quinta-feira, 19 de outubro de 2017

CEARTE: Seminário Tendências e Tradições 2017/2018 – 20 de outubro

O CEARTE vai realizar no próximo dia 20 de outubro, mais um seminário Tendências e Tradições, na Lisboa Design Show - LXD 2017, em Lisboa.
Este seminário pretende dar a conhecer as principais tendências de moda, decoração, design e mercado para 2017/2018 como fonte de informação e inspiração para a produção artesanal e indústrias criativas.
Para além disso, será também apresentado o livro “À Procura de Práticas Sábias - design e artesanato na significação dos territórios”, da Professora Cláudia Albino, que faz o levantamento e a análise das principais abordagens à parceria entre Artesanato e Design, feitas nos últimos 25 anos em Portugal.
Poderá proceder à sua inscrição aqui.

Destinado a artesãos, designers, criadores e todos os interessados na temática das artes e ofícios, tendências de moda e de mercado. Todos os inscritos no seminário terão acesso gratuito à feira, nesse dia, mediante o levantamento do ingresso no balcão de atendimento do pavilhão 3 da FIL, se acompanhado de comprovativo de inscrição.

Investigação acredita em envolvimento de militares no roubo de Tancos

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Investigadores defendem que hipótese colocada pelo ministro da Defesa não fazia qualquer sentido. Fontes próximas do caso acreditam que houve militares envolvidos no roubo de Tancos.
A investigação ao que se passou em Tancos está convencida que houve 'mão interna' ou, pelo menos, a ajuda de militares no furto nos Paióis Nacionais, em junho.
Fonte próxima da investigação argumenta, em declarações à TSF, que é impossível os autores do crime terem, sem colaboração interna, chegado a três paióis específicos (dos 20 existentes em Tancos), precisamente aqueles com material relevante, conhecendo os pontos fracos do dispositivo de segurança.
O material roubado, agora encontrado pela Polícia Judiciária Militar, era em grandes quantidades e quem quer que tivesse eventualmente simulado esse roubo ter-se-ia dado ao trabalho de cortar uma rede, fazer um trilho no mato e arrombar as portas, o que é inverosímil, além de que o relatório de existências feito poucos meses antes era claro a identificar o material que estava nos paióis.
1450 munições ainda desaparecidas
O material militar encontrado ontem pela PJ Militar inclui cargas explosivas, granadas de mão e, entre outras, as 44 granadas foguete anti-tanque. Fonte próxima do caso acrescenta que, da longa lista de material furtado, apenas não foram recuperadas 1450 munições de 9 milímetros.
Os factos anteriores levam a investigação a acreditar, segundo apurou a TSF, que as armas foram roubadas para venda e não especificamente para terrorismo como se chegou a falar, sendo que muito provavelmente quem as roubou nem sabia o que estava a levar.
As munições de 9 milímetros são, aliás, de todo o material furtado, aquele que mais facilmente se vende no mercado negro, sendo estas as munições usadas nas cerca de 50 pistolas Glock roubadas meses antes à PSP.
Para já, fontes próximas da investigação não avançam suspeitos e sublinham que a prioridade era encontrar as armas roubadas para evitar qualquer risco.
O material de guerra agora encontrado pela Polícia Judiciária Militar estava numa zona ao ar livre, longe de qualquer habitação (nem foi preciso qualquer mandato de busca), na região da Chamusca, a poucas dezenas de quilómetros de Tancos.
O material foi recuperado depois de uma denúncia anónima com a ajuda de uma equipa anti-explosivos e já está nos Paióis de Santa Margarida, à guarda do Exército, onde está a ser realizada a peritagem para a identificação mais detalhada.
TSF


Desculpas (ou como viver com peso na consciência)

P
 
 
Enquanto Dormia
 
David Dinis, Director
 
Bom dia!
Vamos às últimas notícias:  

