quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Hora de Fecho: Talkdesk é o terceiro "unicórnio" de ADN português /premium

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Hora de fecho

As principais notícias do dia
Boa tarde!
Sete anos depois de ter sido fundada por Tiago Paiva e Cristina Fonseca, em 2011, a Talkdesk fecha uma ronda de investimento de 100 milhões de dólares que a avalia em mais de 1,2 mil milhões.
O Governo acordou com Paddy Cosgrave a permanência da Web Summit em Lisboa por mais dez anos. Edição de 2018 decorre de 5 a 8 de novembro na FIL e no Altice Arena.
Em publicações no Twitter e no Facebook, o futebolista nega as acusações de uma violação ocorrida em Las Vegas e cujo processo foi agora reaberto.
Proposta do CDS para criação de comissão de inquérito ao assalto de Tancos vai ser votada dia 24 de outubro, mas tem aprovação garantida. PSD anunciou voto a favor, PS já disse que sim. BE abstém-se
Depois de dois alunos se terem queixado à reitoria, a Universidade participou ao Ministério Público e abriu um processo interno de averiguações.
Cinco dias depois de um tsunami devastador que matou mais de 1.200 pessoas, um vulcão na mesma ilha indonésia entrou em erupção. Coluna de fumo tem 6 km de altura. Aldeias ainda não foram evacuadas.
Uma crise de tosse, um cenário que se descolou e passos de dança robóticos. Theresa May voltou ao congresso do Partido Conservador preparada: dançou e fez piadas sobre os momentos em que foi criticada
Quatro anos após a sua estreia, Jane Wilde critica cenas do filme "A teoria de tudo" que, segundo ela, perpetuam uma ideia fictícia do cientista.
O prémio Nobel da Química foi atribuído, esta quarta-feira, a Frances H. Arnold, pela evolução dirigida das enzimas, e George P. Smith e Gregory P. Winter, pelo trabalho desenvolvido com anticorpos.
"Fahrenheit 11/9" não estará em competição no DocLisboa, mas será exibido no ciclo Da Terra à Lua. O festival vai estrear muitos documentários, entre longas e curtas-metragens. 
Opinião

Rui Ramos
Jair Bolsonaro no Brasil, tal como Donald Trump nos EUA, são em grande medida o produto das esquerdas que agora gritam #EleNão. A essas esquerdas, é difícil deixar de dizer: #VocêsTambémNão.

José Augusto Filho
Na que já é a eleição mais conflagrada desde a redemocratização de 1989, o ambiente de polarização ideológica, planejado por Lula, permite ao Brasil contratar pelo menos mais quatro anos de crise.

Pedro Afonso
Esta iniciativa do PAN é injustificada e configura uma interferência política num ato médico, desvalorizando o saber e a prática clínica, o que apenas costuma ser observado em regimes totalitários.

Laurinda Alves
A vida pára para as vítimas de Traumatismo Crânio Encefálico, e a tragédia maior é que também pára as vidas de famílias e cuidadores, pois até a forma de amar e se relacionarem muda irremediavelmente.

Manuel Villaverde Cabral
O mínimo que se pode dizer do governo e seus apoiantes é que o seu forte não é a confiança que inspiram, antes o dinheiro que escorre para o bolso dos eleitores e depois recuperam com taxas e taxinhas
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Portugal tem que prestar contas a Bruxelas sobre Fundo de Solidariedade


A Comissão Europeia esclareceu hoje que as autoridades portuguesas terão de apresentar contas a Bruxelas do destino dado à verba recebida do Fundo de Solidariedade da União Europeia (UE), no âmbito dos incêndios de 2017.

