quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

“Está tudo tão podre que tresanda”. Duarte Gomes fala do “vírus que destrói a nação”


O futebol é apontado por muitos como um foco de corrupção, mas Duarte Gomes, antigo árbitro internacional, lembra que o problema não é só do desporto, mas sim da “caça grossa” que tem em mãos “mais poder do que devia, podia e merecia”.

Num artigo de opinião para o Expresso, o ex-árbitro deixou o futebol de lado e apontou o dedo ao estado do país, que aparenta ter “qualidade de vida” para quem não é de cá.

“Aos olhos de um mar de gente, Portugal é distinto e mágico. Portugal é belo e perfeito. Portugal é tudo. Só que não”, sustentou.

Quem está em Portugal conhece o outro lado do país, cuja “face mais feia” é a ideia cada vez mais generalizada de “corrupção crescente que parece reproduzir-se um pouco por todo o lado”.

É uma “onda de criminalidade” sem “um rosto definido”, baseada em “estratagemas maliciosos” que todos os dias deixam “sinais no ar”.

“O número galopante de ‘casos de polícia’ é assustador, tendo em conta um universo tão pequeno como o nosso. E não. Não me refiro às Rosas Grilo da vida, nem às claques desvairadas que partem tudo nos estádios. Não me refiro, sequer, às drogas e armas que se vão encontrando em bairros complicados ou às rixas pontuais que acontecem à porta de discotecas”, explicou.

Duarte Gomes aponta “à caça grossa”, aos “tubarões da nossa praça”. E quem são eles? “Banqueiros e empresários, políticos e magistrados e todos aqueles que têm, em mãos, mais poder do que deviam, podiam e mereciam”.

E, como esses “papões engravatados” são cada vez mais numerosos e ativos, “as pessoas estão cada vez mais tristes, revoltadas e descrentes”.

Por isso, “são poucos que acreditam na justiça da justiça”, que prende “o ladrão que roubou o feijão” e deixa livre “o corrupto que engoliu o bilião”.

“É o mundo invertido”, lamentou: “”A justiça atropelada, esmagada, desfeita”.

E deu exemplos, vários: dos “ex-governantes que furtaram milhões e que se passeiam à luz do dia” aos “‘Donos Disto Tudo’ que subtraíram as poupanças de uma vida de milhares de pessoas decentes”, das “fugas de informação estratégicas que partem dos únicos sítios onde nunca poderiam partir” aos “delitos graves cometidos por forças da autoridade, magistrados e agentes com responsabilidades”.

Sucedem-se os “cenários apocalípticos”, por norma evidenciando “promiscuidades familiares, facilitação de concursos e desvios de fundos públicos”.

“Há todo um emaranhado de conivências e delinquência, perpetuado por pessoas com cargos de topo e ética de soalho”, insistiu.

“Está tudo tão podre que tresanda. Portugal, o país maravilha que muitos veneram e que nós tantos amamos, está infetado por um vírus que não afeta o pulmão, mas destrói toda uma nação”, insistiu o ex-árbitro.

“É preciso muita coragem para mudar e a mudança acontece com a denúncia e investigação, com a exposição, o julgamento e a condenação. Portugal é mais, muito mais do que meia dúzia de trafulhas”, concluiu Duarte Gomes.

Fonte:PTJornal
26 Fevereiro 2020 - 17:45

Barcelos | Semana Internacional traz a Barcelos vários professores de instituições europeias


A Escola Superior de Gestão (ESG) do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) organiza a primeira Semana Internacional sobre Inovação Social, Voluntariado e Metodologias Ativas, de 4 a 8 de maio, em Barcelos.

A Semana Internacional tem como objetivo oferecer a oportunidade às instituições de ensino superior de compartilhar e discutir as preocupações e experiências comuns no campo da inovação, voluntariado e metodologias de aprendizagem ativa.

Esta iniciativa está aberta a várias áreas do conhecimento relacionadas com a Gestão, o Direito, a Engenharia, o Design e o Turismo, entre outros.

A semana inicia com uma Conferência Internacional, que visa compartilhar e discutir resultados de pesquisas e estudos de caso sobre Inovação Social e Voluntariado e diferentes metodologias de aprendizagem ativa.

O programa da Semana Internacional inclui painéis, workshops e reuniões sob o mesmo tópico. A Semana Internacional trará à discussão perspetivas de entidades governamentais, académias, empresariais e organizações sem fins lucrativos.

As chamadas para as comunicações decorrem até dia 2 de março. As informações adicionais podem ser encontradas em anexo. Os melhores artigos serão publicados na Revista Téknhe - Revisão de Estudos de Gestão Aplicada.

Esta iniciativa está inserida no âmbito do Programa Erasmus+ e destina-se a docentes do ensino superior das várias instituições europeias.

