domingo, 27 de outubro de 2019

Alimentação vegetariana

DGS recomenda suplemento de vitaminas e minerais para bebé e grávida.
Direção-Geral da Saúde (DGS) recomenda suplementos de vitaminas e minerais para bebés e grávidas com alimentação vegetariana e lembra que a dieta não omnívora no primeiro ano de vida deve estar sempre sob supervisão médica.
«A existência de um número crescente de progenitores que praticam e pretendem que o lactente pratique outras dietas, nomeadamente vegetarianas, leva à necessidade de saber adequar, com a máxima segurança possível, a alimentação do lactente a uma alimentação não omnívora», recordam os autores das linhas de orientação para profissionais sobre a alimentação saudável dos 0 aos 6 anos.
Os especialistas dizem que a alimentação vegetariana durante o primeiro ano de vida é possível, mas avisam que «quanto mais restritiva for a dieta maior o risco de carências nutricionais com repercussão no crescimento, maturação e desenvolvimento» e defendem que «deve ser estritamente cumprida a suplementação vitamínica e mineral recomendada».
O défice em vitamina B12, «associado a compromisso irreversível do desenvolvimento cerebral, do crescimento e ainda à anemia megaloblástica», e a carência de vitamina D e cálcio, «que compromete o crescimento e a saúde óssea e o desenvolvimento muscular», e de ferro, associada ao desenvolvimento neuro-cognitivo e motor, são algumas das limitações a ter em conta.
Num recém-nascido/lactente, filho de mãe vegetariana, a realizar aleitamento materno, «deve ser rigorosamente vigiada a suplementação materna em vitaminas e minerais, bem como efetuada suplementação ao lactente», aconselham.
«É uma opção que carece de alguns cuidados, pode ter risco e deve ser acompanhada devidamente pelo profissional de saúde. É muito importante que a gravidez seja vigiada, aliás, um dos requisitos para a gravidez saudável é a sua vigilância», considera a Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas.
Em declarações à agência Lusa, a responsável sublinha que os primeiros 1.000 dias de vida – desde a conceção até ao final do segundo ano de idade – é uma altura «extremamente exigente do ponto de vista nutricional».
Os autores destas linhas orientadoras para profissionais de saúde educadores recomendam ainda que, quando inicia outros alimentos além do leite materno, a criança deve ter uma oferta variada, de preferência sem açúcar nem sal, e em doses pequenas, e que a refeição não deve ser prolongada além dos 30 minutos.
Para as crianças nos primeiros anos de vida, mais do que o valor energético total, importa o adequado aporte em micronutrientes e a aprendizagem dos hábitos e comportamentos que condicionam o consumo alimentar ao longo da vida, recordam.
Em caso de dúvida, aconselham, «a Roda da Alimentação Mediterrânica é um bom guia do que deverá ser ofertado às crianças».
Os especialistas recomendam ainda a prática de atividade física desde cedo, combatendo o sedentarismo, a defendem que os aparelhos eletrónicos «nunca devem ser usados durante a refeição, nem durante os dois primeiros anos de vida». Após o 3.º ano de vida, a sua utilização lúdica e educativa deve ser excecional e não ultrapassar uma hora diária.
Fonte: Lusa

