sábado, 19 de agosto de 2017

Finalmente | NOVO GOVERNO TIMORENSE TOMA POSSE PARA A SEMANA


Após quase um mês de se conhecer os resultados oficiais das eleições legislativas timorenses – em que a Fretilin foi a mais votada - parece que os partidos políticos chegaram ao consenso de se comprometerem a formar uma coligação governamental ou a aprovarem o governo no parlamento em conformidade com o programa 
negociado.

Sabe-se que a Fretilin conseguiu a integração no governo do partido liderado por Taur Matan Ruak, o PLP, e que logo após ter sido apurada a vitória do partido de Alkatiri o Khunto anunciou o seu apoio à formação de governo em coligação. Assim, entre os três partidos estará assegurada a maioria de deputados no parlamento. Fretilin 23, PLP 8, Khunto 5. Num total de 65 parlamentares a Assembleia Nacional conta com a maioria dos partidos coligados, 36 deputados.

Apesar destas contas da comprovada maioria da coligação foi ponto de honra dos responsáveis da Fretilin contar com o apoio de todos os partidos, numa espécie de governo de consenso nacional. Com esse objetivo Mari Alkatiri tem vindo a insistir no modelo. Aparentemente foi o que conseguiu.

O partido de Xanana Gusmão tem sido o mais renitente em aceitar a derrota e a vitória escassa da Fretilin, pautando-se por criar dificuldades com dissimuladas discordâncias relativas ao modelo governativo. Perante os resultados afirmou-se logo da oposição, notório fruto do ressabiamento e choque por ter sido preterido para segundo plano pelos eleitores, que ao contrário de anteriormente deram a vantagem eleitoral à Fretilin por mais mil votos e mais um deputado, para além de também terem preferido o PLP e o Khunto. A perder saíram os partidos que mais têm governado Timor-Leste, o CNRT e o PD (Partido Democrático).

Será no decorrer da semana que vem que decerto haverá governo em Timor-Leste por via da escolha do eleitorado timorense. Entretanto o CNRT de Xanana Gusmão engoliu um pouco do seu orgulho ferido e declara que apesar de ser oposição poderá apoiar o governo de coligação… O que é muito pouco no dito se considerarmos que Xanana Gusmão é useiro e vezeiro na particularidade de criar crises, instabilidades e duradouras manipulações para tirar vantagens que lhe possibilitem continuar no pódio da governação – como tem acontecido ao longo dos anos de independência de Timor-Leste.

Atualmente importa acreditar que tudo vai acontecer positivamente e em prol dos reais interesses dos timorenses, em prol da estabilidade que o país tem tido, principalmente neste últimos anos. Assim aconteça.

A seguir, se continuar a ler, ficará a saber o que diz o CNRT de Xanana ao governo de coligação. Também o PD tem a sua palavra empenhada em afirmar que “vai ajudar a viabilizar o próximo Governo”. Sejamos otimistas e esperemos que os interesses pessoais e partidários de uns quantos não se sobreponham aos interesses em falta, prementes e efetivos dos timorenses, principalmente dos mais carenciados, dos que deixaram de acreditar em tudo que promete Xanana Gusmão. A penalização infligida ao CNRT também assim o demonstrou.

MM = AV | Página Global

CNRT vai ser "oposição construtiva", mas pode apoiar Governo timorense de coligação

18 de Agosto de 2017, 17:00

Díli, 18 ago (Lusa) - O CNRT, segundo partido timorense, vai ser uma "oposição construtiva" no Parlamento Nacional, onde apoiará a próxima coligação de Governo, liderada pela Fretilin, em assuntos de interesse nacional e de Estado, garantiram os líderes dos dois partidos.

"O CNRT tomou a decisão de ser uma oposição construtiva mas também foi dada a garantia de que em assuntos de interesse nacional e de Estado apoiarão o Governo para garantir a estabilidade. A Fretilin respeita a decisão, num principio de incidência parlamentar, a bem do futuro do país", disse aos jornalistas o secretário-geral da Fretilin, Mari Alkatiri.

Xanana Gusmão, presidente do Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), saudou o facto da Fretilin respeitar a decisão do seu partido se manter na oposição.

"Mas em questões de interesse nacional queremos contribuir positiva e construtivamente. É uma política que temos vindo a seguir desde 2013 em que discutíamos os problemas e procurávamos consenso", afirmou ainda.

Mari Alkatiri e Xanana Gusmão falavam aos jornalistas depois de uma reunião de cerca de 80 minutos de delegações dos dois partidos mais votados nas legislativas, a Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin) e o Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT).

Alkatiri confirmou que os três partidos que vão formar a coligação de governação - Fretilin, Partido Libertação Popular (PLP) e Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO) - decidiram já, em conjunto, que Xanana Gusmão e a sua equipa continuarão a liderar as negociações com a Austrália sobre fronteiras marítimas.

"Esta posição não é da Fretilin é da coligação. Não vamos mudar o chefe de equipa, não vamos mudar a equipa", afirmou Mari Alkatiri.

"É um assunto complexo e agradeço imenso a confiança que a coligação depositou em mim, declarando que vou continuar e no dia 22 sigo para uma nova ronda negocial", acrescentou Xanana Gusmão.

Questionado pela Lusa sobre receios de que militantes ou apoiantes do CNRT que estão na administração publica possam fazer bloqueio à ação da coligação de Governo, Xanana Gusmão garantiu que o partido estará atento a essa questão.

"Tudo faremos para que isso não aconteça e ainda hoje falamos sobre isto, porque o nosso Estado é um Estado ainda frágil e por isso todo esforço que a Fretilin está a fazer - e para que nós estamos a tentar contribuir ao máximo - é para garantir uma transição democrática", disse Xanana Gusmão.

