quinta-feira, 29 de julho de 2021

Finlândia doa 18 ME ao setor da educação em Moçambique

O Governo da Finlândia doou 18 milhões de euros ao setor da educação em Moçambique para implementação do plano estratégico para "melhoria da qualidade de educação" no país, anunciou hoje a embaixada em comunicado.

A doação resulta da assinatura de um acordo entre os dois países, que "reafirma a vontade e o compromisso de melhorar a qualidade da educação e o acesso às oportunidades de aprendizagem para todos", referiu a Finlândia no documento.

Além de apoiar a implementação do quarto Plano Estratégico do Setor da Educação em Moçambique, o montante vai contribuir também para "minimizar a pressão do setor na resposta à covid-19".

O valor foi canalizado através do Fundo Comum de Apoio ao Setor da Educação (Fase) e deverá cobrir os anos de 2021 e 2022.

"A Finlândia presta atenção especial à igualdade e inclusão da educação, em particular no acesso das raparigas à escola, educação bilíngue, gestão escolar e formação de professores", concluiu a embaixada.

Segundo o comunicado, a Finlândia disponibilizou ao Fase, desde 2003, cerca de 135 milhões de dólares (114 milhões de euros).

Lusa

Imagem: healthnews

Inglaterra limita cabeceamentos nos treinos de futebol para evitar danos cerebrais

Os jogadores de futebol em Inglaterra vão passar a ter um limite no número de vezes que podem usar a cabeça para jogar a bola durante os treinos, para evitar danos cerebrais, anunciou a federação inglesa.

O máximo de cabeceamentos numa semana de treinos são dez, sendo que a FA define neste espetro as bolas jogadas com mais de 35 metros, centros, cantos ou pontapés livres.

O objetivo é “proteger o bem-estar dos jogadores”, evitando lesões cerebrais, realçou a entidade, que vai aplicar as novas diretrizes a todos os níveis do futebol inglês, feminino e masculino, que têm a exceção no dia dos jogos.

Em 2002, uma investigação sobre a morte do ex-avançado inglês Jeff Astle, aos 59 anos, confirmou as ligações entre repetidos cabeceamentos e lesões cerebrais. O antigo atleta sofreu um traumatismo craniano antes de sua morte.

Lusa

Ministra da Coesão diz que Portugal vai precisar de emigrantes

A ministra da Coesão Territorial disse hoje que a perda de população é preocupante e que Portugal vai ter de trabalhar numa política de emigração muito ativa e acolhedora para fazer face aos investimentos previstos.

Estando nós num período especial de investimento, vamos precisar de muita mão de obra, de muitos trabalhadores, e acredito que isso só se consegue com uma política muito ativa de atração de emigrantes e tratando-os bem", disse Ana Abrunhosa aos jornalistas, no final da sessão evocativa da 50.ª empresa incubada no Habitat de Inovação Empresarial nos Setores Estratégicos (HIESE) de Penela, no distrito de Coimbra.

Os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que na última década, entre 2011 e 2021, Portugal registou um decréscimo populacional de 2% e acentuou o padrão de litoralização e concentração da população junto da capital.

Para a ministra da Coesão Territorial, os resultados preliminares dos Censos 2021 não são "uma surpresa" e refletem um problema que "não é de hoje, mas de décadas, e não é exclusivo de Portugal".

Perdemos população, o que é preocupante, não só no interior mas em todo o país, e só ganhamos população em duas zonas. Para recuperarmos a economia do país, e com o investimento que planeamos fazer, grande parte desse investimento tem de ser feito por pessoas que não temos", salientou.

Segundo Ana Abrunhosa, "esta perda de população não pode nem deve significar que os territórios do interior fiquem desertos".

"A perda de população não pode significar desertificação e o facto de hoje termos ciência e tecnologia também significa que podemos, com menos pessoas, continuar a ocupar estes territórios", sublinhou.

No entanto, a governante salientou que o país tem de ser realista e que "mesmo com políticas ativas para a natalidade e de atração de emigrantes, muito dificilmente nos territórios do interior se voltará a recuperar população de há 100 anos".

O problema da desertificação "é da Europa" e, em Portugal, "exige soluções coletivas, não só do Governo, das autarquias, mas também da sociedade civil", acrescentou Ana Abrunhosa.

