terça-feira, 6 de outubro de 2020

ÉVORA RECEBE O ESCRITOR E MÚSICO MÁRIO LÚCIO DIA 8 DE OUTUBRO – IGREJA DE SÃO VICENTE


Ícone da cultura e da música de Cabo Verde, Mário Lúcio vem a Évora apresentar o seu último livro, o romance “O Diabo foi meu Padeiro”, numa sessão dia 8 de outubro, pelas 18h00, na Igreja de São Vicente, que culmina com um concerto do autor. A Câmara Municipal de Évora convida o artista a partilhar com o público eborense a sua experiência enquanto autor e a ficar a conhecer o seu trabalho como músico. O vereador da cultura Eduardo Luciano conduz a palestra e tanto esta como o momento musical que a sucede são de entrada livre, embora limitados à lotação do espaço, de acordo com as atuais regras de convivência social.

“O Diabo foi meu padeiro”, publicado em 2019, pela editora Dom Quixote, é o terceiro romance do autor, também já consagrado na ficção, poesia e escrita para teatro. Na obra, Mário Lúcio, que nasceu no Tarrafal (Ilha de Santiago, Cabo-Verde) e que viveu, na infância e adolescência no campo militar ali instalado, recria e romanceia histórias de prisioneiros da Colónia Penal do Tarrafal.
Local de injustiça, horror e morte, esta prisão do Estado Novo, criada em 1936, recebeu presos políticos de Portugal, da Guiné, de Angola e de Cabo Verde. Mário Lúcio assistiu de perto ao sofrimento e à luta de sobrevivência destes reclusos e com este livro presta homenagem a esses homens.

Aos 56 anos de idade, Mário Lúcio tem um percurso artístico ímpar, na literatura e na música, e também assumiu posições de destaque na vida cultural e política do seu país. Com formação académica em Direito, entre outras funções desempenhadas, foi deputado do parlamento cabo-verdiano, de 1996 a 2001; embaixador cultural e depois ministro da cultura do país, cargo que ocupou de 2011 a 2016. Foi condecorado com a Ordem do Vulcão, tal como Cesária Évora, mas foi o artista mais jovem até hoje a receber tal distinção em Cabo Verde. A par dessa, recebeu muitos outros prémios e distinções na sua carreira musical e literária, em países lusófonos e a nível global.

As aptidões intelectuais e artísticas de Mário Lúcio revelam-se cedo. Ainda no liceu, toca guitarra e tem uma banda de música; com uma bolsa de estudos frequenta a Universidade de Havana, cidade onde conhece Pablo Milanês e forma outro grupo musical. Regressa ao seu país em 1990 e poucos anos depois funda a mítica banda Simentera. Nesta formação grava quatro álbuns e desde que a mesma terminou editou mais cinco álbuns.

Como cantor e compositor, Mário Lúcio mantém atuais e vivos o Batuque, o Funaná, a Morna e a Coladeira. É uma referência da música tradicional cabo-verdiana, mentor de vários outros artistas. Pelo mundo, em estúdio ou ao vivo, já compôs, gravou e tocou com nomes como Cesária Evora e Mayra Andrade (Cabo Verde); Manu Dibango (Camarões); Touré Kunda (Senegal); Paulinho Da Viola, Gilberto Gil, Milton Nascimento (Brasil); Pablo Milanes (Cuba); Mario Canonge e Ralph Tamar (Martinica) Teresa Salgueiro, Luis Represas, (Portugal); Toumani Diabate (Mali), Harry Belafonte (EUA), Judith Sephuma (África do Sul), Wanda Baloyi (Moçambique); ou Oliver Mtukudzi (Zimbabué).

A verdade sobre os incêndios e queimadas

 

No final de 2019, início de 2020, a Austrália foi assolada por um monumental incêndio que consumiu mais de 80.000 km², quase o tamanho do território português. Foram dizimados mais de um milhão de animais como cangurus e coalas.
  • Hélio Brambilla

