terça-feira, 14 de março de 2017

Dário Guerreiro: «O humor é a capacidade que algumas pessoas têm de tourear tudo aquilo que a vida tem de mau.»

Dário Guerreiro nasceu em Portimão e afirma que faz da sua "traquinice a sua ocupação".
O seu gosto pela comédia fez com que, em 2010, criasse o seu canal no youtube e, em 2012, pudesse vir a fazer stand-up comedy pela primeira vez no Teatro Municipal de Portimão.
Nesta entrevista, o Dário fala-nos do que tem sido esta experiência e dos seus projetos futuros.
Quando é que decidiste que querias fazer da tua “traquinice” uma ocupação?
Trabalhava na Bershka num horário que me ocupava as noites.
Ao fim de quase ano e meio fora-me proposto que ficasse efetivo na empresa, mas para tal teria que optar, uma vez que o exercício da comédia, nomeadamente os espetáculos de stand-up comedy, eram incompatíveis com os horários da loja.
Até então, a comédia era apenas um hobbie que me estava a correr muito bem.
Na impossibilidade de compatibilizar as duas coisas, arrisquei em fazer aquilo que me dava mais prazer pessoal, porém menos estabilidade financeira.
Foi um impulso que poderia ter tido outras consequências, mas felizmente correu bem.
Quando criaste o teu canal no youtube esperavas vir a ter tanto sucesso?
O conceito de sucesso é sempre subjetivo, varia em conformidade com as expetativas de cada pessoa.
Quando criei o meu canal, não existiam muitas expetativas associadas.
Era apenas uma forma de passar o tempo, dizer e fazer o que quisesse e quando quisesse... Quando criei o canal, não esperava que um dia pudesse vir a ter a quantidade de subscritores e visualizações que tenho hoje, mas à medida que o tempo foi passando e a repercussão dos vídeos foi aumentando, fui acreditando e percebendo que não existem limites para aquilo que poderia alcançar.
O que é que mudou desde então?
A câmara é melhor. Também tenho mais cuidado com o áudio.
Com o aumento significativo de espetadores, nasceu uma necessidade de acautelar a qualidade dos vídeos, mas sem desvirtuar a genuinidade do conteúdo.
No entanto, é impossível não me policiar em certos aspetos.
Sei que tenho uma audiência considerável e que ela tem expetativas bem definidas em relação a mim e aos meus vídeos, por isso tento não defraudar essas expetativas.
Nem sempre sou bem sucedido, mas nunca deixo de tentar.
Dois anos após teres criado o canal fizeste stand-up comedy pela primeira vez. O que é que recordas desse momento no Teatro Municipal de Portimão?
A primeira vez em que fiz stand-up foi importante porque esteve muita coisa em risco naquela noite, mais do que eu gosto de admitir.
Se tivesse corrido mal tenho dúvidas de que voltaria a tentar subir a um palco.
E tinha tudo para correr mal: ninguém que faça stand-up pela primeira vez começa logo a fazer 50 minutos, como me pediram a mim (e eu, ingenuamente, aceitei).
Os textos e músicas eram de qualidade precária. Mas o público não fugiu. No fim até aplaudiram.
Acarinharam-me e devo-lhes muito por isso.
A partir daí começaste a atuar em contextos muito variados.
Há algum momento que te tenha marcado de uma forma mais especial?
Nos primeiros anos em que fiz stand-up estava à procura da minha voz, do meu prisma sobre as coisas.
Faz parte do processo e eu tive a sorte de integrar algumas comitivas pomposas, com nomes sonantes do humor, numa fase ainda embrionária da minha carreira.
A primeira vez que atuei no Solrir, ainda o festival era em Portimão, não me correu muito bem, até um microfone estraguei.
Nessa fase, todos os espetáculos foram importantes no processo de me construir enquanto artista. Mas se tivesse que destacar as atuações mais gratificantes, além de todos os LenDários que já fiz, teriam que ser os roasts, quer o do Rui Xará, no Teatro Sá da Bandeira, quer o da SIC Radical, no São Jorge.
É um registo que adoro e sinto-me confortável nele.
A verdade é que todo o trabalho que tens feito já te permitiu atuar com grandes nomes do humor em Portugal. Como tens lidado com o facto de poder atuar no mesmo palco que o Herman José ou o Fernando Rocha?
É bom. É lisonjeiro. Mas sei que é fruto do meu trabalho.
Não me deixo ofuscar por partilhar palco com pessoas tão incontornáveis, trabalhadoras e que admiro tanto.
Sempre que aconteceu, tentei aprender ao máximo com eles mas, no final, dei o melhor de mim no palco para que a diferença de qualidade entre eles e eu seja a menor possível e, assim, tentar conquistar junto deles o estatuto de colega.
O que é que essas experiências te têm ensinado?
Que ainda não cheguei a lado nenhum e que há muito trabalho pela frente.
Para mim é bom que haja quem continue a colocar a fasquia lá em cima, faz-me exigir mais de mim e não permite conformismos.
O que fazes é o que queres fazer para o resto da tua vida?
Não sei. Não sou de futurologias.
O que faço é o que gosto de fazer agora. Depois logo se vê.
Para terminar, se pudesses descrever o que é o humor numa frase, o que dirias? O humor é capacidade que algumas (e só algumas) pessoas têm de tourear tudo aquilo que a vida tem de mau.
Terminada esta entrevista resta-me agradecer ao Dário por toda a disponibilidade e atenção.
Por Cátia Sofia Barbosa, aluna de Jornalismo na UC

