segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Do pão aos transportes, isto é o que muda nos preços em 2022

 Numa altura de retoma da economia, o próximo ano será marcado por uma subida nos preços, desde a mercearia até à renda da casa, passando pelas portagens e transportes.

Muito se tem falado sobre a inflação nos últimos tempos, no rescaldo do impacto da pandemia na economia. Vários produtos e serviços vão sofrer mudanças em 2022, principalmente subidas de preços, como é o caso dos bens alimentares, das telecomunicações e das portagens. Outros deverão estabilizar.

É de notar que alguns preços são ainda incertos, já que estavam ligados a políticas inscritas no Orçamento do Estado para 2022, que foi chumbado. Após as eleições de 30 de janeiro, será mais claro o que muda nos custos do consumo dos portugueses.

Renda da casa sobe em 2022

As rendas não subiram em 2021, mas vão aumentar em 2022, por causa da inflação. A subida é de 0,43%, um aumento de três euros para uma família que pague 700 euros de renda mensal. Os senhorios não são obrigados a atualizar as rendas, mas com o aumento do custo de vida, muitos vão aproveitar certamente para o fazer.

Eletricidade deve ficar mais cara

Depois de duas subidas este ano, os preços da eletricidade no mercado regulado vão aumentar 0,2% a partir de janeiro, uma variação calculada tendo por base o aumento médio de 1,6% do preço da eletricidade no acumulado deste ano. Mas se a base comparativa forem os três últimos meses, os consumidores vão notar na primeira fatura de 2022 um alívio de 3,4%.

A escalada dos preços grossistas da energia não tem deixado as páginas dos jornais, alcançando recordes atrás de recordes. Isso vai ter reflexo nas faturas dos clientes do mercado livre. A EDP Comercial vai subir os preços em 2,4%, em média – um acréscimo na fatura na ordem dos 90 cêntimos por mês. A Galp Energia também vai subir os preços a 1 de janeiro, na ordem dos 2,7 euros mensais para as potências contratadas mais representativas.


Gás de botija a preços recorde

Não é só a energia elétrica que está mais cara. Os preços do gás de botija têm estado a subir em flecha e atingiram recordes no final deste ano.

Os portugueses que usam gás engarrafado para cozinhar ou aquecer a casa podem esperar um encargo maior em 2022, numa altura em que a botija de butano de 13 quilos custa em torno de 29,17 euros, e a de 54 quilos 120 euros.

Telecomunicações mais caras em 2022

Ainda não são conhecidas as decisões de todas as operadoras de telecomunicações, mas pelo menos os clientes da Meo deverão ter um aumento na fatura. A Meo vai aumentar o preço base das mensalidades em 50 cêntimos a partir de 1 de janeiro, enquanto a Nowo não tem “previstas quaisquer atualizações”. Sobre as restantes operadoras, não se conhece ainda as respetivas políticas de preços para o ano que vem.

Além das eventuais subidas de preços, o próximo ano ficará marcado pelo 5G. Já se sabe que o serviço é gratuito até 31 de janeiro na Nos e na Vodafone, mas representará custos adicionais nos tarifários para os clientes que queiram estar na vanguarda da tecnologia. A Meo, por sua vez, planeia lançar o 5G a 1 de janeiro.

Mercearia vai pesar mais na carteira

Os preços de alguns bens alimentares vão custar mais às famílias portuguesas, que possivelmente sentirão esse aumento já na Ceia de Natal. Por exemplo, os preços do bacalhau estão cerca de 10% mais altos que há um ano.

Em geral, as carnes também estão a ficar mais caras, sobretudo a de vitela, com exceção para a carne de porco. Os aumentos andam na casa dos dois dígitos.

O azeite encareceu este ano, na ordem dos 7%, e várias panificadoras já admitiram “ter de reagir” à subida dos custos das matérias-primas e da energia, incluindo o gás, pelo que os portugueses podem esperar o aumento dos preços do pão.

É igual no caso das hortaliças: a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) alertou em novembro para o “incontornável” aumento de custos dos combustíveis e adubos, o que terá reflexo nos preços pagos pelos consumidores.

Transportes sobem 0,57%, mas Navegante fica igual

Os passes mensais dos transportes públicos na Grande Lisboa vão continuar a custar o mesmo em 2022: os serviços Navegante Municipal e Navegante Metropolitano manterão o preço mensal de 30 e 40 euros, respetivamente. Já os restantes títulos de transporte dos operadores e serviços sob a chancela da Transportes Metropolitanos de Lisboa deverão encarecer 0,57%.

