segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Estarreja | OuTonalidades começa em Estarreja com os Prana

O café-concerto do CTE recebe quatro concertos: Prana, Luar da Namorosa, Moonshiners e Left


Com o regresso das férias, deixamos os primeiros bons motivos para sair de casa. O OuTonalidades - circuito português de música ao vivo que percorre o país de norte a sul, abre a nova temporada do Cine-Teatro de Estarreja (CTE).

A 23.ª edição arranca no dia 21 de setembro, sábado, e o café-concerto recebe os Prana. Miguel Lestre, João Ferreira e Diogo Leite apresentam o mais recente álbum “Ser Nenhum” composto por 13 novos temas cantados em português.

O segundo concerto chega em outubro, dia 18, com os Luar da Namorosa. Nove cantadores e instrumentistas sobem ao palco com novos caminhos do cante alentejano. Vão mostrar a sua interpretação contemporânea sobre a fusão do cante tradicional alentejano com outras géneros musicais como o jazz.

Os aveirenses Moonshiners, constituídos por Gamblin' Sam (voz e harmónica), Susie Filipe (bateria) e Vítor Hugo (voz e guitarra) atuam no dia 1 de novembro. Sob a alçada de influências tão distintas como Bob Dylan e Morphine, a sua música destaca-se pelas harmónicas estridentes e riffs explosivos. Tudo isto com a participação de Bruno Barreto (baixo), Gabriel Neves (saxofone) e Carlos Lázaro (teclados).

Left (a nova forma de Antony Left) é um dos segredos mais bem guardados da pop nacional. Neste concerto, dia 21 de dezembro, dará a conhecer uma nova viagem com o trabalho “Perspective”. O álbum surge como uma justificação para explorar e misturar diferentes sonoridades e ideias, recusando-se a estagnar numa só perspetiva.

Os concertos têm sempre início às 22h00 e os bilhetes têm um preço de três euros, sendo a entrada gratuita para os detentores de Cartão Amigo, Cartão Sénior e Cartão Jovem Municipal.

O circuito “Outonalidades” é coordenado pela d’Orfeu Associação Cultural em colaboração direta com inúmeros parceiros (municípios, teatros e associações), na consolidação de uma grande rede de programação que dá palco a músicos e a músicas de todos os estilos. Nesta já longa parceria do Município de Estarreja com a d’Orfeu, serão grandes noites de outono no café-concerto do Cine-Teatro.

Daniela Couto

Alvaiázere | Abertas as inscrições para o Trail do Chícharo


No próximo dia 5 de outubro vai realizar-se mais uma edição do Trail do Chícharo, que este ano integra quatro opções para participação.
Assim, decorrerão três provas cronometradas:
  • O “Trail Kids” destinado a crianças com idades compreendidas entre os 10 e os 14 anos;
  • O Trail Curto, com uma extensão de 12 Km; e
  • O Trail Longo, que totalizará 21 Km.
Para além destas, haverá uma caminhada de 12 Km, aberta à participação de maiores de 12 anos (desde que acompanhados e devidamente autorizados pelos respetivos representantes legais).
Os preços para a participação são de €6,00 para o Trail Kids e caminhada, e de 10€ para o Trail Curto e Trail Longo, sendo que as inscrições são efetuadas no site do parceiro do evento, em http://www.prozis.com/trailchicharo19.
A participação, que inclui seguro de acidentes pessoais e de responsabilidade civil, dá ainda direito a reforços alimentares durante a prova, almoço volante constituído por sopa e bifana, e brindes vários, como t-shirt e prémio finisher, entre outros.
O levantamento de dorsais é feito no dia anterior à prova, entre as 17 e as 22 horas, e no próprio dia, a partir das 07:00, junto do secretariado localizado no Estádio Municipal, local de onde se iniciará a prova.
O Município de Alvaiázere convida a participar nesta prova, que pretende, acima de tudo, possibilitar o convívio entre todos os participantes, promover hábitos de vida saudáveis e dar a conhecer a beleza e singularidade do património natural e paisagístico do concelho de Alvaiázere.



