sexta-feira, 3 de junho de 2022

Greves na CP. Perturbações nos serviços começam hoje e vão durar um mês

A CP alerta para perturbações na circulação de comboios a partir desta sexta-feira e até ao final do mês, por causa da greve dos funcionários ao trabalho extraordinário, feriados e dias de descanso semanal.

A empresa prevê "possíveis perturbações em todos os serviços", entre hoje e 30 de junho, "nomeadamente atrasos e supressões de comboios", lê-se numa nota da CP.
CP - Comboios de Portugal informa ainda que os clientes que já tenham bilhete para os comboios dos serviços Alfa Pendular, Intercidades, Internacional, InterRegional e Regional "será permitido o reembolso no valor total do bilhete adquirido, ou a sua revalidação, sem custos".
Os pedidos de reembolso devem ser apresentados no site da empresa ou nas bilheteiras até dia 10 de julho.
Os clientes poderão obter mais informações sobre a circulação através da página online da empresa ou da linha de atendimento (808 109 110, com custo de uma chamada para a rede fixa nacional), segundo a CP.
Bilheteiras com novas greves
Os trabalhadores das bilheteiras da CP voltam a fazer greve a 12 e 23 de junho, ambas de 24 horas, mas a primeira realiza-se a sul de Pombal e a segunda a norte de Pombal.
"A administração da CP e as tutelas continuam indiferentes ao brutal aumento do custo de vida, com uma taxa de inflação de 7,2% [em abril], que poderá ser superior a 10%, isto significa que num salário de 1.000 euros os trabalhadores perdem 72 euros mês, se for de 10%, significa que os trabalhadores vão perder 100 euros mês", disse esta segunda-feira à Lusa o dirigente do SFRCI Luís Bravo.
Segundo o sindicalista, tudo somado pode levar a uma redução do poder de compra até 25%, ou seja, um quarto do salário e "os trabalhadores não aceitam continuar a empobrecer".
Os trabalhadores das bilheteiras queixam-se igualmente de "condições de trabalho deploráveis", em várias estações sem climatização e em instalações com mobiliário desadequado e velho.

Madremedia

42% dos portugueses revelam que o seu poder de compra diminuiu nos últimos 12 meses

 
O aumento dos preços dos produtos de uso diário, dos preços dos combustíveis e dos preços da energia são os 3 dos fatores que mais contribuem para a diminuição do poder de compra

- Mais de metade dos portugueses aceita que o seu poder de compra diminua por consequência da guerra
- O estudo Observador Cetelem Consumo em tempos de inflação 2022 procurou avaliar a perceção que os consumidores têm da evolução do seu poder de compra nos últimos meses.

