terça-feira, 8 de março de 2022
SECÇÃO DE BASQUETEBOL DA SOCIEDADE COLUMBÓFILA REALIZOU TORNEIO DE MINIBASQUETE
Marinha Grande | FESTIVAL MÚSICA EM LEIRIA NO TEATRO STEPHENS
O Teatro Stephens recebe dois concertos inseridos no 40º Festival Música em Leiria, nos dias 18 e 18 de março, numa organização do Orfeão de Leiria, em parceria com o Município da Marinha Grande.
Marinha Grande | RECOLHA DE BENS PARA IMIGRANTES UCRANIANOS
Projeto LIFE Águeda implementa medidas de conservação ambiental para estimular migração de peixes nos rios Águeda e Alfusqueiro
As intervenções iniciaram no Dia Mundial da Vida Selvagem (3 de março) e vão decorrer ao longo de 25 quilómetros, eliminando obstáculos e construindo passagens para peixes.
A Câmara Municipal de Águeda está a acompanhar uma intervenção de fundo ao longo dos rios Águeda e Alfusqueiro, que vai decorrer num total de 25 quilómetros, com o objetivo de repor a continuidade fluvial dos rios e estimular o fluxo migratório de peixes. Uma ação que teve início na última semana e que decorre no âmbito do projeto LIFE Águeda, com a coordenação da Universidade de Évora em parceria com a Câmara de Águeda e o MARE - Centro de Ciências do Mar e do Ambiente.
“Esta é uma intervenção de relevância ambiental enorme, que permite não só a regularização do normal fluxo dos rios, prevenir a degradação das margens que já acontecia em alguns destes locais, como contribui para melhorar as condições para os peixes migradores que precisam dos nossos rios, em especial a lampreia e a enguia”, disse Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda.
Num trabalho desenvolvido ao longo de dois anos, foram identificados os obstáculos que vão agora ser suprimidos. No início do projeto LIFE, foram colocadas sondas em diversos peixes migradores na Bacia do Vouga, que normalmente migram para os Rios Cértima, Águeda e Alfusqueiro, e entre os dados registados está que, por exemplo, as lampreias não conseguiam transpor alguns obstáculos. Uma informação que permitiu, assim, identificar os obstáculos que impedem o fluxo migratório dos peixes e conduziu ao processo agora iniciado.
A primeira intervenção aconteceu na Presa Velha, cerca de dois quilómetros a montante da Ponte de Bolfiar, no Rio Alfusqueiro, e a segunda a montante do Parque Fluvial da Redonda. Tratam-se de obstáculos que estavam no rio há muitos anos, alguns dos quais degradados e quase a cair.
A par da intervenção referida, vão ser construídas três passagens para peixes, uma das quais junto à captação de água no Parque Fluvial da Redonda, onde vai ser feito um reperfilamento do rio com uma intervenção infraestrutural de forma a criar esta passagem para os peixes.
Para além desta, vão ser construídas passagens para peixes na Presa da Carvalha e nos Moinhos da Vermelha, às quais acresce duas passagens temporárias a colocar junto dos parques fluviais de Bolfiar e da Redonda, iniciativas que demonstram a possibilidade de compatibilizar a conservação da natureza e o uso do rio para fins lúdicos ou económicos.
Esta intervenção, que resulta das medições realizadas e da monitorização do fluxo migratório dos peixes, afigura-se com uma relevância maior este ano, tendo em conta que o caudal dos rios está muito baixo, o que faz com que muitos peixes não estejam a completar os ciclos migratórios.
Refira-se que o LIFE Águeda é um projeto financiado pelo programa LIFE, que visa a melhoria do estado de conservação ecológica das linhas de água da bacia do rio Vouga, através da implementação de ações para promover a reabilitação dos habitats junto aos rios, bem como as populações de peixes migradores nestas linhas de água.
Formalizado o Centro Municipal de Operações de Socorro de Anadia
O Município de Anadia e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Anadia (AHBVA) formalizaram, no dia 5 de março, o protocolo para a implementação do Centro Municipal de Operações de Socorro (CMOS).
O serviço funciona nas instalações do Quartel dos Bombeiros Voluntários de Anadia 24 horas por dia, sete dias por semana. Para o efeito, foi criada uma linha de emergência denominada de “Anadia Segura”, com o número 808 231 112. Esta linha tem como objetivo a receção, o tratamento e o encaminhamento de todos os pedidos de socorro e/ou de colaboração efetuados pelos munícipes e, caso se revele necessário, acionará as Forças de Segurança, Proteção e Socorro, bem como os demais serviços com responsabilidade no concelho de Anadia.
