segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

360º - O grave escândalo na Raríssimas: presidente acusada de gastar fundos em luxos pessoais; os estragos da tempestade Ana; e a loucura das bitcoin

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360º

Por Filomena Martins, Diretora Adjunta
Bom dia!
Enquanto dormia... 
... Marcelo quer a fiscalização e o apuramento total dos factos sobre o escândalo na Raríssimas. A reação do Presidente é a última de muitas sobre a revelação, pela TVI, do grave caso (muito grave) de alegada gestão danosa da presidente da Associação sem fins lucrativos que apoia (como o nome indica) doenças raras em crianças. Na SIC, Marques Mendes pediu "mão pesada" e uma inspecção imediata, considerando a reação do ministro "muito vaga". 

Vieira da Silva, cujo ministério tutela as IPSS e é responsável pela distribuição dos subsídios públicos anuais, disse apenas que vai “avaliar a situação e agir em conformidade". Só que, também segundo a TVIo ministro da Segurança Social teria sido avisado para este uso abusivo de fundos há meses, e em três ocasiões, através de cartas enviadas por um dos tesoureiros que se demitiu e agora denunciou publicamente a situação.

O escândalo rebentou sábado após a exibição de umareportagem da TVIEm resumo, a presidente da Raríssimas, Paula Brito da Costa, IPSS que só em 2016 recebeu mais de meio milhão de euros em subsídios públicos, usaria parte do dinheiro em proveito próprio e da família. Apesar do elevado ordenado, ajudas de custos, extras e carro topo de gama, gastava dinheiro da instituição em roupa de luxo, comida gourmet e deslocações. Mais: dava emprego ao marido e ao filho, também com benesses.

Paula Brito e Costa contestou a reportagem falando em "acusações insidiosas" e "descontextualizadas", mas não esclareceu as denúncias. Disse apenas que para o cargo que ocupa "é essencial uma imagem adequada da sua representante” enquanto o seu responsável de comunicação insultava a jornalista da investigação.

A polémica envolve também o atual secretário de Estado da Saúde e a deputada do PS Sónia Fertuzinhos. Manuel Delgado foi consultor da Raríssimas entre 2013 e 2014 com um ordenado elevado, mas diz que nunca decidiu questões de financiamento enquanto membro do Governo, não esclarecendo contudo algumas dúvidas. Quanto à socialista, que é mulher do ministro Vieira da Silva, participou numa Conferência na Suécia sobre doenças raras a expensas da IPSS, mas garante que a Associação foi reembolsada de todas as despesas da viagem.

No meio do escândalo (o segundo com uma IPSS, depois doscasos na Caritas denunciados pela Sábado), a página online da Raríssimas inundou-se de comentários (pouco abonatórios, como é natural).

Outra informação importante 


De uma tempestade metereológica, para uma financeira: a do valor astronómico que estão a atingir as Bitcoin. O Edgar Caetano tentou dar respostas a esta valorização (louca) da moeda virtual: porque é que a criptomoeda está a subir tanto? Ainda faz sentido embarcar na "bitcoinmania"? E paga-se impostos? O melhor é ler e ver se vale mesmo a pena investir.

A decisão de Donald Trump reconhecer Israel como capital de Jerusalém continua a gerar protestos e confrontos em todo o Médio Oriente (ou melhor, em todo o mundo). O caso mais grave aconteceu este domingo, quando um palestiniano esfaqueou mortalmente um segurança israelita.

Mas o problema é velho, muito velho, como explica o José Carlos Fernandes nestes dois trabalhos"Jerusalém, 3800 anos a criar conflitos" e "Jerusalém, das três religiões à terceira Intifada". O João de Almeida Dias também já tinha questionado se a decisão de Trump é mais um gesto simbólico ou um barril de pólvora, lembrando o poder do lóbi israelita nos EUA.

Em França, Emmanuel Macron reuniu com o primeiro-ministro israelita Benjamim Netanyahu pedindo-lhe coragem para impôr a paz e o reconhecimento dos dois estados.Mas a resposta esteve longe de ir nesse sentido.

