quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

A arqueologia vai estar em destaque em Montemor-o-Velho

“Santos Rocha e o Território de Montemor-o-Velho” é o ponto de partida para uma jornada que, no próximo dia 16 de fevereiro, sábado, vai recordar os estudos e os achados que o reconhecido arqueólogo fez por terras do Baixo Mondego.
De entrada livre, esta atividade decorre a partir das 15 horas na Biblioteca Municipal Afonso Duarte (BMAD) e conta com a inauguração de uma exposição de materiais arqueológicos e com as comunicações de Ana Margarida Ferreira e Flávio Imperial.
Ana Margarida Ferreira, do Museu Municipal dr. Santos Rocha, da Figueira da Foz, vai falar das investigações arqueológicas de “Santos Rocha e o Baixo Mondego: notas biográficas”. Flávio Imperial, arqueólogo do Município de Montemor-o-Velho, vai apresentar a comunicação “Nossa Senhora do Desterro: Uma villa romana do Século I no Baixo Mondego”.
Os materiais arqueológicos provenientes de locais do concelho de Montemor-o-Velho visitados e estudados por Santos Rocha, com especial enfoque na Senhora do Desterro, vão estar expostos na BMAD até 14 de março e vão dar o mote para uma descoberta mais aprofundada sobre o arqueólogo figueirense. Alguns destes materiais vão poder ser vistos pela primeira vez, uma vez que são o resultado de escavações arqueológicas realizadas pelo Município Montemorense no Desterro em 2014. Vão estar ainda expostos materiais arqueológicos do acervo do Museu Santos Rocha que foram gentilmente cedidos para integrarem esta mostra.

Velódromo de Anadia acolhe Campeonatos Nacionais de Pista

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O Velódromo Nacional de Anadia, localizado em Sangalhos, vai ser palco, este fim de semana, 2 e 3 de Fevereiro, de mais uma edição dos Campeonatos Nacionais de Pista nas categorias de cadetes, juniores, elites, masters e paraciclismo masculinos e femininos, nas disciplinas de Scratch, Corridas de Pontos, Perseguição Individual e por Equipas, Eliminação e Corrida por Pontos.
Tratam-se de provas importantes para a soma de pontos para o ranking, tendo em vista o objetivo de qualificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio.
No dia 9 de Fevereiro, o Velódromo Nacional recebe a 3ª prova da Taça de Portugal de Pista, inserida no Troféu Sunlive, nas categorias de juvenis, cadetes, juniores e elites (masculinos e femininos) e masters (femininos).
De referir ainda que a época nacional de estrada começa, no dia 10 de Fevereiro, domingo, com a Prova de Abertura - Região de Aveiro, primeira corrida da Taça de Portugal Jogos Santa Casa de Elite.
O pelotão irá percorrer os 11 municípios que compõem a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA), com partida em Sever do Vouga, pelas 12h00, e chegada a Estarreja às 15h50. Os ciclistas deverão passar no concelho de Anadia por volta das 13h30.



UNIVERSIDADE DE COIMBRA: Fungos “à boleia” das aves para colonizar novos territórios

Alguns tipos de fungos “andam à boleia” das aves para colonizar novos territórios com os seus parceiros vegetais, as plantas, revela pela primeira vez um estudo desenvolvido por uma equipa de investigadores do Centro de Ecologia Funcional (Centre for Functional Ecology - Science for People & the Planet) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).
«É a primeira evidência de que as aves não transportam apenas sementes de plantas para novos locais, mas também os fungos que estas sementes precisam para germinar e crescer», afirma Marta Correia, primeira autora do artigo científico publicado na revista “New Phytologist”.
De acordo com o estudo, 54 plantas de seis espécies diferentes germinaram de 34 excrementos de aves recolhidos numa floresta perto de Coimbra. Algumas das raízes destas plantas foram imediatamente colonizadas por fungos “amigos”, provando que estes só podem ter sido transportados conjuntamente com as sementes no interior das aves.
Estes fungos, chamados fungos micorrízicos arbusculares, formam relações estreitas com muitas plantas. Os fungos colonizam a raiz e contribuem para uma maior absorção de nutrientes e água para as plantas que conseguem ter um crescimento maior e serem mais saudáveis. Em troca, a planta dá ao fungo uma “casa” e alimento fabricado na fotossíntese. Portanto, estas relações simbióticas beneficiam tanto as plantas como os fungos.
«A comunidade científica acreditava há já algum tempo que partilhar o mesmo mecanismo de transporte daria às plantas que crescem em simbiose com estes fungos uma vantagem. Pela primeira vez, o papel das aves na dispersão de ambos os parceiros é confirmado», declara Marta Correia.
A investigadora do Centro de Ecologia Funcional considera que os resultados do estudo agora publicado representam «uma peça fundamental do puzzle para compreender a distribuição global de fungos micorrízicos e a colonização de territórios remotos, tal como ilhas, por plantas associadas a fungos. Como chegavam os fungos a estes territórios remotos era até agora desconhecido já que não seria possível a dispersão a tão longas distâncias só pelo vento.»
O estudo foi financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e pelo FEDER, no âmbito do programa PT2020.