Um braço-de-ferro. Rajoy e o PSOE ofereceram a Puigdemont uma solução, não o destituindo se aceitasse convocar eleições na região. Mas Puigdemont respondeu esta manhã: não fala de eleições e ameaça com a independência se o Madrid não negociar. Chama-se a isto um beco sem saída.
Uma ponte para recuar. É o que os líderes europeus vão hoje oferecer a Theresa May: recusando a proposta de alargar as negociações do Brexit, a UE acha que seria mau fragilizar ainda mais a chefe de Governo britânica. Chama-se a isto um recuo sensato.
Um primeiro-ministro em lágrimas. Gord Downie, músico canadiano e vocalista da banda Tragically Hip, não resistiu a um tumor cerebral terminal, que lhe foi diagnosticado em 2015 e acabou por morrer, esta terça-feira, aos 53 anos. O primeiro-ministro Justin Trudeau, ao reagir à notícia, recordou o seu “amigo” eacabou emocionado. Chama-se a isto sinceridade.
Um pedido de desculpas. Foi o que fez a revista Les Inrockuptibles, num acto sincero de contrição por ter dado a capa ao cantor que matou a actriz Marie Trintignant. Chama-se a isto humildade.
Mais um pedido de desculpas. O do jovem Svilar, guarda-redes do Benfica, cujo erro fez o Benfica perder o jogo de ontem, contra o Manchester United (uma derrotaa juntar à do Sporting, em cima do apito final). No Estádio da Luz, o público aplaudiu o jogador, a equipa apoiou-o e o jornal A Bola dá o veredicto na capa de hoje: "Desculpado". 
Agora reveja a sequência de notícias em cima. E diga lá que não é um bocadinho diferente de dizer assim: "Se quer ouvir um pedido de desculpas, eu peço desculpas". Pois. É isso. Vamos lá ao tema.

O que marca o dia

António Costa não pediu desculpas, desculpou-se. Mas fez ao que podemos chamar uma total inversão de marcha. Depois de ouvir o Presidente, cedeu em todos os pontos do caderno de encargos: remodelação, pagamento de indemnizações às vítimas e reforço de verbas no OE2018 para a reforma do combate aos fogos.
Forçado a fazer uma remodelação, o primeiro-ministro recorreu a dois amigos, mas colocando no MAI Eduardo Cabrita, um peso pesado do PS, da sua inteira confiança, que lhe diminui os riscos de derrocada.
Na Assembleia, Costa não teve bons amigos. A esquerda não saiu em sua defesa, culpou o Estado pelo acontecido, cumpriu apenas o papel de atacar a direita pela moção de censura que será votada na próxima semana. 
E a censura não acabou. Numa entrevista ao PÚBLICO e Renascença, o líder parlamentar do CDS aponta o dedo ao primeiro-ministro: “Costa tem cometido erros políticos graves que custaram vidas”.
De resto, até os amigos avisam. Amigos como Helena Roseta, deputada do PS, que hoje escreve quase uma carta aberta ao primeiro-ministro, com o título seguinte:"É preciso merecer o poder que se tem".
O que sabemos hoje é isto: o número de mortes já subiu para 42, os prejuízos de domingo vão superar os de Pedrógão Grande, a área ardida deste ano já é a pior de sempre. E este registo só não é pior porque Eduardo levou o autocarro pelo “túnel de chamas” e salvou 48 pessoas.
Costa ficou sem um pára-raios. Porque Constança ficou desfeita e apresentou uma demissão com estrondo (como raras vezes vimos, sempre com efeitos disseminados).
Costa ficou sem um escudo. Porque o Presidente esticou a corda e fez um discurso para virar a história - e nós sabemos o que aconteceu já quando os presidentes quiseram fazer história.
Em síntese, Costa ficou por conta própria. "Foi no que deu o focus group", digo eu no Editorial). E vai começar do zero. Já com um ministro no MAI, com medidas na segunda-feira, com o apoio da esquerda na próxima semana. Mas já sem margem para falhar.

