sábado, 6 de julho de 2019

Desporto | Novidades Junho 2019 do Ténis de Mesa SC Povoense - Cantanhede



BOLETIM INFORMATIVO MAIO/JUNHO 2019

ESCALÕES DE FORMAÇÃO
Sala cada vez mais cheia de atletas jovens onde a diversão predomina 

A estrutura do SC Povoense teve desde sempre como uma das principais prioridades a captação de jovens atletas, com o objetivo de que possam evoluir connosco como parte desta família, procurando para isso garantir as melhores condições possíveis para a sua formação. Ao longo da época foram feitas várias ações de divulgação e promoção das modalidade, com especialmente destaque para a iniciativa "O ténis de mesa vai à escola", onde centenas de crianças do concelho de Cantanhede puderam contactar com ténis de mesa e conhecer o nosso clube. Esta foi uma aposta fortíssima da nossa parte e que esperávamos que pudesse dar alguns frutos. 

Desta forma, tem sido um prazer e uma satisfação enorme verificar a presença assídua de cada vez mais jovens nos treinos das turmas de iniciação, lotando a nossa sala de jogo quase na totalidade. A ida às escola deu-nos sem dúvida uma visibilidade geral muito maior e são já mais de 10 os atletas jovens novos que acabaram por experimentar o ténis de mesa e decidiram dar início de forma regular à sua formação desportiva connosco. As caras dos miúdos denotam o ambiente de felicidade e diversão que se respira em cada treino, onde os jovens podem conviver, passar bons momentos e aos poucos ter um conhecimento cada vez maior da parte mais técnica da modalidade.

Este número cada vez mais elevado de atletas jovens angariados dá-nos muita confiança e boas perspectivas para o futuro do clube. O rumo está traçado e sabemos claramente em que direção queremos caminhar, e é fundamental para isso sentirmos que estamos a ter um retorno cada vez maior ao nível da captação de talento. Da nossa parte iremos fazer tudo para que os atletas novos se sintam bem connosco e possam adquirir um gosto cada vez maior pelo ténis de mesa, e temos a convicção que a nossa família aos poucos irá continuar a aumentar. Força SC Povoense!
 

TORNEIO NACIONAL E DISTRITAL DE VETERANOS
Atletas seniores do SC Povoense dominam prova distrital e ficam a um passo de fazer história no Nacional! 

Nos dias 22 e 23 Junho realizaram-se no Pavilhão Galamba Marques, Figueira da Foz, o Campeonato Nacional de Veteranos Individual/Equipas, organizado pela Federação Portuguesa de Ténis de Mesa, e o Campeonato Distrital de Veteranos Individual/Pares, organizado pela Associação de Ténis de Mesa de Coimbra. Estas eram provas importantes que obviamente não poderíamos faltar, e para isso os nossos atletas Pedro Ratola, Alex Portilla, Joaquim Prata e José Cortesão representaram o SC Povoense em ambas as ocasiões.

Na prova nacional individual destaque para o nosso atleta Pedro Ratola que alcançou de forma brilhante os oitavos de final, eliminando pelo caminho um jogador do Sporting Clube de Portugal e perdendo apenas para um atleta do Vitória de Guimarães que terminou em terceiro lugar. De realçar ainda a primeira participação nesta prova do nosso atleta José Cortesão, onde demonstrou uma evolução notável. 
Na prova nacional por equipas a equipa exibiu-se a grande nível e terminou em segundo lugar do grupo. O encontro com a formação da EDP foi muito disputado e estivemos a apenas um ponto de fazer história e aceder às meias finais de um título nacional, algo que seria completamente impensável há uns anos atrás e que demonstra a qualidade cada vez maior da nossa equipa.

Na prova distrital o SC Povoense obteve resultados absolutamente excecionais e dominou o torneio, vencendo 3 das 4 provas em disputa:
Pares Veteranos
1º - Pedro Ratola/Alex Portilla (SC Povoense)
Veteranos III (+ 59 anos )
3º - Joaquim Prata (SC Povoense)
Veteranos II (50-59 anos)
1º - Alex Portilla (SC Povoense)
Veteranos I (40-49 anos)
1º - Pedro Ratola (SC Povoense)

Todos estes resultados obtidos são um motivo de orgulho enorme para o nosso clube e vão cimentando a nossa posição na elite distrital e nacional do ténis de mesa. Foi um fim de semana brilhante para as nossas cores, e esperamos continuar a ter todo este sucesso nas provas que se irão seguir. Parabéns atletas!
 

CAMPEONATO DISTRITAL ATM Coimbra
SC Povoense já nas meias finais da Taça Distrital

O Sporting Clube Povoense está nas meias finais da Taça Distrital, uma prova que começou a ser organizada pela pela Associação de Ténis de Mesa de Coimbra recentemente. Esta é uma prova onde as diversas equipas que participaram no Campeonato Distrital se defrontam entre si através de um sistema de eliminatórias até encontrar o vencedor final, com a particularidade de que todos os jogadores destas equipas podem ser inscritos e jogar.

Nos oitavos de final a nossa equipa eliminou a formação do ACM por 3-2, uma vitória difícil mas de enorme mérito, tendo posteriormente defrontado nos quartos de final a equipa de Oliveira do Hospital e vencido o encontro por 3-0.

No dia 5 de Julho iremos jogar as meias finais em Cantanhede contra a forte equipa do Ginásio Figueirense. O encontro prevê-se equilibrado e a época já vai longa, mas certamente os nossos jogadores irão superar-se e lutar até à exaustão pela vitória. Força equipa!


