O MACC –
Museu de Arte e do Colecionismo de Cantanhede assinalou a 29 de
setembro, o 2.º aniversário, com números reveladores de uma
intensa atividade cultural, comprovando-se a pertinência da criação
desta unidade museológica.
Entre 29 de
setembro de 2024 e 28 de setembro de 2026, o MACC registou cerca de
40 mil visitantes, o que dá uma média mensal superior a 1.600
visitas. A par disso, recebeu 352 visitas guiadas, ou seja, 14 por
mês. A estes números juntam-se 4 exposições temporárias e 32
exposições temáticas em vitrines, para além de 57 eventos,
atividades pedagógicas ou ações de sensibilização fora de
portas.
Para o
vice-presidente da Câmara Municipal com o pelouro da Cultura, Pedro
Cardoso, estes dados traduzem “a
importância estratégica deste projeto para a região e confirmam a
aposta do Município neste museu como um marco cultural de relevo
nacional que resultou da generosidade e da visão humanista do médico
e colecionador Cândido Ferreira.”
“As
coleções doadas pelo Dr. Cândido Ferreira deixaram de ser apenas
um conjunto de objetos reunidos por interesse individual e passaram a
contar histórias, estabelecer relações entre gerações e produzir
conhecimento sobre a sociedade, no fundo, coleções privadas de
grande valor transformadas em património cultural acessível à
comunidade”, sublinhou.
Ainda de acordo
com o autarca, o MACC traduziu-se num “investimento
na memória coletiva, na identidade cultural e na valorização do
território”, assente num
“projeto museológico que se
destaca pela sua dimensão, riqueza e singularidade do espólio de
cerca de 800 mil peças que integram várias coleções, pela
inovação museológica que permite ao público e a investigadores
consultar as reservas visitáveis que não estão na exposição
permanente, e pela valorização do colecionismo popular como uma
forma de expressão cultural e antropológica. Acresce ainda o
contributo para a desconcentração da oferta cultural fora dos
grandes centros urbanos posicionando a Região Centro como um polo de
turismo cultural de referência”.
Inaugurado pelo
então Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o MACC
nasceu a partir da doação ao Município de Cantanhede pelo médico,
político e humanista, Cândido Ferreira, de um acervo constituído
por centenas de milhar de peças reunidas em cerca de 100 coleções.
A unidade
museológica encontra-se organizada em sete grandes áreas de
colecionismo, designadamente pintura, mobiliário e artes decorativas
portuguesas, arqueologia de todas as civilizações, artesanato do
mundo, história do dinheiro, história postal, temas de bibliografia
e afins e colecionismo dito popular.
Instalado no
centro da cidade, na sequência da reabilitação e adaptação da
Casa do Capitão Mor, antiga Casa Municipal da Cultura, este
equipamento cultural aposta forte nas funções cultural, patrimonial
e educativa, que não podem deixar de fazer parte de equipamentos
coletivos desta natureza.
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