“Uma vez concluído o período de execução de 18 meses, as autoridades portuguesas terão de apresentar um relatório de execução pormenorizado, com base no qual a Comissão [Europeia] avaliará a gestão da intervenção”, esclareceu a comissária para a Política Regional, Corina Cretu, num documento a que a Lusa teve acesso.
“É da responsabilidade das autoridades portuguesas nomeadas selecionar as operações individuais de financiamento e afetação das contribuições do fundo, no respeito das condições e dos critérios de elegibilidade estabelecidos no Regulamento do Fundo de Solidariedade”, sublinha Bruxelas.
Portugal – respondeu por escrito Cretu a dúvidas dos eurodeputados José Manuel Fernandes (PSD) e Nuno Melo (CDS) sobre a questão do uso dos fundos -, reservou “um montante indicativo de 11,473 milhões de euros para ‘Infraestruturas e equipamentos de prevenção de incêndios, nomeadamente reposição de veículos de combate e vigilância, sistemas de comunicação, e equipamentos para monitorização de incêndios”.
Os restantes 39,2 milhões de euros, salientou Cretu, foram reservados para o restabelecimento das infraestruturas essenciais (24,1 milhões de euros), as operações de limpeza (15 milhões de euros) e os custos dos serviços de socorro (100 mil euros).
A UE aprovou uma verba de 50,6 milhões de euros para Portugal, no âmbito do Fundo de Solidariedade, para fazer face aos prejuízos decorrentes da tragédia dos fogos de 2017, ano em que Portugal foi o país da Europa com mais incêndios florestais (21.006) e mais vítimas mortais (114).
O Governo esclareceu, em setembro, que os 50,6 milhões de euros que Portugal recebeu serão aplicados “naquilo que é elegível nos termos das regras da UE”.
“O artigo terceiro número dois do regulamento do Fundo de Solidariedade da UE diz que as despesas elegíveis são despesas públicas e destina-se este dinheiro, cerca de 50 milhões de euros, a ressarcir o Estado com despesas que tenha tido com a reposição de infraestruturas críticas, alojamento de emergência, operações de socorro ou com a limpeza dos territórios afetados. São, portanto, despesas públicas”, afirmou o ministro do Planeamento, Pedro Marques.
Nesse sentido, sublinhou que a maioria dos recursos deste fundo vão ser afetos “às autarquias, para reposição das infraestruturas municipais dos caminhos rurais e agrícolas”, e ao sistema de proteção civil, procurando também envolver-se as próprias associações de produtores florestais.
Depois de o jornal i ter noticiado que o Fundo de Solidariedade da UE atribuiu 50,6 milhões de euros no âmbito dos incêndios que fustigaram o país no ano passado e metade da verba vai ficar no Estado porque o Governo terá decidido atribuir 26,5 milhões de euros a candidaturas provenientes de instituições como a GNR, a Autoridade Nacional de Proteção Civil ou o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, o PSD e o CDS acusaram o Governo de desviar o fundo de apoio às vítimas.

Fonte: noticiasdecoimbra
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Ex-porta-voz da PJ Militar obrigado a ficar em casa sem vigilância


O ex-porta-voz da Polícia Judiciária Militar major Vasco Brazão ficou, esta madrugada de quarta-feira, sujeito à medida de coação de permanência na residência sem vigilância eletrónica, disse o seu advogado.