INFORMAÇÕES ÚTEIS
Horários para a época 18/19


Criada em 2010 pelo Treinador Pedro Ratola, a secção do Ténis de Mesa do SC Povoense, em Cantanhede, tem vindo a crescer paulatinamente e com o decorrer das temporadas os resultados obtidos têm vindo a ser cada vez mais positivos. Prova disso é o facto de a equipa sénior se encontrar na quinta temporada consecutiva a competir no Campeonato Nacional (2ª Divisão, zona Centro-Sul), onde o nível mesa tenístico é bastante elevado.
 
Nesta época o Ténis de Mesa do SC Povoense está a dar sequência a tudo aquilo que de bom foi feito na época passada de forma a consolidar o projeto em todos os escalões, especialmente ao nível da iniciação. Desta forma estamos recetivos a acolher jovens atletas, tanto masculinos como femininos, que queiram acima de tudo aprender e divertir-se. Estamos de portas abertas às 3ª, 4ª e 6ª a partir das 17h30 nos antigos Bombeiros Voluntários de Cantanhede (por cima da loja do cidadão, em Cantanhede).

Este ano foi introduzida também uma secção de Lazer, destinada aos atletas seniores que não competem nos campeonatos nacionais e distritais, de modo a que quem queira apenas disfrutar e divertir-se sem ter necessariamente de competir, o possa fazer. O horário semanal desta turma é às 2ª pelas 20h30 e às 5ª pelas 21h30. Apareçam!


Marinha Grande | Pesar pelo falecimento da vereadora Melina Mira

"É com profundo pesar e tristeza que comunico o falecimento da Vereadora Mêlina Mira, eleita pelo MpM, ocorrido na manhã de hoje.


Em nome do Município da Marinha Grande apresento ao seu marido, filhas, pais, irmão, e demais família e amigos sentidas condolências extensíveis ao Movimento pela Marinha.

Em sua Memória e reconhecimento a Câmara Municipal determina três dias de luto municipal a cumprir nos próximos dias 8, 9 e 10 julho, com a inerente colocação a meia haste da bandeira do Município.

São ainda canceladas todas as atividades de animação durante o dia de hoje e amanhã no âmbito da abertura da época balnear na Praia da Vieira de Leiria, de onde era natural e residente a Vereadora Mêlina Mira.”

A Presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande

Cidália Ferreira

Pampilhosa da Serra com Bandeiras Azuis e Bandeiras “Praia Acessível – Praia Para Todos”





As Praias Fluviais do Concelho de Pampilhosa da Serra receberam oficialmente as Bandeiras Azuis e Bandeiras “Praia Acessível – Praia Para Todos”, numa cerimónia realizada durante o passado dia 03 de julho e que contou com a presença do Presidente do Município, dos Presidentes da Junta de Freguesia das respetivas áreas geográficas das praias e contou com a presença de diversas entidades oficiais convidadas. 

As praias têm vindo a ser regularmente distinguidas pelas entidades certificadoras, demonstrando a qualidade natural e paisagística do interior e evidenciando o esforço do Município na promoção e divulgação de um território de excelência. Para além das qualidades naturais que valem por si, durante a época balnear, os frequentadores das praias do Concelho têm à disposição um programa de atividades de educação ambiental. 

A Bandeira Azul, atribuída pela Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE), é uma distinção que foi atribuída, em 2019, a apenas 35 praias fluviais a nível nacional e, onde o Concelho de Pampilhosa da Serra é o único a ter 4 praias fluviais com esta distinção. 

Assim, o périplo pelas quatro praias do concelho teve início na Praia Fluvial de Pampilhosa da Serra, onde foram hasteadas as bandeiras Azul da Europa e Acessível. 

A praia fluvial de Santa Luzia obteve pela sexta vez consecutiva o galardão de Praia Bandeira Azul, tendo ainda recebido a de Qualidade de Ouro 2019. 

Seguiu-se a Praia Fluvial de Janeiro de Baixo que merecidamente voltou a hastear este ano a Bandeira Azul. A cerimónia desenvolveu-se igualmente com a entrega da Bandeira “Praia Acessível – Praia Para Todos”. 

A atribuição das bandeiras terminou na belíssima Praia Fluvial de Pessegueiro que também se viu coroada pela sexta vez com a Bandeira Azul. A cerimonia terminou com a entrega da Bandeira “Praia Acessível – Praia Para Todos” e da Bandeira Qualidade de Ouro nesta mesma praia. 

O galardão Bandeira Azul da Europa é atribuído anualmente, pela Associação Bandeira Azul da Europa, às praias e portos de recreio que cumpram um conjunto de critérios de natureza ambiental, de segurança e conforto dos utentes e de informação e sensibilização ambiente. O galardão Praia Acessível, praia para todos é um prémio do Instituto Nacional para a Reabilitação atribuído por intermédio da Agência Portuguesa do Ambiente às praias que reúnam as condições necessárias para as pessoas com mobilidade reduzida. E a bandeira Praias com Qualidade de Ouro 2019 é um galardão atribuído pela “Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza”, às praias do país cujas águas balneares apresentem melhores resultados em termos de qualidade. 







Chartres, a catedral renascida das cinzas. Lição para Paris?


