terça-feira, 9 de maio de 2017

BAPTISTA-BASTOS FALECEU... MAS CONTINUA CONNOSCO



E então, mestre? Foi hoje? Experimentámos coisas, pá. E agora isto, que se espera mas nunca se adivinha. Foste um colosso de jornalista e um escritor de primeira água. Atrevido. Rabujas. Brigão em tempos idos. Uma pessoa como não há muitas. Do melhor. Vivenciámos a última experiência no Ponto, e foi o que foi. Foi bom mas curto. Antes foi tudo aquilo n' O Século. Depois RTP. Ah! O "Faz de Conta", do Solnado - que já lá está. Encontrávamo-nos por ciclos, por vezes muito longos. Ultimamente não. Comíamos e bebíamos. Vivíamos. Será bom que nos voltemos a encontrar. Não deve faltar muito. Espera-se mas não se adivinha quando. Obrigado BB, pelas lições. Era impossível não deixar aqui qualquer coisa, em vez de lágrimas. Continuas connosco, mestre. As pisadas e a obra são eternas.

MM | PG

Morreu o escritor Armando Baptista-Bastos

O também jornalista tinha 83 anos.

A notícia foi dada pelo filho do próprio, através das redes sociais: "O meu Pai, Armando Baptista-Bastos, faleceu. Tinha 84 anos. Teve uma vida extraordinária, de que muito me orgulho. Amo-te muito Pai. Que Deus o acolha no seu Reino", lê-se no perfil de Pedro Baptista-Bastos.

O autor tinha 83 anos e fez carreira em redações como a d’O Século, Seara Nova, Jornal de Notícias, Expresso ou Jornal de Negócios.

Baptista-Bastos publicou mais de uma dezena de títulos de ficção, entre os quais 'O Secreto Adeus' (1963), 'Cão Velho entre Flores' (1974), 'O Cavalo a Tinta da China' (1995), 'A Colina de Cristal' (2000) e 'No Interior da Tua Ausência' (2002).

João Oliveira | Notícias ao Minuto

A última entrevista de Baptista-Bastos ao Negócios

Baptista-Bastos era “um Isauro-dependente” – numa referência à sua mulher, como se auto-intitulou numa entrevista ao Negócios, em 2014.

Não se arrependia de ter sido "brigão" e "respingão", mesmo que isso tenha tido um preço elevado. A sua relação com o dinheiro era despegada, admitindo que não ter noção do seu valor.

Baptista-Bastos era um homem "com uma vivência desgraçada, apesar de tudo. Mas ainda bem", disse o escritor na última entrevista ao Jornal de Negócios, publicada a 14 de Fevereiro de 2014.

Leia a entrevista na íntegra.
Releia também os artigos escritos por Baptista-Bastos no Negócios ao longo dos últimos anos.

Jornal de Negócios

 SOBRE BAPTISTA-BASTOS, no Negócios

Considerado um dos maiores prosadores portugueses contemporâneos, Baptista-Bastos (Armando Baptista-Bastos) nasceu em Lisboa, no Bairro da Ajuda (que tem centralizado em vários romances e numerosas crónicas), em 27 de Fevereiro de 1934. Frequentou a escola de Artes Decorativas António Arroyo e o Liceu Francês.

Começou o seu percurso profissional em «O Século», matutino em representação do qual viajou por numerosos países. N’«O Século Ilustrado», de que foi subchefe de Redacção com, apenas, 19 anos, assinou uma coluna de crítica cinematográfica, «Comentário de Cinema», que se tornou famosa pelo registo extremamente polémico. Em Abril de 1960 é despedido de «O Século» por motivos políticos (esteve envolvido na Revolta da Sé, 1959, na decorrência da candidatura Delgado, de que foi activista), e, devido às circunstâncias, trabalhou na RTP numa semi-clandestinidade e com um nome suposto: Manuel Trindade. Com esse pseudónimo redigiu noticiários, e assinou textos de documentários para Fernando Lopes [«Cidade das Sete Colinas», «Os Namorados de Lisboa», «Este Século em que Vivemos»], e para Baptista Rosa, «O Forcado», com imagem de Augusto Cabrita, e música de Miles Davies, «Scketchs of Spain.» Seis meses decorridos foi despedido da RTP, porque o então secretário nacional da Informação, César Moreira Baptista, mais tarde ministro do Interior no governo de Marcelo Caetano, deu instruções nesse sentido, dizendo, num ofício: «Esse senhor é um contumaz adversário do regime.» 

Em épocas distintas Baptista-Bastos pertenceu, também, aos quadros redactoriais de «República», «Europeu», «O Diário»; e aos das revistas «Cartaz», «Almanaque», «Seara Nova», «Gazeta Musical e de Todas as Artes», «Época» e «Sábado». Foi, igualmente, redactor em Lisboa da Agence France Press.

Porém, é no vespertino «Diário Popular», onde trabalhou durante vinte e três anos (1965-1988), e no qual desempenhou importantes funções, que marca, «com um estilo inconfundível» [Adelino Gomes] o jornalismo da época. Naquele diário publicou «algumas das mais originais e fascinantes reportagens, entrevistas e crónicas da Imprensa portuguesa da segunda metade do século» [Afonso Praça]. «Um dos maiores jornalistas portugueses de sempre» [David Lopes Ramos, in «Público]. Tanto no jornalismo como na literatura situa-se na primeira linha da narrativa portuguesa contemporânea.

Colaborou, ou ainda colabora, como cronista [«um dos grandes escritores da cidade de Lisboa», Eduardo Prado Coelho, in «O Cálculo das Sombras»], em «Jornal de Notícias», “A Bola”, «Tempo Livre»; e, também, no «JL – Jornal de Letras artes e Ideias», no «Expresso», no «Jornal do Fundão» e no «Correio do Minho». Foi fundador do semanário «O Ponto», no qual, entre outros grandes textos e reportagens, realizou uma série de oitenta entrevistas que assinalaram uma renovação naquele género jornalístico e marcaram a época. Escreveu e leu crónicas para Antena Um e Rádio Comercial. Foi o primeiro dos comentadores de «Crónicas de Escárnio e Maldizer», famosa e popular rubrica da TSF – Rádio Jornal. Colunista do «Público» e do «Diário Económico».
Foi docente na Universidade Independente, onde leccionou a disciplina de Língua e Cultura Portuguesas. 

