sábado, 21 de dezembro de 2019

Valença | Dossier das “Fortalezas Abaluartadas da Raia” chega à UNESCO


Após longos meses de trabalho intenso, foi formalmente entregue, dia 18 de dezembro, na Comissão Nacional da UNESCO, em Lisboa, o dossier de candidatura das “Fortalezas Abaluartadas da Raia” a Património da Humanidade.

A candidatura do processo de classificação das “Fortalezas Abaluartadas da Raia” à Lista do Património Mundial foi conduzida, coordenada e preparada em estreita colaboração com as comunidades locais dos Municípios de Almeida, Elvas, Marvão e Valença, através dos seus representantes, com equipas multidisciplinares de distintas competências, e com a colaboração de investigadores e especialistas de várias instituições de ensino superior.

O Bem objeto da candidatura, materialmente importante pela extensão e pelos exemplares que a enquadram, é composto pela Cidade-Quartel Fronteiriça de Elvas (já classificada pela UNESCO em 2012) e pelas fortificações abaluartadas de Almeida, Marvão e Valença, centrando-se na existência de uma Raia evocadora de património cultural imaterial, corporizado no património construído, coerente e multiforme, das Fortalezas Abaluartadas – uma rede estruturada de povoamento que não se confina apenas ao interesse da defesa e correlativos aspetos militares.

A candidatura apresenta-se em série, confinada à excelência de fortificações abaluartadas na fronteira de Portugal, mas tendencialmente aberta à agregação de outros exemplares similares.

Tratando-se de uma candidatura em série (pouco habitual e, em Portugal, a primeira desse tipo), implicou um inovador e aturado trabalho de articulação entre os diferentes parceiros, resultando em aprofundado conhecimento dos valores patrimoniais em presença, ao longo dos cerca de 1300 Km da fronteira terrestre.

António Machado (Almeida), Nuno Mocinha (Elvas), Luís Vitorino (Marvão) e Manuel Lopes (Valença), são os atuais líderes municipais responsáveis por esta candidatura, e estão convictos de que, um possível reconhecimento pela UNESCO irá certamente potenciar o valor universal dos quatro Sítios candidatos e, consequentemente, elevar o número e a qualidade dos afluxos turísticos que procuram lugares distintos, únicos e de valor excecional.

Moçambique | “Nova” Concordata concede privilégios à Igreja Católica em Moçambique mas o Natal continua abolido

Ao abrigo de uma “nova” Concordata rubricada em 2011 o Estado moçambicano, que mantém o Dia da Família em substituição da celebração do nascimento de Cristo, conferiu tratamento especial à Igreja Católica que vai desde isenções fiscais até ao adiamento do serviço militar obrigatório. Ao contrário das outras cerca de 900 confissões religiosas registadas em Moçambique que têm a sua actividade regulada pelo Ministério da Justiça a Igreja relaciona-se com o nosso país através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, “É um Estado” esclareceu ao @Verdade o ministro José Pacheco.

A Igreja Católica chegou a Moçambique com os descobridores portugueses, como a religião de Estado e assim se manteve durantes quase 400 anos seguintes impondo aos moçambicanos, de acordo com o professor Benedito Marime, “o afinar dos costumes do modo de ser e de se estar em comunidade familiar e política social de base, começou a diminuir a poligamia, foi sendo banido o direito de herdar as viúvas, apareceram os casamentos cristãos e entre cristãos, baixou o alcoolismo indígena este, infelizmente, logo substituído alcoolismo de importação bem alimentado pelo vinho para o preto e outras mistelas e mixórdias de igual valor, por sua vez geradores dos habituais conflitos como a violência doméstica, licenciosidade sexual, brigas gratuitas, etc”.

