terça-feira, 20 de outubro de 2026

Cantanhede | Praça Marquês de Marialva foi o ponto de encontro. Encontro de bandas filarmónicas juntou mais de 100 instrumentistas

 
Mais de uma centena de instrumentistas das quatro bandas filarmónicas de Cantanhede proporcionaram este domingo, 18 de outubro, um excelente momento cultural, no âmbito de mais um Encontro de Bandas do Concelho. Este ano, o palco foi a Praça Marquês de Marialva, que registou numerosa assistência.
Após o habitual desfile prévio das bandas - que saíram de diferentes pontos da cidade, convergindo para a Praça Marquês de Marialva, em frente aos Paços do Concelho -, coube à Phylarmonica Ançanense, sob a direção artística de Cláudio Batista, iniciar as atuações, apresentando Appalachian Overture, de James Barnes; Pasodoble Enrique López, de Antón Alcalde, e Avicii Tribute, de Steven Verhelst.
Já a Filarmónica de Covões, sob a batuta de Francisco Ferreira, levou a palco as obras The Lost Island, de Dinis Rego; Música y Vinos, de Manuel Morales Martínez, e Carnaval Centenário, de Carlos Marques.
Por sua vez, a Banda Filarmónica da Pocariça, dirigida por Nuno Baeta, interpretou Illumination, de David Maslanka; Excalibur, de José Alberto Pina, e Baile das Oliveiras, de Xavier Ribeiro.
Por último, a Filarmónica Marialva de Cantanhede, formação anfitriã, apresentou Victory, de Jan de Haan, Flight, de Mario Bürki, e Sempre Unita, de Michael Geisler, sob a direção artística de Nuno Choupeiro.
Presente no encontro, o vice-presidente da Câmara Municipal, Pedro Cardoso, começou por referir que a iniciativa “é um exemplo inspirador de visão cultural”, porquanto “valida a importância da cooperação institucional”. “É um formato cultural de excelência, que eleva a fasquia da dinâmica associativa na região e no país”, observou.
O autarca enalteceu ainda “o papel artístico, educativo e social” das filarmónicas, verdadeiros “espaços de aprendizagem, convívio, participação cívica e preservação da identidade coletiva”.
“Valorizar as bandas filarmónicas significa, por isso, investir não apenas na música, mas também na coesão social, na qualidade de vida e na sustentabilidade cultural dos territórios. Ver quatro bandas do nosso concelho a partilhar o mesmo palco e a mesma paixão, é a prova viva de que a cooperação constrói a verdadeira arte”, concluiu.
O encontro, no qual marcaram também presença os vereadores Fernando Pais Alves, Célia Simões e Adérito Machado, e os presidentes de Junta onde cada uma das bandas está sediada, culminou com a interpretação conjunta da marcha/hino Cantanhede, da autoria do capitão Amílcar Morais, encerrando assim este encontro dedicado à música filarmónica e à valorização da tradição musical do concelho.
A organização esteve a cargo das bandas filarmónicas participantes, cabendo particular destaque à anfitriã Filarmónica Marialva de Cantanhede, e contou com o Alto Patrocínio do Município de Cantanhede e o apoio da Freguesia de Cantanhede.
Recorde-se que, em 2024 o encontro de bandas realizou-se na Pocariça e em 2025 em Covões. Em 2027 está previsto realizar-se em Ançã, encerrando este primeiro ciclo da iniciativa.

V Encontro da Rede das Cidades de Aprendizagem da UNESCO. Cantanhede apresentou estratégia de inclusão e equidade territorial