Évora lidera projeto para tornar a cidade autossustentável e amiga do ambiente

A cidade de Évora, através da Câmara Municipal, irá liderar o projeto POCITYF (Positive Energy CITY Transformation Framework), na qualidade de cidade-lanterna, depois da Comissão Europeia ter dado “luz verde” a esta candidatura. O projeto POCITYF assenta em soluções SmartCity já testadas e validadas, às quais se acrescenta uma componente de inovação para o Centro Histórico, Horta das Figueiras/Zona industrial e Valverde.
A candidatura foi desenvolvida por um grupo alargado de trabalho, do qual fazem parte para além do município de Évora, a EDP, parceiros da área tecnológica sediados em Évora (Universidade de Évora, PACT, DECSIS), restante território Nacional (FCT-Universidade Nova, INESC-PORTO, UBIWHERE, SONAE) e parceiros internacionais (de Itália: Schneider Electric SPA; TEGOLA CANADESE SPA., de Espanha: ONYXSOLAR, e da Alemanha: AMPS Power GmbH).
Évora entrou no projeto POCITYF na qualidade de cidade- lanterna (cidade para as quais serão desenvolvidas, implementadas e monitorizadas as soluções do projeto), a par da cidade Holandesa de ALKMAAR, ao qual se juntaram as seguintes cidades seguidoras - que replicarão as soluções das cidades lanterna: Granada (Espanha), Bari (Ιtália), Celje (Eslovénia), Ujpest (Hungria), Ioannina (Grécia) e Hvidovre (Dinamarca).
A estratégia do projeto POCITYF foi desenvolvida em quatro Linhas de Transição Energética (LTE) de atuação complementares e multidisciplinares, com a integração de sistemas energéticos comercializados e inovadores, para tornar a cidade mais autossustentável e amiga do ambiente.
O projeto POCITYF tem a duração de 60 meses e um investimento total de 22,5M€ (destinado na sua maioria às duas cidades lanterna, Évora e Alkmaar). Évora irá beneficiar de um investimento de 9,8M€ (total dos parceiros que trabalharão para Évora), do qual 8,1M€ será financiamento entregue pela CE.
O Município de Évora irá receber da CE uma verba de 1,15M€, da qual se destina: 488m€ à subcontratação para a instalação de equipamentos a fornecer pelos parceiros; 414m€ a custos diretos com pessoal; 251m€ a outros custos indiretos e diretos.

A apresentação do POCITYF ocorrerá no próximo dia 19 de Setembro, pelas 10h30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.


Politica | PS mais longe da maioria absoluta. PSD recupera… mas pouco

É o primeiro recuo nas intenções de voto desde abril deste ano. Em setembro o PS viu encurtar-se a distância face ao PSD. O aumento do número de indecisos, sobretudo na área socialista, ajuda a explicar este resultado.
Se as eleições fossem hoje, em que votaria? A pergunta que nos últimos meses foi acumulando cada vez mais intenções de voto no Partido Socialista, em setembro, parece ter sido de resposta mais difícil. O número de indecisos que respondeu ao inquérito da Pitagórica para a TSF e para o JN disparou de agosto para setembro (de 19,6% para 28,4%) e isso parece ter afetado sobretudo as intenções de voto no PS.
Assim, este mês, o Partido Socialista liderado por António Costa recolhe 39,2% das intenções de voto. É um trambolhão de 4,4 pontos percentuais (pp) face ao mês anterior. Em sentido inverso, o PSD de Rui Rio recupera 2,9 pp, para 23,3% dos inquiridos que parecem agora disponíveis para votar nos sociais-democratas. A distância entre estes dois partidos - que pode ser determinante para uma eventual maioria absoluta - é agora de 15,9 pontos.
Quem não mexe é o Bloco de Esquerda que continua com 10% de intenções de voto, rigorosamente a mesma percentagem que tinha em agosto. Mas vê a distância face ao quarto "classificado", a CDU, estreitar-se. A Coligação Democrática Unitária sobe mais de um ponto em setembro para 7,7% e consegue, com isso, o melhor resultado desde abril.
Quem também recupera, ainda que muito ligeiramente, é o CDS de Assunção Cristas. Este mês, os centristas alcançam 5,6% das intenções de voto, recuperando sete décimas face a agosto. E conseguem, com isso, distanciar-se um pouco mais do PAN, que estagnou nos 3,2%. O mesmo acontece ao Aliança de Pedro Santana Lopes: estabilizou em 1,5%, exatamente o mesmo resultado que tinha alcançado no mês anterior.
A surpresa em setembro é o Livre. O partido que tem como cabeça de lista Joacine Katar Moreira, consegue 0,9% das intenções de voto, mais três décimas face a agosto.