Ex-porta-voz da PJ Militar obrigado a ficar em casa sem vigilância
Depois de uma interrupção cerca das 22h, o interrogatório ao ex-porta-voz da Polícia Judiciária Militar (PJM) major Vasco Brazão, que regressou a Portugal na segunda-feira, terminou já madrugada dentro. À saída do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, o advogado Ricardo Sá Fernandes revelou aos jornalistas que ao seu cliente foi aplicada a medida de coação de permanência na residência sem vigilância eletrónica.
O major Vasco Brazão ficou ainda sujeito a outras medidas de coação, nomeadamente não poder contactar com os restantes oito arguidos do processo, acrescentou o advogado.
Este foi o mais longo interrogatório dos nove arguidos no processo de recuperação das armas desaparecidas de Tancos, com uma duração de cerca de sete horas, dividida pela manhã, tarde e noite de terça-feira, e que terminou apenas na madrugada de hoje.
Na opinião do advogado Ricardo Sá Fernandes, as declarações do ex-porta-voz da PJ Militar que evitaram a aplicação de uma medida de coação mais grave, garantindo, aliás, que não tenciona "recorrer da decisão" do juiz João Bártolo.
“Não vamos recorrer da decisão. Aceitamos a decisão, aceitamos que a decisão, no contexto em que é proferida, é uma decisão equilibrada. O tribunal valorizou muito a colaboração que o major Vasco Brazão deu para este caso. [O tribunal] entendeu, no essencial, que aquilo que ele [Vasco Brazão] veio aqui falar foi a verdade. E eu julgo que o major mostrou ser uma pessoa honrada, um homem decente, uma pessoa com princípios, e que está aqui para ajudar a descobrir a verdade neste caso", destacou o advogado.
Recorde-se que, o militar português encontrava-se na República Centro-Africana em serviço com o contingente português da força das Nações Unidas e era alvo de um pedido de detenção feito pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal ao Estado-Maior General das Forças Armadas, tendo regressado a Portugal na segunda-feira.
A detenção ocorreu no âmbito da operação Húbris, que investiga o caso da recuperação das armas furtadas em Tancos e que envolve o diretor e outros três responsáveis da Polícia Judiciária Militar, um civil e três elementos do Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Loulé.
Ao major Vasco Brazão acabou por ser aplicada a segunda medida de coação mais gravosa, depois de na passada sexta-feira (dia 28), o Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa ter decretado a prisão preventiva para o diretor da Polícia Judiciária Militar, Luís Vieira, e para o civil.
Os restantes seis arguidos ficaram em liberdade, embora sujeitos a termo de identidade e residência, suspensão do exercício de funções, proibição de contacto com os coarguidos e com quaisquer militares das Forças Armadas, da GNR e elementos da PJM.
O TIC esclareceu que aplicou estas medidas ao diretor da PJM, aos restantes três elementos daquela polícia e aos três GNR pelo "perigo de continuação da atividade criminosa e perigo de perturbação do decurso do inquérito, aquisição e conservação da prova".
Para o único arguido civil, João Paulino, que responde pelos crimes de tráfico de armas e tráfico de droga, o juiz de instrução criminal João Bártolo considerou que há "perigo de continuação da atividade criminosa e de fuga".
Fonte:noticiasaominuto

360º - Como Ricardo Salgado terá corrompido Manuel Pinho, “o avençado do GES/BES”, segundo o Ministério Público. Trump, a fortuna dos pais e o fisco

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360º

Por Miguel Pinheiro, Diretor Executivo
Bom dia!
Enquanto dormia...
Um vulcão entrou em erupção na mesma ilha que foi atingida por um tsunami na Indonésia. A coluna de fumo tem 6 quilómetros de altura.

Uma longuíssima investigação do New York Timesrevela que Donald Trump recebeu 413 milhões de dólares dos pais e ajudou-os a fugir ao fisco. O Presidente nega, mas o caso já está a ser investigado pelas autoridades.

Ontem à noite, num comício, Trump fez troça de Christine Blasey Ford, a primeira mulher a denunciar o juiz Kavanaugh, que espera confirmação para o Supremo. O Presidente disse ainda que “isto são pessoas maldosas que destroem a vida dos outros”. Veja o vídeo aqui.

O Benfica venceu o AEK por 3-2 na Liga dos Campeões.Na crónica do jogo, a Mariana Béu descreve o que aconteceu: "A equipa portuguesa entrou avassaladora, com dois golos em 15 minutos, mas Rúben Dias foi expulso e dificultou a tarefa. O AEK ainda empatou, mas o improvável Alfa Semedo resolveu e quebrou maldição da Champions".

O golo de Alfa Semedo valeu 2,7 milhões de euros. E, com ele, o médio pagou a sua transferência do Moreirense para o Benfica, que custou 2 milhões.

No resto da Champions, houve a seca de vitórias de Mourinho, um Bayern surpreendido e Lopetegui ajoelhado depois de ver o Real perder com o CSKA.


Mais informação importante

“Avençado do GES/BES.” É desta forma que o Ministério Público se refere ao ex-ministro da Economia Manuel Pinho. Segundo um documento a que o Observador teve acesso, os procuradores entendem que Ricardo Salgado terá corrompido Pinho com um pagamento de 5,8 milhões para que ele tomasse decisões a favor da EDP, desse luz verde para a compra de uma concessionária rodoviária e licenciamentos especiais para herdades. A notícia é do Luís Rosa.