Por que não chamar de incêndio no Pantanal e de queimadas na Califórnia, Austrália, Portugal e Grécia? Uma vez que nos encontramos em pleno terrorismo publicitário da Covid-19 e dos incêndios, por que não podemos chamar, de acordo com o nosso arbítrio, incêndios de queimadas e queimadas de incêndios?
Como se sabe, hoje os nossos 8.500.000 Km² estão divididos em biomas, os quais se caracterizam pelas vegetações que lhes são características, como Amazônia, Pantanal, Cerrado, Mata Atlântica, Pampas e Caatinga. O Pantanal abrange, por sua vez, parte do território da Bolívia e Paraguai.
A parte brasileira possui 150.000 km² e está localizada no sul do Mato Grosso e no oeste do Mato Grosso do Sul, sendo considerada a maior planície alagada do mundo, denominada pelos indígenas de mar dos xaraés, tal a sua imensidade no período chuvoso. No período seco só existem lagoas e rios que cortam a superfície. Esses locais são refúgios da fauna para matar a sede e comer ervas verdes que subsistem ao calor de 40 graus que resseca tudo ao seu redor.
Um parente meu, médico e prefeito de Corumbá, por intermédio de sua Secretaria de Comunicação, conseguiu-me vasto material informativo. Modéstia à parte, posso afirmar que passei a conhecer um pouco mais do que os “palpiteiros de plantão” que falam sem o menor conhecimento de causa. O município de Corumbá possui 68.000 km², parte alagadiça e parte seca, o que corresponde a 70% do território de Portugal.
Desde que o Pantanal é pantanal, no período das secas sempre houve incêndios que se acentuaram quando o humano invasor – segundo os ecologistas radicais – se apossou da terra das onças, dos caititus, dos tamanduás, dos jacarés, das piranhas e das sucuris, das formigas e dos cupins. Por isso, “chacu” que envolve o Pantanal em língua keshua significa “terra de caça”, tal a abundância de comida dos seres vivos. São animais comendo animais e humanos comendo animais. É a lei da natureza…
Não há documentação de antes do ano de 1.500, mas pelos indícios deixados pelas árvores retorcidas pelo fogo e pelos sedimentos de carbono no solo, pode-se deduzir que desde que os humanos aqui aportaram o fogo era utilizado para limpeza do solo. Com o advento de etnias do mundo inteiro, que ao se miscigenarem aqui deram origem ao povo brasileiro, essa região foi utilizada como campos de pastagens para bovinos e equinos.
Com a guerra do Paraguai, o governo imperial incentivou o povoamento dessa região por brasileiros, cedendo imensas propriedades chamadas sesmarias. Organicamente essas propriedades foram se dividindo e a única atividade viável para o bioma continua sendo a pecuária. Em uma centena de fóruns de que participei, todos os palestrantes falavam do feliz enlace da pecuária com o Pantanal.
Há vários séculos a rotina consiste em se soltar o gado nos campos para a reprodução de milhares de bezerros, que depois serão engordados nos arredores não alagadiços e até mesmo em outros Estados. Por isso o Pantanal é considerado o maior berçário de bezerros do Brasil.
Faz já séculos que o gado pasta o capim do Pantanal. Antes de iniciar a seca, o fazendeiro faz uma queimada controlada chamada “fogo frio”. Então, quando a seca começa e despontam os incêndios, o capim já está rebrotando, o que o torna menos inflamável. Na região do Pantanal o povo apelidou os animais de “boi bombeiro”, porque comem os excedentes de massa foliar que são o combustível favorito das queimadas.
De uns 30 anos para cá, entra em jogo o maior predador jamais visto, o ambientalista – aquele de má-fé e interesseiro – que por meio de ONGs conluiadas com políticos inescrupulosos, financiado pelo grande capitalismo internacional e coadjuvado pela esquerda católica, começa a ditar regras elaboradas em escritórios luxuosos nas grandes cidades para inviabilizar o progresso econômico do Brasil.
Uma delas, de trágica consequência, foi a proibição do gado chegar até as margens dos rios e lagoas. Mas, então, por que não revogar essa regra? Afinal, gado não come árvore, come capim, preservando, portanto, a mata e comendo a vegetação rasteira. Isso não permite a formação de excesso de biomassa ou palha seca que em caipirês se denomina “macega” (massa seca que chega até 1 metro de altura ou mais).
O resultado dessa norma estúpida, que precisa ser revogada, é que qualquer incêndio provocado pela incidência da luz solar sobre algum objeto côncavo translúcido, por raio, por coivara das práticas indígenas e da agricultura de subsistência, por uma bituca de cigarro e… por incêndios criminosos, quando isso foge ao controle origina uma verdadeira tragédia.
Imagens de satélite indicam que grande parte dos incêndios começaram às margens da rodovia Transpantaneira. Sobre isso, um amigo me relatou que em uma grande rodovia, há 50 km de São Paulo, ele notou um incêndio em uma das margens e pouco à frente outro foco, dando para deduzir que era proposital.
Dito e feito, pois pouco adiante, um homem com um grande chapéu de palha para encobrir o rosto e que passava por andarilho, mas que bem podia ser um incendiário provavelmente pago por alguém para atear fogo, estava criando os tais focos de incêndio.  
Atentem, senhores policiais, investiguem e entreguem esses tipos à justiça a fim de serem julgados e condenados pois são elementos antissociais.
Há pouco, na Califórnia, os incêndios consumiram em torno de 30.000 km², quase todos em florestas plantadas, que devem ser cortadas com rapidez para evitar um prejuízo ainda maior. A área queimada é um pouco menor que o território de Taiwan com seus 36.000 km².
No final de 2019, início de 2020, a Austrália foi assolada por um monumental incêndio que consumiu mais de 80.000 km², quase o tamanho do território português. Foram dizimados mais de um milhão de animais como cangurus e coalas. Mais de 30 mil camelos foram acuados entre o fogo e as montanhas, e que embora não sendo naturais da Austrália foram levados para lá e procriaram, vivendo em estado semisselvagem. A única solução seria então sacrificar aqueles camelos, pois iriam morrer de fome. Mas, à última hora, um país do oriente resolveu bancar o resgate deles para utilização econômica.
Por que nos dois casos acima, e nos tristemente famosos incêndios em Portugal, Grécia, Sibéria e em toda a parte, todo o mundo fica penalizado com tal fatalidade e manda ajuda humanitária e socorristas? E, no Brasil, em que não negamos que os incêndios tenham sido uma tragédia, o País, na pessoa de seu Presidente, é acusado de crime ambiental?
Afinal de contas, queimou-se pouco mais de 10% do bioma pantaneiro, ou seja, em torno de 15.000 km2, na sua maioria de capim nativo por excesso de biomassa. Os ecoterroristas de plantão, ajudados ou mancomunados com a grande mídia, publicaram fotos aterrorizantes de uma onça com as patas queimadas, jacarés carbonizados, esqueletos de cobras e de outros bichos, além de grandes coloridos de chamas avermelhadas.
O jornalista Alexandre Garcia, em sua postagem de 24-9-20 com recortes de jornais de um matutino paulista à mão, provou que várias dessas fotos eram dos incêndios da Califórnia e Austrália. É necessário comentar isso para o leitor inteligente e intuitivo? Afinal, qual é a verdade inconfessada?
É que tudo isso tem um cunho ideológico e político que iremos descobrindo passo-a-passo, ou seja, o desejo das esquerdas de que o atual Governo não dê certo e com isso nos conduzir para o miserabilismo vivido hoje na Venezuela, exemplo paradigmático.
A fúria dessas esquerdas se aguça ainda mais quando veem que o País está em franca recuperação pós-Covid, enquanto o PIB da Itália caiu 17%. Segundo predições catastrofistas, o PIB brasileiro teria uma queda de mais de 10%. Mas, estudos de competentes estudiosos brasileiros e de centros de estudos internacionais mostram que não chegará a 5%.
Por que a queda do PIB brasileiro não foi maior? Porque o agronegócio, que certamente exportará mais de 100 bilhões de dólares ao longo de 2020, e também as receitas com as exportações de minérios, que tiveram pouca queda, estão sustentando economicamente o País.
Mas, apesar de todos esses ataques insidiosos que o País tem sofrido, voltou a chover no Pantanal. E, com graça de Deus e da Virgem Aparecida, cuja festa se comemora em 12 de outubro, o Brasil seguirá cumprindo sua grande missão histórica no mundo atual.  