"Queremos que a cultura democrática seja sólida. Temos aqui uma sociedade ainda muito necessitada e temos que atuar nisto", considerou ainda.

Questionados sobre o facto do resultado eleitoral - os dois partidos tiveram uma diferença de menos de 0,3 pontos percentuais - ter sido aceite por todos sem qualquer polémica, ambos reiteraram o seu empenho na estabilidade.

"Não queremos dar lições a ninguém. A nossa contribuição é para resolver os nossos problemas", disse Alkatiri. "Se isso puder ser aproveitado por outros países, mais frágeis que nós, ficamos imensamente satisfeitos", acrescentou Xanana Gusmão.

A reunião de hoje das lideranças dos dois partidos foi a primeira desde as eleições em que participou Xanana Gusmão.

Mari Alkatiri e Xanana Gusmão encontraram-se pela primeira desde as eleições de 22 de julho na passada segunda-feira, num encontro convocado pelo Presidente da República, Francisco Guterres Lu-Olo, que decorreu sem imagens ou declarações aos jornalistas, que foram impedidos de entrar no complexo da Presidência.

Encontros técnicos estão a decorrer hoje e sábado para definir organigrama, formato e outros aspetos do Governo devendo uma delegação dos líderes da Fretilin, PLP e KHUNTO apresentar na terça-feira ao Presidente da República o nome do próximo primeiro-ministro.

Tudo indica que esse cargo deverá ser ocupado por Mari Alkatiri, secretário-geral da Fretilin.

A composição do Governo deverá ser conhecida na semana seguinte e a tomada de posse deverá ocorrer nos primeiros 10 dias de setembro.

ASP // SB

Partido Democrático vai ajudar a viabilizar próximo Governo timorense que será de coligação

18 de Agosto de 2017, 11:00

Díli, 18 ago (Lusa) - O Partido Democrático (PD), quarto partido timorense, comprometeu-se hoje a viabilizar no Parlamento Nacional o VII Governo constitucional que será formado por uma coligação da Fretilin com o Partido Libertação Popular (PLP) e o KHUNTO.

Mari Alkatiri, secretário-geral da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin) e Mariano Sabino, o seu homólogo à frente do PD, disseram aos jornalistas que o apoio do PD foi manifestado sem quaisquer exigências.

"Estou contente com o facto da liderança do PD compreender o processo. Durante a campanha a Fretilin disse que se não tivesse maioria absoluta procuraria uma plataforma de governação. Isto tem a compreensão total do PD", explicou Mari Alkatiri, depois de um encontro de delegações dos dois partidos.

"O PD vai contribuir para viabilizar o Governo. Viabilizar não significa produzir unanimidade toda a vida, tem de haver sentido crítico. Se formos todos para a coligação perdemos sentido crítico. O PD quer ter um papel de ser construtivo. Viabiliza o Governo mas mantém o sentido crítico", considerou.

Mariano Sabino, por seu lado, recordou que o PD sempre manteve a posição de querer ajudar a viabilizar o executivo, para garantir estabilidade no país.

"Desde o inicio o PD sempre disse que estava pronto a servir. Vamos ajudar a viabilizar o Governo até 2022. A posição do PD é de estar pronto a apoiar a governação da Fretilin", disse.

"Uma questão é o requisito constitucional. Com 36 deputados cumpre-se o requisito constitucional. Mas outra coisa é a governação aberta e neste aspeto o PD está preparado para contribuir", sublinhou, referindo-se à soma de deputados da Fretilin (23), PLP (oito) e Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO), cinco.

Delegações dos dois partidos reuniram-se hoje durante cerca de uma hora na segunda ronda de negociações tendo em vista a formação de Governo.

Este foi o assunto que marcou a agenda da reunião de quinta-feira da Comissão Política Nacional (CPN) da Fretilin que, como explicou hoje à Lusa Mari Alkatiri, avançou com os esforços para "reforçar a coligação".

Hoje e sábado decorrem já reuniões mais técnicas entre a Fretilin e o PLP e o KHUNTO e o objetivo é, na terça-feira, que os líderes dos três partidos possam já levar ao chefe de Estado, Francisco Guterres Lu-Olo, "um organigrama, um esqueleto" do próximo executivo.

ASP//ISG

MOÇAMBIQUE | O povo precisa de um Governo mais humano


@Verdade | Editorial

A seriedade de um pais vê-se em pequenas coisas, sobretudo na capacidade do Governo dar respostas aos problemas pontuais da sua população, tais como o acesso à saúde, educação, entre outros serviços básicos. Mas o que se assiste no nosso país é uma situação verdadeiramente clamorosa e preocupante. Não se justifica que, em 42 anos de independência nacional, os moçambicanos continuem a viver como indigentes e morrerem por falta de assistência médica e medicamentosa.
Aproximadamente 50 porcento da população moçambicana continua a consumir água imprópria e a situação é mais crítica nas zonas rurais. A população tem recorrido aos rios e riachos para beber, apesar de a construção de uma fonte de água não ultrapassar um milhão de meticais. Aliado a isso, está o problema relacionado com a falta de saneamento do meio. Todos os anos, centenas de moçambicanos morrem por causa de doenças hídricas, situação essa que se pode evitar, mas o Governo prefere investir em viaturas para este e aquele ministro ou deputado.

Diante essa dura realidade, o Governo pouco ou quase nada faz para reverter essa preocupante situação que coloca o país num dos piores países para se viver. Pelo contrário, continua hipotecar o futuro do povo, colocando- o numa situação de indigência.