As suspeitas constam do auto de interrogatório a Ricardo Salgado, que esteve ontem no Departamento Central de Investigação e Ação Penal. O ex-líder do BES não quis prestar declarações.

Vai mesmo existir um novo aumento extraordinário para as pensões. Esse aumento será até 10 euros e o custo para o orçamento rondará os 100 milhões.

Quanto ao salário mínimo, o ritmo de crescimento não será alterado, o que quer dizer que chegará ao fim da legislatura nos 600 euros. PCP e BE queriam mais, mas o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, disse ontem que isso não vai acontecer. 

Depois de António Costa ter dito na TVI que não dava para "casar" com o PCP e o BE, os comunistas vieram concordar com o primeiro-ministro. Mas a culpa, garante João Oliveira, é dos socialistas, que "assumem posições muito recuadas relativamente àquilo que são as necessidades do país".

Ainda sobre a entrevista de António Costa à TVI: naquela hora e meia, o primeiro-ministro disse a verdade, mais ou menos ou mentiu? Fizemos um Fact Checkàs declarações mais importantes.

Quanto às negociações orçamentais, o PCP acredita que “a questão dos dez escalões de IRS não está fechada”. Em entrevista ao Observador, o comunista Paulo Sá conta como têm corrido as conversas com o Governo.

As famílias residentes em Lisboa e Porto vão passar a pagar no máximo dois passes para circularem nos transportes públicos. Assim, o valor não deverá passar os 80 euros. A notícia vem no CM e no JN.

O Serviço Nacional de Saúde precisa de mais 600 enfermeiros para sustentar a passagem às 35 horas. A estimativa é da bastonária da Ordem dos Enfermeiros.

O Estado já gastou mais de metade do valor do fundo de pensões da banca para pagar reformas. Em 2011, a transferência ajudou o Governo a cumprir as metas do défice, mas agora sobram os encargos. A notícia é do Público.

"Não me excluo do futuro do meu partido." A frase é de Miguel Pinto Luz, vice da câmara de Cascais, que, em entrevista ao Observador, garante que para já pretende ser um "soldado" de Rui Rio.

A Web Summit vai mesmo ficar em Lisboa por mais dez anos. O anúncio oficial é feito hoje de manhã. Berlim, Madrid e Valência ficam para trás.

Hoje, Theresa May discursa no congresso do Partido Conservador. A primeira-ministra britânica está debaixo de fogo, mas, como explica a Cátia Bruno, o Brexit (ainda) não morreu.

Afinal, o que se passou em Las Vegas em 2009? A noite foi contada pela mulher que acusa Ronaldo de violaçãoà revista Der Spiegel, impulsionada pelo movimento #MeToo.


Os nossos Especiais

“Estávamos 12 anos à frente do nosso tempo.” Paulo Rosado disparou no sentido errado e refez estratégias múltiplas vezes. É CEO do unicórnio OutSystems, que recorre à inteligência artificial para desenvolver aplicações. Hoje chega a 52 países. E está em mais um episódio da rubrica em vídeo do Observador "O meu fracasso antes do meu sucesso".
 

A nossa Opinião

Eu escrevo "Marcelo, Cavaco e o silêncio de Bento XVI":"Marcelo gostava que Cavaco se retirasse para um mosteiro, como fez Bento XVI depois de deixar o seu cargo. Porque o ex-Presidente representa a direita que votou nele apenas porque não teve alternativa".

Maria João Marques escreve "Nuances sobre o bom selvagem": "Combater o racismo em Portugal é um bom objetivo, e se a História puder ajudar, tanto melhor. Mas que não se tornem os manuais no cliché estafado 'europeus maus, todos os outros anjinhos celestiais'".

Luís Aguiar-Conraria escreve “'Mulheres livres, Homens Livres': um excelente livro": "Na minha opinião, a insensibilidade de grande parte da esquerda (norte-americana) relativamente aos movimentos pró-vida é uma das responsáveis pela ascensão de Trump ao poder".

André Abrantes Amaral escreve "Como a direita se tornou anti-sistema": "O eleitorado de direita tornou-se anti-sistema e é por essa razão que tem sido ignorado pelo governo, por Marcelo e parte da imprensa".