Incêndio da catedral de Chartres no século XII – François Alexandre Pernot (1793-1865). Musée des Beaux-Arts de Chartres.
Incêndio da catedral de Chartres no século XIX – Musée des Beaux-Arts de Chartres.
Qual seria o desígnio da Providência Divina, permitindo que um fogo infernal devorasse parte de Notre Dame? Não se trata de um plano superior aos cálculos humanos?

Luis Dufaur

Deus costuma escrever certo por linhas tortas — é o que a sabedoria popular ensina aos nossos atribulados dias. E na História, mestra da vida, os exemplos são incontáveis: muitas enfermidades levaram pecadores a abandonar seus pecados; insensatos recuperaram o juízo, ante os desastres que provocaram; catástrofes foram anunciadas por Nossa Senhora em Fátima, no final das quais os homens abandonariam os maus costumes; mais próximo de nós, o incêndio que devorou o telhado da catedral de Notre Dame de Paris já inspira reações benéficas em não poucos. Em que sentido?

Lendo o historiador da arte Émile Mâle (1862-1954) — membro da elite suprema da intelectualidade universal, que é a Académie Française — uma pergunta me ficou na cabeça, e seguramente se apresenta na de muitos católicos: por que a Providência teria permitido que um fogo com furor infernal devorasse o teto de um símbolo tão sublime da Igreja Católica?

Incêndio que desperta católicos tíbios
Chamas vorazes incendeiam Notre-Dame

Aquele ditado da sabedoria popular tem uma confirmação nos escritos, visões e ensinamentos de uma das maiores místicas da França, Marie des Vallées (1590-1656), que foram anotados por São João Eudes e adotados por São Luís Maria Grignion de Montfort, o grande mestre da devoção a Nossa Senhora. Ela ardia de zelo pela causa de Deus, e clamava para que fossem expulsos da Terra os demônios e seus sequazes mais próximos (sem meios termos, ela os denominava bruxos). Renovando fervorosamente esse pedido à Santíssima Trindade e a Nossa Senhora, a resposta negativa de Deus Pai foi simplesmente: “NÃO!”. Isto me deixou pasmo, pois os raciocínios humanos são pobres, sobretudo quando desamparados pela perspectiva histórica com que Deus conduz os eventos humanos. O próprio São João Eudes não conteve a sua admiração, e concluiu: “Pelo seu poder admirável, e por uma bondade incomparável, Deus forçará os nossos inimigos a contribuir para a nossa salvação”.

Vitrais de Chartres representando cenas da construção

Os inimigos a que se referia São João Eudes são os demônios e seus asseclas, e ele pensava no abalo universal que Deus anunciava para salvar os bons, mas desanimados, desconhecedores do satânico processo revolucionário que naquela época já corroía ativamente até os melhores, mas ainda de maneira secreta. Olhando as imagens do incêndio de Notre Dame, notadamente a queda de sua simbólica agulha, podia-se imaginar demônios soprando as chamas e atiçando-as contra a casa de Nossa Senhora.


Marie des Vallées ouviu também Deus Pai dando ordens aos diabos: “Ide! Eu vos envio como trombetas para acordar os meus filhos que estão adormecidos na sombra da morte” (isto é, do pecado). As outras pessoas da Santíssima Trindade, e também Maria Santíssima, falaram no mesmo sentido, e ao final foi dada uma ordem aos demônios: “Ide, como soldados encolerizados, prender aqueles que não quererão se converter”. São João Eudes acrescenta que os diabos saíram para cumprir essa missão na Terra. Mas, assim agindo, farão os homens ruins ou relaxados “sofrer tantos tormentos, que se sentirão como se estivessem obrigados a fazer penitência”.[1] Lembremos que penitência foi o grande pedido de Nossa Senhora em Fátima!

Algo disso não explicaria as tragédias e as dores que sofremos coletivamente? E não se daria o mesmo na nossa vida individual?

Reconstrução de Chartres – exemplo de fé
Desenho da fachada da catedral de Chartres

Meditando nisso, voltei ao erudito livro Notre Dame de Chartres,[2]de Émile Mâle.A atual catedral é um dos mais imponentes edifícios góticos da Europa, e é consagrada a Nossa Senhora. Foi reconstruída sete vezes, cada vez maior, mais bela e mais sacral. Conduzido por um guia, pode-se ver até os fundamentos da primeira humilde catedral. Esta havia sido levantada pelo bispo D. Fulbert (970-1028), no início do século XI, e foi restaurada por Santo Ivo (1040-1115). A atual surgiu sobre as ruínas da sexta reedificação.
Reconstituição artística de como se construía uma catedral

Pouco antes da metade do século XII, foi feito um campanário separado da igreja, correspondendo à atual torre norte, em estilo românico, completada no século XVI por uma flecha gótica. Segundo Émile Mâle, as gerações que fizeram as cruzadas tinham amor à grandeza, e o senso da simetria os levou a erguer, do lado sul, um campanário similar. Decidiu-se que as duas torres não ficariam isoladas, e que a catedral seria ampliada até incluí-las. A nova fachada seria ainda mais magnífica, com esculturas que a tornariam deveras digna de Nossa Senhora.