Como se isso não bastasse, Moçambique é também um dos piores países para as pessoas de terceira idade viverem. É vergonhoso para um país que se diz sério, quando situações dessa natureza acontecem. Esses factos revelam claramente que, nos últimos 42 anos, o Governo da Frelimo não se preocupou em dar dignidade a vida dos moçambicanos. Têm sido 42 anos de pseudo-políticas que empurram o país para um situação insustentável, através de endividamentos ocultos e as suas actividades sem impacto visível na vida dos moçambicanos. Não obstante o país dispor de inúmeros recursos naturais, a condição de vida dos moçambicanos tende a deteriorar-se a cada dia que passa, devido ao Governo da Frelimo que se tem mostrado incompetente, apático e insensível relativamente ao sofrimento de milhões de moçambicanos.

Um dos revoltantes e bizarros exemplos da falta de compaixão e respeito para com o povo é a realidade que se vive no distrito de Moma, na província de Nampula. Nessa parcela do país, o hospital rural não possui meios circulantes, com destaque de ambulância para a transferência de pacientes, e, como consequência disso, pelo menos uma pessoa já perdeu a vida.

Não se pode esperar o desenvolvimento do país e melhoria na qualidade de vida quando, todos os dias, moçambicanos morrem por falta de serviços básicos que o Governo tem a obrigação de prover.

Votar perto de casa não é para todos em Angola


Alguns eleitores na Huíla não poderão votar perto de casa. Fizeram o registo eleitoral na província no sul de Angola, mas muitos foram colocados em assembleias de voto a milhares de quilómetros. CNE confirma reclamações.

Rosa Filipe atualizou o registo eleitoral na província da Huíla e, por isso, estava à espera de ir votar numa assembleia próxima da sua residência. Mas ficou preocupada quando percebeu que viu que a 23 de agosto terá de ir votar à província do Uíge, no interior-norte, e não tem condições para ir até lá.

"É difícil. Para além de ser muito distante, estou a passar por dificuldades financeiras. Então, não vai dar para lá ir", lamenta a eleitora.

Além de Rosa Filipe, estima-se que, pelo menos, 50 eleitores na província da Huíla tenham sido colocados em assembleias afastadas das suas casas.

Francisco António também fez o registo eleitoral na cidade do Lubango, na Huíla, mas ficou surpreendido quando o seu nome apareceu numa assembleia na província de Cabinda, a cerca de dois mil quilómetros de distância.

Francisco António, que não vai votar por não ter dinheiro para ir até Cabinda, sublinha que o seu direito ao voto está a ser violado. "É um dever do cidadão votar, mas também é um dever do Estado proporcionar condições para que o cidadão vote [próximo de] onde vive. Sinto-me mal, porque, neste caso, nem cidadão sou", afirma.

Reclamações na CNE

Têm chegado à Comissão Nacional Eleitoral (CNE) várias reclamações de eleitores que "viram a sua pretensão de votar numa determinada localidade não concretizada na Huíla", confirma o porta-voz Longa Paquete.

"Preocupa-nos saber que há eleitores que, por algum motivo que temos depois de estudar internamente,  terão sido deslocados de determinadas localidades  para onde deviam exercer o seu direito de voto para outras", afirma o porta-voz. Ainda assim, a Comissão Eleitoral diz não será possível resolver o problema antes das eleições da próxima quarta-feira.

Na semana passada, depois de dúvidas levantadas pela oposição sobre uma alegada transferência de eleitores para mesas de voto distantes da área de registo, a CNE informou que a indicação do ponto de referência dado pelos eleitores no ato de registo eleitoral não determinava a sua assembleia de voto.

A CNE constituiu 12.512 assembleias de voto, que incluem 25.873 mesas de voto por todo o país, com o escrutínio centralizado nas capitais de província e em Luanda.

Lusa | Deutsche Welle

ANGOLA | As eleições e os partidos políticos


Na próxima semana, os angolanos vão uma vez mais às urnas para elegerem os governantes que hão-de exercer o poder até 2022.

Jornal de Angola | opinião

Faltam poucos dias para o pleito eleitoral, um acontecimento que tem a particularidade de o partido no poder, o MPLA, apresentar um novo candidato a Presidente da República, João Lourenço, um experimentado quadro da formação política que governa o nosso país desde a nossa a Independência, e que soube, com sabedoria e coragem, contornar inúmeros obstáculos para preservar a unidade e a soberania nacional, um feito que entrou definitivamente na história de resistência do povo de Angola.

Institucionalizado o Estado Democrático de Direito nos anos 90 do século passado, os angolanos passaram a realizar eleições multipartidárias para escolha dos seus governantes, as quais têm sido geralmente marcadas por uma adesão massiva dos eleitores às urnas, o que mostra que tem havido no país um grande interesse dos cidadãos pela vida politica e uma vontade de nela participar, fazendo no momento do voto as suas opções.

 A 23 de Agosto de 2017, o povo angolano vai exercer novamente a soberania através do sufrágio universal, livre, igual, directo e secreto, num processo eleitoral em que vão ser eleitos o Presidente da República, o Vice-Presidente da República e os deputados à Assembleia Nacional.
É grande a expectativa em torno das próximas eleições gerais, o que se compreende, tendo em conta a importância do processo eleitoral na vida dos cidadãos, que esperam sempre daqueles que obtêm a legitimidade para governar total entrega à defesa do interesse público, protagonizando actos virados para a realização da justiça e para assegurar o bem-estar de todos os angolanos.