Retratando as relações entre a Igreja e o Poder no nosso país, durante uma conferência organizada em Agosto passado pelo Instituto de Estudo Sociais e Económicos (IESE), o académico moçambicano assinalou que embora, tal como noutros países africanos, a Igreja em Moçambique estivesse oficialmente comprometida com o Governo Colonial em Julho de 1970 o Papa Paulo VI recebeu em audiência os representantes dos três movimentos que lutavam contra a presença portuguesa em África: Amílcar Cabral do PAIGC, Marcelino dos Santos da Frelimo e Agostinho Neto do MPLA.

Contudo, “Proclamada a Independência Nacional, a ideologia marxista-leninista do novo Estado moçambicano criou imensas dificuldades no relacionamento deste com as Confissões Religiosas. Foi um processo longo, muito doloroso e traumatizante, e ainda não se sabe os excessos de então correspondiam exactamente a orientação dos órgãos centrais do partido único e do Estado ou se eram obra de provocadores e de agitadores”, assinalou Marime.

Dia da Família em vez do Natal

Durante este período o partido Frelimo de certa forma aboliu a comemoração do nascimento de Jesus Cristo. “No quadro da batalha pela formação do Homem Novo, o Partido Frelimo e o Estado dedicam especial atenção à educação dos jovens e dos continuadores, ensinando-os a amar e a respeitar a Família (...) Como os povos da maioria dos países do Mundo, o Povo moçambicano celebrará o Dia da Família a 25 de Dezembro de cada ano”.

“O Dia 25 de Dezembro é data em que todos os moçambicanos sem distinção de raça, sexo, origem social, profissão, ideologia ou religião, comemoram com alegria a festa da Família”, instituiu a Assembleia Popular a 11 de Dezembro de 1982.

Benedito Marime recordou durante a conferencia do IESE que: “A Guerra dos 16 anos veio reaproximar, quer as igrejas entre si, quer a direcção do partido e do Estado as confissões religiosas. Então começou a devolução do imobiliário abusivamente apossado pelo Estado à margem da Lei das Nacionalizações, permitiu-se a reabertura das Igrejas encerradas, a construção de outras e a entrada de novos missionários e foi neste quadro que ocorreu a Visita Apostólica do Papa João Paulo II”.

Entretanto o Governo de Armando Guebuza decidiu restituir às comunidades religiosas alguns locais de culto nacionalizados após a independência, a Igreja Católica indicou que cerca de 60 por cento das suas propriedades já lhe foram devolvidas.

O @Verdade apurou que com a abertura de Moçambique a economia de mercado e alcançada a Paz as relações entre a Igreja e o Estado foram ainda mais consolidadas com a assinatura a 9 de Fevereiro de 2011 do primeiro acordo bilateral entre a República de Moçambique e da Santa Sé, a Concordata, que mais do regulamentar o status jurídico e reconhecer diplomas universitários católicos e o casamento religioso concede privilégios especiais à Igreja de Cristo tais como o adiamento do serviço militar para os seminaristas, os postulantes e as postulantes, os noviços e as noviças.

Benefícios fiscais contratados à luz da Concordata não abrangem outras confissões religiosas em Moçambique

Outro privilégio está relacionado com a prestação de serviços por pessoas de nacionalidade estrangeira, a Concordata estabelece: “No exercício das funções do múnus pastoral, os Superiores Maiores dos Institutos de vida consagrada e das Sociedades de vida apostólica, como também os seus respectivos Delegados, mediante acordo com o Bispo Diocesano respectivo, têm o direito de convidar para colaborar na actividade pastoral e sócio-caritativa em Moçambique sacerdotes, membros dos Institutos de vida consagrada e Sociedades de vida apostólica e leigos que não tenham nacionalidade moçambicana” e que “As autoridades moçambicanas competentes facilitarão a entrada, permanência e saída de Moçambique e emitirão, nos termos da legislação em vigor, um documento de residência”.

