Mais de uma
centena de instrumentistas das quatro bandas filarmónicas de
Cantanhede proporcionaram este domingo, 18 de outubro, um excelente
momento cultural, no âmbito de mais um Encontro de Bandas do
Concelho. Este ano, o palco foi a Praça Marquês de Marialva, que
registou numerosa assistência.
Após
o habitual desfile prévio das bandas - que saíram de diferentes
pontos da cidade, convergindo para a Praça Marquês de Marialva, em
frente aos Paços do Concelho -, coube à Phylarmonica Ançanense,
sob a direção artística de Cláudio Batista, iniciar as atuações,
apresentando Appalachian
Overture, de James Barnes;
Pasodoble Enrique López,
de Antón Alcalde, e Avicii
Tribute, de Steven Verhelst.
Já
a Filarmónica de Covões, sob a batuta de Francisco Ferreira, levou
a palco as obras The Lost Island,
de Dinis Rego; Música
y Vinos, de Manuel Morales
Martínez, e Carnaval Centenário,
de Carlos Marques.
Por
sua vez, a Banda Filarmónica da Pocariça, dirigida por Nuno Baeta,
interpretou Illumination,
de David Maslanka; Excalibur,
de José Alberto Pina, e Baile
das Oliveiras, de Xavier
Ribeiro.
Por
último, a Filarmónica Marialva de Cantanhede, formação anfitriã,
apresentou Victory,
de Jan de Haan, Flight,
de Mario Bürki, e Sempre Unita,
de Michael Geisler, sob a direção artística de Nuno Choupeiro.
Presente
no encontro, o vice-presidente da Câmara Municipal, Pedro Cardoso,
começou por referir que a iniciativa “é
um exemplo inspirador de visão cultural”,
porquanto “valida a importância
da cooperação institucional”.
“É um formato cultural de
excelência, que eleva a fasquia da dinâmica associativa na região
e no país”, observou.
O autarca
enalteceu ainda “o papel
artístico, educativo e social”
das filarmónicas, verdadeiros “espaços
de aprendizagem, convívio, participação cívica e preservação da
identidade coletiva”.
“Valorizar
as bandas filarmónicas significa, por isso, investir não apenas na
música, mas também na coesão social, na qualidade de vida e na
sustentabilidade cultural dos territórios. Ver quatro bandas do
nosso concelho a partilhar o mesmo palco e a mesma paixão, é a
prova viva de que a cooperação constrói a verdadeira arte”,
concluiu.
O
encontro, no qual marcaram também presença os vereadores Fernando
Pais Alves, Célia Simões e Adérito Machado, e os presidentes de
Junta onde cada uma das bandas está sediada, culminou com a
interpretação conjunta da marcha/hino Cantanhede,
da autoria do capitão Amílcar Morais, encerrando assim este
encontro dedicado à música filarmónica e à valorização da
tradição musical do concelho.
A
organização esteve a cargo das bandas filarmónicas participantes,
cabendo particular destaque à anfitriã Filarmónica Marialva de
Cantanhede, e contou com o Alto Patrocínio do Município de
Cantanhede e o apoio da Freguesia de Cantanhede.
Recorde-se que,
em 2024 o encontro de bandas realizou-se na Pocariça e em 2025 em
Covões. Em 2027 está previsto realizar-se em Ançã, encerrando
este primeiro ciclo da iniciativa.




