terça-feira, 29 de novembro de 2016

Hora de Fecho: Em direto/ Queda de avião. "O sonho acabou esta madrugada"

Hora de fecho

As principais notícias do dia
Boa tarde!
COLÔMBIA 
O avião levava 81 pessoas, incluindo a equipa de futebol brasileira Chapecoense. Autoridades falam em 75 mortos e seis sobreviventes. O presidente da equipa já falou à TV e disse que "o sonho acabou"
Elon Musk vai construir uma fábrica da Tesla na Europa e os portugueses querem convencê-lo a vir para cá. Com a Terra quase conquistada, quer pôr 80 mil pessoas em Marte. E talvez encontrar namorada.
A assistente de bordo que começou a namorar há 3 meses, o jogador que pediu orações aos fãs, o técnico apaixonado por aviões. Conheça a vida dos seis sobreviventes do desastre na Colômbia.
Já foram várias as equipas e personalidades do futebol que prestaram homenagem às vítimas do desastre aéreo que vitimou a maioria dos jogadores do Chapecoense. Veja as mensagens.
Imagens de adeptos que souberam da tragédia, fotos tiradas pelos jogadores antes do acidente, os momentos da operação de resgate. As fotografias e os vídeos contam a história do avião que se despenhou
A esquerda aprovou OE. no debate, PCP e BE disputam os contributos. CDS aponta nova austeridade e PS destaca nova confiança. PSD exige responsabilidades políticas na CGD.
A Assembleia da República aprovou dois votos de pesar pela morte de Fidel Castro. Grupo de deputados do PSD contra tentativa de "branquear" Fidel. Bloco lembrou "grandes erros" do ditador cubano.
Acabou. Aprovado. Começou marcado pelo chamado Imposto Mariana Mortágua e acabou com o carimbo polémico da Caixa. Foi o OE das esquerdas mas que não é de esquerda.
A manhã começou no Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto e terminou com um almoço de empresários no Palácio da Bolsa. Felipe VI e Letizia seguem agora para Lisboa.
Emma Morano vive no norte de Itália e é a última pessoa nascida no século XIX ainda viva. As comemorações, esta quinta-feira, vão contar com um espetáculo e com a apresentação duma biografia oficial.
A LX Brewery, antes Sant'Ana LX Brewery, instalou-se na Estefânia, num espaço onde se pode beber cerveja artesanal, comprar ingredientes e material para fazê-la em casa ou observar a sua criação. 
Opinião

Rui Ramos
As sondagens favoráveis a António Costa, mesmo depois de provado que os seus planos eram ilusórios, provam que em Portugal quem tem o Estado tem tudo, e quem não tem o Estado, não tem nada. 

Helena Matos
Todas as semanas o Governo vai ao mercado e compra normalidade. Em troca Catarina diz-se tranquila e Jerónimo satisfeito. O preço político da normalidade celebrada por Costa ainda vai no adro. 

Laurinda Alves
Quem tem o azar de morar em zonas da cidade que foram delimitadas pela EMEL e entregues à sua exploração pode sofrer, e muito. Pergunto-me até se existe para proteger ou para massacrar esses moradores

José Conde Rodrigues
François Fillon em França, tal como a continuação de Merkel na Alemanha ou a liderança de Theresa May no Reino Unido, poderão ser o último reduto contra os extremismos baseados no medo da globalização

Zita Seabra
Nestes dias após a morte de Fidel Castro, temos assistido aos mais espantosos depoimentos, relativizando e branqueando os crimes do regime comunista cubano e de Fidel em particular.
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CIGANOS EUROPEUS VIVEM ABAIXO DO LIMIAR DA POBREZA


