terça-feira, 11 de junho de 2019

Tocha | INOVA-EM investe no reforço da qualidade balnear da Praia da Tocha


“Praia da Tocha é Património, é Qualidade, é Ambiente!”, assim se designa o projeto que a INOVA – Empresa Municipal de Cantanhede vai implementar com o apoio do Programa “MAR 2020”. O objetivo é aquisição e colocação de novos equipamentos destinados a elevar os padrões de qualidade de vida local, de modo a criar condições para a preservação, conservação e valorização de todo o património existente na Praia da Tocha, acentuando a sustentabilidade dos requisitos que estão na origem de 30 anos consecutivos com a Bandeira Azul, e da renovação do estatuto de "Município Mais Azul" atribuído pela Agência Portuguesa do Ambiente.
Por outro lado, pretende-se também contribuir para a intensificação das boas práticas ambientais, com especial enfoque em iniciativas tendentes a mobilizar os cidadãos para esse desígnio coletivo, através de campanhas e do reforço das condições que o favorecem, nomeadamente ao nível da separação dos resíduos e reciclagem, melhorando ainda mais o indicador do Município de Cantanhede relativamente a esta matéria, indicador esse que, recorde-se, atualmente é já um dos melhores do país.
O projeto contempla a aquisição de alguns equipamentos, designadamente uma nova máquina de limpeza de praia e um trator com potência e robustez ajustadas às exigências das operações a realizar diariamente no areal para o manter limpo.
A INOVA – EM, recorde-se, tem a seu cargo o serviço de preservação ambiental da orla costeira, operação que envolve a limpeza manual e mecânica do areal e apenas manual das dunas primárias, bem como a remoção e substituição dos sacos do lixo da praia.
Além disso, a empresa municipal de Cantanhede faz a manutenção dos jardins e espaços verdes em espaços públicos e reforça, durante a época balnear, os serviços de limpeza do perímetro urbano, designadamente a varredura de arruamentos, passeios e zonas pedonais, a limpeza dos parques infantis, parques das merendas e parques de estacionamento. Também este ano, serão reforçados os pontos de duche e lava-pés na praia, para utilização por pessoas com mobilidade reduzida.
Entretanto, o hastear da Bandeira Azul na Praia da Tocha está agendado para a próxima segunda-feira, dia 17 de junho, às 11h00, com a presença de representantes das entidades com responsabilidade na criação de condições que está na base atribuição do galardão à Praia da Tocha pelo 30.º ano consecutivo.

Covilhã | MARIA ASCENSÃO SIMÕES HOMENAGEADA PELA CÂMARA DA COVILHÃ


A Câmara Municipal da Covilhã irá realizar no próximo dia 20 de junho, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a cerimónia de homenagem a Maria Ascensão Simões. 

Trata-se do reconhecimento público, que pretende assinalar o trabalho desenvolvido por “uma mulher à frente do seu tempo”, no âmbito do ensino e da cultura na Covilhã, no dia em que comemora o seu 90º aniversário. 

Maria Ascensão Albuquerque Amaral de Figueiredo Simões nasceu 20 de junho de 1929, em Nelas. Frequentou o ensino primário no Colégio da Nossa Senhora da Conceição (Viseu), o ensino secundário no Liceu Infanta D. Maria (Coimbra) e frequentou a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde se licenciou em Ciências Históricas e Filosóficas. Dedicada ao ensino desde 1954 até a sua aposentação em 1996, lecionou em diversas cidade do país: Setúbal, Caldas da Rainha, Torres Vedras, Castelo Branco, Fundão e Covilhã. Professora durante 33 anos na Escola Industrial Campos Melo, integrou a comissão de gestão em 1974/1975 vindo a ser Presidente do Conselho Diretivo desde 1981 até 1988. Foi sócia fundadora da Academia Sénior e Reitora de 2003 a 2018, tendo sido representante da Rede Universidades Seniores de Portugal no Congresso Internacional, em França. Foi ainda sócia fundadora e Presidente da Assembleia Geral da APAE Campos Melo e Deputada da Assembleia Municipal da Covilhã entre 2005 e 2009. No âmbito familiar, casou em 1957 com Duarte de Almeida Cordeiro Simões (1927-1979) co-fundador e diretor do Instituto Politécnico da Covilhã. Do matrimónio nasceram três filhas: Rosa Maria, Maria João e Maria Paula, tendo atualmente cinco netos. 

