domingo, 16 de setembro de 2018

Espaço comercial | A sua empresa também pode dar nas vistas neste espaço


Apresentação do Mapa de Sessões de Colheitas de Sangue a realizar no ano de 2018 no Posto Fixo da ADASCA em Aveiro


Todas as formas de divulgação

 possíveis são bem-vindas!

Columbófila voltou a receber bens do grupo “Os Mosqueteiros”

O trabalho desenvolvido pela Direcção Geral da Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense, foi recentemente reconhecido e premiado, mais uma vez, pelos Administradores do Grupo Os Mosqueteiros, que através da responsabilidade social da referida empresa, voltaram a doar um vasto conjunto de material de puericultura e escolar, dos seus ramos de negócio. 
A parceria estabelecida entre estas duas instituições sediadas na cidade de Cantanhede, resultante de uma parceria estabelecia já há alguns anos, tem permitindo a esta Associação alargar a sua base de apoio no trabalho de âmbito social que vem desenvolvendo junto das famílias que acompanha e mais necessitadas do concelho, permitindo igualmente dar continuidade a um desejo antigo da Sociedade Columbófila de estabelecer uma parceria de cooperação com um pais africano de língua portuguesa e que se concretizou no passado e que permitiu o envio de já 13 contentores para Cavo Verde e S. Tomé e Príncipe, contando igualmente, com o apoio do Município de Cantanhede e União de Freguesias de Cantanhede e Pocariça.
Para além destes envios, a Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense, com estes apoios, tem também “acudido” ás necessidades de outras instituições do distrito de referência no acolhimento de crianças e jovens, doando parte dos bens recebidos.
O material agora doado, sem qualquer tipo de utilização anterior, proveniente da dádiva do Grupo Os Mosqueteiros, para além de reforçar as reservas que esta Associação tem, irá responder ás necessidades imediatas das famílias carenciadas, sendo igualmente encaminhado para os projectos de cooperação.
Esta nova parceria vem reforçar, ainda mais, a ligação que a empresa sediada na zona industrial de Cantanhede, vinha mantendo nos últimos anos com a Sociedade Columbófila, permitindo dessa forma aprofundar ainda mais a colaboração já existente, entre as duas entidades.

PODER | Jovens advogados homenageiam Jorge Sampaio

Pela sua carreira como advogado, o antigo presidente da República receber o Prémio Carreira.


Jorge Sampaio vai ser homenageado pela Associação de Jovens Advogados Portugueses. Na sua qualidade de advogado o antigo presidente da República vai receber o Prémio Carreira durante a I Gala da ANJAP.

A cerimónia terá lugar na próxima sexta-feira, dia 21, no Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa.

Neste encontro, que tem o apoio do Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa e da Câmara Municipal de Lisboa, mais de 300 advogados vão discutir questões como a "proletarização da profissão" ou a "falta de apoios em termos de aspetos de segurança social", como é anunciada numa nota da associação.

Na gala - que tem como tema "O Futuro da Advocacia em Portugal" - serão também entregues prémios ao movimento Rock'n'Law e à Associação de Apoio à Vítima, sendo que os proveitos do evento vão reverter para a APAV.

DN

POLÍTICA | Conservatório Regional do Algarve regulariza "diferenças salariais"

Conservatório Regional do Algarve regulariza "diferenças salariais"
O Grupo Parlamentar do PCP deu a conhecer no passado mês de Maio, “uma denúncia sobre uma situação de precariedade laboral no Conservatório Regional do Algarve Maria Campina, que se traduzia na proliferação de falsos recibos verdes afetando dois terços dos professores de música e de dança da instituição”.
 
No mesmo documento, os comunistas deram conta que “a escola de ensino especializado de música e dança, com contrato de patrocínio com o Ministério da Educação, tinha 18 dos 27 professores de música e dança a recibos verdes”.
 
A indignação do PCP recaiu também para o facto “de os professores ocuparem postos de trabalho permanentes (lecionam disciplinas que integram o curriculum do ensino artístico especializado e o período de tempo em que se encontram nestas condições varia entre um e quinze anos) num caso flagrante de violação da legislação laboral”.
 
Na altura o Grupo Parlamentar do PCP, por intermédio do deputado Paulo Sá eleito pelo Algarve, questionou o Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, dirigindo-lhe algumas perguntas:A Autoridade para as Condições do Trabalho já realizou alguma ação inspetiva ao Conservatório Regional do Algarve Maria Campina destinada a avaliar o recurso, ilegal, a falsos recibos verdes?
 
Em caso afirmativo, quais as conclusões dessa ação? Em caso negativo, quando será realizada essa ação inspetiva?
 
