segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Iniciativa Municipal continua a ser gratuito até final do ano. TRANSPORTE FLEXÍVEL A PEDIDO AVANÇA EM CASTELO DE PAIVA


O Município de Castelo de Paiva disponibilizou a informação de que o serviço de Transporte a Pedido LIGA vai continuar a ser gratuito até 31 de Dezembro do corrente, na sequência do prolongamento do seu período experimental. 
O principal objetivo do LIGA é ligar as aldeias aos centros urbanos, facilitando o acesso aos serviços localizados no centro de Sobrado e ao Centro de Saúde de Oliveira do Arda, na vila da Raiva, um serviço de transporte flexível a pedido que lhe assegura transporte até à sede de concelho e centros de saúde em paragens e horários definidos, mediante reserva. 
Realizado através de táxi, o serviço funciona nos dias úteis, com percursos, paragens e horários previamente definidos, mediante reserva antecipada. A utilização é simples, basta ligar para o 255 718 348 até às 15h00 do dia útil anterior e planear a viagem pretendida.
 Recorda-se que, a partir de Janeiro de 2027, este serviço de baixo custo passará a ter um preço por viagem entre 1,80 € e 4,20 €, dependendo do número de zonas percorridas. É um serviço público complementar à rede regular de transporte rodoviário em localidades ou períodos em que a oferta é insuficiente. 
Com esta iniciativa, o Município de Castelo de Paiva reforça o seu compromisso com uma mobilidade mais acessível, aproximando as populações dos serviços essenciais e contribuindo para melhorar a qualidade de vida dos paivenses.

*Carlos Oliveira
Gabinete de Comunicação Relações-Públicas e Protocolo
Assessor de Imprensa        

RELATIVAS AO ANO LECTIVO 2026/2027. ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA AS BOLSAS DE ESTUDO PARA ESTUDANTES DO ENSINO SUPERIOR

O Município de Castelo de Paiva está a informar que estão abertas as inscrições para a atribuição das Bolsas de Estudo do Ensino Superior referentes ao ano lectivo 2026/27, que devem ser apresentadas desde 1 a 30 de Novembro, sendo que os estudantes interessados devem contactar os serviços municipais para formalizar a candidatura e obter todas as informações necessárias. 
Para o edil paivense Ricardo Cardoso, pretende-se desta forma, continuar a apoiar economicamente o esforço dos jovens paivenses que querem encetar um percurso académico regular integrado no seu projecto de vida e que de outra forma estariam impossibilitados ou com mais dificuldades na concretização desse objectivo, daí também a preocupação da autarquia, em apoiar os alunos com reconhecido mérito académico, nomeadamente, aproveitamento escolar nos dois últimos anos lectivos. 
Com esta medida de apoio, o presidente Ricardo Cardoso, destaca a aposta na educação e a vontade de continuar a estabelecer um compromisso com o desenvolvimento do concelho, potenciando a igualdade no acesso à educação e formação, considerando o autarca de Castelo de Paiva que, estas Bolsas de Estudo são apresentadas como um estímulo e um incentivo que pode potenciar a preparação e a entrada dos jovens no mercado do trabalho. 

*Carlos Oliveira
Gabinete de Comunicação Relações Públicas e Protocolo
Assessor de Imprensa     

Comunicado em solidariedade com as acampadas de Lisboa e Porto

 O Movimento Porta Adentro, de Coimbra, manifesta a sua profunda solidariedade com todas as pessoas que, em Lisboa e no Porto, no sábado saíram à rua para exigir o direito fundamental a uma habitação digna e foram, pela terceira vez no espaço de um mês, corridas, feridas e detidas à bastonada pela polícia de intervenção, instrumentalizada por quem nos governa.

As manifestações e as acampadas que têm acontecido nas últimas semanas são expressão de um descontentamento social profundo perante uma crise habitacional antiga que se agrava diariamente. O aumento incomportável do custo de vida e a dificuldade crescente em aceder a uma casa empurram milhares de pessoas para a precariedade, obrigam jovens a adiar a sua autonomia, e despejam famílias inteiras do seu abrigo.

