domingo, 1 de maio de 2022

Junior Tour: Martim Nunes e Maria Salgado triunfam no Projunior Porto&Matosinhos


- Derrotaram Francisco Mittermayer e Erica Máximo na final;
- Circuito segue para São Jacinto, em Aveiro, no início de Julho;
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Fotos: Vencedores no pódio, Martim Nunes e Maria Salgado (Créditos: Tó Mané/Porto&Matosinhos Wave Series)

Leça da Palmeira (01/05/2022) – Martim Nunes e Maria Salgado conquistaram, este domingo, na Praia de Leça da Palmeira, a vitória no Projunior Porto&Matosinhos, etapa inaugural do regressado circuito Junior Tour, que junta os melhores surfistas juniores portugueses na luta pelos títulos de campeões nacionais Sub-20. Nunes, de 18 anos, e Salgado, de apenas 15, carimbaram o triunfo na etapa que marcou o regresso deste circuito, após um interregno de 7 anos.

Após um sábado marcado por algum nevoeiro, que limitou o decorrer da ação, este domingo a Praia de Leça da Palmeira proporcionou boas condições para os melhores juniores nacionais darem espetáculo, numa prova que esteve integrada no Porto&Matosinhos Wave Series 2022. Um dia final que ficou marcado por algumas surpresas, com destaque para as eliminações precoces dos cabeças-de-série da prova masculina e feminina, Joaquim Chaves, que tinha feito as melhores performances do dia inaugural, e Gabriela Dinis.

Do lado masculino, depois de ter vencido os dois heats disputados na véspera, Martim Nunes entrou novamente a todo o gás no segundo dia de ação em Leça da Palmeira, vencendo mais um heat na ronda 3 e também na ronda 4. Nas meias-finais man-on-man somou 14,50 pontos para superar João Roque Pinho, juntando-se na final a Francisco Mittermayer, que venceu um duelo dramático frente a Rodrigo Chaves, decidido por apenas 0,50 pontos.

Suportado por cinco triunfo consecutivos, o jovem surfista da Praia Grande voltou a entrar forte e anotou uma onda de 7 pontos que o lançou na disputa. Na parte final juntou-lhe uma nota de 6,55 pontos, para somar 13,55 pontos, contra apenas 10,15 de Mittermayer, atual 17.º colocado do ranking da Liga MEO Surf. Martim conseguiu juntar, assim, um registo 100 por cento vitorioso à vitória na etapa, garantindo, igualmente, a liderança do ranking do Junior Tour.

“Foi um campeonato muito bom, com ondas boas durante os dois dias”, começou por frisar Martim Nunes. “Acho que todos estavam com vontade de surfar e todos os heats tiveram um nível alto. Senti-me bem ao longo do campeonato, fui fazendo bons heats, o que ajudou-me a ganhar ritmo e confiança. Foi um resultado muito bom para trazer motivação para o Pro Junior Europeu, que arranca já para a próxima semana em Marrocos. Nunca tinha competido neste escalão, porque já há sete anos que este circuito não ia para a água. Pelo que foi muito bom vencer uma etapa. Espero continuar neste ritmo nas próximas etapas do Junior Tour, a fazer bons heats e o resto virá por acréscimo”, atirou.

Já do lado feminino, o nevoeiro apenas permitiu realizar um heat na véspera. Disputa que, curiosamente, foi vencida por Maria Salgado, lançando a jovem surfista de Santa Cruz para uma grande performance nas ondas do Porto, ela que, tal como Martim Nunes, venceu todas as baterias em que entrou. Depois de superar a ronda 2, seguiu-se um triunfo sólido frente a Benedita Teixeira nas meias-finais woman-on-woman, com Erica Máximo a vencer a outra meia-final frente a Constância Simões.

Apesar de Erica Máximo, atual número 9 do ranking feminino da Liga MEO Surf, chegar à final num grande momento, Maria Salgado conseguiu gerir melhor a bateria e carimbar um dos triunfos mais importantes da carreira. A jovem surfista do Oeste somou 12,60 pontos, superando os 9,50 da adversária, para sair na liderança do ranking feminino do Junior Tour.

“O campeonato correu-me muito bem”, começou por afirmar Maria Salgado. “Consegui vencer todos os heats em que entrei e estou muito feliz por ter vencido o campeonato. Em relação a este circuito, espero continuar a passar heats e tentar lutar pelo título. O meu objetivo no surf passa por evoluir e tentar divertir-me ao máximo nos campeonatos. A curto prazo gostava também de poder representar a Seleção Nacional no Mundial Júnior que se aproxima”, admitiu.