Além disso o @Verdade descortinou que a nível fiscal, ao contrário das restantes instituições religiosas não gozam de isenção na importação de bens e mercadorias, ao abrigo da Concordada “a Igreja católica, nos termos da legislação aplicável, beneficia de isenção de direitos e demais imposições aduaneiras na importação de bens destinados a ofertas a instituições criadas ao abrigo da legislação moçambicana e de relevantes fins sociais, desde que tais bens sejam inteiramente adequados à natureza da instituição beneficiária e venham por esta a ser utilizados em actividades de interesse público".

A Igreja de Cristo é também privilegiada no nosso país com a isenção de qualquer imposto sobre: a) Os lugares de culto, prédios ou parte deles, destinados a fins religiosos; b) As instalações de apoio directo e exclusivo às actividades com fins religiosos; c) Os seminários ou quaisquer estabelecimentos destinados à formação eclesiástica ou religiosa, ou ao ensino da religião católica; d) As dependências ou anexos dos prédios descritos nas alíneas a),b) e c) usadas pelas instituições de assistência social; e) Os jardins e os logradouros dos prédios descritos nas alíneas a),b),c) e d) sem fins lucrativos; f) Os bens móveis de carácter religioso, integrados nos imóveis referidos nas alíneas anteriores ou que deles sejam acessórios; g) As residências de propriedade das instituições eclesiásticas e religiosas ligadas a actividades das mesmas; h) As aquisições onerosas de bens imóveis para fins religiosos”.

O ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco, disse ao @Verdade que a Igreja Católica é tutelada pelo seu pelouro pois “É um Estado”.

A Autoridade Tributária de Moçambique esclareceu ao @Verdade os benefícios fiscais com o facto de “embora micro estado, dada a sua diminuta dimensão territorial, a cidade do Vaticano, enquanto Estado e, como qualquer outro Estado, na acepção moderna do conceito, é composto de Soberania, território, por um lado. Por outro, foi instituída a Santa Sé, que é o auto comando da Igreja e exerce sua soberania sobre o Vaticano. A Santa Sé é, pois, a personificação jurídica, representando o Estado e autorizado a compor Tratados entre dois sujeitos de Direito Internacional (Concordata). Explica-se, pois, desta forma, que o Acordo tenha sido celebrado entre o Estado moçambicano e a Santa Sé, personificando aí, o Estado de Vaticano”.

De acordo com a Autoridade Tributária de Moçambique os benefícios fiscais contratados à luz da Concordata, “vigoram tão somente na esfera jurídica das partes contratantes, não sendo por isso transmissíveis a terceiros; ou seja, a outras confissões religiosas em Moçambique”.

Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique

Moçambique | “Ferroviárias” de Maputo bi-campeãs africanas em basquetebol; Ingvild MVP

Foto FIBA
Comandadas por Ingvild Mucauro, eleita a jogadora mais valiosa do torneio que decorreu no Egipto, as “Ferroviárias” de Maputo revalidaram no passado sábado (14) o título africano de clubes em basquetebol sénior feminino derrotando na final as angolanas do InterClube.
Embora tenha marcado primeiro na Arena do Cairo e uma bomba de Ingvild tenha aberto a primeira vantagem as “locomotivas” viram Italee Lucas fazer a cambalhota no placar e a equipa angolana vencer o 1º período por 19-17 pontos.
O 2º período iniciou com muito nervosismo dos dois lados da quadra e uma “bomba” de Sarah Ogoke colocou a equipa moçambicana de novo na frente mas o InterClube estava melhor e voltou novamente a liderar o placar. O Ferroviário replicou, fez nova cambalhota mas uma “bomba” de Italee Lucas deu nova vantagem ao Inter. As “locomotivas” davam luta mas as angolanas saíram para o intervalo a vencer por 35-32 pontos.
Foto FIBA
As angolanas dilataram a vantagem no início do 3º período e chegaram a vantagem de 7 pontos antes de Odélia Mafanela encestar os primeiros pontos para as “ferroviárias. As duas equipas fechavam bem à defesa e os pontos que entravam eram poucos porém o InterClube manteve e dilatou a vantagem para 64-53 pontos.

