quinta-feira, 7 de setembro de 2017

360º - Um Explicador para entender a crise separatista na Catalunha. Mais: Microsoft convidou autarcas a irem aos EUA; há racismo nas discotecas?

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360º

Por Miguel Pinheiro, Diretor Executivo
Bom dia!
Enquanto dormia
A Catalunha aprovou ontem a lei do referendo sobre a independência numa votação tensa no parlamento regional. Os jornais espanhóis estão a borbulhar de fúria:

  • O El País escreve em editorial que "o autoritarismo do secessionismo no parlamento regional desqualifica-o perante o mundo";
  • O El Mundo pede "firmeza perante o golpe totalitário do separatismo";
  • O El Confidencial fala em "dia negro";
  • O El Español usa o termo "madrugada golpista".

Os dois principais jornais com sede na Catalunha também são implacáveis com os separatistas:
  • O La Vanguardia refere-se à "aventura independentista" e termina o seu editorial com a frase "Este não é o caminho";
  • O El Periódico critica a "irresponsabilidade" e o "radicalismo" que levou a "uma crise institucional sem precedentes" e descreve a sessão de ontem no parlamento como "a consumação de um fracasso". 

No Observador, temos um Explicador essencial sobre a crise na Catalunha, com nove perguntas que ajudam a perceber o que está em causa no referendo de 1 de Outubro.

Esta noite, Israel lançou mísseis contra alvos militares na Síria que estariam envolvidos no programa de armas químicas do regime. Terão morrido dois soldados.

O furacão Irma continua a avançar. Já há vários mortos e uma enorme destruição: a ilha de Barbuda, por exemplo,está "praticamente inabitável", com 95% das suas infraestruturas arrasadas.

Mais desenvolvimentos no "William Carvalhogate". A estação de televisão Sky Sports revelou ontem à noite emails supostamente enviados pelo West Ham para Alvalade com uma oferta de 25 milhões de euros pelo jogador. O Sporting já negou tudo e e disse que vai fazer queixa na FIFA.


Informação relevante
No caso das visitas pagas, chegou a vez da Microsoft.Pelo menos quatro autarcas foram aos EUA com estadia paga pela empresa (a viagem de avião ficou a cargo das câmaras). O convite da Microsoft era assinado pelo social-democrata Pedro Duarte e há uma novidade em relação às restantes empresas de tecnologia: era feito um alerta para a necessidade de cumprir regras éticas. A notícia foi avançada inicialmente pelo jornal i e o Rui Pedro Antunes tem outros detalhes.

A Procuradoria-Geral da República já informou que está a"recolher elementos" sobre este caso. No caso Oracle, as coisas estão um passo à frente: a PGR enviou o processo para investigação no DIAP de Lisboa.

Passos Coelho também voltou a falar sobre o assunto, que envolve membros do PSD. Depois de ter comentado o caso Huawei, disse ontem, sobre as notícias que referem a Microsoft, que é preciso um “esclarecimento cabal”.

Começam a surgir dados mais concretos sobre os donativos para Pedrógão Grande (apesar de ainda haver muito por esclarecer). O Governo e várias instituições privadas divulgaram as contas e ficou a saber-se que o valor total poderá chegar aos 12,5 milhões de euros.

No segundo debate com os candidatos à Câmara de Lisboa, ontem à noite, falou-se nos problemas dos transportes, em turismo, em taxas e em taxinhas. Fernando Medina recusou pedir uma maioria absoluta.

O Ministério Público pediu a suspensão imediata dos 18 agentes da esquadra de Alfragide acusados de tortura, racismo e injúria. A notícia é do DN.

Nos próximos dias vai ser anunciada a solução para o crédito malparado, que resultou de um acordo entre o Governo, a Caixa, o BCP e o Novo Banco. Tudo passará pelo chamado banco de fomento, escreve o Público.

Donald Trump conseguiu um acordo para aumentar o tecto da dívida e, assim, evitar um impasse que levasse o governo a parar. A necessidade de dinheiro para ajudar as vítimas do furacão Harvey ajudou, mas há um dado novo: pela primeira vez, Trump preferiu negociar directamente com os democratas. O The New York Times escreve que isto é "um pesadelo" para os republicanos conservadores.