Rio só ganha no Porto

É a cidade que o viu nascer, foi lá que foi autarca e é por lá que se candidata como número dois da lista do PSD. Será, por isso, natural, que Rui Rio tenha no grande Porto (23,4%) mais intenções de voto do que António Costa (22,1%). Mas é, na verdade, caso único. O secretário-geral do PS "vence" em todas as outras regiões do país.
No caso do Livre, que este mês surge com possibilidades de eleger o seu primeiro deputado, não é em Lisboa - por onde se candidata Joacine Katar Moreira - que o partido recolhe mais intenções de voto, mas antes no centro do país e no grande Porto.
Na caracterização dos indecisos, em setembro, a sondagem da Pitagórica mostra que são sobretudo mulheres, eleitores com idades entre os 18 e os 24 anos e entre os 45 e os 54. Classe A e B e habitantes do centro do país e das ilhas.

É ao PSD que o PS rouba mais votos

No exercício de comparação com as eleições legislativas de 2015, é possível perceber que a transferência de votos para o PS está a ser feita, sobretudo, à custa do eleitorado do PSD, com algum contributo do eleitorado da CDU, mas quase nada à custa do Bloco de Esquerda.
No caso do PSD, também parece haver alguma transferência de votos do PS, mas para onde os socialistas parecem estar a perder a maior fatia de eleitorado é mesmo para o Bloco de Esquerda.

Ficha técnica

A Sondagem foi realizada pela Pitagórica para a TSF e o JN com o objetivo de avaliar a opinião dos Portugueses sobre temas relacionados com Eleições Legislativas.
O trabalho de campo decorreu entre os dias 9 e 12 de setembro, foram recolhidas 605 entrevistas telefónicas a que corresponde uma margem de erro máxima de +/-4,07% para um nível de confiança de 95,5%.
A amostra foi recolhida de forma aleatória junto de eleitores Portugueses recenseados e foi devidamente estratificada por género, idade e região. A Taxa de resposta foi de 64,02% e a direção técnica do estudo é da responsabilidade de Rita Marques da Silva. A ficha técnica completa pode ser consultada online na Entidade Reguladora da Comunicação Social
TSF

Mundo | Na Argentina, renovada atração por prédios com cúpulas


Buenos Aires é conhecida como “cidade das 300 coberturas” em forma de cúpula (talvez sejam mais de duas mil). A modernidade as havia relegado ao desinteresse, mas atualmente fluxos de turistas as procuram, curiosos em saber “quem habita essas maravilhosas cúpulas”. 

Em número crescente, tocam a campainha do último andar de prédios para conhecer o morador de bom gosto, que se afasta da agitação para ficar mais próximo do céu e ouvir música clássica em refinados jantares. 
Essa procura de uma cobertura tipo “mil e uma noites” levou alguns proprietários a organizar tournées, cocktails e festas. 
A desenhista Alejandra Giraud esclarece: “São locais que seduzem. Têm mistério”. E um porteiro acrescenta: “O que atrai é sobretudo a hierarquia”.
ABIM

Saúde | 0 anos SNS. José Boavida: "Somos o país da UE com mais diabetes"


40 anos SNS. José Boavida: "Somos o país da UE com mais diabetes"

15/09/2019 10:24
Este domingo assinalam-se 40 anos da criação do Serviço Nacional de Saúde. Como era a saúde em 1979? Como está hoje? O i reuniu testemunhos que ajudam a recordar uma história que começa a desenhar-se antes do 25 de Abril e falam das preocupações do presente. Mais financiamento não chega, é preciso reformar um SNS que surgiu quando o país era jovem e a saúde era mais barata do que é hoje. 