Martim Nunes e Maria Salgado partem para a próxima etapa na liderança do ranking e muito bem lançados na luta pelos títulos nacionais Sub-20. Depois do Porto e Matosinhos, o Junior Tour segue viagem para as ondas de São Jacinto, em Aveiro, onde se realiza a segunda e penúltima etapa do circuito, a 2 e 3 de Julho. A terceira e decisiva etapa acontecerá em Novembro, em data e local ainda a definir.

Resultados Projunior Porto&Matosinhos:
Final masculina: Martim Nunes 13,55 x Francisco Mittermayer 10,15
Final feminina: Maria Salgado 12,60 x Erica Máximo 9,50
Melhor onda masculina: Joaquim Chaves, 9,50 pontos na Ronda 1
Melhor onda feminina: Maria Salgado, 8,75 pontos nas meias-finais
Melhor score masculino: Joaquim Chaves, 17 pontos na Ronda 1
Melhor score feminino: Maria Salgado, 13,75 pontos nas meias-finais

A primeira etapa do Junior Tour - Projunior Porto&Matosinhos esteve integrada no Porto&Matosinhos Wave Series 2022, iniciativa organizada pela Onda Pura Surf Center, com a colaboração das câmaras municipais do Porto e Matosinhos, bem como da Junta de Freguesia de Matosinhos e Leça da Palmeira, com o apoio técnico da Associação Nacional de Surfistas e da Federação Portuguesa de Surf. O evento conta ainda com os apoios do Turismo do Porto e Norte de Portugal, da Goldenergy, da 58 Surf, da Ramirez, da Vitalis, da Unilabs, do Hospital de Santa Maria – Porto, do Edifício Transparente e da MEO.

Mais informações em www.ansurfistas.com


Assembleia Municipal de Cantanhede aprovou relatório de gestão. Documento relativo às contas de 2021 aprovado sem votos contra

A Assembleia Municipal de Cantanhede aprovou, com 25 votos a favor e oito abstenções, o relatório de gestão do executivo camarário liderado por Helena Teodósio relativo a 2021. Tal como acontecera na reunião de Câmara, o documento não teve votos contra.

De acordo com a líder do executivo municipal, Helena Teodósio, o Relatório de Gestão do Município de Cantanhede de 2021 é “um documento de grande rigor e transparência” e assenta numa “preocupação constante com a saúde financeira do Município”.

Ao intervir na sessão da Assembleia Municipal, a autarca começou por alertar para o impacto que o processo de descentralização de competências terá nas contas das autarquias se o Governo não alterar o modelo de comparticipação. Se tal não acontecer, garantiu a líder do executivo municipal, “não voltaremos a ter uma apresentação de contas como a que estamos a apresentar”.

Helena Teodósio preferiu, todavia, realçar perante os deputados municipais os indicadores positivos demonstrados no Relatório de Gestão.

O investimento registou um aumento de 23% face a 2020 - em infraestruturas e equipamentos coletivos ou na aquisição de terrenos e outros bens de capital -, variação que adquire particular significado se considerarmos que o aumento das despesas correntes se quedou nos 8,9%. Ou seja, a autarquia realizou mais obra com apreciável contenção de custos ao nível da sua estrutura orgânica, o que, apurados os resultados, representa uma poupança de mais de 6 milhões de euros, canalizados para despesas de capital.

Ainda na componente da despesa, a autarca destacou o aumento de 97% dos dispêndios nas rubricas funcionais da Saúde e Ação Social, aumento esse que “diz respeito apenas a uma parte dos custos das ações que foi necessário empreender para diluir os efeitos da pandemia de Covid-19”.

Já na Cultura e no Turismo, a despesa diminuiu por força da paragem na esmagadora maioria das atividades, mas o apoio às associações não foi alterado. O setor da Educação registou um aumento de 40%.

Dos indicadores de gestão, a presidente do executivo cantanhedense destacou o aumento da receita corrente, nomeadamente em impostos, de mais de um milhão de euros. Mesmo abdicando de uma receita superior.

“Se o Município de Cantanhede aplicasse a taxa permitida no IMI [Imposto Municipal sobre Imóveis], teria mais um milhão e 21 mil euros de receita e essas contas não costumam ser feitas. Todavia, o nosso objetivo é minimizar o impacto que tem nos rendimentos dos nossos munícipes”, sublinhou, reforçando que o mesmo princípio foi aplicado em relação à Derrama [imposto municipal que incide sobre o lucro tributável das empresas].

