domingo, 22 de setembro de 2019

Algarve | Palácio Gama Lobo no centro das comemorações do Dia Mundial do Turismo em Loulé

Loulé volta a celebrar o Dia Mundial do Turismo, no próximo dia 27 de setembro, com um conjunto de iniciativas.
Este ano, o património cultural será uma das temáticas em foco e o recentemente reabilitado Palácio Gama Lobo, edifício brasonado oitocentista, será um dos destaques.
Nesse dia, a partir das 18h00, irá decorrer uma visita orientada a este património classificado como monumento de interesse municipal, conduzida por Luísa Martins, investigadora de História e Cultura local, e Luís Guerreiro, arquiteto responsável pelo projeto de reabilitação do edifício.
Esta visita pretende recordar a história deste imóvel e de quem o habitou, bem como explicar as propostas das novas adaptações arquitetónicas.
No dia 28 de setembro, e atendendo a que a Autarquia tem em curso o projeto “Loulé Criativo”, que agrega um conjunto de parceiros que desenvolvem atividades de turismo criativo, serão propostas várias experiências criativas: a produção de sabonetes de aromas da serra ou velas com ervas serranas, com o Loulé Coreto Hostel (10h00 e 11h00); um passeio fotográfico pelo Palácio, acompanhado por Vitor Pina (10h30); a participação num workshop de pintura sensorial com a pintora Adérita Silva (14h30); ou ainda a proposta de desenho do edifício do Palácio Gama Lobo, com o designer Hugo Silva (14h30).
As atividades são gratuitas mas carecem de inscrição prévia para loulecriativo@cm-loule.pt ou telefone 289 400 829.
À semelhança de anos anteriores, ao longo do dia 27 serão distribuídos doces e licores regionais nos postos de turismo do concelho (municipais e nos da Região de Turismo do Algarve). Pretende-se, desta forma, dar as boas-vindas a todos os turistas que visitam Loulé neste Dia Mundial do Turismo.

Algarve | Rota das Tapas passa por Faro

Faro é uma das cidades do país incluída na Rota de Tapas, que decorre de 26 de setembro a 13 de outubro. A troco de 3 euros os participantes podem provar um petisco e uma cerveja da marca que promove o evento.
Na capital algarvia os estabelecimentos participantes e os petiscos que apresentam são os seguintes:
Vila Adentro (Praça D. Afonso III, 17): Bacalhau da Vila;
Tertúlia Algarvia (Praça D. Afonso III, 13/15): Rissol de Berbigão e salicórnia com aiolo de Aljezur;
Hápetite (Rua da Misericórdia, 40): Favas de Alhada;
Columbus (Pç D. Afonso Gomes, 13): Salada de Muxama de Atum;
Yummy Ice & Coffee (Av. da República – Passeio Docapesca): Fofinhos;
Boheme (Av. da República, 2): Carapau Tifosi;
Académico (Rua Conselheiro Bívar, 12): Bacalhau à Académico;
Aperitivo (Rua Conselheiro Bívar, 51): Bruschetta de Cogumelos e Queijo de Seia;
Lodo (Rua Conselheiro Bívar, 55): Ostra;
Outro Lado (Travessa da Madalena, 6): Bruschetta de Alheira;
My O’Meu (R. Conselheiro Sebastião Teles, 8ª): Salada de Legumes com Mayo Caseira;
True Food (Rua do Compromisso, 12): Patanisca de Grão de bico e Curgete sem glúten;
Sushi Ya Fusion (Rua Ferreira Neto, 13/15): Bao de Teriyaki:
Yokohama (Rua Cruz das Mestras, 26): Gamba Panada Yokohama;
Taska Algarvia (Rua do Alportel, 38): Xarém com Filete de Sardinha Panada;
Snack Bar da Baixa (Praça Ferreira de Almeida): Polvo à Baixa;
Futebol Café (Rua Vasco da Gama, 63 A): Estrela Pizza & Baguette Futebol Café;
Origami Ramen-Bar (Rua Vasco da Gama, 44): Bao de Porco);
Oh My Dog! (Rua de Portugal, 19-21): Americano;
Portas de S. Pedro (Lg. Dr. Silva Nobre, 7): Almôndega de Sardinha com Gaspacho Andaluz);
Restaurante Travessa (Rua de Sto. António, 58): Bolinhas de Alheira com Grelos;
8 Tapas (Rua Rebelo de Silva, 8): Bruschetta de Filete de Anchovas;
Cinderela Farense (Rua 1º de Dezembro, 19): Caril de Gambas;
Snack-Bar Ponto Expresso (Rua Manuel Belmarço, 2): Bifana à Expresso;
Pinsa Romana O Terceiro Lugar (Praça Alexandre Herculano, 30): Pinsa Marguerita;
Snack-Bar Coelho (Rua Brites Almeida, 2): Miolo de Camarão à Coelho;
Restaurante Al-Ria (Rua Brites Almeida, 45): Gambão Al-Ria; e
Burguers and Bowls (Largo Pé da Cruz, 30): Barcelona.


Algarve | Visita guiada a quinta

Vai decorrer no dia 29 de setembro, a partir das 10h30, uma visita guiada à Quinta Shanti, situada na freguesia da Conceição de Tavira.
Intitulada Cabaz da Terra, a iniciativa faz parte do programa “Dieta Mediterrânica Todo o Ano”.
A visita é orientada pela proprietária Ângela Rosa com a coordenação da técnica municipal Corinne Romeira. Esta inclui prova e entrega de um cabaz com produtos da quinta e da época.
Os interessados deverão efetuar a sua inscrição, até dia 26 de setembro, através do preenchimento do formulário disponível em https://forms.gle/otGfUgMtkSsnLL5L7.
A atividade deverá ser paga, diretamente, ao produtor de acordo com o seguinte e tem um custo de 5 euros para adultos e de 1 euros para crianças e jovens entre os 6 e os 18 anos.