Ana Teixeira

Projeto-piloto do Município de Leiria ensina crianças dos 1.º e 2.º anos do Ensino Básico a andar de bicicleta


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O Município de Leiria vai dar início no próximo dia 3 de Março ao projeto “LeiriaBike”, com o objetivo de desenvolver a prática do ciclismo em escolas do ensino básico, incluindo a capacitação em áreas complementares como mecânica básica e manutenção de bicicletas, cidadania e segurança rodoviária.
Este projeto será implementado de forma adequada ao contexto local, com um modelo flexível e progressivo, através do estabelecimento de um protocolo de parceria entre a Câmara Municipal de Leiria, Decathlon Leiria e os Agrupamentos de Escolas de Leiria.
Pretende-se, com esta iniciativa, contribuir para o desenvolvimento harmonioso e ambiental sustentável da cidade de Leiria, promovendo, consequentemente, padrões de mobilidade mais seguros, saudáveis e empreendedores junto das comunidades escolares e, em particular, dos alunos.
O “LeiriaBike” será planeado e implementado de acordo com o calendário escolar, nas instalações dos estabelecimentos de ensino, de forma gratuita.
Este projeto visa ainda a promoção da prática do ciclismo junto de alunos com deficiência, promover o acesso da bicicleta às escolas (estruturas e redes de apoio, planos de mobilidade, entre outros), e estimular a realização de eventos, “workshop’s” e outras ações de promoção e divulgação.
As crianças terão a oportunidade de aprender a pedalar nas escolas, de forma gradual, sendo que as atividades nos níveis de ensino mais baixo serão em realizadas em contexto protegido.
O “LeiriaBike” terá início na Escola EB1 dos Marrazes e no Centro Escolar dos Parceiros, envolvendo os alunos dos 1.º e 2.º anos de escolaridade, num total de 150 alunos.
Por turma será assegurado um mínimo de 10 aulas (duas semanais), com duração de 45 minutos, envolvendo um técnico superior de desporto do Município, um técnico da área do ciclismo da Decathlon Leiria e um professor de cada Agrupamento Escolar.
Refira-se que atualmente apenas 0,5% dos portugueses utilizam as bicicletas como meio de transporte principal, muito abaixo da média europeia, que é de 7,5%.

Buarcos | Classificações Carnaval 2020

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A Associação do Carnaval de Buarcos, Figueira da Foz vem por este meio divulgar os resultados da votação do público da votação dos Júris no Concurso de Grupos e de Escolas de Samba da edição 2020.

Grupo de Carnaval mais votado pelo público: Escola Infante D. Pedro - "Folia dos Camaleões" Escola de Samba mais votada pelo público: GRES A Rainha - "Brumas de Avalon - A Rainha da Eterna Juventude"

Classificações dos Júris dos Grupos de Carnaval:
1º Classificado: Escola Infante D. Pedro - "Folia dos Camaleões"
2º Classificado: Grupo Instrução e Sport Buarcos - "Há Baile na Praia! A menina dança?"
3º Classificado: Sociedade Instrução e Recreio de Lares - "O ZÉ saiu à Rua .... Da Romaria para o Carnaval"

Classificações dos Júris das Escolas de Samba:
1º Classificado: Escola de Samba Novo Império - "Beija-Flor, do Herói da Floresta à Deusa da Passarela";
2º Classificado: Escola de Samba Unidos do Mato Grosso - "À Descoberta do Reino de Poseidon";
3º Classificado: Escola de Samba A Rainha: "Brumas de Avalon, A Rainha da Eterna Juventude";

Liliana Pimentel

Cursos de conformação: Definidos os cursos obrigatórios de conformação


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Quem exercia atividade na área dos seguros ao abrigo da lei de 2006, e quer mantê-la, deve, para efeitos de obtenção de qualificação adequada ao abrigo do novo regime jurídico da atividade de distribuição de seguros ou de resseguros, realizar um curso de conformação.
Esta obrigação vai abranger todos os mediadores de seguros ou de resseguros, membros dos órgãos de administração responsáveis pela atividade de distribuição de seguros ou de resseguros e pessoas diretamente envolvidas na atividade de distribuição de seguros ou de resseguros (PDEADS), autorizados segundo do Decreto-Lei n.º 144/2006.
Estes cursos não obrigam a prova ou exame final, apenas a certificação da frequência. Assim, após realização do curso de conformação, o mediador deve atualizar o seu registo, através do Portal ASF, submetendo um pedido de alteração de dados com a informação e respetivo comprovativo.
As exigências de conteúdo e carga horária dos cursos de conformação variam em função da categoria do mediador antes do RJDSR (regime jurídico da distribuição de seguros e de resseguros) aprovado pela Lei n.º 7/2019, de 16 de janeiro, e esclarecido na Norma Regulamentar n.º 6/2019-R, de 3 de setembro.
Os cursos de conformação com os requisitos de qualificação adequada já aprovados são realizados, entre outras entidades, pela APS – Associação Portuguesa de Seguradores. A ENB- Escola de Negócios estabeleceu uma parceria com a APS de forma a dotar a região de Viseu com “Cursos de Conformação para Mediadores de Seguros e Resseguros” certificados. Os cursos irão decorrer entre o mês de março e abril nas instalações da ENB-Escola de Negócios em Marzovelos.
Os interessados deverão proceder à inscrição no site da APS- Associação Portuguesa de Seguradores.