Carlos Aik guardou o melhor da sua equipa para o final e Sarah Ogoke deu início a recuperação e com mais uma “bomba” empatou a final a 68 pontos quando ainda faltavam 6 minutos e 6 segundos para jogar. Da linha de lances livres Ingvild fez a cambalhota mas Italee deu nova vantagem às angolanas. Novamente da linha de lances livres a capitão das “locomotivas” empatou e virou a desvantagem mas Italee voltou a colocar o InterClube na frente.
A norte-americana naturalizada angolana abriu uma pequena vantagem mas outra “bomba” de Ingvild Mucauro empatou o jogo a 74 pontos. Odélia Mafanela fez a cambalhota no placar Robyn Parks igualou. Odélia deu nova vantagem que chegou aos 6 pontos mas o InterClube reduziu e, com 13 segundos para o cronómetro estourar, Italee Lucas empatou a 82 pontos forçando o prolongamento.

Ingvild Mucauro foi coroada Most Valuable Player
Felizarda Jorge colocou o Inter na frente da linha de lances livres mas Deolinda Gimo empatou e Odélia devolveu a liderança às “locomotivas”. Da linha de lances livres Deolinda alargou a vantagem que Robun Parks encurtou também com dois lançamentos livres certeiros. Deolinda voltou a ganhar falta e alargou a magra liderança que com Sarah Ogoke chegou aos 5 pontos. Uma “bomba” de Astou Traore” deu novo alento as angolanas mas já não tiveram tempo para roubar o título africano às “ferroviárias.

É o segundo título consecutivo da “champions” africana de basquetebol sénior feminino para o Ferroviário de Maputo, que em 2018 acabou com a hegemonia angolana.
Ingvild Mucauro foi coroada MVP (Most Valuable Player) do torneio graças aos 97 pontos encestados durante os 183 minutos que jogou no Cairo. A capitã das “ferroviárias” ganhou ainda 10 ressaltos ofensivos, 43 ressaltos defensivos, fez 30 assistências e 18 roubos de bola.
Ao lado de Ingvild, no cinco ideal da “champions”, foram eleitas Kelsey Mitchell (Al Ahly), Astou Traore (Inter Clube), Shawnta Dyer (Sporting Alexandria) e Odelia Mafanela (Ferroviário de Maputo).
A classificação final ficou desta forma ordenada:
1. Ferroviário de Maputo (Moçambique)
2. Inter Clube (Angola)
3. Al Ahly (Egipto)
4. Sporting Alexandria (Egipto)
5. CNSS (Republica Democratica do Congo)
6. FAP (Camarões)
7. MFM (Nigéria)
8. Energie (Benin)

Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique

Moçambique | Sem o interesse da Vale e Mitsui , e com gás natural no horizonte, Governo reassume o Porto de Nacala

Tendo no horizonte o nascimento da indústria local de gás natural o Governo de Filipe Nyusi decidiu nesta terça-feira (17) não renovar a concessão do Porto de Nacala, uma Parceria Público Privada que enriqueceu importantes membros do partido Frelimo. O @Verdade entende que a decisão vai de encontro ao desejo dos principais accionistas, a brasileira Vale e a japonesa Mitsui, devido ao cada vez menor interesse estratégico da infra-estrututura portuária para os seus negócios em Moçambique.

Na última sessão ordinária do ano o Executivo, em fim de mandato, decidiu que no dia 11 de Janeiro de 2020 “a exploração comercial do serviço portuário no perímetro da Concessão Portuária do Porto de Nacala passa para a responsabilidade da Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique”.

Entregue sem concurso público em 2005 ao Corredor de Desenvolvimento do Norte (CDN), consórcio formado pelos Caminhos de Ferro de Moçambique com 49 por cento e pela Sociedade para o Desenvolvimento do Corredor de Nacala com 51 por cento, a concessão de 15 anos expira e não vai ser renovada numa altura em que enfim começou a gerar dividendos ao Estado.

