segunda-feira, 11 de maio de 2020

Marinha Grande | CÂMARA MUNICIPAL EQUIPA ESCOLAS COM TABLETS E COMPUTADORES

A Câmara Municipal da Marinha Grande entregou 200 tablets e 44 computadores aos três Agrupamentos de Escolas do Concelho da Marinha Grande, que serão cedidos a famílias que não dispõem de equipamento informático possam ter acesso ao ensino à distancia.

Para este âmbito, a presidente da Câmara, Cidália Ferreira, assinou um contrato de comodato com cada um dos Agrupamentos de Escolas, para a cedência do equipamento informático.

Os bens cedidos destinam-se à utilização, preferencialmente, por alunos do 1.º ciclo do ensino básico, previamente identificados pelos Agrupamentos, para o acompanhamento e sua participação nas atividades letivas não presenciais. Os beneficiários desta cedência devem garantir uma utilização cuidadosa e prudente dos equipamentos.

Além deste equipamento, a Câmara Municipal aguarda a entrega de mais 210 tablets, no âmbito de uma candidatura com a CIMRL - Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria para distribuir pelos três Agrupamentos.
 A responsabilidade social em acção, em prol dos mais necessitados.


Livro de João Pedro Marques combate «visão simplista da extrema-esquerda» sobre o esclavagismo

Nos últimos três anos, figuras como Fernando Rosas, Daniel Oliveira, Fernanda Câncio e Rui Tavares trouxeram a questão da escravatura para a ordem do dia, com um objectivo político. Contra essa postura, «adoptada pela extrema-esquerda», o historiador João Pedro Marques apresenta uma tese rigorosa que indica que o padre António Vieira não foi um apologista da escravatura, que a escravatura não foi uma criação dos portugueses da era dos Descobrimentos, e apresenta as razões pelas quais Portugal não deve pedir unilateralmente desculpa por esses factos passados. Esta e outras conclusões para descobrir no livro Combates Pela Verdade, Portugal e os Escravos. A obra, publicada pela Guerra e Paz, Editores, chega às livrarias de todo o país no próximo dia 19 de Maio.

Em Abril de 2017, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, visitou a ilha de Gorée, no Senegal, uma ilha que está simbolicamente associada ao tráfico transatlântico de escravos. As declarações que a esse respeito então fez desencadearam uma verdadeira tempestade de críticas e foram pretexto para um debate público que já dura há três anos.
O especialista de renome mundial em história da escravatura João Pedro Marques confrontou continuada e persistentemente essa «visão simplista, penitente e culpabilizadora que quis alterar a narrativa histórica e o ensino, e que exige compensações para os que se dizem descendentes de escravos». Agora, o historiador publica Combates Pela Verdade, Portugal e os Escravos, livro que reúne as suas intervenções neste debate.
A tese agora publicada sublinha que os africanos já vendiam escravos entre si e ao mundo muçulmano, quando os portugueses chegaram às costas de África; que Lisboa não teve, ao contrário do que se diz, um grande papel no comércio da escravatura; que Portugal não foi a maior potência esclavagista do mundo; que o padre António Vieira não foi um apologista da escravatura; e que o tráfico transatlântico que levou milhões de negros para as Américas não foi imposto aos africanos, mas resultou, isso sim, da sua colaboração com os europeus.
Essa colaboração é uma das razões pelas quais Portugal não deve pedir unilateralmente desculpa por esses factos passados. Mas há outras razões para não o fazer, razões que se explicam detalhadamente neste livro.
Segundo o autor «é importante perceber que um aparentemente inócuo pedido de desculpas pelo longínquo passado, se acaso fosse obtido, seria o primeiro passo para que os auto-denominados descendentes de escravos viessem a exigir a Portugal e aos outros países que tiveram colónias nas Américas — e que, convém não o esquecer, foram os primeiros a abolir a escravatura —, compensações e indemnizações de vária ordem».
Empenhado na defesa da verdade histórica, que deu o mote para título do livro, João Pedro Marques reitera a importância de «perceber que a História é uma coisa séria que não se faz com emoções e ideias politicamente correctas, mas sim com factos. Por isso, por uma questão de verdade histórica, é imprescindível contrariar a visão da extrema-esquerda para repor uma perspectiva historicamente informada e verdadeira do que foi a relação dos portugueses com a escravatura».  
Combates Pela Verdade, Portugal e os Escravos chega às livrarias de todo o país no próximo dia 19 de Maio, marcando o regresso da Guerra e Paz às publicações, depois do período de confinamento profiláctico. O livro pode ser encomendado desde já, através de pré-compra, no site oficial da editora. 
Este é o segundo ensaio de João Pedro Marques publicado pela Guerra e Paz, Editores, antecedido por Escravatura, Perguntas e Respostas, de 2017.
  
Combates Pela Verdade, Portugal e os Escravos
João Pedro Marques
Não-Ficção / História
192 páginas · 15x23 · 14,90 €
Nas livrarias a 19 de Maio

Cantanhede | Executivo vota por unanimidade, Câmara aprova voto de louvor a António Abreu


O executivo municipal de Cantanhede aprovou, na sua reunião de 5 de maio, um voto de louvor e reconhecimento a António Adelino Coelho de Abreu, pelos 40 anos de serviço na autarquia.
A 26 de outubro de 1979, iniciou funções na Câmara Municipal de Cantanhede como Engenheiro Civil de 2ª. Classe. Desde essa data e durante mais de 40 anos desempenhou funções nesta Autarquia, tendo ocupado a 29 de janeiro de 1986 o cargo Diretor do Departamento dos Serviços Técnicos, a 13 de setembro de 1989 o cargo de Diretor do Departamento de Urbanismo e desde 17 de junho de 2016, até 30 de abril de 2020, data em que se aposentou, o cargo de diretor do Departamento de Obras e Urbanismo.
Ao longo da sua carreira ocupou vários cargos em diversas entidades em representação do Município de Cantanhede e da Ordem dos Engenheiros.
Nas diversas funções que exerceu ao longo da sua carreira, António Adelino Coelho de Abreu demonstrou sempre uma excecional competência técnica, irrepreensível profissionalismo e grande capacidade de liderança, distinguindo-se ainda pelas notáveis qualidades humanas no relacionamento com os outros, quer no âmbito das equipas que dirigiu, quer fora delas.
Considero ser da mais elementar justiça a aprovação de um Voto de Louvor e Reconhecimento ao senhor eng.º António Adelino Coelho de Abreu, enaltecendo a competência, profissionalismo, capacidade de liderança e sentido de responsabilidade com que exerceu, durante mais de 40 anos, as suas funções ao serviço do Município de Cantanhede”, referiu a presidente da edilidade, Helena Teodósio.
A proposta foi aprovada por unanimidade por todos os elementos do elenco camarário.


