quarta-feira, 29 de julho de 2020

Estudante da FCTUC distinguido em competição internacional


O estudante de Engenharia e Gestão Industrial na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), Paulo Nascimento, foi distinguido numa competição internacional promovida pela empresa americana Simio, especializada em ferramentas de simulação e programação para a indústria e serviços.

A Student Simulation Competition é lançada semestralmente, em que a empresa desafia estudantes universitários de todo o mundo a encontrar soluções para problemas de engenharia complexos, premiando os quatro melhores trabalhos.

Nesta edição, o desafio era projetar uma estratégia de recolha, preparação e expedição de encomendas num centro de distribuição, utilizando uma abordagem de simulação.

A simulação consiste em representar processos e/ou operações do mundo real, através de lógicas de controlo e expressões matemáticas. «Desta forma, e de acordo com o detalhe da representação do sistema real, permite perceber o que pode acontecer no sistema consoante diferentes cenários testados. Isto permite não só obter poupanças significativas comparando com experiências realizadas no sistema real, como também permite testar cenários que dificilmente poderiam ser testados em ambiente real», explica Paulo Nascimento.

Para realizar este projeto, eram estabelecidos vários requisitos, nomeadamente ao nível de gestão de armazéns e otimização de processos. Em concreto, a Simio pretendia uma solução capaz de balancear a carga de trabalho ao longo de todo o armazém, começando pela recolha dos itens das prateleiras onde se localizam, e posteriormente considerando todos os processos a jusante, designadamente, o embalamento. Era ainda pedido um modelo de simulação do centro de distribuição, de modo a testar vários cenários de funcionamento possíveis obtendo conclusões acerca de quais os melhores valores a escolher para as variáveis de decisão existentes no armazém.

A solução proposta pelo aluno da FCTUC baseou-se numa metodologia de planeamento que permitisse melhorar a eficiência do centro de distribuição, «e foi possível obter resultados de nível de serviço ao cliente superiores a 99%, melhorando os índices de performance do armazém face aos valores previamente existentes, e com possibilidade ainda de reduzir a força de trabalho durante os dias em que não exista picos de procura demasiado elevados».

Para Paulo Nascimento, natural da Figueira da Foz, a participação neste tipo de competições assume «importância extrema, pois permite-nos fugir um pouco daquilo que é o contexto académico e aproximar do que nos espera fora da universidade, não só relativamente ao tipo de problemas existentes, mas da sua própria complexidade. Para além disso, a exigência que é pedida neste tipo de projetos é algo pelo qual qualquer estudante deve passar, uma vez que nos possibilita desenvolver competências tanto a nível profissional como pessoal, competências essas que serão essenciais para a entrada no mercado de trabalho».

Este projeto de simulação teve a supervisão do docente Samuel Moniz, que salienta a importância da participação de estudantes nestas iniciativas, «pois permite desenvolver competências em tópicos fundamentais da Engenharia e Gestão Industrial, como é a transformação digital de sistemas ou a modelação de problemas complexos», acrescentando ainda que «a simulação de sistemas tem como objetivo último potenciar a inovação e o aumento de eficiência dos processos, sejam centros logísticos, cadeias de abastecimento, ou hospitais, etc.».

Cristina Pinto

Observatório Técnico Independente da Assembleia da República reúne na Marinha Grande sobre o Pinhal do Rei


Decorre no dia 28 de julho, na Marinha Grande, uma reunião do Observatório Técnico Independente da Assembleia da República que contou com a presença da presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Cidália Ferreira; do presidente do ICNF-Instituto Conservação da Natureza e Florestas, Nuno Banza; do professor Castro Rego do Observatório Técnico Independente; e agentes de segurança e proteção civil. 


Durante o dia foi feita a reflexão sobre o incêndio que devastou 86% do Pinhal do Rei em 2017 e ordenamento florestal e decorreram visitas ao Pinhal pelas equipas destas entidades.