Outras notícias importantes

Sócrates terá usado ex-ministros em crimes de corrupção no TGV, entre os quais uma actual ministra. É a notícia que faz a nossa manchete de hoje.
Tancos: a descoberta das armas não permitiu identificar suspeitos.O inquérito prossegue.
A guerra pela compra da TVI aqueceu. Depois dos alertas da ERC sobre a compra da Media Capital, a Altice diz-se disponível para ajudar a Autoridade da Concorrência a aprovar a operação, mas não explica como. E acusa a concorrência de instrumentalizar os órgãos de comunicação social. Já Carlos Magno, o presidente da ERC, fez esta declaração de voto.
O Novo Banco vai manter a administração, ou pelo menos o actual presidente, e sem representantes do Fundo de Resolução. O Negócios de hoje acrescenta que o nome do banco também não muda.
Do Estado também quase ninguém sai. As reformas antecipadas caíram 75% em 2016 - e as penalizações subiram fortemente.

Uma pausa para ler... 

Outras leituras do PÚBLICO, para fazer o dia melhor:
1. “Os EUA têm um carro de combate, os europeus 17. Mihnea Motoc, conselheiro de Jean-Claude Juncker para a política de segurança e defesa, passou por Lisboa numa ronda pelas capitais europeias, para avaliar a vontade de cada um. À conversa com a Teresa de Sousa, diz que a defesa é uma prioridade europeia e insiste que precisamos de ter uma União Europeia de Defesa em 2025. As propostas estão preparadas. Tudo depende dos Estados-membros. A discussão começa na cimeira de hoje, em Bruxelas. Eis os argumentos.
2. Doclisboa, dez dias de aventuras em 'rally paper'. A 15ª edição do festival começa hoje e não abranda até dia 29, diz o Jorge Mourinha, "com um programa riquíssimo que vai tornar difícil a escolha entre o cinema do Quebeque, Grace Jones, a selva de Calais e Al Gore". Aqui fica o guia. Difícil é escolher.
3. A corrida mais louca de Astérix. É o 37º volume das aventuras dele, de Obélix e restantes gauleses. Chama-se Astérix e a Transitálica e delicia-nos com uma corrida que atravessa Itália num plano aprovado por César para atestar a superioridade das vias romanas. Jean-Yves Ferri e Didier Conrad, argumentista e desenhador, dizem que é um regresso paródico ao ambiente de filmes dos anos 70, como Mad Max ou A Corrida Mais Louca do Mundo. O Rodrigo Nogueira falou com eles e antecipa-nos a primeira tira. Preparado? 3, 2, 1 ....

Agenda do dia

Já lhe disse que é dia de decisões difíceis na Catalunha. E que em Bruxelas se discutirá o Brexit, assim como a segurança interna, numa cimeira de líderes.
Por cá, os incêndios continuarão a marcar a agenda, com o ministro Pedro Marques a fazer caminho no levantamento dos prejuízos do fim-de-semana. Há também Doclisboa, assim como o início do Festival Literário Internacional de Óbidos, em torno das "Revoluções, revoltas e rebeldias".
No mundo desportivo, há sorteio da Taça de Portugal. E dois jogos europeus de Braga e Vitória de Guimarães, jogando contra o Ludogorets e Marselha, respectivamente.
Pelo caminho, deixo-lhe uma ideia da McDonald's que, subitamente, me pareceu apetitosa. Chama-se "Phone off. Fun on.". O P3 traduziu-a para "fecha o teu telefone à chave e aprecia a refeição". Tendo em conta a loucura dos últimos dias, acho que vou tentar.
Já agora, um pedido: amanhã a minha filha faz anos e eu prometi levá-la à escola. Se me dispensar só por um dia, eu prometo voltar fresco já na segunda-feira. A equipa do PÚBLICO continuará por aqui, para lhe contar tudo em detalhe.
Tenha um feliz. E produtivo, que já também ajuda.
Até já!

360º - A mini-micro-remodelação de António Costa foi feita com amigos. Os Fact Checks ao debate de ontem. E Rajoy vai suspender autonomia da Catalunha

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360º

Por Miguel Pinheiro, Diretor Executivo
Bom dia!
Enquanto dormia...
... António Costa fez uma mini-micro-remodelação. E, mesmo assim, teve que recorrer ao seu círculo de amigos mais próximos para conseguir preencher os lugares:


Antes de anunciar as mudanças no Governo, o primeiro-ministro esteve no Parlamento. Do debate violento na Assembleia saíram três Fact Checks do Observador:
  1. O Governo recuou nas indemnizações rápidas às vítimas?
  2. Houve redução de meios de combate antes dos incêndios deste fim de semana?
  3. Assunção Cristas foi “responsável pela liberalização total da expansão do eucalipto”?