Cinco partidos e uma coligação partidária vão concorrer ao poder nas próximas eleições gerais, sendo inegável a importância das formações políticas nos regimes democráticos. A Constituição de Angola dispõe que “os partidos políticos concorrem, em torno de um projecto de sociedade e de programa político, para a organização e para a expressão da vontade dos cidadãos”.

 A campanha eleitoral tem permitido que os cidadãos tomem conhecimento dos programas políticos do partidos concorrentes ao poder, o que permite que os potenciais eleitores possam escolher os projectos que acharem poder satisfazer os seus anseios. Em 23 de Agosto próximo, vamos realizar, pela quarta vez, eleições gerais, e tem -se se notado durante a campanha eleitoral uma intensa actividade política dos partidos concorrentes, na perspectiva de conquistarem eleitores, quer em comícios, quer por via da comunicação social ou do contacto directo com os cidadãos. As eleições gerais são afinal uma competição que todos queremos pacífica e em que sejam observadas as regras do jogo democrático. A intolerância política deve ser expressa e inequivocamente rejeitada pelos concorrentes ao poder. Os partidos políticos existem para ajudar a construir uma sociedade democrática e para promover a harmonia entre todos os angolanos. As formações políticas devem ser um exemplo de tolerância e respeito pela diversidade de ideias antes e depois das eleições gerais. O país constrói-se com a contribuição de todos. Vale a pena citar, a propósito, palavras proferidas durante a campanha eleitoral pelo candidato do MPLA a Presidente da República, segundo as quais “não temos a ideia de que tudo sabemos e dominamos, Trabalhamos para o povo e com a sociedade. Temos ideias espelhadas no programa, mas reconhecemos que parte do que auscultamos deve ser considerado e incluído no programa”.

BARCELONA | Moussa Oukabir. O radical de 17 anos ao volante da carrinha em Las Ramblas


Terá sido este jovem, de 17 anos, o autor material do atropelamento massivo em Las Ramblas, Barcelona. Há dois anos, escreveu nas redes sociais que queria "matar todos os infiéis".

Moussa Oukabir, de 17 anos, terá sido o autor material do atropelamento massivo em Las Ramblas, Barcelona. É neste jovem que está concentrada a investigação policial neste momento, com as autoridades a admitirem que o jovem terá roubado documentos ao irmão para alugar a carrinha. O irmão apresentou-se na polícia logo após o atropelamento, numa altura em que as suas fotografias já estavam a circular como suspeito.

Logo após o atropelamento, foi noticiado que alguém saído da carrinha (presumivelmente, o condutor) teria fugido da viatura. Segundo o El Mundo, que cita fontes policiais, Moussa Oukabir terá conduzido a carrinha que provocou a morte de pelo menos 13 pessoas e mais de 100 feridos. Após o crime, com um boné na cabeça, fugiu a correr do centro da cidade.

Moussa estaria armado, a julgar pelos alertas difundidos pelas autoridades após o incidente. Dois homens foram detidos — um marroquino e um de Melilla — mas logo se soube que nenhum deles seria o condutor.

A investigação policial está a ter em conta o testemunho de Driss Oukabir, que na quinta-feira foi detido em Ripoll, na esquadra policial a que se dirigiu, garantindo que na altura do atentado estava ali mesmo, em Ripoll (Girona), e não em Barcelona. De acordo com Driss, o irmão — o mais novo de cinco irmãos — terá roubado o passaporte do irmão mais velho, de 28 anos, para conseguir alugar não só a carrinha de Barcelona mas, também, outra que foi apreendida horas depois na zona de Vic.

Moussa Oukabir — cujo nome completo é Moussa Oukabir Soprano — vive em Barcelona, ao passo que Driss mora mais a norte, em Ripoll. A identificação de Driss foi encontrada no local do crime, em Barcelona, pelo que inicialmente a investigação se concentrou no irmão mais velho — um homem que, segundo o The Telegraph, esteve detido em 2012 por suspeita de abuso sexual.

Quem é Moussa, o irmão mais novo?

Quanto ao irmão mais novo, Moussa, que continua sem paradeiro conhecido, começam a surgir algumas informações sobre o seu historial. Segundo os jornais espanhóis, Moussa terá feito alguns comentários de teor racial, contra os não-muçulmanos, numa rede social, há dois anos. Na rede social Kiwi, perguntaram-lhe o que faria se se tornasse líder absoluto do mundo: “Matava todos os infiéis e deixaria apenas os muçulmanos continuarem com a religião”, terá escrito. Um país onde nunca viveria? “No Vaticano”.

Moussa terá viajado recentemente até Marrocos e, segundo o La Vanguardia, regressou a Espanha no último dia 13, poucos dias antes do crime. Não há informações consensuais sobre a data de nascimento do jovem — o La Vanguardia diz que Moussa terá já cumprido o 18º aniversário, mas a informação não foi confirmada. O ministro da Administração Interna do governo catalão não quis confirmar a identidade do suspeito.

Segundo o El País, as autoridades acreditam que o jovem pertencia a uma célula terrorista composta por 12 pessoas. Cinco destas foram mortas no outro ataque em Cambrils, três estão detidas — faltam, portanto, quatro (incluindo Moussa), que estão a monte.

Uma jovem que será amiga de Moussa Oukabir, que falou com o jornal catalão mas que preferiu permanecer anónima, diz-se “surpreendida com tudo isto” porque o jovem era um “rapaz normal e muito simpático”. Moussa é descrito pela mesma jovem como um rapaz “um pouco calado e que nunca procurava problemas” — “tinha um grupo de amigos, todos marroquinos, mas falava catalão perfeitamente. Acho que veio para cá com três anos de idade”.