Que medidas, urgentes, serão tomadas pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social para garantir o respeito pelos direitos laborais dos professores do Conservatório Regional do Algarve Maria Campina?
 
Esta sexta-feira o PCP enviou à imprensa a resposta do Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, referindo que "de acordo com informação prestada pela ACT - Autoridade das Condições do Trabalho, o Conservatório Regional do Algarve Maria Campina é alvo de acompanhamento através de ações inspetivas, desde 2003".
 
Em 2016 e 2017, de acordo com a mesma fonte "a ACT desenvolveu intervenções inspetivas na insituição, tendo verficado que no local de trabalho encontram-se em desempenho de funções 9 professsores contratados e 18 professores prestadores de serviços, na área da música e da dança".
 
Segundo informou o Ministro ao Grupo Parlamentar do PCP, "na sequencia das mesmas ações inspetivas, foram verificadas irregularidades em matéria do cumprimento do instrumento de regulamentação coletiva de trabalho aplicável, designadamente das tabelas salariais, tendo sido a instituição notificada para proceder ao apuramento e pagamento aos trabalhadores das diferenças salariais existentes e respetivas contribuições ao Instituto de Segurança Social, o qual foi cumprida pela instituição".

Fonte: algarveprimeiro



Igreja/Solidariedade: D. José Traquina elogia papel das Misericórdias na sociedade portuguesa

Fátima, 15 set 2018 (Ecclesia) – O bispo de Santarém e presidente da Comissão Episcopal responsável pela Pastoral Social presidiu hoje à peregrinação nacional das Misericórdias a Fátima, elogiando o papel destas instituições católicas na sociedade portuguesa.“As Santas Casas da Misericórdia são um grande bem na sociedade, pela força agregadora de vontade e generosidade que desenvolvem. Pelo serviço que prestam em muitas comunidades, pelo bem acrescido que são nas terras do interior do país, pela segurança que permitem às famílias, pelo emprego que proporcionam. Por tudo, são promotoras do bem comum”, declarou D. José Traquina, numa homilia enviada à Agência ECCLESIA.
O presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana disse a todos os participantes que a fé que se professa tem de ser “demonstrada em obras”.
A segunda Peregrinação Nacional ao Santuário de Fátima, promovida pela União das Misericórdias Portuguesas, contou com a presença por dirigentes, colaboradores utentes e voluntários de cerca de 50 instituições.
O bispo de Santarém quis recordar a todos as “14 Obras de Misericórdia”, sete corporais e sete espirituais, que são referência comum nos Estatutos das Santas Casas.
“Num tempo de tanta indiferença, as Obras de Misericórdia recentram-nos na Misericórdia como o zelo de Amor e compaixão por toda a realidade humana e social; levam-nos a sair de nós próprios e a interessarmo-nos uns pelos outros, especialmente pelos mais necessitados de apoio”, afirmou.
D. José Traquina sublinhou que as Santas Casas da Misericórdia, como outras instituições sociais, passam por “tempos difíceis”, com novas exigências e mais custos para manter as diversas valências e serviços.
“Muitas estão a desenvolver formas de gerar rendimentos próprios, por ser insuficiente a comparticipação da Segurança Social. Será bom que se desenvolvam formas de sustentabilidade, desde que não se abandone o espírito de misericórdia, como causa e como critério das opções”, sustentou.
O responsável quis sublinhar que não basta o dinheiro, sendo precisos “grandes ideais do espírito para a vida em sociedade”.
Presidente da Comissão Episcopal responsável pela Pastoral Social presidiu a peregrinação, no Santuário de Fátima
OC

Obras de Misericórdia corporais:
1-Dar de comer a quem tem fome; 2-Dar de beber a quem tem sede; 3-Vestir os nus; 
4-Dar pousada aos peregrinos; 5-Assistir aos enfermos; 6-Vestir os presos; 7-Enterrar os mortos. 
Obras de Misericórdia Espirituais:
1-Dar bom conselho; 2-Ensinar os ignorantes; 3-Corrigir os que erram; 4-Consolar os tristes; 5-Perdoar as injúrias; 6-Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo; 7-Rogar a Deus por todos os necessitados, vivos e falecidos.

MARINA - ESTACIONAMENTO



Em 15 de Setembro de 2018, a Direcção da Associação Náutica e Recreativa da Gafanha da Nazazé modernizou o seu espaço, possibilitando o estacionamento aos desportistas náuticos, pescadores profissionais e frequentadores da marina. 

O local situa-se logo na descida da ponte e tem capacidade para estacionar cerca de 30 viaturas. 