O resumo do que se passou na Assembleia da República durante a tarde está aqui. E a crónica do Vítor Matos sobre a capitulação do primeiro-ministro perante o Presidente está aqui.

Durante uma das suas intervenções no debate, Costa disse que as mortes nos fogos também estão na sua consciência (em resposta a Marcelo). E, garantiu, não são apenas essas. Lembrou outros casos que aconteceram quando tinha responsabilidades em governos: são 86 vítimas de fogos, cinco bombeiros chilenos, um bombeiro português, dois agentes da PSP e um inspetor da PJ. Conheça as histórias.

“Vou ter de arranjar emprego noutro sítio. Mas onde, se isto ardeu tudo?”. A destruição de empresas e de empregos foi outra consequência dos fogos. O João de Almeida Dias e o João Porfírio estiveram na zona industrial de Oliveira de Frades, que parece ter sido arrasada por uma bomba. 

José Manuel Fernandes escreveu uma crónica sobre uma foto que vale tanto como um discurso e que mostra que Marcelo Rebelo de Sousa é um homem com sangue a correr-lhe nas veias.


Mais informação importante
Ainda sobre fogos: o ex-comandante da Proteção Civildesviou meios de combate do grande incêndio de Mação. Era uma suspeita que já tinha sido levantada pelo presidente da Câmara e que agora se confirma por um documento a que a TSF teve acesso. O município pede agora uma clarificação do Governo.

O PS vai chamar o ministro da Defesa de urgência ao Parlamento, depois de as armas roubadas em Tancos terem aparecido na Chamusca (mas ainda faltam as munições).

Afinal, o que aconteceu com o material militar? Foi a Madonna, a Joana Vasconcelos ou uma tentativa de independência? Na Internet, há muitas teorias.

A Ordem dos Médicos exige uma auditoria independente e urgente ao Serviço Nacional de Saúde. É uma das consequências do relatório do Tribunal de Contas sobre a degradação do acesso dos doentes ao SNS.

Carles Puigdemont respondeu a Mariano Rajoy e ameaçou: “O parlamento pode votar a declaração de independência” se Madrid avançar com a aplicação do artigo 155 da Constituição, que retiraria a autonomia à região. Rajoy já esclareceu: o artigo 155 será mesmo aplicado este sábado.

Donald Trump junta polémicas e mais polémicas com famílias de soldados mortos. Por um lado, continua a troca de palavras entre o Presidente e a viúva de um militar a quem Trump terá dito que ele "sabia ao que ia". Por outro, Trump enviou um cheque pessoal de 25 mil dólares a outra família, na sequência de uma promessa, mas só depois de o Washington Post ter escrito um artigo sobre o assunto.

O Benfica perdeu ontem na Luz contra o Manchester United por um golo e continua sem somar qualquer ponto na fase de grupos da Liga dos Campeões. Na crónica do jogo, o Miguel Santos Carrapatoso fala do erro de Svilar e escreve: "Não, Salvio. Vocês não são melhores".

O Sporting também perdeu, por 2-1, com a Juventus. Nacrónica do jogo, o Bruno Roseiro escreve sobre o dia em que o professor Jesus falhou o curso por uma cadeira. O treinador do Sporting somou a pior série em Alvalade nos últimos seis jogos.


Os nossos Especiais

“Andava sempre nu, era uma mania”. Juary, que marcou o golo decisivo na final de Viena de 1987, dá uma entrevista de vidaimperdível ao Rui Miguel Tovar.


A nossa Opinião

Helena Garrido escreve "Uma tragédia escolhida por nós": "António Costa é responsável por políticas que queremos e por isso a tragédia dos incêndios é também um peso para a nossa consciência. Fomos nós que escolhemos abandonar aquelas pessoas".

Paulo Tunhas escreve "Um homem, de facto, muito perigoso": "Há uma explicação para o grotesco. Costa ocupa simultaneamente dois cargos. Primeiro, é sócio-gerente da empresa Geringonça. Depois, é primeiro-ministro de Portugal. A ordem aqui não é arbitrária".