Edgar Caetano | Observador

HÁ PORTUGUESES ENTRE AS VÍTIMAS DA LA RAMBLA | Leia em Observador: Portuguesa entre os 14 mortos de Barcelona


MATANZA EN LA RAMBLA

 
"El Estado Islámico (ISIS, en sus siglas en inglés) golpeó ayer el corazón de Barcelona y dejó al menos 13 muertos y más de 100 heridos en el atentado más grave que sufre España desde el 11-M y el primero yihadista desde entonces. A las 16.50 horas, una furgoneta se lanzó contra los centenares de personas que se encontraban en La Rambla. Los Mossos confirmaron que se trata de un atentado coordinado. El autor material del atropello masivo se dio a la fuga y sigue en paradero desconocido. La policía catalana ha detenido a dos personas. Una de ellas es Driss Oukabir, que presuntamente alquiló el vehículo. La otra, cuya identidad se ignora, fue detenida en Alcanar (Tarragona), donde los Mossos sospechan que, junto a otras personas, estaba preparando un artefacto explosivo." (El País, com foto)

É assim que o jornal El Pais toma por abertura e manchete o que ontem à tarde ocorreu em La Rambla, Barcelona. Sobre o ataque terrorista quase todos os jornais de Espanha e da UE fazem manchete. A caça ao homem toma proporções enormes em Espanha, Moussa Oukabir é o presumível condutor do veículo que causou tanta mortandade e ferimentos a mais de 100 pessoas, incluindo estrangeiros que passeavam àquela hora na zona pedonal de Barcelona, na La Ramba.

O irmão do presumível condutor está detido. Driss Oukabir é um jovem de 17 anos que, segundo declara o irmão, mais velho, roubou-lhe o seu passaporte para alugar a carrinha com que investiu brutalmente contra os peões em La Rambla.

Há minutos ocorreu a homenagem às vítimas na praça principal de Barcelona. Muitos milhares esgotaram o referido espaço e cumpriram um minuto de silêncio, aplaudindo depois efusivamente e com comoção os que foram pasto da violência terrorista.

Pelas cidades europeias acontecem de vez em quando este tipo de ataques terroristas, o ISIS reivindica-os, como agora aconteceu neste ataque em Barcelona.

Resta-nos prestar-lhes homenagem e perguntar: onde acontecerá a seguir nova barbaridade?


PG, com El País | Foto EFE

Última hora:

O QUE PREPARA O PRESIDENTE MACRON


Thierry Meyssan*

A inquietação apodera-se dos Franceses que descobrem —embora um pouco tarde— não conhecer o seu novo Presidente, Emmanuel Macron. Interpretando as suas recentes declarações e os seus actos em relação ao relatório que redigiu em 2008 para a Comissão Attali, Thierry Meyssan antecipa a direcção para a qual ele está «En marche!» («Em marcha»).

Desde o acidente cerebral de Jacques Chirac, a França não mais teve uma presidência efectiva. Durante os dois últimos anos do seu mandato, ele deixou os seus ministros Villepin e Sarkozy digladiarem-se entre si. Depois, os Franceses elegeram duas personalidades que que não chegaram a personificar a função presidencial, Nicolas Sarkozy e François Hollande. Então, eles escolheram guindar Emmanuel Macron ao Eliseu, pensando, assim, que impetuoso jovem era capaz de assumir a governança.

Contrariamente às campanhas eleitorais precedentes, a de 2017 não foi alvo de debates de fundo. Quando muito, pudemos constatar que todos os pequenos candidatos (isto é, aqueles que não eram apoiados pelos grandes partidos) contestaram profundamente a União Europeia, que todos os candidatos principais içavam, esses sim, aos píncaros.

O essencial da campanha foi um folhetim quotidiano denunciando a suposta corrupção da classe política em geral, e do candidato favorito, François Fillon, em particular; uma narrativa típica de «revoluções coloridas». Como em todos estes modelos, sem excepção, a opinião pública reage apoiando o «bota-abaixismo» : tudo o que era velho estava corrompido, tudo o que era novo era certo e bom. Ora nenhum dos crimes de que todos falavam foi provado.

Nas revoluções coloridas precedentes, a opinião pública levava de três meses (a Revolução do Cedro, no Líbano) a dois anos (a Revolução das Rosas, na Geórgia) a acordar e a descobrir ter sido manipulada. Ela voltou a virar-se então para o que restava da primeira equipe. A arte dos organizadores das revoluções coloridas consiste, pois, em realizar sem espera as mudanças que os seus comanditários entendem operar nas instituições.

Emmanuel Macron anunciou com antecedência que iria reformar de urgência o Código do Trabalho, utilizando, para isso, o expediente de despachos. Além disso, ele anunciou importantes reformas institucionais: modificação do Conselho Económico e Social, diminuição — «despedimento» deveria dizer-se em termos de gestão empresarial — para metade do número de eleitos a todos os níveis, e elementos de «moralização» da vida política. Todos estes projectos se situam na linha do relatório da Comissão para a libertação do Crescimento francês de 2008, da qual Jacques Attali foi o presidente e Emmanuel Macron o secretário geral-adjunto.

O Código do Trabalho

Em relação ao Código do Trabalho, há efectivamente um amplo consenso para o adaptar às situações económicas contemporâneas. No entanto, tendo em conta os documentos preparatórios disponíveis, o Governo coloca-se fora desse consenso. Ele planeia abandonar o sistema jurídico Latino para adoptar o que está em vigor nos Estados Unidos. Um empregado e o seu patrão poderiam, assim, negociar entre eles um contrato contrário à lei. E, para que não restem dúvidas sobre a amplitude e a importância desta reforma, o sistema de ensino deverá formar crianças bilingues em Francês-Inglês no final da escola primária.

