quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

PRESIDENTE DA APOM VISITA MUSEUS DA MARINHA GRANDE APÓS TEMPESTADE


O presidente da Associação Portuguesa de Museologia (APOM), João Neto, deslocou‑se esta semana à Marinha Grande para avaliar os impactos da recente tempestade, nos museus do concelho.
A visita incluiu o Museu do Vidro, o Museu Joaquim Correia e a Casa-Museu Afonso Lopes Vieira, que sofreram danos estruturais e patrimoniais.
Acompanhado pelo vereador da cultura Sérgio Silva, e por responsáveis municipais dos museus, João Neto analisou a extensão dos estragos e reuniu com a equipa local para discutir estratégias de recuperação e proteção futura.
Durante a visita, o vereador da Cultura, Sérgio Silva, sublinhou a importância de transformar o momento de crise numa oportunidade de renovação. “Temos de aproveitar esta oportunidade para renascer sob novas bases.”, afirmou, reforçando o compromisso do município em reconstruir e melhorar as condições dos espaços museológicos afetados.
João Neto destacou a relevância do património da Marinha Grande no panorama museológico nacional e manifestou a disponibilidade da APOM para apoiar tecnicamente o processo de recuperação.

A APOM tem como missão apoiar o desenvolvimento de políticas museológicas, promover a qualificação técnica das instituições e incentivar práticas de preservação que fortaleçam a resiliência do património cultural.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Marinha Grande | VOTO DE LOUVOR: Tempestade “Kristin” – Reconhecimento Público


A Assembleia Municipal da Marinha Grande, reunida em sessão ordinária, delibera expressar público voto de louvor e reconhecimento a todos quantos, de forma empenhada, exemplar e solidária, têm vindo a contribuir para minimizar os impactos provocados pela tempestade “Kristin” no nosso município.

Perante as adversas condições meteorológicas que assolaram a Marinha Grande, a Vieira e a Moita, exigindo respostas rápidas, coordenadas e eficazes, importa destacar o elevado sentido de missão, profissionalismo, dedicação, capacidade de adaptação e, até, de reinvenção, demonstrados pelos funcionários da Câmara Municipal e das Juntas de Freguesia que, com inexcedível empenho e espírito de sacrifício, asseguraram a operacionalidade dos serviços nas condições mais adversas, procurando a reposição de condições de segurança e a mitigação dos danos verificados, e que, empenhadamente, continuam a trabalhar para a reposição da normalidade.

É igualmente de enaltecer o contributo imprescindível dos diversos agentes de proteção civil, das corporações de bombeiros, das forças de segurança, das forças armadas, dos trabalhadores do ICNF, da saúde, da segurança social e educação, e demais entidades públicas e privadas que, em estreita articulação, e elevado espírito de entreajuda, garantiram uma resposta pronta e eficiente às situações de emergência registadas, e permanecem ao serviço da população do município da Marinha Grande.

Este voto de louvor é extensivo às associações e coletividades da Marinha Grande, seus dirigentes, trabalhadores e associados: embora fustigadas pela intempérie, assoladas por danos avultados, estiveram e continuam presentes, com determinação, na missão solidária de servir os marinhenses, assim como os que ocorreram em nosso auxílio.

A Assembleia Municipal enaltece igualmente o generoso envolvimento dos voluntários de todo o país, que, individual ou organizadamente, de forma abnegada, prestaram, e continuam a prestar auxílio aos seus concidadãos, demonstrando um notável espírito de coesão comunitária.

A Assembleia Municipal sublinha, de modo muito particular, a atitude solidária, humanista, corajosa e resiliente da população da Marinha Grande, Vieira e Moita, bem como a capacidade de entreajuda das suas empresas. Tempos como estes redobram a nossa crença na Humanidade e no futuro da Marinha Grande, em particular.

Neste momento de exigência coletiva, fica patente a força, a união, o sentido cívico e espírito de superação que caracterizam as gentes do nosso Município, bem como a coesão entre os habitantes de todas as freguesias e de todos os lugares.

Este voto de louvor constitui, assim, uma justa manifestação de reconhecimento institucional a todos os que, com responsabilidade, coragem e dedicação, contribuíram para ultrapassar as dificuldades mais imediatas causadas pela tempestade “Kristin”, e a todos quantos permanecem ao serviço dos marinhenses, vieirense e moitenses nestes tempos difíceis, em que, coletivamente, olhamos em frente, e seguramos a esperança, à procura de um futuro melhor.