ABIM

Castelo de Paiva | Para incentivar a construção de habitação permanente

 CÂMARA COMPRA TERRENO NA RAIVA PARA LOTEAMENTO URBANO NAS MEIRINHAS


     Câmara Municipal de Castelo de Paiva realizou recentemente, a escritura de compra e venda, de um terreno na União de Freguesias de Raiva, Pedorido e Paraíso, para avançar para a construção do Loteamento das Meirinhas, nesta zona de Oliveira do Arda.

 

     Segundo o edil paivense, Gonçalo Rocha, a execução deste projecto visa fomentar e incentivar a construção de habitação permanente, disponibilizando-se espaços destinados exclusivamente a esse efeito, e dotados de todas as infra-estruturas necessárias, contribuindo para a redução da pouca oferta existente no concelho ao nível de terrenos para a construção urbana.

     Deste modo, a autarquia paivense procedeu à aquisição de uma parcela de terreno significativa que vai permitir avançar com esta intervenção, potenciando o investimento na habitação própria, ajudando assim a garantir que haja melhor qualidade de vida no território municipal.

                Além da satisfação das necessidades individuais, a habitação assume uma grande importância para a economia, sendo também uma aposta deste Executivo Municipal, que se preocupa também com este mercado e o impacto que tem em termos económicos e sociais, mas acima de tudo pelo bem estar social da população.

 

               

     Carlos Oliveira

Rui Muga vence desafio em Castelo de Paiva

 2ª edição da Rampa de S. Gens voltou a ser um sucesso desportivo

Rosa Madureira dominou sector feminino

 

Em dia bastante cinzento, com o Outono a evidenciar-se bem, a festa do atletismo voltou ontem ao município paivense, depois da grande jornada desportiva que foi a 12ª Corrida das Vindimas de Castelo de Paiva, realizando-se no dia de ontem, a 2ª edição da Rampa de S. Gens, mais do que um desafio único, uma prova competitiva integrada na programação dos XXXIV Jogos Desportivos, até ao topo deste local emblemático da freguesia de Santa Maria de Sardoura, reunindo mais de 50 participantes, sendo que, Rui Muga e Rosa Madureira, foram os grandes vencedores desta prova paivense.

 


Organizada pelo Grupo Desportivo de Castelo de Paiva e ADC J. Clark, em parceria com a Câmara Municipal de Castelo de Paiva e Junta de Freguesia de Santa Maria de Sardoura, este foi um desafio desportivo quase único, relevando aqueles que enfrentaram uma rampa que tem desnível médio de 16% e dois troços de pendente de 22% e 33%, apresentando uma extensão de 904 metros com partida à cota de 176 metros acima do nível do mar e meta a 322 metros, um curto traçado, um traçado deveras exigente para cerca de cinco dezenas de participantes neste desafio, que este ano contou a segunda edição, menos participa em virtude das restrições impostas em tempos de pandemia.


         Rui Muga, veio dCA de Mogadouro para triunfar nesta prova, com um “ tempo canhão “, conseguindo um registo de 4m24seg90cent, batendo o anterior 4.53,16 de Paulo Gonçalves, enquanto Tiago Pereira, do FC de Penafiel, foi segundo classificado com um tempo de 4,39,18, seguindo-se a fechar o pódio Victor Barbosa, do GDC de Castelo de Paiva, com um tempo de 4,48,67,  com José Vieira, GD de Castelo de Paiva na 4ª posição e o 5º lugar para Marcelo Araujo, do CIDEP Fornos.


     Já no sector feminino, a dureza desta rampa de S. Gens não intimidou a atleta Rosa Madureira, da AD do Marco, que rubricou aqui o seu primeiro triunfo na prova, com um tempo de 5m32seg51cent, com Anabela Aguiar a garantir o segundo lugar com o registo de 5,54,30 e Amélia Vieira, do GD de Castelo de Paiva, que fez o percurso em 6.02.79 a encerrar o pódio, com Júlia Conceição e Bebiana Soares, ambas do FC Penafiel, a garantir os lugares imediatos.

                José Manuel Carvalho, Vereador do Desporto da edilidade paivense, esteve presente na cerimónia de entrega de prémios e louvou os promotores desta grande jornada desportiva, destacando o envolvimento das colectividades, da Junta de Freguesia de SM de Sardoura e da Câmara Municipal, manifestando, apesar de todos os constrangimentos e regras higiénico sanitárias impostas,   gratidão pelo sucesso alcançado nesta edição, considerando que tudo é possível quando se trabalha em conjunto e a comunidade é motivada para o engrandecimento do concelho.

     O responsável municipal valorizou este evento na componente desporto-aventura-natureza, elogiando a força do associativismo e a importância da prática da modalidade, bem retratada nesta jornada desportiva, conseguindo uma dinâmica fantástica, conciliando esta experiência competitiva única num espaço bastante emblemático, engrandecido recentemente com excelentes obras de melhoramento, desejando que este local seja sempre um verdadeiro ponte de encontro e de turismo, como factor de atracção que permite desfrutar de uma vista soberba e uma panorâmica deslumbrante sobre o Vale do Douro

     Ricardo Cardoso, autarca de Santa Maria de Sardoura, mostrou-se agradecido a todos os participantes neste desafio e nesta jornada desportiva, evidenciou a alegria de ver as expectativas superadas, louvou as parecerias assumidas neste evento que permitiram a realização de um grande convívio, e aproveitou para destacar o esforço realizado para concretizar as obras de recuperação e beneficiação deste ponto turístico do concelho, um espaço de lazer que a Junta de Freguesia quer continuar a potenciar e valorizar com outras acções e intervenções.

     Por ultimo, Manuel Vieira, presidente do Grupo Desportivo de Castelo de Paiva, considerou que este desafio ímpar voltou a ter um final feliz, porque serviu para promover o desporto e ao mesmo tempo valorizar um sítio fantástico, que deve ser acarinhado e respeitado por todos, endossando depois felicitações à Câmara Municipal e à Junta de Freguesia pela colaboração prestada, sendo que, o dirigente paivense realçou a satisfação e a alegria de ver, mesmo em tempo de pandemia, testemunhos extraordinários daqueles que, transformados em heróis, desafiaram os limites numa corrida monte acima e que, podem no presente, transportar para o futuro o orgulho de terem estado neste momento épico do desporto em Castelo de Paiva.