Covilhã | AUTARQUIA OFERECE APRENDIZAGEM E DIVERSÃO DIGITAL ÀS CRIANÇAS DA COVILHÃ

Ao longo do ano letivo e no âmbito do projeto “EU SOU +”, o Município da Covilhã tem desenvolvido um conjunto de atividades multidisciplinares, direcionadas para os alunos das escolas do primeiro ciclo do ensino básico. Cidadania e psicologia, alimentação saudável, música e ciência têm sido as áreas trabalhadas numa perspetiva de enriquecimento da formação pessoal das nossas crianças. 

Com a situação de pandemia por COVID-19 e o encerramento dos estabelecimentos de ensino, o Município da Covilhã tem procurado desenvolver metodologias, recursos e conteúdos, alternativos ao modelo presencial, para continuar a proporcionar momentos de aprendizagem e de diversão. 

De entre as estratégias implementadas, salienta-se a apresentação de vídeos de “Ciência Divertida”, com experiências científicas de exploração de fenómenos naturais do nosso dia-a-dia, dinamizadas pela Professora Mara Gonçalves, que integra a equipa do projeto “EU SOU +.” Com o mote “na impossibilidade de estarmos juntos, na escola, levamos a ciência às vossas casas”, a primeira experiência, “Dedo Mágico”, mostrou, de uma forma simples e lúdica, a importância da lavagem das mãos para a proteção individual perante o risco de contaminação. 

Os vídeos têm sido divulgados através da página de facebook da Biblioteca Municipal da Covilhã, que se transformou num espaço de encontro (virtual/digital) para as crianças e as famílias.

Governo dos Açores paga 1,1 ME à Ryanair para promoção turística no Reino Unido

Governo dos Açores paga 1,1 milhões de euros à Ryanair para ...
O Governo dos Açores vai pagar à companhia 'low cost' Ryanair mais de 1,1 milhões de euros, para que a transportadora aérea irlandesa faça a promoção turística da região junto do mercado do Reino Unido.

Os valores constam de um concurso público internacional lançado pela Secretaria Regional da Energia, Ambiente e Turismo, cujo resultado foi agora publicado na página da BASE - Contratos Públicos Online, que revela os pormenores deste contrato, assinado em 28 de abril por ambas as partes.
O documento, subscrito pela secretária regional Marta Guerreiro, titular da pasta do Turismo nos Açores, e por David O'Brien, em representação da companhia irlandesa, impõe vários deveres à Ryanair, que terá de assegurar o planeamento e a coordenação de todas as ações de promoção turística dos Açores.
Além da Ryanair, que opera na região, tinham concorrido à três outras empresas, todas elas ligadas aos meios de comunicação e audiovisuais e que se dedicam, quase exclusivamente, a este tipo de campanhas promocionais.
O contrato em causa determina o pagamento, por parte do executivo açoriano, de um montante de 920 mil euros, acrescidos de IVA (imposto sobre o valor acrescentado), e de um prémio adicional de 240 mil euros, também acrescidos de IVA, caso haja uma "boa execução" do contrato e "caso a promoção turística resulte num aumento da procura pelo destino Açores".
A agência Lusa já solicitou mais informações à secretária regional do Turismo, mas até ao começo da tarde de hoje não foi possível obter declarações de Marta Guerreiro.
Lusa

Suspeitos da morte de criança em Peniche são ouvidos em tribunal na terça-feira

Pai e madrasta detidos pela morte de Valentina. Ambos estiveram, à ...
O pai e a madrasta suspeitos da morte da criança de nove anos, em Atouguia da Baleia, Peniche, só deverão ser ouvidos por um juiz de instrução criminal na terça-feira de manhã, disse à agência Lusa fonte policial.
Os dois suspeitos de homicídio e de ocultação de cadáver de uma criança poderiam ter sido ouvidos hoje no Tribunal de Leiria, mas até ao momento não houve qualquer comunicação com as autoridades policiais.
O interrogatório terá de ocorrer na manhã de terça-feira, tendo em conta que faz 48 horas da detenção dos dois suspeitos.
A autópsia da criança já se terá realizado e o relatório preliminar poder-se-á juntar ao inquérito na terça-feira, podendo ser mais um contributo para confrontar os suspeitos sobre a forma como a criança morreu, admitiu a mesma fonte.
O relatório final da autópsia ainda deverá demorar mais algum tempo.
Uma criança foi dada como desaparecida na quinta-feira de manhã, depois de uma denúncia do pai no posto da GNR de Peniche.
As buscas contaram com o envolvimento de "mais de 600 elementos ativos, numa área percorrida de sensivelmente quase 4 mil hectares, palmilhada mais do que uma vez em alguns locais", referiu o comandante da GNR de Caldas da Rainha, Diogo Morgado, numa conferência de imprensa, no domingo.
Entre estes elementos estiveram as valências do destacamento de Intervenção de Leiria e o grupo de intervenção cinotécnico (com cães treinados), de Lisboa, e a equipa de aeronaves remotamente pilotadas da GNR, a PSP, bombeiros, escuteiros e vários civis.
Depois de cerca de três dias de buscas, a PJ de Leiria deteve, no domingo, o pai e a madrasta da vítima, cujo corpo foi encontrado numa mata na Serra D'el Rei, no concelho de Peniche, distrito de Leiria, coberto por arbustos.
Os dois suspeitos estiveram com os inspetores na casa onde o alegado homicídio terá acontecido e na mata para onde o corpo foi transportado, a reconstituir o alegado crime.
Outras diligências continuam a ser efetuadas pelos inspetores, para reunirem provas de que o crime foi concretizado pelo pai e pela madrasta da criança durante o dia de quarta-feira.
"Estamos a verificar [o cenário da morte], mas claro que terá de ter acontecido em algum contexto de violência", disse, em conferência de imprensa, o coordenador do Departamento de Investigação Criminal da PJ de Leiria, Fernando Jordão, salientando que, "à partida" não terá sido uma morte acidental.
O coordenador da PJ de Leiria adiantou que a morte terá ocorrido "por questões internas do funcionamento da família", escusando-se a revelar mais informações.
Convicto de que a vítima terá sido morta dentro da habitação, o responsável disse desconhecer se as outras três crianças, "de 11/12 anos, quatro anos e outra com meses", que se encontravam em casa, terão assistido a alguma coisa.
A PJ ouviu, contudo, a criança mais velha, assim como os principais suspeitos, o pai, de 32 anos, e a madrasta, de 38 anos, que estão acusados de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
O responsável esclareceu que esta situação não terá correlação com o desaparecimento da criança numa outra ocasião.
Lusa