Reposição da ligação entre Lisboa e Pampilhosa da Serra por parte da Rede Nacional de Expressos


Com a supressão do transporte de ligação entre a cidade de Lisboa e o concelho de Pampilhosa da Serra, por parte da Rede Nacional de Expressos, na sequência do surto pandémico de Covid-19, e sendo o nosso concelho um território com fortes ligações à capital Portuguesa, onde se encontram milhares de Pampilhosenses, tornou-se essencial fomentar esforços, por parte da Câmara Municipal, no sentido da reposição da referida ligação.

Nesse sentido, e após várias comunicações entre o Município e a empresa em questão, é com agrado que a Câmara Municipal vem por este meio comunicar a reposição desta ligação na sua totalidade, já a partir do dia 30 de julho, devolvendo deste modo um meio de transporte indispensável para a nossa população.

Para consulta dos horários disponíveis visite o site da Rede Nacional de Expressos em www.rede-expressos.pt.


Gustavo Brás




















Marinha Grande | ENTREGA DE DIPLOMAS DA ESSLEI NA CASA DA CULTURA


Decorreu na manhã deste sábado, 25 de julho, na Casa da Cultura Teatro Stephens, a cerimónia de entrega de diplomas aos 10 finalistas do concelho da Marinha Grande dos cursos de Enfermagem, Fisioterapia, Dietética e Nutrição da Escola Superior de Saúde (ESSlei) do Politécnico de Leiria (IPLeiria).
Devido à pandemia, a ESSlei descentralizou a cerimónia de entrega de diplomas, que aconteceu à mesma hora em mais de 50 localidades do país, de onde são oriundos os alunos finalistas. O Município da Marinha Grande colaborou com o IPLeiria nesta sessão, pelo que a entrega dos certificados aos 10 alunos finalistas do concelho decorreu na Casa da Cultura.

Para a Presidente da Câmara, Cidália Ferreira, “a Câmara Municipal da Marinha Grande quer estar mais próxima do Politécnico de Leiria, dos seus alunos, professores e investigadores. Dou os parabéns aos alunos finalistas mas também um grande abraço de parabéns às famílias que tudo fazem para dar uma educação superior aos seus filhos”. “Desejo que os Marinhenses sejam o mais bem sucedidos que possam ser e, se possível, que o consigam ser a trabalhar e viver no concelho da Marinha Grande”, acrescenta.
A cerimónia integrou uma primeira parte, com a transmissão online através das intervenções das seguintes entidades: Presidente da Associação de Estudantes, Inês Gonçalves dos Santos; Presidente do Conselho Pedagógico, Luís Francisco Soares Luís; Presidente do Conselho Técnico-Científico, João Paulo dos Santos Marques; Presidente da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Nuno Bértolo Gordalina Lopes; Diretor da Escola Superior de Saúde, Rui Manuel da Fonseca-Pinto; Vice-Presidente do Politécnico de Leiria, Rita Alexandra Cainço Dias Cadima.
Seguiu-se a entrega presencial de certificados e de uma peça em vidro aos finalistas do concelho da Marinha Grande, pela presidente da Câmara, Cidália Ferreira, na Casa da Cultura Teatro Stephens. Foram distinguidos os seguintes finalistas: Mariana Domingues Venâncio (Licenciatura Enfermagem) Ana Catarina Castro de Jesus (Licenciatura Fisioterapia)Ana Lúcia Martins Nunes (Licenciatura Enfermagem)Ariana Sofia dos Santos Cardoso (Licenciatura Enfermagem) Bianca Vicente dos Santos (Licenciatura Enfermagem) Catarina Ramos Botelho de Sousa (Licenciatura Enfermagem) Catarina Soares Almeida Santos (Licenciatura Enfermagem) Ricardo Mateus Carpinteiro (Licenciatura Fisioterapia)Sofia Pedrosa Sequeira (Licenciatura Dietética e Nutrição)Tiago André de Jesus Ferreira da Silva (Licenciatura Fisioterapia).