 

Carlos Oliveira

Webinar Reestruturação da indústria - digitalização e ganhos de performance | 15 Out | 14h30 | Zoom | registo obrigatório

 

A AIDA CCI vai realizar um webinar sobre Reestruturação da indústria - digitalização e ganhos de performance, cujo propósito é partilhar conhecimento e esclarecer os empresários para a importância da transformação/adaptação digital no chão de fábrica e respectivo tratamento de dados.

Luis Mira Amaral, Presidente dos Conselhos da Indústria e Energia da CIP e Helena Gouveia, Directora na área da inovação e desenvolvimento no ISQ - Instituto de Soldadura e Qualidade são os oradores do evento, sendo moderado por João Luís de Sousa, director do semanário Vida Económica.

Recorde-se que a Indústria 3.0 focava-se na automatização de máquinas e processos, enquanto que a Indústria 4.0 foca-se na total digitalização dos activos físicos e na sua integração em ecossistemas digitais com os vários parceiros da cadeia de valor.

Gerar, analisar e comunicar a informação é essencial para fundamentar os ganhos que advêm da Indústria 4.0, que alia uma grande variedade de novas tecnologias na procura da criação de valor às empresas.

A participação é gratuita com registo obrigatório neste link

Inscreva-se até 12 de Outubro 2020

O webinar terá um momento preparatório no qual permitirá que os participantes enviem previamente 2 questões práticas, relacionadas com o tema, que serão analisadas e respondidas no dia do evento.

Contactos:

T. 234 302 497 – Informações | Celeste Claro | c.claro@aida.pt

T. 234 302 494 – Informações sobre Inscrições | Isabel Caçoilo | i.cacoilo@aida.pt

VISEU CULTURA lança amanhã concurso de apoios para 2021

Município apresenta nova edição concurso municipal amanhã, 7 de outubro, pelas 09h30
O Presidente da Câmara Municipal de Viseu, António Almeida Henriques, e o Vereador da Cultura, Jorge Sobrado, apresentam amanhã, quarta-feira, pelas 09H30, na Casa do Miradouro, em conferência de imprensa, a nova edição anual do concurso de apoio a projetos culturais e artísticos independentes do programa municipal VISEU CULTURA.
Nesta mesma data será aberto o período de apresentação de candidaturas.
Na ocasião, será feito um balanço da execução deste programa municipal estruturante no apoio ao fomento e desenvolvimento cultural local nos últimos três anos.

Brincando ao faz-de-conta II” reúne peças escritas ou adaptadas pela ex-juíza, Universo criativo do teatro de Natália Queirós foi editado

Mais de 80 pessoas participaram na apresentação editorial de “Brincando ao faz-de-conta II”, o mais recente livro de Natália Queirós, uma coletânea de nove peças teatrais escritas ou adaptadas pela autora, que é também fundadora, diretora artística e encenadora do Grupo de Teatro Infantojuvenil do Município de Cantanhede. Editado pela MinervaCoimbra, com apoio da Câmara Municipal, a obra foi apresentada por Manuel Cidalino Madaleno, no âmbito de uma sessão contou também com a presença de Pedro Cardoso, vice-presidente da autarquia.

Na intervenção de abertura, o autarca agradeceu a Natália Queirós “o relevante trabalho que, desde 2004, tem vindo a realizar ao serviço da cultura no concelho, nomeadamente na dinamização teatral junto dos mais novos”, sublinhando “o valor e o alcance das sementes de cidadania, dos princípios éticos que foi colocando nos corações e na inteligência de todos os jovens talentos que orientou no Grupo de Teatro Infantojuvenil da Biblioteca Municipal”. Pedro Cardoso enfatizou a “personalidade notável de uma mulher que conjuga uma sólida formação humanista com uma vastíssima cultura e uma enorme sensibilidade artística, como de resto transparece da atividade que, a partir de textos seus e sob a sua orientação, o grupo cénico desenvolveu, com evidentes benefícios para todos os intervenientes”.

Visivelmente emocionada, Natália Queirós manifestou-se “extremamente gratificada pelo grupo de teatro que criei e orientei ao longo de dezasseis anos, um projeto que me deu o privilégio de trabalhar com crianças e jovens, tendo sempre por base a pedagogia de valores éticos como a solidariedade, o espírito de grupo e o amor pela cultura”.

Na apreciação que fez a “Brincando ao faz-de-conta II”, Manuel Cidalino Madaleno colocou a “respeitadíssima e distintíssima Juíza” que foi Natália Queirós na posição de ser “julgada por uma série de delitos que não só não nega como, circunstância agravante, até reclama e regista para a posteridade em livros como aquele cujo lançamento hoje celebramos”. Este foi o ponto de partida para uma recensão crítica a um livro que “é, espelhando o perfil da sua autora, uma copiosa sementeira de recursos de cultura geral, de arte, de sabedoria, de sensatez, de criatividade, de humor, de fantasia e de sólida crença em valores perenes”.

Entre os aspetos apreciados por Manuel Cidalino Madaleno na posição de julgador, este aponta o facto de Natália Queirós obrigar as crianças “a recitar textos com inusitadas lições de sabedoria e de prudência”, recorrendo até “a antiquados ditados da sabedoria popular, (…) e, circunstância agravante, instruindo-os em aforismos de sua lavra, tão sábios que a mesma sabedoria popular tenderá a convertê-los em novos provérbios”, além de “incutir nos seus sensíveis e incautos espíritos evidências filosóficas, Virtudes e Valores” (…) servindo-se de personagens ardilosamente arquitetadas para melhor induzirem tais convicções e comportamentos”.

Durante a sessão de apresentação de “Brincando ao faz-de-conta II”, alguns antigos elementos do Grupo de Teatro Infantojuvenil da Biblioteca Municipal declamaram excertos das nove peças que integram o livro, a que que se seguiu a interpretação de algumas obras musicais por Rodrigo Queirós (violino), filho de Natália Queirós, Guilherme Madaleno (saxofone) e Rita Faustino (voz).