A fachada antiga foi desmontada pedra por pedra, e refeita unindo as duas torres, ampliando assim a catedral. Essas altas torres em louvor à Santa Mãe de Deus suscitaram até na Inglaterra um entusiasmo atestado por muitos relatos da época. Notre Dame de Chartres era o maior santuário mariano da Cristandade, cujo maior tesouro é o véu de Nossa Senhora, uma relíquia venerada até hoje. De modo similar, Notre Dame de Paris conservou a Coroa de Espinhos desde que a Revolução Francesa depredou a Sainte Chapelle, construída para guardar essa santa relíquia.
Imagem de Na. Sra. de Chartres
Em 11 de junho de 1194, um pavoroso incêndio consumiu o teto de Chartres, que era feito em madeira como o de Notre Dame de Paris. O velho edifício ardeu durante três dias, sendo comparativamente bem maior que o de Paris. Em 1506, mais um fogo violento chegou a derreter até os sinos. O telhado de Chartres voltou a ser abrasado em 4 de junho de 1836, quando as chamas atingiram 15 metros de altura. Mas os bombeiros conseguiram salvá-lo, e dois anos depois ele estava refeito; contrariando o “desejo” da imprensa, que havia declarado a destruição “irreparável”.[3] Houve ainda tempestades de raios que atingiram a torre sul em 1539, 1573 e 1589; e contra a agulha, como agora em Paris, em 1701 e 1740.

O incêndio de 1194 foi furiosamente impiedoso. Só poupou a fachada ainda descolada da nave, e devorou boa parte da cidade (até hoje, em lojas e casas, há restos subterrâneos da velha cidade salvos do fogo). Mas Émile Mâle narra que a sofrida população não se angustiou tanto com suas perdas. Apinhada diante da catedral fumegante, e com lágrimas nos olhos, o que todos queriam saber era como se encontrava o véu de Nossa Senhora, mas não era ainda possível ingressar no recinto. De repente, como numa visão sobrenatural, viram sair uma procissão de dentro do amontoado de pedras calcinadas. Eram sacerdotes levando nos ombros o grande relicário, com o véu surpreendentemente preservado.
A catedral em foto tomada a partir de uma plantação de flores

Os clérigos de Chartres haviam corrido para salvar a relíquia, mas ficaram envoltos pelo fogo e se refugiaram na cripta inferior, até que pudessem sair. A alegria foi imensa. No momento, o bispo, os cônegos e os homens ricos da região engajaram parte de suas fortunas e proventos para erigir uma nova catedral, ainda mais admirável. O mesmo gesto de generosidade que se repetiu agora, por numerosos milionários, empresas e particulares do mundo todo, em favor da restauração da catedral parisiense.

Entusiasmo, dedicação e penitência
Véu de Nossa Senhora, que se venerada na catedral

Na Chartres de 1194, um entusiasmo jamais visto se irradiou até os campos, contagiou o país e o outro lado do Canal da Mancha. O Livre des Miracles de Notre Dame, escrito na época, descreve uma epopeia coletiva, onde multidões vieram oferecer seu trabalho. Ricos e pobres empurravam carroças carregadas de pedras e material de construção, mas também de vinho, trigo e alimentos para os voluntários engajados no imenso canteiro de obras.

Reviviam-se assim as jornadas de 1144, durante a construção das torres e da fachada. Robert de Torigni, abade do Monte Saint-Michel, escreve em sua Crônica: “Viram-se em Chartres fiéis que se atrelavam a carros carregados com pedras, madeira, trigo e tudo o que poderia ser utilizado nos trabalhos da catedral, cujas torres cresciam como por arte de magia. O entusiasmo tomou conta da Normandia e da França: em todos os lugares se viam homens e mulheres a arrastar fardos pesados ​​através de pântanos lamacentos; por toda parte se fazia penitência; em todo lugar perdoavam-se os inimigos”. Os voluntários de Pithiviers estavam tão cansados, quando atravessaram Puiset, que os habitantes locais quiseram aliviá-los da carga. Mas os de Pithiviers fizeram questão de honra carregar os fardos até o fim, pois não queriam perder os méritos da peregrinação.A catedral incendiada na I Guerra Mundial, e depois restaurada
A catedral incendiada na I Guerra Mundial, e depois restaurada

O historiador sublinha que a França vivia num estado de heroísmo e desejo de ganhar méritos com o próprio sacrifício, o mesmo motor que levava os cruzados a reconquistar Jerusalém. O norte da França estava em comoção. A generosidade popular enchia os cofres de esmolas. A narração do milagre do véu de Nossa Senhora comovia as multidões. Repetiam-se as cenas dos anos anteriores, quando Haimon, abade de Saint-Pierre-sur-Dives, descrevia aos monges ingleses de Tutbury os eventos extraordinários da Normandia: “Vemos milhares de fiéis, homens e mulheres, se atrelarem a pesados carros. Entre aqueles servos voluntários há senhores poderosos e mulheres de nobre berço. Entre eles reina a mais perfeita disciplina e um profundo silêncio. Durante a noite eles se reúnem num acampamento com suas carroças, o iluminam com velas e entoam cânticos. Eles trazem seus doentes, na esperança de que serão curados. Está estabelecida a união dos corações; e se alguém está tão endurecido que não perdoa seus inimigos, a sua oferenda é removida da carroça como algo impuro, e ele próprio é expulso com nota de ignomínia da sociedade do povo santo.”