Depois das más notícias, uma boa. Salvador Sobral recebeu finalmente o transplante de coração que aguardava há meses e está a recuperar bem. E o que aí vem? A vida do cantor herói com um segundo coração não vai ser fácil, mas a operação deverá resolver o síndrome grave, e muito raro que o afectava. Coincidência: a solução para Salvador surgiu50 anos depois do primeiro transplante cardíaco, que mexeu com o apartheid e tornou um cirurgião uma estrela mundial.

As eleições do PSD aqueceram (finalmente, é verdade, mas não pelas melhores razões). Depois da entrevista ao Solem que Morais Sarmento, número dois de Rui Rio, admitia votar em Costa se o seu partido ficasse como está, e do próprio Rio ter dito que temia ver o PSD desaparecer, choveram críticas. O vice da bancada social democrata falou em "táticas de medo e chantagem" e Santana Lopes voltou a agitar a bandeira da falta de debates (sacudindo culpas).

No futebol, nada de novo na frente nacional. O FC Porto goleou o V. Setúbal ontem à noite (5-0), porque com Marega e Aboubakar é meio caminho andado, como conta o Bruno Roseiro. Na véspera, Benfica (com um feito de Jonas) e Sporting (vai nomelhor arranque dos últimos 22 anos) também tinha vencido, mantendo assim o campeonato animado. Ao final da manhã, conhecem-se os adversários das equipas portuguesas em prova na Liga dos Campeões e na Liga Europa.

Já em Inglaterra, Mourinho perdeu o dérbi com o rival City e ficou a 11 pontos da liderança. No final, houve confusão da grossa no túnel: uma altercação entre Mourinho e Ederson em português iniciou uma verdadeira batalha junto aos balneários.

Várias notícias da área da saúde marcam a manhã das notícias e as capas dos jornais. Os hospitais estão a ser obrigados a contratar médicos à hora para esta altura de férias de Natal e Ano Novo (DN); há cada vez mais médicos insatisfeitos e os mais jovens admitem emigrar quando forem especialistas (Público); a Ordem insiste em rever as carreiras; e o ministro vai finalmente explicar aos trabalhadores a mudança do Infarmed para o Porto.

Os nossos especiais

Aos 39 anos, Sara Tavares já não é a menina tímida do Chuva de Estrelas e parece ter reencontrado o prazer de cantar no novo disco lançado em outubro. Numa entrevista de vida à Cátia Bruno, ela fala pela primeira vez abertamente da sua vida: da reconciliação com o passado através dos avós em Cabo Verde, do tumor benigno no cérebro que a forçou a parar apesar da exaustão já vir de trás e de tudo o que a fez ficar "bué de zangada".


A nossa opinião

  • Alexandre Homem Cristo escreve sobre os enganos do Brexit: "Eis a lição do Brexit: ignorar os procedimentos republicanos e autorizar a manipulação do debate só serve para, sacrificando o povo e instrumentalizando o voto popular, legitimar uma agenda política".
  • Helena Matos escreve sobre Marcelo e Trump: "O “Marcelo dos afectos” e o “Trump, pá" são os dois bonecos omnipresentes na nossa vida político-mediática. O primeiro foi eleito por nós mas não é responsável por nada. O segundo tem a culpa de tudo".
  • João Marques de Almeida escreve sobre Morais Sarmento e o PSD: "O PSD é um partido de lutas internas permanentes, mas nunca tinha visto o número dois de uma candidatura à liderança do partido assumir que poderá votar no PS. O que pensam os militantes sobre isto?"
  • João Carlos Espada começa a dar sugestões de livros para o Natal: Inicia com três livros sobre a indispensável associação entre liberdade e sentido pessoal de dever.
  • Alberto Gonçalves escreve sobre a ignorância invocada por António Costa: "Todos sabemos que o sistema que o dr. Costa representa prospera unicamente sobre a apatia alheia, e que, apesar dos foguetes e da propaganda, isto acabará mal. Sabemos, ou deveríamos saber".
  • Ruth Manaus escreve sobre stress à portuguesa: "Parece que os portugueses normalmente são obrigados a conter as próprias emoções e acabam por canalizá-las em situações estranhas nas quais tornam-se assustadoramente agressivos ou nervosos".
  •  escreve sobre milagres, ciência e fé: "O milagre não se contrapõe à ciência, nem à razão, antes a reconhece e confirma. A fé não é uma crença irracional, mas um conhecimento razoável".
Notícias surpreendentes
Não há outra forma de o dizer: Portugal arrasou nos Óscares do Turismo. O país foi eleito como o "Melhor Destino do Mundo" nos World Travel Awards (à frente de Brasil, Grécia, Maldivas, EUA, Marrocos, Vietname ou Espanha); Lisboa o "Melhor Destino para City Break" (pela segunda vez); e a Madeira "o Melhor Destino Insular" (melhor que Bali, Barbados, Ilhas Coook, Creta, Fiji ou Jamaica). Ao todo foram seis prémios, seis! Ora veja 24 dos cenários idílicos premiados (portugueses incluídos, claro).