Portugal tem hoje 10.347.892 residentes, menos 214.286 do que em 2011, segundos os resultados preliminares dos Censos 2021.

Em termos censitários, a única década em que se verificou um decréscimo populacional tinha sido entre 1960 e 1970, indicou o INE.

Os dados preliminares mostram que há em Portugal 4.917.794 homens (48%) e 5.430.098 mulheres (52%).

A fase de recolha dos Censos 2021 decorreu entre 05 de abril e 31 de maio e os dados referem-se à data do momento censitário, dia 19 de abril.

Lusa

Porto Canal faz participação contra Pedro Adão e Silva por “palavras insultuosas”

O Porto Canal informou hoje que vai participar contra Pedro Adão e Silva ao Presidente da República, à Comissão Nacional para as Comemorações do 50.º aniversário do 25 de Abril e ao Sindicato dos Jornalistas, por alegadas "palavras insultuosas".

De acordo com a Direção de Informação do canal de televisão, a participação "decorre de palavras proferidas", após um contacto de uma jornalista, na terça-feira, para obter uma reação oficial da Comissão para as Comemorações do 50.º aniversario do 25 de Abril, presidida por Adão e Silva, à morte de Otelo Saraiva de Carvalho.

Na sequência desse contacto, Pedro Adão e Silva proferiu palavras insultuosas, referindo-se ao Porto Canal como 'essa coisa', e ofensivas para a dignidade profissional da jornalista em causa, quando afirmou que esta não era uma jornalista por trabalhar para o Porto Canal", adianta o órgão de comunicação social, em comunicado.

A Direção de Informação indica também que "o comissário recusou prestar declarações especificamente ao Porto Canal e em qualquer circunstância".

Considerando ser um "atentado à liberdade de imprensa", o Porto Canal acrescenta que a atitude de Pedro Adão e Silva viola "o princípio da igualdade e não-discriminação a que dirigentes e titulares de cargos públicos, ou semelhantes, deveriam estar obrigados", agravado, lembra, "pelo facto de ter tido origem em alguém que tem por missão promover as comemorações do Dia da Liberdade".

No comunicado, a Direção de Informação do Porto Canal salienta ainda que "não exclui o recurso a outros meios legais, se tal se vier a justificar.

Contactado pela agência Lusa, Pedro Adão e Silva escusou-se a fazer qualquer comentário.

Lusa

Jorge Fonseca disputa medalhas. Depois de vencer o primeiro combate em 17 segundos, judoca garante meias-finais

Lutou, suou, conseguiu. Jorge Fonseca garante acesso às meias finais depois de bater o russo Niiaz Iliasov já no 'golden score'. Madrugada de emoções no Nippon Budokan, em Tóquio. Com o primeiro combate a ser vencido em 17 segundos...

O judoca português Jorge Fonseca garantiu esta madrugada a presença nas meias-finais da categoria de -100 kg ao vencer o russo Niiaz Iliasov, no seu segundo combate, dos quartos de final.

Isento na primeira ronda da categoria de -100 kg, o judoca entrou hoje confiante no tatami do Nippon Budokan, onde já tinha sido feliz em 2019, ao conseguir então o primeiro título mundial para o judo português.

Jorge Fonseca, segundo do ‘ranking’ mundial, encontrava Iliasov, sétimo, pela terceira vez, depois de o ter vencido na final dos Mundiais de 2019 e já este ano ter perdido com o russo nos quartos de final dos Europeus de Lisboa.

Apesar da iniciativa superior de Jorge Fonseca, ambos os judocas levaram com um ‘shido’ (castigo), após o primeiro minuto, por falta de combatividade.

O combate arrastou-se sem que qualquer um dos judocas, que se tinham defrontado na final dos Mundiais de 2019 e nos quartos de final dos Europeus de Lisboa2020, pontuasse, obrigando ao ponto de ouro.

Nessa fase, Jorge Fonseca teve sempre mais iniciativa, mas ambos foram novamente castigados ao mesmo tempo, aos 2.27 de prolongamento (quase sete minutos no total), antes de uma longa paragem para Iliasov ser assistido, com sangue no sobrolho.

A paragem forçada, de cerca de 4.45 minutos, terá sido benéfica ao português, com alguma recuperação de energia, e, aos 3.54 do ponto de ouro (quase oito minutos de combate), pontuou para waza-ari e garantiu as meias-finais olímpicas.

