quarta-feira, 1 de março de 2017

Trump moderado/ Núncio vai a exame/ E uma mulher no Banco de Portugal

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Enquanto Dormia
David Dinis, Director
Trump pareceu outro. Na sua estreia no Capitólio, o Presidente americano surpreendeu os media com um discurso mais institucional, até diplomático. Horas antes, anunciou até a legalização de imigrantes indocumentados - numa guinada muito inesperada, que hoje terá confirmação.
A Itália deu um perdão parcial a uma ex-espia luso-americana. A ex-agente da CIA, Sabrina de Sousa, tinha sido condenada pelo rapto do egípcio e radical islâmico Abu Omar. Para o seu advogado, o indulto do Presidente italiano pode evitar a extradição desde Portugal.
Um grego anda a salvar o Benfica. Dois golos de Mitroglou, um deles em fora-de-jogo, valeram o triunfo “encarnado” no Estoril, na primeira mão da meia-final da Taça de Portugal. 

As notícias de hoje 

Na última das polémicas, temos isto: nem aos deputados Paulo Núncio deu números dos offshores. Quando surgiu o caso SwissLeaks, o PCP perguntou a Paulo Núncio qual era o valor anual dos fundos enviados para offshores. A resposta foi inconclusiva. Hoje, Núncio será confrontado com o caso das discrepâncias dos dados do fisco. Segue-se Rocha Andrade. Que perguntas ainda não têm resposta? O Pedro Crisóstomo explica. E se quiser lembrar as polémicas de Paulo Núncio, o homem do dia, a Maria João Lopes dá uma ajuda.
Não é uma questão de números, mas de género: o Governo quer mais uma mulher no topo do Banco de Portugal. Depois da nomeação de Louçã, aí está mais uma troca de argumentos entre Governo e Carlos Costa - agora sobre os novos nomes para a administração do banco central. Como contamos na nossa manchete, o governador fez uma proposta, mas o Governo pediu pelo menos uma mulher. Há um nome tremido e três confirmados.
Agora sim, um problema de contas: o BCP e Montepio agravaram as comissões sobre as contas e o multibanco. Já são dois mais dois (bancos), soma oNegócios.
E se for um problema de clima? A Base Aérea do Montijo é vulnerável à subida do nível médio do mar, avisa a TSF.
E ainda dois problemas de segurança: um nas prisões, que vão ter um manual de instruções anti-fugas, para ninguém ter que ligar para o 112. Eoutro para a comunidade cigana de Moura, com ameaças escritas que vão dar queixa na Justiça. 
Há ainda um problema de gestão danosa: dois ex-autarcas de uma junta lisboeta foram acusados de desviar mais de 316 mil euros.
Chega de problemas? Vamos a soluções: e se houvesse um cronómetro para apressar as leis?; E que tal aprender a programar computadores no 1.º ciclo?; E se tivesse ainda 15 dias para reclamar despesas no IRS? Sim, tudo isto está aqui também no PÚBLICO. Também é nossa missão ajudar (e contar histórias com final feliz).

Para ler, com atenção  

O futuro da UE? O 'Livro Branco' interroga, em vez de dar respostas, diz a Teresa de Sousa, como quem lamenta (mas na verdade informa). O Presidente da Comissão Europeia vai hoje apresentar um roteiro, mas quer responsabilizar os líderes europeus, apresentando-lhes cinco cenários sobre o futuro... todos positivos. Esta rua terá saída?
Portugal está a reconstruir a economia. Mas é sustentável? Os números do 4º trimestre de 2016 devem dar sinais de recuperação do investimento, em especial na construção. A dúvida é se esta tendência tem pernas para andar (ou se será um regresso a um filme que já vimos). A palavra ao Sérgio Aníbal e Luísa Pinto.
Um roteiro para os restaurantes do poder. A São José Almeida andou semanas nisto: a reconstruir o mapa dos restaurantes por onde andaram e andam, no último meio século, os políticos portugueses. Foi a estas mesas que se decidiu o presente e o futuro do país (e sabe-se lá o que mais).
E na Opinião? O Rui Tavares anuncia uma "possibilidade não apocalíptica para a Europa. O Manuel Carvalho anota as faces ocultas do dr Núncio. O João Miguel Tavares não gosta da "gasosa" das elites portuguesas. O Francisco Louçã responde que "com copinhos-de-leite" não vamos lá. Com tanta animação, o nosso Editorialdedica-se ao negócio de fazer leis. E o Miguel Esteves Cardoso pede uma nova palavra no dicionário: "Venha o zangativo", diz ele, porque "a pessoa que não se irrita nem se enfurece continua a ter o direito de se zangar, muito simplesmente". 