O Comandante do Corpo de Bombeiros de Anadia, Bruno Almeida, sublinhou “a relevância” desta resposta em prol da comunidade, por forma a dar uma resposta mais célere e eficaz às necessidades das populações.
A presidente da Direção da AHBVA, Isabel Silva, destacou a importância desta parceria, deixando um agradecimento ao Município pelo apoio que este tem dado à Associação.
O 2º Comandante Operacional Distrital do CDOS de Aveiro, José Carlos Pinto, classificou o momento de “especial”, tendo em conta “as sinergias que se conseguiram congregar para a implementação desta resposta que concentra um conjunto de serviços”, considerando ainda que “este é o caminho que deve ser seguido e replicado por outros concelhos para que haja uma prestação de socorro mais célere”.
A presidente da Câmara Municipal, Maria Teresa Cardoso, salientou que o CMOS é um “serviço relevante” para o concelho de Anadia, “dando uma resposta, no âmbito da proteção civil, numa outra vertente à qual o Município tem dado resposta dentro daquilo que é possível”. “Entendemos por bem juntar estas sinergias, criando assim uma única linha de resposta à população”, acrescentou.
“Queremos que a população tenha um número para onde possa ligar e tenha a certeza que existe uma resposta. Pretende-se assim dar uma resposta de uma forma mais eficaz, mais próxima e mais eficiente”, adiantou ainda. Maria Teresa Cardoso deixou uma palavra de agradecimento à AHBVA pela disponibilidade e abertura em acolher este serviço.
O protocolo prevê que o Município de Anadia atribua uma comparticipação financeira anual de 76.380,00€ para apoiar o funcionamento do Centro Municipal de Operações de Socorro, disponibilizando ainda um veículo polivalente, devidamente equipado e demais logística para a operacionalização do serviço de resposta.
Da parte da AHBVA, serão disponibilizados os recursos humanos, com formação adequada, a afetar ao funcionamento do Centro e ao piquete de intervenção, denominado de Piquete de Resposta Municipal.
Ainda neste âmbito, foi entregue aos 10 presidentes de Junta de Freguesia do concelho, um kit da Proteção Civil Municipal, bem como um dístico a todos os elementos que integram o Corpo de Bombeiros.
Na ocasião, foi também benzida a nova ambulância para o transporte de doentes não urgentes (ABTM) comparticipada na íntegra pelo Município de Anadia, num investimento que rondou os 50 mil euros.
Imagem: Facebook
Embaixada da Rússia em Lisboa iluminada com as cores da bandeira ucraniana
O edifício da Embaixada da Rússia em Lisboa esteve na noite de segunda-feira iluminada com as cores da bandeira Ucrânia, na sequência de uma manifestação antiguerra, ação com impacto nas redes sociais.
Os manifestantes projetaram a bandeira ucraniana (azul e amarela) a partir de uma carrinha.
O momento tem sido amplamente partilhado nas redes sociais, nomeadamente no Twitter e no Facebook.
A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que, segundo as autoridades de Kiev, já fez mais de 2.000 mortos entre a população civil.
Os ataques provocaram também a fuga de mais de 1,7 milhões de pessoas para os países vizinhos, de acordo com a ONU.
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.
Madremedia/Lusa
Ricardo Salgado condenado a seis anos de prisão. Defesa do ex-banqueiro vai recorrer
O antigo presidente do BES Ricardo Salgado foi condenado a seis anos de prisão efetiva no julgamento do processo separado da Operação Marquês. O advogado do ex-banqueiro disse que vai apresentar recurso da condenação, afirmando não ter dúvidas que a decisão foi pressionada pelo caso Rendeiro.
Na leitura da decisão, o presidente do coletivo de juízes, Francisco Henriques, considerou ter ficado provada “a quase totalidade dos factos constantes da acusação”, que imputava três crimes de abuso de confiança ao ex-banqueiro, de 77 anos, que não esteve presente nesta última sessão.
“Feita a prova do processo, o tribunal deu como provado quase a totalidade dos factos constantes da acusação, principalmente, relativamente aos três grandes grupos factuais - os movimentos financeiros com a Green Emerald, da Enterprises diretamente para o arguido e os movimentos para a conta da Begolino”, disse o juiz.
Francisco Henriques notou que “a prova destes factos assenta essencialmente em prova documental e no depoimento das testemunhas ouvidas, designadamente o inspetor tributário Paulo Silva”, realçando terem ficado igualmente provadas “as condições sociopessoais do arguido” e a atribuição do diagnóstico de doença de Alzheimer.
Assim, o acórdão estabeleceu uma pena parcelar de quatro anos por cada um dos três crimes de abuso de confiança – cuja moldura penal é de um a oito anos de prisão - imputados a Ricardo Salgado, com o juiz a resumir que, “em cúmulo jurídico, o arguido é condenado a seis anos de prisão”.