O Estacionamento está bem assinalado e a ANRGN agradece que respeitem as marcações, por forma a não estorvarem a entrada e a possibilitarem o máximo de ocupação possível. 

Também é feito o apelo a que não deitem lixo, visto já haver um recipiente para o efeito. 

Humberto Rocha 

Hora de Fecho: RAP: "Ser de esquerda não é ser franciscano" /premium

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Hora de fecho

As principais notícias do dia
Boa tarde!
"Estar Vivo Aleija" é o novo livro do humorista, uma coleção de crónicas sobre os pequenos e os grandes detalhes da vida do autor e das pessoas no geral. Mais ou menos como esta entrevista.
Foram retiradas 30 pessoas do prédio em chamas. As causas do incêndio ainda são desconhecidas. O fogo encontra-se controlado.
O secretário-geral do PSD, José Silvano, assina um comunicado onde se queixa de existir quem internamente prossiga "pequeninos objetivos de guerrilha partidária".
Sadiq Khan escreveu este domingo um artigo no jornal The Observer a assumir que está "cada vez mais alarmado" com negociações de Londres com Bruxelas para o Brexit.
Nas Filipinas, há registo de 64 mortos, 33 feridos e 45 desaparecidos — entre eles, 40 mineiros. Além disso, registou-se um morto em Taiwan e 15 feridos em Macau.
Talvez o maior triunfo de RAP seja o de convencer o leitor que "Estar Vivo Aleija" é um livro escrito por um humorista quando, como se verá, não é esse o caso.
Massimiliano Allegri tinha um 'feeling' que Ronaldo ia estrear-se a marcar em competições oficiais pela Juve. CR7 seguiu as palavras do 'mister' e apontou os dois golos do triunfo sobre o Sassuolo.
O queniano Eliud Kipchoge é campeão olímpico da maratona e vencedor na capital alemã em 2015 e 2017. Agora bateu o recorde que pertencia ao seu compatriota Dennis Kimetto.
"Egypt Station", é o 25º álbum de Paul McCartney, quase 50 anos de canções pop e experiências surpreendentes. Aproveitamos o número redondo e recuperamos toda a discografia do ex-Beatle.
Os antirracistas militantes e quem os apoia existem para, na prática, fragmentarem continuadamente as sociedades e semearem ódios e bombas-relógio. Um ensaio de Gabriel Mithá Ribeiro.
Três vinhos irmãos, nascidos da mesma colheita e da mesma casta, foram batizados em homenagem à Madeira. Os Ilha são criação da produtora autodidata Diana Silva e fruto de uma uva desamada. 
Opinião

Alberto Gonçalves
Descendentes de gente maravilhosa, os cidadãos decidiram sentir, sentir muito, sentir imenso, sentir sempre – desde que, vale acrescentar, o sentimento verse matérias que não lhe dizem respeito. 

João Marques de Almeida
Mais impostos e taxas são os instrumentos para enfraquecer a sociedade e dar mais poder ao Estado. O que está em causa é a nossa liberdade de escolher como queremos viver ou serem burocratas a fazê-lo

Paulo Trigo Pereira
Sabendo que os partidos não estão mobilizados para a reforma do sistema eleitoral, é bom que as organizações da sociedade civil e as gerações mais jovens se mobilizem em torno desta necessária mudança

Ruth Manus
O frenesi da nossa era faz com que as pessoas estejam tão, mas tão impacientes e superficiais a ponto de não conseguirem ler dois ou três parágrafos com um mínimo de atenção.

Luís Campos e Cunha
A taxa Robles, produto da casmurrice ideológica em cima da ignorância do funcionamento dos mercados, teria o efeito de fazer perdurar a “especulação imobiliária”, o contrário do pretendido pelo Bloco.
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VISITA OFICIAL | Portugal e Angola estão de "boas relações". Será?

António Costa começa, esta segunda-feira, a visita oficial a Angola, quebrando um jejum de sete anos. De lá para cá, muitos foram os contratempos. E um "irritante".