Desde que a multinacional brasileira Vale assumiu o controle do consórcio, em 2013, a concessão gerou mais de 800 milhões de meticais, até ao terceiro trimestre de 2019. Até 2013 a concessão do Porto de Nacala só gerou lucros, milionários, para os membros do partido Frelimo que controlavam a maioria do capital social do consórcio: Armando Guebuza, Alberto Chipande , Teodato Hunguana, Mário Machungo, Cadmiel Muthemba, Mariano Matsinhe, Rosário Mualeia, Eduardo Nihia, Aires Ali, António Sumbana, Rui Cirne Plácido de Carvalho Fonseca, Fernando Couto e outras dezenas de “camaradas”.

Não foram reveladas as razões da não renovação da concessão mas o @Verdade sabe que o CDN pouco investiu na reabilitação de fundo do Porto de Nacala que acabaram por acontecer com através do Estado com recurso a Dívida Pública de 285 milhões de dólares norte-americanos contraída ao Japão.

Embora tenham começado a ser geradas receitas para o erário o desuso do Porto de Nacala para a exportação do carvão extraído em Moatize pela brasileira Vale deixou-o muito abaixo do seu potencial. Além disso o adiado ProSavana tornou a infra-estrutura portuária pouco estratégica para o outro acionista estrangeiro, a multinacional japonesa Mitsui.

Em comunicado de imprensa o Corredor de Desenvolvimento do Norte deixa claro que não tinha interesse em renovar a concessão: “as empresas do Corredor Nacala vão focar-se no seu principal negócio que é o de carga geral na ferrovia e o escoamento do carvão no porto multiusuário de Nacala-à-velha”.

Contudo o @Verdade sabe que o sonho de uma indústria nacional de transformação do gás natural passa pelo uso do Porto de Nacala para a entrada do hidrocarboneto que será usado na produção de energia eléctrica, pelo menos enquanto não for viabilizado o projecto de gasoduto. Está em curso um projecto para a construção de uma unidade flutuante de armazenamento de Gás Natural Liquefeito na Baía de Bengo que se espera venha a abastecer a futura Central Termoeléctrica de Nacala.

A longo prazo as infra-estruturas portuárias poderão ser usadas pelas petrolíferas que em 2020 vão iniciar a pesquisa de hidrocarbonetos na Área Offshore de Angoche.

Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique

Moçambique | Governo responsabiliza ciclones Idai e Kenneth pela queda da produção na pesca

A contracção Produto Interno Bruto (PIB) no 3º trimestre foi influenciada negativamente pelas contribuições dos sectores da Indústria Extractiva e Pescas. O Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas aponta os ciclones Idai e Kenneth como as causas da “fraca produção da lagosta, caranguejo, cefalópodes, camarão e peixe provenientes da pesca artesanal” que colocam a produção do sector muito longe dos 6 por cento previstos pelo Governo.

As pescas estão a influenciar a contracção do crescimento económico em Moçambique pelo terceiro trimestre consecutivo de 2019, o Governo projectou que o sector iria crescer 6 por cento este ano graças a Pesca Artesanal de 388 mil toneladas, da Pesca Comercial de 27 mil toneladas e que a Aquacultura produziria 5 mil toneladas.

As Contas Nacionais compiladas pelo Instituto Nacional de Estatística reveleram que no 1º trimestre as pescas representaram 3,8 por cento, no 2º trimestre reduziram para 2,1 por cento e no 3º trimestre afundaram em 2,2 por cento negativos.

