sexta-feira, 15 de julho de 2022

Dois irmãos morrem em acidente com fogo de artifício em França Lusa

Vítimas tinham sete e 24 anos.
Dois irmãos, um deles menor, morreram e sete pessoas ficaram feridas na noite de quinta-feira num acidente na cidade francesa de Cholet durante uma exibição de fogo-de-artifício.
De acordo com o Ministério Público, as vítimas mortais são um rapaz de 7 anos e a irmã de 24. Um dos feridos encontra-se em estado grave.
O presidente da autarquia de Cholet disse à rádio France Info que um foguete explodiu no meio das pessoas num espaço perto de um baile popular que tinha sido organizado ao lado de um estádio.
"As pessoas encarregadas da segurança, de acordo com o que me foi dito, pediram às pessoas que estavam naquele local para se mudarem, ainda que 'a priori' não houvesse perigo", explicou Gilles Bourdouleix, salientando que o fogo de artifício era organizado por "uma empresa séria e experiente".
O procurador do Ministério Público Eric Bouillard anunciou que foi aberta uma investigação por homicídio involuntário, na qual será necessário determinar, por exemplo, se as vítimas deveriam ter sido impedidas de permanecer no local.
SIC Notícias/Lusa

Calor: 47ºC é o novo máximo atingido no mês de julho

O anterior valor extremo para julho (46,5°C) tinha sido registado a 23 de julho de 1995, na estação da Amareleja.
Na quinta-feira a temperatura máxima atingiu um novo extremo para o mês de julho em Portugal Continental, com a estação meteorológica do Pinhão a registar 47°C, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Os valores divulgados pelo IPMA indicam que em 26 estações meteorológicas foram ultrapassados no dia 14 os anteriores maiores valores da temperatura máxima do ar para este mês, em três delas (Pinhão, Alvega e Mirandela) foram registados valores da temperatura máxima do ar iguais ou superiores a 45°C e em quase metade (46%) os valores foram iguais ou superiores a 40°C.
Em praticamente todo o território (exceto Cabo Carvoeiro, Cabo Raso e Cabo da Roca) os valores da temperatura máxima do ar foram iguais ou superiores a 30°C.
O valor mais elevado da temperatura máxima ocorreu na estação do Pinhão (47°C) e é um novo extremo para o mês de julho em Portugal Continental. O anterior valor extremo para julho (46,5°C) tinha sido registado em 23 de julho de 1995, na estação da Amareleja.
Até esta sexta-feira, o valor mais elevado da temperatura máxima foi registado na Amareleja, a 1 de agosto de 2003, com 47,3°C.

SIC Notícias

“Excesso de mortalidade”: onda de calor provoca 238 mortes numa semana

DGS lembra cuidados com idosos, crianças e pessoas com doenças crónicas.
A Direção-Geral da Saúde (DGS) avançou, esta quinta-feira, que, de 7 a 13 de julho, foi registado um excesso de mortalidade devido à onda de calor. Morreram 238 pessoas.
Em comunicado, Graça Freitas avança que, segundo dados provisórios, foi registado um excesso de mortalidade em Portugal, com 238 óbitos, de 7 a 13 de julho.
A responsável lembra que as temperaturas do ar extremas dos últimos dias podem provocar desidratação ou descompensação de doenças crónicas.
Elevadas temperaturas do ar estão, geralmente, associadas a períodos de mortalidade mais elevada do que o esperado para a altura do ano (excesso de mortalidade)", lê-se no comunicado.
A Direção-Geral da Saúde realça ainda que as previsões apontam para a persistência de tempo muito quente e muito seco em Portugal continental nos próximos dias. Por isso, lembra que é preciso ter especial cuidado com pessoas com doenças crónicas, crianças e idosos.

Excesso de mortalidade em 2020
O secretário de Estado Adjunto e da Saúde atribuiu, esta quinta-feira, o excesso de mortalidade em 2020 à covid-19, à gripe e ao calor, mas também a um pico sem causa específica, que necessita de uma investigação num período mais longo.
Perante um excesso de mortalidade não atribuível a uma causa específica, a investigação das razões tem de ser feita em períodos longos, não em períodos pontuais, e deve ser feita entre cinco a 10 anos exatamente para excluir que esse aumento possa ser um fenómeno pontual", afirmou Lacerda Sales numa audição parlamentar sobre o tema requerida pelo Chega.
Segundo disse, em 2020 a Direção-Geral da Saúde (DGS) identificou um período de excesso de mortalidade entre 24 de agosto e 20 de setembro não diretamente atribuível ao calor ou à pandemia.