Realizou uma série de entrevistas para as revistas «TV Mais» e TV Filmes». Presença frequente em debates nas televisões apresentou, no Canal SIC, de Novembro de 1996 e Janeiro de 1998, e a convite de Emídio Rangel, um programa, «Conversas Secretas», com assinalável êxito. De Janeiro a Agosto de 2001 fez, para a SIC-Notícias, um programa de entrevistas, «Cara-a-Cara.»

Percorreu, profissionalmente, todo o Portugal Continental e Insular, e viajou e escreveu sobre Espanha, Canárias, França, Itália, Bélgica, Irlanda, Brasil, Uruguai, Argentina, Suíça, Luxemburgo, Grécia, Áustria, Turquia, República Democrática Alemã, República Federal da Alemanha, Checoslováquia, URSS, Marrocos, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Nigéria, Angola, Moçambique, Cabo Verde, etc.

Um dos seus livros de textos jornalísticos, «As Palavras dos Outros», é considerado «um clássico» e «uma referência obrigatória na profissão» [Adelino Gomes e Fernando Dacosta], sendo recomendado como «leitura indispensável» no I Curso de Jornalismo organizado pelo sindicato da classe.

Todos os livros de Baptista-Bastos (romances, crónicas, entrevistas, reportagens, ensaio cinematográfico) estão antologiados em volumes de ensino de Português, e seleccionados por temas em obras representativas das modernas correntes literárias. Está traduzido em checo, búlgaro, russo, alemão, castelhano e francês. Os romances «Cão Velho entre Flores» e «Viagem de um Pai e de um Filho pelas ruas da Amargura» são geralmente considerados obras-primas. O primeiro foi indicado como leitura obrigatória no Curso de Literatura Portuguesa Contemporânea da Sorbonne, sendo professor o Dr. Duarte Faria, e catedrático o Prof. Dr. Paul Teyssier. Este romance foi, também, lido na Rádio Comercial, em 1979, numa produção de Fernando Correia.

Os livros de Baptista-Bastos têm servido de estudos e para teses de licenciatura em universidades portuguesas e estrangeiras.

Em Abril de 1999, a Direcção do matutino «Público» convidou-o a realizar uma série de dezasseis entrevistas, subordinadas ao tema: «Onde é que Você Estava no 25 de Abril?», que desencadeou grandes polémicas e constituiu um assinalável êxito jornalístico. Doze dessas entrevistas (com Álvaro Guerra, Carlos Brito, D. Januário Torgal Ferreira, Emídio Rangel, Fernando de Velasco, Hermínio da Palma Inácio, João Coito, Joshua Ruah, general Kaúlza de Arriaga, Manuel de Mello, padre Mário de Oliveira e Pedro Feytor Pinto) foram inseridas num CD-Rome (que teve uma tiragem de 55 mil exemplares), juntamente com a edição de 25 de Abril de 1999 daquele jornal.

Pela mesma ocasião, a Direcção do «Diário de Notícias» também convidou Baptista-Bastos a escrever o enquadramento do capítulo «O Efémero», da edição especial «O MILÉNIO», iniciativa daquele matutino.

BAPTISTA-BASTOS RECEBEU OS SEGUINTES PRÉMIOS:

### Prémio Feira do Livro de 1966
### Prémio Artur Portela (Casa da Imprensa) de 1978
### Prémio Nacional de Reportagem / Prémio Gazeta de 1985, atribuído pelo
Clube de Jornalistas
### Prémio Urbano Carrasco de 1986
### Prémio Casa da Imprensa: Prémio Prestígio
– Orgulho de uma Profissão, de 1986
### Prémio O Melhor Jornalista do Ano (1980 e 1983)
### Prémio Porto de Lisboa de 1988
### Prémio Pen Clube de 1987 - «A Colina de Cristal»
### Prémio Cidade de Lisboa de 1987 - «A Colina de Cristal»
### Prémio da Crítica 2002 (Atribuído, em 2003, ao romance
«No Interior da Tua Ausência», e como consagração
de uma obra literária)
### Grande Prémio da Crónica da APE (Associação Portuguesa de
Escritores), atribuído, em 2003, ao livro «Lisboa Contada pelos Dedos»,
publicado em 2001
### Prémio Gazeta de Mérito, atribuído, por unanimidade, pelo Clube de
Jornalistas, em 2004.
### Prémio de Crónica João Carreira Bom/Sociedade de Língua Portuguesa,
atribuído por unanimidade, em 2006.
### Prémio Alberto Pimentel do Clube Literário do Porto, pelo conjunto da
obra, em 2006

Por ocasião dos cinquenta anos do seu percurso de jornalista, e em comemoração da edição do seu primeiro romance, o Primeiro Acto promoveu, em 13 de Setembro de 2005, no Fórum Lourdes Norberto, uma sessão de homenagem, muito concorrida. Falaram Adelino Gomes e Paulo Sucena, respectivamente sobre a actividade jornalística e literária de BB. Carlos do Carmo associou-se à homenagem, cantando os fados preferidos de BB.