Segundo as conclusões do estudo, 4 em cada 10 portugueses diz que o seu poder de compra diminuiu nos últimos 12 meses. Se compararmos os dados relativamente ao género, idade e classe social, o estudo conclui que o poder de compra diminuiu mais junto dos inquiridos do género feminino (45%), dos com mais de 65 anos (52%), e de classes com menores rendimentos (63%). Fazendo uma avaliação por região, também se observa que os portugueses inquiridos residentes na região Centro foram aqueles que mais sentiram o seu poder de compra diminuir (61% Centro vs. 48% Sul vs. 34% Norte).
Já 44% dos portugueses inquiridos revelam que o seu poder de compra permaneceu estável e cerca de 13% que aumentou. No entanto, comparando com o inquérito realizado em novembro de 2021 há também menos consumidores a considerarem que o seu poder de compra aumentou ou permaneceu estável (-8 p.p.).
Quando questionados sobre os fatores que podem ter tido mais impacto na diminuição do poder de compra, os inquiridos apontam responsabilidades ao aumento dos preços dos produtos de uso diário (64%), dos preços dos combustíveis (59%), dos preços da energia (57%), das despesas fixas (34%) e dos custos com a habitação (32%).
Comparando a nível regional, os inquiridos do Norte são os que sentem mais que o aumento dos preços de combustível foi o que teve mais impacto no seu poder de compra (64% vs. 61 Centro vs. 55% Sul), enquanto os inquiridos da região Centro sentem que o seu poder de compra diminui devido ao aumento dos preços dos produtos de uso diário (75% vs. 66% Norte vs. 62% Sul). Já os residentes no Sul do país consideram que se deveu à diminuição de rendimentos (36% vs. 30% Centro vs. 26% Norte).
Impacto da Guerra na europa
Segundo o estudo, metade dos portugueses (52%) aceita que o seu poder de compra diminua por consequência da guerra na europa. Fazendo uma avaliação por idade, observa-se que são os jovens aqueles que são mais compreensivos face a esta situação, nomeadamente dos 25 aos 34 anos (58%) e dos 18 aos 24 anos (57%). Os residentes na Zona Metropolitana do Porto demonstram-se também mais compreensivos que os de Lisboa (63% vs. 49%).
Como prova de que os consumidores estão também cada vez mais ativistas e se mantêm atentos ao posicionamento das marcas face a este conflito, 80% dos inquiridos dizem que equacionam boicotar marcas que compactuem de alguma forma com a guerra, considerando este um critério importante no momento de escolha de um produto.
Metodologia:
  • O inquérito quantitativo do Observador Cetelem foi realizado pela empresa de estudos de mercado Nielsen. Este teve por base uma amostra representativa de 1000 indivíduos residentes em Portugal Continental, com idades compreendidas entre os 18 e os 74 anos de idade. A amostra total é representativa da população e está estratificada por distrito, género, idade e níveis socioeconómicos e conta com um erro máximo associado de +/- 3.1 pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%. As entrevistas foram realizadas telefonicamente (CATI), com informação recolhida por intermédio de um questionário estruturado de perguntas fechadas. O trabalho de campo foi realizado entre 21 de março e 18 de abril de 2022.

GNR: Dia do Comando Territorial de Coimbra

O Comando Territorial de Coimbra, neste dia 3 de junho, celebra mais um aniversário.

Esta efeméride tem a sua génese na transferência definitiva do então Batalhão n.º 4 para a cidade de Coimbra, em 1919. Para comemorar a efeméride, o Comando Territorial de Coimbra vai levar a cabo uma série de eventos:

· No dia 3 de junho:
o   entre as 10h00 e as 12h00, na Alameda das Moitas, em Miranda do Corvo, terá lugar uma demostração de meios da GNR;
o   pelas 17h00, será celebrada uma Missa Solene na Igreja Matriz de Miranda do Corvo;
·No dia 4 de junho, às 11h00, ocorrerá a cerimónia militar com parada, na Praça José Falcão, em Miranda do Corvo;
·No dia 5 de junho, às 18h00, decorrerá um concerto solidário da Banda Sinfónica da GNR, no Convento São Francisco, em Coimbra, a favor da Casa do Gaiato de Miranda do Corvo

5 de junho - Dia Mundial do Meio Ambiente. Cinco ideias para converter as cidades em lugares mais sustentáveis

 
  • A tecnologia coloca ao nosso alcance soluções mais eficazes
  • Mais de metade da população mundial vive em cidade
No próximo domingo, dia 5 de junho, celebra-se o Dia Mundial do Meio Ambiente, uma data que pretende fomentar o respeito pelos nossos ecossistemas e o cuidado com a natureza.
São muitas as empresas que, ano apôs ano, colocam em marcha iniciativas para celebrar este dia. A aplicação de estacionamento EasyPark assume ser uma delas ao incentivar os condutores e a administração publicar a melhorar a mobilidade urbana utilizando a tecnologia para reduzir as emissões provocadas pelos veículos.
 