SIC Notícias

A arte de Liliana Ferreira (e da APCC) vai estar em exposição em Granja de Ançã

Liliana Ferreira tem 41 anos e nasceu em Coimbra, tendo vivido toda a sua vida em Granja de Ançã. E é a antiga escola básica daquela localidade, que frequentou em criança e foi entretanto transformada no Centro Comunitário da Granja e Gândara, que vai receber uma exposição em nome individual desta artista, reunindo uma dezena de obras produzidas no âmbito das sessões de artes plásticas da Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra (APCC).
A inauguração vai ter lugar no dia 15 de julho, pelas 19H00. Os trabalhos em exibição dizem respeito a um projeto artístico, na área da arte digital, que Liliana Ferreira tem vindo a desenvolver na última década. Através do desenho e da pintura – para os quais usa a boca, recorrendo a ferramentas de software – revela um universo muito particular, um mundo fantástico só parcialmente inspirado na realidade.
Esta exposição ficará patente até ao dia 25 de julho e será a primeira em nome próprio da artista, que já integrou as exposições coletivas da APCC realizadas no âmbito do projeto “Cru – O Corpo (im)Perfeito” (Porto e Lisboa, 2019/2020) e do Bazar d’Sala (Coimbra, 2022). A iniciativa é organizada com o apoio da Junta de Freguesia de Ançã.
Trata-se também do arranque de um conjunto de exposições que a APCC está a planear apresentar nas comunidades de residência dos utentes do Departamento de Artes Plásticas, de forma a sublinhar o seu papel ativo e participativo, com base na sua identidade pessoal e artística. Assim se reforçará igualmente a importância da área artística na instituição, enquanto promotora da inclusão social.
A artista Liliana Ferreira está presente no Instagram, na sua página pessoal (www.instagram.com/borbolet_arts) e na página do Departamento de Artes Plásticas da APCC (www.instagram.com/artesplasticas_apcc). Nesta última, é ainda possível ver obras de outros utentes da Associação e proceder à respetiva reserva, que também pode ser feita enviando uma mensagem para suzete.azevedo@apc-coimbra.pt.
O Departamento de Artes Plásticas da APCC opera no pressuposto de que as condições orgânicas realmente geram incapacidades, mas não são essas que determinam o nível de funcionamento do indivíduo. Desta forma, utiliza a arte com o grande propósito da expressão, de comunicação de ideias, do desenvolvimento de competências e autoconhecimento e na elevada responsabilidade da edificação de ideias político-sociais.

Publicado o concurso público para remodelação do Centro de Saúde de Campo Maior

 O concurso público para a empreitada de remodelação e adaptação das instalações do Centro de Saúde de Campo Maior foi publicado ontem, quarta-feira, 13 de julho, em Diário da República.
Trata-se, segundo o presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, de “uma obra de extrema importância para Campo Maior e para os campomaiorenses”, destacando que “enquanto autarca, o sentimento é de dever cumprido pois, tudo fizemos para agilizar este processo e para dar resposta a uma situação que se arrastava há alguns anos a esta parte”.

Esta é uma intervenção de aproximadamente 300 mil euros, que implica substituição de caixilharia, eficiência energética, climatização, redimensionamento de gabinetes e salas de espera, e é a primeira fração de um investimento total de aproximadamente meio milhão de euros, que englobará ainda a aquisição de equipamento médico e mobiliário próprio para o funcionamento do Centro de Saúde.

“Está dado o primeiro passo para a melhoria desta infraestrutura de saúde do nosso concelho”, acrescente Rosinha, terminado a sua publicação dizendo que “continuaremos a tudo fazer para melhorar a qualidade de vida dos campomaiorenses”.

in Rádio Elvas

Ministra da Saúde mantém confiança na reforma do SNS nesta legislatura. “Ainda não atirámos a toalha ao chão”

A ministra Marta Temido disse esta quinta-feira, em comissão parlamentar, que o novo estatuto do Serviço Nacional de Saúde (SNS) permitirá resolver a crise que hoje se observa nos hospitais e centros de saúde da rede pública em matéria de recursos humanos.
“Ainda não atirámos a toalha ao chão”, garantiu Marta Temido aos deputados da Comissão de Saúde, salientando que as medidas apresentadas na semana passada para reformar o SNS permitirão reforçar o serviço público.
A ministra expressou que o Governo está confiante de que a transformação do SNS conseguirá ser concretizada até ao final da corrente legislatura, ou seja até 2026. De recordar que, no dia 7 de julho, Marta Temido apresentou publicamente, após aprovação em Conselho de Ministros, o novo estatuto do SNS, que vem substituir o de 1993, que, nas suas palavras, “não respondia à nova Lei de Bases da Saúde”.
Entre medidas que preveem uma maior autonomia dos hospitais e centros de saúde no que toca à contratação de pessoal, o novo documento normativo contempla a criação de uma Direção-Executiva do SNS, que terá como responsabilidade “a coordenação de toda a resposta assistencial”. Marta Temido afirmou que esse órgão seria constituído num prazo máximo de 180 dias, atirando para “o próximo outono” a conclusão desse processo.
“A Direção-Executiva irá também assumir responsabilidades que hoje pertencem a outras entidades do SNS, e que queremos ver a funcionarem melhor”, desde logo algumas funções hoje sob alçada da Administração Central do Sistema de Saúde, disse, na altura, a ministra.
A Direção-Executiva terá também a cargo funções ao nível dos cuidados paliativos e continuados que estão sob a esfera das administrações regionais de saúde e “algumas missões novas”, como a de designar os Conselhos de Administração dos hospitais e os diretores-executivos dos agrupamentos dos centros de saúde.
Contudo, confrontada pela líder do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, na sessão da Comissão de Saúde, sobre os problemas que se têm observado ao nível das urgências de obstetrícia, Marta Temido reconheceu que ainda não tinha sido possível alcançar um acordo com as representações sindicais do setor. Ainda assim, e afirmando que “falta entendimento quanto à forma” da solução, a ministra mostrou-se otimista quanto ao estabelecimento de um acordo, embora não se tenha comprometido com prazos.

Filipe Pimentel Rações/Multinews
Imagem: CM

Detido por incêndio florestal no Pinhal Novo

O Posto Territorial do Pinhal Novo deteve, neste 14 de Julho, um homem de 45 anos por incêndio florestal, na localidade do Pinhal Novo, no concelho de Palmela.
No seguimento de um alerta a informar que um popular teria detetado um indivíduo a lançar brasas para um terreno, os militares da Guarda deslocaram-se de imediato para o local, tendo apurado que o suspeito já se encontrava retido por populares. No decorrer da ação, e após diligências policiais, foi possível confirmar a veracidade dos factos, motivo pelo qual o suspeito foi detido.
O detido foi constituído arguido e notificado para comparecer amanhã, dia 15 de julho, no Tribunal Judicial de Setúbal, para aplicação da medidas de coação.