Se é fã da série de The Crown, saiba como a nova temporada retrata a verdade sobre o período de transformação na família real e na política do Reino Unido. Foram crises e desafios que o Miguel Freitas da Costa explica.

A duas semanas do Natal, e com Portugal na moda, não podia deixar de lhe deixar as sugestões de presentes do Mauro Gonçalves para comprar nas lojas históricas de Lisboa.


Como também fui apanhada pelos efeitos da tempestade Ana, espero que este resumo das notícias matinais feito entre voos e viagens complexas o deixe bem informado e que a sua noite e manhã tenha corrido melhor que as minhas. Já sabe que tem toda a atualidade no Observador 

E tenha um bom arranque de semana 

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Polémicas (nada) raríssimas. SNS em fuga. Um aviso para a banca

P
 
 
Enquanto Dormia
 
David Dinis, Director
 

Viva! Que tal o fim-de-semana?
Vamos às primeiras notícias da manhã? 

A tempestade Ana deu-nos uma noite difícil. Os últimos dados apontam para um morto, alguns feridos - e um rasto de destruição, com 2000 incidentes registados. Não foi só por cá, porém: mesmo no Norte da Europa, o mau tempo deixou marcas. O IPMA diz que o pior já terá passado.
Os Nobel foram entregues - e não faltaram os avisos. Sobretudo sobre a situação dos rohingya e os perigos nucleares. A expressão usada pelos premiados é poderosa: “A aniquilação está à distância de uma birra".
A tensão sobre Jerusalém continua: ontem, em Paris, Macron criticou Trump e pediu "gestos corajosos" a Israel. Mas, ao seu lado, Netanyahu respondeu áspero, dizendo que os palestinianos têm de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel.Hoje, a sua paragem é em Bruxelas. Os confrontos no terreno, esses, não pararam.
O acordo do Brexit já está a dar problemas. Um entre o negociador do Reino Unido e a Irlanda, depois de uma frase sobre um "processo de intenção"; outro com o Parlamento Europeu, que vai avisando que há cinco áreas com fraca concretização.
Já no futebol, a jornada acabou como começouo FC Porto passeou na tempestade em Setúbal e voltou a apanhar o Sporting na liderança. Também em Espanha, o Barcelona cumpriu - daquela maneira habitual. Só em Inglaterra é que há uma discussão pouco comum com mais de meia época por disputar: se o City ganhou ao United, acabou a Premier League? E até o Special One parece achar que sim.

