quinta-feira, 25 de maio de 2017

Portugal e Espanha juntam-se para promover Caminhos de Santiago

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Os responsáveis pela área do turismo português e espanhol estão em negociações para avançar com a promoção conjunta dos Caminhos de Fátima e de Santiago de Compostela nos mercados considerados estratégicos para os dois países, como os Estados Unidos da América e as nações chamadas de economias emergentes, assegurou ao JN fonte da Secretaria de Estado do Turismo.
Este será o passo natural para potenciar os percursos pedestres, sobretudo as rotas em direção ao Santuário de Fátima, que têm vindo a ser traçadas e sinalizadas por várias entidades e com critérios diferentes, e que o Turismo de Portugal decidiu juntar num projeto conjunto, em maio último, ao assinar um protocolo de colaboração com o Centro Nacional de Cultura (CNC) e Associação dos Caminhos de Fátima (ACF), constituída por 14 municípios. A Associação dos Amigos dos Caminhos de Fátima (AACF) não integrou o acordo, mas a secretária de Estado do Turismo, Ana Godinho, garantiu que também seria chamada a participar no plano.
O objetivo é criar linhas de atuação comuns a nível nacional, sobretudo na gestão, marcação e dinamização dos Caminhos de Fátima, mas também no futuro Caminho do Centenário, entre Gaia e a Cova da Iria, cujo projeto está a ser desenvolvido pela ACF, com recurso a fundos comunitários.
Ao abrigo deste acordo, o Turismo de Portugal pretende estimular a criação de uma rede de serviços turístico-culturais, com empreendimentos, atividades turísticas e unidades de restauração, nos diversos caminhos, para reforçar o apoio aos peregrinos e permitir que estes "caminhem em segurança, desfrutando da natureza e dos bens patrimoniais e culturais aí existentes".
Está ainda previsto o lançamento de uma plataforma online de informação, disponível em sete idiomas, e ainda um projeto de digitalização dos caminhos existentes ou a desenvolver, com funcionalidades de georreferenciação.
A assinatura do protocolo, de resto, terá surgido com a intenção de pôr um pouco de ordem na gestão dos Caminhos de Fátima e ultrapassar as divergências entre a AACF e o CNC neste domínio, e que vieram à tona em vésperas da peregrinação comemorativa do Centenário das Aparições.
Fonte: JN