Algarve | Veja quais foram as propostas vencedoras do Orçamento Participativo de Faro

Já são conhecidos os resultados do Orçamento Participativo 2019 da União das Freguesias de Faro. A fase de votação decorreu entre 19 de agosto e 16 de setembro e contou com uma participação de 824 cidadãos, registando-se um aumento de 42% de votantes relativamente à edição anterior.
Estiveram a votação 9 projetos sendo que os 4 mais votados vão ser implementados pela União das Freguesias de Faro.
A proposta mais votada, com 278 votos foi a n.º 3, “WC públicos no núcleo da Culatra”, que tem por objetivo a instalação de um wc contentor no núcleo da Culatra, devidamente equipado e enquadrado nas obras de requalificação deste núcleo.
Em seguida, com 196 votos ficou a proposta n.º 9, ” Proteção dos Gatos de Faro”, que propõe uma verba destinada à colocação de abrigos próprios nas colónias de felinos identificadas na Freguesia.
Em terceiro lugar, ficou a proposta n.º 1, “Obras de beneficiação na Sala May Viana e Sacristia”, a qual tem por objetivo a recuperação de salas específicas que se apresentam em mau estado de conservação na Igreja da Ordem Terceira de S. Francisco em Faro, monumento classificado como imóvel de interesse público.
Por último, a quarta proposta mais votada foi a n.º 8, “Tratamento e controlo da proliferação de pombos”, que visa a implementação de projeto piloto de pombal contraceptivo, uma estrutura simples onde será efetuada a substituição dos ovos naturais por outros de gesso ou plástico, com o objetivo de controlar a expansão da população de pombos.

Mundo | Governar pelo bom exemplo


*Péricles Capanema
Como pai e mãe educam os filhos? Começo por um dos fundamentos, o que interessa no caso. A preparação para a vida entre os homens apresenta marcantes traços comuns com o modo de, por exemplo, a onça e outros animais prepararem os filhotes para a sobrevivência. Pela imitação, lei da natureza; outro jeito, pela força do exemplo. Gradualmente, ensina-os a se defender dos perigos, a caçar, a procurar abrigos. E o homem é mamífero, guiado pela razão.

De igual maneira, enorme papel tem a imitação na educação infantil. Forma o caráter o bom exemplo dos superiores, no caso, os mais naturais e imediatos, os pais. No ambiente da família, o filho em especial imita o pai, a filha em particular a mãe, ambos movidos fortemente pela admiração. Nada mais normal que, aperfeiçoando a imitação, buscando padrões de comportamento, o filho idealize os pais, para ele causa, modelos, mestres e regentes. E assim tantas vezes, para bem formar o filho, pais e mães ocultam vícios e má conduta — exemplo corrente, os fumantes. Se não são, pelo menos precisam ser visto como sendo modelos. A educação pela imitação admirativa repercute desde a mais tenra infância até a extrema ancianidade. Qualquer desarranjo em tal processo traumatiza, deixa sequelas vida afora. Depois na educação temos os ambientes familiares, sociais, rodas de amigos, a escola. E então se avulta o papel do professor.

Mas não pretendo falar de pedagogia do infante. Meu assunto é outro, governo — pedagogia adulta. Sei, uma tem relação com a outra. Vamos lá. O Estado existe para a promoção do bem comum (o bonum commune da Escolástica). João XXIII na “Pacem in Terris” lembrou esta verdade, hoje tão esquecida, em palavras precisas: “[A] realização do bem comum constitui a própria razão de ser dos poderes públicos”. Emerge a pergunta: o que é o bem comum? Volto a João XXIII: “o conjunto de todas as condições de vida social que consintam e favoreçam o desenvolvimento integral da personalidade humana”.

Destaco o enunciado “desenvolvimento integral da personalidade humana”. Integral. Para tal crescimento, contam fatores materiais, contam sobretudo fatores morais. E aqui entra o papel de formador do governante. Na mais funda raiz, a obrigação do decoro, bem como a chamada liturgia do cargo e a sujeição ao cerimonial se assentam na contribuição ao bem comum advinda do bom exemplo do governante. Em decorrência, a lesão ao bem comum que seu mau exemplo acarreta. E a congruência da punição a tal conduta. Expressão de tal verdade temos no artigo 9º da lei 1079 de 10/4/1950 que tipifica como crime de responsabilidade “proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo”. O que pode levar à perda do cargo.

Na vida de uma nação todo esse edifício se apoia na noção idônea de bem comum. A ideia de bem comum sem simplismos, rica, multifacetada, abarcando toda a realidade, que incorpora com discernimento os fatores morais, intelectuais, psicológicos e materiais é pressuposto da democracia autêntica, da saudável participação popular, do governo realmente voltado para os interesses populares e nacionais. Sem tal concepção, tornam-se desnaturadas as noções de democracia, participação e governo; funcionam mal as instituições e se escancaram as portas para a demagogia.