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Um rico empresário à honra dos altares

História do Beato Sebastião de Aparício
Plinio Maria Solimeo

Em nossos tristes dias de apostasia da verdadeira fé, tornou-se “politicamente correto” criticar e mesmo atentar contra toda a odisseia dos desbravadores e colonizadores ibéricos na América. Isso, que nos Estados Unidos tem-se manifestado pela derrubada de estátuas de personagens históricos como Cristóvão Colombo e Santo Junípero Serra, está começando timidamente a ser imitado em países da América do Sul, bafejado pela mídia esquerdista e por movimentos revolucionários.
Monumento ao Beato Sebastián de Aparicio em Puebla (México).

É o que nos leva a considerar a história de Sebastião de Aparício, um humilde espanhol que emigrou para o México, ali se tornando exitoso empresário, muito benquisto por seus contemporâneos, inclusive indígenas, e cujos derradeiros dias transcorreram em um convento franciscano, onde morreu em odor de santidade aos 98 anos. Sua vida nos mostra como os ibéricos que vinham para o Novo Mundo não eram em geral os inescrupulosos e gananciosos exploradores dos nativos pintados pela Legenda Negra, mas que muito concorriam para o seu bem-estar e desenvolvimento. Sua história mostra, por outro lado, que a santidade está ao alcance de todos, pelo mero cumprimento dos deveres de estado com espírito sobrenatural.

O historiador Pedro Fernández Barbadillo publicou recente livro com o título Eso no estaba en mi libro de Historia del Império Español [capa abaixo], no qual ressalta a verdadeira epopeia dos desbravadores e colonizadores espanhóis no Novo Mundo. Dá especial destaque a esse agora beato, cujo corpo está incorrupto na cidade de Puebla, no México. É desse livro, comentado por Religionen Libertad, que extraímos os dados que seguem[i].

Pobre, mas dinâmico

Sebastião nasceu em La Guadiña, na Galícia (Espanha), no ano de 1502. Terceiro filho de João Aparício e Teresa del Prado, pobres agricultores, não pôde ir à escola porque devia ajudar o pai nos campos, mas frequentou o catecismo na igreja paroquial.

Para ganhar a vida, mudou-se na adolescência para Salamanca, onde prestou serviços a uma viúva jovem e rica. Como esta demonstrou uma má afeição por ele, devido provavelmente à sua boa aparência, Sebastião deixou o emprego e partiu para Zafra, a fim de trabalhar com Pedro de Figueroa, da família do Duque de Féria. Mas lá aconteceu a mesma coisa com a filha de Pedro, fazendo Sebastião partir novamente, desta vez para Salúcar de Barrameda, cidade em que esteve a serviço de uma de suas principais famílias. Nesse emprego ficou por sete anos e, como ganhava bem e era muito econômico, teve dinheiro suficiente para pagar os dotes de duas irmãs mais velhas.

Em 1531, ano das aparições da Virgem de Guadalupe a Juan Diego, Aparício foi tentar a sorte no México, instalando-se na recém-fundada cidade de Puebla de los Ángeles. Com a economia que amealhara montou, com um conterrâneo seu que era carpinteiro, uma das primeiras empresas de transporte das Américas. Muito empreendedor, dirigia os comboios, procurava condutores, e até desenhava os caminhos por onde seus carros deveriam ir.

Em 1542 ele resolveu mudar-se para a Cidade do México. Quatro anos mais tarde foram descobertas, a 600 quilômetros ao norte da capital, as enormes minas de prata de Zacatecas. A cidade que começou então a surgir nas proximidades das minas necessitava de tudo. Aparício começou então um serviço regular de comboios entre Zacatecas e a Cidade do México, para transportar viajantes, alimentos, ferramentas e mineral de prata.

Uma dificuldade com que se defrontou foi de no percurso ter de passar pelo território dos belicosos índios chichimecas. Contudo, seu grande senso diplomático, bondade de coração e lhe granjearam a amizade deles, que poupavam assim seus comboios.

Aos 50 anos, esse homem empreendedor, que passara de criado a empresário e de empresário a rendeiro, começou a ser conhecido como Aparício, el Rico. Vendeu então seu negócio e comprou uma fazenda de gado em Tlanepantla, perto da cidade do México.