O primeiro-ministro da Coreia do Sul confirmou esta madrugada que espera novos testes nucleares de Pyongyang já este sábado. “A situação é muito grave.”

Quem são os cientistas que estão a ajudar Kim Jong Un a desenvolver o programa nuclear da Coreia do Norte? O que se sabe sobre estes dois homens misteriosos está aqui.


Os nossos Especiais

Há ou não racismo nas discotecas de Lisboa? Um antigo porteiro disse ao Observador, pedindo anonimato: “Pretos é difícil entrarem. Ciganos não entram de todo”. Mas os gerentes dizem que “não é pela cor” que as pessoas ficam à porta. 


A nossa Opinião

Helena Garrido escreve sobre a banca: "A forma como os bancos se têm encolhido na defesa dos seus interesses no caso BES/Novo Banco é um exemplo da ilusão que é o mercado livre. Mesmo o BCP, o mais atrevido, deu só “um murrinho” na mesa".

Paulo Tunhas escreve "Nem tão perto nem tão longe":"Na formidável infantilidade com que é hábito pensar estas coisas, o mundo devia estar impecavelmente unido. Idealmente, um governo mundial que pusesse termo a todos os egoísmos nacionais".


Notícias surpreendentes

Hoje estreia “Sorte à Logan”, uma comédia de ação de Steven Soderbergh. Eurico de Barros dá-lhe três estrelas e garante que "é o melhor filme de um desinspirado e frustrante verão de 2017 do cinema americano".

Há mais dois filmes para ver esta semana: “Una - Negra Sedução” é a adaptação para cinema da polémica peça de teatro "Blackbird"; “O Futebol” é um documentário ficcionado brasileiro (apesar do nome, quase não há bola). 

No cinema, há momentos totalmente improvisados que se tornam icónicos. Por exemplo: a célebre frase "You're gonna need a bigger boat", no filme "Tubarão". A Marta Leite Ferreiralembra 19 desses momentos.

Até ao final do ano (sim, já começou a contagem decrescente) há muitas coisas a não perder na cultura:

Para terminar, facas. Paulo Tuna apresenta-se como the bladesmith e já fez uma faca que foi parar ao melhor restaurante do mundo. O Diogo Lopes falou com ele.

Pronto para mais uma quinta-feira? Já sabe que estamos sempre aqui.
Até já!
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Prisão interna : quando somos prisioneiros de nós mesmos



Pois bem caros, começo este texto que versa sobre um tipo peculiar e que ao longo dos anos esta ganhandocada vez mais importancia. O conceito de prisão interna pode ter e talvez tenha,muitos prismas muitas formas diferentes de se observar; mais uma vez, sempre presente em meus textos, o conceito de subjetividade é quase soberano se, tivermos em mente que diferentes individuos, com diferentes laços sociais ou ainda em diferentes culturas,enxergam o conceito acima de forma diferente. Me desculpe o leitor que espera que as minhas ideias aqui escritas sejam universais, não são, as ideias aqui escritas pertencem de uma forma bastante particular, a mim, criador e comentador do presente texto, não tenho por pretensão universalizar estas ideias nem tampouco “funcionou para mim, porque não funciona para ele?”, a ideia de prisão interna concerne, direi novamente, a minha visão e meus estudos sobre este tema.

O termo prisão remete a um lugar escuro, geralmente sujo, com todo tipo de animais, doenças presentes, entre outros e assim,a ideia de cela que compõe esta prisão é um lugar para gente perigosa, um lugar para o perigoso, o desprezível; cela ainda corresponde a estar atrás das grades e entre as grades, de um modo que o prisioneiro fica impossibilitado de escapar desta prisão, a menos que alguém, geralmente uma figura de lei, vá com a chave para a soltura, para a liberdade (este conceito irei me ater depois da breve descrição da prisão relacionando com a prisão como pensado por mim, um conceito em oposição).