A cerimónia terá início pelas 15h00, com a inauguração da exposição fotográfica “Maria Ascensão Simões – Uma mulher à frente do seu tempo”, e contará com um momento musical pela Académia Sénior da Covilhã, dedicado à homenageada.

Faleceu Ruben de Carvalho, jornalista e histórico dirigente comunista

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 RTP
O histórico dirigente do Partido Comunista Português Ruben de Carvalho morreu hoje, informou fonte do PCP. 
Ruben de Carvalho era membro do Comité Central do PCP, responsável na Câmara Municipal de Lisboa pelo Roteiro do Antifascismo e fazia parte da organização da Festa do Avante! desde o seu início, em 1976.
Numa nota enviada às redações, o Secretariado do Comité Central do PCP lamentou a morte de Ruben de Carvalho e informou que o histórico dirigente morreu "em consequência de problemas de saúde que exigiram internamento hospitalar".
Jornalista de profissão, Ruben de Carvalho foi também chefe de redação do semanário “Avante!”, órgão central do PCP, entre abril de 1974 e 1995, chefe de redação da revista “Vida Mundial” e redator coordenador do jornal “O Século”.
Na nota enviada às redações, o Secretariado do Comité Central do PCP recorda de Ruben de Carvalho "assumiu uma intervenção destacada na atividade do Partido, tendo desempenhado importantes tarefas, cargos e responsabilidades".
"Ruben de Carvalho teve uma vida de intervenção e de luta na resistência antifascista, no movimento associativo estudantil, abraçou com intensidade a Revolução de Abril e defendeu os seus valores e conquistas", recorda o Comité Central, sublinhando que o dirigente comunista "deixou à sociedade portuguesa um contributo de grande relevo no conhecimento da música, na sua dimensão artística, cultural e social, no plano nacional e internacional, das suas raízes populares à sua dimensão erudita".
Ruben de Carvalho manteve, na RDP1, o programa “Radicais Livres”, onde debatia temas de atualidade com Jaime Nogueira Pinto.
O histórico comunista foi membro das “comissões juvenis de apoio” à candidatura do General Humberto Delgado, chefe de gabinete do Ministro Sem Pasta, Francisco Pereira de Moura, no I Governo Provisório após o 25 de Abril de 1974, deputado à Assembleia da República eleito pelo distrito de Setúbal e vereador nas câmaras municipais de Lisboa e Setúbal.
Ruben de Carvalho aderiu ao Partido Comunista Português em 1970. Foi funcionário do partido entre 1974 e 1997 e era membro do Comité Central desde 1979.
Tinha 74 anos e era o único membro no atual Comité Central do PCP que tinha estado preso nas cadeias da PIDE durante o Estado Novo.
Lusa

Sul | Vila do Bispo altera regulamentos de Urbanização, Edificação, Ocupação e Publicidade

O Município de Vila do Bispo autorizou o início do procedimento para elaboração da alteração dos regulamentos municipais de Urbanização e Edificação e de Ocupação do Espaço Público e Publicidade.
A autarquia informa que podem constituir-se como interessados nestes processos, aqueles que sejam titulares de direitos, interesses legalmente protegidos, deveres, encargos, ónus ou sujeições, no âmbito das decisões que nele forem ou possam ser tomadas, bem como as associações, para defender interesses coletivos ou proceder à defesa coletiva de interesses individuais dos seus associados que caibam no âmbito dos respetivos fins.
Os interessados podem constituir-se como tal e apresentarem os seus contributos, para elaboração do citado projeto de regulamento, no prazo de trinta dias, a contar a partir da publicação dos respetivos editais (4 de junho), através de comunicação escrita, que contenha a sua identificação.
A constituição de interessados e os contributos devem ser dirigidos à câmara municipal de Vila do Bispo, Paços do Concelho, 8650-407 Vila do Bispo ou para o seguinte endereço eletrónico: geral@cm-viladobispo.pt.