A última visita oficial de um primeiro-ministro português a Angola aconteceu no final de 2011. Durou cerca de 24 horas e, à época, era Pedro Passos Coelho o chefe de Governo. Com a aterragem de António Costa em Luanda, esta segunda-feira, é colocado um ponto final no hiato de 2498 dias desde a última visita oficial de um líder do Executivo. Demasiado tempo, dizem alguns; o tempo necessário ou possível, dirão outros. Certo é que, durante sete anos, as relações entre os dois países não foram as melhores.
Das "desculpas" do ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, ao anúncio de José Eduardo dos Santos sobre o fim da "parceria estratégica" entre Angola e Portugal, passando pelas ondas de choque provocadas pelo 'caso Manuel Vicente', vários foram os episódios que confirmaram essa animosidade.
Mas, depois das polémicas que levaram, inclusive, ao sucessivo adiamento da deslocação dos representantes do Governo ao território angolano, os tempos são outros. Serão mesmo? Segundo as mais altas entidades dos dois Estados, não há dúvidas. Exemplo disso foram, pouco antes do anúncio das datas da deslocação a Angola, as cartas enviadas pelo presidente da República angolano, João Lourenço, a António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa, como "sinal das boas relações" entre os dois países.
Pode então dizer-se que nos encontramos perante um ambiente diplomático que, em vésperas da visita oficial, é mais saudável? Marcelo sempre o proclamou, falando num relacionamento "francamente bom" entre dois países "destinados a estar juntos". Mais ainda, entende o chefe de Estado, depois de o Tribunal da Relação de Lisboa ter feito "desaparecer o irritante", ao remeter para Angola, já este verão, o processo judicial que envolve o antigo vice-presidente angolano, Manuel Vicente, no âmbito da ´Operação Fizz´.
"Tenho esperança de que com esta decisão da Relação o 'irritante' que existia fique ultrapassado", disse também, em entrevista ao Diário de Notícias, António Costa, que assinala que visita acontece num "momento auspicioso" das relações.

Manuel Vicente, antigo vice-presidente de Angola e um dos envolvidos na 'Operação Fizz'.
Preparar a visita, adiar a visita, marcar a visita. Eis a visita, após o "irritante"
Foi no início de fevereiro do ano passado, há um ano e sete meses, que o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, confirmou que a sua visita a Angola, nesse mesmo mês, servia também para preparar uma deslocação "ao mais alto nível". Isto é, que incluísse o primeiro-ministro.
Não só a visita oficial de António Costa não se realizou, como, poucos dias depois, também Angola anunciava o adiamento da deslocação da ministra da Justiça portuguesa, Francisca van Dunem. "Foi adiada, a pedido das autoridades angolanas, aguardando-se o seu reagendamento", lia-se num curto comunicado do ministério, dado a conhecer uma semana depois de o Ministério Público português ter acusado de corrupção e branqueamento de capitais o antigo vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, no âmbito da 'Operação Fizz'.
Daí para a frente, foi a constante recusa das autoridades portuguesas em entregar o processo às autoridades angolanas que fez novamente estalar o verniz, com Angola a fazer "depender muito" dessa decisão o bem-estar das relações entre os dois países. Uma posição que também não deixou indiferente Pedro Passos Coelho que, enquanto líder do PSD - e da oposição -, não escondeu a preocupação com a "degradação da relação bilateral" e sinalizou: "Os governos não respondem pelos tribunais e os tribunais não respondem por aquilo que os governos fazem", disse.
Do lado angolano, meses mais tarde, era o presidente João Lourenço a criticarabertamente as autoridades portuguesas. "Lamentavelmente, Portugal não satisfez o nosso pedido, alegando que não confia na justiça angolana. Portanto, nós consideramos isso uma ofensa" afirmava, no início deste ano e cerca de seis meses antes de anunciadas as datas da visita oficial que agora começa.
Uma tomada de posse, um novo presidente e uma ausência
Há um ano, na cerimónia da tomada de posse de João Lourenço como novo presidente de Angola, Portugal esteve representado ao mais alto nível, com Marcelo Rebelo de Sousa entre os convidados. Porém, se o chefe de Estado esteve presente, houve uma ausência notada durante a cerimónia: a palavra "Portugal".
Durante o discurso da posse, o novo presidente angolano adiantou que, do ponto de vista económico, Angola daria "primazia" a "importantes parceiros" como os Estados Unidos da América, a República Popular da China, a Federação Russa, a República Federativa do Brasil, a Índia, o Japão ou a nossa vizinha Espanha, mas deixou de fora Portugal. "E outros parceiros não menos importantes, desde que respeitem a nossa soberania", sublinhou João Lourenço, numa expressão que, desde logo - e tendo em conta os processos judiciais envolvendo altas figuras de Angola -, foi entendida como uma clara crítica ao Estado português.
Em Angola, o chefe de Estado português não hesitou em destacar a "amizade e fraternidade" e as "muitas boas" relações entre os dois países. Em Portugal, António Costa também garantiu que as relações estariam "ótimas". Mas, a verdade é que, apesar de Marcelo ter sido aplaudido em Luanda, Portugal não foi mencionado, abrindo caminho às críticas e à especulação.
Os editoriais do Jornal de Angola
A 11 de julho deste ano, num editorial intitulado "As relações entre Angola e Portugal", o Jornal de Angola escrevia que os dois países têm "tudo para estabelecer exclusiva e definitivamente uma relação de amor e não mais de ódio" e que têm também "condições para se constituírem num bom exemplo de cooperação, na base do respeito mútuo".
Mas, se a data do anúncio da visita de António Costa ao território angolano motivou um editorial em que se sublinha a normalização da relação entre os dois Estados, os últimos tempos foram férteis em críticas do jornal a Portugal.
Logo no primeiro editorial de 2017, intitulado "Desejos para o Novo Ano", o diário não poupava nas críticas à imprensa portuguesa. "Seria bom que, de uma vez por todas, a imprensa portuguesa entendesse que Angola é um país independente e que, como tal, tem todo o direito de pensar pela sua cabeça", lia-se no editorial.
Outro exemplo foi o editorial publicado em julho de 2014, no qual, a propósito da visita de José Eduardo dos Santos ao Brasil, se escrevia que "só Lisboa, orgulhosamente só, continua a dar guarida a todos os inimigos da democracia angolana, estendendo-lhes a passadeira vermelha e ao som de trombetas e fanfarras". No mesmo editorial, assinalava-se que "cada qual escolhe os amigos que quer" e que "Portugal escolheu a Jamba e agora escolhe os antigos colaboradores de Savimbi."
Também em outubro de 2013 as palavras escritas no Jornal de Angola motivavam o debate acerca da relação entre os dois países. Num editorial intitulado "Clarificação necessária", o diário salientava os "percalços" nas relações entre os dois países e, apontando o dedo ao Ministério Público Português, escrevia: "Investiguem quem quiserem. Mas não violem o Segredo de Justiça para assassinarem a honra de altas figuras do Estado Angolano."
Um texto que surgia poucos dias depois de um outro, que, com o título "O pedido de desculpas de Rui Machete", se referia a Portugal como "um país muito pobre" e que se "arreganha" perante as antigas colónias. Mas, o que levou, afinal, o governante português a avançar, aos microfones da Rádio Nacional de Angola (RNA), com um pedido de desculpas às mais altas instâncias angolanas?