Menos é mais
Uma das queixas mais frequentes das pessoas que vivem nas grandes cidades é a sua dificuldade para encontrar onde estacionar. A solução mais utilizada até ao momento pelas administrações foi ampliar o número de lugares disponíveis, mas há outras alternativas como a otimização dos locais existentes o a análise da mobilidade urbana e, neste ponto, a tecnologia converte-se numa aliada valiosa. Como o serviço Parking Data as a Service da EasyPark, que converte os dados de comportamento relacionados com o estacionamento em informação útil para melhorar a mobilidade urbana.
 
Tecnologia preditiva para melhorar a mobilidade
Estima-se que até 30% do tráfego nas cidades provém de automóveis que procuram estacionamento ou de condutores que sentem afetados pelos que procuram estacionamento. Serviços como o Find da EasyPark mostram aos condutores em tempo real as ruas mais perto do seu destino com maior probabilidade de encontrar estacionamento. Isto reduz até 50% o tempo ao volante, descongestiona as ruas e reduz as emissões provocadas pelo tráfego em rodagem.
 
Otimização do tempo
Os condutores que utilizam aplicações móveis para pagar o seu estacionamento não apenas aproveitam melhor o seu tempo ao não ter que se deslocar aos parquímetros, mas também ajudam a otimizar os lugares de estacionamento e acelerar o fluxo de veículos no centro das cidades.
 
Decisões baseadas em dados
Os dados anónimos recolhos pelas aplicações como a EasyPark convertem-se em informação muito valiosa para as administrações e ajuntamentos na hora de tomar decisões relativas à mobilidade. Ajudam-nos a obter uma visão geral do ecossistema de estacionamento na sua cidade e melhorar a planificação urbana.
 
Um futuro cada vez mais verde
Cada vez conhecemos mais alternativas aos transportes tradicionais e o carro elétrico destaca-se de entre todas elas pelo seu avançado desenvolvimento. Noutros países da Europa já é muito comum utilizar o telemóvel e aplicações como a EasyPark para gerir a recarga do veículo, da mesma forma que se faz para pagar o estacionamento em Portugal.
 
“Um pouco mais de metade da população mundial vive em cidades e espera-se que, em 2050, sejam dois terços do total”, explica Jennifer Amador Tavares de Sousa Diretora para Portugal do EasyPark Group. “Por esse motivo, tanto as administrações como os cidadãos devem tomar consciência do peso que as suas decisões e ações têm na hora de proteger o planeta em que vivemos e aproveitar todas as oportunidades que a tecnologia coloca ao nosso alcance para criar ambiente mais amigos do ambiente e menos contaminantes”.

newsline

“A Rússia será católica” (II)

 “A Rússia será católica”. O sonho de tantos convertidos russos do século XIX, como o padre Šuvalov, constituiu também o título de um livro que fez sensação em sua época: La Russie sera-t-elle catholique? (Paris, 1856) [capa ao lado], do padre Ivan Gagarin, da Companhia de Jesus.

Ivan Sergeevič Gagarin [foto abaixo em 1835] nasceu em Moscou no dia 20 de julho de 1814, de uma ilustre casa principesca, descendente dos príncipes de Kiev. Foi adido junto à legação russa em Munique, e depois na embaixada de Paris, onde participou da vida intelectual francesa, frequentando o salão de Sophie Swetchine. Sob a influência desta e de autores como Pëtr Jakovlevič Čaadaev (1794-1856), amadureceu sua conversão ao catolicismo.

Rússia CatólicaEm 7 de abril de 1842 abjurou a religião ortodoxa e abraçou a fé católica pelas mãos do padre François Xavier de Ravignan (1795-1858), que já obtivera a conversão do conde Šuvalov. Ivan Gagarin renunciava, aos 28 anos, não só a um brilhante futuro político e diplomático, mas à esperança de poder retornar à sua pátria. Com efeito, na Rússia dos Czares a conversão ao catolicismo constituía um delito comparável à deserção ou ao parricídio. O abandono da ortodoxia por uma outra religião, ainda que cristã, era punido com a perda de todos os bens, dos direitos civis e dos título nobiliárquicos, e previa a reclusão perpétua em um mosteiro ou o exílio na Sibéria.

