segunda-feira, 22 de abril de 2019

Vinhos alvarinho de Monção e Melgaço triunfam no Concurso “Os Melhores Verdes”

Cinco vinhos alvarinhos de Monção e de Melgaço arrebataram os prémios "Best of 2019" do Concurso "Os Melhores Verdes", que foram entregues na noite do dia 19 de Abril na Sala do Arquivo, na Alfândega do Porto.
A eleição dos melhores vinhos verdes é uma iniciativa anual da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) e esteve a cargo, este ano, de um júri composto por "críticos e provadores de sete países, selecionados nos principais mercados de exportação do vinho verde", informou o organismo.
Desde 2009 que a CVRVV inclui a categoria "Best Of" no Concurso Melhores Verdes, visando promover um "Top 5" alvo de maior divulgação e promoção internacional, e este ano os distinguidos "são uma vitória unânime da casta Alvarinho da sub-Região de Monção e Melgaço", uma das nove da Região Demarcada dos Vinhos Verdes.
Os vinhos "Best Of 2019" são Valados de Melgaço Reserva Alvarinho 2017, Encosta dos Castelos Alvarinho 2018, Dom Ponciano Colheita Seleccionada Alvarinho 2013, Vinha Antiga Escolha Alvarinho 2017 e Portal do Fidalgo Alvarinho 2018.
O júri deste concurso elegeu ainda 12 referências na categoria Ouro, entre 291 amostras a concurso, agrupadas nas categorias Vinhos Verdes Brancos, Rosados, Tintos, de Casta, Colheita igual ou anterior a 2016, Espumantes, Aguardentes e Regional Minho.
Entre os vinhos premiados com o ouro figuram dois "Best Of", o Dom Ponciano Colheita Seleccionada Alvarinho 2013, na categoria Colheita anterior a 2016, e o Encosta dos Castelos Alvarinho 2018, na da casta Alvarinho.
Os outros premiados com Ouro são Quinta dos Encados Grande Escolha 2018 (Branco), Desfiado Reserva 2018 (Rosado), Quinta da Samoça Vinhão 2018 (Tinto), Ardina Colheita Seleccionada 2018 (Arinto), Quinta de Linhares 2018 (Avesso), Vale do Homem 2018 (Loureiro), Opção Azal 2018 (Azal), Alvarinha (Aguardente), Muralhas de Monção Branco Reserva Bruto Alvarinho 2015 (Espumante) e Quinta de Gomariz Colheita Seleccionada Alvarinho 2018 (Regional Minho).
O prémio "A melhor Vinha 2019", que reuniram 15 concorrentes, foram para a Quinta da Calça (Esposende), Quinta de Ornellas (Amares) e Solar das Bouças (Amares), o de "Melhor Viticultor do ano" foi entregue a João Tomás (Quinta da Calça) e o de "Vinha e Ambiente" coube à Quinta de Santiago.
O presidente da CVRVV, Manuel Pinheiro, disse à agência Lusa que o triunfo dos alvarinhos na categoria "Best Of" mostra que "é uma casta internacionalmente" reconhecida" e que esses "vinhos estão prontos para a exportação e serão bem recebidos nos mercados externos".
"A esmagadora maioria dos vinhos verdes exportados são de lote e o alvarinho ainda está ser descoberto como uma grande casta a nível mundial. A Região tem é que agarrar esta oportunidade", acrescentou, referindo que a nova aposta deve ser "valorizar" o produto" mais do que "crescer".
Manuel Pinheiro declarou-se ainda "muito satisfeito pelo número recorde" de 291 vinhos concorrentes e pelos prémios atribuídos, pois "o último ano foi difícil e ainda assim conseguiram-se bons vinhos", mérito, em sua opinião, da "viticultura, que tem sido a alavanca da região".
Lusa

