terça-feira, 13 de abril de 2021
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Madremedia
Portugal – Que Prioridades para o Futuro
Investigadores da Universidade de Coimbra criam programa inovador para ajudar a lidar com a dor crónica
Uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveu um programa psicoterapêutico inovador destinado a pessoas com dor crónica, um problema de saúde que afeta cerca de 37% da população portuguesa.
Chama-se iACTwithPain, está disponível numa plataforma digital desenhada para o efeito – https://iact.isr.uc.pt – e foi desenvolvido por investigadores do Centro de Investigação em Neuropsicologia e Intervenção Cognitivo-Comportamental (CINEICC) e do Instituto de Sistemas e Robótica, da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação (FPCEUC) e da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), respetivamente.
No essencial, este programa de intervenção psicológica de terceira geração, em formato online, pretende promover o desenvolvimento de competências de autogestão da dor e de autorregulação emocional, de modo a diminuir o impacto da dor e a melhorar a qualidade de vida das pessoas que sofrem desta patologia. Tem uma duração de oito semanas e inclui dois momentos de follow-up – aos 3 e 6 meses após a conclusão da intervenção.
«A intervenção é constituída por 8 módulos, de cerca de 20 minutos de duração cada, disponibilizados uma vez por semana. Os participantes são orientados, ao longo da intervenção, mediante o recurso a vídeos explicativos e animados ou com os próprios terapeutas (ou os seus avatares) em tópicos relacionados com a gestão da dor e das respostas emocionais e cognitivas associadas, através da prática de exercícios experienciais e meditativos guiados», descreve Paula Castilho, coordenadora do projeto.
No final de cada módulo é sugerida a prática de exercícios relacionados com o tópico abordado e solicitado o preenchimento de um pequeno questionário sobre a sessão e o seu impacto. A progressão no programa «depende da conclusão de cada um dos módulos. A prática continuada e comprometida é fundamental para a eficácia da intervenção, pelo que os/as participantes serão incentivados/as e motivados/as através do envio de uma mensagem, via email, uma vez por semana, entre cada sessão a praticar/treinar as competências ensinadas», sublinha Paula Castilho.
Agora, a equipa pretende validar a eficácia deste programa. Está, por isso, a pedir a colaboração de pessoas com diagnóstico de dor crónica nos últimos três meses, com idades compreendidas entre os 18 e os 50 anos, que possuam acesso à internet e que não estejam envolvidas noutra forma de intervenção psicológica para a dor crónica. A elegibilidade para a participação no programa será aferida mediante questionários de autorresposta disponibilizados na plataforma, assim que cada voluntário tiver lido e aceite o consentimento informado depois de efetuado o registo.
No fim do estudo, cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), os participantes que ficarão distribuídos no grupo controlo terão a possibilidade de usufruir integralmente do programa iACTwithPain.
A investigadora do CINEICC e professora da FPCEUC nota que «cerca de 37% da população portuguesa sofre de um quadro com dor crónica, o que acarreta importantes custos sociais e económicos significativos. Além disso, a dor crónica está presente em diversos problemas psicológicos e quadros clínicos, como a ansiedade e a depressão».
Através do programa iACTwithPain, conclui, «pretendemos testar a eficácia de determinados componentes e estratégias terapêuticas e o seu contributo diferencial na gestão emocional e da dor. O iACTwithPain conta com a vantagem de ter um formato online, possibilitando o acesso generalizado da população a uma intervenção promotora da saúde (eHealth), aspeto ainda mais relevante pelas circunstâncias atuais decorrentes da crise pandémica. Deste modo, as pessoas podem efetuar a intervenção ao seu próprio ritmo, no seu ambiente natural e de acordo com as suas necessidades».
Cristina Pinto
Cantanhede | Agrupamentos de Escolas Lima-de-Faria e Marquês de Marialva
Alunos participam em atividade com o escritor e ilustrador Pedro Seromenho
“Encontro com o escritor Pedro Seromenho” foi o mote de três sessões virtuais do escritor e ilustrador infantojuvenil Pedro Seromenho com mais de duas centenas de alunos dos Agrupamentos de Escolas Lima-de-Faria e Marquês de Marialva, nos dias 7 e 8 de abril.
À primeira sessão assistiram os alunos que frequentam os 3º e 4º anos de escolaridade do Agrupamento de Escolas Lima-de-Faria, nomeadamente das EB1 de Balsas, Corticeiro de Cima, Covões, Febres, S. Caetano e Vilamar. Ainda no dia 7 presenciaram algumas turmas das EB1 de Cantanhede Sul e Murtede, concluindo a atividade com a realização da terceira sessão, no dia 8, na presença de estudantes das escolas do ensino básico de Ourentã, Bolho e Cordinhã.