Para um prisioneiro, os sentimentos contidos nele são mistos, ora surge um sentimento de saudade (das pessoasque deixou do lado de fora da prisão, da sua liberdade, tristeza, ódio e raiva, e aqui os dois sentimentos se encaixam na figura de autoridade, por exemplo) e falta (falta de alguém, de um objeto de um indivíduo no caso dele), mas projeta-se um sentimento que, na verdade é um constructo teórico, de liberdade; liberdade esta que antes de ser preso gozava dela e que no momento não dava o devido valor, mas que, preso, procura a todo custo como uma oposição a estar preso. De fato, caso fosse me ater no sentido de estar preso, criaria penso eu, algo muito extenso e não me deteria ao título deste texto.

Precisei falar como penso que seria estar preso com características físicas e psicológicas de um preso em geral, para então poder prosseguir para a prisão interna que, este conceito, talvez diferente do preso literal, não tange o coneito de liberdade propriamente dito, pois o indivíduo goza da liberdade (ainda que não plena), mas o indivíduo padece de ter liberdade tendo a liberdade; alguns quadros clínicos como a ansiedade e depressão, propiciam esta perda de liberdade, oindivíduo se vê de tal forma preso a um sintoma ou quadro clínico que nem sempre passa a ser a prisão sem querer ter a prisão; de tal forma que se vê acorrentado em seus pensamentos (geralmente sobre o futuro que ainda não veio) e preso em um ciclo sem fim, mas que procurado a devida ajudae se libertando, porque não (pelo menos um pouco, da prisão que o cerca), o indivíduo consegue pedir ajuda, claro que caso o indivíduo não julgue a ajuda necessária, nós enquanto profissionais da saúde, não podemos auxiliar a quem não quer ajuda, ficando assim, companheiros da prisão que este suposto indivíduo que nos deixou, nos permitiu entrar em sua prisão interna .

Somos sujeitos a desejos e vontades do outro, condição esta que não nos torna soberano ao outro, seja ele de qualquer nível social, profissional e outros. O outro é um ser humano e enquanto tal, me modifica e o contrário também é verdadeiro, forçar o outro ou obrigá-lo a determinada situação não só desrespeitá-lo enquanto indivíduo, mas desrespeitar o outro é desreitar a si mesmo, assim sendo, para o tempo também a fórmula é a mesma, sendo uma das formas, colocar andiedades, anseios, medos, angustias sobre o outro é tirar de si algo da ordem do insuportáve, algo que nem sempre conseguimos lidar.

Caio Estan 
Psicólogo, Psicanalista e Membro do Departamento de Formação em Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae

Eu, Psicóloga | 7 coisas que você pode dizer para quem sofre de depressão



A depressão pode ser uma batalha monstruosa e massacrante. Ela cobra um alto preço emocional e físico. É uma doença que carrega estigma.Mas talvez uma das maiores dificuldades para quem sofre de depressão seja a sensação de que ninguém mais no mundo possa realmente entender o que você está passando.

Essa sensação de isolamento oferece uma das maiores oportunidades de ajuda, explica Gregory Dalack, responsável pelo departamento de psiquiatria da Universidade de Michigan.

“A chave é a pessoa [deprimida] saber que você entende que ela está doente”. “Muita gente vê a depressão como uma espécie de falha de caráter. É importante mostrar para quem está deprimido que você sabe que se trata de uma doença que precisa de tratamento.”

A verdade é que não é fácil lutar contra a depressão – mas você não precisa sofrer da doença para consolar quem sofre dela. Se você quer ajudar quem tem depressão mas não sabe exatamente o que dizer, especialistas em saúde mental oferecem as sete sugestões abaixo – e explicam por que esse tipo de frase ajuda.

1- “Estou aqui.”

Pequenos gestos podem significar muito, diz Dalack. Dizer que você está à disposição – e demonstrá-lo – ajuda mais do que você imagina. “É preciso refletir um pouco para dar apoio”, diz Dalack. “Familiares, amigos e parceiros têm dar apoio sem fazer críticas – mesmo que seja simplesmente ajudando a marcar uma consulta, a tomar remédios ou a manter a rotina.”