Mealhada – DIA DO MUNICÍPIO DEDICADO À SAÚDE

Condecoração dos "melhores da terra" e protocolos para levar saúde a todos os munícipes
O Dia do Município foi assinalado pela Câmara Municipal da Mealhada com a homenagem e condecoração “aos melhores da terra” na área da Saúde: cientistas e instituições “que muito têm feito pelo município e pelo país”, disse o presidente da Câmara, Rui Marqueiro.
A Medalha de Mérito do Município foi atribuída a duas instituições locais de saúde, o Centro de Saúde da Mealhada e o Hospital da Misericórdia da Mealhada, e a quatro investigadores naturais do Município: Sandro Alves, investigador na área das neurociências, fundador da Crioestaminal, Ana Rute Neves, investigadora na área de ciências químicas, e Odete Isabel, antiga autarca da Mealhada e ex-diretora dos Serviços Farmacêuticos dos Hospitais da Universidade de Coimbra.
“É dia de festa porque condecoramos alguns dos nossos melhores, que, na sua vida profissional, muito têm feito e que devem continuar a fazer pelos Município e pelo país”, sublinhou Rui Marqueiro.
Este ano, toda a cerimónia alusiva ao Dia do Município centrou-se na área da Saúde. Além das condecorações, foram assinados dois protocolos, com a Santa Casa da Misericórdia da Mealhada, na presença do secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado.
O protocolo entre o Ministério da Saúde e a Santa Casa da Misericórdia insere-se âmbito da Consulta a Tempo e Horas, que permitirá ao Hospital da Misericórdia receber pacientes do Serviço Nacional de Saúde nas diversas especialidades. “Este protocolo é de elevada importância para as áreas da cirurgia, medicina interna, todas as restantes especialidades. O que pedimos ao Hospital da Misericórdia é que sejam rápidos, que diminuam os tempos de espera, que não façam esperar os seus doentes”, referiu Manuel Delgado.
O governante saudou ainda o protocolo tripartido entre a Autarquia, as juntas de freguesia e o Hospital da Misericórdia da Mealhada (HMM). “Esta iniciativa demonstra o empenho e a generosidade do Município em ajudar a população mais carenciada. O Ministério da Saúde e o Governo estão apostados na colaboração permanente com os municípios na melhoria de soluções para as suas populações. E devo sublinhar a capacidade de persistência do dr. Rui Marqueiro na defesa dos interesses da sua população, uma capacidade que não é muito comum”, salientou ainda o Secretário de Estado.
O protocolo entre a Autarquia, as juntas de freguesia e o Hospital da Misericórdia prevê a atuação a dois níveis: no âmbito do projeto “Coração é a Razão”, que visa reduzir o risco de desenvolvimento de doenças cardio e cerebrovasculares, e de um projeto de medicina preventiva de rastreios em saúde, estando este vocacionado para rastreios audiovisuais e auditivos, nomeadamente das crianças do concelho.
O protocolo pressupõe a deslocação da Unidade Móvel de Saúde do HMM às freguesias, unidade que está equipada para prestar cuidados de saúde primários, na área clínica, de enfermagem e de fisioterapia, no apoio domiciliário, saúde escolar, acompanhamento e vigilância da saúde dos idosos e famílias com maior precariedade económica e social e campanhas de vacinação e de promoção da saúde.
A autarquia assegura a maior parte do financiamento do projeto, cerca de 42 mil euros anuais, cabendo às freguesias um total de 8 mil euros.
Rui Marqueiro, presidente da Câmara da Mealhada, sublinhou “a utilidade destes rastreios, nomeadamente nas crianças na prevenção até de dificuldades de aprendizagem”, defendendo que “este é um bom exemplo de como os dinheiros públicos devem ser usados na defesa do interesse público”.

Macroscópio – Manchester. E os nossos filhos e filhas. Que podemos esperar? E que podemos fazer?

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Macroscópio

Por José Manuel Fernandes, Publisher
Boa noite!
 
 
O ataque terrorista de Manchester voltou a colocar na ordem do dia não apenas os temas da segurança e ordem públicas, mas também o da natureza e características de um terror que tem conseguido evoluir de forma que parece estar sempre um passo à frente das autoridades e de todas as medidas políticas que possamos tomar. Justifica-se por isso que o Macroscópio regresse a este tema, sendo que hoje vou centrar-me quase exclusivamente em reflexões da imprensa internacional.
 
E começo por Fátima Mohand Abdelkáder, uma jovem de 16 anos de Melilla, o enclave espanhol no norte de Marrocos. Porquê? Porque de alguma forma a crónica Fátima y el castigo mortal en el Arena, de José María Irujo no El Pais tem uma boa abordagem ao que motiva esta nova geração de terroristas. A história de Fátima “era idéntica a las niñas que murieron en el Manchester Arena, vestía vaqueros ceñidos y se pintaba, pero la secta Takfir Wal Hijra, la más extrema y radical del salafismo, le prohibió que sus ojos negros azabaches miraran a ningún hombre que no fuera su padre o el dirigente de la secta que la captó en el barrio de La Cañada de Hidum, uno de los más deprimidos de la ciudad.” Obrigada a casar e a esconder-se por trás de uma burka, foi como se desaparecesse do mundo em nome de uma visão do Islão que não será muito distinta daquela que armou o braço do terrorista de Manchester. Como ele escreve, “Este lunes, el suicida quería castigar a los niños y niñas que asistían al “desvergonzado concierto”, a los muchachos alegres y desinhibidos que representan lo mejor de nuestra libertad. Como a Fátima, quieren obligarlos a caminar por el camino recto que solo conduce al club del odio, la esclavitud y la maldad.”
 