DO AUTOR:

Ensaio:
O Cinema na Polémica do Tempo / 1959
O Filme e o Realismo / 1962 / Duas edições

Ficção:
O Secreto Adeus / 1963 / Seis edições
O Passo da Serpente / 1965 / Duas edições
Cão Velho entre Flores / 1974 / Oito edições
Viagem de um pai e de um Filho pelas Ruas da Amargura / 1981 / Cinco edições
Elegia para um Caixão Vazio / 1984 / Quatro edições
A Colina de Cristal / 1987 / Quatro edições [Prémio Pen Clube e Prémio Cidade de Lisboa]
Um Homem Parado no Inverno / 1991 / Quatro edições
O Cavalo a Tinta-da-China / 1995 / Quatro edições
No Interior da Tua Ausência / 2002 /Quatro edições [Prémio da Crítica, da Associação Internacional de Críticos Literários]
As Bicicletas em Setembro / 2007
A Bolsa da Avó Palhaça (conto, com ilustrações de Mónica Cid) / 2007

Jornalismo:
As Palavras dos Outros / 1969 / Quatro edições
Cidade Diária / 1972
Capitão de Médio Curso / 1979
O Homem em Ponto / 1984
O Nome das Ruas / 1993 (Em colaboração com António Borges Coelho) José Saramago: Aproximação a um Retrato / 1996
Fado Falado / 1999
Lisboa Contada pelos Dedos (Edição do Montepio Geral) / 2001 / Duas edições

Disco:
O Sinal do Tempo / 1973 / Crónicas ditas pelo Autor, com música especial de António Victorino d’Almeida (Edições Zip)

Entre 2000 e 2002 as Edições ASA publicaram os nove volumes de ficção do autor, sob o título geral de Biblioteca Baptista-Bastos. Em 2007 foi lançado As Bicicletas em Setembro.

[Baptista-Bastos é, também, o autor do texto e da entrevista do filme «Belarmino», realização de Fernando Lopes, geralmente considerado como um dos clássicos do Cinema Novo português. Para este realizador escreveu, também, além dos textos acima mencionados, «As Palavras e os Fios», um filme de publicidade que se encontra depositado na Cinemateca. Para os realizadores Rogério Ceitil e Fernando Matos Silva escreveu, respectivamente, os textos de fundo dos documentários «Ribatejo» e «Alentejo», destinados á RTP].

ALGUMAS OPINIÕES SOBRE O AUTOR:

MANUEL DA FONSECA - «Um grande escritor português do nosso tempo.»

MANUEL FERREIRA - «Um dos nossos maiores prosadores vivos.»

MÁRIO DIONÍSIO - «Um escritor de primeira água.»

ANTÓNIO RAMOS ROSA - «Um grande escritor e um grande jornalista. O que é raro.»

MARIA LÚCIA LEPECKI - «É obrigatório ler este livro.» [A propósito do romance «Elegia para um caixão vazio»].

ÓSCAR LOPES - «Com este romance, Baptista-Bastos produziu o livro dos livros novelísticos da sua geração, senão de toda a literatura portuguesa de aquém 1950.» [A propósito de «Viagem de um Pai e de um Filho pelas Ruas da Amargura»].

JORGE DE SENA - «Um dos grandes narradores portugueses do nosso tempo, no que a palavra narrador contém de reinvenção reflexiva e demiúrgica de uma língua (...) Os seus livros distinguem-se, como poucos, dessa massa parda de pretensiosismo medíocre, e certa economia retórica é o que mais me interessa neles. Também neles me interessa uma crueldade seca e irónica.»

JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS - «Um grande e singularíssimo escritor.»

MÁRIO-HENRIQUE LEIRIA - «Os teus livros são um trajecto fascinatório.»

URBANO TAVARES RODRIGUES - «Um livro excepcional. Obra das mais fortes e belas da literatura portuguesa deste século. Uma prosa enxuta, cada vez mais depurada, mais rítmica e mais rica em analogias. Um edifício verbal solidamente construído.» [A propósito de «Cão Velho entre Flores].

«Uma obra-prima. Um livro sublime.» [A propósito de «Viagem de um Pai e de um Filho pelas Ruas da Amargura»].

CARLOS DE OLIVEIRA - «Os livros desertos não interessam a este “bebedor” de quotidiano. Um estilo original: deflagrar de flashes, remíntones, telexes; e a expressão popular, a palavra fora de uso, a moderna argúcia literária. Quer dizer: uma escrita veloz e densa, ao mesmo tempo.»

LUIZ PACHECO - «Jornalismo feito literatura. Isto é, ascendendo ao plano da literatura: na contenção irónica, na capacidade de denúncia e intervenção, obrigando-nos à exploração psicológica dos tipos, no humor dos circunlóquios, principalmente no poder de síntese. Leiam o livro todo. São trabalhos jornalísticos exemplares. Há talento, há verve, há ousadia, há um homem, há um escritor.» [A propósito de «As Palavras dos Outros»].

BIBLIOGRAFIA:

História da Literatura Portuguesa / António José Saraiva e Óscar Lopes
Porto Editora / Porto

Por uma Literatura de Combate / José Manuel Mendes
Bertrand Editora / Lisboa 1975

Discursos do Texto / Maria Alzira Seixo
Bertrand Editora / Lisboa 1977

Alguns dos Instantes / José Manuel Mendes
Centelha Editora / Coimbra 1978

Sombras e Transparências da Literatura / Manuel Frias Martins
Imprensa Nacional-Casa da Moeda / Lisboa 1983

Novas Coordenadas do Romance Português / Roxana Eminescu
Instituto de Cultura e Língua Portuguesa / Lisboa 1983

A Novelística Portuguesa Contemporânea / Álvaro Manuel Machado
Instituto de Cultura e Língua Portuguesa / Lisboa 1984

Sobreimpressões / Maria Lúcia Lepecki
Editorial Caminho / Lisboa 1988

A Narrativa Portuguesa / Maria Lúcia Lepecki
Universidade Federal do Rio de Janeiro / Rio de Janeiro 1988

Cifras do Tempo / Óscar Lopes
Editorial Caminho / Lisboa 1990

Poscrítica: Poliedro Português / Fábio Lucas
Editorial Pontes (São Paulo – Brasil) / 1991

Letras & Letras / Jornal Bimensal de Literatura, N.º 98 / 7 de Julho
Dossier Especial sobre Baptista-Bastos
Textos de Alberto Augusto Miranda,
Armindo Magalhães, Diniz Machado,
Joaquim Matos, José Manuel Mendes,
Mário Cláudio, Óscar Lopes,
Pierrette e Gerard Chalendar,
Urbano Tavares Rodrigues
Porto / 1993