Tabaco pode ficar mais caro

Estava previsto um agravamento fiscal que deveria puxar pelo preço do tabaco no próximo ano, mas com o chumbo do Orçamento do Estado para 2022, esta possibilidade é ainda incerta. No entanto, foi já definido que os maços de tabaco vão ter o selo castanho em 2022, com a estampilha a ficar mais cara.

Se o Orçamento do Estado para 2022 entrasse em vigor, a Imperial Brands tinha estimado que o preço dos maços de tabaco poderia aumentar em 10%.

Portagens sobem em 2022

Os preços das portagens vão agravar-se no próximo ano. A taxa de variação homóloga do índice de preços no consumidor, excluindo os preços da habitação, fixou-se em 1,84%, em outubro, ditando assim um aumento das portagens, já que este é o indicador que serve de referencial para as concessionárias.

Não será apenas nas autoestradas, mas também nas pontes sobre o Tejo que os custos vão aumentar para os utilizadores tendo em conta o aumento do índice usado como referência. Há dois anos que os preços não mexiam devido aos valores negativos da inflação.

É de sublinhar, no entanto, que em algumas portagens das ex-Scut foi aplicado um desconto a partir de julho, que se prolonga então para o resto do ano.

E por falar em portagens, Via Verde vai mudar

Os atuais clientes da Via Verde já se habituaram a usar o identificador para muito mais do que pagar portagens. Mas se quiser manter esse benefício, vai passar a pagar mais.

A partir de 5 de janeiro, vai existir um serviço Via Verde só para pagar portagens — com fatura eletrónica, ficará a 49 cêntimos por mês ou 5,75 euros por ano (se não dispensa a fatura em papel, o serviço é mais caro).

Para os serviços extra, terá de subscrever a Via Verde Mobilidade, que permite fazer tudo o resto, como entrar em parques de estacionamento ou pagar o menu do McDonald’s, mas passa a pagar mais a partir de 1 de abril: 99 cêntimos por mês ou 11,65 euros por ano (no caso da fatura eletrónica).

Tenha atenção, porque os atuais clientes vão transitar para a nova modalidade. Se não o quiser, terá de o comunicar à empresa por escrito.

Até a roupa pode ficar mais cara

O setor da moda também já antecipou subidas de preços em 2022, por causa do aumento dos custos de produção. Um relatório da McKinsey e da Business of Fashion (BoF) concluiu que 67% dos executivos deste setor da economia preveem aumentar os preços de retalho em 3%, enquanto 15% antecipam subidas de 10% ou mais.

Governo trava descida de preços dos medicamentos

A descida do preço de alguns medicamentos pode ter o efeito perverso de não haver incentivo para as farmacêuticas os produzirem. Em 2022 vai entrar em vigor um mecanismo-travão criado pelo Governo para evitar ruturas no mercado.

De acordo com uma portaria, os medicamentos que custem até 15 euros não vão ter qualquer descida em 2022. Para os que custam entre 15 e 30 euros, o preço não pode descer mais do que 5%. No caso dos medicamentos mais caros, acima dos 30 euros, eventuais descidas não podem superar 10%.

Carros em segunda mão valorizam no mercado

A crise dos “chips” continua a condicionar o setor automóvel. Em 2022, mantém-se o cenário de alguma escassez de carros novos, por falta de componentes críticas, pelo que as encomendas vão continuar a demorar bem mais do que é habitual.

Além disso, se está a pensar em comprar um carro em segunda mão no próximo ano, prepare-se para deixar mais notas no balcão do stand, principalmente se é fã de modelos SUV e Sedan. Os aumentos podem chegar aos 20% para alguns carros usados, como o Seat León, por causa da forte procura.

Navigator sobe preço do papel de impressão

Consumidores e empresas vão ter de contar com custos mais altos do papel de impressão. A Navigator Company anunciou a subida dos preços do papel de impressão e escrita não revestido entre 10% e 15% a 3 de janeiro do próximo ano.

ADSE revê alguns preços. Partos vão ficar mais caros

Já começou a ser aplicada em setembro a nova tabela do regime convencionado da ADSE, mas o subsistema de saúde dos funcionários públicos acabou por rever alguns preços, mudanças que vão entrar em vigor a partir do próximo ano. Os partos, por exemplo, vão ficar cerca de 35% mais caros para os utentes.