Mural vai homenagear memórias de presos políticos na Fortaleza de Peniche

Domingos Abrantes e José Pedro Soares são dois dos 2400 presos que passaram pela cadeia política da Fortaleza de Peniche, que figuram num mural a ser inaugurado no dia 25 de Abril, pelo primeiro-ministro e a ministra da Cultura.
José Pedro Soares, um dos últimos cinquenta presos da cadeia de Peniche, a serem libertados na madrugada de 27 de abril de 1974, e Domingos Abrantes, o sobrevivente que mais anos – nove – esteve detido em Peniche, têm bem presente na memória as torturas sofridas e as dificuldades diárias de um preso político durante a ditadura.
“Havia meia hora para as refeições e 20 horas de isolamento” nas celas individuais, lembra Domingos Abrantes, que foi transferido para Peniche após a célebre fuga do ex-dirigente comunista Álvaro Cunhal, em 1960, e por isso aí foi vítima do “regime opressivo mais terrível”.
“Até preferia a vida celular à vida numa cela comum, porque era difícil, devido aos problemas humanos de cada um”.
Com os vidros da janela da cela ofuscados, sem se poderem deitar durante o dia, o tempo de reclusão era passado a ler, a dar passos pela cela e a ouvir os barulhos do exterior: “O mar a bater na falésia, os barcos a partir e o barulho das gaivotas quando chegavam cheios de peixe, as portas da prisão a abrir e a fechar, os mais de 40 apitos diários dos guardas ao levantar, deitar e às refeições, o farol em dias de nevoeiro e os dias de festa”, descrevem.
“Voltar agora em liberdade a este espaço é diferente, mas ainda nos custa, porque foi um local onde estivemos encarcerados num tempo muito difícil e isso nunca é bom de recordar”, diz à Lusa José Pedro Soares, durante uma visita às obras que decorrem na Fortaleza, para a instalação do Museu Nacional da Resistência e da Liberdade.
Em Peniche, o ex-preso cumpriu cerca de um ano dos três e meio a que tinha sido condenado, e descreveu com detalhe as torturas a que foi sujeito, na prisão de Caxias, durante os longos 21 dias de interrogatório, que fizeram dele o “preso mais torturado”, diz emocionado.
Nos interrogatórios, em que apenas dormiu uma noite, recorda, “diziam que só saía para o cemitério se não falasse”. E José Pedro “nunca falou”, ao ponto de os seus “pés não caberem nos sapatos, ficar todo negro de tanto soco e puxão de cabelos e urinar sangue”.
O seu relato ecoou no estrangeiro, ao ser noticiado por uma rádio na Checoslováquia e, apesar de a notícia ter sido ouvida e transcrita pela PIDE (a polícia política portuguesa, Polícia Internacional de Defesa do Estado), contribuiu para aumentar o movimento de apoio aos presos políticos” e “dividiu” o fascismo.
“A luta dos próprios presos e das famílias melhorou. Já conseguíamos circular no pavilhão durante o dia e recolher à cela à noite, já tínhamos televisão”, exemplifica.
Numa passagem do ano, quando as medidas eram menos restritivas, os presos escreveram e encenaram uma peça de teatro, designada “A fuga do fascista”, em que uma das personagens, Popov, era um inspetor encarregado de recapturar os presos que tinham fugido e que usava ‘palavras caras’ em português, como ‘nefelibata’.
“O guarda ouviu e virou-se a dizer que não podíamos falar estrangeiro. O colega, que era professor de português, disse ao guarda que era português correto e o guarda respondeu que, se era português, era calão e também não se podia falar calão”, lembra Domingos Abrantes, acrescentando que “a festa de ano novo acabou” com “todos fechados nas celas”.
Lusa

Marcelo Rebelo de Sousa abre hoje Fórum Jurídico com presença de Sérgio Moro

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, participa hoje na abertura do Fórum Jurídico, na Universidade Clássica de Lisboa, antes da intervenção do ministro da Justiça brasileiro, Sérgio Moro.
A cerimónia de abertura do VII Fórum Jurídico de Lisboa, que aborda a Justiça e a Segurança até quarta-feira, está prevista para as 09:00, após a qual se realiza a primeira conferência, com Sérgio Moro, a partir das 09:45.
O ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil, membro do Governo de Jair Bolsonaro, que tomou posse em janeiro, vai intervir no painel “O Estado democrático de Direito e o combate à criminalidade organizada e à corrupção”.
Ao longo de três dias, serão abordados assuntos relevantes do foro político internacional, entre outros, pelo presidente do senado do Brasil, Davi Alcolumbre, o presidente da câmara dos deputados brasileira, Rodrigo Maia, o presidente do Supremo Tribunal de Justiça de Portugal, João Otávio de Noronha, e o diretor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Pedro Romano Martinez.
As várias conferências irão abordar temas de atualidade, como “Reformas na Justiça, no domínio penal e processual penal”, “Segurança Pública”, “Custos públicos e privados em segurança no Brasil” ou “Execução penal e crise penitenciária”.
A terça-feira, segundo dia, terá como palestrantes o diretor-geral da Polícia Federal no Brasil de 2011 a 2017 e coordenador de Inteligência e Segurança da FGV Projetos, Leandro Daiello, o senador brasileiro António Anastasia e o criminalista Sacha Darke.
O último dia de conferência terá o painel “Redes sociais, Informação e Democracia”, com um painel composto pelo diretor-geral da Impresa, Ricardo Costa, e a diretora da Lusa, Luísa Meireles, entre outros.
Em debate, questões pertinentes dos desafios e limites que se colocam à comunicação social, entre os quais ‘fake news’ e as redes sociais.
Lusa