Questionado pelo @Verdade o Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas indicou que entre Janeiro e Setembro “a produção atingiu uma cifra de 305.051 toneladas, sendo 24.874 toneladas provenientes da pesca industrial e semi-industrial, 277.605 toneladas da pesca artesanal e 2.572 toneladas da aquacultura. Esta produção representa um cumprimento do plano em 72 por cento e um crescimento na ordem de 4 por cento comparativamente à cifra registada em igual período de 2018”.
“Este nível de crescimento foi em grande medida influenciado pela fraca produção da lagosta, caranguejo, cefalópodes, camarão e peixe provenientes da pesca artesanal, no III trimestre do ano em curso. De uma maneira geral, a ocorrência das chuvas e inundações nas províncias, Zambézia e Tete, assim como, a passagem do ciclone IDAI e Kenneth nas províncias de Sofala, Manica, Inhambane, Cabo Delgado e Nampula poderá ter influenciado no desempenho do Sector, na medida em que foram destruídos alguns meios de produção da pesca e aquacultura”, argumentou ainda a tutela do sector.

Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique

Moçambique | “Familiares de gestores e directores para cima, até 5º grau, não podem” ser contratados pelo Banco de Moçambique


Foto do Banco de Moçambique
Rogério Zandamela revelou que na instituição que dirige existe “muita familiaridade” e por isso foi introduzido um novo critério na admissão de novos trabalhadores: “familiares de gestores e directores para cima, até 5º grau, não podem entrar”. O @Verdade apurou que pelo menos dois Administradores têm parentes e o antigo Governador empregou a filha e um sobrinho.

Continuado a tentar revolucionar o sistema financeiro e o banco central, Rogério Zandamela revelou na passada segunda-feira (16) que, embora a instituição que dirige continue a privilegiar a abertura de concursos internos para o provimento de vagas para cargos de gestão e mantenha a promoção de concursos externos transparentes para o preenchimento de vagas para técnicos, foi introduzida uma nova norma que impede “a entrada no Banco de familiares directos, até ao quinto grau, de gestores a partir do nível de Director”.

“Temos muita familiaridade na nossa instituição, temos que abrir um pouco mais as portas para os outros e dar maior chance aos outros. Foi isso que nos forçou a tomar esta medida, é sempre aberto, quem quer que o familiar entre pode sempre cessar de ser gestor para dar espaço para que o seu familiar possa entrar na instituição”, esclareceu o Governador do Banco de Moçambique (BM).

Zandamela, que discursava para representantes do sector financeiro a propósito do encerramento do ano económico de 2019, disse que a nova norma já está a ser usada: “Começamos a implementar esta nova norma com o recrutamento que fizemos na nossa filial de Gaza, em Xai-Xai, todos os jovens que foram recrutados foram neste novo critério em que familiares de gestores e directores para cima, até 5º grau, não podem entrar na instituição. Não tira mérito daqueles que entraram no passado mas é um pouco para equilibrar as coisas como estão”.

Fonte: Jornal A Verdade. Moçambique

Câmara de Vila Real de Santo António vai ter orçamento de 35 milhões de euros

A Assembleia Municipal de Vila Real de Santo António (VRSA) aprovou o orçamento municipal para 2020, que tem o valor global de 35 milhões de euros.
Em comunicado, a Câmara local refere que, em comparação com o deste ano, o documento prevê “uma redução de aproximadamente 30% no peso das despesas com a aquisição de bens e serviços e despesa corrente, refletindo o esforço de poupança que tem sido levado a cabo por todos os setores e áreas de gestão municipal”.
A presidente da autarquia, Conceição Cabrita, diz que “este é um orçamento com um carácter extremamente realista, que se encontra fiscalizado e supervisionado por diversas entidades, nomeadamente o Fundo de Apoio Municipal (FAM), o qual deu parecer positivo ao documento, confirmando o rigor e a estratégia de consolidação e recuperação das contas municipais”.
O orçamento “continua a conciliar a necessidade da realização de algum investimento com o esforço suplementar de redução da dívida. Apesar disso, iremos manter o foco nas funções sociais, saúde, educação, habitação e ação social, bem como no desenvolvimento económico”, prossegue a autarca.
Os principais investimentos previstos são a continuação da obra de ampliação do cemitério, o desenvolvimento da 2ª fase da requalificação do mercado municipal e a conclusão da requalificação da frente marítima de Monte Gordo.