Notícias surpreendentes

A Chanel transformou o Grand Palais numa praia. No último dia da Semana da Moda de Paris, as modelos molharam os pés enquanto caminhavam na areia, num desfile de que se vai falar durante muito tempo.

O site de lifestyle Goop, da atriz Gwyneth Paltrow, faz 10 anos. Nesta década, houve muitas, muitas polémicas.

O sambista Zeca Pagodinho brinda aos 35 anos de carreira nos Coliseus. Luís Freitas Branco explica a relação entre a música e "muita cerveja".

É o mistério dos carros estacionados da Tesla. São centenas de automóveis parados desde julho, mas ninguém sabe porquê. Elon Musk fala num "problema com as entregas", mas há quem especule se não será antes sintoma de problemas financeiros mais graves.

O uso de lasers como ferramentas em miniatura foi distinguido com o Nobel da Física deste ano. Entre os premiados está Donna Strickland, a terceira mulher a ser premiada. Pôs fim a um ciclo de 55 anos sem que isso acontecesse. Hoje é anunciado o Nobel da Química

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SAÚDE | 20 hospitais do SNS vão ter doentes internados no domicílio

Mais de 20 hospitais públicos vão passar a ter hospitalização domiciliária no próximo ano, permitindo aos doentes que estariam internados recuperar de uma doença aguda em casa, mas recebendo cuidados hospitalares.

O Ministério da Saúde vai hoje lançar uma estratégia para a hospitalização domiciliária e há pelo menos 23 hospitais ou centros hospitalares que vão assinar um compromisso para terem hospitalização domiciliária a funcionar durante o próximo ano, segundo informação fornecida à agência Lusa por fonte oficial do Ministério.
A hospitalização domiciliária é uma prática recente em Portugal e está apenas desenvolvida em pleno num hospital.
O Hospital Garcia de Orta foi o primeiro em Portugal a ter uma unidade de hospitalização domiciliária, um modelo usado em vários países e que traz vantagens, como evitar infeções hospitalares multirresistentes ou reduzir os custos de internamento.
Um despacho da secretária de Estado da Saúde, que será publicado também hoje, refere a hospitalização domiciliária como “uma alternativa ao internamento convencional”, mas com assistência contínua, que permite reduzir complicações e infeções hospitalares, além de permitir gerir melhor as camas disponíveis para o tratamento de doentes agudos no Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Genericamente, a hospitalização domiciliária servirá como uma alternativa ao internamento convencional, mediante assistência contínua, tendo de ter a concordância do doente e da família.
De acordo com o despacho, a que a agência Lusa teve acesso, os hospitais que tiverem financiamento para constituir unidades de hospitalização domiciliária terão de assegurar a atividade assistencial até final de março de 2019.
As unidades de hospitalização domiciliária vão funcionar 24 horas por dia e todos os 365 dias do ano, “com apoio médico e de enfermagem em permanência” e prevenção à noite.
O doente que esteja hospitalizado no domicílio terá acesso aos medicamentos exatamente como se estivesse internado no hospital.
Até final deste ano, as administrações regionais de saúde devem apresentar um plano de alargamento das unidades de hospitalização domiciliária nos restantes hospitais e que deve ser executado até junho de 2019.
Caberá à Direção-geral da Saúde criar uma norma de orientação clínica que defina a lista de doenças tipicamente elegíveis para a hospitalização domiciliária e os critérios de inclusão ou exclusão de doentes.
Este modelo de assistência é diferente do apoio social no domicílio que já existe no SNS, uma vez que incide sobre a fase aguda de uma doença ou sobre a agudização da doença crónica.
A estratégia para a hospitalização domiciliária vai ser hoje apresentada em Lisboa numa cerimónia que contará com a presença do ministro da Saúde.