Jogos Sem Fronteiras de Anadia

Centro Social de Avelãs de Cima e Misericórdia de Sangalhos foram os vencedores
O Pavilhão dos Desportos de Anadia acolheu, nos passados dias 11 e 12 de abril, a 1ª edição dos “Jogos Sem Fronteiras – Intergeracionais”, que envolveu cerca de 500 participantes, entre crianças, idosos e pessoas com incapacidade intelectual e desenvolvimental, de 17 Instituições Particulares de Solidariedade Social do concelho.
Os vencedores do primeiro dia foram o Centro Social de Avelãs de Cima, com dois jogos ganhos, e o Centro Paroquial da Moita, com um. No segundo dia, a Misericórdia da Freguesia de Sangalhos venceu dois jogos e o Centro Social Maria Auxiliadora de Mogofores um jogo. A todas as equipas foi entregue uma taça de participação.
Muita alegria e boa disposição foram os ingredientes constantes desta atividade, integrada no plano de ação de 2019 da Rede Social de Anadia. O evento pretendeu proporcionar momentos de socialização e convívio entre diferentes gerações, que frequentam as diferentes respostas sociais das instituições sociais do concelho, bem como a partilha de experiências “no brincar” entre as diferentes gerações e a coesão de laços entre os mais jovens e os seniores.
A atividade foi estruturada em dois dias, por forma a dividir as instituições e reduzir o número de participantes nos jogos, com o objetivo de proporcionar uma maior qualidade, na interação entre participantes.
INSTITUIÇÕES PARTICIPANTES

dia 11 abril
APPACDM
Casa do Povo de Amoreira da Gândara
Centro Social, Cultural e Recreativo de Poutena
Centro Social, Cultural e Recreativo de Avelãs de Cima
Centro Social Nossa Sra. do Ó de Aguim
Centro Social e Paroquial da Moita de Anadia
Bem-Me-Quer
Belorizonte
Hotel Sénior da Curia

dia 12 de abril
Associação Social de Avelãs de Caminho
Centro de Apoio Social de Vila Nova de Monsarros
Centro de Bem Estar Social da Freguesia de Tamengos
Centro Social, Cultural e Recreativo de Paredes do Bairro
Centro Social Maria Auxiliadora de Mogofores
Centro Social, Recreativo e Cultural de Pedralva
Misericórdia da Freguesia de Sangalhos
Club de Ancas

Joana Franca e Luís Duarte participaram na prova Trilho dos Gatos

Numa organização do Gatões BTT, teve lugar no passado domingo 14 de abril o VII Trilho dos Gatos, contando com o apoio da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, União de Freguesias de Montemor-o-Velho e Gatões, entre outras entidades e empresas.
Tendo como principal objectivo dinamizar a região e dar a conhecer um pouco os trilhos a todos os amantes de Trail Running, o percurso foi realizado pela zona de Montemor-o-Velho, Moinho da Mata e Gatões.
Participaram nesta prova os atletas da Secção de Ar Livre e Aventura da Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense Joana Franca e Luis Duarte, competindo na prova de Trail Curto, na distância de 19km, corrido na sua esmagadora maioria em terra batida e pontuável para o Circuito Distrital de Trail, da Associação Distrital de Atletismo de Coimbra.
Joana Franca, terminou a sua prova no 5º lugar da classificação geral individual, alcançando a 1ª posição no escalão, F40, tendo Luís Duarte, alcançado o 120º lugar da classificação geral individual e o 27º lugar no escalão de M40.