“As alterações, que determinam uma revisão em alta dos preços dos atos comparticipados, incidem sobretudo nas tabelas de cirurgia e medicina, onde estão incluídos alguns meios de diagnóstico e terapêutica, atos de ginecologia, obstetrícia (partos), urologia, anatomia patológica e certas situações de exames radiológicos e enfermagem”, refere uma nota publicada no site da ADSE. De notar que também há alguns preços que baixam.

Apólices dos seguros de saúde devem aumentar

O próximo ano poderá trazer um aumento no preço das apólices dos seguros de saúde, por causa da subida de custos nos estabelecimentos de hospitalização privada, desde as matérias-primas aos recursos humanos. Os hospitais privados estarão a fazer pressão sobre as seguradoras para pagarem mais pelos atos praticados, sendo que o que envolve internamento poderá sofrer um aumento mais expressivo.

Maria Espírito Santo / Flávio Nunes / ECO

 

Chuva coloca país sob aviso amarelo

O IPMA prevê para hoje no continente céu geralmente muito nublado e períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes em especial nas regiões do litoral, podendo ser acompanhados de trovoada, em especial na região sul.

A previsão aponta ainda para vento fraco a moderado do quadrante sul, sendo moderado a forte no litoral, com rajadas até 65 quilómetros por hora, e forte nas terras altas com rajadas até 80 quilómetros por hora, e subida da temperatura mínima.

As temperaturas mínimas vão variar entre os 1 graus Celsius (em Bragança) e os 15 (em Faro) e as máximas entre os 8 (na Guarda) e os 19 (em Faro).

País sob aviso amarelo

O IPMA colocou sob aviso amarelo os distritos de Braga, Vila Real, Porto, Aveiro, Viseu, Guarda, Coimbra Castelo Branco, Leiria, Santarém, Lisboa, Setúbal, Beja e Faro devido à previsão de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes, entre as 12:00 e as 24:00 de hoje.

Também por causa da chuva forte, o IPMA emitiu aviso amarelo para os grupos Central (Faial, Pico, São Jorge, Graciosa e Terceira) e Oriental (São Miguel e Santa Maria) dos Açores até às 00:00 de terça-feira.

O arquipélago dos Açores está também sob aviso amarelo por causa da agitação marítima (até às 06:00 de terça-feira) e do vento forte (até às 18:00 de terça-feira).

As regiões montanhosas e a costa sul da Madeira estão hoje sob aviso laranja devido à previsão de períodos de chuva por vezes forte e acompanhada de trovoada, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O IPMA emitiu também um aviso amarelo para as regiões montanhosas da ilha da Madeira por causa do vento forte de sudoeste com rajadas até 95 quilómetros por hora (entre as 18:00 de hoje e as 03:00 de terça-feira) e de agitação marítima na costa sul (até às 12:00 de terça-feira), prevendo-se ondas de sudoeste com três a quatro metros.

O aviso laranja é o segundo mais grave e representa uma situação meteorológica de risco moderado a elevado.

Já o aviso amarelo é emitido pelo IPMA sempre que a situação meteorológica representa risco para determinadas atividades.

Madremedia

Por que a cor dos paramentos dos padres muda ao longo do ano?

 

Paramentos tradicionais expostos na Catedral de Ávila (Espanha) [Foto PRC]

Pergunta — O senhor poderia explicar por que o padre aos domingos, ou mesmo nos dias de semana, celebra a missa com paramentos de cores diferentes? Agradeço de antemão.

Padre David Francisquini

Resposta — A Igreja Católica se utiliza de nossos sentidos — o aroma do incenso, os sons dos sinos e do coro, as imagens da Natividade, da Crucifixão e outras — para nos elevar nos mistérios cíclicos dos tempos litúrgicos. As cores são uma das formas pela qual a Igreja inspira os católicos, pelo sentido da vista, a perceber melhor o sentido espiritual de uma determinada festa religiosa ou de um mistério da fé.

Nisso a Santa Igreja atende a uma apetência natural dos fiéis, já que as pessoas gostam de variedade e também entram em maior sintonia com os sentimentos que a Igreja deseja suscitar nos fiéis com uma celebração em particular. De fato, cada cor tem seu próprio significado simbólico: o negro exprime o luto, o roxo a dor, o dourado a magnificência, e assim por diante.