"O banho de humildade de António Costa depois da tragédia" foi o tema de mais um BICA, onde eu, a Filomena Martins e o Vítor Matos discutimos o dia em que o primeiro-ministro foi obrigado a ceder ao Presidente.


Notícias surpreendentes

Hoje estreia o filme “A Paixão de Van Gogh”, uma investigação passada dentro dos quadros do pintor. Eurico de Barros dá quatro estrelas a esta animação inteiramente pintada à mão.

Há mais dois filmes para ver esta semana: “O Castelo de Vidro” é um drama baseado numa história real; e “O Boneco de Neve” é um policial sobre um livro de Jo Nesbo, com Michael Fassbender.

Já conduzimos o novo VW T-Roc e dizemos-lhe tudo o que deve saber sobre o SUV construído em Portugal pela Autoeuropa.

Há novos lançamentos que nós vimos e de que gostámos, dos ténis personalizáveis da Freakloset aos sapatos Lemon Jelly X Stylista, passando pelo novo grilo da Laboratório d'Estórias. A Ana Dias Ferreira conta-lhe tudo.

Quais são os oito segredos das mulheres que parecem mais novas? Eis uma boa pergunta que tem uma boa respostaaqui.

Outra boa pergunta logo pela manhã: como é que se acaba com as filas de trânsito? Ora veja.

E assim seguimos para mais um dia cheio de notícias. Já sabe que estamos sempre aqui.
Até já!
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Antigo Comandante Nacional desviou meios do grande incêndio de Mação

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Fita do tempo confirma suspeita da autarquia que sempre acusou o comandante nacional. Município quer que governo explique se estas decisões foram normais nos incêndios deste ano.
O antigo Comandante Operacional Nacional da Proteção Civil, Rui Esteves, desviou meios do grande incêndio que, em julho, devastou o concelho de Mação, contrariando o comandante distrital que alertava para a gravidade das chamas.
A suspeita sempre existiu e foi levantada na altura pelo presidente da autarquia que agora recebeu a "fita do tempo" deste fogo, encaminhada pelo Ministério da Administração Interna.
O documento, a que a TSF teve acesso, é claro ao dizer que o Grupo de Reforço para Incêndios Florestais vindo de Aveiro foi retirado do teatro de operações por ordem do Comandante Operacional Nacional (CONAC) da Autoridade Nacional de Proteção Civil, à época Rui Esteves, que entretanto se demitiu após o caso da licenciatura com equivalências.
A retirada de meios aconteceu numa altura em que as chamas já levavam cerca de 20 horas e ao início de um dia que a seguir foi "devastador" para o concelho de Mação.
Vasco Estrela, o presidente da Câmara de Mação, diz que a fita do tempo é a prova de algo "extremamente grave" que sempre dissera que aconteceu e recorda que foi depois desta decisão que o fogo se tornou incontrolável, queimando grande parte do concelho durante três dias.
O autarca contesta a decisão do comandante nacional e diz que não faz qualquer sentido a ordem de uma pessoa que está em Lisboa, a 200 quilómetros, vir contra a opinião do comandante distrital que está no terreno.
Admitindo que pode não ter nada a ver com o caso, Vasco Estrela recorda que Rui Esteves já tinha sido comandante distrital em Castelo Branco, exatamente o distrito onde aconteciam os fogos para onde foram mobilizados os meios retirados de Mação.
Vasco Estrela recorda que este incêndio queimou 18 mil hectares em Mação, 5 mil em Proença-a-Nova e mil na Sertã, destruindo 15 casas de primeira habitação, atingindo 50 localidades e obrigando a evacuar 200 pessoas.
O representante da autarquia de Mação afirma que não faz sentido ser o comandante nacional, estando longe, a tomar as decisões e que é preciso saber se o governo se revê nestes comportamentos, não se percebendo qualquer lógica no desvio de meios.
"Será que existiram outros casos do género pelo país?", questiona Vasco Estrela, que depois de receber esta "fita do tempo" já enviou uma queixa à Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) para investigar o que se passou em Mação e o comportamento da Autoridade Nacional de Protecção Civil.
 TSF