Sobre Natália Queirós

Maria Natália Figueiredo Queirós Ferreira Gomes nasceu em 1940, em Lisboa. É licenciada em Direito, pela Universidade de Coimbra. Entre o início do curso de Direito e o exercício de judicativa, trabalhou na Segurança Social, onde, durante quinze anos, foi responsável pelos serviços jurídicos e de contencioso.

Prosseguiu estudos no Centro de Estudos Judiciários (CEJ), graduando-se como magistrada judicial. Exerceu o magistério judicial em diversas comarcas, sendo a última em Cantanhede, durante quatro anos, onde se jubilou.

É autora de “Brincando ao faz-de-conta” (dramatologia infantojuvenil), publicado em 2010; “Um legado de Petrarca” (poesia), em 2011 e de “Contos Mágicos” (prosa), em 2012.

Colaborou com a Antena 2, no programa cultural “Sarabanda – Crónicas hodiernas”.

Fez voluntariado cultural durante cinco anos no Colégio de São Caetano da Santa Casa da Misericórdia de Coimbra, onde criou e editou o jornal mensal “O colégio”, cujas receitas reverteram a favor das crianças da Instituição.

Após a sua jubilação como magistrada no Tribunal de Cantanhede, Natália Queirós tem desenvolvido em Cantanhede, uma importante atividade cultural relacionada com as artes teatrais.


Grupo de Teatro Infantojuvenil da Biblioteca Municipal de Cantanhede

O Grupo de Teatro Infantojuvenil da Biblioteca Municipal de Cantanhede nasceu em 2004, por iniciativa de Natália Queirós que, após a sua jubilação como magistrada no Tribunal de Cantanhede, tem desenvolvido na cidade uma importante atividade cultural relacionada com as artes teatrais. Entre as iniciativas que tem levado a efeito, destaca-se a criação deste grupo que desde a sua fundação em 2004 já realizou 155 sessões de 31 espetáculos teatrais diferentes, aos quais assistiram mais de 18.500 pessoas, sobretudo alunos do 1º Ciclo do Ensino Básico do concelho. O Grupo de Teatro Infantojuvenil da Biblioteca Municipal de Cantanhede integra atualmente 9 elementos com idades que variam entre os 7 e os 12 anos.

CONFERÊNCIA “A COVILHÃ DO TRABALHO” GRANDE AUDITÓRIO DA FACULDADE DE CIÊNCIAS DA SAÚDE


A Câmara Municipal da Covilhã e a União dos Sindicatos de Castelo Branco (USCB/CGTP-IN) organizam, no próximo dia 10 de outubro pelas 15h00, no Grande Auditório da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior, a Conferência “A Covilhã do Trabalho”. 

Esta iniciativa realiza-se no âmbito das Comemorações do 150.º Aniversário de Elevação da Covilhã a Cidade. A conferência, que contará com a presença do Presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Vítor Pereira, e do Coordenador da USCB/CGTP-IN, Luís Garra, pretende, simultaneamente, celebrar o 50º aniversário da CGTP-IN. 

A conferência apresenta os seguintes oradores: António Assunção, Professor aposentado e autor de obras sobre a história do movimento operário da Covilhã; José Espírito Santo, Sociólogo e professor; e Isabel Camarinha, Secretária Geral da CGTP-IN. 

A abertura e o encerramento dos trabalhos estarão a cargo, respetivamente, do Presidente da Câmara Municipal e do Coordenador da USCB/CGTP-IN. A conferência terminará com a apresentação do webdoc «Cidade Fábrica». 

Serão cumpridas as diretrizes da Direção-Geral de Saúde, no sentido de garantir a segurança de todos os participantes neste evento. 

Os interessados em participar terão de manifestar essa vontade através da inscrição para o email comunicacao@cm-covilha.pt, impreterivelmente até ao dia 8 de outubro.

Última Lição do Professor Domingos Xavier Viegas

Domingos Xavier Viegas, professor catedrático da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e reconhecido especialista em incêndios florestais, vai proferir a sua “Última Lição” na próxima sexta-feira, 9 de outubro.

A cerimónia, com início às 15 horas, tem lugar no auditório do edifício central da FCTUC, no polo II da Universidade de Coimbra.

Domingos Xavier Viegas concluiu a licenciatura em Engenharia Mecânica, pelo Instituto Superior Técnico em 1972, e doutorou-se em Aerodinâmica, pela Universidade de Coimbra em 1981. Desde 1992, é professor catedrático do Departamento de Engenharia Mecânica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.

Em 1990, fundou a Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI), que constitui uma unidade de investigação reconhecida pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), integrada no Laboratório Associado de Energia, Transportes e Aeronáutica. No âmbito da ADAI, coordena o Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais (CEIF), para a investigação, formação avançada e prestação de serviços nesta área.

Domingos Xavier Viegas é também membro do Observatório Técnico Independente para os Incêndios Florestais da Assembleia da República. Ao longo da sua vida profissional, recebeu inúmeras distinções nacionais e internacionais. Por exemplo, foi distinguido com o prémio “Batefuegos de Oro”, atribuído pelo Ministério do Ambiente Espanhol em 2004, e com o “Wildland Fire Safety Award”, atribuído em 2017 pela International Association of Wildland Fire, pela sua contribuição, e da sua equipa, para a segurança de bombeiros.

O professor Xavier Viegas apresentará a sua “última lição” enquadrada numa cerimónia mais ampla, com o seguinte programa:

15.00

Diretor da FCTUC,

Professor Doutor Paulo Oliveira

Intervenção de Abertura

15.15

Professor Doutor Janeiro Borges

Orientador da Tese de Doutoramento do Professor Xavier Viegas

15.40

Professor Doutor Manuel Carlos Silva

Primeiro aluno de doutoramento do Professor Xavier Viegas

16.05

Outros testemunhos

Alguns testemunhos na primeira pessoa

16.45

Professor Doutor Domingos Xavier Viegas

Apresentação da “Última lição”

17.30

Magnífico Reitor da UC,

Professor Doutor Amílcar Falcão

Encerramento

Devido às limitações impostas pela Covid-19, a sala onde a cerimónia irá decorrer terá um número máximo de 70 pessoas a assistir, estando a lotação já esgotada. De forma a ultrapassar esta limitação de lugares, a sessão será transmitida em direto através do canal de Youtube do CEIF, em www.youtube.com/user/CEIF2011.