Rússia CatólicaUm ano depois, Ivan, tornado Jean Xavier Gagarin, solicitou sua admissão na Companhia de Jesus, sendo admitido no noviciado de Saint Acheul. Iniciou então um período de longos estudos, que concluíram com a ordenação sacerdotal e a profissão dos votos religiosos na Ordem de Santo Inácio de Loyola. Para o padre Gagarin [foto à esquerda], no qual um zelo ardente se unia a uma viva inteligência e a uma educação de grande senhor, iniciou-se uma nova vida.

Durante a guerra da Crimeia, participou com o célebre matemático Augustin Cauchy (1789-1857) na fundação da obra da École d’Orient. E no final de 1856 fundou a revista quadrimestral Études de théologie, de philosophie et d’histoire, que se tornou a célebre revista Études. Contudo, quando em 1862 a publicação foi retirada dos jesuítas franceses, ela sofreu uma radical transformação. Quando se iniciou o Concílio Vaticano I, Études, diferentemente de sua coirmã romana Civiltà Cattolica, tomou uma posição filoliberal que conservou no século seguinte.

O governo russo, que se propunha extirpar o catolicismo das províncias ocidentais do Império, considerou o príncipe Gagarin como um inimigo a ser eliminado. Ele foi acusado de ter escrito cartas anônimas ao poeta Aleksandr Sergeevič Puškin (1799-1837) que o teriam exasperado, levando-o a um duelo no qual teria morrido. Recentemente, a jovem historiadora polonesa Wiktoria Sliwowska demonstrou que se tratava de uma campanha de calúnias organizada pela Terceira Seção da Chancelaria Imperial (L’Affaire Gagarine, Institutum Historicum Societatis Iesu, Roma, 2014, pp. 31-72).

O livro La Russie sera-t-elle catholique? foi publicado em 1856. Nele o padre Gagarin se refere à solene bula de Bento XIV Allatae sunt, de 26 de julho de 1755, em que o Santo Padre, manifestando “a benevolência com a qual a Sé Apostólica abraça os orientais”, “ordena que se conservem seus antigos ritos que não se oponham à Religião Católica nem à honestidade; nem se peça aos Cismáticos que retornam à Unidade Católica para abandonarem seus Ritos, mas apenas que abjurem a heresia, desejando fortemente que seus diferentes povos sejam conservados, não destruídos, e que todos (para dizer muitas coisas com poucas palavras) sejam Católicos, não latinos”.

Para reconduzir os povos eslavos à unidade — comenta o padre Gagarin —, é preciso respeitar os ritos orientais, pedir a abjuração dos erros contrários à fé católica, mas, sobretudo, combater a concepção político-religiosa dos ortodoxos. Para o jesuíta russo, o cisma ortodoxo é principalmente o resultado do “bizantinismo”, um conceito com o qual eles entendem a diferença das relações entre a Igreja e Estado existentes no mundo bizantino e no ocidental. Para Bizâncio, não há distinção entre os dois poderes. A Igreja é de fato subordinada ao Imperador, que a dirige enquanto delegado de Deus no campo eclesiástico e no secular. Os autocratas russos, como os imperadores bizantinos, veem na Igreja e na religião um meio do qual servir-se para garantir e dilatar a unidade política. Este calamitoso sistema se funda em três pilares: a religião ortodoxa, a autocracia e o princípio da nacionalidade, sob cujo signo penetraram na Rússia as ideias de Hegel e dos filósofos alemães. Aquilo que se esconde sob as palavras pomposas de ortodoxia, autocracia e nacionalidade, “não é senão a formulação oriental da ideia revolucionária do século XIX” (p. 74).