O que marca o dia 

Mais um alerta no SNSmetade dos jovens médicos admite emigrar quando já for especialista. Os resultados do primeiro grande estudo com jovens médicos mostra  mesmo muita insatisfação, antecipa a Alexandra Campos na nossa manchete. O número de saídas dos últimos três anos já é bem preocupante - e os que estão em exclusivo no sector privado já chegam aos 15 mil, anota o JN. Junte a isto o que diz o DN (há hospitais do SNS a pedir médicos à hora para mais de metade do mês) e fica com um quadro completo. 
A polémica com a Associação Raríssimas. Uma reportagem da TVI acusou a presidente da ONG de desviar dinheiro para fins pessoais - o que a própria classifica como "insidioso". Certo é que a polémica estourou, de tal forma que a página da Raríssimas no Facebook se inundou de críticas (conta Observador). O Governo, que já tinha recebido um aviso, diz agora que vai investigar e agir "em conformidade" - com a ajuda da PJ.
Uma polémica também no PSD: Morais Sarmento, apoiante de Rui Rio, deu uma entrevista admitindo votar em Costa se Santana (de quem foi ministro) vencer as directas. E, claro, abriu uma confusão dos dois lados do PSD.
Atenção também aos CTT. Com a empresa a perder valor, o PS entregou um projecto de resolução na AR propondo uma avaliação sobre o contrato de privatização - para saber se está a ser cumprido nos deveres ou se deve voltar para o Estado em 2020. A notícia dada pelo DN no domingo levou a empresa a dizer que está a cumprir tudo: serviço, qualidade e cobertura. Fique atento para o que dizem os investidores hoje.
E a duas notícias sobre a bancauma quase ruptura no Montepio; e umavenda forçada na CGD.
Um aviso aos deputados: o regulador dos transportes diz que é "urgente"resolver a legislação sobre a Uber e Cabify - numa entrevista ao Negócios.
Um bom exemplo que vem do Parlamento: o deputado Paulo Trigo Pereira decidiu fazer um site para mostrar o seu trabalho "por dentro".
A boa notícia veio outra vez do Turismo. Portugal foi ontem eleito melhor destino do mundo nos World Travel Awards, tornando-se o primeiro país europeu a conquistar tal distinção. A lista de adversários era, digamos, apetecível.

Leituras especiais

1. “Vai haver uma próxima crise; há sempre uma nova crise”. O Sérgio Aníbal entrevistou Danièle Nouy, presidente do Conselho de Supervisão do BCE. E registou os avisos aos bancos, para que cheguem à próxima crise com o principal legado da anterior: o crédito malparado. Nouy diz mesmo que há bancos "em negação". Em relação ao sector bancário português diz que a plataforma para a gestão do malparado pode ser uma ajuda, mas avisa o Governo: "Não está ainda onde gostaríamos de o ver”. Um exclusivo europeu, para ler aqui.
2. E a entrevista da Teresa de Sousa a Mário Centeno. Foi publicada no sábado, mas tenho mesmo de a deixar por aqui - não vá ainda não a ter lido. É Centeno, na pele de líder do Eurogrupo, dizendo que o euro está melhor hoje, também sobre o sistema financeiro e a dívida. Não leve a mal que repita: é mais um exclusivo europeu do PÚBLICO. Aqui aqui.
3. O arranque da Defesa da UE: um novo fôlego ou falsa partida? Diz a Teresa de Sousa, num trabalho que publicamos hoje:"A Europa percebeu que está por sua conta. Trump pôs fim à responsabilidade americana pela segurança europeia". Hoje, em Bruxelas, 24 países fundam uma nova cooperação permanente para a segurança e defesa. Três ficaram de fora. Para saber os porquês tem que ir por aqui.
Falando em porquês, ainda há um texto de que lhe queria falar:
4. E se olharmos para os adolescentes? Eles precisam de ser “assim”, como são, diz-nos a neurocientista britânica Sarah-Jayne Blakemore, que estuda o (cada vez menos) misterioso mundo do cérebro do adolescente. Precisam de se afastarem dos pais, de se aproximarem dos amigos, de correrem mais riscos. Precisam de exercitar a autonomia, treinar a independência. Mas “é possível mudar o cérebro dos adolescentes. O que é bom e mau”, explica ela. O tema foi a nossa capa de ontem do P2.

Agenda do dia

A administração da Autoeuropa reúne-se com a comissão de trabalhadores, tentando desbloquear o impasse para a produção do T-Roc, no mesmo dia em que António Costa preside ao Conselho Estratégico da Internacionalização da Economia.
Agenda cheia na Saúde, com a apresentação do estudo sobre os jovens no SNS (de que já lhe falei), com a Comissão de Trabalhadores do Infarmed a reunir-se com o Ministério da Saúde (imagino que se lembre porquê). O Parlamento também vai a jogo, discutindo a legalização da cannabis para fins terapêuticos. 
Para fãs de futebol, atenção ao sorteio europeu (da Liga dos Campeões, onde está o FC Porto) e Liga Europa (com Sporting e Sp Braga ainda em competição).
Já sabe, mas eu digo sempre: nós ficamos por aqui, sempre atentos às últimas notícias.
Que o dia venha com um sorriso (a ouvir estes senhores, isso é garantido). Até amanhã. 