Na madrugada de 1 de novembro, a PSP voltou a intervir, pelas 04h30 da madrugada, nas acampadas de Lisboa e do Porto, provocando dezenas de feridos e 13 detenções. Nessa mesma noite, o Procurador informou a PSP que a permanência das tendas não constituía uma ilegalidade. Não obstante, o Ministro da Administração Interna, Luís Neves, alvo de três inquéritos-crime pelo Ministério Público, escondeu-se atrás da autonomia técnica das forças policiais e insiste em fazer das simbólicas "tendas" um tema de debate e cisão.

O Governo está a instrumentalizar a polícia para evitar discutir por que razão centenas de milhares de pessoas, por todo o país, sentem necessidade de ocupar o espaço público para exigir habitação e melhores condições de vida. O Governo pretende que se discuta a legalidade das manifestações e a necessidade de "repôr a ordem", para que não se discuta o impedimento que as pessoas têm de ver cumprido o seu direito constitucional a uma habitação digna. O Governo utiliza descaradamente a polícia contra o manifestante como a sua solução para a habitação e custo de vida.

Não aceitamos esta inversão de responsabilidades.

Quem protesta não é responsável pela a crise de habitação. Quem ocupa as ruas para exigir um direito fundamental não pode ser utilizado como saco de pancada do governo para desviar o debate público e assegurar a continuidade de um modelo de governação que favorece a financeirização da habitação e os interesses do mercado imobiliário.

A nossa vida não são casinos.
Com cada bastão cresce a força de quem exige um teto e um chão. As acampadas têm mostrado que há espaços transparentes de construção política, de encontro, de decisão coletiva. Nas assembleias ensaiam-se outras formas de democracia, construídas a partir de baixo, onde quem é tantas vezes excluído dos processos de decisão reclama o direito a ser sujeito político. A resistência, o cuidado, e a organização pelo direito à habitação são a resposta legítima à violência estatal. Somos muitas, e seremos ainda mais. 

Exigimos o apuramento das responsabilidades pelas cargas policiais e o respeito pelos direitos fundamentais de todas as pessoas que se manifestam.

De Coimbra a Lisboa, do Porto a todo o país, solidarizamo-nos com quem luta por uma casa digna e exigimos que o governo revogue a lei dos despejos e responda à crise com medidas concretas, em vez de repressão.

Esta é a luta por uma vida digna de um país que trabalha. 

*Porta Adentro
movimento de Coimbra pelo direito à habitação

Solução para deteção precoce do cancro da pele apresentada à ULS Coimbra vence iniciativa Hospital Innovation Challenge


Empresas portuguesas destacam-se em iniciativa inédita de âmbito europeu

Solução para deteção precoce do cancro da pele vence iniciativa Hospital Innovation Challenge
  • Solução vencedora da edição de 2026 responde ao desafio lançado pela Unidade Local de Saúde Coimbra;
  • Plataforma integrada de governance da investigação e gestão de estudos clínicos, apresentada pela IOMED ao IPO-Porto fica em segundo lugar;
  • Terceiro lugar atribuído à plataforma de gestão de camas e otimização do fluxo de emergência baseada em IA da Reconquering Medicine para a ULS Santa Maria;
A solução Dermamatica, plataforma de health-tech que utiliza inteligência artificial (IA) para melhorar e acelerar a deteção precoce do cancro da pele, é a vencedora da segunda edição do Hospital Innovation Challenge (HIC). A iniciativa, promovida pelo Health Cluster Portugal, em parceria com o Instituto Pedro Nunes (IPN), com o suporte dos projetos TEF-Health e DigiHealthPT tem como objetivo aproximar hospitais e empresas tecnológicas, procurando transformar necessidades concretas do setor da saúde em respostas inovadoras.

O desafio de encontrar ferramentas inovadoras, escaláveis ​​e eticamente sólidas, baseadas em inteligência artificial, que possam auxiliar na deteção precoce do cancro de pele foi proposto pela ULS Coimbra. O objetivo da Unidade Hospitalar era o de capacitar os doentes e os profissionais de saúde dos cuidados primários com sistemas de apoio à decisão que permitissem analisar imagens da pele ou sintomas e sugerir a probabilidade de malignidade, incentivando o seguimento clínico atempado.