 
A maioria dos ciganos europeus vive abaixo do limiar da pobreza (80%), muitos sem água potável. Apenas 30% tem emprego e quase 50% diz ter sido discriminado nos últimos cinco anos, segundo um relatório europeu, divulgado esta terça-feira.
O relatório é da autoria da Agência Europeia para os Direitos Fundamentais (FRA) e resulta do segundo inquérito sobre Minorias e Discriminação na União Europeia, para o qual foram entrevistadas 25.500 pessoas de várias minorias étnicas, entre as quais 7.947 ciganos.
Os países incluídos neste estudo foram Portugal, Espanha, Eslováquia, Bulgária, Croácia, República Checa, Grécia, Hungria e Roménia, onde, no conjunto, habitam cerca de 80% dos ciganos da UE.
No global, foi possível observar que 80% dos ciganos vive abaixo do limiar da pobreza, contra 17% da média europeia, e 30% vive em casas sem água potável.
O relatório mostra também que, em matéria de educação, as crianças ciganas estão atrás das não ciganas em todos os níveis de ensino e que apenas 53% das crianças entre os 0 e os 4 anos frequenta o pré-escolar.
“Em média, 18% dos ciganos entre os 6 e os 24 anos frequenta um nível de ensino abaixo do correspondente à sua idade”, diz a FRA.
Quando questionados sobre se o rendimento do agregado familiar é suficiente para fazer face às despesas mensais, 92% dos inquiridos respondeu que o faz com “algumas dificuldades”, com 45% a admitir “muitas dificuldades”, percentagem que sobe para 74% em Portugal e na Grécia.
Sobre a participação no mercado de trabalho, apenas um em cada quatro ciganos com 16 anos ou mais disse estar empregado ou trabalhar por conta própria, sendo que apenas 30% dos ciganos entre os 20 e os 34 anos tem um trabalho remunerado, contra 70% da média europeia.
Uma situação que se agrava entre os mais novos, com 64% dos ciganos com idade entre os 16 e os 24 anos a não trabalhar nem estudar.
Dentro deste valor, 72% são mulheres ciganas, enquanto 55% são homens, o que evidencia uma forte diferença entre géneros.
O documento revela ainda que “os ciganos continuam a enfrentar níveis intoleráveis de discriminação – na procura por trabalho, no emprego, na educação, saúde, quando contactam com serviços administrativos ou entram numa loja”.

Ciganos portugueses sentem-se os mais discriminados

De acordo com a FRA, 71% dos ciganos portugueses sofreu um episódio de discriminação nos últimos cinco anos, enquanto 47% disse ter sido discriminado nos doze meses anteriores à realização do inquérito, sendo nesta matéria que Portugal aparece pior referenciado.
A FRA afirma que, comparando com o inquérito realizado em 2011, “a prevalência de discriminação quando procuram por trabalho aumentou substancialmente para os ciganos em Portugal” – por outro lado, esse tipo de discriminação baixou apenas na Bulgária, República Checa, Hungria e Roménia.
Neste parâmetro, 47% dos ciganos portugueses queixou-se de discriminação, contra 16% da média dos nove países.
Por outro lado, 11% dos ciganos nacionais disse ter sido discriminado no local de trabalho e 38% em serviços públicos/privados.
Relativamente à perceção da extensão da discriminação por causa da origem étnica, a FRA revela que, no global dos nove países que participaram no inquérito, um em cada dois ciganos entende que é algo que está relativamente ou bastante espalhado no seu país.
Em Portugal, 51% dos ciganos tem essa perceção, contra 23% que acha que há discriminação por causa da cor da pele e 4% por motivos religiosos.
Já a perceção da população em geral (64%) é a de que a discriminação por causa de razões étnicas está bastante espalhada.
No que diz respeito à denúncia de situações de discriminação, o relatório mostra que só 5% dos ciganos portugueses denunciou uma situação desse tipo, contra 12% da média dos nove países.
O relatório revela também que em Portugal, na Grécia e na Roménia “quase nenhum dos ciganos entrevistados conhece qualquer organização de apoio” e apenas 36% dos inquiridos disse saber que existe legislação que proíbe a discriminação com base na cor da pele, origem étnica ou religião.
ZAP / Lusa

