segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

ANIET promove Pedra Portuguesa nos Estados Unidos

 A Associação Nacional da Indústria Extrativa e Transformadora rumou aos Estados Unidos para mais uma ação de promoção no mercado americano, tendo aproveitado ainda para promover o setor da pedra natural portuguesa na Feira The International Surface Event, o maior evento da indústria de pavimentos e revestimentos da América do Norte.
No âmbito do projeto “Portuguese Stone – The Natural Path”, cofinanciado pelo Portugal2020, a ANIET esteve nos Estados Unidos, de 30 de janeiro a 2 fevereiro, para reunir com diversos stakeholders da indústria e divulgar o potencial da pedra natural portuguesa no mercado americano.
Resultando numa grande oportunidade de networking e de conquistar potenciais clientes deste mercado, Jorge Mira Amaral, Presidente da ANIET, acredita que “somos um país rico em quantidade e diversidade de minerais e que temos capacidade para colocar a nossa pedra em monumentos e obras por todo o mundo. É por isso que ANIET procura estar presente e estudar os potenciais mercados, como os Estados Unidos, um dos principais importadores de pedra.”
De ressaltar que, em 2021, os Estados Unidos importaram mais de 3 mil milhões de dólares em pedra natural e representam o quinto mercado para onde o setor extrativo português mais exporta. Segundo o Instituto Nacional de Estatística, nesse mesmo ano, Portugal exportou para o país 28 milhões de euros de rocha ornamental, principalmente Pedras de cantaria e de construção (83,8%), um crescimento de 24% comparativamente com 2020.

BÁRBARA GONÇALVES

Marinha Grande | CERCA DE 1700 CRIANÇAS VÃO DESFILAR NO PARQUE DA CERCA


No próximo dia 17 de fevereiro (sexta-feira), pelas 10h00, o Parque da Cerca, na Marinha Grande, volta a encher-se de cor e alegria com as cerca de 1700 crianças do ensino pré-escolar e do 1º ciclo do concelho, que participam no tradicional desfile de Carnaval.

O Desfile tem início às 10h00, junto ao Arquivo Municipal, para a passagem das crianças pelas imediações do Parque da Cerca e Praça Stephens. A iniciativa é organizada pela Câmara Municipal da Marinha Grande, com o apoio dos Agrupamentos de Escolas do concelho, da Polícia de Segurança Pública e Bombeiros Voluntários da Marinha Grande.

Em Vieira de Leiria, haverá igualmente um corso de Carnaval, organizado pelo Agrupamento de Escolas de Vieira de Leiria, com o apoio da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia, com música ambiente e muita diversão ao longo do corso.


MUNICÍPIO DA MARINHA GRANDE DINAMIZA CARNAVAL SÉNIOR

 Estão abertas as inscrições para o Carnaval Sénior, para a população com mais de 65 anos, que vai acontecer na Discoteca Império Romano, na Garcia, Marinha Grande,  no dia 17 de fevereiro (sexta-feira), das 14h00 às 18h00.
Trata-se de uma iniciativa promovida pelo Município da Marinha Grande, com o apoio das Juntas de Freguesia da Marinha Grande, Moita e Vieira de Leiria e da Discoteca Império Romano.

Com esta ação, pretende-se promover o envelhecimento saudável através do convívio e proporcionar um dia divertido e alegre aos idosos do concelho.

A inscrição gratuita (individuais e para grupos) deve ser feita através do link https://forms.office.com/e/t5DUrALsLy ou do telefone 244235669.

Abertas candidaturas para frequência de Unidades Curriculares Isoladas na ESAC

 Encontra-se a decorrer, até ao próximo dia 10 de março, o prazo de candidaturas para inscrição em Unidades Curriculares Isoladas dos ciclos de estudos de Licenciatura, Mestrado e Curso Técnico Superior Profissional da Escola Superior Agrária do Politécnico de Coimbra (ESAC-IPC) no 2.º semestre do ano letivo de 2022/2023.
As candidaturas terão de ser submetidas através da plataforma InforEstudante, em https://inforestudante.ipc.pt/.
Mais informações relacionadas com as candidaturas encontram-se disponíveis no site da Escola, em www.esac.pt.

Cientistas recorrem a metamateriais para criar aplicações inovadoras que mitiguem o impacto negativo do ruído e das vibrações

 

Desenvolver aplicações acústicas e mitigar os problemas de ruído e de vibrações na indústria, edifícios ou meios de transporte, através da utilização dos metamateriais é o objetivo do METAVISION, um projeto internacional em que participa o Departamento de Engenharia Civil (DEC) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

Afinal, o que são metamateriais? «São materiais cujas propriedades vão para além do que se pode encontrar na natureza», começa por explicar Luís Godinho, coordenador do projeto na FCTUC, esclarecendo que, «na verdade, são materiais artificiais, modificados ou criados de forma a apresentar certas propriedades específicas, desejadas para uma determinada aplicação. No caso da acústica e vibrações, procuramos tirar partido de conceitos como o de ressoador acústico ou mecânico, ou de elemento absorsor de energia para criar estruturas cujo comportamento como um todo apresenta desempenhos de proteção muito além dos esperados ou observados num material isolado».