Grande Dicionário Enciclopédico
Ediclube / Lisboa 1994

A Síntese de uma Trilha através dos Significantes de uma Densa Viagem pelas ruas da Amargura / Marcelo Marques Dias
Universidade Federal de Minas Gerais / Departamento de Línguas Vernáculas / Belo Horizonte 1994

Conversas com Letras / José Jorge Letria
Editorial Escritor / Lisboa 1995

Enciclopédia das Literaturas Portuguesas
Verbo – Biblos / Lisboa 1995

Dicionário de Literatura Portuguesa / Álvaro Manuel Machado
Editorial Presença / Lisboa 1996

O Cálculo das Sombras / Eduardo Prado Coelho
Asa Editora / Porto 1997

Nova Enciclopédia Larousse
Círculo de Leitores / Lisboa 1998

As Razões do Imaginário (Para não Dizer que não Falei dos Cravos – 1960/1990 – O Contexto Histórico-Cultural Português) / Maria de Lourdes Netto Simões
Fundação Casa de Jorge Amado /EDITUS/ Salvador, Brasil / 1998

O Romance Histórico em Portugal / Maria de Fátima Marinho
Campo das Letras / Porto 1999

Ficção Portuguesa Pós-Abril / Ramiro Teixeira
Editorial Escritor / Lisboa 2000

Verso e Prosa de Novecentos / Ernesto Rodrigues
Instituto Piaget / Lisboa 2000

A Paisagem Interior (Volume I) – Crítica e Estética Literárias /
José Fernando Tavares/
Instituto Piaget / Lisboa 2000

O Texto sobre o Texto – Uma Visão sobre Literatura Portuguesa Contemporânea/
Urbano Tavares Rodrigues/
Temas Portugueses / Imprensa Nacional – Casa da Moeda/
Lisboa 2001
História da Literatura Portuguesa – As Correntes Contemporâneas
Volume 7 / Direcção: Óscar Lopes e Maria de Fátima Marinho
Edições Alfa / Lisboa 2002

Viagem de um Autor e de um Livro pelas Páginas de um Diário: Sobre um Diário
de Baptista-Bastos
Patrícia Machado - Universidade Nova de Lisboa.
Actas da Secção 8 do IV Congresso da Associação Alemã de Lusitanistas 

Texto publicado no número 98, de 7 de Julho de 1993, de “Letras & Letras” (Porto), e posteriormente (2007) actualizado.

Portugal | FRACO COM OS RICOS, DURO COM OS POBRES


Parto de um caso concreto tentando sintetizar uma história com vários actos em poucas penadas.

Tiago Mota Saraiva | jornal i | opinião

Um trabalhador no desemprego decide recorrer a um dos “apoios do Estado” ao “empreendedorismo” antecipando o recebimento das prestações de subsídio para construir o seu negócio. Depois de passar por um périplo de meses de formações e condicionamentos, idas e vindas ao centro de emprego e decisões de quem pouco mais sabe do que exercer o seu poder sobre outrem, chega o contrato e o dinheiro – faz-me confusão tratar o adiantamento de um subsídio do desemprego para o qual o trabalhador já contribuiu durante anos de salário como apoio.

Nesta contratação, o Estado procura garantir que o posto de trabalho se mantenha e que a empresa não seja apenas um fogacho – o que me parece muito bem – mas, num pequeno artigo entre vários de legislação cruzada, retira ao trabalhador o direito de poder ter, cumulativamente, outro contrato de trabalho.

Neste caso concreto, quando se deu o cruzamento de dados através da duplicação de pagamentos da segurança social, não demorou um mês a chegar o despacho do centro de emprego (que não alertou o trabalhador para a nuance) exigindo a devolução do valor integral do financiamento – inclusivamente dos anos em que esteve apenas com o primeiro contrato. Passamos à segunda fase: justificação, contestação e recursos a que, alegadamente, o trabalhador tem direito. As primeiras respostas começam por repetir diplomas legais sem, de facto, atender aos argumentos e responder às perguntas.

Quanto mais alto se sobe na cadeia hierárquica do recurso, mais genérico, até atingir o nível do director que não está para responder. Acabou a história? Não. O director que não dá resposta manda o processo para execução fiscal de dívida na certeza que poucos serão os trabalhadores com capacidade financeira para o chamar a tribunal e que não temem perder o processo e, consequentemente, pagar custas e juros. Mas infelizmente este não é caso único, nem se restringe à cadeia hierárquica da Segurança Social.

Descreve um país subterrâneo de práticas feudais enraizadas, em que o trabalhador desempregado perde direitos e uma parte da estrutura do Estado é treinada para tratá-lo como estando a cumprir uma pena. Mais, descreve um país em que, de facto, a maioria dos trabalhadores não tem todos os direitos de recurso reconhecidos na lei.

Portugal | ESCOLAS COBRAM ILEGALMENTE MATRÍCULAS E CADERNETAS ESCOLARES AOS ALUNOS


A cobrança de impressos em estabelecimentos de ensino público é uma prática ilegal, tendo em conta que a Constituição da República prevê o caráter "tendencialmente gratuito" da escolaridade obrigatória.

O Ministério da Educação confirma estar a investigar a cobrança ilegal de documentos impressos nas escolas, como folhas de matrículas e cadernetas de aluno, que segundo a lei deveriam ser gratuitos. A Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) abriu “um processo de averiguações” a uma escola no concelho do Seixal, mas há mais duas escolas referenciadas por práticas semelhantes em Alverca e no Restelo.

Segundo avança o jornal ‘Diário de Notícias’, a cobrança de impressos em estabelecimentos de ensino público é uma prática ilegal, tendo em conta que a Constituição da República prevê o caráter “tendencialmente gratuito” da escolaridade obrigatória. “Os boletins de matrícula nos estabelecimentos de ensino público são gratuitos”, reitera ao ‘DN’ fonte do Ministério da Educação.

Contactado pelo jornal, o agrupamento Agostinho Louro, no Seixal, justifica a cobrança indevida com a necessidade de angariar fundos “para visitas de estudo de alunos carenciados”. O montante já está, entretanto, a ser devolvido aos encarregados de educação.