2-“Você não está sozinho.”

Estar deprimido parece dirigir um carro sozinho num túnel escuro. É importante que as pessoas queridas deixem claro para quem sofre da doença que elas não têm de passar por isso sozinhas, diz Adam Kaplin, professor associado dos departamentos de psiquiatria e neurologia da Universidade Johns Hopkins.

“Pode parecer uma desolação terrível”, diz Kaplin. “É importante lembrar [os doentes] de que as sensações são temporárias e que você está lá para eles. Diga: ‘somos nós dois contra a depressão, e vamos ganhar’.”

3-“Não é culpa sua.”

Lembrar as pessoas queridas que elas não têm culpa por estarem deprimidas é crucial no processo de cura, diz Dalack. “Às vezes, pessoas que sofrem da doença acham que há algo errado com elas”, explica ele. “Quando você está gripado, não lembra como é estar bem. Quando seu cérebro é o alvo principal da doença, é ainda mais difícil. Sua cabeça é afetada junto com seu corpo – mas você acha que é culpa sua. É importante deixar claro que você entende que a depressão é uma doença, assim como a gripe é uma doença.”

Para aqueles que não entendem as nuances complicadas da depressão, pode parecer lógico pedir para alguém “segurar a onda” ou perguntar qual o motivo de tanta tristeza. Mas frases assim sugerem que a depressão foi uma escolha, diz Dalack.

“Isso dá a entender que a pessoa está fazendo alguma coisa para ficar deprimida”, diz ele. “Não se trata de uma escolha, assim como não é uma escolha pegar uma gripe. Você não pediu para ficar gripado e não vai se curar só com a força do pensamento. Se não pensarmos da mesma maneira sobre a depressão, maiores as chances de que as pessoas se vitimem.”

4-“Eu vou com você.”

Isso vale para consultas com o terapeuta, com médicos ou até mesmo para ir à farmácia. “Não existe cura do dia para a noite, mas estar presente ajuda muito no tratamento”, diz Dalack. “A única coisa mais difícil do que incentivar alguém a se tratar é garantir que a pessoa complete o tratamento. Oferecer companhia significa apoio, indica que é uma doença tratável e que não vai embora sozinha.”


5-“O que eu posso fazer por você?”

Outra maneira de dar apoio é fazer algo concreto, diz Kaplin. Sair para uma caminhada ou simplesmente fazer companhia em casa – você sinaliza de que está à disposição para os momentos difíceis. Isso também indica uma rotina diária normal.

“É importante incentivar as pessoas que sofrem de depressão a se manter ocupadas para que o equilíbrio do dia-a-dia não seja comprometido”, diz ele. “Isso inclui uma rotina de sono, de alimentação, de exercícios físicos e de socialização. Parece simples, mas é crítico.”

6-“Em que você está pensando?”

Kaplin também reforça a importância de manter contato frequente com as pessoas queridas enquanto elas lutam contra a doença. Isso inclui discutir eventuais pensamentos suicidas, por mais desconfortável que seja.

“Não tenha medo de perguntar o que os doentes estão pensando”, diz Kaplin. “A depressão pode ser uma doença fatal. O silêncio é uma grave ameaça para essas pessoas. Fazer perguntas não vai piorar o estado de ninguém – não perguntar representa o risco de deixar de saber algo terrível.”

Mas como abordar o assunto dos pensamentos suicidas? Kaplin diz que a compaixão é o melhor caminho. “Você precisa normalizar os pensamentos, mas estigmatizar o comportamento”, diz ele. “Explicar que é normal ter esse tipo de pensamento quando se está deprimido, mas que o suicídio por causa desse tipo de pensamento não deve ser uma opção.”

7-Nada.

Às vezes, só a sua presença pode ser apoio suficiente para quem está lutando contra a depressão, diz Kaplin. Você acha que é um pequeno ato, mas na verdade pode ser um grande gesto.

“Um componente importante da ajuda é simplesmente aparecer”, diz ele. “Atos e palavras são igualmente importantes. A pessoa sabe que você não desistiu. Mostra que você está presente.”