O METAVISION é um projeto que se dedica à formação de novos doutorados na área específica dos metamateriais para aplicações acústicas e mitigação de vibrações. Segundo o também docente do DEC, pretende-se formar uma nova geração com competências específicas neste tipo de soluções inovadoras, permitindo que, durante o decorrer destes doutoramentos, sejam desenvolvidos novos métodos de design e análise para ampliar o desempenho e a aplicabilidade dos metamateriais.

Assim, esta investigação «procura conciliar duas tendências conflituantes. Por um lado, sabemos que a população se tem tornado cada vez mais consciente do impacto negativo da exposição excessiva ao ruído e às vibrações na saúde. Sabemos, também, que as soluções atuais de mitigação deste problema ainda exigem elementos muito pesados ou com grande volume de material para serem viáveis e eficientes em aplicações práticas, principalmente para frequências mais baixas» afirma o investigador.

No entanto, acrescenta, «cada quilo de massa retirado da cadeia logística tem de facto um benefício económico e ecológico direto, pelo que há todo o interesse em minimizar a massa/volume de material a usar em soluções práticas de engenharia de controlo de ruído e vibrações. Há, por isso, uma forte necessidade de soluções de materiais compactos e de baixa massa com excelentes características face ao ruído e vibrações, para as quais surgiram recentemente os chamados metamateriais e que têm demonstrado imenso potencial».

De acordo com Luís Godinho, este projeto reúne universidades, institutos de investigação e indústrias de pequena e grande dimensão dos setores da produção industrial, construção, transportes e equipamentos, com experiência relevante para criar o ambiente colaborativo de investigação e inovação necessário para levar os metamateriais de conceitos puramente académicos para a sua manufatura em larga escala. Portanto, a preocupação central do METAVISION é a aplicabilidade industrial das novas soluções de controlo de ruído e vibrações, abrindo caminho para uma Europa mais silenciosa e mais verde.

No âmbito deste estudo serão desenvolvidas 11 linhas de investigação específicas, culminando em projetos demonstradores industriais onde se implementarão muitos dos conceitos explorados. No caso da FCTUC, a equipa, da qual fazem ainda parte Andreia Pereira e Paulo Amado Mendes, também docentes do DEC, estará ligada a três das linhas de investigação definidas neste projeto, coordenando duas delas e participando na terceira.

«Nestas duas linhas que coordena, a equipa pretende desenvolver novos conceitos de soluções modulares de mitigação de ruído através de estruturas periódicas à base de betão leve, com especial interesse na criação de uma solução modular, inovadora e industrializável, e um conceito para melhoria do isolamento sonoro em edifícios baseado em micro ressoadores acoplados a painéis leves, que pode permitir uma melhoria significativa do desempenho acústico de muitas soluções técnicas de paredes leves. Já na terceira linha, apoiará o desenvolvimento de um novo conceito de ventilação para edifícios com elevada atenuação sonora, ajudando a mitigar um problema muito relevante nos nossos edifícios», finaliza o professor do DEC.

Este projeto, financiado pela Comissão Europeia, da tipologia Marie Skłodowska-Curie Actions (MSCA) – Doctoral Network, é liderado pela Universidade Católica de Leuven (Bélgica). Além da UC, envolve o Centre National de la Recherche Scientifique (França) e diversas empresas, designadamente, a Siemens Industry Software NV, a Materialise NV, a Metacoustic e a Phononic Vibes SRL. Conta ainda com um conjunto de empresas e entidades parceiras que apoiam e dão suporte ao projeto, entre as quais a Mota Engil Engenharia e Construção.

Sara Machado
Assessora de Imprensa
Universidade de Coimbra• Faculdade de Ciências e Tecnologia

Católica lança 3ª edição da Pós-graduação em Direito e Tecnologia. Inteligência Artificial, Cibercrime e Direito Laboral são temas da Pós-graduação em Direito e Tecnologia

 Como cristalizar o que é polimórfico, volátil e, por vezes, passageiro? Esta é a questão à qual a Pós-Graduação em Direito e Tecnologia, da Escola do Porto da Faculdade de Direito da Universidade Católica, pretende responder. Uma formação online que aborda temas como a inteligência artificial, a robótica, o comércio eletrónico, mas também o cibercrime e a prova digital, passando pelo direito laboral e tecnologia e a tributação digital.
“A hiperespecialização académica e profissional, tão caraterística do nosso mundo, leva a que os operadores judiciários, preparados quase que exclusivamente para as tarefas de leitura e interpretação da lei, não disponham, em regra, das capacidades técnicas e académicas para a compreensão do horizonte material que cada um dos termos técnicos relacionados com novas tecnologias implica na vida prática,” salienta Pedro Freitas, coordenador da Pós-graduação em Direito e Tecnologia da Escola do Porto da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa.
 