Mas há mais dois casos idênticos a este, denunciados pelo blog ‘Assistente Técnico’: no Agrupamento de Escolas Pedro Jacques de Magalhães, em Alverca, onde a escola terá pedido um “donativo” de 2,5 euros pelas matrículas e na Escola Secundária do Restelo, onde os encarregados de educação têm de pagar uma quantia de cinco euros.

“Esses impressos de matrícula e essas cadernetas não têm de ser pagos pelos alunos se estiverem na escolaridade obrigatória. Só se pagam as segundas vias se se extraviar ou se o aluno estragar muito o documento”, explica Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).

Filinto Lima diz ainda que apesar de a lei estabelecer a gratuitidade dos documentos, alguns deles são cobrados às escolas. “Cada caderneta escolar, produzida pela Editorial do Ministério da Educação, tem um custo de 1,20 euros para as escolas. Num agrupamento com mais de dois mil euros já são mais de dois mil euros. E isso é dinheiro para uma escola”, explica, salientando que o Governo deveria “aumentar o orçamento que todos os anos atribui” às escolas.

Joana Almeida | Jornal Económico

Portugal | O REI, O BOBO E O PORTO


Mariana Mortágua | Jornal de Notícias | opinião

Já conhecemos a fórmula de Rui Moreira: a cidade espetáculo da "marca Porto.", a repetição de anúncios por concretizar, a guerra aos partidos. Assim se investiu vice-rei do Norte, ocupando o centrão nas impotentes barbas de PSD e PS.

Há quatro anos, Rui Moreira era o anti-Menezes: contra o político dinossauro e esbanjador, a aposta no independente antipartidos que bate o pé a Lisboa. Por conveniência, o PS submeteu-se à narrativa e, até ao fim de semana passado, ajudou a fazer de Moreira o produto final da decomposição política no Porto. Moreira é um caudilho que não hesita em devorar quem lhe abriu caminho, roubando-lhes o palco e os velhos métodos.

Hoje conhecemos melhor o presidente da Câmara do Porto. A política-espetáculo evita a mobilização democrática, para que nada faça sombra ao projeto pessoalizado e aventureiro. Politiquice primária e ausência de pensamento coletivo de um rumo para a cidade que não vem no postal, a que perde população, onde a pobreza persiste e é quase impossível arrendar casa.

Rui Moreira mandou no Porto, incluindo em Pizarro. Enquanto na Assembleia da República os dirigentes socialistas portuenses ajudavam a aprovar avanços importantes (como a lei das rendas apoiadas ou o imposto sobre património de luxo), na cidade calavam-se perante as críticas de Moreira a essas mesmas medidas. Isto para não falar do apoio, tão entusiasmado quanto acrítico, ao mandato do presidente. A subserviência foi inequívoca, de tal forma que o apoio do PS à candidatura de Rui Moreira foi decidido por unanimidade. Tal votação "não é comum com um candidato do PS, quanto mais neste cenário, o que reforça o caminho que os socialistas estão a fazer no Porto", dizia há seis meses o deputado e líder da Concelhia do PS, Tiago Barbosa Ribeiro.

Manuel Pizarro foi mestre e executante deste processo de anulação política do PS. Enfrentou tudo e todos defendendo a continuação do apoio a Moreira. Foi preciso António Costa obrigá-lo a avançar, mesmo se a consequência é o vazio da política: como pode quem, até sexta-feira, tanto elogiava o mandato de Rui Moreira apresentar-se no sábado como uma alternativa política? A candidatura de Manuel Pizarro à Câmara do Porto é uma impossibilidade programática. Quem durante quatro anos apoiou Rui Moreira, queimando as pontes à Esquerda, não pode ter um projeto credível.

Nesta história de cortesãos, cabe pouco Porto. Moreira e Pizarro esqueceram-se dele. Está fora das jogadas e do palácio, a ver a triste dança dos barões. E não tem de ser assim.

* Deputada do BE

Escolas portuguesas no estrangeiro abrangidas por tolerância de ponto

Esclarecimento foi dado pelo ministério da Educação
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O ministério da Educação disse esta terça-feira que as escolas públicas portuguesas no estrangeiro estão abrangidas pela tolerância de ponto de sexta-feira, a propósito da visita do papa Francisco a Fátima, à semelhança dos estabelecimentos em território nacional.
"Aos trabalhadores em funções públicas das escolas, enquanto administração direta do Estado, bem como das escolas portuguesas no estrangeiro, que tenham a mesma natureza de estabelecimentos públicos de educação e ensino, é aplicável a tolerância de ponto concedida pelo primeiro-ministro", esclareceu o ministério da Educação, em resposta a uma pergunta da Lusa sobre se as escolas portuguesas no estrangeiro estarão fechadas na sexta-feira.
Também o Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas tinha adiantado hoje à Lusa que as embaixadas e consulados portugueses vão encerrar no dia 12, exceto os serviços sujeitos a marcação.
"O princípio é que quem é da administração pública tem de ter os mesmos dias de férias e feriados", explicou a responsável, que indicou que os postos consulares e missões diplomáticas "são serviços descentralizados".
Assim, a maioria dos consulados e secções consulares deverão estar encerrados no dia 12, com exceção dos serviços que funcionam por marcação. É o caso do consulado de Londres, exemplificou a dirigente sindical.
Para estes casos, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas emitiu um despacho a estabelecer que os funcionários que trabalhem na sexta-feira gozem, mais tarde, de um dia de compensação, a combinar com o chefe de posto.
No despacho a decretar a tolerância de ponto, assinado pelo primeiro-ministro, António Costa, explica-se que abrange todos os trabalhadores que exercem funções públicas nos serviços da administração direta do Estado, sejam eles centrais ou desconcentrados, e nos institutos públicos.
Ficam de fora "os serviços e organismos que, por razões de interesse público, devam manter-se em funcionamento naquele período, em termos a definir pelo membro do Governo competente". Nestes casos, os serviços devem promover a equivalente dispensa do dever de assiduidade dos trabalhadores em dia posterior.
A concessão da tolerância de ponto é justificada com a importância que reveste a visita a Portugal do papa Francisco, a 12 e 13 de maio, o interesse dos portugueses em poderem estar presentes nas celebrações do Centenário das Aparições de Fátima e as contingências de segurança que revestem um acontecimento deste género, com impacto na mobilidade dos cidadãos.
A decisão é ainda justificada com a "tradição já existente", sedimentada na concessão de tolerância de ponto aquando das visitas a Portugal dos papas João Paulo II e Bento XVI.
Francisco será o quarto papa a visitar Fátima e vai presidir ao centenário dos acontecimentos na Cova da Iria.
Os anteriores papas que estiveram em Fátima foram Paulo VI (1967), João Paulo II (1982, 1991, 2000) e Bento XVI (2010).
No dia 13 de maio, o papa Francisco vai presidir à cerimónia de canonização dos beatos Francisco e Jacinta Marto, os mais jovens santos não-mártires. A cerimónia, a primeira realizada em Portugal, vai decorrer em língua portuguesa, no recinto do santuário de Fátima.
Fonte: Lusa
Foto: GONÇALO VILLAVERDE / GLOBAL IMAGENS