Rui Machete, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, ouvido na Assembleia da Republica.
As "desculpas" de Rui Machete. Um momento "menos feliz"
Foi em outubro de 2013, depois de serem noticiadas as investigações por parte das autoridades portuguesas a altas figuras do regime de José Eduardo dos Santos, que Rui Machete afirmou, na RNA, que o ministério dos Negócios Estrangeiros tinha entrado em contacto com Angola, pedindo "diplomaticamente desculpas" por "uma coisa que não está na nossa mão evitar". Após estas afirmações, as críticas ao ministro foram muitas. Tantas que Rui Machete se viu obrigado a reconhecer que se tinha tratado de um momento infeliz por parte da diplomacia portuguesa. "Num propósito de apaziguamento, procurando minimizar essas repercussões negativas nos Estados (...) lamentei aquele facto, não me custando hoje admitir tê-lo feito de forma menos feliz", disse.
Ainda assim, durante vários meses, a polémica incendiou as relações e levou mesmo o ex-presidente angolano, José Eduardo dos Santos, a relevar as "incompreensões" e a rejeitar a "construção da parceria estratégica" antes anunciada. Nada que não tivesse, no entanto, solução: mais de um ano depois, o líder de Angola recebia o ministro dos Negócios Estrangeiros e dava por encerrado "um ciclo em que tinha havido um ou outro mal-entendido". Mas o ciclo ainda não tinha terminado. E outros episódios se seguiram.
Agora, depois dos avanços e recuos nas relações diplomáticas, certo é que a visita oficial de António Costa a Angola - com João Lourenço na liderança do país e do MPLA - surge rodeada de expectativas, mas num momento de aparente melhoria das relações diplomáticas. O mote já foi dado por Marcelo Rebelo de Sousa, que não vislumbra "irritante nenhum" que possa afetar o "sucesso da visita".
Fonte: TSF

“Maior cordão de beatas” lembra que pontas de cigarro devem ser tratadas como lixo