Debora Oliveira
Psicóloga Clínica 


Eu, Psicóloga | Suicídio, vamos falar disso.

Suicídio pode ser caracterizado por uma angustia tão grande que a única solução é interromper de vez com ela, a luz no fim do túnel se apaga. Uma forma de expressão é como um grito preso, a voz que precisa ser ouvida mesmo que sem sentido para os demais. Precisamos prestar atenção.

O evento suicídio é muito complexo, pode estar ligado a diversas questões. É como se os piores pesadelos se tornassem reais, rotina, a dor pulsa latente. Uma busca incessante em ser o melhor em todos os quesitos da vida, saber de tudo, ser especialista nos assuntos, é ser para os outros.

Importante ressaltar que a depressão e suicídio são parceiros, uma grande parte dos suicídios advém da ruptura do elo que criamos e lutamos para construir nossos caminhos e possibilidades, é a quebra de perspectivas em existir, um grande colapso da autoestima, um vazio se instala e vontade de significar sua vida até este ponto e isto se torna um peso.

Apesar da parceria o suicídio nem sempre estará ligado com a depressão.

Estamos tão ocupados em ser melhor e ter o melhor perante outros que vamos esquecendo de nos perceber, o vazio só vai ecoar quando ficarmos em silêncio e desocupados, daí a frustração de ver que todo o empenho foi externalizado e a expectativa ficou difícil de alcançar que adoeço.



VOCÊ NÃO ESTA SOZINHO(A).

Kamilla Oliveira
Psicóloga Clínica

Quando o sal não salga…

Gabriel J. Wilson
Autodemolição da Igreja
Como a maioria dos católicos que prezam e amam a verdadeira religião fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo, os leitores de Catolicismo devem sentir na pele — dir-se-ia melhor na alma — o mal-estar causado pela desordem verdadeiramente diabólica que domina todos os campos do mundo contemporâneo. E o mais doloroso é que essa desordem tenha penetrado nos lugares mais sagrados e até nos próprios ambientes da Santa Igreja Católica, Apostólica Romana.

O exemplo mais frisante desse caos vem da vizinha Venezuela. Seus miasmas se fazem sentir também no Brasil, desservido por setores de uma classe política sem princípios e demagogos apoiados por uma esquerda dita “católica” que tudo fazem para precipitá-lo no mesmo caos. O motor dessa demolição encontra-se sobretudo na enxurrada de leis igualitárias e demolidoras aprovadas na era petista.
A tal ponto a fé católica é hoje calcada aos pés que, para nos lembrarmos dela em seu esplendor, será certamente útil recordarmos algumas verdades esquecidas ou propositadamente ocultadas por uma “igreja nova” igualitária, populista, ecumênica, demagógica, que nada tem a ver com Aquela nascida do preciosíssimo Sangue que jorrou do flanco sagrado de Nosso Senhor Jesus Cristo no Calvário.
Autodemolição da Igreja
Leão XIII não foi santo, mas foi um grande Papa. Num de seus mais belos documentos ele descreve os frutos da verdadeira Igreja Católica, que transbordaram do campo religioso para o civil. Trata-se da conhecida encíclica Immortale Dei, na qual lemos este belo parágrafo:

“Tempo houve em que a filosofia do Evangelho governava os Estados. Nessa época, a influência da sabedoria cristã e a sua virtude divina penetravam as leis, as instituições, os costumes dos povos, todas as categorias e todas as relações da sociedade civil. Então a religião instituída por Jesus Cristo, solidamente estabelecida no grau de dignidade que lhe é devido, em toda parte era florescente, graças ao favor dos príncipes e à proteção legítima dos magistrados. Então o sacerdócio e o império estavam ligados entre si por uma feliz concórdia e pela permuta amistosa de bons ofícios. Organizada assim, a sociedade civil deu frutos superiores a toda expectativa, frutos cuja memória subsiste e subsistirá, consignada como está em inúmeros documentos que artifício algum dos adversários poderá corromper ou obscurecer” (nº 28).
A ordem civil assim descrita é o que chamamos “civilização cristã”, a qual floresceu principalmente na Europa, a partir da conversão dos povos bárbaros até a sua decadência, no declínio da Idade Média. Leão XIII enumera também os frutos dessa civilização:
Feira em Gante na Idade Média - Félix de Vigne (1806-1862). Musée des Beaux arts, Gante, Bélgica
Feira em Gante na Idade Média – Félix de Vigne (1806-1862). Musée des Beaux arts, Gante, Bélgica [click na imagem para ampliá-la]
“Se a Europa cristã domou as nações bárbaras e as fez passar da ferocidade para a mansidão, da superstição para a verdade; se repeliu vitoriosamente as invasões muçulmanas, se guardou a supremacia da civilização, e se, em tudo que faz honra à humanidade, constantemente e em toda parte se mostrou guia e mestra; se brindou os povos com a verdadeira liberdade sob essas diversas formas, se sapientissimamente fundou uma multidão de obras para o alívio das misérias; é fora de toda dúvida que, assim, ela é grandemente devedora à religião, sob cuja inspiração e com cujo auxílio empreendeu e realizou tão grandes coisas” (nº 29).
A seguir, o grande Pontífice insiste no fato de que muito maior teriam sido os frutos dessa civilização se tivesse prevalecido a harmonia entre os poderes espiritual e temporal:
“Todos esses bens ainda durariam, se tivesse perseverado o acordo entre os dois poderes, e havia razão para esperar outros ainda maiores, se a autoridade, se o ensino, se os conselhos da Igreja tivessem encontrado uma docilidade mais fiel e mais constante. Porquanto se deveria ter como lei imprescritível aquilo que Yves de Chartres escreveu ao Papa Pascoal II: ‘Quando o mundo é bem governado, a Igreja é florescente e fecunda. Mas, quando a discórdia se interpõe entre eles, não somente as pequenas coisas não crescem, mas as próprias grandes deperecem miseravelmente’”(Epist. 238).
         Eis a explicação das mazelas que atormentam o mundo atual. Não existem governantes honestos porque não há mais santos e a decadência moral e de princípios penetrou até nos recintos mais sagrados.
Hoje não são poucos os analistas que atribuem essa decadência à aplicação dos discutíveis documentos do Concílio Vaticano II e à série de pontífices que sucederam ao Papa Pio XII (ele mesmo reformista a partir de 1954, na segunda fase de seu pontificado). Sob o pretexto de trazer o mundo à Igreja, o Concílio entregou a Igreja ao mundo. Não espanta, assim, que em consequência o neo-paganismo se instale e progrida em todos os países. Em muitos casos são os próprios representantes da Igreja — e por vezes da mais alta hierarquia — que favorecem essa invasão dos inimigos de Nosso Senhor Jesus Cristo. A respeito deles vem ao caso lembrar a advertência do Divino Mestre:
         “Vós sois o sal da terra! Ora, se o sal se corromper, com que se há de salgar? Não serve mais para nada, senão para ser lançado fora e ser pisado pelos homens.” 

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Fonte: Revista Catolicismo, nº 801, Setembro/2017.

Exposições em Torres Vedras relacionadas com o programa "Romed

Torres Vedras vai acolher exposições relacionadas com programa europeu destinado a promover a integração das comunidades ciganas

Duas exposições vão ser inauguradas no próximo dia 9 de setembro relacionadas com a adesão do Município de Torres Vedras ao programa Romed.

Recorde-se que este programa tem como objetivo principal assegurar a equidade da mediação entre as comunidades ciganas e as instituições públicas, promovendo a mudança através da participação democrática da população. O Romed2 utiliza princípios de boa governança e exige a organização da comunidade como meio de desencadear um processo que seja sustentável e justo para todos. Promovido pelo Conselho da Europa, o Romed2está atualmente a ser implementado em dez países europeus (Bélgica, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Grécia, Hungria, Itália, Portugal, Eslováquia, Macedónia e Roménia).

