segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Crise obrigou famílias a cortar comida aos filhos

Durante o programa de assistência financeira (2011/2014), as dificuldades das famílias portuguesas sentiram-se à mesa, na hora das refeições e de atender as necessidades dos filhos.
A situação era preocupante em 2011 e, no ano seguinte, ainda piorou. Em 2012, 8,8% das famílias foram obrigadas a fazer cortes significativos nos alimentos fornecidos aos filhos, o que configura insegurança alimentar severa. Em termos gerais, a preocupação com a obtenção de alimentos foi aumentado e, em, 2014, atingiu metade da população. O Algarve é a região mais afetada.
O estudo Infofamílias, desenvolvido por uma equipa da Direção-Geral de Saúde (DGS) e hoje apresentado na Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa), revela que a insegurança alimentar severa - que pode incluir casos de fome - foi de 6,4% em 2011; 8,8% em 2012, tendo depois caído ligeiramente para 7,2% em 2013, e aí estabilizado em 2014, segundo Pedro Graça, diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável.
Fonte: JN

Comentário: muitas famílias com cortes nos ordenados|desemprego, tinham de reduzir as despesas em algumas áreas, muitas optaram por reduzir nas refeições, logo as crianças são as principais atingidas, sendo que, muitas delas a única refeição que têm é nas cantinas escolares. 

Maria de Belém vai ter de pagar campanha do próprio bolso

O resultado da ex-ministra da Saúde foi tão mau que, ao ficar abaixo dos 5% dos votos expressos - ficou-se pelos 4,24% -, não lhe permitirá ter acesso a financiamento estatal.
A campanha, segundo o orçamento apresentado na Entidade das Contas, terá tido despesas na ordem dos 650 mil euros.
Maria de Belém contava, ainda de acordo com esse orçamento, com uma subvenção pública de 790 mil euros, presumindo um resultado eleitoral de 25% (foi com 25% que Mário Soares passou à segunda volta, em 1986).
Não recebendo nada do Estado, Maria de Belém terá de contar com os seus próprios meios - recursos próprios, empréstimos, donativos, etc. - para pagar a campanha.
Também a campanha de Edgar Silva não receberá nada do Estado - mas aqui deverá ser o PCP a avançar (Maria de Belém não poderá contar com o PS). Os custos da campanha foram orçamentados em 750 mil euros.
Fonte: DN

Comentário: para que servem as subvenções que recebe? Francamente, enquanto assim continuarmos, este País não passa do que é, do que fizeram dele. Será que, no seu entendimento devem ser os contribuintes a suportar? Já agora.

CANTANHEDE: Estes foram os resultados eleitorais da noite de domingo…



by Mira Online
VOTANTES
45,53%
16.594 VOTANTES
36.443 INSCRITOS
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa
60,80%
9.865 votos
Sampaio da Nóvoa
António Manuel Seixas Sampaio da Nóvoa
16,81%
2.728 votos
Marisa Matias
Marisa Isabel dos Santos Matias
10,49%
1.702 votos
Maria de Belém
Maria de Belém Roseira Martins Coelho Henriques de Pina
3,39%
550 votos
Vitorino Silva
Vitorino Francisco da Rocha e Silva
3,13%
508 votos
Paulo de Morais
Paulo Alexandre Baptista Teixeira de Morais
1,90%
308 votos
Cândido Ferreira
Cândido Manuel Pereira Monteiro Ferreira
1,41%
229 votos
Edgar Silva
Edgar Freitas Gomes da Silva
1,15%
187 votos
Henrique Neto
Henrique José de Sousa Neto
0,68%
111 votos
Jorge Sequeira
Jorge Manuel Pais Seara Rodrigues Sequeira
0,23%
38 votos
EM BRANCO
1,57%
260 votos
NULOS
Mira Online | Janeiro 25, 2016 às 9:42 am | Categorias: Locais | URL: http://wp.me/p5tucu-bDD

Análise: Marcelo é o vencedor esperado e Belém a grande derrotada

Marcelo Rebelo de Sousa venceu sem surpresa à primeira volta as eleições presidenciais disputadas no domingo, beneficiando da sua opção pela autonomia partidária, e Maria de Belém foi a principal derrotada neste escrutínio, segundo os politólogos ouvidos pela Lusa.