As pontas de cigarro devem ser tratadas como lixo e não atiradas ao chão, alertou hoje uma associação ambiental, em parceria com a Câmara do Seixal, através de uma exposição que pretende ser o "maior cordão de beatas do mundo".
“Maior cordão de beatas” lembra que pontas de cigarro devem ser tratadas como lixo
"O objetivo desta iniciativa é sensibilizar a opinião pública para a beata lançada pelo fumador para a estrada ou para zonas de passeio, o que constitui um perigo tendo em conta que, neste momento, o microlixo no mar é a beata. A beata socialmente continua a ser um ato automático do fumador, mas não pode continuar a ser algo que se lança para o chão, porque constitui um risco considerável para o ambiente. Tem de ser tratada como lixo", disse à Lusa o presidente da Associação 10 Milhões na Berma da Estrada, Orlando Martins.
A exposição "(Re)canto do Tejo" foi apresentada na zona ribeirinha do Seixal, no distrito de Setúbal, e reúne cerca de 220 mil beatas, recolhidas durante dois anos na baía do Seixal e na Costa de Caparica, em Almada, por mais de 350 voluntários.
"Foram mais de 1.500 horas de voluntariado, envolveu mais de 350 pessoas, e procurámos com isto mostrar que no recanto do Tejo apanhámos 220 mil beatas, que estão num cordão de 1.500 metros e que constituem uma candidatura ao Guinness Book", avançou o responsável.
Segundo Orlando Martins, a exposição corresponde a "32 minutos de beatas que vão para o chão em Portugal".
A iniciativa alerta, assim, para os perigos de não se tratar as pontas de cigarro como lixo, o que ameaça os ecossistemas, polui os lençóis freáticos e coloca em risco a vida marítima.
"Para o chão não, a beata chega ao mar" é a mensagem que a associação pretende passar.
Orlando Martins sublinhou que a poluição nas praias não acontece apenas pelos fumadores que deitam as pontas de cigarro na areia.
"Muita gente pensa que a beata na praia resulta do fumador que deixa na areia. Não é verdade, porque aqui temos uma praia ribeirinha, em que o principal elemento que encontramos são beatas e não são fumadores que vão ali deixar, são beatas que estão à tona da água, na coluna de água e que são milhões e milhões que vão ter ao mar", explicou.
A iniciativa tem uma mascote, a Adele, uma gota de água com rastas constituídas por um cordão de beatas, o que pretende sensibilizar para o arrastamento das pontas de cigarro para o mar.
"A Adele é diminutivo de Adelina. Nós temos no nosso movimento uma senhora muito inspiradora que se chama Adelina. A senhora tem 84 anos e quisemos homenageá-la com a Adele, para mostrar que em qualquer idade há pessoas que estão disponíveis e são verdadeiras ativistas ambientais", indicou.
A agência Lusa teve oportunidade de falar com Adelina, ex-professora, que contou que já faz reciclagem há 40 anos e que participa neste tipo de eventos sempre que pode.
"Ao princípio as pessoas não sabiam o mal que a beata fazia. Quando chove vai nas águas da chuva, vai ter ao mar e já está a prejudicar bastante os peixes. Isso faz com que a pessoa tenha de pensar no que pode fazer para evitar. Às vezes as pessoas dizem 'eu faço, mas os outros não fazem'. Alguém tem que começar e continuar", frisou.
A iniciativa insere-se nas comemorações da Semana Europeia da Mobilidade, promovida pela Câmara Municipal do Seixal, que começa hoje e decorre até 22 de setembro.
"A Semana Europeia da Mobilidade é toda ela dirigida à utilização de práticas suaves, tem tudo a ver com saúde e esta iniciativa enquadra-se perfeitamente nisso, na qualidade de vida, no melhor ambiente. Este apelo para que as pessoas não deitem as beatas no chão é porque depois são transportadas através das águas da chuva para o rio e para o mar, e demoram muito tempo a deteriorar-se", sublinhou o vereador do Ambiente da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Tavares.
O evento é candidato ao Guinness World Book of Records, o que, segundo o autarca, tem o objetivo de sensibilizar um maior número de pessoas: "Até parece que não tem muito sentido termos um galardão de que temos mais beatas, mas tem porque é a forma de projetar a mensagem para que as pessoas vejam o impacto daquilo que é provocado com um pequeno gesto".
Nos próximos dias as entidades promotoras da exposição saberão se conseguiram atingir o objetivo de ser o "maior cordão de beatas do mundo".
Lusa