*Marinha Grande, 13 de fevereiro de 2026
A Presidente da Assembleia Municipal
Catarina Sarmento e Castro, Prof. Doutora

Marinha Grande | MINISTRO DA ECONOMIA ANUNCIA NOVO PROGRAMA DE APOIO PARA EMPRESAS AFETADAS PELA TEMPESTADE


O Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, anunciou esta terça-feira, 17 de fevereiro, durante uma reunião com empresários, na Marinha Grande, a criação de um novo programa de apoio exclusivamente dirigido às empresas da região, afetadas pela tempestade Kristin.
O encontro decorreu no Centro Tecnológico da Indústria de Moldes, Ferramentas Especiais e Plásticos (CENTIMFE) e contou com a presença de representantes do Município da Marinha Grande, CCDRC, Estrutura de Missão, IAPMEI, CIMRL, associações empresariais e setoriais e empresários.

O Ministro revelou que o Governo vai abrir, até ao final do mês de fevereiro, o IFIC — Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade, criado com verbas do PRR não executadas. O novo concurso será exclusivamente destinado às empresas da região Centro, afetadas pela tempestade, focado em investimentos que poderão ascender aos 400 milhões de euros, com uma dotação pública de 150 milhões.

Segundo Manuel Castro Almeida, o apoio poderá assumir uma comparticipação do Governo entre 30% e 50% a fundo perdido, constituindo “uma fonte de financiamento nova”, pensada para acelerar a recuperação económica e reforçar a competitividade regional.
O ministro sublinhou ainda que o objetivo é adequar o dinheiro às reais necessidades da região, estabelecendo regras de elegibilidade em diálogo com o tecido empresarial. Nesse sentido, a reunião serviu para ouvir as empresas e ajustar o programa.

O secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, reforçou que o instrumento é particularmente orientado para a indústria e alinhado com necessidades regionais e setoriais.
Para o presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande "este novo programa representa um sinal concreto de reconhecimento das dificuldades vividas pelas empresas da nossa região e da necessidade de uma resposta excecional”.

Paulo Vicente acrescentou que “a tempestade provocou danos profundos no tecido empresarial da Marinha Grande e o impacto foi transversal a vários setores. As empresas precisam de apoio para recuperar, modernizar-se e reforçar a sua competitividade. Sabemos que muitas enfrentam desafios sérios e imediatos, por isso, importa que esta e outras medidas sejam tomadas para fortalecer a nossa economia".

O vice-presidente da Câmara, Armando Constâncio, deixou dois apelos ao Governo: que auxilie o Município a desbloquear o processo de alargamento da Zona Industrial, que se encontra limitado pela existência de terrenos do ICNF; e a melhorar as acessibilidades, passando por alternativas rodoviárias ou eventual isenção de portagens.

Durante a reunião, empresários e representantes setoriais partilharam preocupações e propostas e chamaram a atenção para problemas não resolvidos, como o custo elevado dos geradores devido à falta de normalização da média tensão, situação que ainda está a afetar muitas empresas.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

MINISTRA DA CULTURA VISITA ESTRAGOS NOS EQUIPAMENTOS DA MARINHA GRANDE


A Ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, deslocou-se à Marinha Grande, esta segunda-feira, 16 de fevereiro, para acompanhar no terreno a situação do património cultural, na sequência das tempestades, e reunir com autarcas e entidades regionais.
Durante a visita, a governante passou pela Casa‑Museu Afonso Lopes Vieira, pelo Teatro Stephens, pelo Museu do Vidro e pelo Museu Joaquim Correia, avaliando o impacto dos estragos recentes e as necessidades de intervenção.
Seguiu-se uma reunião de trabalho, no Salão Nobre dos Paços do concelho, com representantes dos 10 municípios da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL).
Estiveram presentes o secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias; o secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos; o presidente da Câmara Municipal, Paulo Vicente; o presidente da CIMRL, Jorge Vala; os vereadores do executivo municipal Armando Constâncio, Carla Santana e Sérgio Silva; o presidente da empresa pública Museus e Monumentos de Portugal, Alexandre Pais; o presidente do Instituto Património Cultural, João Soalheiro; entre outros representantes dos município da CIMRL.
O presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Paulo Vicente, alertou que cerca de duas mil famílias permanecem sem eletricidade, com fortes constrangimentos no quotidiano, defendendo medidas de solidariedade imediata, incluindo a isenção de portagens. Destacou ainda que a região sofreu uma grande degradação, salientando a necessidade de respostas rápidas e eficazes perante a dimensão da catástrofe.
A ministra anunciou que o Governo está a preparar fundos de apoio, destinados às áreas da cultura, desporto e juventude. Sublinhou que o executivo tem estado a registar o levantamento dos danos no património, alguns dos quais agravados, e que o pacote financeiro previsto pretende dar resposta célere às necessidades identificadas.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Secretário de Estado da Proteção Civil reune com forças de segurança em Porto de Mós