Colheita de Sangue Dia 10 de Maio entre as 15 horas e as 19:30 horas no Posto Fixo da ADASCA em Aveiro



Para o mês de Maio vão decorrer colheitas de sangue nos dias 10, e 17 e 31 entre as 15 horas e as 19:30 horas, dias 13 e 27 entre as 9 horas e as 13 horas, todas no Posto Fixo da ADASCA.

Os interessados em aderir à dádiva devem fazer-se acompanhar do Cartão de Cidadão para facilitar a inscrição ou do Cartão de Nacional de Dador de sangue.

Após tomar o almoço convém ter em conta o período de tempo para digestão, nunca inferior a 2:30 Horas. Na região de Aveiro só não adere à dádiva de sangue quem não pode ou não quer...

Solidários, seremos união. Separados seremos pontos de vista. Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos.” Bezerra de Menezes.

Joaquim Carlos

Presidente da Direcção da ADASCA


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Dádiva de sangue

1 - Aos dadores de sangue é concedida autorização para se ausentarem das suas actividades, a fim de dar sangue, por solicitação do Instituto Português do Sangue, dos centros regionais e dos serviços de transfusão de sangue ou por iniciativa própria, salvo quando haja motivos urgentes e inadiáveis de serviço que naquele momento desaconselhem o seu afastamento do local de trabalho.

2 - No caso previsto no número anterior, se não se comprovar a apresentação do trabalhador no local da colheita de sangue, a falta ao trabalho é considerada, nos termos gerais da lei, como injustificada, sem prejuízo do procedimento disciplinar a que haja lugar.

3 - As ausências ao trabalho a que se refere o n.º 1 deste artigo não determinam a perda de quaisquer direitos ou regalias e, designadamente, não são descontadas nas licenças.

*Lei 85/89 de 2 de Agosto Instituto Português do Sangue, poucas alterações foram introduzidas.

Marion Le Pen deixa a política e desilude quem via nela o futuro

Marion (direita) num comício com a tia, Marine Le Pen, líder da Frente Nacional

Já há muito que Marion Maréchal-Le Pen não escondia o desejo de abandonar a política

A neta do fundador da Frente Nacional, Jean-Marie Le Pen, e sobrinha da atual líder da formação, Marine Le Pen, parece ter decidido que o momento chegou. Aos 27 anos, aquela que em 2012 se tornou a mais jovem deputada de sempre em França deve confirmar hoje que não se recandidata nas legislativas de junho e que abandona também o mandato de conselheira regional da Provence-Alpes-Côte d"Azur.

As razões para esta opção serão pessoas: um divórcio para gerir e uma criança com menos de três anos para criar, mas talvez não sejam também alheias ao resultado "dececionante" - as palavras são de Marion - de Marine Le Pen na segunda volta das presidenciais.

Com algumas vozes críticas à sua liderança a começar ouvir-se, Marine Le Pen foi informada da decisão da sobrinha antes de esta sair nos media, mas não reagiu de imediato. No domingo, no discurso de derrota, Marine anunciara uma renovação da FN, que pode passar por uma mudança de nome. A relação entre tia e sobrinha terá vindo a degradar-se, segundo o Le Monde. Mesmo se Marion lamentou logo no domingo "a tentativa mediática de me lançar contra Marine Le Pen". Mas a verdade é que não faltam militantes a ver nela o futuro da FN.

Fonte: DN

Comentário: já não durmo descansado esta noite por causa desta decisão.

J. Carlos

Qualidade E Reconhecimento No VI Encontro De Música De Câmara Da Fundação Lapa Do Lobo




O auditório do Centro Cultural de Carregal do Sal acolheu, na noite de 6 de maio, o VI Encontro de Música de Câmara da Fundação Lapa do Lobo.
As quatro filarmónicas - de Cabanas de Viriato, Carvalhal Redondo, Santar e São João de Areias – todas apoiadas pela Fundação Lapa do Lobo, apresentaram-se no seu melhor através dos diversos grupos (3 de cada filarmónica) constituídos, na grande maioria, por músicos de tenra idade que, ao longo da noite, deram provas da dedicação à música e do trabalho que é desenvolvido no seio das respetivas filarmónicas.
Apresentado por Luís Carlos Pinto e Aurora Borges, de São João de Areias, e coordenado por Vítor Borges, presidente da Direção da Filarmónica de São João de Areias, o Encontro primou pela qualidade, reconhecida em aplausos, pelas claques e público que assistiu empolgado às atuações apresentadas.
Antes da interpretação do último tema, Carlos Cunha Torres, administrador da FLL, usou a palavra para elogiar as direções, os maestros e os músicos das bandas participantes. Carlos Torres sublinhou a colaboração da Câmara Municipal de Carregal do Sal que, afirmou “se mostra sempre recetiva" para acolher os diversos eventos promovidos pela instituição que administra e atribuiu então o primeiro lugar às quatro filarmónicas. 
Depois, os grupos juntaram-se e, em orquestra, interpretaram “Bands Around the World”, dirigida pelo maestro Evaristo Neto, da Filarmónica de Cabanas de Viriato e o “Tributo à Fundação Lapa do Lobo”, hino encomendado pela Filarmónica de Cabanas de Viriato ao compositor Luís Cardoso e oferecido à Fundação em 2013, com letra de Rui Fonte, coordenador das atividades da biblioteca da Fundação Lapa do Lobo, cantado, pela primeira vez, no encerramento do VI Encontro de Música de Câmara da Fundação Lapa do Lobo.