SEGUNDO ORÇAMENTO DA ESQUERDA APROVADO (COM O PAPA E A ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS PELO MEIO)


 
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A chamada “geringonça” formada por PS, Bloco de Esquerda e PCP aprovou o seu segundo Orçamento de Estado, depois de um debate parlamentar que contou com acusações e alusões ao Papa e à “Alice no País das Maravilhas” e que não teve intervenção de nenhum dos líderes partidários.
O Orçamento do Estado para 2017 (OE2017) foi hoje aprovado, em votação final global, com os votos favoráveis do PS, BE, PCP, PEV e PAN e os votos contra do PSD e do CDS-PP.
A sessão de encerramento da discussão sobre o OE2017 não contou com a intervenção de António Costa, nem de Pedro Passos Coelho, nem de Catarina Martins, nem de Jerónimo de Sousa, nem de Assunção Cristas.
E foi a ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques, quem encerrou o debate, tratando de realçar as medidas mais emblemáticas do OE2017.
“Podemos afirmar, com provas e números, alguns dos quais bem recentes, que contra o pessimismo de muitos – e o secreto desejo de alguns – cumprimos o Orçamento, sem planos B ou orçamentos rectificativos, e cumprimos, em geral, o que prometemos”, sustentou a ministra.
Maria Manuel Leitão Marques não deixou de lançar umas farpas à oposição, notando que “é da vida que tenham inveja da previsão para o défice orçamental deste ano”.

Acusações e a “Alice no País das Maravilhas”

Antes dela, o Executivo ouviu as duras críticas do PSD pela voz de José Matos Correia, vice-presidente do Grupo Parlamentar social-democrata, que acusou o governo de um “populismo” que sairá caro aos portugueses e o PS de ter apagado o documento com o cenário macroeconómico, elaborado por um grupo de economistas liderados por Mário Centeno, do site do Partido.
Pelo meio ainda citou uma conversa do livro “Alice no País das Maravilhas”, para ilustrar que o governo não sabe para onde quer ir com este Orçamento, e falou do caso CGD como um “case studyde incompetência” e de “desrespeito pelo estado de direito”.
No mesmo tom crítico, a deputada do CDS-PP Cecília Meireles defendeu que o Orçamento é uma “nova austeridade dissimulada”, acusando PCP e BE de mudarem sentidos de voto na discussão na especialidade depois de telefonemas do Governo.
Este “é o Orçamento da nova austeridade, é uma austeridade dissimulada que mantém todos os aumentos de impostos do início do ano, inventa vários outros, e que por cada medida avulsa de apoio lá encontra duas para ir buscar dinheiro à classe média e ao contribuinte”, disse Cecília Meireles, falando em “barafunda fiscal” e no “favorecimento das esquerdas” à custa dos portugueses.

Papa e Trump levados ao debate

Em defesa das medidas do governo, o líder parlamentar do PS, Carlos César, realçou medidas como o aumento real das pensões e do Rendimento Social de Inserção, a eliminação da sobretaxa de IRS, a extensão do abono de família, a promoção da natalidade e os manuais escolares gratuitos para considerar que o OE2017 “mostra que há, e que sempre houve, outro caminho“.
Carlos César também citou o Papa Francisco para atacar o CDS que disse que “até se reclama do radicalismo do amor”, numa alusão a declarações de Assunção Cristas. “Sem a verdade o amor é incapaz de estabelecer um vínculo firme”, salientou referindo ma encíclica papal.
“A disfuncionalidade política da oposição e o seu pavor a qualquer sucesso de agora levam-na a todas as invectivas, como a de desvalorizar, ou até negar, quaisquer progressos comprovados”, afirmou também o líder parlamentar socialista.
Em nome do Bloco de Esquerda, Pedro Filipe Soares criticou os “extremismos” de PSD e CDS, mas também as “imposições” do Tratado Orçamental e o “extremismo do centro”.
“Se um Trump incomoda muita gente, um Trump e uma Le Pen incomodam muito mais“, considerou o deputado bloquista, frisando o trabalho do Bloco nas pensões e no combate à precariedade no Estado, embora reconhecendo que há ainda “combates” por fazer no futuro, nomeadamente ao nível do IMI e do seu alargamento aos partidos e de uma maior responsabilização dos autarcas nas decisões tomadas.
Pelo PCP, João Oliveira sublinhou o acolhimento de 55 das cerca de 90 propostas de alteração apresentadas pelo PCP, falando de um documento “com novos avanços“, mas “aquém das necessidades e possibilidades do país”.
O líder parlamentar comunista relevou a “marca decisiva” do PCP no aumento generalizado das pensões, entre outras iniciativas, e condenou os “critérios mesquinhos da trica política” da oposição PSD/CDS-PP, que insistem no “desrespeito” por um Governo da República ao apelidá-lo de “geringonça”.
ZAP / Lusa
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HACKER FEZ COM QUE AS VIAGENS DE COMBOIO EM SÃO FRANCISCO FICASSEM GRATUITAS