Gagarin entrevê a ferocidade com a qual as ideias revolucionárias seriam aplicadas em seu país. As páginas de Proudhon e Mazzini parecem moderadas a seus olhos, se comparadas à violência dos agitadores russos. “É uma comparação que pode servir para medir a diferença que há entre o princípio revolucionário como ele é entendido na Europa Ocidental e como seria posto em prática na Rússia” (pp. 70-71). Em uma profética página, o padre Gagarin escreve:

         “Quanto mais se desce ao fundo das coisas, mais se é levado a concluir que a única luta verdadeira é entre o Catolicismo e a Revolução. Quando em 1848 o vulcão revolucionário aterrorizava o mundo com seus rugidos e fazia tremer a sociedade abalada em seus fundamentos, o partido que se dedicou a defender a ordem social e a combater a Revolução não hesitou em inscrever em sua bandeira Religião, Propriedade, Família; ele não hesitou em enviar um exército para restabelecer em sua sede o Vigário de Jesus Cristo, que a Revolução havia forçado a tomar o caminho do exílio. Esse partido tinha perfeitamente razão; está-se em presença de apenas dois princípios: o princípio revolucionário, que é essencialmente anti-católico, e o princípio católico, que é essencialmente anti-revolucionário. Apesar de todas as aparências contrárias, só há no mundo dois partidos e duas bandeiras. De um lado, a Igreja Católica arvora o estandarte da cruz, que contém o verdadeiro progresso, a verdadeira civilização e a verdadeira liberdade; de outro, apresenta-se a bandeira revolucionária, em torno da qual se agrupa a coalizão de todos os inimigos da Igreja.

“Ora, o que faz a Rússia? De um lado, combate a Revolução; de outro, combate a Igreja Católica. Tanto externa quanto internamente, encontrareis a mesma contradição. Não hesito em dizê-lo, o que faz sua honra e sua força é ser adversária inabalável do princípio revolucionário. O que faz sua fraqueza é ser, ao mesmo tempo, adversária do Catolicismo.

“E se ela quiser ser coerente consigo mesma, se quiser francamente combater a Revolução, tem apenas um partido a tomar: colocar-se sob o estandarte católico e reconciliar-se com a Santa Sé” (La Russie sera-t-elle catholique?, Charles Douniol, Paris 1856, pp. 63-65).

A Rússia não atendeu ao apelo e a Revolução bolchevique, após ter exterminado os Romanov, difundiu seus erros no mundo. A cultura abortista e homossexual, que hoje conduz o Ocidente à morte, tem suas raízes na filosofia hegeliano-marxista que triunfou na Rússia em 1917. A derrota dos erros revolucionários não poderá ser ultimada, na Rússia e no mundo, senão sob os estandartes da Igreja Católica.

Rússia CatólicaAs ideias do padre Gagarin inspiraram o barão alemão August von Haxthausen (1792-1866) [foto ao lado], que com o apoio dos bispos de Münster e de Paderborn fundou uma Liga de orações denominada Petrusverein (União de São Pedro) para a conversão da Rússia. Uma associação análoga, sob o impulso dos padres barnabitas Šuvalov e Tondini, nasceu na Itália e na França. Aos inscritos nessas associações recomendava-se rezar em todos os primeiros sábados do mês pela conversão da Rússia. Em 30 de abril de 1872, Pio IX concedeu com um Breve indulgência plenária a todos aqueles que, tendo confessado e comungado, assistissem no primeiro sábado do mês à Missa celebrada pelo retorno da Igreja greco-russa à unidade católica.

Nossa Senhora aprovou certamente essa devoção, pois em Fátima, em 1917, Ela recomendou a prática reparadora dos primeiros cinco sábados do mês como instrumento da instauração de seu Reino, na Rússia e no mundo.

ABIM

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(*) Fonte: “Corrispondenza romana”, 8-6-2017. Matéria traduzida do original italiano por Hélio Dias Viana.