Algarve | Docapesca lança empreitada de reabilitação do edifício da Lota da Fuzeta

A Docapesca – Portos e Lotas, S. A. lançou, na quinta-feira, o aviso de abertura de concurso para a empreitada de Reabilitação do Edifício da Lota da Fuzeta.
O valor do preço base do procedimento agora lançado é de 320.000 euros, tendo as empresas interessadas um prazo de 30 dias para a apresentação de propostas.
O fator preço tem uma ponderação de 60% no processo de escolha da vencedora, enquanto que a qualidade técnica das propostas tem um peso de 40% no critério de adjudicação.
Uma vez adjudicada a empreitada e assinado o contrato, a empresa vencedora tem a obrigação de concluir a obra no prazo máximo de 150 dias.

Opinião | Reconciliação impossível

Jesus com os Apóstolos. Obra de Duccio di Buoninsegna (1255-1319)
Jesus com os Apóstolos. Obra de Duccio di Buoninsegna (1255-1319)

Padre David Francisquini*
São Tomás de Aquino ensina que nada chega à inteligência humana sem antes passar pelos sentidos. Com efeito, a criação reflete as infinitas perfeições de Deus. Pela contemplação devemos procurar compreender as perfeições postas em cada coisa criada. No artigo anterior eu havia dado o exemplo do que uma águia, por tudo aquilo que simboliza, é capaz de nos ensinar.
Hoje, com mais um texto das Escrituras, cuja linguagem vem sempre revestida de múltiplos e ricos significados e com as luzes do Espírito Santo, espero retirar alguns ensinamentos ao mesmo tempo nobres e benfazejos que possam ser úteis a todos nós. Nobres, pelo fato de saírem dos lábios divinos do Salvador; benfazejos, porque trazem expressiva lição para a vida dos homens.
O texto escolhido é o que segue:
“Não lanceis aos cães as coisas santas, não atireis aos porcos as vossas pérolas, para que não as calquem com os seus pés, e, voltando-se contra vós, vos despedacem”. (Mt 7, 6).
Se Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida, não há outro meio senão imitar os seus divinos exemplos e pôr os nossos pés nas suas pegadas cheias de luz e beleza. Se somos verdadeiramente cristãos, devemos ser imitadores e seguidores de Cristo.
O sacerdote tem uma vocação sublime neste Vale de Lágrimas, não podendo subtrair — e muito menos ocultar — a missão salvadora de Cristo, o ideal a ser seguido. Quando Jesus nos ensina o mandamento de amar os inimigos — perseguidores e caluniadores — não nos aconselha a lhes comunicar os bens espirituais indistintamente no que se refere à fé, pois eles são indignos.
Na verdade, Deus concede aos justos e aos injustos os benefícios materiais, mas não graças espirituais aos ímpios, a não ser que se arrependam e se ponham em disposição para isso. Ademais, Nosso Senhor ensinou também que não se deve colocar vinho novo em odres velhos. Logo, enganam-se aqueles que querem a todo custo aproximar da mesa eucarística os divorciados e recasados sem exigir deles mudança de vida.
Encontram-se na verdade revelada, portanto com fonte nas Escrituras Sagradas, ensinamentos que contrariam cabalmente a posição de certas autoridades eclesiásticas no sentido de deixar aproximar da mesa eucarística pessoas que não se encontram em estado de graça e na amizade com Deus.
O Apóstolo São Paulo, em carta aos Coríntios, aconselha cada um a examinar-se a si mesmo antes de se aproximar dessa mesa, pois se o fizer indignamente tornar-se-á réu do Corpo e do Sangue do Senhor.