De resto, esclareceu Helena Teodósio a terminar, a variação positiva de cinco milhões de euros nas receitas de capital não foi provocada por um aumento de impostos, mas sim pela capacidade da autarquia em garantir financiamento para diversas obras.


MUNICÍPIO DE SILVES MATERIALIZA A SOLIDARIEDADE COM O POVO DA UCRÂNIA


O Município de Silves prossegue com a campanha de recolha de donativos para a Ucrânia, cuja primeira entrega se processou recentemente com o transporte de bens para a Associação dos Ucranianos no Algarve, sediada em Faro.

O transporte, efetuado em viatura camarária, reuniu material básico de primeira necessidade, designadamente bens de higiene pessoal, artigos para crianças, produtos farmacêuticos, material de enfermagem e medicamentos. É também de salientar que todas as famílias ucranianas residentes no concelho têm recebido cabazes alimentares, artigos de vestuário e outros bens de primeira necessidade.

O Município de Silves agradece todos os contributos e envolvimento nesta campanha e reforça o apelo junto da população no sentido da intensificação da solidariedade ativa com o povo da Ucrânia, através de entrega de donativos no Complexo da FISSUL, na cidade de Silves, que funciona de segunda a sexta-feira, das 07h30 às 21h00, e no sábado, das 08h00 às 13h00.

Milhões de confinados na China, dezenas de fábricas fechadas


Polícia força família a ficar em quarentena

  • Luis Dufaur

Aincógnita, a fome, a paralisia econômica e os distúrbios populares se misturam em doses caóticas e inexplicáveis na China.

Nesse país dominado pelo regime comunista, no início da pandemia os anúncios oficiais informaram número extremamente reduzido de vítimas. Algo estranho no país que foi o grande foco virótico para o mundo inteiro.

Porém, nas últimas semanas, enquanto no mundo a pandemia está sendo reduzida à mínima expansão, ela explode na China, notadamente em Xangai, a área urbana mais densa do país e a cidade mais populosa do mundo, com uma estimativa de mais de 26 milhões de habitantes.

Portos paralisados

As medidas de confinamento contra a doença estão sendo tão drásticas que paralisaram a economia da cidade mais rica do país-continente.

Na área industrial a crise atingiu a produção de peças para carros e produtos eletrônicos para o mundo, e provocou retardamentos nos portos, fechamentos de fábricas e atrasos no transporte marítimo.

Por volta de 500 navios cargueiros ficaram atravancados no porto de Xangai. Como exemplo, a montadora Opel de Zaragoza (Espanha) não recebeu as peças e teve que paralisar duas linhas de produção, suspendendo 1.000 trabalhadores na fábrica e aproximadamente 20.000 funcionários de empresas auxiliares. (Cfr.: El atasco de 500 barcos en el puerto de Shangái).

O caos de Xangai afeta a economia mundial e é agravado pelo fechamento da vizinha cidade de Kunshan onde grandes fábricas produzem componentes essenciais para Apple, Dell e Microsoft entre outras empresas.

Cidadãos presos em seus apartamentos

Empresas taiwanesas produtoras de placas fecharam suas portas. Tesla suspendeu a produção de automóveis.

Em mais quatro grandes cidades com um total de 55 milhões de habitantes, as pessoas se encontram trancadas em suas casas. As medidas de confinamentos em algumas cidades já duram quatro semanas.

A ditadura socialista sonha com uma política fracassada de “contágio zero”. No caso de Xangai, a população foi dividida em dois blocos: de 11 milhões de um lado e 16 de outro. Sobre eles impõem-se alternadamente drásticos cortes.

Em Xangai, o consulado dos EUA autorizou seus empregados a abandonar o país com a família e o governo americano recomendou a seus cidadãos não irem para a China por causa das draconianas medidas de confinamento que podem afetar até na separação de pais e filhos.

Mais de 40% dos bairros da cidade estão em regime estrito de fechamento a ponto de muitos terem que lutar para conseguir alimentos e remédios desafiando a repressão.

As redes sociais publicam casos de pessoas que morreram por outras doenças porque não puderam apresentar testes negativos e, sem eles, não puderam sair de sua casa ou bairro para ir ao hospital ou foram recusados pelos mesmos.

Desde as janelas dos prédios, as pessoas clamam por ajuda e berram “estamos morrendo de fome”. Os protestos tomaram às ruas, fato inusual na ditadura chinesa.