SINDICATOS | Marcelo Rebelo de Sousa quis saber ponto de situação das negociações com professores. Nogueira respondeu que é “zero”

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, quis hoje saber o “ponto de situação” das negociações com os professores, disse o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, que adiantou ter respondido que é “zero”.
Marcelo Rebelo de Sousa cruzou-se com Mário Nogueira à saída da sessão de abertura de uma conferência do Conselho Nacional de Educação (CNE), que decorre na Fundação Gulbenkian, em Lisboa, e aproveitou o momento para pedir um “ponto de situação” nas negociações dos professores com o Governo sobre a recuperação do tempo de serviço congelado.
O Presidente da República saiu sem falar aos jornalistas. Foi Mário Nogueira que descreveu os pormenores sobre a breve conversa entre os dois.
“O senhor Presidente da República manifestou interesse em saber o ponto de situação. O ponto de situação é zero. Ou seja, o Governo de facto até agora não fez qualquer tipo de contacto, não iniciou qualquer tipo de negociação””, disse.

Turismo Centro de Portugal destaca regresso do Rally de Portugal ao seu “santuário”

Dezoito anos depois, o Rali de Portugal está de volta às estradas do Centro de Portugal.
O Turismo Centro de Portugal congratula-se com este regresso, há tanto tempo aguardado pelos entusiastas do desporto automóvel, que recordam com nostalgia as míticas classificativas de Arganil, Lousã e Góis, recheadas de momentos que marcam a história da modalidade.
Este acontecimento tão relevante foi o destaque da apresentação oficial da edição de 2019 da prova. Uma apresentação que aconteceu em dose dupla: na sede do Automóvel Clube de Portugal e na Câmara Municipal de Coimbra. Será em Coimbra, mais concretamente na Porta Férrea da Universidade, que, a 31 de maio, será dada a partida para os 80 carros que vão competir e que seguem depois para os troços cronometrados de Lousã, Góis e Arganil.
Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal, destaca que “passados 18 anos, voltamos a ter o melhor rali do mundo no seu santuário, naquele que é verdadeiramente o sítio natural”, e recorda a importância que este evento assume para a região: “A captação de um grande evento como o Rali de Portugal transforma a nossa região, ajudando a esbater as assimetrias regionais. O rali é um veículo privilegiado para unir o litoral e o interior, uma vez que junta o património mundial com o queijo, o vinho, o mel e tantas das nossas iguarias, e que se transforma num grande momento de afirmação internacional”. “O Centro de Portugal é uma grande região que tem hoje a capacidade de atrair grandes eventos – o Rali de Portugal, o campeonato do mundo de trail running, a nova Maratona da Europa, em Aveiro, e tantas outras provas que este ano vão ser feitas no centro do país, e que ajudam ao aumento da nossa atratividade”, acrescenta.
O regresso do rali representa também um importante impacto económico para os territórios envolvidos e que sentem já hoje a procura de alojamentos para esses dias. “Os alojamentos, a restauração, os serviços, todo o comércio da região vai beneficiar deste grande evento, nos dias 29, 30 e 31 de maio. Um dos nossos pré-requisitos foi que o rali dormisse pelo menos uma noite no Centro de Portugal. Era muito importante asseguramos que os 160 pilotos ficassem por aqui, para que a região pudesse usufruir desta aventura”, justifica Pedro Machado.
A 53.ª edição do Rali de Portugal, sétima etapa do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC), decorre entre 30 de maio e 2 de junho.
O programa do Rali conta com um percurso de 1.463,55 quilómetros, dos quais 311,59 cronometrados ao longo de 20 especiais de classificação. O shakedown tem lugar a 30 de maio no circuito de Baltar, em Paredes, seguindo-se a partida da porta férrea da Universidade de Coimbra.
Para dia 31 estão previstas passagens por Coimbra, Lousã, Góis, Arganil e Lousada. No dia seguinte, o Rali terá especiais em Vieira do Minho, Cabeceiras de Basto, Amarante e Vila Nova de Gaia. Por fim, a 2 de junho, Montim, Fafe e Luílhas acolhem as derradeiras etapas, antes da consagração dos vencedores em Matosinhos.