Utilizando IA explicável e multimodal, a Dermamatica analisa imagens da pele e fornece uma avaliação de risco imediata através de um índice de risco e de um mapa de destaque visual que evidencia as características que motivaram a avaliação da IA. Esta abordagem permite acelerar a tomada de decisão médica, dando resposta aos atrasos e incertezas na deteção precoce do cancro da pele causados pelo acesso limitado à Dermatologia e pela dificuldade de os médicos de família em avaliar lesões durante consultas de rotina. A ferramenta apresentada pretende agilizar o percurso do paciente, permitindo que casos de alto risco sejam mais rapidamente encaminhados à especialidade.

O segundo lugar foi atribuído à IOMED e à solução apresentada ao Instituto Português de Oncologia do Porto FG, EPE (IPO-Porto) que responde à necessidade apresentada por esta Unidade Hospitalar de usufruir de uma plataforma integrada de governance da investigação e gestão de estudos clínicos. A plataforma de dados da IOMED, com recurso à IA e ao NLP (Natural Language Processing), permite aos hospitais e às empresas de ciências da vida aceder a dados clínicos do mundo real de forma segura e em conformidade com as normas para fins de investigação.

A Reconquering Medicine, que conquistou o terceiro lugar, apresentou à ULS Santa Maria uma plataforma de gestão de camas e otimização do fluxo de emergência baseada em IA. O desafio proposto por esta ULS passava pela apresentação de uma ferramenta digital capaz de monitorizar e gerir a disponibilidade de camas, e que se integrasse nas necessidades em tempo real do SU, considerando diferentes indicadores-chave de desempenho (KPIs), como o número de doentes em estado crítico de acordo com o Sistema de Rastreio de Manchester, a idade dos doentes, etc.

Numa primeira fase, os hospitais foram convidados a submeter desafios clínicos ou administrativos. Das 18 PMEs e startups que submeteram propostas, seis foram selecionadas pelos hospitais, após uma fase de avaliação online para participar na sessão final do HIC. As seis propostas foram avaliadas por um júri externo composto por representantes da SPMS, Fundação Champalimaud, Investors Portugal, Charité, e do respectivo hospital. Além de apresentarem a solução, as empresas tiveram oportunidade de interagir diretamente com os representantes dos hospitais, permitindo-lhes compreender melhor os desafios, bem como explorar potenciais oportunidades de colaboração. As seis soluções foram apresentadas na Conferência Internacional Innovating Health Together (IHTC), organizada pelo Health Cluster Portugal, que decorreu entre os dias 27 e 28 de outubro, no ISCTE, em Lisboa.

Mais informações sobre o Hospital Innovation Challenge:

*Maria João Serra
​​​​Consultant

CIM Viseu Dão Lafões apresenta Plataforma de Gestão Urbana no maior congresso mundial dedicado às cidades inteligentes


Missão a Barcelona decorre entre 2 e 5 de novembro e inclui a apresentação da nova Plataforma de Gestão Urbana no Smart City Expo World Congress. Participação permitirá também conhecer soluções e boas práticas internacionais que poderão ser aplicadas nos municípios da região.

A Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões participa, entre 2 e 5 de novembro, numa missão de trabalho a Barcelona, que terá como principal destaque a apresentação da nova Plataforma de Gestão Urbana (PGU) de Viseu Dão Lafões no Smart City Expo World Congress (SCEWC), o maior evento mundial dedicado às cidades e à inovação urbana.

A apresentação terá lugar na tarde de 3 de novembro, no âmbito da sessão “Territórios Inteligentes em Portugal: O Estado das PGUs em Portugal”, promovida no stand da Ubiwhere. A sessão será aberta por João Azevedo, Presidente da CIM Viseu Dão Lafões, e Nuno Ribeiro, Co-CEO da Ubiwhere, seguindo-se a apresentação da Plataforma de Gestão Urbana da região, por Diogo Correia, da Ubiwhere.
A iniciativa integra-se no projeto SMART REGION Viseu Dão Lafões, através do qual a CIM e os 14 municípios estão a desenvolver uma plataforma capaz de reunir e analisar informação proveniente de diferentes sistemas e fontes de dados, permitindo melhorar o conhecimento sobre o território e apoiar decisões mais rápidas e informadas.