Fato ilustrativo, em 25 de agosto de 1928 o presidente Washington Luís [foto ao lado] inaugurou a Rio-Petrópolis, a primeira rodovia asfaltada no Brasil, e na ocasião pronunciou frase que se tornou célebre: “Governar é abrir estradas”. Parece, nem ele julgava que governar se reduz essencialmente a abrir estradas. Mas a afirmação simplista ficou no anedotário político. Exagerando, puxando a corda para o outro lado se poderia dizer: “Governar é dar bom exemplo”. Nem um, nem outro. Governar é promover o bem comum, simples assim, fazer estradas e dar bom exemplo forma parte do todo.

Também a ideia correta de representatividade tem relação com o bem comum. A promoção do bem comum supõe via de regra que a nação se faça representar pelo que tem de mais expressivo. É parte da exemplaridade própria às funções públicas — probidade, decoro, brilho. Nunca ali deveria estadear o extravagante, excêntrico e estapafúrdio. No Brasil, cada vez mais, pecamos aqui, todos sabem.

Por que tratei hoje do tema? As reflexões brotaram ao ler entrevista recente de Dom Rafael de Orleans e Bragança e ali o príncipe dizia: “Fomos ensinados desde pequenos a ser vistos como exemplos”. Amplio o tema na mesma direção e fecho com episódio talvez um tanto legendário, ligado ao que se poderia chamar com alguma liberdade o bem comum das almas (a salus animarum). São Francisco de Assis [quadro ao lado] certa vez convidou um jovem do convento para acompanhá-lo em pregação. Caminharam em conversa animada até o povoado. Percorreram as ruas, cumprimentaram pessoas, uma prosinha aqui e ali; para os transeuntes ensinamento vivo de simplicidade, desapego e espírito sobrenatural. Na tardinha retornaram à residência. O moço recordou a São Francisco, haviam esquecido a pregação. Respondeu o santo mais ou menos assim: “Enquanto andávamos, era uma pregação o que fazíamos. Nossas vestes, nosso porte, revelavam que servíamos a Deus. Pregamos sermão mais tocante do que se tivéssemos falado na praça, exortando o povo à santidade”.

Verba movent, exempla trahunt (Palavras comovem, exemplos arrastam). Faz muita falta o arrastão do bom exemplo. Ajudaria o bem comum, facilitaria o apostolado.

ABIM

SAÚDE| Ministra da Saúde diz que está disponível para pedir desculpa quando é devida

A ministra da Saúde, Marta Temido, disse hoje em Coimbra, que nunca teve dificuldade, pessoal ou institucionalmente, em pedir desculpas quando elas são devidas aos portugueses.
Questionada pelos jornalistas, à margem de um debate sobre a localização da futura maternidade da cidade, se iria pedir desculpa aos enfermeiros e à sua bastonária, como foi sugerido por esta, na sexta-feira, Marta Temido assegurou que nunca teve, “pessoalmente ou institucionalmente, dificuldades em pedir desculpas quando elas são devidas aos portugueses”.
A bastonária dos enfermeiros, Ana Rita Cavaco, disse, na sexta-feira, que “ficava bem” ao primeiro-ministro e à ministra da Saúde pedirem desculpa aos enfermeiros e a si pelas insinuações de que teria desviado verbas da Ordem para o ‘crowdfunding’ da greve cirúrgica.
Ana Rita Cavaco reagia ao resultado da ação da inspeção da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) a quatro plataformas eletrónicas de financiamento colaborativo (PPL, Novobancocrowdfunding, Boaboa e Crowdfunding) que estavam ativas no início do ano, entre as quais a que promoveu a campanha de recolha de fundos promovida pelos enfermeiros.
Na sequência da inspeção, a ASAE não encontrou ilícitos na campanha promovida pelos enfermeiros, através da PPL para financiar duas greves nos blocos operatórios, que decorreram entre 22 de novembro e 31 de dezembro de 2018 e em fevereiro deste ano. No total, os enfermeiros angariaram mais de 720 mil euros.
“O Ministério da Saúde ainda não foi notificado, ainda não recebeu qualquer decisão sobre esse tema” pelos menos “até ontem [sexta-feira]”, acrescentou Marta Temido.
Além disso, salientou, “também não corresponde à realidade que tenha havido da parte do Ministério da Saúde qualquer insinuação” sobre o assunto.
“Quando há situações relativamente às quais temos dúvidas, em termos do enquadramento legal, aquilo que temos de fazer é entregar a sua análise às entidades legalmente competentes”, sustentou a ministra.
“Se não se constatar a existência de nenhuma situação duvidosa, obviamente que ficamos satisfeitos”, concluiu.
NDC

Eleições: Líder do PCP acusa PS de querer maioria absoluta para se livrar de “empecilhos”

Resultado de imagem para Eleições: Líder do PCP acusa PS de querer maioria absoluta para se livrar de “empecilhos”

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusou hoje o PS de querer alcançar a maioria absoluta nas legislativas para se livrar de "empecilhos" e ficar com "as mãos livres" para fazer "a política que bem entender".

"Temos que nos interrogar o que é que leva alguns dirigentes do PS a afirmar que isto com uma maioria absoluta é que iria para a frente e conseguíamos [socialistas] concretizar os objetivos mais depressa ou então um responsável da bancada do PS na Assembleia da República a afirmar que temos de nos livrar dos empecilhos, não dizendo quais são", disse Jerónimo de Sousa, num comício da CDU em Beja.