Expoeste recebe a 10ª edição do Campeonato do Mundo de Todos os Estilos e a Feira Internacional de Cultura e Desporto.


Caldas da Rainha volta a ser palco do maior evento de artes marciais e de desportos de combate da Península Ibérica. Este evento desportivo tem crescido ano após ano e prevê trazer, em abril, às Caldas da Rainha, cerca de 9000 atletas oriundos de 70 países.


O campeonato do Mundo de todos os estilos, “ Wac World All Styles Championship”, é uma competição que junta à vertente competitiva uma Feira Internacional de cultura e desporto, onde há espaço para Gastronomia, folclore, artesanato, lojas de desporto, produtos variados, empresas entre outras.
“Promover a região e o país nos seus variados setores é um dos principais objetivos deste certame” explicou Bruno Rebelo, presidente da WAC Association.
Esta feira, que decorrerá de 11 a 14 de abril no recinto da expoeste, tem sido uma aposta ganha pela organização pois, como afirma Tânia Cardoso, responsável por esta iniciativa, os atletas e familiares, devido à carga intensa de competição, acabam por ver neste certame a oportunidade de levar uma recordação portuguesa para casa.

As inscrições para expositores ainda estão a decorrer, sendo que o stand 3x3 custa 50€ e o de 6x6 tem o custo de 100€, para os 4 dias. Os interessados podem efetuar as inscrições através do email wac.worldwide@gmail.com ou do

telefone 912404252.

Outra novidade desta edição, que marca o 10 º aniversário desta competição, é o regresso do hall of fame, uma noite de Gala que vai reconhecer o desempenho desportivo excecional e as mais relevantes atitudes em prol das artes marciais e
dos desportos de combate. Atletas, Mestres, Grandes Mestres, entidades públicas e patrocinadores serão distinguidos numa noite de festa que reunirá muitas personalidades do universo WAC como o Grão-Mestre Senior Daniel Hayen da Bélgica; o Grande Mestre Peter Mylonas da Austrália; o Grande Mestre Senior Rick Kingi dos Estados Unidos da America; o Grão-Mestre Christian Wulf da Alemanha; o Professor Emanuel Bettencourt de Cabo Verde; o Mestre Guiseppe Parisi de Italia e o Grão-Mestre Kai Li do Havai.

Aproveitando a vinda de nomes tão importantes no universo dos desportos de combate e das artes marciais, a organização do World All Styles Championship volta a apostar na Formação, com seminários abertos ao público e que decorrem durante todo o campeonato.
A marcar presença na cerimónia de abertura do 10º World All Styles Championship estarão Vítor Pataco, Presidente do IPDJ; Ana Sofia Antunes, Secretária de Estado da Inclusão de Pessoas com Deficiência; José Manuel Lourenço, Presidente do Comité Paralímpico de Portugal, entre outros. 2019 volta a colocar Portugal na rota das melhores competições de Artes Marciais do mundo, com cerca de 550 categorias a celebrarem o desporto, a disciplina, o fairplay e o espírito de competição entre equipas e lutadores das mais diversas geografias.

