segunda-feira, 2 de novembro de 2026

ULS Coimbra promoveu congresso “Proximidade que Cuida” em Cantanhede. Helena Teodósio diz ser crucial profissionalização das respostas de proximidade

 
O Centro Social e Paroquial de S. Pedro foi palco nos dias 29 e 30 de outubro do congresso “Proximidade que Cuida”, um encontro organizado pela Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra dedicado à reflexão, partilha de conhecimento e valorização de práticas de saúde centradas na pessoa, na família e na comunidade.
A iniciativa integrou cursos de capacitação clínica especializada, bem como sessões dedicadas à transição segura de cuidados, cuidados paliativos, proximidade e integração de cuidados e tratamento de feridas.
Ao intervir na sessão de abertura, a presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio, começou por referir que “a proximidade é uma questão de conforto para quem precisa de assistência, mas é também uma questão de segurança clínica”, no sentido em que estar perto dos cuidados aumenta significativamente as probabilidades de deteção de situações indiciadoras de enfermidades.
A autarca destacou, então, a importância da profissionalização das respostas de proximidade, com equipas de domicílio, apoio domiciliário articulado com os cuidados de saúde, unidades de retaguarda ao internamento e soluções tendentes a evitar que a dependência conduza imediatamente à institucionalização. “É preciso prevenir a dependência antes que ela se instale, porque cada ano de autonomia ganho é um ano de pressão retirada ao sistema e um ano de vida vivida em condições decentes por quem a vive”, observou.
A autarca lembrou, por outro lado, que se o apoio familiar vai diminuir ainda mais – dados do Pordata apontam que quem tem hoje cerca de 40 anos, e não tem irmãos, poderá contar em média com o amparo de uma única pessoa quando chegar aos 75 anos -, “o custo dos cuidados transfere-se para as instituições, para as autarquias, para o erário público e, sobretudo, para as pessoas que necessitam de cuidados, neste caso em forma de lista de espera, de isolamento e de sofrimento não assistido”. Daí a necessidade de “antecipar a agudização dos problemas, com rede, com formação e com respostas que cheguem a casa de quem precisa”. “É isso que faz a diferença entre um território que envelhece e um território que abandona”, enfatizou.
A terminar, Helena Teodósio reforçou que “cuidar é uma função de altíssima exigência técnica e emocional que tem de ser devidamente compensada”, deixando uma palavra de reconhecimento a todos quantos trabalham nesta área, seja nos serviços de saúde, seja nos serviços de apoio das IPSS ou outras entidades.
Ao longo de dois dias, o congresso “Proximidade que Cuida” contou com cursos, mesas redondas e apresentações de diversos profissionais de saúde. Transição segura de cuidados, cuidados paliativos e proximidade que cuida foram alguns dos temas em discussão.


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