Esta manhã o Município de Porto de Mós recebeu o Secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, para uma reunião de trabalho com as forças de segurança e serviços municipais que têm vindo a acompanhar a situação de calamidade depois da Tempestade Krintin ter assolado a região. O encontro teve como objetivo fazer um ponto de situação e auscultar as entidades diretamente envolvidas na gestão de crise.

De acordo com o presidente da autarquia, Jorge Vala, no concelho registam-se ainda 500 casas sem acesso a energia elétrica, assim como centenas de clientes sem acesso a comunicações, motivo que levou ao agendamento de uma reunião com a ANACON, que teve lugar na passada semana, para dar a conhecer os problemas técnicos que se mantém no terreno, contrariando as informações dadas pelas operadoras. O edil referiu também a presença de todas as entidades da proteção civil desde a primeira hora, a partir das 04h00 da madrugada do dia 28 de janeiro até hoje, agradecendo o emprenho e a dedicação de todos.
Rui Rocha, Secretário de Estado da Proteção Civil, iniciou a sua intervenção agradecendo a disponibilidade e modo de atuação das entidades e forças presentes na reunião, reforçando a sua importância, eficácia e atuação ao longo das últimas semanas. Referiu, ainda, que tem estado no terreno, tendo já visitado mais de 30 concelhos, ao contrário do que aconteceu nos incêndios de 2025 onde os políticos foram impedidos de se deslocar aos cenários da tragédia.

Feita a contextualização cronológica dos acontecimentos, Rui Rocha assume que o evento climático ultrapassou a gravidade do que estava previsto, tendo sido feitas todas as ações preventivas possíveis e acauteladas em protocolo nas regiões onde se previa uma maior incidência da tempestade (Coimbra – Aveiro). Após a tempestade, a primeira ação incidiu sobre a desobstrução das vias e a garantia dos pontos críticos, mas há que relembrar que os danos são trágicos, por exemplo, foram destruídos cerca de 6000km de linha elétrica.

No rescaldo da crise, há uma importante avaliação a fazer, assinalar o que deve ser mudado e capacitar as infraestruturas para acautelar situações futuras. Portanto, de acordo com Rui Rocha, é necessário aproveitar estas oportunidades para avaliar o que deve ser melhorado.

O secretário de estado refere ainda que vão ser assegurados starlinks e geradores para bombeiros, câmaras municipais, freguesias, GNR, centros saúde, entre outros pontos-chave que devem estar equipados para prestar apoio às populações em momentos de crise, assegurando que enquanto houver alguém sem energia o problema não está resolvido. Por este motivo, tem feito pressão constante a par com o Governo e o Secretário de Estado da Energia, que esteve recentemente em Porto de Mós, junto da E- Redes. Reconhece que as comunicações são outro ponto crítico, com a dificuldade acrescida de não haver um interlocutor, portanto, esta é outra matéria que merece uma séria reflexão.

Rui Rocha assume que falará com a tutela para a existência obrigatória de um gerador nas várias infraestruturas e garante que se as forças de segurança, autarquias, centros de saúde, ERPI’s, etc tiverem este tipo de meios numa crise, isso gera resiliência e, com isto, ficam asseguradas as medidas que tiveram de ser implementadas na primeira hora, o que permite às entidades atuar desde logo, no nível seguinte. Esta situação exige de facto, uma reflexão ao nível da sociedade para que esta possa estar preparada para estas situações, porque tem verificado, por exemplo, muitas empresas, grandes empresas, sem seguro.

Passado este comboio de tempestades e a dificuldade acrescida que levou à mobilização total das entidades, Rui Rocha refere que este é um processo com várias etapas, onde ainda se está a tentar voltar à normalidade mas depois segue-se para a recuperação. Está, por isso, a ser desenhado um PTRR, com apoio da estrutura de missão, direcionado para a reconstrução do país e, neste momento, quer o Governo, quer as autarquias têm de redirecionar as suas prioridades e planos para este mandato, focando-se na reconstrução e reabilitação do território.