 
O auditório do Edifício Monsenhor Nunes Pereira, na Pampilhosa da Serra, acolheu na passada quinta-feira, 15 de outubro, o V Encontro da Rede das Cidades de Aprendizagem da UNESCO em Portugal.
Subordinada ao tema “Cidades de Aprendizagem: desafios locais e globais”, a iniciativa reuniu autarcas, académicos e especialistas para debater o papel do poder local no desenvolvimento sustentável e na cidadania.
Na sessão plenária dedicada à Agenda 2030, o vice-presidente da Câmara Municipal de Cantanhede com o pelouro da Educação, Pedro Vaz Cardoso, apresentou a comunicação “Cantanhede Inclui: A Aprendizagem ao Longo da Vida como Pilar da Paz e Equidade Territorial”.
Na sua alocução, o autarca traçou um diagnóstico detalhado sobre os desafios globais e por conseguinte os desafios locais enfrentados no território municipal.
“Num concelho com a dimensão e dispersão geográfica como o nosso, Cantanhede encontra nas cidades de aprendizagem um motor essencial de concretização territorial na promoção de uma cultura de paz e inclusão. A educação e a aprendizagem ao longo da vida funcionam como catalisadores para reduzir as desigualdades e construir comunidades mais informadas, mais justas, mais desenvolvidas e pacíficas, com qualidade de vida e onde as pessoas possam ser felizes”, enfatizou.
Adiantou, por outro lado, que “a infoexclusão e a literacia digital, a transição digital e a inteligência artificial; a integração e diversidade que implicam respostas educativas flexíveis e integração de migrante; as assimetrias territoriais que reclamam equidade de acesso à cultura, formação e recursos públicos; a sustentabilidade de recursos; as questões climáticas e a transição verde e a premência de adoção de estilos de vida sustentáveis, economias circulares e práticas que mitiguem a pegada ecológica; são hoje desafios locais que reclamam respostas e estratégias cuja eficácia sai reforçada pelas parcerias e potenciada por constituirmos um ecossistema educativo, único e colaborativo”.
Pedro Cardoso explicou que a diversidade territorial de Cantanhede e os desafios atuais obrigam a uma gestão equilibrada entre dinâmicas distintas, uma maior articulação institucional, um envolvimento comunitário e uma cidadania ativa. “Garantir essa equidade torna-se mais premente num concelho com esta dispersão, com 15 freguesias, com especificidades muito próprias”, explicou.
Ao detalhar os fatores que ameaçam a coesão comunitária, o autarca alertou para os riscos geopolíticos e sociais contemporâneos, afirmando que “a polarização social e desinformação, coma erosão democrática e os discursos intolerantes e de ódio ameaçam a paz social e a estabilidade das instituições, colocando problemas gravíssimos à construção de cidades mais inclusivas”. Por isso, adiantou, “é fundamental promover o pensamento crítico, a participação democrática e criar ambientes de convivência social que ajudem as pessoas a serem mais felizes”.
Para mitigar todos estes riscos, a Câmara Municipal tem focado o seu planeamento na descentralização e no reforço da equidade territorial. Daí que a estratégia municipal, das dinâmicas educativas aos projetos e forte investimento nos equipamentos educativos, culturais e desportivos, promova a equidade do acesso aos bens e valores da cultura, da formação, da educação e aos recursos públicos, e promova a inclusão em todas as idades, através de ações transversais.
Entre muitos outros exemplos, no apoio à infância, juventude e educação, são inúmeras as iniciativas, ao que acresce a atribuição de bolsas para o ensino superior e formação artística especializada, apoia alunos com Necessidades de Saúde Específicas, através da Equipa CresSer+, e estimula a participação cívica no Fórum da Juventude.
Na inclusão social e acessibilidade, destaca-se a integração de 15 trabalhadores com portadores de deficiência nos serviços da autarquia, o apoio a vítimas de violência doméstica, a adaptação das praias e eventos culturais e o acolhimento de famílias migrantes no CLAIM — num contexto em que 11% da população escolar do concelho é de nacionalidade estrangeira, abrangendo 32 nacionalidades.
Na população sénior, o envelhecimento ativo é impulsionado pela descentralização dos polos da Universidade dos Tempos Livres, pelos Encontros Seniores e pelo trabalho do Gabinete Municipal de Apoio ao Cuidador Informal (GMACI), premiado com uma Menção Honrosa regional.
A fechar a sua intervenção, o vice-presidente da autarquia cantanhedense reafirmou a visão estratégica do município: “Cantanhede continuará a investir numa comunidade mais inclusiva, coesa e promotora da paz, construindo hoje as bases para um futuro com mais oportunidades para todos”.

Candidaturas abertas para atribuição de bolsas de estudo e pagamento de propinas. As candidaturas decorrem até ao próximo dia 6 de novembro

A Câmara Municipal de Águeda informa que está a decorrer, a partir de hoje e até dia 6 de novembro, o período de candidaturas às Bolsas de Estudo para o Ensino Superior e ao Apoio para Pagamento de Propinas para o ano letivo 2026/2027.
O Executivo Municipal aprovou, na reunião de quinta-feira passada (dia 15 de outubro), a atribuição de 40 Bolsas de Estudo para o Ensino Superior, destinadas a alunos naturais ou residentes no concelho de Águeda há mais de dois anos que ingressem ou frequentem instituições de ensino superior nacional, com aproveitamento escolar.
Cada bolsa tem o valor anual de 1.500 euros, pagos em dez mensalidades de 150 euros.
Além destas bolsas, e ao abrigo do Código Regulamentar do Município de Águeda, estão também abertas as candidaturas ao Apoio para Pagamento de Propinas, destinado a dez estudantes da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda (ESTGA) e a quatro estudantes de mestrado que tenham concluído o primeiro ciclo na mesma instituição, todos residentes no concelho há mais de dois anos.
Este apoio corresponde ao valor anual da propina fixada para o corrente ano letivo, sendo pago em dez prestações mensais.
As candidaturas devem ser formalizadas através do preenchimento do formulário, disponível na página do Município, em www.cm-agueda.pt/pages/119 e no GAM – Gabinete de Atendimento do Munícipe, que poderá ser entregue no GAM ou enviado para o e-mail geral@cm-agueda.pt, acompanhado da documentação necessária.

*Ana Sofia Pinheiro
Técnica Superior
Gabinete de Comunicação e Imagem