Mas se não haverá muita novidade na visão do mundo de quem segue as versões mais radicais da religião de Maomé, será que aqueles que hoje colocam as bombas são militantes do mesmo tipo daqueles que as colocavam há 20 ou 30 anos. Olivier Roy, um dos maiores especialistas do Islão, defende que não no seu livro Jihad and Death: The Global Appeal of Islamic State, de que o Público editou uma passagem no último fim-de-semana, sob o título Quem são os novos jihadistas? A resposta é que hoje “o radical típico é um convertido ou imigrante jovem, de segunda geração, muitas vezes envolvido em episódios de pequena criminalidade, praticamente sem nenhuma educação religiosa, mas com uma trajectória rápida e recente de conversão/reconversão, mais frequentemente no contexto de um grupo de amigos ou da Internet do que no contexto de uma mesquita.” Mais: “O mais radical nos novos radicais, em comparação com as gerações anteriores de revolucionários, islamistas e salafistas, é o seu ódio pelas sociedades existentes, sejam elas ocidentais ou muçulmanas. Este ódio está consubstanciado na busca da própria morte ao cometer homicídios em massa. Eles matam-se juntamente com o mundo que rejeitam. Desde o 11 de Setembro de 2001, este é o modo de actuação preferido dos radicais.”
 
Uma leitura semelhante foi feita no Guardian, em Terrorists see reason in madness of targeting public events, onde se escreve que, no caso de grupos como o ISIS, estes dependem “on escalating brutality to terrorise target populations, whether in the west or the Middle East. One factor behind the focus on “lifestyle” targets is longstanding. Isis described Monday night’s concert as “shameless”, much as it described victims of its murderous attack in Paris in 2015 (...). Isis sees any other culture as a threat, destroying works of antiquity in its strongholds to extirpate idolatry and unbelief. This rigorously puritanical vision is a key element of the violent revivalism of all jihadi groups. It also echoes the language of conservatives throughout much of the Islamic world who see western culture as the greatest threat to young Muslims, the cohesion of local societies and what they regard as their culture.”
 

Esta descrição leva-nos a um outro tema que mereceu alguma atenção da imprensa: o de saber como se compara a actual vaga terroristas com as do passado. Isso mesmo foi feito pelo The Times de Londres em Nature of the threat has changed, o texto de onde foi retirado o gráfico acima e que compara o número de mortos provocado por atentados jihadistas com aqueles que o terrorismo de grupos como a ETA, o IRA ou radicais de extrema-esquerda provocou nas décadas de 1970 e 1980. Também a Renascença procedeu à mesma comparação em O terrorismo mata hoje menos na Europa do que nos anos 70. Porque nos parece o contrário?
 
Acontece porém há quem defenda que não podemos comparar movimentos terroristas de características tão diferentes – e é aí que entra, na opinião de Henrique Raposo, por exemplo, a questão das motivações de hoje por comparação com as de outrora. Em A jihad é mais perigosa do que IRA/ETA, publicado no Expresso Diário (paywall), aquele colunista defende que o essencial é percebermos que “Os islamitas não estão em luta contra um país em especial, mas sim contra um modo de vida europeu, estão em guerra com as representações de uma civilização inteira, desde a música à imprensa. Isto alarga o espetro do terror. Não é uma questão política localizada, é uma questão civilizacional de fundo.” Ou seja, não há aqui o mesmo tipo de objectivos limitados a reivindicações nacionalistas ou políticas.
 
O que nos leva ao problema de saber até que ponto nos estamos a habituar a viver com a ameaça do terrorismo islamista. David French defende que sim num artigo da Nacional Review, The World Is Too Comfortable with Terror. A sua perspectiva é que “The Western world knows the price it has to pay to decisively reduce the terror threat. It’s no longer willing to pay that price. It’s no longer willing even to let their militaries truly do the jobs they volunteered to do. So there will be more Manchesters, more Parises, more Nices, and more Orlandos. But that’s what happens when we’re not willing to do what it takes. I hope at least our hashtags can make us feel better about our choice.”
 