Alimentos | Restrições à publicidade

Limitação da publicidade dirigida a menores de 16 anos entra em vigor.
A publicidade a alimentos com elevado teor de açucar, sal e gordura como os chocolates, barras energéticas e refrigerantes, está proibida a partir de hoje num raio de 100 metros das escolas e em programas infantis de televisão e rádio.
A tabela que define o perfil dos alimentos e bebidas com publicidade dirigida a menores de 16 anos foi publicada dia 21 de agosto de 2019, em Diário da República, num despacho que entra hoje, dia 21 de outubro, em vigor.
As novas regras para a publicidade dirigida a menores de 16 anos também abrangem os anúncios emitidos nos 30 minutos anteriores e posteriores a programas infantis ou com um mínimo de 25% de audiência de menores de 16 anos.
Aplicam-se igualmente à publicidade emitida em salas de cinema em filmes destinados a menores de 16 anos e, na internet, em sites, páginas ou redes sociais, com conteúdos destinados a esta faixa etária.
As multas para quem violar a lei variam entre os 1.750 a 3.750 euros, em caso de pessoa singular, ou de 3.500 a 45 mil euros, se as infrações forem cometidas por empresas, cabendo à Direção Geral do Consumidor fiscalizar o cumprimento das regras.
Chocolates, gomas e outras guloseimas, sobremesas doces, produtos de pastelaria, pipocas doces e salgadas, sumos, leites achocolatados e bebidas vegetais, refrigerantes, gelados, cereais de pequeno almoço, queijos, refeições pré-preparadas e molhos são alguns dos alimentos que verão a publicidade restringida.
O perfil nutricional surge no seguimento da lei aprovada em abril, destinada a restringir determinada publicidade dirigida a crianças. A lei então aprovada incumbia a Direção-Geral da Saúde (DGS) de identificar os produtos alimentares com elevado valor energético, teor de sal, açúcar, ácidos gordos saturados e ácidos gordos ‘trans’.
A lei tem como objetivo limitar o estímulo ao consumo de alimentos menos saudáveis, ou não saudáveis
O Perfil Nutricional foi feito pelo Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS) no seguimento da aprovação da lei 30/2019, que introduz restrições à publicidade dirigida a menores de 16 anos de géneros alimentícios e bebidas que contenham elevado valor energético, teor de sal, açúcar, e gorduras, alterando o Código da Publicidade.

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Prevenção Violência no Ciclo de Vida

Programa nacional visa reforçar mecanismos de intervenção na saúde. 
Foi criado, no âmbito da Direção-Geral da Saúde (DGS), o Programa Nacional de Prevenção da Violência no Ciclo de Vida com o objetivo de reforçar, no âmbito dos serviços de saúde, os mecanismos de prevenção, diagnóstico e intervenção no que se refere à violência interpessoal, nomeadamente em matéria de maus tratos em crianças e jovens, violência contra as mulheres, violência doméstica e em populações de vulnerabilidade acrescida.
O objetivo do novo programa passa por promover a literacia e prevenir a violência, desenhando campanhas e intervenções que contribuam para a mudança de comportamentos da sociedade e para a progressiva intolerância social face ao fenómeno. Sensibilizar e formar os profissionais de saúde para a deteção, o mais precoce possível, de fatores de risco e de perigo de ocorrência de situações de violência interpessoal, de modo a que a resposta possa ser atempada e eficaz, é outra das vertentes do programa agora criado.
Com o novo Programa Nacional, o Ministério da Saúde visa sistematizar toda a intervenção na área da Saúde, através da Direção-Geral da Saúde, em articulação com as equipas regionais e locais e com outros setores com competências no domínio da violência interpessoal, nas suas múltiplas formas e contextos de ocorrência, tendo em vista:
  • Garantir a deteção precoce de fatores de risco e de situações de violência interpessoal;
  • Assegurar, perante situações de violência interpessoal, uma intervenção adequada, atempada e articulada;
  • Promover a literacia sobre direitos humanos no âmbito das relações interpessoais e uma cultura de não-violência.
O Programa Nacional de Prevenção da Violência no Ciclo de Vida integra ainda a Ação de Saúde para Crianças e Jovens em Risco e a Ação de Saúde sobre Género, Violência e Ciclo de Vida, bem como a intervenção no âmbito da violência contra profissionais de saúde.
As administrações regionais de saúde participam no PNPVCV, garantindo a implementação, acompanhamento e monitorização do mesmo a nível regional e local.
A SPMS-Serviços Partilhados do Ministério da Saúde e a DGS devem apresentar, no prazo de 120 dias, uma solução que permita assegurar o registo, a organização e a coleção de dados necessários ao plano.

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Saúde – Gabinete da Secretária de Estado da Saúde
Cria, no âmbito da DGS, o Programa Nacional de Prevenção da Violência no Ciclo de Vida, com o objetivo de reforçar, no âmbito dos serviços de saúde, mecanismos de prevenção, diagnóstico e intervenção no que se refere à violência interpessoal e estabelece disposições

Médicos por 100 mil habitantes

Portugal é o terceiro país da UE com mais médicos.
Portugal é o terceiro país da União com mais médicos por 100 mil habitantes (497, face à média europeia de 360), de acordo com o retrato estatístico de Portugal divulgado pela base de dados Pordata, gerida pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.
O «Retrato de Portugal na Europa – 2019» divulgado pela Pordata revela ainda que, no que respeita aos cuidados de saúde, os portugueses gastam 5,1% do rendimento das famílias, a sexta percentagem mais alta no contexto da União Europeia (UE), onde a média é de 0,4%, segundo números de 2017.