Os socialistas "querem que as coisas voltem ao sítio, por isso estes desabafos deste dirigente socialista, daquele deputado, em que falam nos tais empecilhos", continuou, frisando: "Curiosamente, quando dialogávamos nunca nos disseram isto, antes pelo contrário, aplaudiam o esforço, o emprenhamento do PCP".

No entanto, "agora vêm com esta conversa e, por isso, precisam de maioria absoluta", mas "não tenhamos ilusões, se eles [socialistas] ficarem com uma maioria absoluta, ficam com as mãos livres para fazerem a política que bem entenderem", alertou.

No comício em Beja, tal como na sua intervenção num almoço hoje na vila de Aljustrel, Jerónimo de Sousa disse que os "avanços" alcançados na atual legislatura "têm a marca dos partidos" que compõem a CDU: o PCP e o Partido Ecologista "Os Verdes".

Na atual legislatura, "o PS não mudou de política, de conceção, foram as circunstâncias que mudaram, foi o facto de na Assembleia da República existir uma nova correlação de forças", frisou.

Entre os avanços, que "não estavam nos programas do PS e do Governo PS" e foram alcançados "com um PS contrariado", Jerónimo de Sousa destacou o aumento extraordinário das pensões e reformas e a gratuitidade dos manuais escolares até ao 12.º ano.

"Sabemos que é insuficiente, que é limitado, temos essa consciência", mas "valorizamos muito o que se conseguiu", apesar de haver "quem ache que são trocos, que não vale nada", disse, referindo que "só quem vive muito bem e tem a barriga cheia é que não entende a importância para as famílias, os trabalhadores e o povo destes avanços que foram alcançados".

Jerónimo de Sousa disse que o PCP tem "claramente uma opção: continuar a senda de avanços e de consolidação daquilo que foi conquistado, com propostas concretas", como creche gratuita com responsabilidade do Estado para crianças até aos três anos e a valorização dos salários, que é "uma questão de emergência nacional".

Por isso, "o reforço da CDU" em votos e deputados eleitos na Assembleia da República "é uma questão fundamental", sublinhou.

No almoço em Aljustrel, Jerónimo de Sousa já tinha pedido o "reforço" da CDU, "num quadro em que mais uma vez se ouvem as aves agoirentas a falar do fim do PCP, da CDU".

"Desiludam-se e aprendam o seguinte: uma causa nunca morre enquanto existir quem a defenda", disse.

Lusa

sábado, 21 de setembro de 2019

Évora | Escola Básica do Bairro de Almeirim, ampliada e remodelada, teve festa de inauguração


A Escola Primária do Bairro de Almeirim, que chegou a estar em risco de fechar, foi agora ampliada e completamente renovada por ação da Câmara Municipal de Évora, e por isso, na passada quinta-feira, 19 de setembro, mereceu festa de inauguração. Participaram o Presidente da Câmara, Carlos Pinto de Sá, a Vereadora com o pelouro da educação, Sara Dimas Fernandes, o Vereador responsável pelas obras municipais, Alexandre Varela, o Presidente da Assembleia Municipal, Carlos Reforço e o Presidente da União das Freguesias da Malagueira e Horta das Figueiras, José Russo. Para além dos autarcas, a festa contou com presença do Diretor do Agrupamento de Escolas Severim de Faria, Carlos Percheiro e da Delegada Regional de Educação do Alentejo, Maria João Charrua. Marcaram também presença representantes da Associação de Moradoresdo Bairro de Almeirim, da PSP, professores, pais, auxiliares e alunos. Todos puderam celebrar a nova escola e inteirar-se dos benefícios e das novas valências que a partir deste ano letivo terão a possibilidade de usufruir.
As intervenções feitas pelas individualidades presentes refletiram a satisfação pela “nova escola” e a sua importância para toda a comunidade. Foi realçada a importância da persistência e paciência da comunidade educativa, técnicos e responsáveis, durante o decurso da obra, para assegurar o seu êxito. O Presidente da Câmara teve ainda oportunidade de agradecer a todos os que tornaram possível a realização da obra, com destaque para os trabalhadores de Município, a quem coube o projecto, acompanhamento e até execução de uma parte bem como ao empreiteiro, a empresa SGCOIN, SA.

A escola foi remodelada e ampliada com a construção de um novo edifício que inclui pátio coberto, refeitório, sala polivalente, copa, instalações sanitárias, vestiário e uma arrecadação. O edifício foi equipado com um sistema de aquecimento e arrefecimento, que permite a renovação de ar, assegurando um conforto térmico acrescido aos espaços.

A Câmara Municipal procedeu, por meios próprios, à pavimentação com lajetas de grande parte do recreio exterior, no valor de 6.000€. Em colaboração com a União de Freguesias da Malagueira e Horta das Figueiras executou-se a pintura interior e exterior do edifício bem como a reparação do muro de vedação. A escola foi também apetrechada com mobiliário novo. O investimento global foi de €330 mil euros tendo o Programa Alentejo 2020 comparticipado com cerca de € 262 mil euros.


Cantanhede | COLUMBÓFILA ENTREGOU NA CERIMÓNIA DE APRESENTAÇÃO DA NOVA ÉPOCA DESPORTIVA GALARDÕES AOS SEUS NADADORES


A Secção de Natação da Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense apresentou no dia 21 de setembro, no auditório da sede da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Cantanhede e Mira o projecto desportivo para a época de 2019-2020, na qual estiveram presentes para além dos treinadores, atletas e seus familiares, a Presidente da Direcção Geral da Columbófila de Cantanhede, Lurdes Silva, Adérito Machado, Vereador do Desporto da Câmara Municipal de Cantanhede, Aidil Machado, Presidente da União de Freguesias de Cantanhede e Pocariça, Manuel Milagres, administrador do Crédito Agrícola e Miguel Oliveira, dirigente da Associação de Natação de Coimbra, que tutela a modalidade no distrito. 