No Observador também Rui Ramos se interrogou, em Há alguma coisa de novo para dizer sobre o terrorismo?, sobre até que ponto a nossa dificuldade em fazer muito mais para prevenir o terrorismo não acabará por ser fatal para o nosso modo de vida. Para, “faz-se o que se pode: manter a polícia atenta na Europa e na América, para não deixar a jihad desenvolver “células”, e ajudar aliados no Médio Oriente e na África, de modo a não consentir “santuários”. Mas que acontecerá se um dia os ocidentais se sentirem verdadeiramente fracos e inseguros, como é objectivo dos terroristas? Conseguiremos não nos tornar noutra coisa, por exemplo, em comunidades exclusivistas determinadas a retaliar brutalmente? Talvez pouca gente deseje isso, mas é uma ilusão pensar que é apenas uma questão de boa vontade e abertura de espírito. No fundo, a única coisa que falta dizer sobre o terrorismo é evidente: pode mesmo mudar a maneira como vivemos, e também a maneira como pensamos.”
 
Tema difícil, pois de facto é mesmo difícil saber até que ponto estamos a fazer o suficiente, como defende no The Telegraph (de onde é também o cartoon com que abri esta newsletter) Hugh Orde em Our counter-terror system works – we need calm not drastic measures. Há nesse texto palavras que parecem bastante sensatas, mesmo que seja difícil perceber se não precisamos de nos esforçar mais. Como ele escreve, “Imagine if the police erected a “ring of steel” around arenas, with outer perimeters and cordons being put up to bolster security. Where would you stop? That sort of response would leave the terrorists feeling vindicated. Anyway, you’ll never prevent a determined loner from using themselves or technology to slip a homemade device into the venue unless you put in blast resistant doors and physically strip-search everyone.”
 
Este é, de facto, um dos grandes dilemas do combate anti-terrorista: mais segurança representará quase inevitavelmente menos liberdade e menos privacidade. Sendo que que quando falamos da melhor forma de actuar não nos devemos limitar a fazer sugestões sobre as tarefas das polícias, pelo que é útil ler James Rodgers que, na Prospect, reflectiu sobre How should journalists cover traumatic events? Num texto em que relata algumas experiências por que passou, aborda o problema ético de como melhor transmitir ao grande público o tipo de sentimentos que um acto destes suscita: “Today such sentiments have been all over social media. There, the journalist has to face dilemmas of a different kind. Pain may already be public, but taking it from an obscure Twitter feed to an international website is an editorial and ethical decision of its own. If it helps to inform and explain, fine. If it is just an exercise in gawping at grief, think again.”

 
Antes de um pequeno ensaio quase lateral a esta discussão que deixei prepositadamente para o fim , apenas mais algumas referências:
  • Solidarity in Crisis, um texto editorializado do Handelsblatt, onde se destaca a necessidade de a Europa continuar a cooperar em matéria de segurança mesmo depois do Brexite: “Manchester’s devastating attack, coming on the heels of attacks this year in France, Stockholm, Dortmund and Berlin in December, serves as yet another reminder that terrorism and security cooperation in Europe should not fall by the wayside.”
  • Attentat de Manchester : une tragédie européenne. O editorial do Le Monde segue mais ou menos pelo mesmo caminho: “La première réaction des services de l’anti­terrorisme des deux côtés de la Manche a été la même : le Brexit ne doit en aucun cas altérer les efforts de coopération policière poussée menés au sein de l’Union européenne. Manchester, Londres, Paris, Berlin, Stockholm : la tragédie est commune. Elle est celle de la radicalisation d’une minorité de jeunes musulmans nés en Europe et qui, « cerveaux pervertis et dérangés », basculent dans le terrorisme.”
  • Jihad in Manchester, o editorial do Wall Street Journal onde se prefere antes sublinhar a importância das políticas de imigração e integração, pois “Muslim integration is central to Europe’s counterterror agenda”. De facto, como se nota logo a abrir, “British police on Tuesday identified the terrorist bomber who blew himself up outside Manchester Arena on Monday night as Salman Abedi, a 22-year-old born in Manchester. This means Britain has been terrorized again by a native-born Muslim who became radicalized while enjoying the freedoms of Western society.”
  • The Islamic State and the End of Lone-Wolf Terrorism, uma análise de Jen Easterly e Joshua A. Geltzer na Foreign Policy onde os autores defendem que “From Manchester to Orlando, the followers of the Islamic State aren’t operating “alone” anymore. And there are no easy answers to defeating an online community of terrorists.” Depois, contrariando alguns argumentos comuns, defendem que “The Islamic State hasn’t unleashed lone-wolf terrorism; instead, its unique manipulation of modern communications technologies portends the end of lone-wolf terrorism.”
  • The Manchester Attack Shows How Terrorists Learn, uma opinião informade de Daveed Gartenstein-Ross na The Atlantic, um daqueles textos onde se fica mesmo com a ideia, já referida atrás, de que os terroristas estão sempre um passo à frente das autoridades de segurança: “European politicians don’t have good answers to the problem of terrorism right now. Often, it is regarded as “the new normal,” something we will just have to live with and die with for years to come. But as technology marches on—with 3-D printing, increasingly capable consumer drones, growing vulnerabilities to hacking, and the like—there is the worrying prospect that tomorrow will be worse than today.”
 