Biblioteca Municipal da Mealhada reabre ao público, mas continua serviço ao domicílio

Biblioteca Municipal da Mealhada reabre ao público, mas continua ...
A Biblioteca Municipal da Mealhada (BMM) reabre ao público, amanhã, 12 de maio de 2020, mas com as restrições a que o estado de pandemia da COVID-19 obriga. De segunda a sexta-feira, a BMM abre das 10h às 12h30 e das 13h30 às 18h, apenas para recolha e depósito de livros/ cd?s e documentos. Em simultâneo, continua, nesta fase, o programa de entrega de obras ao domicílio.

Por ora, ainda não será permitido permanecer na BMM para usar a sala de leitura, os computadores ou a mediateca. Os leitores poderão apenas requisitar obras e documentos, permanecendo, no máximo, 30 minutos dentro das instalações para escolha do objeto pretendido. O acesso às salas será feito com o acompanhamento de um funcionário e não é permitido retirar livros das estantes, cabendo ao funcionário o manuseamento dos mesmos até entrega ao leitor. O levantamento de obras será feito mediante a marcação, tendo em conta a disponibilidade do leitor e o horário de funcionamento da biblioteca. A secção de leitura de jornais e revistas ficará, nesta fase, interdita ao público.

Além destas restrições, estarão em vigor as adotadas na maioria dos serviços, nomeadamente o uso obrigatório de máscara, a desinfeção das mãos à entrada, o distânciamento mínimo e a lotação máxima de seis pessoas.

Apesar da reabertura, a Biblioteca continuará com o projeto de entrega de livros ao domicílio, iniciado durante o Estado de Emergência e o consequente confinamento. Em vigor desde o início de março, este sistema permite ao leitor fazer a requisição de livros através de um catalogo online e do telefone ( 231201681) e e-mail biblioteca@cm-mealhada.pt), sendo, posteriormente, os objetos entregues e recolhidos no domicílio por funcionários municipais.

Peregrinos de Tondela cumprem devoção, mas em casa

Peregrinos de Tondela cumprem devoção, mas em casa - Atualidade - SAPO
Peregrinos do concelho de Tondela estariam hoje quase na reta final do caminho para o Santuário de Fátima, mas, devido à covid-19, a sua devoção terá de ser cumprida apenas com velas acesas e orações em casa."No final do dia de hoje, ficaríamos a dormir nas Colmeias, a 28 quilómetros do santuário. É com muita tristeza que não o podemos fazer", afirmou à agência Lusa o presidente da Associação de Peregrinos de Nandufe, Jorge Marques.
Há oito anos que esta associação organiza peregrinações, envolvendo pessoas de várias freguesias do concelho de Tondela.
"A pé, costumavam ir 50 a 60 pessoas e depois íamos mais 20 e tal apoiantes. Éramos sempre à volta de 80 pessoas, entre peregrinos e apoiantes", referiu Jorge Marques, contando que alguns deles nunca falharam um ano.
Segundo o responsável, "há aqueles que estão mesmo a sofrer, porque sem irem nesta altura a Fátima já não ficam bem".
Para a peregrinação deste ano, já estavam inscritas cerca de 60 pessoas, que não se vão poder juntar, devido ao risco de contágio do novo coronavírus.
"Temos estado a pedir para rezarem e acenderem uma velinha no dia 12, mas cada um faz à sua maneira. Para os mais chegados, é como se estivéssemos juntos, porque já são muitos anos", afirmou.
Jorge Marques disse que "algumas pessoas já pediram para organizar uma peregrinação em outubro", mas, na sua opinião, tal será de evitar, até porque muitos dos voluntários que dão apoio aos peregrinos pertencem a grupos de risco.
A associação dispõe de carrinhas de apoio e de tendas, disponibiliza refeições e serviços de enfermagem e de fisioterapia e organiza as dormidas e os banhos.
O responsável está já a pensar em como organizar as peregrinações dos próximos anos, porque, já numa situação normal, há pessoas em lista de espera.
"Com isto tudo, haverá muita gente a querer ir para o ano e para os próximos. Não sei como é que vai ser", referiu.
O reitor do Santuário de Fátima, Carlos Cabecinhas, pediu aos peregrinos para não se deslocarem ao recinto nos dias 12 e 13.
A quem tinha intenção de este ano se deslocar ao santuário, o padre pede que faça esta peregrinação "pelo coração" e que acompanhe a transmissão das celebrações através dos meios de comunicação social, da internet e das redes sociais.
As celebrações decorrerão no recinto, que este ano estará encerrado devido às regras sanitárias definidas pelo Governo no contexto da declaração do Estado de Calamidade pública, em articulação com a Conferência Episcopal Portuguesa, e que impedem as celebrações religiosas com a presença de fiéis.
Lusa