Hoje na agenda
  • Paulo Núncio e Rocha Andrade vão explicar o caso das offshores no Parlamento, a partir das 10h00. Nós vamos acompanhar tudo ao minuto.
  • A Comissão de Inquérito sobre a gestão da Caixa reúne-se às 18h00, para decidir se suspende trabalhos (à espera dos dados dos créditos) ou se volta a eles, para os concluir.
  • O INE confirma a evolução da economia no 4º trimestre - e junta a isso os dados do desemprego no início do ano.
  • Jean-Claude Juncker apresenta o tal Livro Branco sobre futuro da UE, que se esperaria que fosse tudo menos branco. É às 15h00.
  • O actor Ruy de Carvalho é homenageado com um espectáculo no dia em que completa 90 anos e comemora 75 de carreira. Marcelo também lhe presta homenagem, um pouco mais cedo.
  • Guimarães e Chaves disputam a outra meia-final da Taça de Portugal. É o primeiro de dois jogos entre os dois clubes.

Só um minuto...  

... antes de deitar mãos ao trabalho. 
Um para dizer adeus aos Óscares, agora que já sabemos quem foi o culpado pela troca de envelopes. 
E outro para dizer adeus ao Carnaval - mas em estilo: é que aqui no PÚBLICO apanhámos o “trem das onze” – esse mesmo, o do fim da festa – para ajudá-lo a recuperar o ritmo da semana. Aqui vão 10 músicas para recordar (ou esquecer) os dias que passaram.
Agora que já estamos no ritmo, desejo-lhe um dia feliz. Nós vamos estar sempre por aqui, com um sorriso pronto para o receber (e muitas notícias para o manter bem informado).
Até já!

Diretor de comunicação do FC Porto acusa Benfica de coagir os árbitros

O diretor de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, acusou hoje o Benfica de ter o objetivo de coagir a arbitragem quando pediu a reunião com o Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).
O responsável pela comunicação dos ‘dragões’ lembrou, em declarações ao Porto Canal, que “o Benfica foi o oitavo clube a pedir a reunião ao organismo, no entanto, foi o primeiro a publicitá-la” e explicou porquê.
“Pediram essa reunião para criar uma onda mediática e condicionar os árbitros. Este pedido como foi feito, e depois publicitado, serviu apenas para coagir as equipas de arbitragem”, começou por referir Francisco J. Marques, que defendeu ainda que essa pressão já teve alguns resultados.
De acordo com o diretor de comunicação dos portistas, “desde que o Benfica pediu a reunião, ganhou dois jogos com clara influência dos árbitros no resultado. Hoje isso aconteceu mais uma vez (frente ao Estoril). Se isto não é consequência do condicionamento que o Benfica está a fazer aos árbitros, digam-me o que é”, disse ainda.
Na segunda-feira, o Benfica reuniu-se com o CA da FPF e lamentou “a ausência de sanções no âmbito disciplinar” para situações que criem um “clima de coação e condicionamento” sobre os árbitros.
O Benfica considerou, em comunicado divulgado após a reunião, “fundamental garantir que as entidades públicas competentes tenham conhecimento exaustivos dos factos”, que levam a um “ambiente de coação e condicionamento que tem sido gerado sobre a arbitragem por parte de outros clubes”.
Os ‘encarnados’ consideraram ainda que os erros tiveram “influência no normal desenrolar das partidas, ora em prejuízo do Benfica, ora em benefício de quem fomentou e não repudiou este indesmentível ambiente de coação e condicionamento".
Fonte: Sapo 24 com Lusa