A fechar deixo-vos a referência para um texto muito interessante, do site Zeihan on Geopolitics mas reproduzido pelo Real Clear World, um pequeno ensaio de Peter Zeihan onde se parte destes eventos para reflectir sobre as dificuldades actuais do centro-esquerda na maior parte dos países do mundo desenvolvido. Manchester, Political Upheaval, and the Desertion of the Global Left começa por considerar que estes atentados podem favorecer ainda mais os conservadores britânicos nas eleições que se aproximam – “Between the rally-round-the-flag effect of terror attacks and the fact that the ruling Tories are the law-and-order party, the UK is now on the cusp of a complete overhaul. Barring some truly unprecedented revelations that bring down May and the entirety of the Conservative leadership, the Tories will walk away from the June elections with the strongest showing of perhaps the last century. In the election’s wake, Labour will not simply be weak, it will be gone and it is unlikely to come back in a meaningful way. What’s going on in the United Kingdom is hardly unique; Center-left parties are collapsing across the developed world. It is a symptom of a wider change in the way we all live.” – mas vai depois muito mais longe, recordando como os partidos de centro-esquerda são em boa parte produto das duas primeiras revoluções industriais e como a sociedade moderna lhes coloca desafios a que têm dificuldade em responder. Não que o centro-direita também não o tenha, mas os argumentos desenvolvidos neste artigo merecem a vossa atenção.
 
E por hoje é tudo. Amanhã regressarei a este tema, para vos falar com mais detalhe do que como foi a discussão em Portugal. Tenham bom descanso e boas leituras.
 
 
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Bomba explode em carro de ex-primeiro ministro grego

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A Polícia grega revelou que um envelope armadilhado explodiu dentro do carro onde seguia o antigo Primeiro-ministro grego Lucas Papademos e o seu motorista. Os dois ficaram gravemente feridos e já foram transferidos para o hospital, onde não correm risco de vida.

Papademos, que também já ocupou o cargo de vice-presidente do Banco Central Europeu, seguia num carro com o motorista, quando abriu um envelope armadilhado que acabou por explodir, segundo a Reuters.
De acordo com as autoridades gregas, o antigo primeiro ministro grego já foi transferido para o hospital, juntamente com o motorista, que também ficou ferido após a explosão.

“Estamos em choque. Quero condenar este ato hediondo”, afirmou o ministro para a Comunicação social, Nikos Pappas, em declarações à imprensa.

De acordo com a agência noticiosa ANA, o antigo primeiro ministro grego está a ser sujeito a cirurgia para tratar de lesões no abdómen e pernas num hospital em Atenas. No entanto, existe a garantia de que nem Papademos ou o motorista correm risco de vida.
Fonte: RTP
Foto: Reuters