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Saúde | Barreiro Montijo com nova valência

Centro Hospitalar criou hospital de dia de Neurologia.
Por forma a melhorar o acesso aos cuidados de saúde prestados aos doentes com patologia neurológica, o Centro Hospitalar Barreiro Montijo (CHBM) criou o Hospital de Dia de Neurologia, tendo tratado o seu primeiro doente no passado dia 11 de outubro.
Com esta nova valência, pretende-se aumentar o número de doentes seguidos na Instituição, nomeadamente com Esclerose Múltipla, bem como otimizar os cuidados prestados aos doentes do foro neurológico, através do aumento da adesão ao regime terapêutico; melhorar os níveis de vigilância e qualidade dos cuidados prestados; e reduzir o número de internamentos pela disponibilização desta nova abordagem assistencial de cariz ambulatório, mais cómoda e segura para os utentes.
O Hospital de Dia de Neurologia funciona todos os dias úteis, entre as 8 e as 16 horas, e conta com duas valências de cuidados, uma de cuidados gerais de Neurologia e uma de cuidados a doentes com Esclerose Múltipla.
Com a criação do Hospital de Dia de Neurologia, o CHBM aposta no desenvolvimento da área de ambulatório desta especialidade, garantindo o acesso a cuidados de saúde atempados e otimizando o percurso do doente no decorrer da prestação de cuidados.

Grande porto | Reforço nos recursos humanos

Hospital de Gaia com mais 50 profissionais de todas as áreas clínicas.
O Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNGE) recebeu, numa sessão de acolhimento e integração, 50 profissionais de todas as áreas clínicas que vão permitir «melhorar a capacidade de resposta» daquela unidade hospitalar.
Em comunicado, o CHVGE explica que o Conselho de Administração pretende que os 50 profissionais, que integram agora a equipa clínica do CHVGE, trabalhem «diariamente para promover a melhoria contínua dos cuidados de saúde», mas também «antecipem as dificuldades».
«Este reforço irá permitir ao CHVNGE melhorar a sua capacidade de resposta», afirma aquela unidade hospitalar, acrescentando que, em janeiro está prevista a receção de «mais 54 médicos» ao abrigo do concurso nacional, publicado na passada semana, em Diário da República.
Em termos de recursos humanos, a unidade hospitalar contratou 219 profissionais de saúde durante 2018 (26 médicos, 110 enfermeiros, 17 técnicos superiores de diagnóstico e 66 assistentes técnicos, assistentes operacionais e técnicos superiores) e 47 no primeiro semestre de 2019 (seis médicos, 22 enfermeiros, três técnicos superiores de diagnóstico e 20 assistentes técnicos, assistentes operacionais ou técnicos superiores).
Além deste reforço de profissionais de saúde, o CHVNGE pretende investir 3,1 milhões de euros em equipamentos médico-cirúrgicos até ao final do ano.
Fonte: Lusa

Saúde | Mortalidade infantil

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Portugal tem das mais baixas taxas de mortalidade da Europa.
Portugal continua a ter uma das mais baixas taxas de mortalidade de crianças da Europa, apresentando a sétima menor taxa de mortalidade infantil, segundo o retrato estatístico de Portugal divulgado pela base de dados Pordata, gerida pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.
A taxa de mortalidade, que em 1960 se aproximava dos 90 por mil habitantes, está hoje em 2,7 por mil, abaixo da média europeia de 3,6%.
Para assinalar o Dia Europeu da Estatística, que se comemora a 20 de outubro, a Pordata lançou um retrato de Portugal na Europa – 2019, uma comparação com os outros Estados-membros em 11 áreas da sociedade.
O relatório mostra ainda que, em média, cada mulher portuguesa tem 1,38 filhos, abaixo dos 1,59 da média europeia, com Portugal no 23.º lugar entre os 28 países membros da União Europeia e que a idade média para ter filhos situa-se nos 31,2 anos e 54,9%.

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