Contribuintes têm 15 dias a partir de hoje para reclamar despesas comunicadas ao Fisco

Os contribuintes têm a partir de hoje e até dia 15 de março para reclamar, no Portal das Finanças, das despesas feitas em 2016 que foram comunicadas através do e-fatura.
Segundo a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), depois da fase de confirmação de despesas no e-fatura, os contribuintes têm agora 15 dias para consultar e reclamar, no Portal das Finanças (endereço https://irs.portaldasfinancas.gov.pt), das despesas gerais e familiares, bem como das despesas com direito à dedução do IVA pela exigência da fatura que foram comunicadas ao Fisco.
Os contribuintes tiveram até 15 de fevereiro para validar e confirmar as faturas de 2016 no portal e-fatura, que vão servir de base às deduções em IRS referentes a esse ano.
No entanto, está previsto um prazo de 15 dias – que se inicia hoje – para que os contribuintes possam reclamar diretamente no portal das Finanças.
Os contribuintes podem também optar, no momento da entrega da declaração do IRS, por preencher diretamente na declaração as faturas que não tenham sido consideradas por falta de validação.
Este ano, pela primeira vez, existe um prazo único — entre 1 de abril e 31 de maio – para a entrega das declarações de IRS, independentemente da proveniência do rendimento e da forma de entrega (papel ou Internet).
Fonte: Sapo 24 com Lusa

360º - Mata-Sete: 30 anos depois, a história do maior assasino português (em formato multimédia inovador); e as respostas que faltam no caso offshores

360º

Por Filomena Martins, Diretora Adjunta
Bom dia!
Enquanto dormia...
... Trump moderou ligeiramente o tom anti emigração no seu primeiro discurso no Congresso. Num balanço de 40 dias na Casa Branca, o Presidente americano definiu prioridades e justificou-se com palavras menos duras do que o habitual, como pode ver no resumo dos pontos-chave. Nos jornais, as análises incluem quase todas adjetivos como 'soft' ou 'moderate': eis os exemplos do New York Times, do Washington Post, do Finantial Times e até do El País.

Na Malásia, duas mulheres foram acusadas do assassínio do meio-irmão do líder da Coreia do Norte. Siti Aisyah, de 25 anos, indonésia, e Doan Thi Huong, de 28, vietnamita, envenenaram Kim Jong-nam com um químico de destruição massiva.

Por cá, depois da fuga de Caxias, as prisões vão ter um manual de procedimentos para lidar com casos de evasões. A notícia é do DN e conta que o diretor-geral dos serviços prisionais quis clarificar as respostas a dar nestes casos.
 


Outra informação relevante
O caso das offshores vai ser esta manhã explicado no Parlamento por Paulo Núncio e Rocha Andrade. Estas são as respostas que se esperam do ex-secretário de Estado responsável no período da saída de 10 mil milhões sem controlo para paraísos fiscais e do atual secretário de Estado que deu pela falha. Pode ler aqui o muito que falta esclarecer neste caso, que o Ministério Público admite investigar. No jornal i, Paulo Ralha, do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, alimenta a polémica e diz que "há um apagão nos relatórios de combate à fraude e evasão fiscal entre 2011 e 2014". Pode seguir as explicações em direto no Observador a partir das 10h00.

Do Parlamento diretamente para os relvados. Começando pela primeira mão da meia-final da Taça de Portugal, que deixou o Benfica com o Jamor à vista: venceu no Estoril por 2-1, comgolos do suspeito do costume, o grego Mitroglou (o segundo aconteceu mesmo foi no final da partida, de forma irregular). Foi uma vitória dedicada a Cosme Damião, o mentor, jogador, capitão e dirigente, homenageado nos 113 anos do clube. Hoje jogam as outras duas equipas em prova, V. Guimarães e D. Chaves.