Hugo, arcebispo de Rouen, informava a Thierry, bispo de Amiens, que os normandos, tendo ouvido falar do que acontecia em Chartres, se empenharam em imitar o exemplo. Constituíram associações, e após terem confessado seus pecados, se atrelaram às carroças sob a liderança de um chefe. Acrescenta o arcebispo: “Nós permitimos a nossos diocesanos praticarem esta devoção em outras dioceses”.
As bênçãos provenientes da graça

Não espanta, pois, que o Livre des Miracles descreva prodígios da graça.Em Soissons, um jovem inglês doou para a imagem de Nossa Senhora um colar de ouro que comprara para uma moça de Londres, com quem iria se casar. O sacrifício não foi fácil, mas ele o fez pela Virgem Santíssima. Na noite seguinte lhe apareceram três damas de uma beleza extraordinária. A mais bela de todas se apresentou: era Nossa Senhora, e levava no pescoço o colar que ele havia doado, agradecendo-lhe o presente. O rei inglês Ricardo Coração de Leão, ouvindo a história de seu súdito, ficou tão tocado que, não satisfeito com a doação, foi a Chartres para carregar em procissão o grande relicário do véu. Ricardo estava em guerra com o rei francês Felipe Augusto, mas a doce influência da devoção a Nossa Senhora reconciliou os inimigos. Por toda parte narravam-se prodígios de caridade e penitência operados nos canteiros de obras, ou em todo lugar onde algum devoto se desprendia de um bem, renunciava a uma dívida, perdoava um adversário, tudo pelo bem da catedral de Chartres.

Émile Mâle acrescenta que, mesmo não conhecendo a História, é impossível negar que uma catedral assim não poderia ser erguida em tão pouco tempo, e com tanta grandeza, se não houvesse um élan de amor e entusiasmo sem precedentes. Na ordem medieval houve um impulso de fé, abnegação e espírito de sacrifício, do qual a reconstrução de Chartres foi o mais belo exemplo.

Mais que em todo o Egito antigo

No seu livro “As raízes das catedrais”,[4] o arquiteto, historiador e geógrafo Roland Bechmann calculou que em três séculos a França carreou mais pedras que o Egito antigo em toda a sua história. Construía-se e se reconstruía. O que assim se erguia era um autêntico código simbólico artístico católico, que por meio de figuras ensinava os homens a verem em cada imagem uma outra realidade superior. Chartres foi um paradigma do élan coletivo voltado para esse mundo superior. O artista que esculpisse uma pedra para a catedral de Nossa Senhora tinha certeza de que imitava Deus, desejoso de que a matéria servisse de leitura para o homem.

O que via o pedreiro, atrelado à carroça rumo a Chartres? O que via o monge contemplativo fechado em sua cela? Ou o educador, meditando no claustro antes do sermão ou palestra? A Idade Média respondia unanimemente: o mundo é um símbolo, e a catedral contém em si o resumo dos símbolos e dos simbolizados. O mundo é um livro escrito pela mão de Deus. E construindo ou reconstruindo a catedral, até o mais humilde carregador de pedra coopera numa obra divina que o assemelha ao Criador.

Chartres, Paris e a promessa da conversão
TFP em campanha pela restauração de Notre Dame

Duas catedrais, dois incêndios, duas épocas separadas por nove séculos. Dois eventos que estariam em pé de igualdade na presença de Deus, eterno e imutável. Mas haverá na nossa época a fé, a sensibilidade ao sobrenatural e ao maravilhoso, suficientes para refazer dignamente o que se queimou em Paris? Não nos faltam meios técnicos para isso, e temos recursos em muito maior escala do que havia em Chartres. Mas antes de ocorrer o incêndio de Paris, a resposta prudente seria um rotundo NÃO. Pois, sob o pretexto de modernidade, uma recusa ideológica à fé, sistemática e igualitária, impulsiona certos governantes ao contrário do que se realizou com o monumento medieval de Chartres.

Mas depois das chibatadas ígneas dos demônios, da qual falou Marie des Vallées, podemos agora constatar e enaltecer as reações comovidas de muitos que até há pouco não pareciam se importar com Notre Dame. Reações que se multiplicam sobretudo ao ver os estandartes da TFP francesa em praças e avenidas de Paris, convocando os transeuntes a exigir a recuperação de Notre Dame à l’identique (do modo como era). Diante de tantas reações assim, a resposta provável pode muito bem ser outra.

ABIM

1]) – “La vie admirable de Marie des Vallées et son abrégé redigés par Saint Jean Eudes”, Centre Saint-Jean-de-la-Croix, Mers-sur-Indre, 2013, p. 311.
[2]) – Notre-Dame de Chartres, Flammarion, Paris, 1994, pp. 23-26.
[3] – Cfr. “La Gazette Nationale”, 6 de junho de 1836, apud
https://www.retronews.fr/catastrophes/echo-de-presse/2019/04/17/en-1836-lincendie-de-notre-dame-de-chartres
[4] – “Les racines des cathédrales”, Payot, Paris, 2011, 330 p.

FESTA’19 com Sons da Lusofonia - 12 concertos, 4 países, 3 continentes no Parque Urbano de Ovar