Investigadores da FCTUC criam tecnologia baseada no bater do coração

  1. Uma nova abordagem tecnológica baseada no som dos batimentos cardíacos, que permite a monitorização contínua das doenças do coração em casa, é o que propõe uma equipa de investigadores do Departamento de Engenharia de Informática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).
  2. Liderada por Paulo de Carvalho, especialista em informática clínica, a equipa desenvolveu, com a colaboração de três médicos, uma tecnologia de baixo custo e não invasiva em que o som cardíaco é a chave de acesso a um conjunto de informação necessária para caracterizar e avaliar o funcionamento do coração.
  3. Basicamente, a partir do som do batimento cardíaco, «obtido com recurso a pequenos sensores, desenvolvemos um algoritmo [software] que permite extrair automaticamente os denominados tempos sistólicos do coração e estimar o débito cardíaco», refere o docente do Departamento de Engenharia Informática da FCTUC.
  4. Há dois tempos sistólicos que são fundamentais para a avaliação do estado de saúde do coração: o período de pré-ejeção (PEP), que funciona como comando para o coração contrair (uma espécie de “motor de arranque”), e o período de ejeção – o tempo que o ventrículo esquerdo está contraído para ejetar o sangue para a aorta.
  5. Com os dados obtidos durante esta dinâmica cardiovascular, a tecnologia desenvolvida pelos investigadores da FCTUC avalia continuamente a função cardíaca fornecendo aos cardiologistas o relatório sobre a situação do doente. Para tal, o sistema integra três componentes, designadamente sensores, que podem ser colocados, por exemplo, no vestuário; um telemóvel que agrega os sinais provenientes dos sensores e um servidor que armazena a informação.
  6. A grande vantagem desta tecnologia é permitir «o seguimento permanente de vários tipos de patologias cardiovasculares, em particular a insuficiência cardíaca, em ambulatório. Não estamos a inventar informação nova, já que a auscultação sempre foi e continua a ser uma fonte de informação extremamente relevante no diagnóstico e prognóstico médico, sobretudo em cardiologia, apenas encontrámos uma nova solução para fornecer ao clínico informação que ele já percebe. Ou seja, descobrimos uma forma de obter em casa informação que até agora só era possível adquirir no hospital. Com esta tecnologia, o doente tem um acompanhamento constante e de longo prazo no conforto do seu lar», sublinha Paulo de Carvalho.
  7. Atualmente, o acompanhamento dos doentes é realizado periodicamente, tipicamente em consultas de seis em seis meses. Com este tipo de sistemas de monitorização contínua, «consegue-se fazer uma correção muito mais fina evitando que o doente evolua para situações agudas. É uma ferramenta valiosa para o prognóstico e diagnóstico, de simples utilização», assevera o investigador. Por isso, estamos perante uma tecnologia que pode fazer a diferença na gestão das doenças cardiovasculares, que são a principal causa de morte em todo o mundo.
  8. A solução – que está pronta a entrar no mercado, assim a indústria a pretenda implementar – foi desenvolvida no âmbito do projeto “SoundForLife”, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), e testada em doentes internados no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e em pessoas saudáveis (grupo de controlo).


Perdeu a vida homem com 38kg que foi dado como apto para trabalhar


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Noticias ao Minuto
O homem tinha 64 anos e pesava apenas 38 kg, no entanto, mesmo assim foi considerado apto para trabalhar, pelo Departamento de Trabalho e Pensões do Reino Unido, e perdeu a vida, na passada segunda-feira.

Stephen Smith, de Liverpool, foi notícia pela situação insólita, e mais tarde, o governo britânico disse que se tinha tratado de um erro e que iria compensar o doente.

O Departamento de Trabalho e Pensões considerou que Stephen estava apto para trabalhar e negou-lhe acesso aos benefícios sociais de que usufruía. O homem teve alta hospitalar e foi-lhe dito que teria de comparecer no centro de emprego para procurar um trabalho.

A doença mais debilitante que o homem tinha era a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica, um problema respiratório incurável. Mas sofria também, de osteoartrite, tinha uma próstata aumentada e usava uma bolsa de colostomia para conseguir fazer as suas necessidades.

O sexagenário deu entrada no hospital na semana passada com uma pneumonia e os amigos acabaram por confirmar que não resistiu.

Fonte:bombeiros24