Recorde-se que a participação em Barcelona acontece poucos dias depois do SMART REGION SUMMIT Viseu Dão Lafões, que se realizou a 29 de outubro e reuniu especialistas, responsáveis políticos e representantes de diferentes instituições para debater o futuro dos territórios inteligentes. As duas iniciativas refletem a aposta da CIM na transformação digital e na utilização da tecnologia e dos dados para melhorar a gestão territorial e a qualidade dos serviços públicos.

A Plataforma de Gestão Urbana de Viseu Dão Lafões integra 11 verticais estratégicos e enquadra-se na Estratégia Nacional de Territórios Inteligentes, que procura alargar aos territórios de baixa densidade as ferramentas e metodologias associadas às smart cities. Entre os objetivos estão a modernização dos serviços públicos, a otimização da utilização de recursos, a sustentabilidade e uma gestão territorial cada vez mais apoiada em dados.

“A apresentação desta plataforma num evento internacional com a dimensão do Smart City Expo World Congress representa um momento muito relevante para Viseu Dão Lafões. Estamos a construir uma região cada vez mais capacitada para utilizar a tecnologia e os dados ao serviço das pessoas e da qualidade dos serviços públicos”, destaca João Azevedo, Presidente da CIM Viseu Dão Lafões.

A sessão de 3 de novembro incluirá ainda duas mesas-redondas dedicadas à Estratégia Nacional de Territórios Inteligentes e à experiência das comunidades intermunicipais na implementação das Plataformas de Gestão Urbana. Nuno Martinho, Secretário Executivo da CIM Viseu Dão Lafões, participará no painel “Vozes do Território: experiências reais com a implementação da Plataforma Urbana”, juntamente com representantes das CIM do Tâmega e Sousa, Região de Aveiro e Região de Leiria.

“A transformação digital dos territórios só produz resultados quando a tecnologia responde a necessidades concretas. Esta missão permite-nos apresentar o trabalho que estamos a desenvolver, mas também conhecer soluções, experiências e modelos que podem ser úteis para os nossos municípios. É precisamente esse intercâmbio que torna particularmente relevante a presença num evento desta dimensão”, sublinha Nuno Martinho.

Barcelona reúne mais de 27 mil participantes para debater o futuro das cidades

Realizado em Barcelona desde 2011, o Smart City Expo World Congress tornou-se o principal ponto de encontro internacional para cidades, regiões, empresas, universidades e especialistas ligados à inovação e à transformação dos territórios.

A edição de 2026 decorre entre 3 e 5 de novembro, na Fira Barcelona Gran Via, sob o tema “Urban Solutions, Real Impact”, e deverá reunir mais de 27 mil participantes de mais de 130 países. O programa inclui mais de 600 oradores internacionais e debates sobre áreas como tecnologias emergentes, inteligência artificial, energia e ambiente, mobilidade, governação, inclusão, infraestruturas e habitação.

Durante a missão, os representantes de Viseu Dão Lafões terão oportunidade de visitar a exposição, acompanhar conferências e sessões técnicas e estabelecer contactos institucionais e técnicos, procurando identificar tecnologias, projetos e boas práticas com potencial de aplicação no território.

Sobre a CIM Viseu Dão Lafões:
A CIM Viseu Dão Lafões é uma associação de municípios, denominada como Comunidade Intermunicipal, sendo constituída pelos municípios de Aguiar da Beira, Carregal do Sal, Castro Daire, Mangualde, Nelas, Oliveira de Frades, Penalva do Castelo, Santa Comba Dão, São Pedro do Sul, Sátão, Tondela, Vila Nova de Paiva, Viseu e Vouzela.

*Miguel Fernandes
Gabinete de Comunicação CIM Viseu Dão Lafões
**Filipe Santos
Assessoria de Imprensa

Seminário Internacional “Acervos com Sentido — Braille, Bibliotecas, Arquivos e Museus” no dia 19 de Novembro no Museu de Tiflologia em Castelo de Vide


A Fundação Nossa Senhora da Esperança e o Museu de Tiflologia organizam, no próximo dia 19 de Novembro, o Seminário Internacional “Acervos com Sentido — Braille, Bibliotecas, Arquivos e Museus”. O evento reunirá instituições, especialistas, organizações representativas das pessoas cegas, investigadores e profissionais da cultura para partilhar experiências sobre preservação, organização, produção, digitalização e acesso a coleções em Braille e noutros formatos acessíveis.