Jamais tal mudança de paradigma foi debatido em França. No máximo, foi evocado aquando dos debates parlamentares sobre a lei El Khomri /Macron de 2016. Alguns observadores tinham salientado que a preeminência das negociações de empresa sobre acordos sectoriais abria a via a uma possível viragem para o Direito norte-americano.

Tal escolha é tanto mais surpreendente quanto embora os Estados Unidos constituam a primeira potência financeira no mundo, eles foram largamente ultrapassados no plano económico por países tão diversos como a China ou a Alemanha. Além disso, se o Reino Unido respeitar o voto dos seus cidadãos, e prosseguir a sua saída da União Europeia, esta não mais será dominada pelo modelo financeiro anglo-saxão, mas antes pelo modelo económico da Alemanha.

As instituições

Em relação à reforma das instituições, é surpreendente constatar que, mesmo que as reformas previstas pelo Presidente Macron se possam mostrar excelentes, nenhuma é aguardada pelos Franceses. Ninguém tinha até agora posto em causa uma plétora de parlamentares ou vereadores. Pelo contrário, inúmeros relatórios denunciaram a acumulação de sucessivo estratos administrativos (municípios, grupos de municípios, departamentos, regiões, Estado) e a proliferação de comités inúteis(«Comités Theodule»).

Na realidade, o Presidente Macron avança mascarado. O seu objectivo a médio prazo, amplamente anunciado desde 2008, é a supressão de comunas e de departamentos. Trata-se de homogeneizar as colectividades locais francesas dentro do modelo já imposto por todo o lado no resto da União Europeia. O Eliseu, rejeitando a experiência histórica dos Franceses, considera que eles podem ser administrados como todos os outros Europeus.

A reforma do Conselho Económico e Social permanece incerta. No máximo sabe-se que se trataria ao mesmo tempo de dissolver os incontáveis «Comités Theodule» e de lhe confiar o diálogo social. O falhanço de Charles de Gaulle sobre este assunto, em 1969, leva a pensar que se esta reforma tivesse sido realizada, não seria para resolver um problema, mas, antes para o enterrar definitivamente. Com efeito, muito embora o diálogo social decorra no presente ao nível de sectores, a reforma do Código do Trabalho irá privar este diálogo de objeto concreto.

Em 1969, o Presidente De Gaulle tinha-se resignado novamente a abandonar o seu velho projecto de «participação», quer dizer de redistribuição do aumento de capital das empresas entre os seus proprietários e os seus empregados. Ele havia, pelo contrário, proposto fazer participar o mundo do Trabalho no processo legislativo. Para o conseguir, imaginara fazer a fusão do Conselho Económico e Social com o Senado, de modo que a Câmara Alta reunisse ao mesmo tempo representantes das Regiões e do mundo do Trabalho. Acima de tudo, ele havia proposto que esta Câmara não pudesse mais redigir as leis, por si própria, mas que emitisse pareceres sobre qualquer texto antes do mesmo ser debatido pela Assembleia Nacional. Tratava-se, portanto, de dar um poder de pronúncia sobre a legislação às Organizações do mundo rural e liberais, aos Sindicatos operários e patronais, às Universidades e Associações de família, sociais e culturais.

As duas prioridades que o Presidente entende aplicar antes que os seus eleitores despertem podem, pois, ser assim resumidas: 

- reger o mercado do Trabalho segundo os princípios do Direito norte-americano;
- adaptar as colectividades locais às normas europeias e enquistar as organizações representativas do mundo do Trabalho numa assembleia puramente honorífica.

Além de apagar em exclusivo proveito dos capitalistas qualquer vestígio de vários séculos de lutas sociais, Emmanuel Macron irá, portanto, afastar os eleitos dos seus eleitores e desencorajá-los de se envolverem na coisa pública.

Sobre o mesmo assunto:
Da Fundação Saint-Simon a Emmanuel Macron”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Rede Voltaire, 19 de Abril de 2017. 
Kadima ! Em Marcha !”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Rede Voltaire, 10 de Maio de 2017.
Macron/Libia = ‘Rothschild Connection’”, Manlio Dinucci, Tradução Maria Luísa de Vasconcellos, Il Manifesto (Itália), Rede Voltaire, 2 de Agosto de 2017.

Documento Anexo:
Rapport de la Commission pour la libération de la croissance française, La Documentation française (2008) (Relatório da Comissão para a promoção do crescimento francês, A Documentação Francesa /2008»- ndT)(PDF – 1007.6 ko)

Thierry Meyssan* | Voltaire.net | Tradução Alva

*Intelectual francês, presidente-fundador da Rede Voltaire e da conferência Axis for Peace. As suas análises sobre política externa publicam-se na imprensa árabe, latino-americana e russa. Última obra em francês: L’Effroyable imposture: Tome 2, Manipulations et désinformations (ed. JP Bertrand, 2007). Última obra publicada em Castelhano (espanhol): La gran impostura II. Manipulación y desinformación en los medios de comunicación (Monte Ávila Editores, 2008).