 
unclefuz / Flickr
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Um ataque informático ao sistema de transporte público Muni (Municipal Railway) fez com que as viagens de comboio, em São Francisco, nos EUA, ficassem gratuitas. As mensagens que surgiram ao tentar comprar bilhetes, indicavam que os sistemas estavam “fora de serviço”.
De acordo com o San Francisco Examiner, o ataque foi realizado na sexta-feira (25), ao sistema de transporte público Muni (Municipal Railway), com a mensagem “You Hacked, ALL Data Encrypted” a ser exibida em vários ecrãs de computadores.
Segundo a mensagem divulgada pelos hackers, para desbloquear os dados deveriam contactar o utilizador “cryptom27”.
Por não poderem cobrar os passageiros, o sistema permitiu que as viagens fossem realizadas de forma gratuita. Os investigadores acreditam que este método de ataque informático, o “Ransomware”, é uma variante do HDDCryptor, que usa ferramentas comerciais para criptografar a rede.
As informações são do blog norte-americano especializado em segurança Salted Hash.
No domingo, o Examiner disse que os sistemas de computação do sistema de transportes foram restaurados após o ataque.
Segundo o jornal local, o responsável pelo ataque pediu 73 mil dólares para restaurar o sistema, mas ainda não se sabe se o valor solicitado foi pago ou não.

EMPRESAS OBRIGADAS A DAR HORÁRIO FLEXÍVEL A MÃES E PAIS


 
Carol Von Canon / Flickr
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As empresas estão obrigadas a propiciarem aos seus trabalhadores horários flexíveis para que possam conciliar a vida profissional com o papel de pais e mães. É o que se conclui dos pareceres da Comissão para a Igualdade no Trabalho que, em quase 90% dos casos, decidiu em prol do trabalhador.
O Jornal de Notícias teve acesso aos dados da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) e constata que, nos casos de atribuição de horário flexível, o órgão emitiu quase 90% de pareceres favoráveis aos trabalhadores.
Citando um desses pareceres, o JN transcreve que a CITE entende que “o empregador deve proporcionar à trabalhadora condições de trabalho que favoreçam a conciliação da actividade profissional com a vida familiar e pessoal, e, na elaboração dos horários de trabalho, deve facilitar à trabalhadora essa mesma conciliação”.
Esta análise da CITE surge no âmbito de uma recusa de horário flexível, por parte de uma entidade empregadora.
O JN repara que, num total de 540 pareceres, “80% dizem respeito à atribuição de horários flexível a trabalhador com filho menor de 12 anos (art.º 56 do Código do Trabalho)”. “Em 86,11% dos casos os pareceres prévios foram desfavoráveis às entidades empregadoras e 61,85% vinham do sector público”, acrescenta o jornal.
Os restantes 18% dos casos devem-se a “processos de despedimento de trabalhadoras grávidas, puérperas ou lactantes e de trabalhadores em licença parental”, refere a mesma fonte, notando que, em 97 pareceres, “só 33 deram razão à entidade empregadora”.
ZAP