Em 2019, o FESTA está de regresso ao Parque Urbano de Ovar para celebrar a Língua Portuguesa. Num só dia – 13 de julho – junta-se três continentes e quatro países para muitos concertos, com destaque para a brasileira Elza Soares, a angolana Aline Frazão, os cabo-verdianos Julinho da Concertina e Ferro Gaita, e os portugueses Tumbala, Be – Dom, Projeto Ferver e Tropicáustica. Serão 15 horas de espetáculos, de acesso gratuito, num espaço de natureza, o Parque Urbano de Ovar.
O FESTA abre com espetáculos deambulantes pelo centro da cidade Ovar, criando um ambiente de animação e diversão por onde passam. Esta animação de rua está a cargo da Banda Filarmónica Ovarense, da Sociedade Musical Boa União e dos Tumbala.
O início da tarde será dedicado aos mais novos com o workshop “Do lixo se faz música”, pelos be-dom, e ainda com oficinas de serigrafia e carimbos.
Às 15h30, os Tumbala voltam a animar a Festa, deambulando desta vez pelo Parque Urbano e, pelas 16h00, um dos melhores espetáculos de percussão e humor da Europa apresenta-se no Palco Rio – os be –dom.
Um dos grandes momentos desta edição chega pelas 17 horas. A cantora e compositora angolana Aline Frazão apresenta o seu mais recente álbum “Dentro da Chuva”.
Projeto Ferver, um projeto português criado inicialmente para o Carnaval de Ovar 2019, com músicos portugueses e brasileiros, promete momentos únicos neste Festa’19, onde a agitação e rebuliço tomam conta de cada pessoa presente e onde a dança não acaba.
A terminar a tarde, sobe ao palco o cabo verdiano Julinho da Concertina, considerado um grande virtuoso e tecnicista deste instrumento, que toca desde os 5 anos.
À noite, o FESTA leva-nos ao Brasil com a icónica Elza Soares, vencedora de vários prémios e galardões internacionais, como o Grammy latino em 2016, “Cantora do milénio” pela BBC em 2000, entre outros, na sua longa carreira de seis décadas.
De regresso a África e a Cabo-Verde, os Ferro Gaita trazem-nos uma explosão de funaná com ritmos vibrantes e contagiantes. A noite e o Festa encerram com os Tropicáustica, um projeto de DJing que surge de uma pesquisa pela música e dança de origem sul-americana e africana.
Alexandre Rosas, vereador da Cultura da Câmara Municipal de Ovar, recorda que “depois do sucesso do ano passado, faz todo o sentido mantermos o modelo do FESTA, numa celebração da música e da língua portuguesa, que representa ainda uma homenagem aos sons e ritmos que ecoam pelos quatro cantos do mundo que fala português, e num espaço de plena fruição da natureza. A essência do Festa, enquanto celebração da cidade e das pessoas, essa mantém-se desde a primeira edição, em 2014.”
Para mais informações, consulte:

Magda Guedes 


Coimbra | XI Conferência Portuguesa de Ciências Polares com inscrições abertas


Já estão abertas as inscrições para a XI Conferência Portuguesa de Ciências Polares, que terá lugar nos dias 24 e 25 de outubro na Universidade de Coimbra (UC).

Considerando que a comunidade científica polar em Portugal tem crescido nos últimos anos, «esta conferência pretende rever os principais desenvolvimentos científicos, particularmente as publicações científicas produzidas pela comunidade no último ano, relacionadas com ciência, política, educação e desenvolvimento da carreira, além dos resultados de trabalho de campo realizado recentemente», afirma a comissão organizadora constituída por 21 investigadores.
«Esta ação é essencial para consolidar o Programa Polar Português, maximizar a participação de Portugal em organizações internacionais polares e possibilitar uma oportunidade de troca de informações entre todos os envolvidos», enfatizam os organizadores.
A iniciativa tem como público-alvo investigadores e estudantes que desenvolvam trabalho em ciências polares, ou potenciais interessados, alunos ou não, a vir a desenvolver trabalho nas regiões polares. Também é aberta a professores do ensino básico ou secundário e outros educadores.

Mais informação sobre a conferência disponível: aqui.


Cristina Pinto

Marinha Grande | Passados quase 200 anos PODER DE ADMINISTRAÇÃO NACIONAL DAS MATAS VOLTA À MARINHA GRANDE

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Congratulo-me muito com a instalação do Departamento Nacional de Gestão das Matas Públicas na Marinha Grande, conforme anunciado hoje pelo ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos.

Esta é uma grande vitória para o território da Marinha Grande e para toda a zona centro. Ao longo dos últimos dois anos, tenho lutado muito através de pedidos informais e formais para a criação deste departamento nacional e para que ele fosse sediado na Marinha Grande. Para mim esta questão é simples: o maior poder de decisão sobre as florestas e matas deve estar perto do maior conhecimento científico deste assunto, logo não poderia haver melhor concelho que a Marinha Grande para a instalação desta estrutura orgânica.

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Como presidente da Câmara, congratulo o Ministro Capoulas Santos e secretário de estado Miguel Freitas pela decisão e como Marinhense, sinto um grande orgulho por ver o papel da Marinha Grande reconhecido ao fim de tantos anos. Este departamento, que vai coordenar tudo o que se faz nas matas públicas, segundo o governo, contará com 18 milhões de euros para a recuperação das áreas ardidas das matas do litoral e com pelo menos 10 técnicos. Durante o mês de julho aguardamos mais notícias sobre a implementação desta entidade na Marinha Grande.

Sub Região de Paiva mostra o que tem de melhor - Castelo de Paiva vive quatro dias de festa na maior Feira do Vinho Verde de Portugal

Secretário de Estado das Infraestruturas elogiou o certame 


Com a presença do Secretário de Estado das InfraestruturasJorge Delgado, arrancou ontem a 22ª Feira do Vinho Verde, Gastronomia e Artesanato, uma aposta forte da CM de Castelo de Paiva, que continua a promover um certame de nível nacional, que visa valorizar a produção vitícola do concelho, promovendo o produto agrícola mais conhecido e premiado da região, a par da afamada gastronomia e da beleza do seu artesanato, e que este ano contará com mais de 80 espaços / expositores e muitas novidades ao nível do vinho verde e seus derivados, para além da animação musical, que terá o seu ponto alto com as actuações dos diversos grupos musicais do concelho que, a par da constante animação de rua, vão actuar nas noites dos quatro dias do evento, a grande novidade desta edição.