O AUTO-DE-FÉ DO PONTAL


Nuno Ramos de Almeida | jornal i | opinião

A liderança do PSD está desesperada e pretende agitar as águas com um discurso importado de Trump. A esse falso populismo é preciso contrapor uma política popular que promova a igualdade social e dar o poder à maioria da população

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, parece querer colmatar a sua falta de capacidade de mobilizar os seus militantes e de chegar à população macaqueando uma espécie de discurso racista da supremacia branca. O problema desse discurso é que, para além de abrir uma caixa de Pandora, pode ter consequências dramáticas, baseia-se, como é frequente, em mentiras disfarçadas de meias verdades. O patrono do candidato racista de Loures afirma que a nova lei da imigração vai permitir uma invasão de imigrantes façanhudos de faca nos dentes e impedir a expulsão de sanguinolentos facínoras imigrantes. “O que é que vai acontecer ao país seguro que temos sido se se mantiver esta possibilidade de qualquer um viver em Portugal?”, queixa-se Passos Coelho, que argumenta que a nova lei faz com que o Estado perca a possibilidade de expulsar alguém que tenha cometido crimes graves.

Argumentar que há uma nova lei da imigração que causa todas essas maleitas é saber que se está a mentir. Por todo e por junto, foram dadas novas redações aos artigos 132, 88 e 89 da lei que regulamenta a imigração. Na sua formulação anterior, o artigo 132, excetuando casos de atentado à segurança nacional ou à ordem pública e de um conjunto de situações, não permitia que fossem expulsos estrangeiros que tivessem nascido em território português, tivessem filhos menores a cargo em território português e se encontrassem em Portugal desde idade inferior a dez anos. Devido a vários casos de pessoas que foram expulsas por crimes menos graves, como no caso de roubo, a nova formulação da lei apenas vem precisar que, com exceção de suspeita fundada da prática de crimes de terrorismo, sabotagem ou atentado à segurança nacional ou de condenação pela prática de tais crimes, as pessoas não podem ser expulsas nos casos previstos anteriormente. Defende-se que quem nasceu ou sempre viveu em Portugal e tem filhos cá, depois de pagar as suas contas à justiça, deve ficar no país em que sempre viveu e com a sua família.

A posição é absolutamente coerente com a legislação europeia e com a posição defendida por Portugal perante as expulsões de portugueses emigrados nos EUA, que têm família lá, que não têm laços em Portugal e que cometeram iguais crimes. Veja-se o caso, absolutamente inumano, dos chamados “desterrados” dos Açores, expulsos dos EUA depois de pagarem os seus crimes na cadeia e impedidos de voltar a viver com as suas famílias.

O mesmo acontece com os artigos 88 e 89. Anteriormente, a lei permitia ao inspetor do SEF dar documentos de residência a quem tivesse entrado legalmente no território e provasse ter um vínculo de trabalho e ter feito descontos na Segurança Social. O novo dispositivo apenas torna a situação igual para todos: deixa de estar ao critério discricionário e diferente de cada inspetor, e passa a ser automático para quem, tendo entrado legalmente no país, tenha uma promessa de contrato de trabalho. Lembre--se que uma promessa de trabalho é um compromisso que é equivalente a um contrato oral.

Infelizmente, não há nova lei de imigração nem de nacionalidade que regularize a situação de milhares de trabalhadores clandestinos e a viver em condições de escravidão que atualmente garantem grande parte da nossa agricultura e até trabalham nas nossas pescas.

Portugal tem um problema de falta de gente, e não de imigrantes a mais. Se não aumentar o número de pessoas que acolhemos, o que vai acontecer é uma crise demográfica com implicações na nossa economia e na nossa capacidade de sustentar a Segurança Social. Precisamos de 42 mil imigrantes por ano para manter os 10,4 milhões de residentes que somos, e precisaríamos de 75 mil imigrantes para manter o nível de população ativa. Estamos muito longe disso.

O discurso racista e xenófobo tropeça nos números. Não vai haver Portugal independente se continuarmos a não ter desenvolvimento económico.

Do que nós precisamos é de leis que deem dignidade de cidadãos às pessoas que vêm viver e trabalhar cá, não que as criminalizem com um conjunto de mentiras. É escandaloso, por exemplo, que as unidades públicas de saúde não cumpram a lei, para permitir tratar e fazer exames gratuitos, no quadro do Serviço Nacional de Saúde, às mulheres imigrantes indocumentadas, como a lei prevê. Portugal tem ainda em muitos sítios práticas racistas que violam a própria lei. Essa ideologia é sustentada pelos políticos que temos.

O discurso de Donald Trump sobre os mexicanos, que seriam todos um bando de violadores, é perigosamente parecido com o discurso do candidato de Loures apoiado pelo PSD, e com a aquiescência e defesa de Passos Coelho, sobre os ciganos. Ambos apelam aos sentimentos racistas, desmentidos pelos números e estatísticas, para mobilizar eleitores pelo ódio. Estes discursos dão em posições cúmplices dos nazis e do Ku Klux Klan, em Trump; e em elogios do PNR aos candidatos do PSD, em Portugal.

Tão perigosa como esta abordagem racista e xenófoba são aquelas que, afirmando contestar estas, as usam para manter os constrangimentos estruturais e os quadros de dominação e poder atualmente existentes. Reivindicar uma Europa dominada pelo capital financeiro e pela Alemanha não é defender a igualdade dos cidadãos que trabalham na Europa, é empobrecer 99% para que 1% continuem a dominar.

Este tipo de arautos da modernidade desculpam-se dizendo que estão a combater o “populismo” enquanto, na prática, estão a manter os privilégios de quem manda e explora a maioria das pessoas. É preciso separar o trigo do joio: é preciso uma rutura que permita uma nova política igualitária. O ser igualitária significa que combate o racismo e a xenofobia, como combate os centros imperiais do capital financeiro.
Sobre o populismo devia conseguir--se perceber o que se quer dizer com ele, separando o insulto corriqueiro de um modo de constituir o político que pode estar presente numa rutura democrática.