Fonte: NC

O Benfica foi à Grécia provar como ainda se faz bom drama

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Há várias razões para visitar o berço da civilização ocidental. Há quem o faça para testemunhar os feitos da história, os monumentos do passado que alicerçaram o futuro. Outros vão para se banhar em ilhas paradisíacas e encher os amigos de inveja. O Benfica fê-lo à procura de vitórias e foi em Atenas que uma vitória encontrou, mas a muito custo. Depois do desafio fácil que foi despachar o PAOK, os deuses não se revelaram tão generosos e para trazer este souvenir de três preciosos pontos, a turma de Rui Vitória teve de passar por provas inauditas, quais trabalhos de Hércules. Pelo meio, aprendeu uma lição ou duas sobre arte teatral.
Tal como Prometeu, preso para sempre a um rochedo e condenado a que uma águia (ora pois) se deliciasse com o seu fígado diariamente, o Benfica parecia estar a sofrer um castigo divino, cuja pena era uma eternidade a perder na Liga dos Campeões, excluindo playoffs. Contrariando o seu ADN vitorioso, eram já oito as derrotas consecutivas, residindo a última vitoria num longínquo mês de fevereiro de 2017, quando se superiorizou perante o Borussia Dortmund na Luz. Seria então na Grécia, escreviam as profecias, que finalmente o Benfica se sagraria vitorioso numa fase de grupos.
Já a história do AEK era outra. Arredado durante 12 anos da Liga dos Campeões, o clube ateniense procurava simultaneamente marcar o regresso da competição ao Estádio Olímpico de Atenas em glória e esquecer a dura derrota frente ao Ajax em Amesterdão, por 3-0, na primeira jornada da fase de grupos da competição. Contra os pupilos de Marinos Ouzounidis pesava a história recente do Benfica: tal como eles, tinham chegado a esta fase depois de duas eliminatórias de acesso, mas, para fazê-lo, derrotaram com autoridade os seus vizinhos de Salónica, o PAOK, por 4-1.