As principais cores litúrgicas

Em algumas igrejas há também o belo costume de trocar a cortina que cobre o tabernáculo (chamada conopeu) para que seja da mesma cor dos paramentos do celebrante.

De onde a escolha das cores que fazem parte da liturgia desde os primórdios da Igreja não ter sido aleatória ou simplesmente decorativa. À medida em que os fiéis passam pelo ano litúrgico ou honram um santo ou um mistério especial, a cor litúrgica acentua o seu significado. É natural que o branco seja a cor dos paramentos nas missas das virgens e o vermelho a cor dos mártires.

A Igreja ordena, por meio da lei litúrgica, a cor dos paramentos a serem usados por seus ministros sagrados no ofício do dia. Em algumas igrejas há também o belo costume de trocar a cortina que cobre o tabernáculo (chamada conopeu) para que seja da mesma cor dos paramentos do celebrante. Nas grandes festas, era tradição colocar um pano da mesma cor na parte inferior do altar, entre a mesa do altar e o piso, chamado antependium (do latim ante, diante e pendere, pendurar), porque originariamente colocavam-se relíquias sob o altar, as quais eram ocultadas durante a missa.

As cores assim sancionadas pela Igreja em conexão com seu culto público são chamadas cores litúrgicas e, no rito latino, elas são atualmente cinco principais: branco, vermelho, verde, roxo e preto. Nas grandes solenidades pode-se utilizar o dourado. No meio da Quaresma e do Advento, que são tempos litúrgicos de penitência, pode-se usar a cor rosa em dois domingos específicos, como será explicado mais adiante. Nas festas de Nossa Senhora, o azul é autorizado na Espanha e nas suas antigas colônias, ou seja, na América hispânica e nas Filipinas. Posteriormente, tal privilégio foi estendido à Áustria, aos carmelitas e a alguns santuários marianos.

O Brasil não possui este privilégio e, para adquiri-lo, seria necessário que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil fizesse um pedido formal à Santa Sé e recebesse uma resposta favorável, pois só ela tem autoridade para alterar as cores litúrgicas (contrariamente à imensidade de abusos que se veem por todos os lados, o pior dos quais é utilizar as cores do arco-íris em apoio ao movimento LGBT!).

Museu de Arte Sacra de Ouro Preto – divulgação

Tratado definindo as cores no calendário litúrgico

Demorou certo tempo até a Igreja fixar suas regras para as cores litúrgicas. Nos ritos mais antigos (por exemplo, o de Jerusalém), o paramento do Dia do Senhor era simplesmente uma túnica não tingida, bem limpa, feita de linho e, mais raramente, de lã, que lembrava a cor branca. Isso era apropriado, pois o branco é a cor cristológica por excelência, que lembra a inocência do divino Cordeiro. Dizemos que era uma cor que lembrava o branco, porque as técnicas de branqueamento dos tecidos foram lentas e caras, então se usavam, na verdade, vários tons de cinza.

A partir do século VII, em âmbito diocesano, as cores principais passaram a ser as três cores clássicas utilizadas desde a antiguidade: vermelho, branco e preto. Vários matizes foram sendo introduzidos, dependendo do feriado, os quais diferiam entre si essencialmente pela intensidade e brilho, chegando-se a um total de sete cores: havia três tons de vermelho, dois de branco e dois de preto. No branco, o candidus era mais brilhante do que o albus. No preto, o niger era mais brilhante do que o ather. Nos três vermelhos, o purpureus era mais brilhante do que o coccinus ou o ruber. O ouro, que na verdade era mais um amarelo, começou a ser adicionado a essas três cores. Depois foram integrados o verde e o roxo. Apesar de algumas diretrizes gerais e pouco claras, a escolha da cor era geralmente uma decisão do celebrante.

Havia padres que celebravam a Páscoa com vestes brancas, enquanto outros usavam vestes vermelhas ou mesmo verdes. Alguns padres confeccionaram casulas muito caprichosas e despropositadas, que logo foram condenadas pelos bispos locais por serem consideradas pouco decentes (casulas listadas, multicoloridas ou muito vistosas, combinando mais de duas cores, com significados totalmente diferentes).

A partir do século XII foram feitas tentativas de uniformizar as cores nos ritos da Igreja. Os liturgistas da época concordavam em atribuir significados precisos às três cores principais. O vermelho era a cor da Paixão, do martírio e do Espírito Santo. O branco era a cor da Páscoa da Ressurreição, enquanto o preto era a cor da abstinência, da penitência e do luto. O roxo foi considerado um subniger, ou seja, um derivado e substituto, passando a substituir o preto na época do Advento.