Sobre o texto bíblico referido acima, costuma-se indagar o significado das palavras santos, cães, pérolas e porcos. Santo é aquilo que não pode ser corrompido e aquele que tentar corromper se torna ímpio. Pérolas são todos os bens espirituais de maior estima. Ainda que possa parecer uma mesma coisa, chama-se de santo o que não se deve corromper, e de pérola aquilo que não se deve desprezar, segundo Santo Agostinho.
As verdades são ministradas para aqueles que têm reta intenção, entendimento e percebem que os ensinamentos revelados são nobres. No hino da festa de Corpus Christi, afirma o Doutor Angélico: “Eis o pão que os anjos comem, transformado em pão do homem; os filhos O consomem: não seja lançado aos cães”.
Os cães são aqueles que voltam ao vômito, isto é, que ensinando erros condenados pelo ensinamento revelado, aconselham, permitem e por vezes fazem questão de introduzir pessoas indignas na mesa eucarística e na frequência dos outros sacramentos. Os porcos são os que ainda não se voltaram para a verdade revelada, mas estão habituados à lama dos vícios, dos prazeres, da ganância. Ao dizer pérolas, algo de muito sublime e nobre, são aqueles que, por falta de retidão, não acatam nem apreciam o seu valor e nobreza, pois não têm fé e não seguem a retidão natural.
Tanto os cães quanto os porcos não têm fé, e desejam continuar na vida avessa à Lei divina, procurando justificá-la. Não podemos conciliar a verdade e o erro, a virtude e o vício, a luz e as trevas. Santo Agostinho afirma “que se alguém não pode compreender por causa da sua condição sórdida, devemos limpá-lo na medida do possível, seja por palavras, seja por obras”.
Ao panorama político, religioso, social e econômico do cenário brasileiro pode se aplicar a parábola dos cães e dos porcos. Do mesmo modo, pela malícia e perversidade com que a esquerda católica vem disseminando ideias de um suposto bem-estar socialista, tentando apagar na mentalidade dos fiéis a noção de erro e de verdade por meio de um relativismo religioso.
O plano puramente social tomou lugar preeminente no que diz respeito à fé e à religião. O endurecimento dos corações dos católicos esquerdistas persiste em querer levar o Brasil a renegar as tradições hauridas de seus missionários e colonizadores. Muitas pessoas se negam a abrir seus corações para as verdades sobrenaturais e preferem não ouvir. Por sua ingratidão e insensibilidade, repugna-lhes ouvir palavras de verdade, tornando-se ávidas de ouvir fábulas engenhosas e mentiras propostas pelo ideário comuno-socialista.
Tal insensibilidade ao ouvir os apelos de Fátima — a Mãe de Deus alertando que a Rússia espalharia os seus erros pelo mundo — é proveniente da malícia da vontade, da culpa do próprio arbítrio, pois os homens fecharam os ouvidos ao apelo celestial para a oração e a penitência.
         Ao comentar a dureza de coração dos homens, São João Crisóstomo afirma que eles seriam imediatamente curados, caso se convertessem. Não são outras as palavras de Nossa Senhora em Fátima ao pedir oração, penitência e emenda de vida. Não devem aproximar-se da mesa eucarística aqueles que não têm condições de receber dignamente os sacramentos.
ABIM
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* Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria – Cardoso Moreira (RJ).

João Miguel Tavares: O risco de uma geração desencantada, num país onde não temos de ser os melhores, embora sejamos capazes de coisas extraordinárias