Esta formação permite uma visão abrangente sobre áreas de interseção entre o direito e a tecnologia. “Atendendo à crescente e permanente transmutação trazida pela tecnologia às mais diversas atividades humanas, é desejável, se não mesmo imperativo, que se proceda a uma reanálise e (eventual) reconfiguração dos cânones jurídicos tradicionais,” conclui Pedro Freitas. A Pós-Graduação em Direito e Tecnologia tem como grande objetivo dar resposta a uma necessidade de formação neste domínio multidisciplinar, indo também ao encontro das linhas estratégicas da Escola do Porto da Faculdade de Direito, assim como dar continuidade ao nível pós-graduado, já realizado na unidade curricular de Introduction to Law and Technology da Licenciatura em Direito.
 
“A formação dos juristas em Portugal não é, em regra, adequada apara os preparar para os desafios colocados pelas novas tecnologias. Salvo casos excecionais, como é o caso da nossa Faculdade, estas matérias não são abordadas logo no 1.º Ciclo de Estudos e isto leva a que só no mercado de trabalho se torne explícita a importância destas matérias,” acrescenta o docente.
 
Pedro Freitas destaca que os maiores desafios da área “existem e são, essencialmente, dois: a disponibilidade para acompanhar as novas tendências tecnológicas; e a capacidade de compreensão do fenómeno tecnológico. A um jurista preparado para os novos desafios societários não se exige apenas um domínio exímio da ciência jurídica. É óbvio que continua a ser essencial a capacidade de compreender o sentido e alcance dos princípios e das regras jurídicas e, em geral, das minudências da metodologia do direito. Disponibilidade intelectual e temporal são fatores-chave para o sucesso.”
 
A Pós-graduação em Direito e Tecnologia arranca em março de 2023 e irá decorrer exclusivamente em formato online, com uma duração de 154 horas letivas de contacto direto assegurado por académicos portugueses e estrangeiros, e profissionais com experiência relevante nas diferentes áreas temáticas abordadas. Destina-se particularmente a advogados, juízes, solicitadores, notários, juristas em geral, gestores e consultores.

 

Cantanhede | Imagens captadas por Ana Silva expostas nos claustros dos Paços do Concelho Exposição fotográfica quer perpetuar trabalho do tanoeiro

“Tanoaria — uma arte em extinção?” é o título da exposição fotográfica patente nos claustros dos Paços do Concelho. Da autoria de Ana Silva, a mostra documenta o processo de recuperação de um balseiro que o tanoeiro José Pedro Cardoso conduziu.

“Esta parceria permitiu-me acompanhar e documentar todo o processo de recuperação do balseiro que, devido à sua dimensão, teve de ser feito em cave, criando uma atmosfera que nos transporta para os tempos antigos”, explica a autora.

Nesta que é a sua primeira exposição, Ana Silva dá ainda conta do trabalho duro destes profissionais em vias de extinção, a quem é exigido “empenho e dedicação”.

A autora despertou para o mundo da fotografia por volta dos 18 anos, quando começou a registar as viagens que fez, “como se fosse um diário”.

“Desde de comecei a fotografar, sempre gostei de focar-me nos pormenores do assunto fotografado”, explica, adiantando que no caso desta exposição quis também perpetuar o trabalho dos tanoeiros.

“Sempre gostei de história e considero importante documentar tradições e técnicas que se vão perdendo com o tempo, de forma de preservar a nossa identidade cultural e de transmitir a futuras gerações valores e crenças importantes para a comunidade”, destaca.

Na sinopse da exposição “Tanoaria — uma arte em extinção?”, pode ler-se que “nos dias de hoje, a adaptação a técnicas mais modernas e mecanizadas cada vez mais nos distanciam do método tradicional que por si já é pouco visível. Muito do conhecimento pormenorizado vai-se perdendo com o tempo”.

“Testemunhar o processo, registar muitos dos detalhes, foi oportunidade única, que pretendi documentar. Dar-lhe visibilidade será uma forma de o preservar e reconhecer a sua importância. Um especial obrigado ao José Pedro Cardoso”, conclui o texto.