ATLETAS DA JUVENTUDE DE VIANA JUNTOS EM CAMPANHA PARA DÁDIVA DE SANGUE


A equipa sénior da Juventude de Viana, e staff técnico, foi hoje à Unidade Local de Saúde do Alto Minho doar sangue num gesto que ajuda a salvar vidas. 
Em comunicado o clube de hóquei da capital do Alto Minho refere que “com as competições encerradas, os atletas vianenses realizaram esta ação por solidariedade com o próximo, mesmo em pleno período pandémico”. 
“A Juventude de Viana continua assim a trabalhar dentro e fora da pista para que possa ficar tudo bem. Em breve voltamos a juntar-nos dentro do ringue. Hoje a nossa vitória foi fora da pista”, diz a nota. 
O Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) está a sofrer uma forte redução no número de dadores devido ao surto do novo coronavírus. O IPST admite “uma forte redução no número de dadores”, devido ao surto de covid-19 no país, tendo decidido avançar para o nível amarelo de alerta.

A reserva estratégica nacional de sangue contempla quatro níveis de alerta no seu plano de contingência: verde, amarelo, laranja e vermelho, sendo este último o mais grave ativado quando as reservas do país não forem além de três dias.

Por agora, o alerta amarelo levou já a um reforço de medidas do IPST.

Rádio Alto Minho
09 MAIO 2020, 18:51

Onde fazer a sua dádiva de sangue em Aveiro

Mais informação no site http://www.adasca.pt/schedule

Marinha Grande | Limpeza de terrenos até 31 de maio

Limpeza de terrenos pode ser feita até 31 de maio - SinalTV - Um ...
A Câmara Municipal da Marinha Grande informa que a obrigatoriedade de limpeza dos terrenos por parte dos proprietários foi prorrogada até ao dia 31 de maio de 2020, no âmbito das medidas de prevenção de incêndios rurais.
O adiamento desta obrigação legal decorre das medidas excecionais e temporárias relativas à pandemia da doença COVID-19.

Devem ser atendido o cumprimento das seguintes regras:

1. Nos espaços florestais, os proprietários, arrendatários, usufrutuários ou entidades que, a qualquer título, detenham terrenos confinantes a edificações, designadamente habitações, estaleiros, armazéns, oficinas, fábricas ou outros equipamentos, são obrigados a proceder à gestão de combustível numa faixa de 50 metros à volta daquelas edificações ou instalações, medida a partir da alvenaria exterior da edificação;

2. Nos aglomerados populacionais e em espaços habitacionais inseridos ou confinantes com espaços florestais, os proprietários, arrendatários, usufrutuários ou entidades que, a qualquer título, detenham terrenos confinantes a edificações, são obrigados a proceder à gestão de combustível, numa faixa de exterior de proteção de largura mínima não inferior a 100 metros;

3. São ainda obrigados a garantir que as copas das árvores e dos arbustos se mantenham distanciadas no mínimo 5 metros das edificações, evitando-se ainda a sua projeção sobre a cobertura dos edifícios, conforme previsto no ponto III, n.º 1 do Anexo ao diploma mencionado;

4. A gestão de combustível deve realizar-se em estrito cumprimento dos critérios enunciados no Anexo do mencionado Decreto-Lei n.º 124/2006.

Os proprietários, arrendatários, usufrutuários ou entidades que a qualquer título detenham prédios confinantes com as vias municipais são também obrigados, sem prejuízo da responsabilidade civil, criminal ou disciplinar das seguintes medidas:

a) A cortar os troncos e ramos das árvores e arbustos que penderem sobre as vias municipais ou ameacem desabar sobre as mesmas, com prejuízo para o transito;

b) A demolir, total ou parcialmente, ou beneficiar, as edificações que ameacem desabamento, precedendo sempre vistoria;

c) A remover da respetiva zona todas as árvores, entulhos e materiais que a obstruírem por efeito de queda, desabamento ou qualquer demolição.

CÂMARA DA COVILHÃ REFORÇA E DINAMIZA APOIO SOCIAL

Caritas Paroquial da Covilhã - Cáritas Diocesana da Guarda
A Câmara Municipal da Covilhã tem realizado um conjunto de iniciativas e parcerias destinadas a ajudar todos os munícipes que necessitem de apoio social, neste período de emergência. Nesse sentido, a Autarquia estabeleceu parcerias diretas com o Banco Alimentar, a Cruz Vermelha, a Refood, as Conferências Vicentinas, empresas locais e Juntas de Freguesia, com o intuito de articular a distribuição de bens alimentares às famílias já anteriormente apoiadas, bem como aos novos casos de carência agora identificados. 

Para além do apoio já prestado a 8 de abril, com a distribuição de 400 vales solidários a famílias necessitadas no valor de 15€, 25€ e 35€ pelas Juntas de Freguesia do Concelho, foram também distribuídos cabazes de alimentos por uma lista de 445 agregados familiares, desde o dia 20 de abril. 

A Autarquia tem mantido diariamente, de 2ª a 6ª, colaboradores/as no espaço Refood/‘Plataforma Social Concelhia’, entre as 14h00 e as 17h30, que procedem à entrega dos bens alimentares aos 445 agregados sinalizados, bem como à entrega dos bens nas freguesias fora da cidade. No sentido de apoiar e operacionalizar toda esta logística de solidariedade social, a Câmara Municipal criou um Banco de Voluntariado que conta atualmente com 80 pessoas. 

As Paróquias da Covilhã realizaram um peditório do qual resultou a entrega na “Plataforma Social Concelhia” de bens não perecíveis, que têm sido distribuídos diariamente pelos 445 agregados familiares. 

Os serviços sociais da Câmara Municipal têm também prestado apoio a idosos em isolamento, com dificuldades de mobilidade ou doenças crónicas, levando até eles a medicação e/ou bens alimentares. 