Mas a quatro dias das eleições no Sporting, as notícias leoninas também abundam. Madeira Rodrigues, o candidato que vai tentar roubar a presidência a Bruno de Carvalho, apresentou o seu treinador: será o espanhol Juande Ramos, ex-Sevilla e Real Madrid. Um escolha aplaudida, na sequência da qual o Bruno Roseiro aproveitou para recordar os (grandes) treinadores prometidos noutras eleições. Mas pelo meiorebentou uma guerra entre o ex-presidente Godinho Lopes e o investidor José Maria Ricciardi, apoiantes das duas candidaturas. 

Nas contas dos clubes, o Boavista está em risco de falência, noticia hoje o JN. O Tribunal da Relação do Porto chumbou o plano para que a recuperação financeira fosse feita fora dos tribunais.

De regresso à política, em concreto a Bruxelas, onde a Provedora de Justiça da UE decidiu abrir um inquérito à forma como a Comissão Europeia actuou no caso Barroso.

De Angola vem a notícia de que Isabel dos Santos deve deixar a Sonangol. Outros descendentes de José Eduardo dos Santos também deverão sair dos lugares estratégicos que foram ocupando em empresas angolanas. A medida está a ser entendida como uma forma de travar a contestação crescente à família do Presidente antes das eleições de agosto.

A SOS Racismo apresentou queixa contra João Braga por  declarações racistas e homofóbicas. A queixa surge depois de o fadista escrever no Facebook que hoje em dia "basta ser-se preto ou gay para ganhar os Óscares". Entretanto, Braga defendeu-se dizendo: "Pus aquilo em tom irónico".

Por falar em Óscares, está encontrado o culpado da monumental bronca sobre o vencedor do melhor filme.Foi mesmo um dos dois guardiões da votação, Brian Cullinan, da consultora PricewaterhouseCooper, que entregou o envelope errado e demorou (estava sentado numa das pontas da primeira fila) a dar pelo erro. Um final de que nem o apresentador, Jimmy Kimmel, gostou.



O grande destaque

Faz esta madrugada 30 anos que Portugal conheceu o seu maior assassino em massa: Vítor Jorge, o Mata-Sete. A data serviu para o Observador seguir a linha do que fazem lá fora os grandes jornais internacionais com histórias de crime, como se pode ver por este exemplo do LA Times ou este do norueguês Dagbladet.  


  1. O crime: matou a amante e os seus quatro amigos na praia do Osso da Baleia, mais a mulher e a filha mais velha de 16 anos no pinhal da Amieira (a mais nova, de 14, escapou e deu o alarme e o filho foi poupado para "perpetuar a semente do mal");  
  2. O julgamento: depois de ter mandado o seu diário (com o passado a explicar o crime e a confissão de que planeava vários outros) para publicação no Correio da Manhã;
  3. A prisão: os 14 anos (da pena de 20) como bom samaritano em Coimbra;
  4. E a sua nova vida: na Córsega, depois de passar por Inglaterra e França, onde vive ao lado de uma mulher 24 anos mais nova e publica fotos de mulheres semi-nuas no Facebook.
Este é um artigo multimédia onde o trabalho dos 'coders' (em especial do Alexandre Santos) e da equipa de fotografia e vídeo (Hugo Amaral e André Carrilho) foi fundamental. Mas que vive da história contada com detalhes macabros pela Tânia Pereirinha. 
 