Dia Mundial da Tiroide. Saiba quais os sintomas que não deve ignorar

A glândula da tiroide é das que mais afeta o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas
Esta quinta-feira celebra-se o Dia Mundial da Tiroide. Este dia tem como objetivo alertar para os sintomas e distúrbios causados pelas glândulas da tiroide.
A nona edição da Semana Internacional da Tiroide, que se realiza dia 28 de maio, vai lançar uma campanha com o objetivo de destacar a diferença que existe entre os sintomas dos distúrbios da tiroide e os efeitos da rotina diária.
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A campanha, com o nome ‘Não é você, é a sua tiroide’, serve para alertar as pessoas que devem dar importância ao que o seu corpo lhe está a dizer, para que o diagnóstico seja feito atempadamente, com tempo para fazer um tratamento correto, em caso de doença.
Os seguintes sintomas são os que mais são confundidos e ignorados:
- Cansaço excessivo
- Depressão, ansiedade e irritabilidade
- Falta de concentração
- Dores de cabeça e enxaquecas
- Falta de energia
- Intolerância a ambientes frios ou quentes
- Alterações na menstruação
Embora a doença seja mais frequente nas mulheres, também pode afetar os homens. O diagnóstico pode ser obtido através de uma análise ao sangue, que permite saber se a glândula está a funcionar corretamente.
A tiroide fica localizada no pescoço e é uma das glândulas que mais interfere com a qualidade de vida das pessoas.
Fonte: Jornal i
Foto: Shutterstock

Hora de Fecho: Cartão partidário? Uma carreira de futuro

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Hora de fecho

As principais notícias do dia
Boa tarde!
Metade dos militantes do PSD e CDS que chegaram às short-lists da CRESAP acabaram nomeados. Cristas foi recordista na escolha de boys. A comissão criada para promover o mérito tem falhas, diz estudo.
O ex-presidente do BPN foi condenado a 14 anos de prisão efetiva, a pena mais pesada decidida pelo Tribunal de Lisboa, mas vai recorrer. Luís Caprichoso terá de cumprir oito anos e meio de prisão.
José Oliveira Costa, o homem que provocou a primeira nacionalização desde 74/75, foi condenado a uma pena de prisão de 14 anos. Saiba porquê e conheça os pormenores do principal processo do caso BPN.
De acordo com os dados avançados pelo Governo, o défice subiu devido ao processamento mais rápido dos reembolsos de IVA e IRS. Efeito deve dissipar-se e "não coloca em causa o saldo orçamental".
Fortes trovoadas com trovões ruidosos acordaram pessoas a meio da noite em três pontos do país. Afinal o que aconteceu? Que trovões foram estes? As explicações do IPMA e as imagens.
Um vídeo publicado no canal de YouTube Story of This Life retrata o dia a dia da relação entre mãe e filhos, mas mostra muito mais que isso. A peça "Um dia normal" já se tornou viral.
Fernando Santos anunciou ao final desta manhã os 24 convocados de Portugal para os jogos com Chipre e Letónia e para a Taça das Confederações, que se realiza entre 17 de junho e 2 de julho na Rússia.
Selecionador comentou as escolhas: Anthony Lopes pediu dispensa, Renato e Cancelo vão ao Europeu Sub-21, Éder saiu por opção. "Há dois anos questionavam-me porquê o Éder, agora é ao contrário", disse.
O treinador da seleção portuguesa de futebol de sub-21 afirmou que Renato Sanches está consciente que a realidade atual dele é a equipa que vai disputar o Europeu, para o qual foi convocado.
Isabel II visitou as vítimas num hospital de Manchester. Há 23 feridos nos cuidados intensivo, incluindo cinco crianças. Autoridades terão evitado cinco ataques nos últimos dois meses. Siga em direto.
A polícia de Manchester está "furiosa" com a divulgação de imagens da bomba usada no ataque de segunda-feira pelo New York Times e deixou de partilhar informações com as autoridades americanas. 
Opinião

Maria João Avillez
Adivinho a comiseração e o riso alarve de que serei alvo por rematar este texto com a história de um Pai Nosso rezado no final de uma cerimónia não religiosa.

Helena Garrido
Temos tido lideranças que enriquecem empobrecendo o país. As elites ou são incompetentes ou são medíocres, cobardes e populistas. Há um grupo que nem o 25 de Abril destruiu que vive e viveu de rendas

Paulo Tunhas
O Sheik Munir, logo após o atentado de Manchester, exigiu, sem se referir sequer às vítimas, reciprocidade no respeito. E as alusões aos crimes reais foram substituídas pela abstracta menção ao medo.