Um terço dos expatriados regressou a Portugal com crise angolana

Pelo menos um terço dos trabalhadores portugueses expatriados em Angola regressou a Portugal no pico da crise económica que assola Angola desde 2014, altura em que baixaram significativamente os preços do crude nos mercados internacionais.
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A constatação foi feira à agência Lusa por responsáveis oficiais de Portugal e de Angola em vésperas da primeira visita de um primeiro-ministro português, a de António Costa, desde a efetuada em 2007 pelo então chefe do Governo de Lisboa, José Sócrates, que admitiram, porém, haver uma expectativa de regresso.
Números oficiais não há, reconheceram as fontes dos dois países, que pediram para não serem identificadas, pelo que se trata de uma mera estimativa, "por baixo", uma vez que foram muitas as micro, pequenas e médias empresas que, face ao diminuto volume de negócios, acabaram por não resistir à crise, fechar portas e regressar a Portugal.
Por outro lado, as empresas portuguesas sofreram com o atraso no pagamento pelo Estado angolano, nalguns casos desde 2013/2014 e pela dificuldade, mais tarde, em transferir os lucros para as "casas-mãe" em Portugal, "questão sensível" que fonte diplomática angolana vê como "reflexo natural" da crise económica em Angola.
A dívida às empresas portuguesas, face à ausência de números oficiais, situa-se "na casa das centenas de milhões de euros", situação que afeta também, e sobretudo, as empresas portuguesas ligadas à construção civil que, embora continuem com projetos e obras, viram o ritmo interrompido, sendo visível, por exemplo, em Luanda, obras paradas que em nada embelezam a cidade.
Este é um dos temas que as três fontes contactadas pela Lusa insistiram em considerá-la como "a questão sensível" que será analisada durante a visita do primeiro-ministro português, segunda e terça-feira a Angola.
As fontes assumiram, por outro lado, que o regresso de expatriados a Portugal "foi significativo, mas longe de uma debandada", mas reconheceram que, exemplo simples, a área da restauração em Luanda sofre com a ausência de clientes portugueses, que outrora enchiam os restaurantes.
Fonte diplomática angolana salientou a vontade política de Luanda em solucionar a questão dos atrasados, destacando o posicionamento do Banco Nacional de Angola (BNA), cuja atuação, reivindicou, se tem pautado por um maior rigor e transparência nas operações financeiras, tendo como "luz ao fundo do túnel" obter a "certificação de dívida", passo "determinante" na resolução da situação.
Antes, acrescentou, terá de ser feita a "conciliação de contas", pois a grande maioria dos contratos foi feita em dólares e euros - o kwanza depreciou-se, só este ano, em cerca de 45% -, processo já em curso entre o Governo angolano e as empresas afetadas.
O problema agravou-se com o fim do pagamento dos salários em divisas, situação que, admitiram as fontes, foi "tenuemente resolvida" com a introdução do estatuto de "residente fiscal", que obrigou os expatriados a recebem na moeda local, pouco ou nada convertível nos mercados cambiais internacionais, deixando de ser atrativo trabalhar em Angola.
Resolvida foi a questão da dívida de Angola à transportadora aérea portuguesa, a TAP, resolução, porém, que foi enquadrada noutro processo, o que afetou todas as companhias aéreas estrangeiras com ligações a Luanda.
Segundo apurou a Lusa, grande parte da dívida à TAP, estimada em 100 milhões de euros, já foi liquidada.
Dados oficiais apontam para cerca de 130.000 cidadãos portugueses e luso-angolanos inscritos no Consulado de Portugal em Luanda, número que, mais uma vez, não reflete a realidade.
A esfera de luso-angolanos é "maior" que a de portugueses que circulam por toda Angola e há também muitos cidadãos lusos que não estão inscritos na secção consular, razão pela qual as estatísticas são, quase sempre, meras estimativas.
Lusa

Observatório da Emigração pede mais facilidade de circulação entre países lusófonos