         Na cerimonia de abertura, que decorreu ontem nos Paços do Concelho, e que contou com a presença do Côro de Câmara da Academia de Musica, ao lado do edil paivense Gonçalo Rocha e da restante equipa municipal, esteve o Secretário Estado das InfraestruturasJorge Delgado, para além de outras entidades ligadas à Administração Central, assim como autarcas vizinhos, especialistas ligados à temática vitícola e dirigentes associativos, bem como outras personalidades e convidadosnomeadamente uma dezena de representantes deConfrarias Gastronómicas.

                A iniciativa que, para além de dar a conhecer os afamados vinhos de qualidade produzidos em Castelo de Paiva, com destaque para os premiados que, ano após ano, são distinguidos nos concursos nacionais, vai contar com outras actividades paralelas, como a apresentação da excelente gastronomia paivense e doçaria tradicional, uma demonstração do artesanato local, agora tudo estruturado em quatro dias de grande animação, onde não vai faltar espectáculos musicais, o folclore local e a música tradicional portuguesa, para além de outras atracções que enriquecem o programa apresentado pela edilidade paivense.

                Para o presidente da Assembleia Municipal, Gouveia Coelho, a feira tem tido uma evolução constante que a marca como referência de um grande certame, insistindo em destacar o trabalho dos agricultores, em especial daqueles que se dedicam com empenhamento à produção vinícola, deixando depois um apelo à cooperação para que este sector seja cada vez mais forte em Castelo de Paiva, considerando o sector agrícola como uma área de actividade que merece ser constantemente apoiada.  

         José Manuel Carvalho, vereador responsável pela iniciativa, mostrou-se satisfeito pela adesão conseguida, agora com o formato alargado para mais um dia de feira, ultrapassando as oito dezenas de expositores e faz questão de realçar a vontade e o empenhamento de todos para o engrandecimento deste evento que, na sua opinião, “ já é uma referência Nacional, atraindo milhares de visitantes, muitos deles do estrangeiro, evidenciando-se o nosso potencial para projectar o município de Castelo de Paiva aos mais diversos níveis ”.

Também Gonçalo Rocha, presidente da autarquia de Castelo de Paiva, destacou na sua intervenção que, “ para além de ser um reconhecimento aos agricultores paivenses que se dedicam de “corpo e alma ” ao sector da vinha, esta feira continua a ser uma excelente oportunidade de promoção e de negocio, um momento único para apreciar vinhos de superior qualidade, cada vez mais premiados, bem como divulgar a nossa cozinha regional, a beleza do nosso artesanato, a dinâmica das autarquias e a pujança do nosso associativismo, ao mesmo tempo dar a conhecer as potencialidades turísticas de uma terra que tem o gosto e o hábito de bem receber ”.

         O autarca paivense realçou que esta é uma feira com alma e vivacidade, traduzida num acontecimento incomparável, de grande impacto e significado, um momento auspicioso para esta terra de gente humilde e trabalhadora, um certame em boa hora conseguido, pela dinâmica que imprime à agricultura, à economia e à cultura local, sendo um marco na vida do município e motivo de sobra para que nos possamos sentir felizes por receber milhares de visitantes e cativá-los a regressar em breve.

Referindo que, esta é uma feira trabalhada com carinho, um momento único de celebração da terra de Paiva, um encontro da família paivense, o edil de Castelo de Paiva enaltece o certame, que se apresenta ainda mais atractivo e funcional, e insistiu na tónica de valorizar o que é da terra, promover o vinho verde que está na moda, sendo cada vez mais apreciado, evidenciando depois,  a sua satisfação pela projecção que o evento já atingiu com 22 anos de realização consecutiva, ao afirmar-se cada vez mais na região dos vinhos verdes, realçando ainda, que o certame, “ para além de ser um reconhecimento público aos agricultores paivenses que se dedicam de “ corpo e alma “ ao sector da vinha, engrandecendo e prestigiando a região.

         Destacando que este é esforço enorme que vale a pena, que motiva o sentido de entre ajuda e de cooperação, Gonçalo Rocha realçou a dinâmica vitícola que o concelho já apresenta, insistindo na necessidade de continuar a investir na qualidade, aumentar a competitividade, ganhar visão de mercado e realçar sempre o factor humano, como etapas necessárias na continuidade do objectivo definido pela reconversão da vinha, incentivando os produtores a valorizar e modernizar a sua produção e a promover melhor o produto mais conhecido e premiado da região, enaltecendo com redobrado gosto os prémios importantes que a Sub Região de Paiva têm sido conseguidos ao longo de anos.

O responsável municipal falou depois no projecto da Rota dos Ofícios, que se perspectiva como aposta de sucesso, e na Bienal da Cultura a ter lugar na próxima semana, um expoente máximo da cultura paivense, iniciativas gizadas para trazer gente ao território, dinamizar uma terra com imensas potencialidades no turismo de natureza e alavancar a economia local, procurando valorizar o município, criar riqueza e atrair visitantes que se apaixonem pelo concelho e pela sua oferta turística, assim como também falou de acessibilidades e da importância dos esforços que estão a ser desenvolvidos pelo actual Governo para a conclusão urgente da Variante à EN 222, contemplando os 9 km que faltam na ligação à A32 em Canedo, bem como a totalidade da construção do IC 35 ligando este concelho ao nó da A4 em Penafiel, conseguindo-se assim, uma mobilidade satisfatória que ajude a projectar o concelho, a atrair investimento e a criar riqueza e maior dinâmica empresarial.