Festa de “energias renováveis” depaupera espanhóis


Parece conto da carochinha, mas don Quixote virou a casaca. Na Espanha, as energias renováveis ficaram quixotescas.
Parece conto da carochinha, mas don Quixote virou a casaca.
Na Espanha, as energias renováveis ficaram quixotescas.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








A grande crise que abalou a economia mundial no início do século foi pretexto para o governo socialista espanhol de Zapatero empurrar as energias alternativas.

Sempre haverá possíveis novas fontes de energia e é desejável que sempre apareçam novas. O planeta as possui ou recebe – como é do caso do sol – em volumes que superam todo cálculo.


O problema é ter a tecnologia para aproveitá-las. E não desativar aquelas que de momento se apresentam viáveis em troca de um pulo no vazio. Quando atingirmos um conhecimento técnico que justifique a mudança, essa acontecerá naturalmente.


Mas a enigmática e anárquica turma ambientalista quer que o mundo pule no precipício do ignoto. Ou, pior, que se jogue no abismo do que se sabe que agora não é rentável nem viável.

Assim precipitam os homens num pauperismo energético que se avizinha lentamente a uma quase morte. Tudo em nome de uma utopia miserabilista e anti-humana!!

O primeiro ministro socialista Zapatero instalou centenas de moinhos de vento – não como os de don Quixote, mas modernas eólicas – e incontáveis painéis solares nas montanhas e planícies da Espanha célebres pelo seu tórrido sol.

As inversões – de fabuloso volume com um dinheiro que teoricamente não havia – duplicaram a capacidade instalada de energia renovável de 15.000 a 30.000 megawatts.

O líder socialista se gabou nos foros internacionais de que a Espanha liderava o ranking mundial de países verdes. Discutível, mas político não pensa muito na verdade.

Para a festa vieram inversores de todos os cantos do planeta.

Mas não durou muito. Já em 2009 o governo que convidou os comensais os deixou na sua fome.

A festa impaga acabou numa “guerra” de processos de todos contra todos nos tribunais nacionais e internacionais, segundo o jornal “El Mundo” de Madri. 

Erros de planificação ligados a tecnologias ainda não dominadas provocaram uma escalada vertical da conta que pagam os lares: 32% mais cara que em 2007 malgrado as promessas sedutoras – em verdade mentirosas – das “energias alternativas”.

Acresce enorme déficit – perto de 30 bilhões de euros – a ser pago, é claro, não pelo governo responsável mas pelos consumidores. Na prática, 40% da conta que hoje pagam os lares para ter energia vão para tampar esse buraco.


Cartaz  convoca a manifestação para fechar a central nuclear de Santa Maria de Garoña.
Cartaz  convoca a manifestação
para fechar a central nuclear de Santa Maria de Garoña.
A perspectiva de tirar petróleo em território espanhol usando o fracking foi abortada pela pressão dos incansáveis verdes que arruinavam o país com imensos ventiladores e tetos solares ainda contra-produtivos.

Várias centrais de carvão foram fechadas com mais pressões anarco-ecologistas. Resultado: essas fontes diminuíram em 16% a potência instalada da produção nacional, as regiões produtoras de carvão pararam e os operários acabaram na rua, na greve ou na aposentadoria antecipada obrigatória.

Mais um estrago do ativismo ambientalista: a central nuclear de Santa María de Garoña, foi fechada na província de Burgos. Greves políticas, discussões intérminas alimentadas por comunistas e ambientalistas fizeram dela um símbolo da frustração.

Para completar, o governo da União Europeia bem instalado em Bruxelas e bem trufado de radicais ecologistas, empurra Espanha a se jogar mais rápido e com mais entusiasmo no mesmo precipício.

O Ministério de Energia tenta relançar as renováveis e por em funcionamento as instalações sabotadas pelos verde-vermelhos. É mais do mesmo, mas serve para estender a mão chorando para receber subsídios da tirânica UE.