Complementarmente, foram criadas linhas telefónicas para os Serviços de Ação Social (275 330 648), para prestar apoio psicológico a idosos e pessoas em risco (275 330 645), para apoio na área da Terapia ocupacional, ligada ao Espaço dos Sentidos da Biblioteca Municipal (275 330 644) ou ainda a Linha COVID-19, de informação e esclarecimentos sobre cuidados e procedimentos que garantam a saúde individual e coletiva no atual contexto pandémico (275 330 651).

MUNICÍPIO DE SILVES E POLOS DE EDUCAÇÃO DÃO AS BOAS-VINDAS A RECÉM-NASCIDOS DO CONCELHO COM “MIMOS D’AVÓS”


Mimos de Avós é o nome do projeto lançado recentemente pelo Município de Silves, com a colaboração dos Polos de Educação ao Longo da Vida, e que pretende dar as boas-vindas aos recém-nascidos do concelho com a oferta de um enxoval simbólico composto por três peças.

Com a oferta destes “mimos”, cujas peças foram criadas pelos seniores dos Polos de Educação ao Longo da Vida do concelho, pretende-se, de acordo com a Presidente da Câmara Municipal de Silves, Rosa Palma, “juntar duas gerações distintas, neste desejo que nos une a todos: acreditar que uma vida nova é uma promessa de um futuro melhor e mais feliz”, acrescentando que as ofertas “feitas com amor e carinho de que só os avós são capazes, são a nossa forma de desejar as maiores felicidades à criança e a toda a família”.

Para poderem beneficiar desta oferta simbólica, o procedimento é bastante simples. Ao efetuar o registo do novo membro da família, os pais irão receber um cartão que deverão entregar no sector de Educação do Município de Silves, localizado na rua João de Deus, n.º 16 (ao lado da Junta de Freguesia de Silves), devendo, para o efeito, contactar previamente o respetivo serviço através do telefone 282 440 815 (dentro do período de funcionamento das 9h00 às 17h00).
Avós que se foram deixam nossas vidas mais pobres, mas suas histórias para sempre as enriquecerão. Autor Desconhecedor)

Câmara de Évora defende atribuição de subsídio de insalubridade e risco

Em reunião realizada no dia 6 de maio, o Município de Évora aprovou, por unanimidade, uma proposta dos eleitos da CDU para atribuição do subsídio de insalubridade e risco aos trabalhadores das autarquias locais. 

Faz pleno sentido que este decreto-lei seja rapidamente regulamentado e aplicado perante a pandemia de Covid 19, considera a autarquia, tendo em conta que há um conjunto de trabalhadores a cumprir diariamente funções imprescindíveis à vida das comunidades – como, por exemplo, higiene e limpeza, água e saneamento, proteção civil, cemitérios - às quais estão associadas condições de insalubridade e risco, hoje particularmente agravadas pelo perigo de contágio que podem pôr em causa a saúde e a própria vida desses trabalhadores. 

Neste sentido, a Câmara Municipal de Évora “solicita ao Governo, porque se trata de uma justa exigência destes tempos de pandemia, que reconheça estas condições a que estão sujeitos milhares de trabalhadores no desempenho de funções essenciais à sociedade e que, regulamente e determine a aplicação do Suplemento de Insalubridade e Risco, no valor previsto do Decreto-Lei no 53-A/98, a todos os trabalhadores que se encontram nesta situação”. 

Nesta reunião foi feito novo ponto de situação e medidas/Covid19 pelo Presidente do Município, Carlos Pinto de Sá, com base na informação apresentada na reunião – realizada a 4 de Abril - das Equipas de Coordenação e de Saúde e Segurança do Plano de Contingência Municipal. Uma reunião da qual saíram orientações gerais, ao nível da prestação dos serviços públicos e dirigidas ao funcionamento interno do Município. 

O Presidente sublinhou que o Concelho de Évora mantém uma situação de não contágio comunitário pela pandemia COVID-19 e que os casos ativos de infeção são residuais. O Município tem cumprido com êxito o Plano de Contingência delineado, não tendo existido trabalhadores infetados com o vírus até ao momento. 

Terminado o Estado de Emergência e declarada pelo Governo a Situação de Calamidade, foi imediatamente acionado, por obrigação legal, o Plano de Emergência Municipal. Alertou que, apesar da primeira onda da pandemia ter tendência para diminuir, isso dependerá, em larga medida, do comportamento da população e do cumprimento das medidas sanitárias de proteção adoptadas. 

No que respeita à prestação de serviços públicos pelo Município, as orientações vão no sentido de reiniciar o atendimento presencial com marcação prévia e implementar as barreiras acrílicas já adquiridas ou produzidas. 

Reabrirão a breve trecho, parcialmente e com as restrições definidas na legislação, um conjunto de equipamentos municipais e está também em preparação a reabertura dos Jardins de Infância e a implementação de uma aplicação digital móvel (“app”) gratuita para o estacionamento tarifado, em alternativa ao uso dos parquímetros. 

No período antes da ordem do dia foram ainda esclarecidas diversas questões colocadas ao Presidente e Vereadores com Pelouros. Houve ainda uma saudação apresentada pela Vereadora Sara Dimas Fernandes ao Clube de Andebol de Évora pela subida da equipa sénior à II Divisão Nacional. O Vereador Eduardo Luciano relembrou a efeméride de 9 de Maio - em que se celebra o fim da II Guerra Mundial com a derrota de Hitler e a tomada de Berlim pelo exército soviético - saudando todos aqueles que no mundo contribuíram para o fim da guerra e a derrota do nazismo. 

Mereceu aprovação unânime a abertura de procedimento, aprovação de despesa, de peças processuais e nomeação do júri do concurso público para a empreitada de construção do Centro de Convívio da Horta das Figueiras, tal como a proposta de assinatura dos contratos interadministrativos de 2020 com as Uniões e Juntas de Freguesia. 

A atribuição dos Lotes L7 e L1 do Loteamento Municipal — Parque Industrial e Tecnológico de Évora — Aditamento à 2a Expansão, à empresa DECSIS, Sistemas de Informação, S.A. foi também aprovada por unanimidade. Um ponto que mereceu a saudação do Presidente à coragem da empresa, nestes tempos difíceis, em avançar com mais investimento no nosso concelho. 