Feiticeiras no âmbito perverso de Putin

Composto por uma centena de feiticeiras, o Conselho Geral de Bruxas invocou ritualmente, no Palácio de Governo de Moscou, “forças ocultas” em favor de Putin.

Trata-se de bruxas entregues ao demônio, fazendo feitiços para reforçar a ação do genocida russo e amaldiçoar aqueles que não o seguem. No lugar de um bode sacrifical foi posta uma foto de Putin (sim, daquele mesmo que a propaganda apresenta acendendo círios em templos ortodoxos) e uma vela apagada.

Alena Polyn, líder do “Império das bruxas mais poderosas”, insistia hipnoticamente com estranhas maldições de apoio a Putin, somando-as ao amplo apoio que ela diz ter na sociedade russa e em certos conservadores ou “tradicionalistas” do exterior, portadores quiçá de tradições ocultas.

O ateísmo russo debocha das bruxas, mas quando as julga “necessárias” não duvida em invocar seus influxos. O cenáculo satânico confirmou que a guerra não está indo tão bem para seu chefe.

ABIM

DIA MUNDIAL DA BICICLETA 3 DE JUNHO

 Este ano, o Dia Mundial da Bicicleta, instituído a 3 de junho pela ONU (Organização das Nações Unidas), vai ser celebrado pela Ciclaveiro - Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta com dois eventos especiais:
 
Um “Espetáculo Musical em Bicicleta” no Parque da Cidade no âmbito das atividades do EcoAventura 2022, entre as 9h30 e as 12h30. Este é um projeto musical em bicicleta numa colaboração da Ciclaveiro com o professor Paulo Maria Rodrigues da Universidade de Aveiro e com a Design Factory, numa parceria com a Junta de Freguesia da Gafanha da Nazaré e a Escola Secundária da Gafanha da Nazaré / GAFe Bike Lab.
 
 
E um Ciclo Passeio Escolar em Bicicleta que junta, no dia 5 de junho, as 4 escolas do ensino pré-escolar e ensino básico do Agrupamento de Escolas de Aveiro (EB1 Barrocas, Pré Escolar Barrocas, EB1 Santiago, Pré Escolar Santiago, EB1 Glória e EB1 Vera Cruz), num percurso pela cidade que pretende promover o uso da bicicleta nas deslocações diárias. Este passeio assinala o encerramento do mês de maio como mês da mobilidade escolar ativa e sustentável, durante o qual foram dinamizadas um conjunto de iniciativas com o objetivo de sensibilizar, incentivar, ensinar e celebrar a utilização da bicicleta nas deslocações para a escola e aumentar as deslocações a pé.
O Ciclo Passeio parte de cada uma das escolas participantes, com passagem pelo CMIA (Centro Municipal de Interpretação Ambiental) e termina no Parque da Cidade com um piquenique partilhado.
As inscrições estão abertas até ao dia 03 de junho:  https://forms.gle/n5djLuo2dFcHgBM36
 
Ainda durante este fim de semana, entre os dias 03 e 05 de junho, a Ciclaveiro leva ao EcoAventura, no Parque da Cidade, a mini Casa da Bicicleta onde podem ser conhecidos os diversos projetos que promovem a bicicleta como meio de transporte sustentável, saudável e eficiente na cidade: a sua Veloteca que integra bicicletas e acessórios para experimentação, a Cicloficina Comunitária que ajuda e ensina a reparar a bicicleta e a Academia Mini Rodas que ajuda famílias a ensinar as suas crianças a pedalar.
 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a necessidade de promover a bicicleta como parte das atividades diárias e como forma de reduzir o sedentarismo, a ansiedade, o risco de doenças cardíacas, diabetes, hipertensão, obesidade e algumas formas de cancro. Por isso, integrar a bicicleta na escola e promover a sua utilização torna-se urgente oferecendo benefícios vários, ao nível da saúde e bem estar das crianças, aumentando a sua autonomia, competências sociais, vivência e vínculo com a comunidade e sentido de pertença pelo espaço público.