O evento tem lugar no âmbito do Projeto TODAGENTE – Arte e Educação para a Acessibilidade e Inclusão em Espaços Culturais e será realizado em formato híbrido, presencialmente no Museu de Tiflologia e na Biblioteca Braille, em Castelo de Vide, e com transmissão online.
O encontro pretende promover a cooperação entre instituições nacionais e internacionais, relacionando a memória histórica do Braille com os desafios contemporâneos da acessibilidade cultural, das tecnologias assistidas e da participação das pessoas cegas na construção, interpretação e utilização dos acervos.

A participação é gratuita e as inscrições podem ser efetuadas diretamente através do link https://todagente.fnse.pt/formacoes/8/inscricao.

Com especial enfoque na troca de experiências entre instituições nacionais e internacionais, o Seminário contará com a participação da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, representada pelo National Library Service for the Blind and Print Disabled — NLS. A presença desta instituição permitirá conhecer um modelo internacional de referência na produção, preservação e disponibilização de livros e revistas em Braille, áudio e formatos digitais acessíveis.

Segundo a organização do evento, os “Acervos com Sentido” traduzem uma perspetiva que ultrapassa a preservação material das coleções e compreende os acervos como espaços vivos de memória, conhecimento, experiência sensorial, participação e exercício do direito à cultura.
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Castelo de Vide, 2 de Novembro de 2026
Para mais informações , contactar:


Emigrantes portugueses lançam carta aberta pelo direito à habitação em Portugal e contra a repressão violenta das manifestações

 
"Só não são mais nas ruas, porque muitos já deixaram o país": emigrantes portugueses lançam carta aberta
Carta aberta pede respostas às reivindicações dos manifestantes e condena a repressão policial das acampadas e manifestações em Lisboa e no Porto.
A Associação José Afonso - Núcleo de Bruxelas divulga hoje uma carta aberta de emigrantes portugueses em apoio às manifestações e acampadas pelo direito à habitação que decorrem em Portugal desde há semanas. A carta, que circula entre grupos de emigrantes, conta já com mais de 350 subscritores e continua aberta a assinaturas.
A iniciativa surge depois de várias semanas de mobilização em Portugal. Em várias ocasiões, as autoridades policiais dispersaram as manifestações em Lisboa e no Porto com desproporcionada violência.
Os signatários lembram que, segundo o Observatório da Emigração, cerca de 1,2 milhões de portugueses deixaram o país nos últimos 15 anos, muitos em busca de condições de vida que permitissem pagar uma habitação digna para si e para as suas famílias, com o salário do seu trabalho.
Em reação às declarações infelizes do Presidente do IHRU, os assinantes relembram que são "filhas e filhos do Estado Social" e recusam que o seu sacrifício seja glorificado ou apresentado como o caminho natural para a juventude portuguesa.
A carta exige ao Governo uma resposta imediata às reivindicações dos manifestantes, incluindo a rejeição da nova lei do arrendamento, o fim dos despejos sem alternativa habitacional, o fim da compra de habitação por fundos imobiliários, mais habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos e tetos de renda. Pede também o cumprimento do artigo 65.º da Constituição, a proteção do direito à manifestação e a responsabilização política de quem tenha autorizado a repressão violenta de protestos pacíficos.
Os signatários da carta aberta terminam com um apelo: "Por um Portugal onde se possa viver e onde se queira ficar. Por um Portugal ao qual possamos regressar."
A associação apoia e divulga também a concentração convocada por um coletivo informal (ACAMPADA SOLIDARITY BELGIUM), ainda esperando aprovação das autoridades locais, em frente à Embaixada de Portugal em Bruxelas, no dia 10 de novembro, às 17h30. Esta concentração será um gesto simbólico de solidariedade com as acampadas que se têm realizado em várias cidades portuguesas, inscrevendo-se num movimento de mobilização mais alargado da emigração portuguesa, que tem surgido em várias cidades europeias nos últimos dias, incluindo em Berlim e Amesterdão.
 