O Lote 7 visa a expansão do Centro de Dados que funciona no Parque Industrial e Tecnológico de Évora desde 2011 e o Lote 1 é atribuído para a instalação de um Laboratório Colaborativo de Empresas Tecnológicas centrado na disponibilização de serviços tecnológicos críticos suportados no Centro de Dados já instalado.

Castelo de Paiva | No amplo espaço do Mercado Quinzenal

CÂMARA MUNICIPAL PROVE PRODUTOS LOCAIS REALIZANDO NO SÁBADO A “ FEIRA DA TERRA”


O amplo espaço do Parque da Feira, vai acolher no próximo Sábado, 16 de Maio, em Castelo de Paiva, a iniciativa "Feira da Terra", um evento organizado pela autarquia e dedicado aos produtos endógenos, ao comércio de produtos alimentares agrícolas, hortícolas e frutícolas do concelho, como forma de ajudar a incentivar os negócios e a promover a dinâmica da economia local.

" Esta será mais uma iniciativa do Município Paivense para apoiar e promover o sector primário da economia local, especialmente os pequenos produtores, facilitando deste modo, o escoamento dos seus produtos agrícolas, constituindo por isso, uma excelente oportunidade para os paivenses comprarem produtos frescos e de qualidade, produzidos no concelho ", explica a Câmara Municipal de Castelo de Paiva, entidade organizadora da iniciativa, que deixa, porém, o alerta de que, as normas da Direcção Geral da Saúde (DGS) face à pandemia de COVID-19 vão ser respeitadas, apesar da realização ser num espaço aberto, cumprindo-se todos as normas de prevenção.

Numa altura, ainda, de sementeiras, de plantação de culturas hortícolas e num território em que a agricultura tem um peso muito significativo no tecido económico, este tipo de iniciativa, conforme refere o presidente Gonçalo Rocha, é muito importante para assegurar a venda e compra de renovo para plantar, sendo esta acção municipal, entendida como uma forma de garantir a manutenção de produções essenciais para a economia familiar e simultaneamente vai responder à necessidade de agricultores/produtores escoarem os seus produtos, recordando que, a agricultura de proximidade ganhou um peso vital como activo nacional neste tempo de pandemia, permitindo tornar a nossa terra e o país mais auto-suficiente e preparado para crises futuras.

Neste contexto, também o Vereador das Feiras e Mercados, José Manuel Carvalho, destaca que, “ este período difícil que estamos a ultrapassar para regressar com segurança à normalidade das nossas vidas e a adaptarmo-nos a esta nova realidade, exige de nós um esforço grande e muito ânimo para prosseguirmos, em comunidade “, daí o convite para participar nesta Feira da Terra, que terá todas regras de higiene e segurança tal como, por exemplo, nos supermercados e mercados, que têm estado sempre em funcionamento, nomeadamente, o uso obrigatório de máscara para vendedores e público, a existência de dispensadores para desinfecção das mãos, o respeito pela distância de segurança, as entradas e afluência de público controladas por funcionários municipais, bem como a criação de espaço livre entre tendas ou pontos de venda, para evitar ou impedir qualquer aglomerado de pessoas. 
Deixando um reconhecimento a todos os paivenses pela resiliência que demonstraram neste período de crise e de confinamento social, onde cada um de nós teve um papel fundamental, o edil local Gonçalo Rocha deseja que esta iniciativa municipal seja de grande utilidade para todos, e que a população possa participar mantendo uma postura responsável, cívica e segura, respeitando todas as regras previstas.

Carlos Oliveira

Caldas da Rainha | Câmara distribui tablets, computadores e acesso à internet a alunos do concelho


A Câmara das Caldas da Rainha vai disponibilizar em regime de empréstimo equipamento informático e hotspots (pontos de acesso à internet por meio de rede sem fio) aos alunos que não os têm, para que possam acompanhar as actividades lectivas em casa durante o período de fecho das escolas devido à Covid-19.

Face ao actual contexto educativo é fundamental garantir a todos os alunos as mesmas acessibilidades ao ensino à distância.

Destinados aos alunos do 1º ciclo, os 320 tablets adquiridos pelo Município custaram 45 mil euros e já começaram a ser entregues. Em processo de aquisição estão 308 computadores para serem disponibilizados aos estudantes a partir do quinto ano e custaram 110 mil euros. A autarquia despendeu ainda cerca de 18 mil euros em hotspots.

A identificação dos alunos com estas necessidades, bem como a distribuição dos equipamentos, será assegurada pelos três agrupamentos de escola do concelho.

Covid-19/ Estarreja: PACOPAR angaria 38.500 euros


As empresas químicas que integram o PACOPAR – Air Liquide, AQP, Bondalti, CIRES e Dow Portugal – entregaram um valor total de 38.500 euros para ajudar na luta contra a COVID-19 no concelho de Estarreja.

A ajuda financeira tem como objetivo apoiar vários projetos coordenados pela Câmara Municipal de Estarreja para necessidades especiais e iniciativas de solidariedade social, tendo como destinatárias várias instituições e a população carenciada.

“Dado o impacto global da pandemia causada pelo novo Coronavírus, decidimos apoiar a comunidade local, canalizando todo o orçamento previsto para donativos para o ano de 2020 para projetos totalmente focados em minimizar os seus efeitos e com impacto positivo em alguns grupos de Risco para a COVID-19, nomeadamente pessoas idosas acima de 70 anos e outros coletivos”, afirma Leonel de Carvalho, Secretário em exercício do PACOPAR e Responsável de Fábrica da Air Liquide em Estarreja.

Tradicionalmente, as empresas do PACOPAR destinam o seu apoio financeiro anual a projectos locais apresentados por instituições de cariz social, ambiental, desportivo, entre outros, e o mesmo é entregue na primeira sessão plenária, no mês de março, após a análise das candidaturas pelo Secretariado do PACOPAR.

