segunda-feira, 4 de abril de 2022
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"Portugal Mais Verde" é o desafio deixado na exposição inaugurada no dia 2 de abril, que está patente no Núcleo de Arte Contemporânea do Museu do Vidro, na Marinha Grande, até ao dia 1 de maio.
Descoberta da Universidade de Coimbra possibilita avanço importante no diagnóstico da Esclerose Múltipla
Um estudo liderado pelo investigador do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC), Carlos Duarte, mostra que é possível classificar um doente com Esclerose Múltipla (EM) com 80% de certeza, avaliando um conjunto de oito proteínas específicas.
A descoberta resulta de cerca de 15 anos de investigação na área dos biomarcadores (indicadores de determinadas patologias), e só foi possível devido a uma estreita colaboração entre o CNC, o Serviço de Neurologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), o departamento de Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e ainda o laboratório de Neurobiologia Molecular do I3S (Universidade do Porto).
A Esclerose Múltipla, uma doença inflamatória e degenerativa que afeta o sistema nervoso central (SNC), é difícil de diagnosticar, devido à diversidade de sintomas, semelhança com outras doenças inflamatórias do SNC e ausência de indicadores específicos para a doença, ou seja, de um método de diagnóstico específico. Cerca de 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de EM, sendo que em Portugal estima-se que a doença afete mais de 8 mil pessoas.
Neste estudo, foram utilizadas amostras de líquido cefalorraquidiano (LCR) de doentes com Esclerose Múltipla e de doentes com outras doenças inflamatórias do sistema nervoso central. O LCR é um líquido presente entre o crânio e o cérebro e também na medula espinhal, que atua como um amortecedor, servindo de proteção. Além disso, contém um grande número de moléculas produzidas, libertadas e processadas a partir do SNC, o que faz deste líquido uma janela única para o estudo de doenças do sistema nervoso.
Numa primeira fase da investigação, recorrendo a estas amostras biológicas, em contexto laboratorial, «foi identificado um grupo de proteínas que permitiu distinguir corretamente 80-90% das amostras de doentes com EM. Posteriormente, após uma análise estatística exaustiva, oito proteínas obtiveram lugar de destaque, uma vez que, quando avaliadas em conjunto, permitiram classificar e categorizar com 80% de confiança os doentes com Esclerose Múltipla. Estas oito proteínas definem agora um novo painel de biomarcadores para a EM», explicam Carlos Duarte, coordenador do estudo e professor catedrático da FCTUC, e Ivan Salazar, primeiro autor do estudo e investigador do CNC-UC.
Os resultados, publicados na revista Journal of Neuroinflammation, concluem os investigadores, «constituem um avanço significativo para o desenvolvimento de novas estratégias de diagnóstico, ou prognóstico, para a Esclerose Múltipla. Além do mais, contribuem também para a avaliação de novas estratégias terapêuticas para esta doença».
Este estudo foi financiado pela National Multiple Sclerosis Society (EUA), Biogen (EUA) e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) (Portugal). O artigo está disponível em: https://doi.org/10.1186/s12974-022-02404-2.
Fotografia da equipa em anexo (da esquerda para a direita): Ivan Salazar, Lívia Sousa, Carlos Duarte, Sónia Batista, Alberto Canelas Pais, Bruno Manadas e Inês Baldeiras.
Legenda da ilustração: principais etapas do projeto com o objetivo de identificar novos marcadores moleculares para apoio ao diagnóstico da Esclerose Múltipla. Amostras de líquido cefalorraquidiano são recolhidas dos doentes (A) e posteriormente é analisada a sua composição em proteínas (B). A fase atual do projeto consiste na confirmação dos resultados obtidos utilizando uma técnica baseada na utilização de anticorpos específicos para cada proteína, denominada ELISA (C). Ilustração por Rui Tavares.
Cristina Pinto
Três distritos em alerta devido ao frio
O aviso do IPMA estende-se até à manhã de terça-feira.
Os distritos de Vila Real, Bragança e Guarda estão esta segunda e terça-feira sob aviso amarelo devido à previsão de tempo frio com persistência de valores baixos da temperatura mínima, segundo o IPMA.
O aviso amarelo para estes três distritos vai estar em vigor até às 09:00 de terça-feira.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou também o distrito de Faro sob aviso amarelo até às 15:00 de terça-feira por causa da agitação marítima, prevendo-se ondas de sueste com 2 a 3 metros.
Por causa da agitação marítima, o IPMA emitiu também um aviso amarelo para a costa norte da Madeira e o Porto Santo, prevendo-se ondas de norte com 4 a 4,5 metros, até às 18:00 desta segunda-feira.
As regiões montanhosas da ilha da Madeira estão igualmente sob aviso amarelo até às 12:00 desta segunda-feira devido à previsão de vento forte do quadrante norte, com rajadas até 95 quilómetros por hora.
O aviso amarelo é emitido pelo IPMA sempre que a situação meteorológica representa risco para determinadas atividades.
SIC Notícias
Cineasta lituano Kvedaravicius morre em Mariupol “com a câmera na mão”
O cineasta lituano Mantas Kvedaravicius, de 45 anos, morreu quando tentava sair de Mariupol, cidade portuária do sudeste da Ucrânia cercada pelas forças russas, anunciou neste domingo o exército ucraniano.
Os ocupantes russos mataram o cineasta lituano Mantas Kvedaravicius, autor do documentário "Mariupolis", quando tentava sair de Mariupol", afirmou no Twitter o ministério da Defesa da Ucrânia.
A morte do documentarista foi anunciada pelo cineasta russo Vitali Manski, fundador do renomado festival moscovita Artdocfest, para o qual Mantas Kvedaravicius havia sido convidado.
"Ele foi morto hoje em Mariupol, com a câmera na mão, nesta guerra de m**** do mal contra todo o mundo", escreveu Vitali Manski no Facebook.
O ministério lituano das Relações Exteriores declarou-se em choque com a morte.
"Mataram-no em Mariupol, onde documentava as atrocidades da guerra da Rússia. O seu filme anterior, Mariupolis (2016), relatava a história de uma cidade cercada com uma grande vontade de viver", afirma uma nota da diplomacia lituana.
Mantas Kvedaravicius, nascido em 1976, ganhou fama justamente com este filme, rodado na cidade ucraniana e exibido pela primeira vez no Festival de Cinema de Berlim em 2016.
Madremedia

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