Durante as iniciativas, Pedro Seromenho interpretou textos literários de sua autoria, partilhando aspetos relacionados com a sua vasta experiência enquanto escritor e ilustrador, em particular sobre a sua mais recente obra “Inês, a inventora de profissões”.
Presente nas três sessões, Pedro Cardoso, vice-presidente da Câmara Municipal, que fez questão de não faltar e de se associar a esta atividade tão importante para a promoção da leitura, por entender que “são iniciativas bastante pertinentes e muito adequadas aos tempos atuais que vivemos”. O autarca salientou a “relevância de cimentar e reafirmar hábitos de leitura, nomeadamente incentivar o reforço do importantíssimo papel que os livros têm no desenvolvimento cultural humano das crianças e jovens. A prática de leitura desde tenra idade, associado ao inevitável contacto com os livros apresenta um enriquecimento do ser humano ímpar e singular nas suas diversas vertentes da sociedade”.
O livro “Inês, a inventora de profissões” foi apresentada pela Comunidade Intermunicipal Região de Coimbra (CIM-RC), numa sessão pública online, que decorreu em novembro de 2020, e que contou com a presença do escritor Pedro Seromenho e da ilustradora, Zita Pinto. Esta obra foi selecionada para os alunos do 1.º ciclo no âmbito da fase intermunicipal do Concurso Nacional de Leitura, que decorrerá no dia 16 de abril de 2021, na Biblioteca Municipal da Mealhada.
A Inês é a jovem mascote do projeto de educação promovido pela CIM Região de Coimbra – o Realiza.te – e que desafia, desde 2016, os pequenos empreendedores do 1.º ciclo da nossa região a criar histórias e jogos didáticos, dando a conhecer o nosso território na companhia de amigos que a visitam, ganhando assim nova roupagem e novos desafios, procurando-se adaptar ao perfil dos alunos do século XXI.
O livro nasceu da vontade e desejo de várias bibliotecas públicas, promotores de excelência da leitura no território que desenvolvem o potencial das crianças da Região de Coimbra, dando a oportunidade de explorarem as suas vocações, promovendo o seu desenvolvimento pessoal e preparando-os para os desafios de uma sociedade em constante mudança.
Realiza.te é o programa de ação territorial que visa promover o sucesso escolar, a equidade social, o emprego e a igualdade de oportunidades nos seus jovens. O projeto, cofinanciado pelo Centro 2020, Portugal 2020 e Fundo Social Europeu, destina-se a todas Escolas da Rede Pública dos 19 municípios da Região de Coimbra, desde alunos, professores, pais, pessoal não docente, entre outros e tem como meta diminuir o insucesso e o abandono escolar precoce em 10% no território da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra.
Pedro Seromenho Rocha nasceu em 1975, na República do Zimbabué. Com apenas dois anos de idade fixou-se em Tavira e mais tarde em Braga, onde reside atualmente. Licenciado em Economia, desde muito cedo demonstrou excecionais apetências pelo universo da escrita e da pintura, colaborando em inúmeras publicações e exposições como escritor e ilustrador
Presidente da câmara de Vila Real de Santo António detida pela Polícia Judiciária
A autarca de Vila Real de Santo António, Conceição Cabrita (PSD), foi detida por alegado crime de corrupção, avança esta manhã a TVI24. A câmara da cidade algarvia está a ser alvo de buscas.
A presidente da câmara municipal de Vila Real de Santo António, no distrito de Faro, foi esta manhã detida por um alegado crime de corrupção, avança a TVI24, informação também já confirmada pela Renascença. Fonte do município disse à agência Lusa que Conceição Cabrita foi detida por suspeitas de irregularidades num negócio imobiliário em Monte Gordo.
Além da autarca do PSD, foram ainda detidas mais três pessoas, acrescenta a mesma fonte.
Antes, a RTP tinha já adiantado que oito inspetores da Judiciária de Lisboa tinham ido à cidade algarvia. Fonte da câmara municipal, tinha dito que as diligências estão relacionadas com suspeitas de crime económico.
A Lusa questionou a Polícia Judiciária (PJ) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre os motivos da detenção e a possível existência de mais detidos nesta operação, mas não obteve resposta até ao momento.
Lusa
Especialista alerta que uso de máscara aumentou doenças da voz
Lusa