Quando se fala da análise sobre esta calamidade, o Secretário de Estado da Proteção Civil reflete ainda sobre a necessidade de encontrar mecanismos que chamem verdadeiramente a atenção das pessoas para as mensagens enviadas, para que estas não sejam normalizadas, questionando sobre o que teria acontecido se o evento tivesse ocorrido durante o dia e a proteção civil tivesse dado indicações para as pessoas não andarem na rua? Portanto, é essencial conseguir que as populações identifiquem os avisos mais críticos.

Depois da passagem por vários concelhos afetados, Rui Rocha não deixa de anotar a solidariedade notória do povo português, que se manifestou e mobilizou para apoiar as regiões afetadas desde o primeiro dia.

Em resposta ao Secretário de Estado, Jorge Vala esclarece que as operadoras têm informado que não podem atuar no terreno porque não existe disponibilidade da GNR para acompanhar os trabalhos de reposição de fibra ótica, o que não corresponde à verdade, e deu nota que a resposta do Governo para a recuperação das vias rodoviárias, entre outras, é fundamental uma vez que a autarquia já pediu orçamento para a reabilitação de quatro muros de suporte e só para essas intervenções serão necessários mais de 3 milhões de euros, e portanto não há orçamento disponível nas autarquias para fazer face a este tipo de custos.

De referir que o Município de Porto de Mós já assumiu que entregará um gerador a cada freguesia do concelho e a CIMRL vai assegurar a entrega de equipamentos de comunicação starlink às autarquias da Região.

*Patrícia Alves
Gabinete de Comunicação

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Oliveira de Frades | Sessão de Cinema: Ângelo na Floresta Mágica | Antecipada para o dia 21 FEV | 15h00 | Cineteatro Dr. Morgado - Casa das Artes de Oliveira de Frades

Devido ao adiamento do Desfile de Carnaval para o dia 22 de fevereiro, domingo, a sessão de cinema prevista para esse dia, às 15h00, será antecipada para o dia 21 de fevereiro, sábado, à mesma hora. 
Sinopse 
Ângelo, de 10 anos, sonha em ser um aventureiro e explorador. A sua coragem será colocada à prova quando, uma vez esquecido numa estação de comboio, decide entrar pela floresta misteriosa, habitada por seres estranhos e provar que é capaz de sobreviver sozinho a tantos desafios. 
M/6 | Animação Bilhete: 

 Informações 232 763 789 | 961 760 301

*Sara Carvalho
Assessora de Comunicação - Gabinete de Comunicação e Imagem

Cantanhede | Projeto Feminismo Para Tod*s inicia 2026 com conversa sobre arte, memória e feminismo


No dia 21 de fevereiro, pelas 15h, na Sala de Exposições Temporárias do Museu de Arte e Colecionismo de Cantanhede, realiza-se a primeira Roda de Conversa de 2026, promovida pelo projeto Feminismo Para Tod*s, intitulada “Ser Artista, Ser Mulher”. O encontro cruza arte, memória e feminismo, refletindo sobre a visibilidade, o reconhecimento e a memória das mulheres nas artes.
A sessão integra a 4.ª edição do projeto cultural “Gente da Nossa Terra” e é dedicada a Maria Amélia de Magalhães Carneiro (1883–1970), pintora naturalista que encontrou inspiração nas aldeias gandaresas de Cantanhede, fundou a primeira escola de arte do concelho de Cantanhede e foi uma das primeiras mulheres a frequentar a Academia Portuense de Belas Artes.
O encontro contará com a participação de Dina Lopes, artista plástica, e de Maria Manuel Magalhães Carneiro, sobrinha-neta de Maria Amélia, que irão partilhar experiências e perspetivas sobre o percurso das mulheres nas artes.
Segundo a organização, “este encontro propõe conversar, entre telas e pincéis, sobre os caminhos abertos às mulheres artistas, os obstáculos que ainda persistem e as camadas que atravessam a experiência de ser artista e mulher”.
O projeto Feminismo Para Tod*s, iniciado em 2022 por quatro amigas — Ana, Célia, Sofia e Tânia —, é uma iniciativa de cidadania ativa que procura contribuir para uma sociedade mais consciente, justa, inclusiva e participativa. Mensalmente, promove Rodas de Conversa em diferentes locais de Cantanhede, incentivando reflexão, partilha e debate construtivo sobre feminismo, igualdade de género e direitos humanos. Estes encontros valorizam o desenvolvimento pessoal e o envolvimento da comunidade.
A entrada é gratuita e aberta a toda a comunidade.