Como a história é tão pródiga em construir acasos felizes como a fazer pouco com a nossa sorte, tivesse este embate entre gregos e lusitanos ocorrido ontem e teriam-se assinalado precisamente 9 anos desde o último confronto entre as duas equipas na Grécia. Na altura, o AEK derrotou o Benfica de um estreante Jorge Jesus ao leme dos “encarnados” por 1-0, num jogo da fase de grupos da Liga Europa. Dessa equipa, só Luisão restaria, caso o capitão do Benfica não tivesse pendurado as botas na semana passada (lá está, o destino a arruinar correlações bonitas aos jornalistas).
A ausência do eterno capitão veio em má altura, já que, com Jardel lesionado, Rui Vitória teve de lançar a pouco rotinada dupla formada por Ruben Dias e German Conti, este último com uma estreia pouco auspiciosa em Chaves, na passada jornada do campeonato nacional. De resto, o timoneiro do Benfica, sabendo que precisaria de pontuar, não fez poupanças, mantendo o onze quase inalterado, lançando um Salvio recuperado de lesão no lugar de Cervi e fazendo regressar Gedson, já que Gabriel sofrera mazelas em Trás-os-Montes.
Quem está habituado a ler uma boa história - drama, policial, comédia, romance, o que for - parte para uma narrativa à espera de reviravoltas no enredo. Clube historiado em competições europeias como é o Benfica, devia ter sentido o cheiro a esturro com a facilidade com que entrou no jogo. Perante a enorme passividade defensiva no setor direito do AEK, os “encarnados” marcaram dois golos que, para quem tivesse desligado a televisão (ou o ecrã, esta é a era dos streams, afinal de contas) a meio da primeira parte, pareciam antever que o Benfica sairia da Grécia com uma vitória fácil.
Primeiro Seferovic, aos 6 minutos, que com instinto matador aproveitou defesa incompleta do guarda-redes Barkas ante remate de Gedson, numa jogada que começou à esquerda, entrando na história do clube ao marcar o 100.º golo das águias no formato atual da Liga dos Campeões. Depois foi Grimaldo, que, se no primeiro golo tinha feito o cruzamento que originou perigo, no segundo foi ele a receber um certeiro passe aéreo de Pizzi, aos 15 minutos, cabeceando sem precisar de saltar entre um Bakakis (o lateral) mal posicionado e um Barkas hesitante. Mais do que a felicidade, salta à vista a incredulidade do lateral espanhol por lhe terem concedido um golo tão fácil.
No entanto, enquanto o Benfica tentava acalmar o jogo, o AEK serviu-se de espírito bélico e foi montando a sua reação, muito através de lances em profundidade nas costas da defesa benfiquista, o seu grande calcanhar de Aquiles para este jogo. Depois de várias tentativas sem sucesso - uma das quais, um remate mortífero de Bakasetas para enorme defesa de Vlachodimos - algo surtiu efeito, mas não foi um golo.
Ao cair do intervalo, num plot twist digno das mais antigas tragédias gregas, Ruben Dias fez o papel de vilão e, tendo já um amarelo, lançou-se imprudentemente num pontapé que acertou em Ezequiel Ponce enquanto este saltava para disputar a bola. O israelita Orel Grinfeld não mostrou penitência e mostrou o vermelho ao central do Benfica, resultando na sua primeira expulsão pela equipa principal. Dizia o treinador do AEK, na antevisão a este embate, que ia procurar ganhar "de qualquer forma", mas certamente não esperava que a sua principal ajuda fosse um ato de autosabotagem. Fecham-se as cortinas: uns esperam pela segunda parte receosos, outros esperançosos.
Regressados dos descanso, os “encarnados” podiam ter-se inspirado nos acontecimentos do filme 300, já que, tal como Leonidas e os seus espartanos, as “águias” sabiam que iam passar os próximos 45 minutos a suster sucessivos ataques enquanto estavam em inferioridade numérica. Nada mais diferente. Espartanas só a sua posse de bola e vontade de ganhar, já que o Benfica começou a perder o controlo do jogo muito rapidamente e nem as alterações de Rui Vitória - que estreou Lema para ocupar o lugar de Ruben Dias, retirando Salvio e fazendo Pizzi ocupar a direita - surtiram efeito. Barkas e Seferovic passariam a ser espetadores neste jogo, mas por razões diferentes.
O AEK começou a fazer-se valer da sua principal arma, o envolvimento dos laterais no ataque, para sitiar a baliza do Benfica. Após várias ocasiões e sustos, os portões de Vlachodimos foram arrombados. Apesar de todos os esforços do guardião - claramente a figura mais deste jogo - a equipa grega conseguiu repor a igualdade. Com muitas culpas para a defesa benfiquista, que demonstrou uma passividade estóica, o AEK chegou ao primeiro golo num lance de insistência, onde um endiabrado Hult cruzou para Klonaridis se antecipar aos centrais e encostar, e num segundo lance onde André Almeida viu a bola sobrevoá-lo num centro da direita do ataque grego para Oikonomou (em fora de jogo) cabecear para dentro da pequena área, onde Klonaridis bisou. 
Subitamente, a história de jogo alterara-se por completo, ou, como os ingleses diriam, “the tables had turned”. Porém, como dissemos no início desta peça, quem lê um bom livro deve esperar uma reviravolta, mas apostaríamos bom dinheiro como ninguém adivinharia o que aconteceu a seguir.
Aos 73 minutos surge novo volte-face e o Benfica passou do Hades ao Olimpo, fazendo o AEK o caminho inverso. Como Ícaro tentou chegar ao sol para apenas cair para a sua morte, Kloranidis ousou tentar o hattrick quando tinha Giakoumakis solto de marcação à sua esquerda. Erro fatal. Ao invés, permitiu a defesa (mais uma, gigante) de Vlachodimos, e no rescaldo desse lance, um Benfica, que nessa segunda parte não dera quaisquer sinais de querer regressar a Portugal com uma vitória, passou outra vez para a frente do marcador depois de uma imensa cavalgada de Alfa Semedo, acabado de entrar para o lugar de Pizzi. Chegando à orla direita da grande área grega, o jovem médio atirou sem força mas com precisão para o lado esquerdo da baliza, sem hipótese para Barkas.
À luz revisionista da história, pode afirmar-se que, após este lance, poderiam ter começado a rolar os créditos, ou, já que a analogia trata de arte teatral, os atores poderiam ter feito os agradecimentos e as sucessivas vénias em palco, uma vez que a história do jogo não mais se alterou. Com um AEK atarantado por ver-lhe retirado o tapete de baixo dos pés desta forma, a equipa deixou de atacar com critério e o Benfica, que até então estava em modo “ai Jesus”, começou a controlar as operações com mais calma, sendo principalmente a partir do momento em que Gedson, encostado à direita, começou a acertar as marcações com André Almeida.
Até ao fim, apenas a registar um livre perigoso que o Benfica defendeu como uma verdadeira falange e, para quem gosta de histórias pintalgadas de vermelho, para o facto do substituto Giakoumakis ter aberto o sobrolho. Tal como em Salónica, o Benfica sairia de Atenas vitorioso, evitando o recorde desonroso de perder os dois primeiros jogos da Champions em épocas consecutivas, e provando que às vezes não é preciso ir ao teatro ou ao cinema para ver um bom drama, basta ver a bola.
MadreMedia