Uma fome geral na cidade mais rica da China parece incrível, mas é o que está acontecendo, disse o canal NTD, transmitindo as cenas de desespero.

E quem pode chegar até o supermercado não encontra alimentos. O governo enviou drones que vigiam e ameaçam os residentes repetindo: “Quem alterar a ordem pública será severamente castigado”.

Os saques se multiplicam e cidadãos perguntam à polícia se, ficando presos receberão alimento no cárcere, pois já não têm nada e só tem água da torneira para subsistir.

A NTD informou com imagens de moradores que pularam de seus prédios e se suicidaram em desespero.

Ruas bloqueadas em Xangai e contrabando’ de alimentos

“Os supermercados estão fechados! Estão nos matando!”, bradava um residente pelo celular numa cena vazada para preservar sua identidade. A falta de dinheiro, trabalho e provisões acrescida de dívidas num país ateu é enlouquecedora.

O referido morador bradava perguntando “onde está o Partido Comunista? Onde está o regime comunista? O governo não cumpre sua palavra! Marcaram data em abril para o fim do enclausuramento! O governo mente! Como poderemos viver?”

O governo fala em 100.000 contágios de Covid-19, mas o verdadeiro número seria muito superior. Ele diz que não houve falecidos e nos hospitais e que os óbitos são atribuídos a outras doenças. Entretanto, as denúncias de mortes reais feitas por parentes desmentem os dados oficiais.

Pode-se dizer que o confinamento atinge de um modo ou de outro aos 26 milhões de habitantes de Xangai.

O sistema de censura das redes sociais funciona incessantemente ameaçando aos que falem da contaminação pelo Covid-19 com severas sanções puníveis pelo crime de espalhar “boatos” nas redes.

ABIM

MUNICÍPIO DA COVILHÃ REDUZ PASSIVO EM 4,4 MILHÕES

O Município da Covilhã apresentou as contas de Gerência de 2021 com um grau de execução de 86%. Trata-se da maior taxa de execução registada pela autarquia neste século.

Para o Presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira, «esta é a resposta a todos os que apregoaram que o orçamento para 2021 estava empolado. Acresce ainda que a presente taxa só não apresenta um valor mais elevado devido aos atrasos na execução dos fundos comunitários do Portugal 2020».

Quanto ao passivo, o executivo garantiu uma redução superior a 4,4 milhões de euros em 2021, ficando atualmente cifrado em 42,1 milhões.

Acompanhando a evolução dos números, em 2020 o passivo exigível era de cerca de 32,1 milhões de euros, registando no final de 2021 um valor de 27,2 milhões, ou seja, trata-se de uma redução do passivo exigível de 4,9 milhões.

O Município da Covilhã apresenta uma liquidez positiva, ou seja, tem disponibilidades para suportar as suas obrigações de curto prazo.

Um rácio a realçar é o prazo médio de pagamento isto porque o município da Covilhã tem conseguido liquidar as suas obrigações num prazo bastante reduzido (4 dias).

Após a revelação deste exercício financeiro, o autarca sublinhou tratar-se de «um resultado de uma política responsável que tem sido trilhada por este executivo, tendo em vista devolver o município à sustentabilidade financeira». Vítor Pereira afirmou ainda que «a boa saúde financeira do município permitiu apoiar os serviços de saúde, instituições e famílias, durante o grave período da pandemia» o autarca reiterou ainda

que «não nos desviaremos do rumo que definimos e continuaremos a procurar a recuperação financeira do Município da Covilhã e a responder às necessidades mais prementes dos nossos concidadãos e a apostar num futuro de desenvolvimento, apesar das condicionantes provocadas pela guerra na Ucrânia».

Marinha Grande | TEATRO STEPHENS CELEBROU DIA DA DANÇA

A Casa da Cultura Teatro Stephens, na Marinha Grande, celebrou o Dia Mundial da Dança, no dia 29 de abril, com a performance de dança contemporânea "humana|m3nte", que evocou o lado mais íntimo de cada pessoa.

As intérpretes recorreram à máscara como ferramenta de expressão, atribuindo-lhe o significado mais obscuro, projetando através desta, o mais primitivo instinto animal que existe no ser humano.

Através do movimento procuraram imergir no universo de Freud e na sua conceção e divisão da mente humana; usando o corpo como teatro de emoções, assumiram em palco comportamentos e estados mentais da luta interior.