Detido por suspeitas de abuso sexual de menor ao longo de três anos

A vítima, com 13 anos de idade, é familiar do agressor.

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A Polícia Judiciária deteve um homem de 48 anos fortemente indiciado por abuso sexual de uma menor em Vila Nova de Gaia.
Segundo comunicado enviado às redações, a vítima, uma menina de 13 anos, será familiar do agressor.
Este aproveitava os momentos que ficava a sós com ela para perpetrar os abusos sexuais, crime que se terá prolongado durante cerca de três anos.
O detido vai agora ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação.
Fonte: Notícias ao minuto
Foto: © Getty Images

Aos 4 anos, atravessou a floresta gelada e com lobos para salvar avó


Criança caminhou vários quilómetros com temperaturas de 34 graus negativos para pedir ajuda

Uma menina de quatro anos está a ser aclamada como uma heroína por ter feito vários quilómetros numa floresta da Sibéria, Rússia: caminhou sobre a neve, sujeita a temperaturas de 34 graus negativos e a ataques de lobos para pedir ajuda para a avó doente.

Saglana Salchak vivia apenas com os avós na República de Tuva, numa quinta remota na taiga, onde não havia telefone nem internet, escreve o Guardian, que cita a imprensa russa. No mês passado, a criança percebeu que a avó se estava a sentir mal e decidiu procurar ajuda, uma vez que o avô, cego, pouco podia fazer. O problema é que a vila mais próxima da casa onde viviam fica a cerca de 20 quilómetros de distância e o vizinho mais próximo mora a cerca de oito quilómetros.

A menina de quatro anos saiu de casa às primeiras horas da manhã, ainda escuro, e andou durante horas sob temperaturas negativas e em locais onde, por vezes, a neve lhe chegava ao peito. Levava apenas uma caixa de fósforos, para tentar fazer lume em caso de necessidade.

Saglana caminhou à beira do rio e por sorte não encontrou nenhum predador, visto que, segundo Semyon Rubtsov, diretor do grupo de resgate da zona, a área de Tuva está "cheia de lobos". "Ela podia ter facilmente encontrado uma matilha no escuro", admitiu o responsável.

A criança não viu a casa dos vizinhos, porque a vegetação era demasiado alta, e teria continuado a andar se não tivesse sido vista. Quando foi acolhida, Saglana disse que não teve medo durante o caminho: tinha apenas fome e frio.

Os vizinhos quiseram imediatamente prestar auxílio à avó da criança, mas quando conseguiram chegar à quinta a idosa tinha morrido de ataque cardíaco. Ainda assim, os locais ficaram surpresos com a história e a resistência de Saglana, considerando-a uma heroína local. A criança foi entretanto colocada num centro social, onde comemorou recentemente o quinto aniversário.
A mãe de Saglana, Eleonora Salchak, está a ser acusada de negligência por ter deixado a filha numa situação de perigo. "Ela sabia que os [avós] idosos não poderiam tomar medidas para garantir a segurança da criança", afirmaram as autoridades de Tuva num comunicado. Se for condenada, poderá enfrentar uma pena de prisão de até um ano.

Fonte: DN

Greve dos enfermeiros marcada para 30 e 31 de março

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Sindicato vai reunir-se com o ministro da Saúde no dia 22 e admite cancelar a paralisação se o Governo ceder às suas exigências.
O sindicato dos enfermeiros marcou uma greve nacional de 40 horas entre os dias 30 e 31 de março. A paralisação está marcada para as 8:00 do dia 30, até à meia-noite do dia seguinte.
O sindicato exige as 35 horas de trabalho semanais para todos os enfermeiros, a reposição do pagamento das horas de qualidade e o pagamento de 700 mil horas extraordinárias em dívida.
De acordo com o presidente do sindicato, José Carlos Martins, haverá no dia 22 de março uma reunião com o ministro da saúde, que será "determinante" para concretizar ou não a greve.
Fonte: Tv 24
Foto: Reuters

Incêndio em fábrica de Tondela obriga a retirada dos trabalhadores

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Fogo deflagrou numa fábrica de reciclagem.