Operar 200 crianças em 15 dias. Onze portugueses vão provar que esta é uma missão possível

Uma equipa de médicos e enfermeiros dos Hospitais de Aveiro e de Famalicão parte para a Guiné-Bissau com um objetivo concreto: ajudar e ensinar a ajudar, num pais onde falta quase tudo, menos a esperança.
A equipa está formada: dois ortopedistas, três anestesistas, quatro enfermeiros e dois cirurgiões dos Hospitais de Aveiro e de Famalicão. O enfermeiro José Sousa conta que o desafio partiu de um outro médico.
"Temos um médico que trabalha connosco, que é guineense e tem uma Fundação na Guiné. Como o único ortopedista que existia lá faleceu, ele desafiou-nos para uma possível missão do foro ortopédico, que é uma das grandes lacunas que lá existem."
Procuraram ajuda para poder concretizar a missão "Rumo à Guiné": precisavam de material cirúrgico, fármacos e apoio financeiro. Decidiram fundar a Associação Bisturi Humanitário, com sede no Centro Hospitalar do Baixo Vouga.
O enfermeiro Saúl Senos não tem dúvidas de que este vai ser um desafio: "Poder oferecer coisas que temos como garantidas, mas que num outro cenário são quase inatingíveis. Somos todos inexperientes nestas matérias e vai ser um crescimento em conjunto, como tem vindo a ser."
Os médicos vão estar a trabalhar no Hospital Nacional Simão Mendes, em Bissau, o principal hospital do país, e a anestesista Margarida Bettencourt sabe que não vai ser uma missão fácil.
"Estou à espera de muitos desafios, acho que nem nós temos bem noção do que vamos encontrar. Temos a noção de que há muitas dificuldades e é um dos motivos por que queremos ir. Estamos a tentar preparar-nos, mas há muita falta de material, não há condições básicas, coisas como lençóis, almofadas, fronhas, se calhar lá não vamos ter. Isto para não falar do material cirúrgico que vamos precisar."
Esta iniciativa conta com o apoio do Governo da Guiné-Bissau, do Governo português, dos Centros Hospitalares do Baixo Vouga e do Médio Ave.
Nuno Fernandes é anestesista e também ele vai embarcar nesta viagem. "É um desafio a título pessoal e, tecnicamente, enquanto anestesista, é tentar fazê-lo com recursos limitados e isso obriga-nos a pensar em tudo o que vamos fazer e tentar antecipar cenários."
A equipa vai estar durante duas semanas em Bissau e, além da prestação de cuidados cirúrgicos, vai dar formação a médicos e enfermeiros guineenses. Para a enfermeira Paula Eira o objetivo é deixar ferramentas para o futuro. "Estivemos a falar enquanto equipa sobre que tipo de mensagem podíamos levar aos profissionais de lá. O que pareceu mais adequado são coisas básicas como a higienização, cuidados de saúde básicos, suporte básico de vida. O objetivo não é só resolver as questões naquele momento, mas deixar alguma coisa que permita no futuro poderem continuar o nosso trabalho."
A recente Associação Bisturi Humanitário decidiu juntar-se à Fundação José Manuel In-Uba. José Sousa diz que partem com o objetivo de realizar 200 cirurgias em quinze dias.
"Os doentes já estarão selecionados, não está bem definido o que vamos encontrar... vão ser cirurgias para dar alguma qualidade de vida e resolver alguns problemas, porque depois sabemos que há limitações no seguimento e nos pós-operatório, e temos que pensar nisso tudo. Para nós, faz todo o sentido ter unidades de cuidados intensivos e intermédios e lá não as vamos encontrar. Tivemos que adaptar o que vamos fazer à capacidade de resposta do hospital."
Paula Eira sublinha que esta missão só é possível com a ajuda e a boa vontade de todos. "Estamos a falar de uma logística que implica num bloco operatório coisas tão simples como um ventilador, um monitor de sinais vitais e desfibrilhador, todo o material cirúrgico para poder trabalhar. Material tão simples como compressas, ligaduras, adesivos, seringas. Coisas simples que, no dia a dia aqui, nem valorizamos, mas que podem fazer muita diferença em pessoas que não têm absolutamente nada. Também podemos falar de fármacos, analgésicos, antipiréticos, tudo isso."
O material já vai a caminho da Guiné Bissau, o contentor partiu a 21 de Janeiro. A Associação Bisturi Humanitário acredita que esta é a primeira de muitas missões. Toda a ajuda é bem-vinda e basta aceder à página do facebook para saber como colaborar. "Dia 23 estaremos as caminho de Bissau para poder levar esperança aquelas pessoas que não têm absolutamente nada. É isso que nos move."
Dar sem esperar nada em troca. Os médicos da Associação Bisturi Humanitário, chegam à Guiné-Bissau no dia 23 de fevereiro e regressam a 9 de Março. Partem com o objetivo de operar 200 crianças em duas semanas.
Rute Fonseca / TSF