Entrega de propostas ao OP 2017 até 30 de junho Assembleias participativas na Moita e Vieira de Leiria


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A Câmara Municipal da Marinha Grande realiza duas assembleias participativas para a população das freguesias da Moita e de Vieira de Leiria, nos dias 19 de maio e 5 de junho, pelas 21h00, respetivamente.

As assembleias participativas destinam-se a elucidar a população e a receber propostas dos interessados presentes nas reuniões. Podem participar todos os cidadãos, com mais de 18 anos, que vivem, trabalham ou estudam no concelho da Marinha Grande.

Cada assembleia participativa é aberta com uma breve explicação do funcionamento do OP e das suas regras, a que se segue um convite para que todos os participantes se juntem em mesas de trabalho, onde têm a oportunidade de apresentar os seus projetos e discuti-los com os presentes.

Cada mesa tem a possibilidade de apresentar tantas propostas quanto o número de participantes que a compõem. 

De modo a garantir a descentralização dos encontros com a população, realizam-se as seguintes reuniões:

19 de maio de 2017 . 21h00 - Junta de Freguesia da Moita;
5 de junho de 2017 . 21h00 - Junta de freguesia de Vieira de Leiria.

A Câmara Municipal convida todos os interessados a assistirem às assembleias participativas e a apresentarem propostas ao OP 2017. 

As suas ideias contam!

Comemoração do Dia Internacional dos Museus Museus com entrada gratuita


A Câmara Municipal da Marinha Grande celebra o Dia Internacional dos Museus com entradas gratuitas nos museus municipais nos dias 18, 20 e 21 de maio e através de visitas exploratórias à exposição temporária “DNA Signature”, do artista alemão Klaus U. Hilsbecher, que vai estar patente no Núcleo de Arte Contemporânea (NAC) do Museu do Vidro.

O Dia Internacional dos Museus, criado pelo ICOM – Conselho Internacional de Museus, celebra-se anualmente a 18 de maio, através da organização de diversas atividades.

Em 2017, o ICOM definiu o tema Museus e histórias controversas: dizer o indizível em museus como mote para uma reflexão, naturalmente diferenciada e respondendo aos contextos nacionais, do papel dos museus nas comunidades e na sociedade em geral.

O programa das comemorações do Dia Internacional dos Museus na Marinha Grande é o seguinte:

18, 20 e 21 MAI
Entradas gratuitas nos museus municipais
 

22, 23, 24 e 26 MAI
Núcleo de Arte Contemporânea do Museu do Vidro
Visitas guiadas à exposição "DNA Signature"
Público alvo: crianças dos 3 aos 10 anos a frequentar as escolas do concelho
Participação através de inscrição prévia

Junte-se à festa e visite os museus da Marinha Grande!

Esculturas em vidro NAC apresenta “DNA Signature”


A Câmara Municipal da Marinha Grande inaugura a exposição “DNA Signature”, do artista alemão Klaus U. Hilsbecher, no dia 20 de maio (sábado), pelas 17h00, no Núcleo de Arte Contemporânea do Museu do Vidro – Edifício da Resinagem.

Vencedor de vários prémios internacionais, Klaus U. Hilsbecher apresenta pela primeira vez em Portugal a exposição DNA Signature, através de um conjunto de obras inspiradas em variadíssimas linguagens, desde as formas orgânicas que remetem para elementos da natureza, à música e à matemática.

O processo de sequenciação do ADN influenciou em grande parte o trabalho artístico de Klaus U. Hilsbecher. Os módulos das suas esculturas são tão diversos quanto o próprio ADN, criando algo novo e remetendo-nos para o mundo que nos rodeia, para o desenvolvimento das espécies e toda a imensidão orgânica e inorgânica do cosmos.

A exposição fica patente ao público de 20 de maio a 12 de novembro de 2017, podendo ser visitada de terça-feira a sexta-feira, das 10h às 13h00 e das 14h00 às 18h00 e ao sábado, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 16h00. A entrada é gratuita.

Utilização de equipamentos municipais: Câmara reforça apoio às coletividades

Uma medida que constitui mais um reforço no apoio às associações. A Câmara Municipal de Estarreja passa a isentar as coletividades em 90% quanto à utilização das instalações municipais e até 80% a utilização de transportes municipais. Ou seja, diminuem os valores a suportar pelas coletividades, sempre que necessitarem de recorrer aos equipamentos referidos.

Reconhecendo o papel insubstituível do movimento associativo, da escola e do setor social, e na sequência da aprovação do novo Regulamento Municipal de Apoio ao Associativismo, a autarquia cumpre o compromisso de intervir também nos valores a cobrar pela utilização das instalações e transportes municipais.

Num quadro de “aumento exponencial do apoio às coletividades, com níveis nunca antes alcançados de apoio financeiro (destinado a despesa corrente e investimento) e com o cumprimento escrupuloso de prazos e compromissos de financiamento, é agora tomada a opção de minorar tanto quanto possível a taxa de esforço financeiro corrente por parte das diferentes instituições”, afirma o Vice-presidente da Câmara Municipal, Adolfo Vidal, e promotor da proposta, para quem esta medida constitui “o corolário de um plano de intervenção nas áreas social, educativa, cultural e desportiva”.

A proposta de alteração ao valor a assumir por parte das coletividades na utilização de transportes e instalações municipais foi aprovada por unanimidade em Reunião de Câmara.