Foi o Papa Inocêncio III (1198 a 1216) quem oficializou quatro cores litúrgicas: branco, vermelho, preto e verde.

O cardeal Lottario dei Conti de Segni escreveu, no fim do século XII, um tratado intitulado De sacrosancti altari mysterio, que incluía uma seção sobre as cores litúrgicas. Depois de eleito Papa, sob o nome de Inocêncio III, ele governou a Igreja de 1198 a 1216 e oficializou quatro cores litúrgicas: branco, vermelho, preto e verde. No seu tratado, ele deu um sentido definitivo às cores e às correspondências no calendário litúrgico, a fim de evitar interpretações vagas de cada celebrante: o vermelho devia ser usado apenas nas festas dos apóstolos, dos mártires, da Santa Cruz e em Pentecostes; o branco, nas festas da Quinta-Feira Santa, Páscoa, Natal, Epifania, Ascensão, Todos os Santos, dos anjos e na comemoração das virgens e dos confessores. O preto devia ser usado apenas nas festas dos mortos e durante o Advento e a Quaresma, assim como na festa dos mártires Inocentes (isso depois mudou). Nos demais dias, deve-se usar apenas a cor verde, porque — escreve ele no seu tratado — é uma cor “a meio caminho entre o vermelho, o preto e o branco”. O roxo às vezes podia substituir o preto e o amarelo podia substituir, em casos específicos, apenas o verde.

Beleza da variedade harmônica das cores na liturgia

Foi somente nos séculos XIII e XIV que o azul (pela sua associação com o céu) foi introduzido na liturgia, como cor a utilizar-se nas festas marianas e exclusivamente nos ritos nativos da Espanha (como o moçárabe), mas nas outras áreas, o branco permaneceu como a cor oficial para as festas marianas.

Durante a era barroca (século XVII), duas novas cores litúrgicas foram introduzidas: o ouro e o rosa. A primeira cor, já em voga como substituto do branco e do verde, foi amplamente utilizada nas solenidades marianas do rito romano, em vez do azul espanhol e do branco romano anterior. No entanto, ficou estabelecido que a cor dourada, símbolo da majestade de Deus, poderia substituir qualquer cor, exceto roxo e preto, cores de penitência.

O rosa, uma novidade absoluta, foi introduzido apenas para o terceiro domingo do Advento (chamado de Gaudete) e quarto domingo da Quaresma (chamado de Laetare), como uma cor a meio caminho entre o roxo (típico desses tempos litúrgicos) e o branco, porque nesses dois domingos são lembradas, respectivamente, as promessas venturosas da Natividade e da Ressurreição, assim como da instituição da Eucaristia, pela leitura do milagre da multiplicação dos pães.

Num mundo que oscila entre uma uniformidade pardacenta e uma chocante estridência multicolor, a variedade harmônica de cores dos paramentos dos celebrantes e da decoração das igrejas, assim como seu desfile gradual ao longo do ano litúrgico, com um pontilhado de interrupções por causa de festas religiosas específicas, constituem um regalo para os olhos e para o espírito, povoando a alma dos fiéis com pensamentos elevados a propósito dos mais sagrados mistérios da religião católica.

Em breve começará um novo Ano Litúrgico (no primeiro Domingo de Advento). É uma boa ocasião para meditarmos a respeito das belezas dos ritos da Igreja e pedirmos a Nossa Senhora que ponha fim o quanto antes aos inúmeros abusos litúrgicos que desnaturam a Sagrada Liturgia, particularmente no augusto sacrifício do altar.

ABIM

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Fonte: Revista Catolicismo, Nº 852, Dezembro/2022

ATLETAS DA SOCIEDADE COLUMBÓFILA COMPETIRAM NA 43ª EDIÇÃO DA S. SILVESTRE DE COIMBRA



Promovida e organizada pela Escola de Atletismo de Coimbra/Casaense, com o apoio da Adac – Associação Distrital de Atletismo de Coimbra e Município de Coimbra, realizou-se no passado dia 18 de dezembro, pelas principais artérias da cidade de Coimbra a 43ª edição da São Silvestre, uma prova de estrada com 10km com mais de 1350 participantes a terminar e ainda a realização de uma caminhada. 