Antes, Jorge Fonseca já tinha vencido — em 17 segundos — o seu combate de estreia em Tóquio, ao derrotar o belga Toma Nikiforov, campeão europeu e 16.º do mundo, com uma projeção por ippon.

As meias-finais decorrem a partir das 17:00 locais (09:00 em Lisboa). O judoca português terá pela frente o sul-coreano Cho Gu-ham. Na luta estão as medalhas. Se vencer, Jorge Fonseca garantirá, na pior das hipóteses, o bronze — a primeira medalha portuguesa em Tóquio.

Na outra meia-final, o líder mundial de -100 kg, o georgiano Varlam Liparteliani, vai defrontar o japonês Aaron Wolf, quinto do mundo.

Madremedia / Lusa

Imagem: Sapo24

 

Marcelo espera do Governo discurso de transição para o pós-pandemia

O Presidente da República afirmou na quarta-feira à noite esperar que o Governo, a partir de hoje, abra caminho a "um discurso de transição da pandemia para o pós-pandemia" de covid-19, "um discurso pela positiva, da esperança".

Numa edição do programa "Circulatura do Quadrado" transmitida em direto na TVI24 a partir do Palácio de Belém, em Lisboa, em que participou como convidado especial, Marcelo Rebelo de Sousa declarou ter "uma visão favorável quanto à situação sanitária" em Portugal, considerando que "a vacinação tem avançado muitíssimo bem".

A realidade tem acompanhado a vacinação, sem grande pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS), com uma estabilização tendencial do número de mortes, e portanto eu diria que em condições de o Governo poder amanhã [quinta-feira] e depois abrir caminho para aquilo de que todos necessitamos, que é um discurso de transição da pandemia para o pós-pandemia -- não é só na economia, é na sociedade, é na saúde mental, em tudo", acrescentou.

Mais à frente neste programa, que tem como comentadores permanentes José Pacheco Pereira, António Lobo Xavier e Ana Catarina Mendes e é moderado por Carlos Andrade, o Presidente da República retomou este tema e antecipou "uma nova narrativa" por parte do executivo chefiado por António Costa.

"Eu acho que o Governo vai definir -- eu não gosto da expressão, mas agora está na moda -- uma nova narrativa explicativa, um novo discurso, que não pode ser já o do receio, do medo, legítimo durante um longo período. Tem de ser um discurso pela positiva, da esperança", disse.

O chefe de Estado referiu-se depois à atuação das autoridades sanitárias, manifestando-se preocupado com "a coerência do discurso", e pediu que as decisões sejam consistentes, sem regras desconexas aplicadas nos diferentes setores, como a restauração e o desporto.

No seu entender, "esse é um ponto muito importante para abreviar o caminho, que é sempre muito difícil, da conversão de uma pandemia em endemia, que é convivermos com haver contágio, mas não haver uma concentração quase que exclusiva de meios e de recursos, e de preocupações, para alguns de obsessões, com uma determinada doença ou com uma determinada epidemia".

Em Portugal, já morreram mais de 17 mil doentes com covid-19 e foram registados mais de 960 mil casos de infeção com o novo coronavírus, de acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS).

Lusa

Países europeus divididos entre restrições e economia

 As restrições às deslocações com o objetivo de gerir a pandemia permanecem em vigor na maior parte dos países europeus.

No entanto, os detalhes sobre o que se pode e não pode fazer variam de país para país.

Na Alemanha, a questão prioritária é controlar o risco de todos quantos regressam a casa de férias no estrangeiro.

Quem entra no país seja de avião, automóvel ou comboio, independentemente da origem, tem que ser testado.

Na Córsega, os residentes locais e turistas contestam as regras mais recentes do governo francês que determinam a utilização de máscara no exterior e em espaços públicos.

Euronews

"Dizemos a nós próprios que o governo está a dar-nos alguma liberdade durante o verão, para ajudar a economia, o que é bom para a hotelaria e restauração e o turismo em geral. Mais tarde, em setembro, vão-nos dizer que nos portámos mal e vamos regressar ao confinamento", desabafa "Alexandra" (nome fictício), uma residente na ilha.

Entretanto, em Roma, centenas de pessoas regressaram às ruas na terça-feira para protestarem contra o certificado digital covid-19, conhecido aqui como o passe verde, e que entra em efeito na próxima semana.

Euronews