Os nossos Especiais

Hoje é quarta-feira de Cinzas, o Carnaval já era, mas esta reportagem do João de Almeida Dias é intemporal. Ele, que odeia a quadra, foi ver os foliões a Torres Vedras. Não voltou convencido, mas dá argumentos para convencer muitos. Ou não. Ora leia "Delírio (e não só) no Carnaval de Las Vedras"

Ainda não é bem época (apesar dos desfiles de Carnaval terem mostrado o contrário), mas a Rita Dantas Ferreira aproveitou  os 40 anos da Federação Portuguesa de Naturismo para ir perceber como funciona este modo de vida e quais os locais onde praticá-lo em Portugal. Ou seja, ouvir quem acha que a nudez é natural e ir onde só se vai sem roupa.

Por fim, recomendo-lhe a pré-publicação de um capítulo de "Os Flechas: A tropa secreta da PIDE/DGS na Guerra de Angola". Foi escrito por Fernando Cavaleiro Ângelo, chefe da Divisão de Informações do Comando Naval e diretor do Centro de Análise e Gestão de Dados Operacionais, e contaa história do grupo paramilitar de bosquímanos criado pela PIDE/DGS durante a guerra de Angola.



A nossa opinião



Notícias surpreendentes

O Mobile World Congress começou só na segunda-feira, mas já se sabe quase tudo sobre os trunfos das grandes marcas. Eis as principais novidades mostradas em Barcelona. Por confirmar está se o iPhone 8 vai ter ecrã curvo (os rumores adensam-se); também já há vídeos do que pode ser o novo Samsung Galaxy S8.

Dos telemóveis para a comida. Porque o ano novo trouxe mudanças nas ementas e até nas cozinhas de vários restaurantes de Lisboa. O Tiago Pais fez a compilação das boas novidades que se podem provar por aí: são 15 pratos de deixar água na boca.

Comer bem não está na lista das coisas que não deve fazer se quiser dormir bem de noite. Estes são os principais 8 erros que devemos de evitar se acordarmos a meio do sono.

Para terminar, deixo-o com arte. E com as últimas grandes obras que 26 pintores famosos pintaram antes de morrer. Que dizem muito do momento em que foram criadas.
 

Num dia em que ainda nos sentimos mais orgulhosos do nosso trabalho no Observador (eis a razão!), chamo-lhe a atenção para as explicações sobre o caso das offshores que vão ser dadas daqui a pouco no Parlamento e que seguiremos em direto. Passe por cá e terá toda a restante informação do dia

Boa quarta-feira, feliz e produtiva
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Tempo para esta quarta-feira de cinzas

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Céu geralmente muito nublado, com abertas na região Sul.
Períodos de chuva em geral fraca nas regiões Norte e Centro
.Possibilidade de neve acima de 1400/1600 metros.
Vento em geral fraco (inferior a 20 km/h) predominando do quadrante oeste, soprando moderado (20 a 35 km/h) nas terras
altas das regiões Norte e Centro.

Neblina ou nevoeiro matinal.
Coimbra - 09/16º
MIRA - 07/17º
CANTANHEDE - 09/16º
MEALHADA - 09/17º
VAGOS - 08/17º
ANADIA - 09/17º

Trump no Congresso. Todas as promessas de campanha, agora em tom solene


O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez o primeiro discurso no Capitólio, perante todo o Congresso

"Um novo espírito americano", foi a promessa que Donald Trump deixou no fim do discurso que fez esta terça-feira (madrugada de quarta em Lisboa) pela primeira vez como presidente dos EUA perante todo o Congresso norte-americano.

Em cerca de uma hora e 15 minutos, Trump repetiu todas as promessas feitas durante a campanha eleitoral. Fê-lo num tom presidencial, solene, mas na grande maioria dos casos sem explicar como tenciona conseguir os seus objetivos.

Sempre em tom protecionista, defendendo "a América primeiro"; Trump prometeu "reiniciar o motor da economia americana", com medidas que, assegura, irão criar emprego e produzir riqueza.

Fez duras críticas à administração de Barack Obama, nomeadamente no que respeita aos níveis de emprego, combate ao crime, corrupção no estado e o Obamacare.