“Ninguém previu uma pandemia dessas proporções, pelo que não hesitamos em responder ao apelo local para ajudar a fazer face a necessidades decorrentes da emergência sanitária. Nesse sentido, o PACOPAR decidiu remeter a gestão deste apoio financeiro à Câmara Municipal de Estarreja, que o está a canalizar para as ajudas na saúde pública local”, afirma.

Segundo Diamantino Sabina, Presidente da Câmara Municipal de Estarreja, “os apoios foram utilizados especialmente no Plano Municipal de Testes COVID-19, aplicado a todo o universo de utentes e colaboradores das respostas sociais de Lar (Estruturas Residenciais para Idosos) e de Serviço de Apoio Domiciliário, tendo já sido assumidos pelo Município, com estes apoios, mais de 500 testes, o que totaliza um valor global de mais de 50 mil euros.

Outro foco do nosso investimento neste combate à pandemia é a aquisição de Equipamentos de Proteção Individual que temos disponibilizado a IPSS, Bombeiros e Unidades de Saúde Locais, protegendo, assim, quem está na linha da frente na prestação de cuidados à nossa comunidade”.

Notícias de Aveiro

Universidade de Coimbra | Estudo avalia os efeitos da pandemia na Perceção de Segurança e Planos de Viagem e Lazer dos Portugueses


A pandemia provocada pela COVID19 teve um forte impacto na perceção de segurança e planos de viagem e turismo dos portugueses. A conclusão é de um estudo conjunto do Instituto Politécnico de Viseu (IPV) e da Universidade de Coimbra (UC), feito a partir de dados recolhidos ao longo dos últimos três meses por questionário online.

Este estudo, que abrangeu o período compreendido entre os dias 02 de fevereiro e 02 de maio de 2020, é o primeiro a analisar os efeitos da atual pandemia na perceção de segurança para viajar no país e no estrangeiro e para a prática de várias atividades de lazer e turismo, bem como medo e preocupação relacionados com o contágio e medidas/restrições com as quais os residentes em território nacional concordam para se sentirem mais seguros.

Numa primeira fase, a equipa, constituída por Carla Silva, José Luís Abrantes, Manuel Reis e Odete Paiva (IPV) e Cláudia Seabra (UC), analisou os dados totais daqueles vários aspetos. Posteriormente foi feita uma análise do tipo sondagem para se perceber a mudança de opinião dos residentes nacionais ao longo do tempo, considerando cinco momentos marcados por eventos específicos referentes à atual pandemia: 02 de fevereiro, quando foram confirmados os primeiros casos na Europa (dois turistas chineses em Itália); 02 de março, dia em que foram confirmados os primeiros dois casos de infeção em Portugal; 18 de março, início do primeiro Estado de Emergência; 02 de abril, dia em que foi decretado o segundo Estado de Emergência; e finalmente o período entre o decreto do terceiro Estado de Emergência a 18 de abril e o seu termo em 02 de maio.

Os principais resultados do estudo, salientam os autores, «mostram que a atual pandemia tem um impacto significativo na perceção de segurança dos portugueses para viajar no país e no estrangeiro. Os residentes nacionais concordam que a segurança é um fator fundamental para viajar e inclusive é o atributo mais importante para a escolha de um destino, em termos globais, mas é ainda mais crucial quando se consideram as viagens internacionais. Os respondentes consideram que, devido à pandemia, são arriscadas as viagens para férias, deslocações de trabalho, viagens com a família ou para visita de amigos e familiares dentro do país. Estas respostas são ainda mais expressivas para as mesmas viagens no estrangeiro. Finalmente, consideram que medidas de segurança adicionais nos aeroportos tornam as viagens mais seguras no país e no estrangeiro». Numa análise por idades, todas as gerações - das mais novas às mais velhas - consideram a segurança como um dos aspetos mais importantes para viajar. Contudo é a geração mais velha a revelar uma perceção de risco de viagem mais elevada seja em destinos nacionais ou em destinos internacionais.

Por outro lado, este estudo indica que, devido à ameaça do novo coronavírus, os residentes nacionais sentem-se muito inseguros para praticar atividades de lazer e turismo. O destaque vai para a ida a casinos ou locais de diversão noturna que 80% dos respondentes indicam como atividades muito inseguras. Entre 60% a 80% classificam também como muito inseguras as visitas a parques temáticos, galerias, museus e monumentos, centros urbanos e centros históricos; participação em eventos como concertos, festivais, eventos desportivos ou religiosos; prática de desportos em espaços fechados; fazer refeições em restaurantes, ficar em alojamentos hoteleiros, participar em visitas turísticas ou fazer compras em centros comerciais e mercados.

Já a ida a praias, rios e lagos é uma atividade menos insegura, segundo os participantes no estudo. A ida a parques naturais, percursos pedestres e a prática de desportos de natureza são as únicas atividades consideradas como relativamente seguras pelos portugueses no contexto da pandemia. As gerações mais velhas são aquelas que, tendencialmente, demonstram um maior receio para praticar todas as atividades de lazer e turismo.

No que se refere ao medo e preocupação relacionados com o contágio, observou-se que 85% dos inquiridos sentem que cidadãos e turistas poderão ser vítimas de contágio e que esse receio se aplica a si e aos seus familiares. Apesar desta preocupação, o nervosismo demonstrado é moderado, referindo também que sentem pouco ou nenhuma necessidade de informação adicional sobre medidas de proteção em relação à COVID19. Finalmente, cerca de 50% dos respondentes afirmam que vão mudar vários aspetos da sua vida e rotinas quotidianas por causa da doença, mas no que concerne aos planos de férias e viagens a percentagem sobe para 65%. Num retrato geracional esses receios são mais vincados na geração mais velha, sendo que a geração com idades entre os 40 e os 65 anos sente maior necessidade de informação adicional para se proteger de contágio do que as gerações mais novas.