“Quem vive os momentos históricos não tem bem noção de que está a vivê-los”, sorri José Manuel Boavida, endocrinologista e presidente da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal. Eram tempos de entusiasmo. No arranque do SNS estava a fazer o Serviço Médico à Periferia em Castro Marim, em plena serra algarvia. Recorda que apesar das carências da população, havia algo de inovador nos centros de saúde de primeira geração que lamenta que, com o tempo, se tenha perdido. “Havia enormes bolsas de pobreza e as pessoas só iam ao médico numa situação de emergência. Naquela altura houve a preocupação de mostrar aquilo que os serviços médicos podiam oferecer. Fazíamos rastreios de diabetes em feiras, tínhamos oftalmologistas, pediatras, cardiologistas nos centros de saúde, o que era de uma atualidade extrema. Com a criação da especialidade de medicina geral e familiar perdeu-se um pouco esta dimensão e, durante uma vintena de anos, os centros de saúde tornaram-se mais um sítio onde as pessoas iam numa urgência, como iam aos hospitais. A vertente curativa tornou-se o centro da atividade e só nos últimos anos se voltou a discutir se os centros de saúde devem ter outros especialistas, se os médicos devem trabalhar em equipas multidisciplinares.”

Ao mesmo tempo, continua Boavida, criou-se uma separação entre hospitais e centros de saúde que, hoje, ainda não está minimamente resolvida. O médico recorda que uma das iniciativas que mais o marcaram enquanto dirigiu o Programa Nacional para a Diabetes foi a criação de unidades integradas de diabetes que juntavam médicos dos centros de saúde e dos hospitais. “As pessoas conheceram-se e perceberam que tinham as mesmas preocupações. Penso que é esse caminho que tem de ser cada vez mais trilhado”. A diminuição da mortalidade maternoinfantil foi um dos grandes sucessos do SNS, mas acredita que o envelhecimento da população pede que se reforcem as políticas noutras áreas e se combatam as assimetrias nos cuidados de saúde primários e os tempos de espera elevados para consultas de especialidade. 

Na diabetes, o cenário é preocupante, alerta, também porque reflete o atraso do sistema no acompanhamento dos problemas da população. “Há um texto da Organização Mundial da Saúde que diz que se queres saber como está a saúde no teu país, vê como tratam a diabetes. É uma doença que exige de tal maneira a participação das pessoas que obriga a que existam respostas de proximidade, profissionais motivados, recursos. É muito mais fácil os médicos prescreverem medicação do que alterarem hábitos de vida, fazer uma educação terapêutica e seguirem as pessoas para ver se esses novos hábitos se mantêm”, diz Boavida. “Não temos nenhum estudo de prevalência desde 2009, mas é natural que, hoje, a percentagem de população com diabetes se aproxime dos 15%. Somos o país da UE com mais diabetes e se isto em parte se deve ao envelhecimento e à obesidade, em particular obesidade infantil, em que Portugal tem ocupado lugares cimeiros, também resulta de não ter havido um trabalho continuado de prevenção e promoção de hábitos saudáveis. Em Portugal, ainda há hoje 1500 amputações. Pensar que a diabetes é a principal causa de insuficiência renal, de amputações, de diminuição de visão é algo que mostra como é necessário uma intervenção muito mais musculada. São problemas que hoje, claramente, já se podiam evitar.
”

Ovar | Quatro bombeiros da corporação de Ovar feridos em despiste a caminho de incêndio

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Quatro bombeiros da corporação de Ovar ficaram feridos, dois dos quais com gravidade, na sequência do despiste da viatura de combate de incêndios em que seguiam, disse à Lusa o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Aveiro.

Segundo a fonte, o acidente ocorreu pelas 13:40, nas imediações do quartel dos Bombeiros Voluntários de Ovar, encontrando-se no local vários meios de assistência, nomeadamente a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Hospital de Santa Maria da Feira e ambulâncias da corporação de Ovar.

De acordo com a edição ‘online’ do Jornal de Notícias (JN), o despiste aconteceu "na rua Dr. Nunes da Silva, a cerca de 400 metros do quartel, quando os bombeiros se deslocavam para combater um reacendimento surgido na zona onde, dias antes, ocorreu um incêndio intenso".

Na sequência do despiste, o veículo colidiu contra uma árvore.

Lusa