         O Secretário de Estado, Jorge Delgado, agradeceu o convite e evidenciou a grandeza do certame, que considerou ser uma motivação forte para dinamizar a economia local, falou na importância da produção do vinho verde na economia do país, na aposta além fronteiras, considerando ser um sector que merece a melhor atenção por parte do Governo, ao mesmo tempo que não deixou no esquecimento a necessidade de se avançar com as acessibilidades que a região precisa e há muito que reivindica, falado nos procedimentos em curso para a Variante à EN 222 e IC 35.

                Será pois, a oportunidade única de apreciar os vinhos dos produtores da Sub-Região do Paiva, muitos deles já premiados ao nível dos concursos da Comissão Regional de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes – CRVRVV, degustar a saborosa cozinha regional paivense, e ao mesmo tempo, ficar a conhecer a riqueza do trabalho dos artesãos do concelho, sem esquecer um programa lúdico, gizado para garantir uma saudável convivialidade nos quatro dias do certame, que este ano tem espectáculos musicais com Agrupamentos Nova Som Band, Pé de Dança, Novo Show, Sound +, Populares Bairristas, Tuna da Faculdade de Medicina do Porto, Tuna Académica da Lusíada do Porto, Paulo Soares, Ricardo Ramalho Festa Total, Bruno Falcão e Amigos da Sexta, para além da animação de rua com a participação dos ranchos folclóricos do concelho, Bando das GaitasConcertinas Val do Arda, Concertinas Diatónicas, Postas de Bacalhau, Bandinha da Alegria, Cantadores ao Desafio, entre outras actuações que vão decorrer durante o evento.

Depois da sessão solene e da cerimónia de abertura da feira, e concretizada a habitual ronda pelas tasquinha, restaurantes e expositores, o certame acolheu ontem as primeiras “provas de vinho”e as “jornadas gastronómicas ”, privilegiando-se pratos locais e as especialidades mais conhecidas da região, a par da doçaria tradicional do concelho e do fumeiro regional, para além de outras novidades e pode-se dizer que o primeiro dia foi uma agradável surpresa com muita gente a visitar o certame.
No dia de ontem registou-se uma recriação do Ciclo dos Vinhos Verdes, e à noite participaram o Rancho Folclórico de S Martinho, com espectáculo musical a cargo de Paulo Soares e do Conjunto Novo Show, enquanto para hoje à noite, a animação estará a cargo dosRanchos Folclóricos de Bairros, para além da actuação da Tuna da Faculdade de Medicina do Porto, e dos Cantadores ao Desafio Adília e Soalheira, registando se a realização de bailes populares com o grupo Tradicional “ Amigos da Sexta “e o conjunto Sound +,seguindo-se um grande espectáculo musical com o Grupo Nova Som Band no palco principal,que vai manter os resistentes a dançar pela madrugada fora.
Já no  Sábado, a iniciativa começa com desporto e a caminhada do Trilho das Vinhas de Bairros, com melhor da cozinha tradicional paivense a estar em evidencia à hora do almoço e jantar, com tempo para as provas dos novos vinhos e espumantes da Sub-região de Paiva, seguindo-se à noite a actuação do Grupo de Danças e Cantares do Paraíso e Rancho Folclórico da Senhora das Amoras, e a actuação do grupo “ Postas de Bacalhau “, acontecendo baile popular com a presença do agrupamento “ Populares Bairristas ”, com a animação de rua a cargo da Bandinha da Alegria e da Tuna Académica Lusíada Porto, terminando a jornada festiva com actuação do agrupamento musical “ Pé de Dança  “ no palco principal e DJ Bruno Falcão pela madrugada fora.
No Domingo, dia 7 e ultimo dia da feira, o certame abre de manha cedo com os Bombos Independentes de Meixomil, e um desfile de Confrarias, seguindo-se as habituais provas de vinhos e as jornadas gastronómicas que vão ser animadas com a presença do Rancho Folclórico de Castelo de Paiva, marcando presença a Cantadeira Irene da Gaita, as Concertinas do Val do Arda e as Concertinas Diatónicas, sendo que Ricardo Ramalho vai animar, a partir das 22 horas, o convívio de encerramento, denominado como baile dos resistentes.
Neste evento, e que marca também a realização da XI Concentração de Caravanas,localizada no Parque da Feiraestão presentes 8 produtores de marca e 5 produtores individuais, para além de 6 restaurantes ( Pinhal, ANCRA, Ramadas, O Alambique e Flor do Paraíso e Churrasqueira Ideal ) e diversos espaços dedicados ao sector do fumeiro e dos enchidos, bem como à doçaria regional paivense, ao artesanato,
No espaço do Largo do Conde, numa zona ampla e acolhedora, o convite para quatro dias de grande festa orienta-nos para o despertar de apetites e sabores, numa jornada de estratégia promocional, ajustada ao prestígio por todos reconhecido, dos excelentes vinhos daSub-Região de Paiva, neste caso com o complemento das famosas iguarias paivenses, a justificar a vinda de milhares de visitantes a este certame, cada vez mais referenciado nopanorama nacional.


 Carlos Oliveira