O grande desafio é abaratar as contas das famílias e das empresas, vítimas deste pesadelo “alternativo”. Sete de cada 10 espanhóis não entende o que está pagando em contras de luz complicadas e astronômicas. 

A reputação do setor elétrico tal vez só nas guerras esteve tão baixa. Motivo único: os preços básicos sempre mais caros em nome de mirabolantes teorias. 

Após empobrecer todo o mundo os fanáticos verde-vermelhos anunciam pomposamente que chegou o momento de definir o modelo energético do país. E enquanto falam utopias, pedem fechar mais duas usinas de carvão “para reduzir suas emissões de CO2”. 

Esse fechamento, segundo o novo ministro de energia Álvaro Nadal, elevará mais 15% o preço da luz neste inverno que está começando.

O objetivo é só um: abaixar o nível de vida dos homens. No fim, o índio na choça será o modelo de baixo consumo energético.

Neste Natal a melhor prenda: Colheita de sangue dia 13 de Dezembro entre as 15 horas e as 19:30 horas no Posto Fixo da ADASCA em Aveiro



Dezembro | Colheitas de Sangue a realizar pela ADASCA em Aveiro
O sangue não se fabrica artificialmente, só o ser humano o pode doar. Se tem mais 18 anos, menos de 65 anos (o limite de idade para a primeira dádiva é os 60 anos), peso igual ou superior a 50 kg e se tem hábitos de vida saudável. Faça a diferença, Dê Sangue e ajude a Salvar Vidas.

As sessões de colheitas de sangue para o mês de Dezembro vão decorrer nodia13 e 20 das 15 horas às 19:30 horas, Dias 23 e 30 das 9:00 horas às 13 horas no Posto Fixo localizado no Mercado Municipal de Santiago, 1º. Piso em Aveiro, Rua de Ovar, Coordenadas GPS: N 40.62659 - W -8.65133.

Dia 12 das 9 horas às 12:30 horas nas instalações da Altice Labs em Aveiro, aberta aos dadores do exterior na condição de se identificarem à entrada junto do Segurança.

Os interessados em aderir à dádiva devem fazer-seacompanhar do Cartão de Cidadão para facilitar a inscrição ou do Cartão de Nacional de Dador de sangue.

Atenção: Após tomar o almoço convém ter em conta o período de tempo para digestão, nunca inferior a 2:30 Horas. Na região de Aveiro só não adere à dádiva de sangue quem não pode ou não quer...

“Solidários, seremos união. Separados seremos pontos de vista. Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos” como escreveu Bezerra de Menezes.

O propósito da ADASCA é fazer tudo o que está ao seu alcance para que a adesão à dádiva de sangue em Aveiro aumente, nunca somos de mais para fazer face às necessidades de sangue nos hospitais.

Mapa para 2018 pode ser consultado no Site: www.adasca.pt

Joaquim Carlos

Presidente da Direcção da ADASCA
Telef: 234 095 331 C/encaminhamento de chamadas

Milhares de bolas de gelo gigantes aparecem em praia na Sibéria


Posted: 10 Dec 2017 12:59 PM PST
Especialista explica que o fenômeno natural é raro e só acontece com condições muito específicas
 
Posted: 10 Dec 2017 02:00 AM PST
Não, não existe um "gene gay". Mas cientistas descobriram fortes evidências de ligações genéticas da orientação sexual masculina
 