Diana Soller
Há razões para receber o Presidente americano com má vontade. Mas mais importante é o conteúdo político da curta visita de Trump. A Europa não está preparada para garantir a sua segurança sozinha.

João Casanova de Almeida
A necessidade de considerar, no presente, as ações a desenvolver no futuro (visando a qualidade da educação dos nossos jovens) determina como incontornável a obtenção de um pacto de regime.
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Feira Cultural de Coimbra homenageia Zeca Afonso com concerto na primeira noite

A edição deste ano da Feira Cultural de Coimbra, sucessora da feira do livro, agregando outras áreas como gastronomia e artesanato ou música, vai homenagear Zeca Afonso com um concerto na noite de 02 de junho.
O espetáculo, intitulado 'Terra do Zeca', centrado em "temas imortais" do compositor, autor e intérprete, falecido há 30 anos, terá arranjos e direção musical de Davide Zaccaria e a participação dos cantores Zeca Medeiros, Filipa Pais, Maria Anadon e João Afonso, e dos músicos Armindo Neves, Pedro Batalha, André Sousa Machado e Davide Zaccaria.
"Tributo à obra de José Afonso", o concerto está agendado para as 22:00 do primeiro dia da Feira, no Palco do Coreto, no Parque Verde da cidade, espaço onde, até 11 de junho, decorre a Feira Cultural de Coimbra deste ano, foi hoje anunciado pela Câmara de Coimbra, numa conferência de imprensa com o presidente do município, Manuel Machado, e com vereadores Carina Gomes e Jorge Alves.
Trata-se de "uma homenagem ao contributo que Zeca Afonso deu à cidade e à democracia", sintetizou o presidente da Câmara.
Do programa do certame destaque também, designadamente, para o evento '24 horas culturais', em 09 e 10 de junho, evento que leva ao Parque Verde "manifestações culturais e recreativas ininterruptas", durante o qual terá lugar a iniciativa 'Acampar com histórias', organizada em colaboração com a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL).
'Acampar com histórias' convida as crianças com idades compreendidas entre os oito e os dez anos a acamparem na Feira, dando-lhes a oportunidade de, sob supervisão de "monitores e animadores literários" da APEL, se "envolverem num ambiente fantástico de natureza, livros, autores e contadores de histórias", disse Carina Gomes.
Colóquios, apresentação de livros, sessões de autógrafos, teatro de rua, poesia e oficinas de escrita criativa, de ilustração e de pintura, espetáculos musicais e uma instalação e uma mostra de vídeo são algumas das iniciativas que integram o programa da Feira, que contará com a presença dos escritores Gonçalo M. Tavares, José Fanha, Mário Cláudio e Pedro Mexia, entre outros.
"Projeto pluridisciplinar que a Câmara Municipal de Coimbra criou para todos, reflexo de uma política cultural integradora e diversificada, expressa no cruzamento de áreas que vão desde a literatura, ao artesanato, à gastronomia, à música, às artes plásticas, à cultura e criatividade e à animação", a Feira Cultural de Coimbra conta, este ano, com 196 representações, equivalentes a mais 19 instituições do que no ano passado e mais 38 do que em 2015, sublinha a autarquia.
"A área do livro foi uma das que mais cresceu" entre 2016 e este ano (aumentou de 51 para 57 representações), respondendo assim ao principal objetivo do evento que é "valorizar o livro e a leitura", sublinhou Manuel Machado, referindo que a gastronomia e o artesanato também aumentam as suas representações
"Ainda há quem pense que Coimbra não é uma cidade cosmopolita", afirmou o presidente da Câmara, considerando que o modelo adotado pela autarquia, há três anos, e a resposta de operadores, de agentes culturais e da população em geral contraria aquela ideia, que é errada.
Em 2016, a Feira Cultural de Coimbra terá sido visitada por mais de 80 mil pessoas, calcula a Câmara, mas -- salienta -- não é possível adiantar uma estimativa com algum rigor pois não há qualquer controlo do acesso ao recinto, que é gratuito.
Para a edição deste ano, a Câmara de Coimbra investe cerca de 170 mil euros, mais perto de 40 mil euros que o ano passado.
Fonte: Lusa