Casamento aos 60 anos

Entretanto, em vez de viver em festas, gastando descontroladamente sua fortuna, Aparício era econômico e fazia muitas esmolas, especialmente atendendo os viajantes pobres que acorriam à sua generosidade. Vestia-se com modéstia, comia a mesma alimentação de seus criados, dormia sobre uma esteira e não deixava de rezar diariamenteo Rosário.

O curioso é que foi somente aos 60 anos, após se recuperar de uma enfermidade grave que o levou a receber os últimos sacramentos, que ele resolveu se casar com a filha de um vizinho de Chapultepec. No entanto, a jovem morreu no primeiro ano de matrimônio. E como Aparício era muito honesto, devolveu aos pais dela o dote de dois mil pesos.

Mais tarde, aos 67 anos, ele se casa de novo, desta vez com a filha de outro amigo. Mas também ela morreu prematuramente, ao cair de uma árvore onde colhia frutas. Como no casamento anterior, Aparício devolveu o dote aos pais da falecida.

Finalmente, franciscano

Até então Sebastião de Aparício tinha vivido muito honesta e virtuosamente, mas sem denotar nada de excepcional na linha da santidade. Foi então que, aos 70 anos, descobriu sua verdadeira vocação: viver só para Deus. Seu confessor lhe propôs ajudar as monjas clarissas, recém-instaladas no México, que passavam por dificuldades. O futuro santo não só as ajudou financeiramente, mas se pôs ao serviço delas na qualidade de “donado”, quer dizer, uma espécie de irmão leigo que faz de tudo no mosteiro, principalmente como porteiro e mensageiro. Em 1573, através de documento oficial, ele doou às religiosas toda a sua fortuna, que na época girava em torno de 20 mil pesos, reservando para si apenas mil, por conselho do confessor, para o caso de que viesse a deixar o mosteiro.

Em junho de 1574 tomou o hábito no convento franciscano da Cidade do México. Como ainda era analfabeto, outro frade assinou sua ata de ingresso. Designado para o convento de Santiago de Tecali, a uns 30 quilômetros de Puebla, dirigiu-se a pé para lá. Nesse convento ele se dedicava aos trabalhos mais humildes, como fazer a limpeza, varrer e cozinhar. Seu noviciado foi difícil, pois os frades duvidavam de que na sua idade ele pudesse seguir os rigores da regra.

Algum tempo depois,o antigo “Aparício, el Rico”, agora pobre por amor de Deus, voltou a Puebla, onde recebeu a missão de percorrer a região com uma carroça a fim de pedir e recolher donativos para manter o convento das Chagas de Nosso Seráfico Pai São Francisco [foto]. Neste havia uma centena de frades, além dos alunos do colégio, de enfermos e frades de passagem. Foi nesse humilde ofício,exercido com dedicação e espírito sobrenatural durante os últimos 23 anos que lhe restaram de vida, que Sebastião de Aparício se santificou. Ele dizia: “O que faço é cumprir o que me manda a obediência. Assim, durmo onde posso, como Deus propõe, e visto o que o convento me dá. Mas o melhor é não perder a Deus de vista. Com isso vivo seguro”. Ele nunca se queixava, e afirmava que recebia favores do Céu. Em certa ocasião, um anjo desatolou a sua carreta do barro.

Assim, esse homem singular faleceu em fevereiro de 1600, aos 98 anos, com fama de santidade. Seu corpo incorrupto é venerado em uma urna de cristal no convento franciscano de Puebla [foto]. Sua fama de santidade era tão grande na época, como escreveu o Pe. José Maria Iraburu, que em 1603 o rei Felipe III encarregou o bispo de Tlaxcala de escrever sua vida. No ano seguinte, o mesmo rei recebeu a biografia de Sebastião de Aparício, escrita pelo frei João de Torquemada, homônimo do famoso cardeal espanhol e considerado o maior cronista de sua geração no México colonial.

No processo aberto pela Igreja pouco depois da morte de Aparício declararam nada menos que 508 pessoas de todos os níveis sociais, inclusive indígenas. E na primeira investigação feita em 1608, registraram-se 590 milagres e favores obtidos por sua intercessão. Finalmente, no processo apostólico levado a cabo entre 1628 e 1630, essa cifra superava mil e duzentas. Isso levou à sua beatificação por Pio VI em 1789.