Paulo Ferreira coordenador técnico da modalidade na Sociedade Columbófila abriu a sessão agradecendo a presença de todos e em particular à administração do Crédito Agrícola pela cedência das instalações, agradecendo o contributo das entidades presentes e dos patrocinadores que ao longo dos anos tem colaborado com a modalidade.

Lurdes Silva dando as boas vindas a todos os presentes, agradeceu igualmente a presença dos representantes das entidades convidadas, começando por enaltecer o trabalho que foi desenvolvido na época passada, pelos atletas, treinadores e restantes colaboradores da Secção, dando grande destaque ao apoio dos familiares dos nadadores, que estiveram em grande número, manifestando o reconhecimento da Direcção Geral pelo trabalho desenvolvido pela secção, agradecendo, também, o apoio prestado pelo, Município de Cantanhede, União de Freguesias Cantanhede e Pocariça, Federação Portuguesa de Natação, Associação de Natação de Coimbra, Crédito Agrícola e por todos os restantes patrocinadores, terminando a sua intervenção manifestando a disponibilidade da Direcção Geral para continuar a receber todas as sugestões que entendam apresentar. 

Manuel Milagres, após agradecer o convite referiu-se à parceria que foi estabelecida por ambas as entidades, reconhecendo que a aposta daquela instituição de crédito no apoio à Sociedade Columbófila, tinha sida acertada e merecida, referindo por último a disponibilidade da instituição continuar a apoiar todas estas iniciativas da Sociedade Columbófila. 

Aidil Machado, após agradecer o convite, começou por se congratular com o trabalho que vêm sendo desenvolvido pela Sociedade Columbófila e em particular pela sua secção de natação, nomeadamente com o trabalho desenvolvido pelos nadadores e seus técnicos que tão bons resultados têm alcançado, reafirmando a disponibilidade do seu executivo em continuar a poiar a modalidade. 

Adérito Machado, detentor do pelouro do desporto no Município de Cantanhede, após cumprimentar todos os presentes, começou por enaltecer o trabalho desenvolvido pela natação da Sociedade Columbófila, considerando tratar-se de uma modalidade que atingiu já um elevado nível, agradecendo ás entidades presentes os apoios concedidos à Sociedade Columbófila, nomeadamente o trabalho que tem sido desenvolvido pela administração do Crédito Agrícola, reafirmando no final da sua intervenção a disponibilidade do Município de continuar a apoiar a modalidade. 

Por último, Paulo Ferreira, enquanto coordenador técnico, apresentou a estrutura profissional que se resume à presença de 1 treinador principal, 3 treinadores adjuntos, 5 professores para as escolas de formação, complementando o trabalho técnico a presença de 1 fisioterapeuta, uma 

nutricionista, uma administrativa, contando igualmente com a colaboração de Patricia Neves, que se ocupará das áreas mais motivacionais, referindo por último num breve balanço o que foi a época desportiva que terminou recentemente e que permitiu alcançar 10 internalizações, 34 participações em estágios e concentrações nas selecções nacionais, 6 títulos de campeão nacional, com a obtenção de 16 medalhas, 12 títulos em Campeonatos Zonais, no qual foram arrecadadas 25 medalhas, 41 título de campeão regional, a conquista de 111 medalhas e a obtenção de 4 recordes regionais. 

De seguida coube a Ricardo Antunes, apresentar o balanço da época transacta colocando em destaque os resultados obtidos pelos vários atletas, tendo de seguida apresentado detalhadamente, o balanço das 16 épocas desportivas, e o balanço da época finda, debruçando-se um pouco pelo seu percurso enquanto treinador principal da modalidade na Sociedade Columbófila. 

Ricardo Antunes, antes de se referir aos objectivos traçados pela secção para esta época, tendo em conta que o grupo é bastante jovem, abordou alguns aspectos referente ás cargas e aos horários de treino, sensibilizando os jovens nadadores a serem empenhados e rigorosos de forma a contribuir para que possam no futuro, atingir uma carreira desportiva, pautada pela qualidade e regularidade, nos resultados alcançados. 

Colocando o “foco” no trabalho que tem que ser realizado com os atletas, Ricardo Antunes, abordou com grande pormenorização a metodologia que deverá ser seguida, referindo-se á necessidade de ser devidamente acautelado as cargas de treino, tendo em consideração os factores externos e internos, que influenciam o rendimento final dos nadadores. 

Por último referiu-se à época de trabalho que já se iniciou e que se perspetiva muito difícil e exigente para todos os nadadores, sensibilizando-os para cada um, dar o seu melhor, para que seja possível alcançar no final os resultados esperados, podendo os nadadores contarem, igualmente, com o contributo da Secção de Natação, que continuará o investimento em meios tecnológicos de apoio ao treino de alto rendimento. 

A exemplo do que já vem acontecendo nos últimos anos, aproveitando a sessão de apresentação do projecto desportivo, foram de seguida entregues os troféus aos nadadores que mais se distinguiram na última época desportiva. 

Paulo Ferreira, coordenador desportivo da secção referiu detalhadamente a razão da atribuição de cada galardão, tendo os representantes das entidades presentes colaborado na entrega dos mesmos. 