Participaram na prova de 10km 6 atletas da Secção de Ar Livre e Aventura, da associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense, tendo Nelson Heleno, obtido o 75º lugar na classificação geral individual e o 36º lugar no escalão de Sénior Masculino, Joel Rodrigues, o 154º da geral e o 6º no escalão de Juniores Masculino, Ruben Novo, 164º geral, 75º Sénior Masculino, André Santos, 341º geral, 139° Sénior Masculino.

No sector feminino Gabriela Oliveira, alcançou a 419ª posição na classificação geral e o 10º lugar no escalão de Veterana F40 e Ana Cláudia Ferreira, a 1184ª posição na geral e 142ª Sénior Feminino 

Coletivamente a equipa alcanço o 14° lugar competindo com 47 equipas classificadas.


Um morto e dois feridos em despiste de ambulância de Viana do Castelo

Um morto e dois feridos é o resultado do despiste de uma ambulância dos Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo na estrada IC8, no concelho de Arcos de Valdevez, confirmou à Lusa fonte hospitalar.

Em declarações à Lusa, fonte oficial do Hospital de Viana do Castelo confirmou “uma vítima mortal” a lamentar na sequência do despiste em Arcos de Valdevez esta madrugada, acrescentando que há dois feridos “ainda em observação” médica neste hospital.

Fonte do Comando Distrital de Operação de Socorros (CDOS) de Viana do Castelo relatou à Lusa que o alerta do despiste de uma ambulância de Viana do Castelo foi dado esta madrugada, pelas 02:42, no IC8.

No local estiveram 29 operacionais, com 13 viaturas, das corporações de Arcos de Valdevez, Ponte de Lima e Ponta da Barca.

Estiveram também meios diferenciados do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), militares da GNR e a Autoridade Nacional de Proteção Civil.

A estrada esteve condicionada, mas a circulação já estava normalizada esta manhã.

As fontes contactadas pela Lusa escusaram-se a adiantar se a vítima mortal pertence aos Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo.

Madremedia/Lusa

Morreu Carlos Marín, dos Il Divo. Tinha 53 anos

Cantor estava em coma induzido

A notícia foi avançada nas redes sociais pelo grupo musical, este domingo.

Carlos Marín estava em coma induzido. Informação foi conhecida quando o grupo anunciou, há três dias, o adiamento da digressão europeia e de dois concertos em Portugal.

O barítono, de 53 anos, estava internado num hospital de Manchester, em Inglaterra, em estado considerado muito grave, avança a imprensa espanhola. Não se sabe ainda qual o motivo da sua morte.

O grupo tinha dois concertos agendados em Portugal: no domingo, na Altice Arena, em Lisboa, e outro na segunda-feira, no Multiusos de Gondomar.

RR

Um morto e quatro feridos graves num incêndio no Hospital São João

Um incêndio fez este domingo um morto e quatro feridos graves no Hospital São João, no Porto. Cinco profissionais de saúde estão a ser assistidos nas urgências.

Um incêndio de "elevada complexidade" no serviço de Pneumologia (piso 9) do Centro Hospitalar Universitário de São João, no Porto, fez um morto e quatro feridos graves ao final da tarde deste domingo, informou a administração em comunicado.

Há cinco profissionais "afetados que estão a receber apoio no serviço de urgência", adianta a mesma fonte.

O incêndio foi dado como extinto às 19:00, estando neste momento ainda a decorrer manobras de rescaldo. A causa do incêndio está por determinar, estando no local, às 19:35, 21 operacionais com sete viaturas. Num comunicado enviado ao SAPO24, o hospital diz que "as causas do incêndio estão a ser apuradas e será aberto um processo de averiguações interno".

O incêndio que atingiu, pelas 17:40 de hoje, o piso 9 do Hospital de São João, no Porto, obrigou à retirada de doentes do local, avançou à agência Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorros (CDOS).

Antes, fonte dos Sapadores Bombeiros do Porto disse também à Lusa que havia quatro feridos, dos quais dois estavam em paragem cardiorrespiratória.

"O plano de incêndio do hospital e o plano de emergência interno foram prontamente ativados, possibilitando a deslocação dos doentes e dos profissionais, bem como o combate ao incêndio pelas equipas internas e pelas corporações de bombeiros", diz ainda.

"O hospital encontra-se a prestar informação e apoio psicológico às famílias das vítimas e aos profissionais. O hospital apresenta desde já os mais sentidos pêsames à família da vítima mortal."

Pedro Soares Botelho / Madremedia