O presidente das Comemorações do Dia de Portugal em 2019, o jornalista João Miguel Tavares, advertiu hoje que a falta de esperança e as desigualdades de oportunidades podem dar origem a uma geração de adultos desencantados.
João Miguel Tavares deixou esta mensagem no discurso que proferiu na cerimónia do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, em Portalegre, numa intervenção que antecedeu a do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em que falou dos progressos registados pela democracia portuguesa, mas também, em paralelo, dos perigos resultantes de fenómenos como a corrupção, que minam o ideal de "meritocracia" e instalam o sentimento de que "o jogo está viciado".
"A integração na Europa do euro não correu como queríamos, construímos autoestradas onde não passam carros, traçámos planos grandiosos que nunca se cumpriram, afundámo-nos em dívida e ficámos a um passo da bancarrota. Três vezes - três vezes já - tivemos de pedir auxílio externo em 45 anos de democracia. É demasiado", declarou.
João Miguel Tavares referiu-se aos casos em torno do sistema financeiro "num país amnésico, cheio de gente que não sabe de nada, que não viu nada, que não ouviu nada".
"Percebemos que a corrupção é um problema real, grave, disseminado, que a justiça é lenta a responder-lhe e que a classe política não se tem empenhado o suficiente a enfrentá-la. A corrupção não é apenas um assalto ao dinheiro que é de todos nós - é colocar cada jovem de Portalegre, de Viseu, de Bragança, mais longe do seu sonho", disse.
Antes destas críticas ao atual estado do país, o jornalista frisou que é natural de Portalegre, uma cidade do interior que, na década de 80, "estava a quatro horas de distância de Lisboa" por carro, salientado então que a sua geração, assim como a dos seus pais, beneficiaram muito com o Portugal democrático.
No presente, porém, segundo João Miguel Tavares, a perspetiva do país é outra e "o sonho de amanhã ser-se mais do que se é hoje vai-se desvanecendo, porque cada família, cada pai, cada adolescente, convence-se de que o jogo está viciado, que não é pelo talento e pelo trabalho que se ascende na vida, que o mérito não chega, que é preciso conhecer as pessoas certas, que é preciso ter os amigos certos e que é preciso nascer na família certa".
"No nosso país instalou-se esta convicção perigosa: um jovem talentoso que queira singrar na carreira exclusivamente através do seu mérito, a melhor solução que tem ao seu alcance é emigrar. Isto é uma tragédia portuguesa", declarou o jornalista, que ainda foi mais longe nos seus avisos.
"A falta de esperança e a desigualdade de oportunidades podem dar origem a uma geração de adultos desencantados, incapazes de acreditar num país meritocrático. Esta perda de esperança aparece depois travestida de lucidez e rapidamente se transforma numa forma de cinismo. Achamos que temos de ser pessimistas para sermos lúcidos, que temos de ser desesperançados para sermos realistas, que temos de ser eternamente desconfiados para não sermos comidos por parvos", acentuou.
João Miguel Tavares criticou ainda a crescente distância entre as chamadas "autoridades", onde se incluem os políticos, e a generalidade dos cidadãos, dizendo que entre esses dois universos "há uma distância atlântica, com raríssimas pontes pelo meio".
Aos políticos, de acordo com João Miguel Tavares, compete-lhes propor "um caminho inteligível e justo".
"Os portugueses podem não ser os melhores do mundo, mas são, com certeza, capazes de coisas extraordinárias, desde que sintam que estão a fazê-las por um bem maior. A política não falha apenas quando conduz o país à bancarrota. A política falha quando deixa o país sem rumo e permite que se quebre a aliança entre o indivíduo e o cidadão", insistiu o presidente das comemorações desta edição do Dia de Portugal.
Em mais um recado dirigido ao conjunto dos políticos, João Miguel Tavares defendeu que "aquilo que melhor distingue as pessoas não é serem de esquerda ou de direita, mas a firmeza do seu caráter e a força dos seus princípios".
"Aquilo que se pede aos políticos, sejam eles de esquerda ou de direita, é que nos dêem alguma coisa em que acreditar, que alimentem um sentimento comum de pertença, que ofereçam um objetivo claro à comunidade que lideram", sustentou.
Na parte final da sua intervenção, o jornalista citou uma das ideias mais vezes repetida pelo chefe de Estado: "O senhor Presidente da República costuma dizer com frequência que os portugueses, quando querem, são os melhores do mundo".
"O senhor Presidente da República que me perdoe o atrevimento: não há qualquer razão para os portugueses serem melhores do que os finlandeses, os nepaleses ou os quenianos, mas tenho uma boa notícia para dar: também não precisamos de ser melhores. Para quem ainda acredita numa ideia de comunidade, os portugueses são aqueles que estão ao nosso lado. E isso conta. E conta muito", acrescentou.
Lusa
Foto: Nuno Veiga / Lusa