Este último foi um dos pontos mais frisados, com o presidente dos EUA a garantir que a reforma dos sistemas de saúde criada pelo seu antecessor "está a desmoronar-se". E prometeu que irá criar um novo sistema que não exclua ninguém e que seja mais barato e mais eficiente.

Mais uma vez, não concretizou como será este plano.

Valores concretos foram apenas anunciados para um novo pacote de obras públicas, afirmando Trump que irá propor que o Congresso passe legislação que seja capaz de gerar investimentos -- públicos e privados -- no valor de um bilião de dólares para reconstruir as infraestruturas do país.

"Este esforço será guiado por dois princípios fundamentais: compre o que é americano, contrate americanos", fez questão de dizer.

Alem disso, Trump prometeu uma "grande" reforma fiscal, com um "grande alívio" da carga tributária da classe média.

Outro dos assuntos referidos foi o forte investimento nas forças militares -- como já tinha sido antes anunciado, promete um aumento "histórico" na dotação da Defesa -- bem como na segurança interna.

A este nível, prometeu combater o crime e o tráfico de droga (que, diz, irá "definhar até desaparecer"), através de uma "valorização dos agentes de segurança" e da "construção de pontes" entre estes e as comunidades.

A questão dos imigrantes surgiu também neste contexto, com Trump a prometer novas medidas de controlo da imigração, afirmando que este reforço será mesmo capaz de "aumentar salários e criar emprego".

Já a questão dos refugiados mereceu apenas uma referência superficial, sem menção da Síria ou do Iraque, dizendo apenas o Presidente dos EUA que a "única solução de longo prazo" é a criação de condições para que os deslocados "voltem a casa".

A este propósito Trump afirmou que está disposto a "fazer novos amigos" e a "criar novas parcerias" quando haja interesses comuns.

Até porque, "a América é hoje amiga de antigos inimigos", disse.

Ainda a propósito da política externa americana, reiterou o seu apoio à NATO e aos parceiros que tem no Médio Oriente e no Pacífico, mas sublinhou -- como fizera em campanha -- que eles têm "de pagar a sua quota-parte dos custos" das operações.

Até porque, como fez questão de dizer, o seu trabalho "não é representar o mundo, é representar a os Estados Unidos da América".

Ao longo do discurso apelou mais de uma vez a que os partidos Republicano e Democrata ultrapassem as suas divergências e se unam em apoio às suas medidas. Mas fê-lo sempre que falou de assuntos fraturantes, como a abolição do Obamacare, a construção do muro na fronteira entre o México e os EUA ou a concretização das suas leis para a imigração.

Onde houve acordo na câmara foi no elogio aos veteranos de guerra, ao apoio às Forças Armadas e ao prometido aumento de investimento na Educação.

Trump concluiu então com uma mensagem de união e esperança naquilo que chamou de "novo espírito americano":

"Peço a todos os cidadãos que abracem esta renovação do espírito americano, apelo a todos os membros do Congresso que se juntem a mim no sonho de realizar grandes feitos, ousados e arrojados, pelo nosso país. E peço a todos que nos estão a ver esta noite que agarrem este momento, acreditem em vós próprios, acreditem no futuro e acreditem uma vez mais na América".

Leia aqui as principais declarações:

  O "novo espírito americano" na conclusão do discurso
"O tempo para pensar pequeno acabou. O tempo para lutas triviais está atrás de nós.
Peço a todos os americanos que abracem esta renovação do espírito americano.
Peço a todos os que estão a ver que acreditem em si mesmos e acreditem no futuro e acreditem de novo na América"
  "Somos um povo com um destino"
"Todos sangramos o mesmo sangue, todos saudamos a mesma bandeira e todos somos feitos pelo mesmo Deus"
  "A América é agora amiga de antigos inimigos"
"A América está disposta a encontrar novos amigos e a forjar novas parecerias. Queremos paz onde seja possível encontrar paz. A América é agora amiga de antigos inimigos"
  Menção aos refugiados
"A solução humanitária" para os refugiados "é encontrar soluções para que eles possam regressar a casa"
  "O meu papel não é representar o mundo, é representar os Estados Unidos da América"
  Recado aos aliados
"A nossa política externa exige uma abordagem robusta e expressiva". Promete apoiar a NATO, "mas os nossos aliados têm de cumprir as suas obrigações financeiras".
"De facto, o dinheiro está a entrar", garante.
"Vamos respeitar as instituiçes hsitórias, mas vamos respeitar também os direitos soberanos das nações, como esperamos que respeitem o nosso".
  Momento emocionado no aplauso à viúva do miliatar William "Ryan" Owens que morreu em serviço
  Apoio aos veteranos
Também promete que o seu orçamento vai aumentar a dotação para os veteranos "eles prestaram serviço à nação e agora nós temos de lhes prestar um serviço a eles"
  Apoio às forças armadas
Promete um dos maiores aumentos de sempre do orçamento das forças armadas.
  Vítimas de imigrantes ilegais
Nomeia na audiência familiares de três casos de vítimas de violência: um jovem morto por um imigrante ilegal; dois agentes policiais igualmente mortos em tiroteios por iigrantes ilegais.
  Apoio às vítimas
Ordenei ao Departamento de Segurança Nacional que crie um departamento de apoio às vítimas de violência.
  "Cada criança devia poder crescer numa comunidade segura"
"Para quebrar o ciclo de pobreza temos também de quebrar o ciclo de violência". E refere o aumento de crimes violentos do último ano e de homicídios em Chicago.
"Temos de trabalhar com as forças de segurança. Temos de construir pontes de cooperação e confiança"
Estas famílias deviam ser livres para escolher a escola, pública ou privada
  Educação é a questão de direitos civis dos nossos tempos
Promete um pacote de educação especialmente pensado para afro-americanos e latinos.
  "Juntar forças"
"Porque não juntamos forças para fazer o trabalho bem feito?"
"A minha administração quer trabalhar com membros dos dois partidos" para criar creches para todos, promover água e ar limpo, remodelar as forças armadas e refazer as infraestruturas
  Obamacare está a colapsar
"Temos de agir decisivamente para proteger todos os americanos. Isso não é uma escolha, é uma necessidade"
E apela aos partidos dos dois lados para que trabalhem na substituição do Obamacare.
Promete que todos os indivíduos com situações de saúde pré-existentes tenham cobertura.
Que se crie condições para que cada um contrate o seguro que quer "não o que lhes é imposto pelo governo"
Que ninguém fique de fora do sistema
Fazer com que os preços dos medicamentos desçam
E permitir que os seguros de saúde funcionem intra-estados "o que vai fazer com que os preços desçam"
  Críticas ao Obamacare
"A forma de fazer com que os seguros de saúde sejam para todos é fazendo com que o preço dos seguros baixem. E é isso que vamos fazer."
Apela ao Congresso para "abolir e substituir o Obamacare". Alguns apupos entre os aplausos de pé do lado republicano
  Um novo programa de infraestruturas
Trump promete um novo programa para reconstruir as infraestruras do país, no valor de um bilião de dólares com "financiamento público e privado"
  Reforçar "sistema da imigração legal"

"Proteger o sistema americano significa também reforçar o nosso sistema relativamente à imigração legal".
As leis da imigração, diz, têm de ser desenhadas de forma a serem capazes de "aumentar trabalho para americanos e aumentar segurança".


Onde Posso doar sangue em Aveiro em  2017

Em Março no dias 1, 8, 22 e 31 entre as 15 horas e as 19:30 horas, dias 4, 18 e 25 entre as 9 horas e as 13 horas, todas no Posto Fixo da ADASCA.

Os interessados em aderir à dádiva devem fazer acompanhar do Cartão de Cidadão para facilitar a inscrição. Não deixem de consultar o site www.adasca.pt