Martim Silva e Inês Santos, conquistaram o Troféu Assiduidade no escalão de cadetes, e na categoria que reúne os escalões de infantis, juvenis, juniores e séniores, o Troféu Assiduidade Absoluto, foi conquistado por Camila Silva, Miguel Gaspar e Guilherme Cardoso. 

Marisa Nobre, conquistou o Troféu Recordes Pessoais com 52 recordes, seguido em 2º lugar por Tomás Oliveira, com 48 e Diana Tinoco, igualmente com 48. 

O Troféu Evolução, coube a José Rocha, com 3590 pontos, seguida por Camila Silva com 2910 e Guilherme Cardoso, que totalizou 2280 pontos. 

O Troféu Super Prémio foi conquistado por José Rocha com 9 pontos, seguido por Guilherme Cardoso, também com 9 e Tomás Oliveira com 12 pontos. 

O Troféu Atleta do Ano, coube a Diogo José, que alcançou quatro títulos de Campeão Nacional, três de Vice-Campeão, três terceiros lugares, 6 internacionalizações, conquistando o 19º lugar no Campeonato da Europa de Juniores de Águas Abertas e o 9º lugar no mesmo Campeonato da Europa de Juniores de Águas Abertas, na prova de estafetas. 

Chamado a entregar este galardão a Diogo José, Miguel Oliveira, Presidente da Direcção da Associação de Natação de Coimbra, aproveitou o momento para recordar o percurso que a Secção de Natação da Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense, nomeadamente o ano em que se iniciou a viragem da modalidade nesta associação, enaltecendo o trabalho que vai sendo desenvolvido que está bem expresso nos resultados obtidos e no contributo que a secção vai dando à natação portuguesa, recordando o nadador Pedro Lopes, que foi sem dúvida o primeiro nadador a alcançar resultados de excelência na modalidade, sendo o primeiro nadador a atingir a internacionalização na Columbófila. 

Diogo José, Vitor Oliveira, e Marisa Nobre, receberam a distinção que premiou os atletas que alcançaram pódios nacionais. 

Sara Alves, Diogo José, Vitor Oliveira, receberam das mãos de Adérito Machado, Vereador do Desporto da Câmara Municipal de Cantanhede o galardão que premiou os nadadores que alcançaram a internacionalização. 

A exemplo dos anos anteriores a Secção de Natação atribuiu o galardão Parceiro do Ano, distinguindo na última época desportiva, a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Cantanhede e Mira. 

Lurdes Silva, Presidente da Direcção Geral da Sociedade Columbófila, entregou por último, os prémios por objectivos, que contemplou monetariamente os nadadores internacionais Diogo José, Sara Alves e Vitor Oliveira, que competiram em diversas provas internacionais, integrando as Seleções Nacionais.


Figueiró dos Vinhos - RICARDO JOSÉ | novo líder da JSD tomou posse e destacou a vitalidade do partido e a vontade de ganhar


RICARDO JOSÉ | novo líder da JSD tomou posse e destacou a vitalidade do partido e a vontade de ganhar

A sala encheu para receber mais de uma centena de pessoas que quiseram testemunhar a tomada de posse da JSD de Figueiró dos Vinhos.

O presidente recém empossado definiu o eixo de ação para os próximos dois anos. Abordou os desafios com os quais os jovens figueiroenses se deparam, apontando a necessidade da criação e reforço 

de politicas de apoio à juventude, que são o presente e o futuro, e a urgência em fazer de Figueiró dos Vinhos um concelho atrativo para os mais novos que procuram emprego e não o têm.

O ato de tomada de posse contou com a presença dos ex-Ministros Aguiar Branco e Teresa Morais, da Deputada Margarida Balseiro Lopes, Pedro Brilhante da JSD distrital e de 

mais de uma centena de pessoas que dali saíram motivadas para trabalhar e ganhar as próximas eleições legislativas de 6 de Outubro.