Concentração (apoiada mas não organizada pela AJA Bruxelas)
Quando: 10 de novembro de 2026, 17h30 (por confirmar pelas autoridades locais)
Onde: Em frente à Embaixada de Portugal, Av. de Cortenbergh nº 12, 1040 Bruxelas
Convocada por: ACAMPADA SOLIDARITY BELGIUM, coletivo informal de emigrantes portugueses

*João Paiva, Presidente da Associação José Afonso - Núcleo de Bruxelas
Bruxelas, 1 de novembro de 2026

 

ULS Coimbra promoveu congresso “Proximidade que Cuida” em Cantanhede. Helena Teodósio diz ser crucial profissionalização das respostas de proximidade

 
O Centro Social e Paroquial de S. Pedro foi palco nos dias 29 e 30 de outubro do congresso “Proximidade que Cuida”, um encontro organizado pela Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra dedicado à reflexão, partilha de conhecimento e valorização de práticas de saúde centradas na pessoa, na família e na comunidade.
A iniciativa integrou cursos de capacitação clínica especializada, bem como sessões dedicadas à transição segura de cuidados, cuidados paliativos, proximidade e integração de cuidados e tratamento de feridas.
Ao intervir na sessão de abertura, a presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio, começou por referir que “a proximidade é uma questão de conforto para quem precisa de assistência, mas é também uma questão de segurança clínica”, no sentido em que estar perto dos cuidados aumenta significativamente as probabilidades de deteção de situações indiciadoras de enfermidades.
A autarca destacou, então, a importância da profissionalização das respostas de proximidade, com equipas de domicílio, apoio domiciliário articulado com os cuidados de saúde, unidades de retaguarda ao internamento e soluções tendentes a evitar que a dependência conduza imediatamente à institucionalização. “É preciso prevenir a dependência antes que ela se instale, porque cada ano de autonomia ganho é um ano de pressão retirada ao sistema e um ano de vida vivida em condições decentes por quem a vive”, observou.
A autarca lembrou, por outro lado, que se o apoio familiar vai diminuir ainda mais – dados do Pordata apontam que quem tem hoje cerca de 40 anos, e não tem irmãos, poderá contar em média com o amparo de uma única pessoa quando chegar aos 75 anos -, “o custo dos cuidados transfere-se para as instituições, para as autarquias, para o erário público e, sobretudo, para as pessoas que necessitam de cuidados, neste caso em forma de lista de espera, de isolamento e de sofrimento não assistido”. Daí a necessidade de “antecipar a agudização dos problemas, com rede, com formação e com respostas que cheguem a casa de quem precisa”. “É isso que faz a diferença entre um território que envelhece e um território que abandona”, enfatizou.
A terminar, Helena Teodósio reforçou que “cuidar é uma função de altíssima exigência técnica e emocional que tem de ser devidamente compensada”, deixando uma palavra de reconhecimento a todos quantos trabalham nesta área, seja nos serviços de saúde, seja nos serviços de apoio das IPSS ou outras entidades.
Ao longo de dois dias, o congresso “Proximidade que Cuida” contou com cursos, mesas redondas e apresentações de diversos profissionais de saúde. Transição segura de cuidados, cuidados paliativos e proximidade que cuida foram alguns dos temas em discussão.


Maratona Fotográfica de Famalicão distingue os melhores olhares e prepara celebração dos 15 anos


Carlos André Ferreira, de Barcelos, conquistou o primeiro lugar da 14.ª edição da Maratona Fotográfica de Vila Nova de Famalicão, arrecadando um prémio de 500 euros.