Ao som da música do compositor e pianista maranhense André Barros, Diana Rosa e Raquel Raposo apresentaram um espetáculo notável com a sua interpretação, dramaturgia e criação coreográfica.

PLESIOSSAURO MAIS ANTIGO DA PENÍNSULA IBÉRICA EM EXPOSIÇÃO NA MARINHA GRANDE

Chama-se “Plesiopharos moelensis”, também conhecido como Plesiossauro de São Pedro de Moel, tem 195 milhões de anos e é o réptil marinho do período Jurássico mais antigo e completo da Península Ibérica e um dos mais antigos no mundo. Os seus fósseis foram descobertos em São Pedro de Moel e estão em exposição no Foyer do Museu do Vidro, na Marinha Grande, até ao dia 29 de junho.

A “Exposição do Plesiossauro de São Pedro de Moel” foi inaugurada este sábado, 30 de abril, e resulta de uma parceria entre o Município da Marinha Grande, o Parque dos Dinossauros da Lourinhã e o Museu da Lourinhã.
Para conhecer o “habitante” mais antigo do concelho da Marinha Grande, que terá vivido no fundo do mar onde, atualmente, é a Praia da Concha, em São Pedro de Moel, há 195 milhões de anos, vários foram as entidades e os interessados pelo Jurássico, que se deslocaram ao Museu do Vidro.
A inauguração da exposição contou com a presença do presidente da Câmara, Aurélio Ferreira; do vereador do ambiente, João Brito; da vereadora da cultura, Ana Alves Monteiro; da presidente da Junta da Marinha Grande, Cristina Sousa; do administrador do Dino Parque, Jorge Ferreira; do representante do Museu da Lourinhã, João Russo; dos paleontólogos que fizeram parte da equipa de estudo do Plesiossauro de São Pedro de Moel, João Marinheiro e Carla Tomás; e da bióloga do Município, Sónia Guerra.
Os fósseis do Plesiossauro foram encontrados por António Silva e Vítor Teixeira, em 1999 e 2000, na Praia da Concha, em São Pedro de Moel, que os doaram para estudo ao Museu da Lourinhã e ao Dino Parque. A descoberta permitiu identificar uma nova espécie de réptil marinho contemporâneo do tempo dos dinossauros.

Apesar de faltar o crânio, recuperou-se a maioria das vértebras, parte da cintura pélvica, o fémur e o húmero direitos, que faziam parte das barbatanas. O estudo destes ossos fósseis permitiu codificar uma série de características pouco conhecidas, até aqui, para estes animais.

Os plesiossauros são dos répteis marinhos mais icónicos que conviveram com os dinossauros, que vinham à superfície para respirar e, em Portugal, o de São Pedro de Moel é o mais antigo e completo da Península Ibérica e um dos mais antigos do mundo. Este exemplar corresponde a um adulto, com tamanho estimado entre 2,5 e 2,8 metros e que viveu há 195 milhões de euros. Os seus membros, braços e pernas, evoluíram para barbatanas e a sua morfologia assemelha-se ao mítico “monstro do Loch Ness”.

Além dos fósseis do Plesiossauro, a exposição tem também patente fósseis e um modelo à escala real do Ictiossauro, um tipo de réptil marinho também descoberto em São Pedro de Moel, que comia moluscos cefalópodes com tentáculos, como as amonites e belemnites, assim como pequenos peixes.

As arribas de São Pedro de Moel constituem uma das mais importantes jazidas do Jurássico inferior, cerca de 200 a 175 milhões de anos, e onde já foram descobertos vários répteis marinhos. Os dinossauros da Lourinhã ainda não existiam nesta altura e era nos mares que se destacam os répteis mesozóicos.

De acordo com diversas referências da comunidade científica das últimas duas décadas, nas arribas do concelho da Marinha Grande ocorrem registos fossilíferos de excecionalidade que são verdadeiros observatórios vivos, contemporâneos do período em que predominavam na Terra os dinossauros e que importa preservar e estudar.

A “Exposição do Plesiossauro de São Pedro de Moel” pode ser visitada de 30 de abril a 29 de junho, no Foyer do Museu do Vidro, de terça-feira a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.

Depois disso, estará em exposição no Cosmos Azul e Mar de São Pedro de Moel, de 2 de julho a 11 de setembro, regressando ao Foyer do Museu do Vidro, de 17 de setembro a 30 de dezembro.
A entrada é gratuita.

Mergulhe nesta descoberta, com 195 milhões de anos!

A entrada é gratuita.