"Claro que [a vitória de Marcelo Rebelo de Sousa] não surpreendeu. Era previsível e há que dar parabéns às sondagens e à campanha mais viva", afirmou Adelino Maltês, professor no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), da Universidade Técnica de Lisboa, considerando que o vencedor beneficiou da sua forte relação com a opinião pública.
"Esta votação revela que há aqui alguém que, apesar de vir de um partido [PSD], fez um percurso autónomo. Percebeu o que era a opinião pública e teve um investimento de longas dezenas de anos. Mostrou ambição e isto foi o objeto de uma luta política de vida. Essa ambição traduziu-se em resultados", realçou o politólogo.
Também António Costa Pinto, professor no Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa (UL), apontou para o sucessso da estratégia adotada por Marcelo Rebelo de Sousa durante a campanha eleitoral.
"Parece não haver dúvida que Marcelo Rebelo de Sousa impôs um estilo diferente nestas eleições presidenciais, com uma campanha mais personalizada, com menos papel para os partidos políticos, e, evidentemente, com uma autonomia em relação à área do centro-direita bastante mais significativa do que no geral acontece", disse o especialista.
Costa Pinto considerou mesmo que "este pode ter sido um fator importante para explicar a elevada taxa de abstenção [51,16%] nestas eleições", já que as máquinas partidárias, sobretudo, do PSD, CDS-PP e PS, não estiveram tão mobilizadas como é costume no apoio aos candidatos.
"Claro que o indicador de notoriedade muito elevado [de Marcelo Rebelo de Sousa] jogou aqui a favor. Mas também jogou porque um dos seus grandes objetivos era fazer uma campanha eleitoral pouco marcada pelo espectro político de onde ele vinha", optando por "uma menor clivagem entre a esquerda e a direita", sublinhou.
E salientou: "Marcelo Rebelo de Sousa talvez seja, de todos os presidentes eleitos, aquele que é eleito com uma maior autonomia em relação aos partidos políticos".
Já Adelino Maltês atribuiu ainda a vitória expressiva ao grande envolvimento de Rebelo de Sousa nestas eleições.
"Houve uma vontade inequívoca e uma garra até ao último minuto de personalização do poder. Verificámos que havia uma espécie de cansaço do último estilo de Cavaco Silva, e Marcelo, subliminarmente, apresentou-se como uma espécie de anti-Cavaco em figura humana", frisou.
"O que eu acho impressionante é que, com esta votação, as televisões bem procuram gente na rua, mas nem num beco. Vê-se que isto é um clube reservado e não há um único sinal de entusiasmo popular", destacou o professor do ISCSP.
Olhando para os resultados dos candidatos que estavam no plano de apoios do PS, Adelino Maltês considerou que "surpresa é o exercício de tiro ao pé das esquerdas, com a consequência que se viu".
Segundo o professor do ISCSP, "é fácil dizer agora que [o fraco resultado de Maria de Belém] surpreende pela negativa. Mas, sobretudo, porque ocorreu durante a campanha. Portanto, há aqui um sinal [de] que os votantes estão atentos aos acontecimentos da campanha".
Quanto a António Sampaio da Nóvoa, Adelino Maltês considerou que "foi muito honesto quando reconheceu que isto tudo se extinguiu hoje [domingo]".
Isto, porque na opinião do politólogo, "não seria possível que alguém que se assumiu como o 'messias do tempo novo' fazer o tempo novo com 22% ou 23%. Era uma impossibilidade lógica e ele próprio reconheceu".
Por seu turno, Costa Pinto observou que "vale a pena pensar nestas duas candidaturas associadas ao PS e, sobretudo, no desastre eleitoral de Maria de Belém".
E associou-o a dois fatores: a ausência de apoio partidário e a sua identificação "com aquilo que para os portugueses é o pior dos políticos profissionais".
Já Sampaio da Nóvoa "beneficiou não só de uma campanha mais unitária, sob o ponto de vista de algum tipo de valores de esquerda, mas também do facto de ser independente".
Marcelo Rebelo de Sousa foi eleito no domingo Presidente da República com 52% dos votos, correspondendo a cerca de 2,4 milhões de eleitores.
Sampaio da Nóvoa ficou em segundo lugar, com 22,89% (1.060.769 votos), Marisa Matias em terceiro, com 10,13% (469.307 votos), Maria de Belém a seguir, com 4,2% (196.582 votos), e Edgar Silva em quinto lugar, com 3,95% (182.905 votos).
Fonte e Foto: Lusa