Madrid avança com o fim da autonomia da Catalunha

Mariano Rajoy já respondeu à carta de Carles Puigdemont, tendo convocado para este sábado uma reunião extraordinária para "continuar os trâmites previstos no artigo 155 da Constituição para restaurar a legalidade no autogoverno da Catalunha". Significa isto pôr um fim à autonomia daquela região.
Madrid avança com o fim da autonomia da Catalunha

A relação entre a região autónoma da Catalunha e Madrid está cada vez pior. Carles Puigdemont enviou, esta manhã, uma carta ao governo central a defender o estabelecimento de diálogo, caso contrário, a independência da Catalunha seria mesmo declarada.

Se Madrid “insistir em impedir o diálogo e continuar a repressão, o Parlamento da Catalunha poderá proceder, se considerar oportuno, votar a declaração formal de independência que não se votou no dia 10 de outubro”, pode ler-se.

Ora, Mariano Rajoy respondeu quase no imediato, de forma implacável, deixando clara aquela que é a posição do governo espanhol.

Na missiva enviada ao presidente da região catalã, o primeiro-ministro escreve que Puigdemont continua a recusar-se a ser claro quanto à declaração ou não de independência do último dia 10. Por isso, e “como consequência, o governo de Espanha continuará a levar a cabo os trâmites previstos no artigo 155 da Constituição para restaurar a legalidade no autogoverno da Catalunha”.

Mariano Rajoy faz saber que o Conselho de Ministros reunir-se-á de “forma extraordinária” no próximo sábado para “aprovar as medidas que levará ao Senado a fim de proteger o interesse dos espanhóis em geral, entre eles os cidadãos da Catalunha, e restaurar a ordem constitucional na Comunidade Autónoma".

Notícias ao MinutoMariano Rajoy já respondeu à missiva de Carles Puigdemont© Presidencia del Gobierno
“O Governo usará todos os meios ao seu alcance para restaurar, o quanto antes, a legalidade e a ordem constitucional, recuperar a convivência pacífica entre cidadãos e parar o deterioramento económico que a insegurança jurídica está a provocar na Catalunha", termina a carta.

Recorde-se que o segundo prazo dado a Carles Puigdemont para clarificar a sua posição terminava hoje às 10h00 locais (09h00 em Portugal).

Fonte: Noticiasoaminuto

Uma simples garrafa de água esquecida num carro pode provocar incêndios


Um esquecimento pode terminar numa verdadeira tragédia. Os bombeiros norte-americanos estão a alertar para o perigo.

Quantas vezes se esqueceu de uma garrafa de água em cima de um dos bancos do automóvel? Provavelmente já foram tantas que lhes perdeu a conta.

Quer seja por puro esquecimento ou simplesmente porque não lhe apetece andar com uma garrafa de água atrás, nunca deve deixá-la dentro do carro, sob risco de provocar um incêndio.


Nos EUA têm sido frequentes os fogos provocados por garrafas de água deixadas no interior dos veículos.
Dioni Amuchastegui, funcionário da Idaho Power, uma empresa energética norte-americana, esteve perto de ver o seu carro ser . Saiu do camião durante a hora de almoço. Quando regressou reparou que o interior do veículo estava repleto de fumo e não podia ter ficado mais surpreendido quando percebeu que tudo se devia a uma simples garrafa de água.
“Olhei e notei que a luz estava a incidir numa garrafa de água e a começar a pegar fogo ao assento”, explicou Dioni Amuchastegui no vídeo publicado pela Idaho Power no Facebook.
“O líquido e o material claro podem causar um incêndio, uma combustão”
Perante estes episódios, os bombeiros do Oklahoma’s Midwest City Fire Department resolveram fazer um teste. Deixaram que a luz solar incidisse numa garrafa de água durante alguns minutos e o objeto atingiu temperaturas altíssimas.
“A luz do sol vai passar pela garrafa enquanto ela está cheia de líquido e atuar como uma lupa. O líquido e o material claro podem causar um incêndio, uma combustão”, acrescenta o bombeiro David Richardson ao canal de televisão norte-americano KFOR.