Foi igualmente questionado quais as medidas/restrições com as quais os residentes nacionais estavam de acordo. Os resultados indicam que, independentemente da faixa etária, os portugueses são unânimes sobre a obrigação de quarentena para os casos diagnosticados (95%) e um maior controlo das fronteiras (86%). É também elevada a concordância com as limitações não só em Portugal como em todos os países para a entrada de estrangeiros, principalmente de zonas afetadas pela doença (62%-64%). As respostas são mais moderadas na aceitação de medidas mais impositivas como fecho total de fronteiras (53,5%) ou obrigação de todos os cidadãos serem examinados por equipas médicas (52,5%).

Quanto ao repatriamento, os respondentes são mais concordantes quando a medida é aplicada a cidadãos portugueses no estrangeiro (49%) do que a cidadãos estrangeiros em Portugal, já que 39% dos participantes do estudo discordam até desta medida. No que respeita à possibilidade de forças de segurança pararem pessoas aleatoriamente nas ruas para serem examinadas, a discordância é maior com quase 40% dos participantes a afirmarem a sua opinião contra, 34% a favor e 26% neutra.

A avaliação das respostas nos cinco períodos temporais já referidos indicam que o medo de viajar pelos residentes nacionais aumentou progressivamente, a cada período estudado, tal como o medo de contágio em termos pessoais e familiares. Na vigência do 3º Estado de Emergência, os portugueses sentiram, contudo, ser menos arriscado viajar, principalmente dentro do país. Paralelamente, a importância atribuída à segurança foi aumentando, atingindo os valores mais elevados no último período, sobretudo para as viagens internacionais. No início da investigação, viajar com a família era considerado seguro ou muito seguro, sobretudo em Portugal. Esta perceção diminuiu drasticamente ao longo do tempo, tendo também diminuído a diferença entre fazê-lo em Portugal ou no estrangeiro.

Quanto à perceção de segurança para a prática de atividades de lazer e turismo, esta atingiu os níveis mais baixos durante o 1º Estado de Emergência. No período seguinte, entre 2 e 17 de abril, regista-se uma melhoria na perceção de segurança, em todas as atividades avaliadas, embora com crescimento diferenciado. O último período avaliado, de 18 de abril a 2 de maio, apresenta resultados díspares. Atividades como visitas a parques temáticos, galerias, museus e monumentos, centros urbanos e centros históricos; ida a praias, rios e lagos mantêm a tendência de crescimento na perceção de segurança.

Neste grupo, merece especial destaque a ida a parques naturais, percursos pedestres e a prática de desportos de natureza, por serem as atividades consideradas mais seguras, apresentando valores muitos próximos dos que se verificavam antes dos primeiros casos de Covid19 em Portugal. Atividades como participar em eventos, concertos e festivais; fazer compras em centros comerciais e mercados e ficar em alojamentos hoteleiros mostram uma estagnação na perceção de segurança, sendo esta negativa.

Por fim, surge um conjunto de atividades em que, depois de uma subida na perceção de segurança durante o 2º Estado de Emergência, voltou a diminuir durante o período seguinte, como são a frequência de restaurantes, casinos e discotecas, ida a locais e eventos religiosos, a prática de desportos em espaços fechados e a participação em visitas turísticas organizadas. De referir que a necessidade de informação para se poder proteger do coronavírus era inicialmente de 52%, baixando no último período do estudo para cerca de 30%.

As conclusões desta investigação, «além de contribuírem para se perceber melhor como a atual pandemia está a influenciar a vida quotidiana dos portugueses e os seus planos de lazer e viagem, chamam a atenção para vários aspetos muito importantes, tais como o nível de segurança sentido para viajar dentro e fora do país e sua evolução ao longo do tempo, mostrando que as viagens domésticas foram consideradas como menos arriscadas ao longo do tempo; e quais as atividades de lazer e turismo que os portugueses consideram mais seguras, destacando-se claramente a prática de turismo de natureza» consideram os autores.

«As gerações mais velhas são quem mostra mais receios, pelo que este segmento de mercado será aquele que precisará de mais tempo para recuperar a confiança para viajar. Já no que respeita às restrições e medidas de segurança, os portugueses aceitam as medidas impostas pelo Governo, contudo, não concordam com medidas mais impositivas», acrescentam.

Este estudo, que envolve o Centro de Investigação em Serviços Digitais (CISeD) do IPV e o Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território (CEGOT) da UC, está ainda a decorrer e permitirá num futuro próximo apurar os impactos da COVID19 não só em Portugal como também noutras regiões do mundo. Os autores obtiveram até ao momento, respostas de residentes em 74 países nos cinco continentes, alguns dos quais importantes mercados emissores para Portugal. O questionário, disponível em 21 línguas, pode ser consultado e respondido em: http://estatisticas.estgv.ipv.pt/index.php/823712?newtest=Y&lang=pt.

Recolha de dados e perfil da amostra:
Este estudo baseia-se numa amostra não restrita obtida a partir de um questionário online partilhado nas redes sociais. O trabalho de campo decorreu entre os dias 02 de fevereiro e 02 de maio de 2020. O Universo do estudo é constituído por indivíduos de ambos os sexos, residentes no território nacional com 18 anos ou mais. Foram obtidas 1010 respostas válidas. Os respondentes tinham as seguintes características: i) Género: 70,3% mulheres e 29,7% homens; ii) Idade: 25,5% idades compreendidas entre os 18 anos e os 24 anos; 30,3% entre os 25 anos e os 40 anos; 31,3% entre os 41 anos e os 55 anos; e 12,9% têm mais de 55 anos; iii) Nível de escolaridade: 87,6% têm estudos superiores, os restantes 12,4% têm estudos até ao 12º ano; iv) Grupo Ocupacional: 4,7% Empresário(a) em nome individual, 7,3% Profissional liberal, 41,8% são Quadro médio/superior, 10,8% Funcionário(a) comercial ou administrativo, 2% são Operário(a)s, 3,1% Pensionista/Reformado(a), 2,1% Doméstica/Desempregado(a) e 28,3% Estudantes. 58,1% dos inquiridos fizeram até 5 viagens internacionais nos últimos 3 anos, 24,8% fizeram entre 5 e 10 viagens e os restantes 17,1% fizeram mais de 10 viagens.

Cristina Pinto