Sebastião de Aparício foi muito popular, e “muitas coisas se pediam ao Céu por sua intercessão, porque o haviam conhecido como foi: empresário de transporte imensamente rico — puro olfato comercial em uma pessoa que foi sempre analfabeta, o que lhe impediria ser ordenado sacerdote — que acabaria esmoleiro e executor de outras humildes tarefas em um convento franciscano, depois de doar sua fortuna e ingressar como frade, já ancião, depois de enviuvar duas vezes”, como diz o citado historiador Pedro Fernandes em seu livro.

ABIM

VIDA, CINZAS E NADA Euclides Cavaco

Inquérito da Deco aponta medo de espaços públicos e cancelamentos de férias

Quem somos
Mais de três quartos dos inquiridos num estudo da Deco afirmam que evitam espaços públicos por medo de contágio de covid-19, quase metade anularam os programas de férias e também cerca de metade adiaram projetos e investimentos.
Segundo o inquérito da associação de defesa do consumidor, realizado entre 16 e 20 de julho, apesar da reabertura da maioria dos serviços e do regresso ao trabalho para uma parte da população, os inquiridos continuam a manifestar receio de voltar às rotinas anteriores ao início da crise provocada pelo novo coronavírus.
Mais de três quartos dos 1006 inquiridos 'online', entre os 18 e 74 anos, declaram que evitaram ou deixaram mesmo de frequentar os espaços públicos, como restaurantes, transportes públicos ou centros comerciais, enquanto mais de metade cancelou ou adiou as férias e perto de metade adiou projetos inicialmente agendados para este ano, como, por exemplo, comprar casa ou um carro novo.
Por outro lado, sete em cada dez inquiridos relatam o adiamento de, pelo menos, um serviço de saúde agendado e 22% referiram que foram cancelados desde o início da pandemia.
É urgente que as unidades de saúde reagendem essas consultas, exames de diagnóstico e cirurgias adiadas ou canceladas ao longo dos últimos meses, sob pena de vermos aumentar a taxa de mortalidade e de morbilidades por falta de acompanhamento de todos os doentes "não-covid"", conclui a Deco, na análise do inquérito.
Segundo a Deco, estes são alguns dos danos colaterais da covid-19 que levam a prever consequências graves para o futuro próximo, com um aumento da taxa de mortalidade e de morbilidades na população portuguesa.
O inquérito evidencia que os supermercados foram os estabelecimentos comerciais que menos sofreram uma quebra na procura, o que, para a Deco, mostra que os portugueses "afluíram sobretudo aos serviços de primeira necessidade".
Simultaneamente, para as deslocações, os inquiridos disseram procurar usar mais veículos privados, como o carro ou motorizada.
O estudo mostra também que medo de infeção levou os inquiridos a evitar determinados serviços, nomeadamente os transportes públicos: três quartos das respostas classificaram-nos como pouco seguros quanto ao risco de contágio.
Mais de metade dos inquiridos manifestou o mesmo sentimento relativamente aos centros desportivos, às lojas, aos restaurantes e aos eventos culturais.
O estudo denota que 43% dos inquiridos adiaram pelo menos um dos investimentos previstos e já não tencionam fazê-lo até ao fim deste ano. Em contrapartida, 43% adiaram pelo menos um deles, mas alegam pretender fazê-lo ainda este ano.
No que toca às férias, mais de metade dos inquiridos indicaram que vão gastar menos do que previsto e cerca de um em cada cinco afirmam que vão ficar em casa.
A mesma percentagem afirma que não vai gastar dinheiro com o programa de férias e 48% vão optar por fazer férias em Portugal e apenas 20% farão no estrangeiro.
Também relacionada com o turismo, mais de três quartos dos inquiridos consideram que as viagens de avião, de autocarro ou de comboio representam um risco elevado de contágio e mais de metade não têm confiança nas medidas de segurança nos hotéis e alojamentos de férias.
No total, 68% dos inquiridos referem que a crise da pandemia de covid-19 afetou as suas férias de verão.
Lusa