Migrações: Dinamarca vota na terça-feira polémica reforma da lei de asilo

O parlamento da Dinamarca vota na terça-feira, com aprovação praticamente assegurada, a polémica reforma da lei do asilo, que prevê entre outras medidas a confiscação de valores aos migrantes e, segundo os detratores, viola várias convenções internacionais.

A confiscação de valores é a mais contestada das novas medidas, comparada por vezes à espoliação dos judeus pelo regime nazi, mas a legislação inclui também a perda de direitos sociais e disposições que dificultam a obtenção de autorização de residência e os processos de reunificação familiar.
A reforma, apresentada em Dezembro, foi proposta pelo partido anti-imigração Partido do Povo Dinamarquês, aliado do governo minoritário de Lars Lokke Rasmussen, e, graças a um acordo com outros partidos, tem praticamente assegurada uma maioria no parlamento.
Fonte: Lusa

Marcelo Rebelo de Sousa é o novo Presidente. Eis os resultados finais…


by Mira Online
VOTANTES
50,07%
4.726.140 VOTANTES
9.438.304 INSCRITOS
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa
51,99%
2.403.764 votos
Sampaio da Nóvoa
António Manuel Seixas Sampaio da Nóvoa
22,90%
1.058.684 votos
Marisa Matias
Marisa Isabel dos Santos Matias
10,13%
468.406 votos
Maria de Belém
Maria de Belém Roseira Martins Coelho Henriques de Pina
4,24%
196.095 votos
Edgar Silva
Edgar Freitas Gomes da Silva
3,95%
182.462 votos
Vitorino Silva
Vitorino Francisco da Rocha e Silva
3,29%
151.933 votos
Paulo de Morais
Paulo Alexandre Baptista Teixeira de Morais
2,15%
99.548 votos
Henrique Neto
Henrique José de Sousa Neto
0,84%
38.744 votos
Jorge Sequeira
Jorge Manuel Pais Seara Rodrigues Sequeira
0,30%
13.701 votos
Cândido Ferreira
Cândido Manuel Pereira Monteiro Ferreira
0,23%
10.514 votos
EM BRANCO
1,24%
58.571 votos
NULOS
0,93%
43.718 votos
Mira Online | Janeiro 24, 2016 às 11:51 pm | Categorias: Nacionais | URL: http://wp.me/p5tucu-bD6

CNE considera cobertura da RTP à votação de Marcelo de “duração desmesurada”

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) considera que a cobertura que a RTP realizou à votação do candidato Marcelo Rebelo de Sousa teve uma "duração desmesurada" em relação às outras candidaturas.
O porta-voz da CNE, João Almeida, disse à agência Lusa que este órgão emitiu já uma deliberação no sentido de expressar a preocupação com o tempo que a RTP dispensou na cobertura do candidato recomendado por PSD e CDS-PP.
As preocupações da CNE estendem-se ainda a "alguns comentários" que foram proferidos ao longo da programação que se seguiu à votação de Marcelo Rebelo de Sousa.
Nos próximos dias a CNE voltará a pronunciar-se sobre este caso.
Além desta situação, a CNE entendeu que as afirmações do líder do CDS-PP, Paulo Portas, após votar podem ser entendidas como "declaração de apoio" a um dos candidatos à Presidência da República.
Após votar em Caxias, Paulo Portas afirmou aos jornalistas que "se houver uma boa participação hoje, o assunto pode ficar resolvido à primeira volta" e que ele é "daqueles que acha que o que se pode resolver à primeira volta não se deve deixar para uma segunda".
A CNE, em reunião plenária, considerou que as declarações do líder do CDS-PP "podem ser entendidas como declaração de apoio a um dos candidatos".
Fonte e Foto: Lusa