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Alentejo e Coimbra em Serenata na Sé Velha

A Sé Velha de Coimbra serve de palco nesta quarta-feira a uma serenata diferente, que junta músicos da Canção de Coimbra com um grupo de Cante Alentejano, para um espetáculo de diálogo e confluência entre estas duas expressões culturais.

O espetáculo, inserido no festival Correntes de Um Só Rio – Encontro da Canção, do Fado, da Música e das Guitarras de Coimbra, surgiu, antes de mais, pelo simbolismo de levar o Cante Alentejano – “património irmão” da Canção de Coimbra – à Sé Velha, o palco das serenatas da cidade, mas também pela “experiência da mistura” dos dois géneros musicais, disse à agência Lusa Manuel Portugal, presidente da associação Fado Hilário, que produz este evento.
Nos ensaios entre o grupo de músicos de Coimbra e o grupo Alentejo Cantado, ficou claro que estas duas expressões culturais são muito mais parecidas “do que parecem”, frisou.
“Na abordagem da voz, há algumas semelhanças, nos atrasos, nas respirações”, notou Manuel Portugal, referindo que o trabalho em conjunto também obrigou a um regresso às raízes populares da Canção de Coimbra, que “perdeu um pouco essa respiração popular”.
Ao cantar com o grupo de cante, “fica imediatamente colocado nesse registo e, só por isso, já fez bem [este encontro]”, vincou o músico.
Para Pedro Mestre, do grupo Alentejo Cantado, foi fácil o encontro entre os dois géneros: “Um alentejano canta com alma e sentimento, que é o que acontece na música de Coimbra. São duas realidades que merecem estar juntas”.
“A forma de sentir, a expressão e aquilo que é cantado tem, de certa forma, semelhanças”, sublinhou.
No entanto, para além do diálogo entre os dois géneros, este momento permite também à Canção de Coimbra aprender com o Cante Alentejano, na forma como este é preservado, valorizado e promovido.
“A relação com a música e a preservação de características próprias do Cante Alentejano podem ser uma boa lição para nós”, salientou Manuel Portugal.
O grupo ensaiou no Centro UNESCO, em Beja, onde se juntaram o grupo Alentejo Cantado e músicos de Coimbra – o cantor Mário Rovira e músicos da Fado Hilário e da secção de Fado da Associação Académica de Coimbra.
“Tivemos oportunidade de conhecer aquele centro multifuncional e fiquei com vontade de ter uma casa assim parecida para a Canção de Coimbra”, referiu Manuel Portugal.
Para o músico, o espetáculo que decorre na quarta-feira também é um bom ponto de partida para se começar a refletir e preparar uma candidatura da Guitarra e da Canção de Coimbra a Património Imaterial da Humanidade.
“O cante é o melhor dos exemplos e com ele poderemos aprender muito”, sublinhou.
A primeira edição do festival “Correntes de um Só Rio” arrancou a 28 de setembro e termina no domingo, com uma programação dedicada ao fado e à canção de Coimbra, num momento que também se quer de reflexão e de valorização do património musical local.
A iniciativa é organizada pela Câmara Municipal e tem o Convento São Francisco como palco principal.
O festival encerra com uma atuação do grupo de fados àCapella com a Orquestra Clássica do Centro, no domingo.

Fonte: noticiasdecoimbra

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