No caso das instalações municipais, foi aprovado o aumento do subsídio da Câmara de 80% para 90% do valor tabelado, ou seja, a percentagem do valor a suportar pelos utilizadores passa para metade (de 20% para 10%).

No que se refere aos transportes municipais, a isenção da taxa municipal pode chegar aos 80%. O apoio aumenta em 20% no que diz respeito às coletividades culturais, escolas e IPSS e, no desporto, aos escalões de formação.

Transportes municipais – quadro de evolução do subsídio da Câmara
UTILIZAÇÃO
ANTES
AGORA
Escalões de Formação (até juvenis)
60%
80%
Escalão Júnior
-
60%
Escalão Sénior
40%
50%
Coletividades culturais, escolas, IPSS’s
50%
70%



Regulamento único estabelece apoios às coletividades

O novo Regulamento Municipal de Apoio ao Associativismo que já entrou em vigor, tem como objetivo uma maior eficácia e transparência na atribuição de apoios por parte da autarquia às coletividades. Estabelece um conjunto de regras e prioridades para a obtenção de apoios e garante a definição de critérios para a concessão de apoios, em condições de igualdade, e o acompanhamento e monitorização dos apoios concedidos.

De acordo com o documento, toda a dinâmica de apoios e incentivos à atividade das associações recreativas, culturais, sociais, juvenis, desportivas devem obedecer às regras constantes num único e transparente regulamento. Os apoios podem ser de natureza financeira, material e logística, técnica e fiscal (isenção ou redução de taxas municipais).



CÂMARA MUNICIPAL DE ESTARREJA
Praça Francisco Barbosa - 3864-001 Estarreja
Tel. 
(+351) 234 840 612 (Ext. 404)
 Web www.cm-estarreja.pt

Eu, Psicóloga: Do controle á confiança

A ansiedade deriva de um sentimento de vulnerabilidade. Estar ansioso indica que me sinto sob alguma ameaça. O perigo/ameaça pode vir de dentro ou de fora de mim, pode ser um estado interno que eu não dou conta ou uma situação que oferece alguma ameaça para mim.
No estado de ansiedade este perigo é indefinido, mas vai ganhando contornos visíveis na consciência e vai virando medo: medo de morrer, medo de ter uma doença grave, medo de passar mal, etc. A ansiedade – emoção indefinida – tende a virar medo – emoção definida.
Há uma antítese entre confiança e controle. Quanto menor a confiança maior a busca de controle. Quanto maior a tentativa de controle, menor o sentimento de segurança e confiança.
O problema é que a atitude controladora vai levando a uma insegurança cada vez maior, pois as coisas, tanto de fora como de dentro de nós, sempre teimam em escapar ao controle. Quando percebemos já estamos reagindo a algo, nosso corpo já se apresenta agitado, o medo já está agindo dentro de nós, a emoção já se instalou. E o mesmo acontece com as preocupações, os pensamentos ruminativos, as lembranças intrusivas… como temos pouco controle de nós mesmos.
O eu, o ego é só uma película que fica entre um mundo grande fora de nós e um mundo grande dentro de nós. Nesta película está nossa pequena consciência, da qual temos um controle só parcial e num território menor ainda está aquilo que podemos controlar. O caminho não está em aumentar o controle, mas em buscar diálogos e harmonia, harmonia com o mundo externo e harmonia com o mundo interno.
Assim frente a ansiedade, uma emoção que sinaliza que nos sentimos vulneráveis, precisamos (1) observar e aceitar a emoção e (2) buscar as razões e disparadores desta emoção-sinal.
O que está nos ameaçando? Uma ameaça real? Uma avaliação equivocada de nossa capacidade de lidar? Uma catastrofização que exagera a avaliação negativa das consequências de um evento? A repetição de um trauma que não nos abandona?
Aceitar a ansiedade e rever seus disparadores vai permitindo que ela vá se assentando em dimensões menos sofridas, vai nos harmonizando com os mundos de fora e de dentro, vai potencializando a confiança e diminuindo a atitude de controle.
Debora Oliveira

“Olívia & Eugénio” Peça de teatro de La Feria na Casa da Cultura



A peça “Olívia & Eugénio Uma Lição de Amor”, de Herbert Morote, encenada por Filipe La Feria, é exibida na Casa da Cultura Teatro Stephens, na Marinha Grande, no dia 24 de maio (quarta-feira), pelas 21h30, no âmbito da Semana da Deficiência e Inclusão.

Em “Olívia & Eugénio”, mãe e filho enfrentam uma situação extrema onde se questionam valores que surgem em tempo de crise. Olívia recorda o seu passado fazendo um sincero ajuste de contas com todos os que passaram pela sua vida. Sobre eles, Olívia interroga-se se são mais normais que o seu filho Eugénio, um jovem com Síndrome de Down. Afinal, quem é normal?

Olívia, que sofre de uma doença terminal, vê-se obrigada a tomar a maior decisão da sua vida. Quem ficará com o meu filho Eugénio? De que valeu tudo o que foi vivido? Onde estão os verdadeiros valores da vida?

Eugénio, com a sua inocência e doçura, sem dar conta, leva a sua mãe a reconhecer que ele é o melhor presente da sua vida. Tem sido ele que a espera sempre de braços abertos sem pedir nada em troca, só a sua presença e o seu amor.

Olívia & Eugénio, do autor peruano Herbert Morote, retrata de uma forma extraordinária uma história que, pela grandeza dos seus personagens, ultrapassa fronteiras convertendo-se numa história universal que chega ao coração de todos, independentemente do seu idioma, raça ou cultura.


Ficha Técnica e Artística |
Encenação, adaptação e espaço cénico: Filipe La Féria 
Autor: Herbert Morote
Intérpretes: Rita Ribeiro e Nuno Rodrigues / Tomás de Almeida
Produção: Fernanda Dias e Gonçalo Santos
Coprodução: CLAP e Boca de Cena
Classificação Etária | M/12
Duração | 80m
Preço | 12,50€


Bilheteira: Teatro Stephens, de terça-feira a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.