve-lo feliz!
Deus decidiu abençoar o Brasil e está fazendo isso através da cidade de Curitiba... E eu não estou pregando religião, eu estou pregando amor e justiça ao povo brasileiro. Queiram ou não, a operação Lava Jato está redimindo esta nação... Glória a Deus por isso!
As pessoas sofrem porque não mudam seus procedimentos. Aprender a mudar procedimentos e criar novas estratégias é uma virtude, e é preciso coragem para mudar, mas aliançados com Deus, tudo dará certo.
Com carinho e orando pelo bem do Brasil, alerto para que neste 2018 é vital para o país que os cidadãos brasileiros saibam honrar o seu voto. Se temos democracia, saibamos exerce-la e diga Não a todos os políticos corruptos!


João Antonio Pagliosa
Curitiba, 08 de fevereiro de 2018
Engenheiro Agrônomo


Apresentação do Mapa de Sessões de Colheitas de Sangue a realizar no ano de 2018 no Posto Fixo da ADASCA em Aveiro


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Espírito de resistência e amor à Igreja

Roberto de Mattei (*
Herói da resistência anticomunista, o Cardeal József Mindszenty (1892–1975), foi Arcebispo-Príncipe de Esztergom e Primaz da Hungria. Preso pelo regime comunista e cruelmente torturado, resistiu corajosamente. Na foto, em 1956, o Cardeal libertado do cárcere durante o levante popular anticomunista.
Herói da resistência anticomunista, o Cardeal József Mindszenty (1892–1975), foi Arcebispo-Príncipe de Esztergom e Primaz da Hungria. Preso pelo regime comunista e cruelmente torturado, resistiu corajosamente. Na foto, em 1956, o Cardeal libertado do cárcere durante o levante popular anticomunista.
À medida que se aproxima o quinto aniversário da eleição do Papa Francisco, ouvimos muitas vezes repetir que estamos diante de uma página dramática e absolutamente inédita na história da Igreja. Isto é apenas parcialmente verdadeiro. A Igreja sempre conheceu horas trágicas que viram a laceração de seu Corpo Místico, desde o nascimento no Calvário até tempos mais recentes.
Herói da resistência anticomunista, o Cardeal József Mindszenty (1892–1975), foi Arcebispo-Príncipe de Esztergom e Primaz da Hungria. Preso pelo regime comunista e cruelmente torturado, resistiu corajosamente. Na foto, em 1956, o Cardeal libertado do cárcere durante o levante popular anticomunista.Os mais jovens não sabem e os idosos esqueceram os terríveis anos que se seguiram ao Concílio Vaticano II, dos quais a era atual provém. 50 anos atrás, enquanto explodia [na Sorbonne] a revolta de 1968, um grupo de cardeais e bispos, que tinham sido os protagonistas do Concílio, tentaram impor uma mudança radical na doutrina católica sobre o casamento. A tentativa foi frustrada porque Paulo VI, com a encíclica Humanae Vitae, de 25 de julho de 1968, reiterou a proibição da contracepção artificial, restituindo força e esperança ao rebanho desorientado. Mas Paulo VI, o Papa da Humanae Vitae, foi também aquele que causou uma ruptura profunda com a tradição católica, ao impor em 1969 o novo rito da Missa, que está na origem da devastação litúrgica atual. O mesmo Paulo VI promoveu a Ostpolitik, assumindo em 18 de novembro de 1973 a grave decisão de retirar de seu cargo de Arcebispo de Esztergom e Primaz da Hungria o Cardeal József Mindszenty (1892-1975), [foto acima e ao lado] campeão da oposição católica ao comunismo. O Papa Montini desejava a realização do “compromisso histórico” na Itália, por meio de um acordo entre o secretário da Democracia Cristã, Aldo Moro, e o secretário do Partido Comunista, Enrico Berlinguer. A operação foi abruptamente interrompida unicamente pelo sequestro e assassinato de Moro, do qual ocorrerá em breve o quadragésimo aniversário, seguido da morte do próprio Papa Montini em 6 de agosto de 1978.


Naqueles anos de prevaricação e de sangue, algumas vozes corajosas se ergueram e devem ser lembradas não apenas por dever de memória, mas porque ajudam a nos orientar na escuridão do momento presente. Recordamos duas, anteriores à explosão do chamado “caso Lefèbvre”, o arcebispo francês de quem Mons. Athanasius Schneider, em uma entrevista recente, sublinhou a “missão profética em um tempo obscuro e extraordinário de uma crise generalizada da Igreja”.

A primeira voz é a do teólogo dominicano francês padre Roger Calmel [foto ao lado], que em 1969 rejeitou o Novus Ordo de Paulo VI e em junho de 1971 escreveu na revista Itinéraires:

“A nossa resistência cristã de sacerdotes ou de leigos, resistência dolorosíssima porque nos obriga a dizer não ao próprio Papa a respeito da manifestação modernista da Missa católica, nossa resistência respeitosa, mas inflexível, é ditada pelo princípio da plena fidelidade à Igreja sempre viva; ou, em outras palavras, pelo princípio da fidelidade viva ao desenvolvimento da Igreja. Nunca pensamos frear ou, menos ainda, impedir aquilo que alguns, com palavras aliás muito equivocadas, chamam de ‘progresso’ da Igreja, mas que é na realidade seu crescimento homogêneo em questões doutrinárias e litúrgicas, na continuidade da tradição, a caminho da ‘consummatio sanctorum’. […] Como Nosso Senhor nos revelou nas parábolas, e como ensina São Paulo nas suas epístolas, acreditamos que a Igreja, através dos tempos, cresce e se desenvolve em harmonia, mas através de mil sofrimentos, até o retorno glorioso do próprio Jesus, seu Esposo e Senhor nosso. É precisamente porque estamos convencidos de que ao longo dos séculos se verifica o crescimento da Igreja, e porque estamos prestes a nos inserir, tanto quanto depende de nós e o mais retamente possível, neste movimento ininterrupto e misterioso, que rejeitamos este pretenso progresso que o Vaticano II reivindica e que na realidade é um desvio mortal. Retomando a distinção clássica de São Vicente de Lerins, quanto mais temos desejado um belo crescimento, um esplêndido ‘profectus’, tanto mais vigorosamente rejeitamos, sem consentir em transações, uma fatal ‘permutatio’ ou qualquer mudança radical e vergonhosa — radical, porque provindo do modernismo nega toda a fé; vergonhosa, porque toda negação de molde modernista é evasiva e oculta”.

Herói da resistência anticomunista, o Cardeal József Mindszenty (1892–1975), foi Arcebispo-Príncipe de Esztergom e Primaz da Hungria. Preso pelo regime comunista e cruelmente torturado, resistiu corajosamente. Na foto, em 1956, o Cardeal libertado do cárcere durante o levante popular anticomunista.A segunda voz é a do pensador e homem de ação brasileiro Plinio Corrêa de Oliveira [foto ao lado], autor de um manifesto de resistência à Ostpolitik vaticana publicado no dia 10 de abril de 1974 em nome da associação Tradição, Família e Propriedade, sob o título de A política de distensão do Vaticano com os governos comunistas. Para a TFP: omitir-se ou resistir?
Plinio Corrêa de Oliveira explicava: “Resistir significa que aconselharemos os católicos a que continuem a lutar contra a doutrina comunista com todos os recursos lícitos, em defesa da Pátria e da Civilização Cristã ameaçadas.” E acrescentava: “As laudas da presente declaração seriam insuficientes para conter o elenco de todos os Padres da Igreja, Doutores, moralistas e canonistas — muitos deles elevados à honra dos altares — que afirmam a legitimidade da resistência. Uma resistência que não é separação, não é revolta, não é acrimônia, não é irreverência. Pelo contrário, é fidelidade, é união, é amor, é submissão. ‘Resistência’ é a palavra que escolhemos de propósito, pois ela é empregada nos Atos dos Apóstolos pelo próprio Espírito Santo, para caracterizar a atitude de São Paulo. Tendo o primeiro Papa, São Pedro, tomado medidas disciplinares referentes à permanência no culto católico de práticas remanescentes da antiga Sinagoga, São Paulo viu nisto um grave fator de confusão doutrinária e de prejuízo para os fiéis. Levantou-se então e “resistiu em face” a São Pedro (Gal. II, 11). Este não viu, no lance fogoso e inesperado do Apóstolo das Gentes, um ato de rebeldia, mas de união e amor fraterno. E, sabendo bem no que era infalível e no que não era, cedeu ante os argumentos de São Paulo. Os Santos são modelos dos católicos. No sentido em que São Paulo resistiu, nosso estado é de resistência. E nisto encontra paz nossa consciência.”
Herói da resistência anticomunista, o Cardeal József Mindszenty (1892–1975), foi Arcebispo-Príncipe de Esztergom e Primaz da Hungria. Preso pelo regime comunista e cruelmente torturado, resistiu corajosamente. Na foto, em 1956, o Cardeal libertado do cárcere durante o levante popular anticomunista.A “resistência” não é uma declaração de fé puramente verbal, mas um ato de amor à Igreja que acarreta consequências práticas. Quem resiste se distancia daquele que causa divisão na Igreja, critica-o abertamente, corrige-o. Expressaram-se nessa linha, em 2017, a Correctio filialis ao Papa Francisco e o manifesto dos movimentos pró-vida, publicado sob o título Fiéis à verdadeira doutrina, não aos pastores errados. Situa-se hoje na mesma linha a atitude intransigente do Cardeal Joseph Zen Zekiun [foto ao lado] em relação à nova Ostpolitik do Papa Francisco com a China comunista. Aos que lhe objetam ser necessário “tentar encontrar um terreno comum para unir o Vaticano e a China separados por décadas”, o Cardeal Zen responde: “Mas pode haver algo de ‘comum’ com um regime totalitário? Ou você se entrega ou então aceita a perseguição, permanecendo fiel a si mesmo. Pode-se imaginar um acordo entre São José e o Rei Herodes?”. E para aqueles que lhe perguntam se ele está convencido de que o Vaticano está vendendo a Igreja Católica na China, ele responde: “Sim, indubitavelmente, se eles continuarem a caminhar na direção que é óbvia em tudo o que fizeram nesses últimos meses e anos”.
Anunciou-se para o dia 7 de abril um simpósio em Roma, do qual muito ainda se ignora, mas cujo tema seria a atual crise da Igreja. A participação de alguns cardeais e bispos, sobretudo do Cardeal Zen, daria máximo crédito a essa reunião. Devemos rezar para que dela possa elevar-se uma voz de amor pela Igreja e de firme resistência a todos os desvios teológicos, morais e litúrgicos do atual pontificado, sem a ilusão de que a solução seria de insinuar a invalidade da renúncia de Bento XVI ou a eleição do Papa Francisco. Refugiar-se na questão canônica equivale a evitar debater o problema doutrinário, que está na raiz da crise que estamos vivendo.

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(*) Fonte: “Corrispondenza romana”, 7-2-2018. Matéria traduzida do original italiano por Hélio Dias Viana.