O Centro Social
e Paroquial de S. Pedro foi palco nos dias 29 e 30 de outubro do
congresso “Proximidade que Cuida”, um encontro organizado pela
Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra dedicado à reflexão,
partilha de conhecimento e valorização de práticas de saúde
centradas na pessoa, na família e na comunidade.
A iniciativa
integrou cursos de capacitação clínica especializada, bem como
sessões dedicadas à transição segura de cuidados, cuidados
paliativos, proximidade e integração de cuidados e tratamento de
feridas.
Ao intervir na
sessão de abertura, a presidente da Câmara Municipal, Helena
Teodósio, começou por referir que “a
proximidade é uma questão de conforto para quem precisa de
assistência, mas é também uma questão de segurança clínica”,
no sentido em que estar perto dos cuidados aumenta significativamente
as probabilidades de deteção de situações indiciadoras de
enfermidades.
A autarca
destacou, então, a importância da profissionalização das
respostas de proximidade, com equipas de domicílio, apoio
domiciliário articulado com os cuidados de saúde, unidades de
retaguarda ao internamento e soluções tendentes a evitar que a
dependência conduza imediatamente à institucionalização. “É
preciso prevenir a dependência antes que ela se instale, porque cada
ano de autonomia ganho é um ano de pressão retirada ao sistema e um
ano de vida vivida em condições decentes por quem a vive”,
observou.
A autarca
lembrou, por outro lado, que se o apoio familiar vai diminuir ainda
mais – dados do Pordata apontam que quem tem hoje cerca de 40 anos,
e não tem irmãos, poderá contar em média com o amparo de uma
única pessoa quando chegar aos 75 anos -, “o
custo dos cuidados transfere-se para as instituições, para as
autarquias, para o erário público e, sobretudo, para as pessoas que
necessitam de cuidados, neste caso em forma de lista de espera, de
isolamento e de sofrimento não assistido”.
Daí a necessidade de “antecipar
a agudização dos problemas, com rede, com formação e com
respostas que cheguem a casa de quem precisa”.
“É isso que faz a diferença
entre um território que envelhece e um território que abandona”,
enfatizou.
A terminar,
Helena Teodósio reforçou que “cuidar
é uma função de altíssima exigência técnica e emocional que tem
de ser devidamente compensada”,
deixando uma palavra de reconhecimento a todos quantos trabalham
nesta área, seja nos serviços de saúde, seja nos serviços de
apoio das IPSS ou outras entidades.
Ao longo de
dois dias, o congresso “Proximidade que Cuida” contou com cursos,
mesas redondas e apresentações de diversos profissionais de saúde.
Transição segura de cuidados, cuidados paliativos e proximidade que
cuida foram alguns dos temas em discussão.


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