Na véspera do início da visita de dois dias do primeiro-ministro português, António Costa, a Angola, o coordenador do Observatório da Emigração em Portugal recorda a necessidade de se facilitar a circulação de pessoas entre os países lusófonos.
Resultado de imagem para Observatório da Emigração pede mais facilidade de circulação entre países lusófonos
"Acho que, no âmbito de reformulação da política imigratória portuguesa, é importante ter sistemas que facilitem a circulação entre os países lusófonos, ou, pelo menos, entre a maioria", afirmou Rui Pena Pires em declarações à Lusa, recordando que esta foi uma promessa de campanha do PS.
"Também não vale a pena tentar começar logo com todos, mas era útil. E a iniciativa de Angola (em vigor desde 31 de março, de facilitação de entradas, com vistos on-line) pode contribuir para o desenvolvimento de iniciativas bilaterais entre angolanos e portugueses", afirmou Rui Pena Pires.
"Estou certo que isso [essa facilitação de circulação de pessoas dos países lusófonos] vai acontecer, mais tarde ou mais cedo, porque esse era aliás um dos objetivos do programa do Partido Socialista e do atual primeiro-ministro", relembrou.
Contudo, desta visita de António Costa, a Luanda, que "se segue a um período de esfriamento nas relações entre Portugal e Angola", Pena Pires espera só "um desgelo" nas relações políticas.
"Se esta visita trouxesse um degelo já seria bom, o resto depois faz-se, já seria uma enorme vitória no campo das relações externas portuguesas, porque não é possível, quando as relações não estão no seu melhor, tratar com sucesso as pequenas grandes coisas, quase instrumentais", afirmou.
Para Rui Pena Pires não há problemas particulares dos emigrantes portugueses em Angola, os das transferências de salários, algumas vezes em atraso, afetam qualquer emigrante de qualquer origem naquele país e resultam de questões económicas e não de problemas políticos ou de qualquer tensão.
Contudo, considera, "se as relações [entre os dois países] ficarem desbloqueadas, depois já se pode tratar do resto por outros canais."
De resto, aquilo que se espera sempre destas visitas políticas relativamente à emigração "é a garantia de segurança e de igualdade de direitos dos emigrantes portugueses face ao resto da população, e condições.
Com base nos dados dos registos consulares (registos que as pessoas fazem quando recorrem aos consulados), em 2013, existiam 39 000 portugueses em Angola.
De acordo com o último relatório do observatório da emigração de 2017, relativo aos dados de 2016, teriam entrado neste ano em Angola 3908 portugueses, sem incluir dados do consulado de Faro, só os de Porto e Lisboa.
Estes números revelaram uma quebra face a 2015, ano em tinham entrado cerca de 7000, (6700) portugueses em Angola.
"Uma das coisas que sabemos é que houve uma quebra na emigração para Angola, que entre 2013 e 2015 tinha crescido significativamente. Relativamente a 2017 ainda não há dados. Só estarão disponíveis provavelmente em dezembro", explicou Pena Pires.
No entanto, diz, "não espero um crescimento" da emigração portuguesa para aquele destino de África em 2017.
"A quebra [da emigração portuguesa] que se verificou em 2016 resultou da crise do preço do petróleo. A situação económica agora ainda não retomou os níveis anteriores à crise, mas também não se aprofundou, por isso é provável que haja uma manutenção ou um ligeiro decréscimo na emigração para Angola em 2017. O que não prevejo de todo é que haja um acréscimo", estimou o professor e responsável pelo Observatório da Emigração.
A emigração para Angola começou a crescer na viragem do século XX para o século XXI, antes disso não teve grande expressão. E é precisamente na mesma altura que começa o regresso dos emigrantes angolanos em Portugal ao seu país de origem, adianta Pena Pires, ou seja, no período em que a situação política e económica começa a estabilizar.
"Temos um indicador bom que nos demonstra isso que é o das remessas dos emigrantes. E este é o período em que as remessas vindas de Angola começam a ultrapassar o valor das remessas dos angolanos em Portugal para o seu país de origem. (...) Em 2000 os valores estão mais ou menos equiparados e a partir de 2004 o fosso aumenta substancialmente", referiu.
Para se ter uma ideia, acrescenta, "no ano 2000 as remessas de Angola para Portugal eram de 11 milhões de euros e de angolanos no nosso país para Angola eram de 14 milhões. Em 2017, para Angola foram sensivelmente os mesmo valores de 2000 mas de emigrantes portugueses para Portugal vieram 245 milhões. O envio de remessas de angolanos para Angola estagnou e as de portugueses no mercado angolano para Portugal foram multiplicadas por mais de 20".
Assim, defende o responsável do Observatório, "se usarmos o indicador das remessas como um indicador indireto da evolução da emigração, o que concluímos é que a de portugueses para Angola cresce de uma forma sustentada a partir de 2004, 2005 e 2006, início do processo de paz, e tem alguns picos, sobretudo em 2007 e 2008, com a abertura da primeira crise, e depois em 2012". E só em 2016 regista a primeira quebra.
Quanto aos portugueses que estão a deixar Angola e a regressar ao seu país, também com base nos escassos dados disponíveis - dos censos de 2010, o coordenador do Observatório da Emigração considera que este não será um número muito elevado.
Entre 2001 e 2011 terão regressado de Angola, de acordo com os censos, pouco menos de 5000, o que dá cerca de 500 regressos por ano. "É provável que tenha sido superior depois de 2011, mas não terá ido além de 500 a 1000 pessoas por ano", diz.
No ano da crise terá sido maior, mas os regressos agora não devem ser muito superiores, andarão na ordem das centenas, 5, ou 6 ou sete centenas. Era preciso existir uma crise que não fosse só económica para haver muitos mais regressos", concluiu.
Lusa