Cristina Pinto

XV Feira de Doçaria Conventual de Figueiró dos Vinhos


 A Feira de Doçaria Conventual de Figueiró dos Vinhos comemora, este ano, 15 anos de existência. 15 anos de inspiração doceira num convento de finais do séc. XVI, o último existente no concelho, o belíssimo e intemporal Convento de Nossa Senhora do Carmo dos Carmelitas Descalços de Figueiró dos Vinhos.

O concelho irá receber a XV Feira de Doçaria Conventual, nos dias 31 de outubro e 01 de novembro, com a, já tradicional, diversidade de excelentes doces conventuais e licores trazidos por casas de todo o país.

A edição de 2020 será marcada pelas necessárias restrições de acordo com a situação pandémica atual provocada pela doença COVID-19. Neste sentido, a XV Feira de Doçaria Conventual não terá a habitual programação cultural das edições anteriores, restringindo-se ao certame que lhe dá nome e à presença de música ambiente proporcionada pelos talentosos músicos figueiroenses, Nuno Sá e João Gil, numa prestação integrada no projeto “Região de Leiria – Rede Cultural”, promovido pela CIMRL - Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, cofinanciado pela UE através do CENTRO 2020 no âmbito do Eixo 7 “Afirmar a Sustentabilidade dos Territórios” (CONSERVAR). A Feira de Doçaria Conventual obedecerá a todas as normas de higiene e segurança preconizadas pelas autoridades de saúde, nomeadamente, estabelecimento de circuito de sentido único, uso obrigatório de máscara, desinfeção das mãos e distância de segurança, para que todos, visitantes e doceiros, possam usufruir plenamente deste certame.

A abertura da XV Feira de Doçaria Conventual está marcada para as 11h00 do último sábado de outubro e Figueiró deixa, assim, o convite a todos os que queiram viajar no tempo e na história, a visitar o belíssimo espaço erigido por Pero de Alcáçova de Vasconcelos e a saborear os segredos dos nossos antepassados, naquela que é a feira da exaltação dos doces conventuais.

Figueiró dos Vinhos: Reconversão do Posto Aquícola de Campelo em execução

 

No âmbito da candidatura “CRER - Adaptação do Posto Aquícola de Campelo para Criação Experimental de Trutas Assilvestradas”, integrado no ALJIA- Plano de Gestão Integrada da Ribeira de Alge, aprovada pelo PORTUGAL2020 / MAR2020, já foi dado início às ações previstas neste projeto, cujo principal objetivo é a adaptação daquele espaço com uma história e passado relevantes e com elevado potencial para a promoção do desenvolvimento e para a produção, gestão e conservação de trutas, com vista ao posterior repovoamento sustentável dos cursos de água da região.

Assim, após a aprovação da candidatura e os procedimentos administrativos inerentes, estão em execução os trabalhos e estudos científicos que sustentam o projeto, a cargo da Universidade de Évora e do MARE-Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, cujos investigadores especializados têm desenvolvido, entre outros, os trabalhos de monitorização do estado atual das populações de truta-de-rio e do respetivo habitat, ao longo da ribeira de Alge.  Mais especificamente, o trabalho técnico-científico, realizado até ao momento, tem-se baseado na realização de amostragens de trutas, com recurso a pesca elétrica, em 15 estações situadas entre a povoação de Alge, a confluência da ribeira com a albufeira de Castelo de Bode, na avaliação do habitat e de eventuais condicionantes à sobrevivência das trutas nesta área. Ao mesmo tempo, pretende-se avaliar o comportamento destes animais na ribeira de Alge, através da marcação de trutas com radiotransmissores que permitem a sua localização ao longo na ribeira.


Após a aprovação do projeto de reabilitação do Posto Aquícola de Campelo pelas entidades competentes, realização do Procedimento de Contratação e cumprimento de demais procedimentos administrativos, os trabalhos iniciaram-se no mês de outubro, tendo um prazo de execução de 300 dias. Prevê-se uma intervenção de fundo nas infraestruturas do Posto Aquícola de Campelo e a instalação de equipamento específico, com vista à sua adaptação e modernização para a criação de trutas assilvestradas.

O Posto Aquícola de Campelo será também um espaço de visitação para estudantes, visitantes, turistas e comunidade científica em geral uma vez que terá uma componente pedagógica e de divulgação ambiental.

A operação foi aprovada pelo MAR2020 no âmbito do Anúncio de Abertura n.º 15/2017 - Apoio ao Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura nos Domínios da Inovação e dos Investimentos Produtivos – (Portaria 50/2016 de 23 de março) com um investimento total de 1.081.747,73 euros e de um apoio financeiro de 811.310,81 euros (75%).

João Almeida mantém liderança da Volta a Itália. Démare vence quarta etapa

Português tem dois segundos de bonificação sobre Caicedo e 39 sobre o espanhol Bilbao.

O ciclista português João Almeida (Deceuninck-QuickStep) manteve hoje a liderança da Volta a Itália, após a quarta etapa, ganha ao 'sprint' pelo francês Arnaud Démare (Groupama-FDJ).

Démare foi o mais rápido no final dos 140 quilómetros entre Catânia e Villafranco Tirrena, vencendo em 3:22.13 horas, com o mesmo tempo do eslovaco Peter Sagan (Bora-hansgrohe) e do italiano Davide Ballerini (Deceuninck-QuickStep).

Graças às bonificações na meta volante, João Almeida passou a ter dois segundos de avanço sobre o equatoriano Johnatan Caicedo (Education First) e 39 sobre o espanhol Pello Bilbao (Bahrain-Merida).

Na quarta-feira corre-se a terceira etapa, entre Mileto e Camigliatello Silano, numa tirada de 225 quilómetros, com uma contagem de montanha de primeira categoria, a 11 quilómetros da meta.

Lusa / TSF

Imagem: © Luca Bettini/AFP

Milhares de pessoas com problemas mentais vivem literalmente acorrentadas em todo o mundo

Milhares de pessoas com problemas de saúde mental vivem acorrentadas em muitos países de todo o mundo, um problema conhecido pelas autoridades, mas contra o qual não há medidas internacionais, denunciou hoje a Human Rights Watch.