IDADE DA REFORMA SOBE PARA 66 ANOS E TRÊS MESES EM 2017


 
Count_Count / Flickr
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Os trabalhadores que se queiram reformar no próximo ano terão de ter 66 anos e três meses. No mesmo campo, os portugueses que o queiram fazer antes da idade legal contam com um corte de 13,88%.
Segundo o Diário de Notícias, a idade legal para avançar com a reforma, a partir de janeiro do próximo ano, será mais um mês do que acontece atualmente.
Ou seja, quem quiser reformar-se em 2017 terá de ter 66 anos e três meses para ter direito à reforma sem quaisquer penalizações.
No caso das reformas antecipadas, estas terão um corte de pelo menos 13,88% por causa do fator de sustentabilidade. De acordo com o DN, este corte já foi confirmado pelo Ministério do Trabalho e da Segurança Social e é explicado pelo aumento da esperança média de vida.
Os dados divulgados, esta segunda-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que a esperança média de vida para os portugueses com 65 anos é de 19,31 anos, um valor acima dos 19,19 anteriormente calculados e que determinaram o agravamento face aos 13,34% que ainda vigoram este ano.
Além do corte de 13,88%, é ainda acrescentado o agravamento de 0,5% por cada mês que falte para a idade legal da reforma.
O fator de sustentabilidade começou a ser aplicado em 2008 pelo atual ministro Vieira da Silva e foi depois alterado, em 2014, pelo Governo de Passos Coelho. As alterações levaram a um agravamento dos cortes porque passou a ter-se como referência a esperança média de vida em 2000 e não em 2006, como acontecia até então.
Segundo o jornal, estas alterações fizeram com que a idade legal da reforma passasse dos 65 para os 66 anos em 2014. Este ano, já vai nos 66,2 como referido anteriormente.
O ministro, que agora voltou a controlar a pasta da Segurança Social, já fez questão de mostrar que discorda deste regime e tem intenções de alterá-lo.
ZAP

PORTUGAL ESTÁ FALIDO, AVISAM ECONOMISTAS ALEMÃES


 
O ministro das Finanças, Mário Centeno
Da Alemanha chegam sérios avisos a Portugal e críticas ao governo de António Costa pela voz de dois reputados economistas. Um defende mesmo que o país está “falido” e que a saída do Euro pode ser a única alternativa de salvação.
Esta opinião é defendida pelo ex-economista chefe do Deutsche Bank, Thomas Mayer, que, em declarações divulgadas pela Rádio Renascença, constata que é preciso chamar os “bois pelos nomes” e assumir que Portugal está “falido”.
Para o comprovar, Mayer nota que “basta olhar para a dívida pública portuguesa, superior a 130% do Produto Interno Bruto (PIB)”, conforme realça a Renascença.
Este economista nota ainda que se não fosse o rating da agência financeira DBRS, o país estaria em sérios apuros. “Assim que a DBRS reduzir o rating, Portugal deixa de se conseguir financiar no mercado”, alerta Mayer que diz também, que o crescimento de 1,5% previsto pelo governo, para 2017, é demasiado baixo.
Mayer critica ainda o fim das reformas iniciadas pelo governo de Passos Coelho, alinhando pelo discurso do ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, e defende que Portugal devia adoptar medidas como “mais horas de trabalho, mercados de trabalho mais flexíveis, talvez uma taxa de desemprego mais alta temporariamente”.
Caso contrário, “resta uma única alternativa, sair do Euro”, salienta Mayer.
Para o ex-consultor do Boston Consulting Group, Daniel Stelter, também citado pela Renascença, o mais “racional seria sentarmo-nos, reestruturar a dívida, fazer reformas”. “E olharmo-nos olhos nos olhos e perguntar: quem consegue aguentar o espartilho do Euro e quem não consegue”, conclui.
ZAP