Um incêndio numa fábrica de reciclagem em Tondela obrigou esta manhã à retirada dos trabalhadores, avança a RTP3.
O incêndio deflagrou às 11h50 de hoje no parque da Interecycling, empresa de reciclagem de resíduos de equipamento elétrico e eletrónico do concelho de Tondela, disse Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro.
Já a 10 de setembro de 2015, o parque da empresa, situada no Parque Industrial do Lajedo, tinha sido afetado por um incêndio.
A Interecycling foi fundada em 1999, sendo a primeira empresa de reciclagem de resíduos de equipamento elétrico e eletrónico (REEE) da Península Ibérica.
Fonte: Notícias ao minuto/Lusa
Foto: © Global Imagens

MARIANA – “FADO PARTILHADO”

Procurando conciliar a vida académica com a sua paixão pelo Fado, a fadista Mariana dá a conhecer o seu novo projeto “Fado Partilhado”, que conta com o apoio da Fundação GDA e uma mini tour de 7 espetáculos a desenvolver até julho de 2017.
“Fado Partilhado” pretende divulgar aquilo que mais genuinamente nos carateriza – o Fado – e partilhá-lo, independentemente da idade, da origem, e do país, tornando-o acessível, respeitado e valorizado por todos.
A mais-valia deste projeto é a partilha do fado, enquanto Património Imaterial da Humanidade, mas com valor acrescentado, fornecendo informação sobre as suas origens e a sua história, à medida que vai contando e cantando as histórias que falam do amor, das despedidas, da tristeza, da alegria, da saudade, do mar…
Durante um espetáculo de aproximadamente 1 hora, a fadista propõe-se a partilhar emoções, experiências e vivências e continuar a encantar e contagiar o público com a doçura da sua voz e a sua forma singular de dizer e sentir cada palavra.
O primeiro evento está agendado para o próximo dia 14 de março, pelas 16 horas, no Centro Social e Bem Estar de Ouca – Vagos.
Silêncio, que se vai partilhar o fado! 

O auto-retrato de Erdogan


Celso  Filipe

Celso Filipe 14 de março de 2017 às 00:01








O que se está a passar com a Turquia é surreal. Ouvir o Presidente do país, Recep Erdogan, acusar a Alemanha de ter um comportamento nazi e a Holanda de ser fascista, pelo facto de ambos terem impedido a participação de ministros turcos em comícios naqueles países destinados a apoiar o referendo sobre a revisão constitucional que lhe dá mais poderes, pertence à esfera do absurdo, mas é um poderoso alerta para a Europa.

Erdogan, que quer mais poderes para ele, persegue os opositores, restringe ao máximo a actividade da oposição e prende jornalistas, faz o papel hipócrita de virgem pudica e atribui a terceiros uma prática que lhe é comum – o uso discricionário do autoritarismo e da força em benefício do regime que o suporta.


O Presidente turco joga com as armas que tem ao dispor, em particular o acordo feito com a União Europeia (UE) referente aos imigrantes clandestinos e o papel que o seu país tem desempenhado na luta contra o Estado Islâmico. 



Erdogan joga num outro tabuleiro importante. A Turquia restabeleceu as relações diplomáticas com a Rússia, que se encontravam congeladas desde Novembro de 2015, quando um caça turco abateu um avião de guerra russo na fronteira com a Síria. Recep Erdogan e Vladimir Putin, que se encontraram na semana passada em Moscovo, prometeram intensificar a cooperação nos domínios económico e militar, sendo que a aproximação nesta última área é uma forte dor de cabeça para a NATO.



A Turquia, que há uma década ambiciona ser membro da UE, usa agora a sua posição geoestratégica e alianças de circunstância para desafiar Bruxelas com argumentos estultos. Nos bastidores diplomáticos é claro que se pesam os prós e os contras deste clima de tensão, alertando para a necessidade de não hostilizar um país que tem mantido boas relações com a UE.


O bom senso, no entanto, tem limites. Bruxelas e os seus Estados-membros não podem nem devem ceder perante quem pretende usar países terceiros para fazer política interna, ainda para mais quando o que está em causa é a sua perpetuação no poder. Entre outras coisas, a revisão da Constituição irá permitir a Erdogan criar leis, declarar o estado de emergência e nomear ministros e outros membros relevantes da hierarquia do Estado, além de lhe dar a possibilidade de permanecer no poder até 2029. Chamar fascista à Holanda ou nazi à Alemanha é um auto-retrato de Erdogan. 

Fonte: Jornal de Negócios