Num relatório hoje divulgado, a organização humanitária alerta para a existência de 60 países da Ásia, África, Europa, Médio Oriente e Américas onde é prática frequente acorrentar homens, mulheres e até crianças, algumas com menos de 10 anos, em espaços confinados, durante semanas, meses ou mesmo anos.

“Embora vários países estejam a prestar mais atenção à questão da saúde mental, a prática do acorrentamento continua fora do ‘radar’. Não há dados ou esforços internacionais ou regionais para erradicar o acorrentamento”, critica a Human Rights Watch (HRW).

Por isso, adianta a organização, a HRW está a preparar, em conjunto com especialistas de saúde mental com experiência nesta questão e com organizações de direitos humanos de todo o mundo, o lançamento de uma campanha global (a #BreakTheChains) por ocasião do Dia Mundial da Saúde Mental, que se assinala a 10 de outubro.

“O objetivo é acabar com o acorrentamento de pessoas com problemas de saúde mental”, explica, em comunicado.

“Acorrentar pessoas com problemas de saúde mental é uma prática brutal generalizada que é um segredo de polichinelo em muitas comunidades”, afirma a investigadora de direitos das pessoas com deficiência da Human Rights Watch e autora do relatório, Kriti Sharma.

As pessoas podem passar anos acorrentadas a uma árvore, trancadas numa gaiola ou num barracão para ovelhas, porque as famílias lutam para sobreviver e os governos não fornecem serviços de saúde mental adequados”, refere, acrescentando que muitas famílias têm medo de ser estigmatizadas.

“Muitos são forçados a comer, dormir, urinar e defecar numa área minúscula. Em instituições públicas ou privadas ou em centros de cura tradicionais ou religiosos, são frequentemente forçados a jejuar, tomar medicamentos ou misturas à base de ervas e enfrentam violência física e sexual”, alerta o relatório.

A HRW aponta casos no Afeganistão, Burkina Faso, Camboja, China, Gana, Indonésia, Quénia, Libéria, México, Moçambique, Nigéria, Serra Leoa, Palestina, no autoproclamado Estado independente da Somalilândia, no Sudão do Sul e no Iémen.

Entre as 350 entrevistas feitas em 110 países para a realização do relatório, os investigadores encontraram exemplos de pessoas com deficiência mental e acorrentadas por isso em todas as faixas etárias, etnias, religiões, estratos socioeconómicos e áreas urbanas e rurais.

“Não é assim que um ser humano deve viver. Um ser humano deve ser livre”, disse à investigadora da HRW um homem do Quénia que atualmente vive acorrentado.

“O acorrentamento é tipicamente praticado por famílias que acreditam que as condições de saúde mental são resultado de espíritos malignos ou de pecado. Muitas vezes, consultam primeiro curandeiros e só vão aos serviços de saúde mental como último recurso”, explicou Sharma.

“Estou acorrentado há cinco anos. A corrente é tão pesada. Isto não está certo, deixa-me triste. Estou numa pequena sala com sete outros homens. Não tenho permissão para usar roupas, só roupas íntimas. Como uma mistela de manhã e, se tiver sorte, tenho pão à noite, mas nem sempre”, descreveu Paul, um homem com um problema de saúde mental que vive em Kisumu, no Quénia, e é citado no relatório.

Sem acesso adequado a saneamento, sabonete ou mesmo cuidados básicos de saúde, as pessoas acorrentadas correm maior risco de contrair covid-19, avisa a HRW.

“E em países onde a pandemia da covid-19 interrompeu o acesso aos serviços de saúde mental, as pessoas correm maior risco de serem acorrentadas”, acrescenta a organização.

Uma mulher moçambicana relata a sua experiência dizendo que foi levada para um centro de cura tradicional onde lhe cortaram os pulsos para introduzir medicação e depois foi levada para um centro onde um feiticeiro a obrigou a tomar banho com sangue de galinha.

“As pessoas da vizinhança dizem que estou maluca (ou n’lhanyi)”, refere Fiera, de 42 anos e residente em Maputo.

“Na ausência de suporte de saúde mental adequado e por falta de conhecimento, muitas famílias sentem que não têm outra opção a não ser acorrentar os seus parentes. Muitas vezes ficam preocupadas com a possibilidade de a pessoa fugir ou de se magoar, a si ou a outras pessoas”, relata a investigadora da HRW.

Sharma sublinha que a prática “afeta a saúde mental e física”, podendo causar “stress pós-traumático, desnutrição, infeções, lesões nervosas, atrofia muscular e problemas cardiovasculares”, além de negar a dignidade que é devida a todos os humanos.

“É horrível que centenas de milhares de pessoas em todo o mundo vivam acorrentadas, isoladas, abusadas e sozinhas”, disse a investigadora, sublinhando que “os governos têm de parar de varrer este problema para debaixo do tapete e agir de verdade e de imediato”.

“Os governos têm de agir urgentemente no sentido de proibir os acorrentamentos, reduzir o estigma e desenvolver serviços de saúde mental comunitários de qualidade, acessíveis e baratos”, exige a HRW.

As autoridades, apelou a organização, “devem ordenar imediatamente inspeções e fazer um monitoramento regular de instituições públicas e privadas para tomar as medidas adequadas contra instalações abusivas”.

Em todo o mundo, uma em cada 10 pessoas (cerca de 792 milhões) tem problemas de saúde mental, mas os governos gastam menos de 2% de seus orçamentos para saúde com a saúde mental, conclui o relatório.

Lusa

Imagem: Zhang Yanrong, mulher amarrada à uma árvore há mais de duas décadas, por ter problemas mentais.

Donald Trump deixou hospital militar Walter Reed

O Presidente norte-americano, Donald Trump, deixou, na última noite, o hospital militar Walter Reed, onde esteve internado desde sexta-feira por ter testado positivo à Covid-19, cerca das 18h40 locais (23h40 horas de Lisboa).

Usando máscara, Donald Trump percorreu a pé a curta distância entre a porta do hospital e o carro oficial que o levaria ao helicóptero Marine One e depois à Casa Branca.

Levantando várias vezes o punho cerrado e o polegar em sinal de força, o chefe de Estado ignorou as perguntas dos jornalistas, que o questionaram sobre o número de pessoas atualmente infetadas na Casa Branca e sobre se se considerava um supertransmissor de Covid-19.