domingo, 10 de dezembro de 2017

Declaração Universal dos Direitos Humanos

Declaração Universal dos Direitos Humanos
1. Todos Nascemos Livres e Iguais. Nascemos todos livres. Todos temos os nossos pensamentos e ideias. Deveríamos ser todos tratados da mesma maneira.
2. Não Discrimine. Estes direitos são de todos, independentemente das nossas diferenças.
3. O Direito à Vida. Todos temos o direito à vida, e a viver em liberdade e segurança.
4. Nenhuma Escravatura. Ninguém tem o direito de nos escravizar. Não podemos fazer de ninguém nosso escravo. 
5. Nenhuma Tortura. Ninguém tem o direito de nos magoar ou de nos torturar. 
6. Você Tem Direitos Onde Quer que Vá. Eu sou uma pessoa igual a si!
7. Somos Todos Iguais Perante a Lei. A lei é igual para todos. Deve tratar-nos com justiça. 
8. Os Direitos Humanos são Protegidos por Lei. Todos podemos pedir ajuda da lei quando formos tratados com injustiça.
9. Nenhuma Detenção Injusta. Ninguém tem o direito de nos prender sem uma razão válida, de nos manter lá, ou de nos mandar embora do nosso país.
10. O Direito a Julgamento. Se formos julgados, o julgamento deve ser público. A pessoa que nos julga não deve ser influenciada por outras pessoas. 
11. Estamos Sempre Inocentes até Prova em Contrário. Ninguém deveria ser acusado por fazer algo até que esteja provado. Quando as pessoas dizem que fizemos uma coisa errada temos o direito de provar que não é verdade. 
12. O Direito à Privacidade. Ninguém deveria tentar ferir o nosso bom nome. Ninguém tem o direito de entrar na nossa casa, abrir as nossas cartas ou incomodar-nos ou à nossa família sem uma boa razão. 
13. Liberdade para Locomover Todos temos o direito de ir aonde quisermos dentro do nosso próprio país e de viajar para onde quisermos.
14. O Direito de Procurar um Lugar Seguro para Viver. Se tivermos medo de ser maltratados no nosso país, temos o direito de fugir para outro país para estarmos seguros.
15. Direito a uma Nacionalidade. Todos temos o direito de pertencer a um país.

16. Casamento e Família. Todos os adultos têm o direito a casar e a terem uma família se quiserem. Os homens e as mulheres têm os mesmos direitos quando estão casados ou separados.
17. O Direito às Suas Próprias Coisas. Todos temos o direito a termos as nossas próprias coisas ou de as partilhar. Ninguém nos deveria tirar as nossas coisas sem uma boa razão.
18. Liberdade de Pensamento. Todos temos o direito de acreditar naquilo que queremos, a ter uma religião ou a mudar de religião se quisermos.
19. Liberdade de Expressão. Todos temos o direito de decidir por nós mesmos, de pensarmos o que quisermos, de dizer o que pensamos, e de partilhar as nossas ideias com outras pessoas.
20. O Direito de se Reunir Publicamente. Todos temos o direito de nos reunir com os nossos amigos e trabalhar em conjunto em paz para defender os nossos direitos. Ninguém nos pode forçar a juntar-mo-nos a um grupo se não o quisermos fazer.
21. O Direito à Democracia. Todos temos o direito de participar no governo do nosso país. Todos os adultos devem ter o direito de escolher os seus próprios líderes.
22. Segurança Social. Todos temos o direito a uma casa, medicamentos, educação, a dinheiro suficiente para viver e a assistência médica se estivermos velhos ou doentes.
23. Direitos do Trabalhador. Todos os adultos têm o direito a um emprego, a um salário justo pelo seu trabalho e a inscrever-se num sindicato.
24. O Direito à Diversão. Todos temos o direito a descansar do trabalho e a relaxar.
25. Comida e Abrigo para Todos. Todos temos o direito a ter uma boa vida. As mães, as crianças, os idosos, os desempregados ou os deficientes e todas as pessoas têm o direito a receber cuidados.
26. O Direito à Educação. A educação é um direito. A escola primária deveria ser gratuita. Devemos aprender coisas sobre as Nações Unidas e a conviver com os outros. Os nossos pais podem escolher o que devemos aprender.
27. Direitos de Autor. Os direitos de autor é uma lei especial que protege as criações artísticas e a escrita; os outros não podem fazer cópias sem autorização. Todos temos o direito à nossa forma de vida e a gozar as coisas boas que a arte, a ciência e o conhecimento trazem.
28. Um Mundo Justo e Livre. Deve existir ordem para que todos possamos gozar os direitos e as liberdades no nosso país e em todo o mundo.
29. Responsabilidade. Temos o dever para com as outras pessoas e devemos proteger os seus direitos e liberdades.
30. Ninguém Pode Tirar-lhe os seus Direitos Humanos.