A primeira destas mostras será inaugurada pelas 17h30 na Cooperativa de Comunicação e Cultura. Trata-se de uma exposição de fotografia de Sérgio Aires, intitulada “Singular do Plural”. Esta exposição é promovida pela EAPN Portugal / Rede Europeia Anti Pobreza, para quem “o combate à discriminação passa necessariamente por uma intervenção que promova a informação e o conhecimento sobre os cidadãos ciganos portugueses, pois a sua ausência contribui, consequentemente, para o desenvolvimento e o agravamento de estereótipos e preconceitos”. Neste sentido, o objetivo desta organização é continuar a apostar em ações de sensibilização direcionadas para a sociedade em geral no sentido de promover o desenvolvimento de uma cultura de participação e de solidariedade, de forma a reconhecer e a compreender estes cidadãos, assim como as suas necessidades e especificidades culturais.

Este trabalho de sensibilização e de informação “é fundamental para a coesão social e a promoção da dignidade de todos os seres humanos, ultrapassando também o sentimento de desconfiança e de receio que existe por parte dos vários cidadãos”.

Esta exposição estará patente até 7 de outubro.

A segunda exposição será inaugurada pelas 19h, na Casa Jaime Umbelino, intitulando-se “Raízes Soltas”. Raízes que são “fragmentos de um vasto mosaico feito de palavras. Alimento, memória, barro, mas também LIBERDADE…  e eis que se alinham para a composição. Sim, raízes e liberdade podem ser palavras recíprocas uma da outra, embora respirá-las em simultâneo para uns seja coisa fácil e para outros uma façanha. Depende dos caminhos que se fizeram e dos pés. Pelos pés os caminhantes podem reconhecer os castigados, os que fogem antes que chegue a morte, os calçados e os descalços… Pés do tempo e do contratempo, pés que bailam ou que permanecem acorrentados”.

De referir ainda que a inauguração desta exposição contará com a mostra de animação "Bang Bike", a levar a cabo pela empresa Slingshot na fachada do edifício da Fábrica das Histórias - Casa Jaime Umbelino.

A exposição “Raízes Soltas” estará patente até 14 de outubro.

Câmara Municipal de Torres Vedras



Município celebra acordos com IPSS para o fornecimento de refeições escolares


A Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha celebrou, esta manhã, acordos de cooperação com oito IPSS do Concelho para o fornecimento de refeições nos Jardins-de-infância e Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico. Ao todo, a Autarquia vai trabalhar em parceria com dez instituições no âmbito do serviço de refeições, abrangendo 933 crianças de 27 estabelecimentos.

  Os acordos de cooperação são celebrados com a APPACDM de Albergaria-a-Velha, a Associação de Infância D. Teresa, a Associação de Solidariedade Social de Alquerubim, a Creche Helena de Albuquerque Quadros, a Misericórdia de Albergaria-a-Velha, a Probranca, o Cediara, o Centro Social e Paroquial de S. Vicente, o Centro Social e Paroquial de Santa Eulália e o Centro Social e Paroquial de Angeja.

O Presidente da Câmara Municipal, António Loureiro, enalteceu a qualidade das IPSS do Concelho e salientou que, em parceria, a Autarquia e as instituições conseguem dar uma resposta adequada nas várias áreas sociais. “Este serviço que desenvolvem vem de encontro à preocupação com a qualidade das refeições servidas às crianças que o Executivo e, em especial, a Vereadora Catarina Mendes, tem demonstrado desde o início”, referiu o autarca.

  O acordo de cooperação estabelecido prevê o serviço de fornecimento de refeições escolares pelas IPSS, comprometendo-se a autarquia ao pagamento de 2 euros por criança/dia (só refeição) ou 2,50 euros/dia (refeição com acompanhamento). As IPSS deverão fornecer as refeições cumprindo os requisitos de qualidade exigidos por lei e pelas normas estabelecidas num espaço preparado para o efeito, afixar semanalmente a ementa em local visível nos estabelecimentos de ensino e verificar, diariamente, as requisições das refeições e validar o seu consumo. A Câmara exercerá o controlo direto da gestão do fornecimento das refeições, traduzido no acompanhamento local do funcionamento do serviço e na monitorização do cumprimento das normas aplicáveis, de acordo com as regras definidas pelo Ministério da Educação.