O Marine One aterrou na Casa Branca pouco antes das 19 horas de segunda-feira (24 horas de Lisboa).

À chegada, Donald Trump indicou que se sentia "muito bem" por estar de regresso à Casa Branca, tendo depois, subido para a varanda do Pórtico Sul, onde tirou a máscara, que enfiou no bolso, e levantou ambos os polegares em sinal de que estava bem.

Ainda que, segundo o seu médico, permaneça contagioso, indicou, momentos antes de sair do hospital, que não será impedido de fazer campanha durante muito tempo, escrevendo numa publicação na rede social Twitter: "Voltarei em breve à campanha". Antes tinha-se já antecipado à conferência de imprensa da equipa médica e anunciado a sua saída do hospital.

"Sinto-me muito bem! Não tenham medo da Covid-19. Não deixem que ele domine as vossas vidas. ... Sinto-me melhor do que há 20 anos", escreveu.

Na conferência de imprensa, o médico da Casa Branca disse que o atual estado clínico e as avaliações feitas ao Presidente norte-americano permitiam que tivesse alta hospitalar e regressasse a casa.

"Embora [o Presidente] possa ainda não estar totalmente fora de perigo, a equipa e eu concordamos que todas as suas avaliações, e o mais importante, o seu estado clínico permitem o seu regresso a casa, onde estará rodeado de cuidados médicos de classe mundial 24 horas por dia, sete dias por semana", declarou.

Na sexta-feira de madrugada, Trump anunciou na sua página pessoal no Twitter que, tal como a primeira-dama, Melânia, tinha testado positivo ao novo coronavírus e que iria ficar em quarentena.

Horas depois, foi internado por medida de precaução no Hospital Militar Walter Reed.

O Presidente norte-americano tem 74 anos e é clinicamente obeso, o que o coloca em maior risco de complicações graves por causa do novo coronavírus que infetou, até à data, mais de 7 milhões pessoas e matou mais de 200 mil nos Estados Unidos.

Fonte e Imagem: Lusa

Costa rejeita relação entre não recondução no TdC e lei da contratação pública

O primeiro-ministro rejeitou hoje qualquer relação entre a não recondução pelo Governo do presidente do Tribunal de Contas (TdC), Vítor Caldeira, e as críticas deste tribunal à proposta do executivo para a revisão da contratação pública.

António Costa falava aos jornalistas após ter participado na sessão evocativa do centenário do nascimento de Amália Rodrigues, no Panteão Nacional, em Lisboa, depois de confrontado com o facto de o TdC ter criticado vários aspetos da proposta do Governo que se encontra em discussão na Assembleia da República, sabendo-se, também, por outro lado, que o executivo não irá reconduzir o presidente deste tribunal.

"Essa suspeita não faz o menor sentido. Há quatro anos que o atual presidente do TdC sabia qual era o dia do termo do seu mandato, em 30 de setembro de 2020. Não houve qualquer alteração", reagiu.

Perante os jornalistas, António Costa também alegou que ninguém sabia se havia parecer sobre a proposta de alteração da lei de contratação pública e que só o conheceu depois, "quando foi noticiado na comunicação social".

"Isso também não faz sentido, porque o parecer não é do presidente do TdC, mas sim do Tribunal de Contas", apontou.

Neste contexto, o primeiro-ministro fez questão de salientar a "legitimidade" do parecer do Tribunal de Contas em relação ao diploma do seu executivo, defendendo que no processo legislativo "é importante considerar outros pontos de vista e outras visões".

Em matéria de contratação pública, o Governo poderia ter legislado por si próprio, não precisava de ter apresentado qualquer proposta à Assembleia da República, mas apresentou essa proposta no parlamento porque, precisamente, estamos perante aqueles regimes - como explicou o Presidente da República na segunda-feira - que são muito sensíveis, onde é necessário conciliar a máxima transparência com o mínimo de burocracia. Portanto, é fundamental que exista um consenso político alargado", justificou.

De acordo com António Costa, se o Governo tivesse legislado sozinho, já havia nova legislação em vigor, "mas tal poderia não corresponder ao sentimento maioritário da Assembleia da República".

"Portugal precisa de um regime que dê segurança jurídica a todos na prevenção da corrupção e do mau uso dos dinheiros públicos, mas que também assegure a todos a eficiência necessária. Ninguém quer desperdiçar a oportunidade de se utilizar bem os recursos públicos, cumprindo e lei e os prazos. É esse equilíbrio que tem de existir sem qualquer tipo de drama", acentuou.

Ainda sobre a não recondução do presidente do Tribunal de Contas, o primeiro-ministro observou que o TdC "é composto por um conjunto vasto de conselheiros e não apenas pelo seu presidente".

"O atual presidente do TdC iniciou o seu mandato nomeado pelo atual chefe de Estado, sob proposta do atual Governo, cumpriu integralmente o seu mandato, que foi concluído no passado dia 30", referiu o primeiro-ministro.

Neste ponto, o líder do executivo defendeu então a tese de que o princípio da não renovação de mandatos, tal como foi fixado com o atual chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, destina-se a reforçar o princípio da independência no exercício deste tipo de funções.

"Como o senhor Presidente da República [Marcelo Rebelo de Sousa] teve a ocasião de explicitar aquando da cessação de funções da senhora conselheira Joana Marques Vidal [como PGR], é entendimento do Governo e do chefe de Estado que neste tipo de funções não deve haver lugar a renovação, além do mais para garantia da própria independência da função. Para que cada um a exerça sem ter de estar a pensar se, no final desse mandato, o Governo vai ou não propor e se o Presidente da República vai ou não renomear", argumentou.

António Costa disse depois que já teve a oportunidade de falar com o conselheiro Vítor Caldeira "e agradecer-lhe a forma como exerceu o seu mandato, expressando consideração e admiração".

"Seguramente, o TdC prosseguirá a sua missão com a composição estável que tem dos seus conselheiros. Neste momento, nos termos da lei, o vice-presidente assume a presidência do TdC, e oportunamente o Governo apresentará ao Presidente da República a proposta de personalidade que consideramos adequada para exercer a função de presidente do TdC", completou.

Lusa