A cerimónia de entrega de prémios, que decorreu no dia 31 de outubro na Casa do Território, ficou também marcada pela apresentação das atividades da Associação Caixa de Imagens para 2027, ano em que a iniciativa celebra 15 anos de história.
Há imagens que captam momentos. Outras contam histórias, revelam pormenores e mostram-nos lugares que julgávamos conhecer através de uma perspetiva completamente diferente. Foi precisamente esse o espírito que voltou a reunir os participantes da Maratona Fotográfica de Vila Nova de Famalicão, cuja 14.ª edição terminou com a cerimónia de entrega de prémios e a distinção dos melhores trabalhos.
Realizada no passado dia 26 de setembro, a Maratona Fotográfica juntou cerca de 50 participantes, muitos dos quais se conheceram pela primeira vez durante esta experiência, unidos por uma paixão comum: a fotografia. Ao longo de um dia de convívio, descoberta e criatividade, os participantes percorreram a cidade, responderam aos desafios fotográficos propostos e transformaram os seus olhares em imagens que perpetuam diferentes perspetivas de Famalicão.
Organizada pela Associação Caixa de Imagens, a Maratona Fotográfica conta já com 14 edições e prepara-se agora para assinalar um marco especial na sua história.
A avaliação dos trabalhos culminou na distinção dos participantes que mais se destacaram nesta edição. Carlos André Ferreira, de Barcelos, conquistou o primeiro lugar, recebendo um prémio de 500 euros. André Sá, de Esposende, alcançou o segundo lugar, com um prémio de 300 euros, enquanto Alcino Costa, de Vila Nova de Famalicão, ficou em terceiro lugar, arrecadando 200 euros.
Para além da classificação geral, foram também destacados trabalhos em diferentes categorias temáticas, reconhecendo a criatividade, a capacidade de observação e a interpretação dos desafios propostos pela organização com a distinção de 8 menções honrosas.
A seleção dos trabalhos distinguidos esteve a cargo de um júri presidido pelo Dr. Carlos Alberto Cardoso, que avaliou as imagens apresentadas pelos participantes, numa tarefa que procurou valorizar a qualidade fotográfica e a originalidade dos diferentes olhares sobre a cidade.
A cerimónia contou com a presença de Susana Ferreira, vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, que destacou o valor cultural e documental dos trabalhos apresentados.
«Estes trabalhos fazem-nos olhar para a cidade de uma outra maneira. O facto de a organização ter aproveitado a Feira de São Miguel para a incluir no roteiro fotográfico deixa-me, enquanto vereadora da Cultura, muito satisfeita. E este é um trabalho que fica para a posteridade: são registos da nossa história», sublinhou.
As palavras da autarca reforçam uma das dimensões mais importantes da Maratona: a capacidade de valorizar o património, as tradições e a identidade local através da fotografia. Para além da componente competitiva, as imagens produzidas constituem testemunhos visuais do território e da sua vivência, contribuindo para preservar memórias e construir novas narrativas sobre Famalicão.

2027: um ano histórico para a Associação Caixa de Imagens

Depois de 14 edições, a Maratona Fotográfica prepara-se para entrar num novo capítulo. Em 2027, a Associação Caixa de Imagens assinala 15 anos de compromisso com a fotografia, uma data que a organização pretende celebrar com novidades e novas oportunidades de participação.
Durante a cerimónia, Luís Lopes, membro desta associação, apresentou o plano de atividades previsto para o próximo ano, que contempla a realização de workshops dedicados a diferentes temáticas da fotografia, bem como caminhadas fotográficas.
Estas iniciativas pretendem alargar a atividade da associação para além da Maratona, criando mais oportunidades de aprendizagem, partilha de conhecimentos e contacto com a fotografia. A intenção é continuar a aproximar pessoas com diferentes níveis de experiência, estimular a criatividade e fortalecer a comunidade de apaixonados por esta arte.
A celebração dos 15 anos representa, assim, não apenas um marco na história da associação, mas também uma oportunidade para renovar projetos, explorar novas abordagens e reforçar a presença da fotografia na vida cultural da região.
A concretização da Maratona Fotográfica de Famalicão depende também do envolvimento de entidades que reconhecem a importância da cultura e da valorização artística do território.
Este evento conta com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e da Caixa de Crédito Agrícola. Nesta edição, juntaram-se ainda a SIM Chocolates, a Opticenter: a Metralha e as edições Centro Atlântico, reforçando a rede de parceiros que contribui para a continuidade e o crescimento da iniciativa.
A Associação Caixa de Imagens agradece o contributo de todos os parceiros, participantes e colaboradores que tornam possível a realização deste evento e ajudam a manter viva uma iniciativa cultural que, ano após ano, continua a conquistar novos olhares.

*Manuel Lima