Mais fotos em

Religião | Rumo a uma religião panteísta e tribal


  • Carlos Vitor Santos Valiense
No dia 15 de agosto, festa de Nossa Senhora d’Ajuda, co-padroeira do município de Porto Seguro (BA), houve algo que podemos classificar como sinistro e profanoretiraram a centenária coroa de ouro da imagem, símbolo da realeza de Nossa Senhora, e colocaram no lugar um cocar com penas utilizado pelos índios; substituíram o cetro de ouro por um chocalho-maracá [foto abaixo] utilizado pelos pajés em cerimônias religiosas para invocar os espíritos da floresta.
A Imagem profanada
A Imagem profanada
Muitas pessoas naquela aglomeração não perceberam tamanha sanha revolucionária, mas os que estavam mais próximos, inclusive sacerdotes, olharam com espanto para aquela cena. Tratava-se de uma cena de inculturação, algo que foi tomando corpo em certas correntes do Concílio Vaticano II, até desfechar hoje no polêmico Sínodo do Pan-Amazônico: a dessacralização rumo à coroação do tribalismo.
A Imagem coroada e com o cetro tradicional
Todos os jornais e noticiários, sejam seculares ou religiosos, voltam a sua atenção para o “grande” evento que ocorrerá no Vaticano no mês de outubro, o Sínodo-Pan Amazônico.
Muitos se perguntam: Se a Igreja já teve vários sínodos, por que o Sínodo da Amazônia chama tanto a atenção de todos? Quem responde é o bispo da Diocese de Essen, na Alemanha, Dom Franz-Josef Overbeck, que afirmou em entrevista que o Sínodo de outubro causará uma “ruptura” na Igreja e que “nada será como antes”[i].
Ante essa alarmante resposta do prelado alemão, é claro que todos se voltam para as atividades sinodais com muito medo e espanto, inclusive o governo brasileiro. Após a publicação do Instrumentum laboris (instrumento de trabalho) do Sínodo, as reações dos clérigos e dos fiéis ficaram cada vez mais acaloradas, pois neste documento é possível ver que realmente “nada será como antes”.
Sínodo da Amazônia – Uma verdadeira Caixa de Pandora
Acho que todos devem conhecer na história da mitologia grega, a caixa de Pandora. Pandora recebeu uma caixa e teve por dever não abri-la. Mas o que acontece? Ela abre a caixa e dela sai todos os males da humanidade, mas em meio a tanta maldade algo permanece na caixa:a esperança.
Mas o que essa história tem em relação com a atual situação pré-sinodal? Os males, ou melhor, as doutrinas contidas no Instrumento de Trabalho do Sínodo são males que a Igreja condenou e combateu ao longo de sua história.
Para se sentir o clima de ruptura do documento, o ex-prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Walter Brandmüller, afirmou: “O instrumento de trabalho contradiz o ensinamento vinculante da Igreja em pontos cruciais e deve ser classificado como herético”Disse também que o documento sinodal põe em discussão a “revelação divina” e, portanto, pode ser considerado um ato de “apostasia” (renegação da fé). “Constitui um ataque aos fundamentos da fé, de um modo que até então não era considerado possível[ii] [Grifo nosso].
O bispo emérito do Marajó (PA), Dom José Luís Azcona Hermoso, que conhece a realidade da Amazônia com mais propriedade, disse: “A tendência obsessiva por entender a Amazônia desde os povos indígenas como a única deturpa e faz inútil a celebração do Sínodo”. Na entrevista, o bispo diz existir um desprezo em relação aos afro-amazônicos: o rosto amazônico hoje é majoritariamente pentecostal. O desprezo prático dos afro-amazônicos, mais numerosos no Brasil que os indígenas, é uma injustiça, uma atitude completamente contraditória com o que deve ser o caminho sinodal”E prossegue: Efetivamente, a Amazônia, mais propriamente a brasileira, não tem maioria católica. Em algumas regiões da Amazônia oriental, o número dos pentecostais chega a 80%. É voz comum nas reuniões pastorais na Amazônia. E essa penetração é especialmente notável em etnias indígena”.[Grifo nosso].
Dom Azcona conclui com as seguintes palavras: Enquanto se dilui a revelação de Cristo. No Instrumento de trabalho, Cristo é negado como Crucificado, quer dizer, é sequestrado no texto. Não somente porque não aparece uma só vez o nome glorioso de Crucificado. O mais grave é o fato de Ele ser silenciado por completo nas grandes questões como diálogo, culturas, etnias, escatologia, esperança. Por outro lado, o nivelamento entre Jesus Salvador e os outros interlocutores: Culturas, etnias, religiões, termina com o ser e a missão da Igreja. Ele rebaixa e nega a identidade de Cristo como Senhor e Salvador, Deus e homem. De fato, um insulto grave contra o nome de cristão. Ao mesmo tempo, e o dizemos com tristeza, um sinal alarmante do secularismo radical que grassa em alguns âmbitos da Igreja Católica. A agressão a Cristo, a sua anulação sumária, termina com a única esperança da Amazônia e de todos os seus povos, fechando assim de modo dramático e cego o acesso a uma verdadeira ecologia, à luz e sob o poder do evangelho para transformar as atitudes necessárias com relação a natureza, a ecologia, a casa comum”.[iii][Grifo nosso].
Sínodo da Amazônia rumo a uma nova religião
A preocupação com a repercussão do Sínodo da Amazônia é tão alarmante que o Cardeal Burke e o bispo Dom Athanasius Schneider publicaram um documento convocando uma Cruzada de Oração e Jejum pelo Sínodo da Amazônia e exortando todos os fieis católicos a participarem dela durante quarenta dias, de 17 de setembro a 26 de outubro, às vésperas do encerramento do Sínodo: todos os dias dedicar pelo menos uma dezena do rosário e fazer jejum uma vez por semana, de acordo com a tradição da Igreja. As principais intenções são:
  1. Que durante a assembleia sinodal os erros teológicos e as heresias presentes no Instrumentum laboris NÃO SEJAM APROVADOS;
  2. Que, em particular, o Papa Francisco, no exercício do ministério petrino, CONFIRME seus irmãos na fé, com uma CLARA RECUSA DOS ERROS do Instrumentum laboris e NÃO CONSINTA na ABOLIÇÃO DO CELIBATO sacerdotal na Igreja latina, com a introdução da prática de ordenação de homens casados, os chamados viri probati.
O documento do Cardeal Burke e de Dom Schneider destaca seis erros graves e heresias contidos no Instrumentum laboris, em suma:
  1. Panteísmo implícito: o documento sinodal promove uma socialização pagã da “mãe terra”, baseada na cosmologia das tribos amazônicas;
  2. Superstições pagãs como fontes da revelação divina e “caminhos alternativos” para a salvação;
  3. Diálogo intercultural em vez de evangelização;
  4. Uma concepção errônea da ordenação sacramental, que postula os ministros do culto de ambos os sexos até mesmo para realizar rituais xamânicos;
  5. Uma “ecologia integral” que rebaixa a dignidade humana;
  6. Um coletivismo tribal que mina o caráter único da pessoa e sua liberdade.[iv]
 Os erros expostos pelo documento sinodal é um caminho para a desfiguração da doutrina tradicional da Igreja, de onde a preocupação de cardeais e bispos. Os erros teológicos e as heresias presentes no documento são um claro sinal da “autodemolição” que tem por objetivo desfigurar a Igreja, transformando-a em uma nova religião panteísta e tribal.
ABIM