Coimbra | Admissão de novos doentes para transplantes hepáticos suspensa há cinco meses

A admissão de novos doentes no programa de transplantes hepáticos de adultos do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) está suspensa há cinco meses.
O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra não aceita novos doentes para transplantes hepáticos há mais de cinco meses. De acordo com o jornal Público, há dois motivos que explicam os cinco meses sem admissão de pacientes para transplantes hepáticos nesta unidade hospitalar.
Segundo o diário, que ouviu o conselho de administração do Centro Hospitalar e o Instituto Português do Sangue e Transplantação (IPST), o primeiro motivo prende-se com o facto de ter sido detetada uma bactéria multirresistente na zona de internamento do CHUC, que terá levado à suspensão temporária da admissão de novos doentes, tendo a situação sido resolvida ainda no ano passado.
O outro motivo é a falta de recursos humanos da unidade, que leva a que só sejam feitos transplantes hepáticos em “casos urgentes de doentes já internados”.
Em dezembro, o Instituto Português do Sangue e Transplantação (IPST) fez uma auditoria ao funcionamento do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. O presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra disse ao matutino que a Unidade de Transplantes Hepáticos está a ser “reestruturada”, de modo a oferecer aos doentes “melhores condições de resposta”.
Questionado pelo Público sobre quando se prevê o reinício da atividade normal, o IPST diz aguardar “o plano de restruturação e de implementação das medidas aconselhadas no relatório da auditoria”.
ZAP //

Investigadora do Porto cria baterias que se autocarregam sem perder energia

Laboratório
Uma investigadora da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) desenvolveu uma nova bateria que, ao combinar "capacitância negativa e resistência negativa" na mesma célula, permite que esta se autocarregue sem perder energia, revelou hoje a responsável.
Em declarações à agência Lusa, a investigadora do Departamento de Engenharia Física da FEUP, Maria Helena Braga, responsável pela investigação, explicou que a inovação surgiu da necessidade de entender o "funcionamento de um eletrólito (substância que se dissolve para originar uma solução que conduz eletricidade) de vidro ferro elétrico".
Com base numa célula eletroquímica, formada por dois condutores (dois elétrodos diferentes) e um eletrólito rico em lítio, a equipa de investigadores concluiu num estudo, publicado na revista "Applied Physics Reviews", que a célula, ao combinar "capacitância negativa e resistência negativa", se auto carrega.
A capacitância negativa ocorre quando uma mudança na carga faz com que a tensão, através de um material, mude na direção oposta.
Por sua vez, a resistência negativa ocorre quando se dá um aumento de tensão nos terminais de um circuito ou dispositivo elétrico e que resulta numa diminuição da corrente elétrica.
"Como é que ela se auto carrega? Formando um condensador de capacitância negativa, não é a primeira vez que se vê isto, mas é a primeira vez que essa capacitância negativa é vista associada a uma resistência negativa", disse.
A investigação, que surge da "preocupação, necessidade e urgência em eletrificar por causa das mudanças no clima", vem assim unificar a teoria por detrás de todos os dispositivos no estado sólido, como as baterias, energia fotovoltaica e transístores.
"Sabendo nós que temos um material ferro elétrico que se auto carrega, podemos prever esse autocarregamento, estudá-lo, otimizá-lo e utilizá-lo quando é necessário aumentar a capacidade e autonomia das baterias, nomeadamente, em sensores num todo de uma montanha ou mesmo num carro", exemplificou.
De acordo com a investigadora, este processo "tem aplicações em todos os dispositivos de armazenamento de energia e pode melhorar substancialmente a sua autonomia".
"Este processo dá origem a um dispositivo que se auto carrega sem auto-ciclo, aumentando a energia armazenada nele, em oposição à degradação natural do processo eletroquímico que faz com que a energia armazenada diminua pela dissipação de calor", frisou.
À Lusa, Maria Braga adiantou que esta é a "primeira vez" que um artigo científico relaciona, numa tela eletroquímica, a capacitância negativa e a resistência negativa, algo que “nunca foi visto na literatura".
"Isto é organização, é um processo de uniformização, criação de padrões e de organização. Isto é algo que não acontece só nas células eletroquímicas, acontece em muitos outros dispositivos, desde o bater do coração, em fenómenos que ocorrem nos nossos neurónios ou nas nossas células", referiu, adiantando que a investigação pode "abrir portas noutras áreas".
Maria Helena Braga, 45 anos, publicou pela primeira vez sobre a tecnologia de eletrólitos de vidro em 2014, quando desenvolvia investigação na FEUP, tendo recebido, nessa altura, um contacto do investigador norte-americano da Universidade do Texas (Austin, Estados Unidos), Andy Murchison, que conhecia bem John Goodenough, o inventor das baterias de iões de lítio e Nobel da Química em 2019, com o qual foi "desafiada" a trabalhar.
A especialista é formada em Física do Estado Sólido e Ciências dos Materiais, doutorada em Engenharia Metalúrgica e Materiais, na Universidade do Porto, e professora auxiliar no Departamento de Engenharia Física da UPorto, desde 2002.
Lusa