Em sentido inverso, o acórdão lido por Francisco Henriques considerou não ter ficado provada “a questão da gestão centralizada do BES” por parte de Ricardo Salgado e deu a palavra ao Ministério Público (MP) e à defesa por defender a existência de alterações das exigências cautelares do processo.
O procurador do MP, Vítor Pinto, argumentou a alteração das medidas de coação, face a um perigo de fuga, no sentido de o ex-banqueiro se poder furtar à justiça, e a proibição de se ausentar para o estrangeiro. Já os advogados do ex-presidente do BES consideraram que não se justificava qualquer mudança além do atual termo de identidade e residência (TIR).
Contudo, no despacho final, o juiz Francisco Henriques afirmou que, perante “a decisão condenatória em prisão efetiva, encontram-se ligeiramente alteradas as exigências cautelares” deste caso, lembrando as “ligações estreitas” de Ricardo Salgado por via da família que tem a residir na Suíça, pelo que impôs a entrega do passaporte e a proibição de se ausentar para o estrangeiro sem autorização.
Defesa de Salgado recorre da condenação e diz-se vítima do caso Rendeiro
“Cremos que a condenação não revela aquilo que se passou no julgamento, uma condenação a pena efetiva de alguém, como ficou provado, que sofre da doença de Alzheimer, é uma condenação que obviamente do ponto de vista daquilo que me parece ser a lei e também o humanismo e a dignidade humana, não é aceitável”, disse Francisco Proença de Carvalho, à saída do tribunal no Campus de Justiça, Lisboa, onde hoje Ricardo Salgado foi condenado.
“Depois de analisarmos com toda a serenidade e com todo o respeito que temos pelos tribunais, apresentaremos os nossos fundamentos certamente no recurso que iremos apresentar. O mesmo em relação à medida de coação, perante alguém que toda a gente sabe que sempre cumpriu totalmente as medidas de coação a que esteve sujeito nestes oito anos”, disse o advogado.
Ricardo Salgado estava até agora apenas sujeito a termo de identidade e residência (TIR), mas o juiz considerou que, face à decisão, estavam alteradas as exigências cautelares e acabou por impor a entrega do passaporte e a proibição de se ausentar para o estrangeiro sem autorização.
Questionado pelos jornalistas sobre se entendia que esta decisão era consequência do que se passou no caso do também ex-banqueiro João Rendeiro, que fugiu para a África do Sul já depois de condenado em tribunal, Proença de Carvalho disse não ter dúvidas da relação.
“Eu não tenho dúvidas que sabem que é por isso mesmo. Não fiquei nada surpreendido, deixei de me surpreender com o que se passa na Justiça portuguesa. Entendo que este enredo que há oito anos existe em torno do nosso cliente é complicado”, disse o advogado.
O Ministério Público tinha pedido para o antigo líder do GES uma pena não inferior a 10 anos de prisão pelos três crimes de abuso de confiança, enquanto os advogados Francisco Proença de Carvalho e Adriano Squilacce tinham exigido a absolvição de Ricardo Salgado, realçando os seus 77 anos e o diagnóstico de Doença de Alzheimer que lhe foi atribuído.
O ex-banqueiro esteve acusado de 21 crimes no processo Operação Marquês, mas, na decisão instrutória proferida em 9 de abril de 2021, o juiz Ivo Rosa deixou cair quase toda a acusação que era imputada ao arguido. Ricardo Salgado acabou pronunciado por apenas três crimes de abuso de confiança, devido a transferências de mais de 10 milhões de euros, para um julgamento em processo separado que hoje chegou ao fim na primeira instância.
Em causa neste julgamento de Ricardo Salgado estava um crime de abuso de confiança sobre a transferência de quatro milhões de euros, com origem em conta da ES Enterprises, na Suíça, para conta do Credit Suisse, titulada pela sociedade em offshore Savoices, controlada por si, em 21 de outubro de 2011.
O ex-banqueiro respondia também por outro crime de abuso de confiança relacionado "com uma transferência de 2.750.000,00 euros com origem em conta da ES Enterprises na Suíça, de conta titulada pela sociedade Green Emerald na Suíça, controlada pelo arguido Helder Bataglia, para conta do Credit Suisse, titulada pela sociedade em 'offshore' Savoices, controlada por si".
Por último, Ricardo Salgado era visado com um terceiro crime de abuso de confiança "relativamente a transferência de 3.967.611,00 euros" com "origem em conta do banco Pictet titulada por Henrique Granadeiro e com destino a conta do banco Lombard Odier titulada pela sociedade em offshore Begolino" por si controlada.