Ambiente | Comportamentos estão a mudar mas o plástico ainda não desapareceu das praias

Resultado de imagem para Comportamentos estão a mudar mas o plástico ainda não desapareceu das praias
OBSERVADOR
As mentalidades estão a mudar, alguns comportamentos também, mas nas praias continuam a existir beatas, palhinhas, cotonetes e, só no ano passado, uma iniciativa de recolha permitiu juntar 1,5 toneladas de plástico.
Hoje assinala-se o Dia Nacional de Limpeza de Praia, com dezenas de autarquias a organizarem iniciativas para tornar os areais mais limpos.
“Tem havido melhorias, mas também há ainda quem não queira saber, algumas pessoas continuam a achar que espaço público não é o mesmo que espaço privado, porque dentro de casa não deitam lixo para o chão, como fazem na rua”, disse à agência Lusa Susana Fonseca, da ZERO - Associação Sistema Terrestre Sustentável.
As melhorias são resultado de um conjunto de fatores: por um lado, o investimento que autarquias e concessionários das praias têm feito nos últimos anos, por outro, a sensibilização para o problema dos plásticos nos oceanos, nomeadamente nas escolas, porque “há cinco ou 10 anos não havia nem preocupação, nem mesmo conhecimento” sobre essa questão.
“Há menos tendência para se sujar o que está limpo, as pessoas têm orgulho por a ‘sua’ praia estar bem classificada”, explicou Susana Fonseca.
Contudo, continuam a existir as pequenas embalagens, disse a ambientalista, lembrando o projeto-piloto que irá ser implementado durante ano e meio para incentivar os consumidores a devolverem aos supermercados as garrafas de plástico usadas. A ideia é premiar os consumidores com talões de desconto em função das devoluções.
“O sistema funciona muito bem, tem funcionado muito bem noutros países e devia ser desde já alargado, estar um ano e meio em regime de projeto-piloto é tempo perdido”, salientou.
Questionada sobre se um sistema de multas poderia desincentivar as pessoas a sujar as praias, Susana Fonseca defendeu ser “mais eficaz quando é a própria sociedade a ajudar a implementar regras de civismo”.
Educar e sensibilizar é também um dos objetivos do programa “Praia mais limpa com…”, promovido pela Associação Bandeira Azul de Europa (ABAE) e que é destinado a empresas e associações, que durante um dia ajudam a recolher os “pequenos resíduos” que foram deixados no areal, como beatas e cotonetes.
Embora tenha sido criado já há alguns anos, segundo Márcia Vieira, em 2018 e 2019 “notou-se um ‘boom’” no interesse em relação a este programa.
“Há uns anos eram atividades muito pontuais, este ano temos promovido uma a duas atividades por mês”, disse a responsável da ABAE, reconhecendo que, infelizmente, não se nota uma diminuição deste tipo de lixo.
Outro dos programas promovidos pela ABAE, em conjunto com o Eletrão - Associação de Gestão de Resíduos e o Lidl, é o “TransforMar”, que promove a recolha de plásticos.
O objetivo é precisamente transformá-los em equipamentos para a comunidade, tendo no ano passado sido criados equipamentos de desporto.
Em 2018, em 15 praias de norte a sul, foram recolhidas 88 mil unidades de plásticos, o que correspondeu a cerca de 1,5 toneladas. Só na praia de Carcavelos, no concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, em três dias foram recolhidos 400 quilos de plástico.
Sobre a recolha deste ano ainda não existem números, mas Márcia Vieira estimou que o número de plásticos seja muito semelhante ao ano passado ou mesmo um pouco superior.
Além destes programas, a ABAE tenta envolver neste tipo de ações “as pessoas que fazem parte da praia”, como os concessionários, nomeadamente através de um concurso que promove “as boas práticas”.
“O problema do lixo nas praias é um assunto que cada vez está mais presente, nas redes sociais, na comunicação social. Agora, se isso vai traduzir-se em mudanças de comportamento ainda não sabemos. Mas, falando-se mais, pelo menos temos essa esperança”, disse a responsável da ABAE.
Pelo menos os 3.500 “patrulheiros” registados na aplicação lançada oficialmente em janeiro de 2019 - através da qual alertam para a ocorrência de atentados ao meio ambiente - deverão ser pessoas mais atentas para estes problemas.
Segundo dados enviados à agência Lusa sobre a atividade dos “patrulheiros” registados, o maior número de ocorrências relatadas tem que ver com a falta de capacidade dos caixotes e ecopontos que não dão vazão ao lixo deixado em praias e zonas balneares. Especialmente na costa alentejana são relatados muitos casos de lixo em praias desertas e detritos deixados em zonas onde se faz caravanismo selvagem.
Do Algarve também chegaram relatos de despejos de lixo orgânico em trilhos e até de sofás.
Os dados mostram que “99% dos municípios com praias de bandeira azul reagem em 24 horas” e também se tem verificado “o aumento das respostas positivas e das rápidas resoluções dos municípios em relação aos problemas ambientais registados na aplicação”.
Lusa / Madremedia