Numa célebre conferência sobre a questão realizada na London School of Economics em 1967, a intervenção do historiador norte-americano Richard Hof-stadter intitulava-se “Toda a gente fala de populismo, mas ninguém sabe defini-lo”. Durante a discussão que se seguiu, Margaret Canovan enumerava sete formas de populismo e Peter Wiles citava pelos menos 24 “características definidoras” para, na segunda metade da sua intervenção, enumerar um número assinalável de exceções que recenseavam muitos movimentos que, embora não verificassem as tais 24 características do populismo, ainda assim eram considerados populistas.

Essa listagem imensa e diversa começa, segundo Wiles, citado por Marco D’Eramo na “New Left”, com os levellers (niveladores) e os diggers (cavadores) na Inglaterra do séc. xvii. Continua no séc. xix com os cartistas, o Partido Populista dos Estados Unidos da América, os narodniki (a vontade do povo) na Rússia; no séc. xx, com Gandhi, na Índia; o Sinn Féin (Só Nós), na Irlanda; a Guarda de Ferro, na Roménia; o Partido Revolucionário Institucional, no México. E com outros autores a falar dos peronistas, de Fidel Castro, do PCI, do Partido da Liberdade na Holanda, do Podemos na Espanha, da Frente Nacional em França, do Movimento Cinco Estrelas em Itália, do Tea Party nos Estados Unidos da América, assim como do movimento de sinal contrário Occupy, também na América do Norte. Como se vê, uma ementa com produtos e pratos bastante diferenciados. Tal como defendem autores como Laclau, o populismo não é um conteúdo ideológico, mas uma forma de constituir o político, uma forma de fazer política a partir da delimitação de campos de inimigo e amigo e da disputa de uma hegemonia que dê sentido a essa dualidade.

Um dos aspetos interessantes deste aumento exponencial da presença política cultural e social do populismo é expresso no artigo “O populismo e a nova oligarquia”, de Marco d’Eramo, em que este, recorrendo à biblioteca da Universidade da Califórnia, recenseia 6200 artigos e livros sobre este tema no período que vai de 1920 a 2013 – mais de metade deles foram publicados de 2000 a 2013, e nos últimos três anos deste período foram escritos 1076!

Segundo D’Eramo, o uso do termo variou ao longo dos anos: de uma conotação positiva até aos anos 50 passamos para uma conotação que associava o comunismo e o fascismo; e a partir dos anos 80 há um aumento da utilização da palavra. O autor defende que neste exagero de alusões ao populismo existe uma espécie de má consciência: “Enquanto esvaziam a democracia de todo o conteúdo, acusam de ‘pulsões autoritárias’ qualquer um que se oponha a este esvaziamento (...) o uso inflacionado do termo ‘populismo’ por parte dos patrícios [da oligarquia] revela uma inquietude mais recôndita”, afirma D’Eramo.

Há uma acusação que circula no combate político: quando alguém quer desqualificar o adversário, apoda-o de “populista”. Aparentemente, o grande perigo que as nossas sociedade correm não é estarem em crise; não é a política ser monopólio dos poderosos; não é a economia estar fora da área de decisão dos cidadãos; não é a corrupção ser um mecanismo normal de funcionamento do sistema; não é a destruição do Estado social, que foi conquistado pela luta de gerações; não é as pessoas serem enviadas para a pobreza sem retorno; não é os jovens serem obrigados a emigrar e os velhos empurrados para a morte – o que é verdadeiramente grave para os habituais comentadores é o aumento do “populismo” na Europa.

Dito de outra forma, a nossa situação de crise social, política e económica deriva da existência de um regime que serve unicamente uma pequena elite. A crise é o nome de uma máquina de guerra, de alguns, que transformou uma sociedade injusta numa ainda mais desigual, a pretexto dessa mesma crise.

A razão por que 99% da população está muito mais pobre e 1% mais rica – e, desta, 0,01% riquíssima – é que o poder na sociedade está nas mãos dessa poderosa minoria.

Como defende Marco d’Eramo no seu artigo citado, no n.o 82 da “New Left Review”, a Europa atravessa um momento significativo em que a ofensiva oligárquica avança com a sua estratégia de empobrecimento, e é preciso reivindicar uma verdadeira política que dê voz à maioria da sociedade para a construção do bem comum.

TERRORISTAS


Rafael Barbosa | Jornal de Notícias | opinião

1. Os assassinos voltaram a atacar uma cidade europeia, de novo usando um veículo para matar de forma indiscriminada. Foi nas Ramblas de Barcelona, como já antes tinha sido na marginal de Nice, num mercado de Natal de Berlim, no Parlamento e na ponte de Londres (dois ataques), ou numa zona pedonal de Estocolmo. É cedo para tirar conclusões, mas há coincidências óbvias que não podem ser ignoradas. Tudo indica que o ataque de Barcelona corresponda ao perfil dos anteriores: um ato brutal de terroristas islâmicos. Os ataques foram sempre levados a cabo por estes radicais, tal como foram sempre reivindicados pelo Estado Islâmico, cujos líderes são os promotores deste género de terrorismo de baixo custo, fácil de planear e executar, aleatório e, por isso, ainda mais assustador. Como sempre acontece nos primeiros momentos, fica a amarga sensação de que os terroristas estão a ganhar esta guerra, que não tem campo de batalha, nem exércitos, nem regras de combate, nem objetivos. Resta-nos esperar que o tempo, como também sempre tem acontecido, esbata a sensação de desespero e que a vida prossiga. Talvez pareça um pouco pueril, quando o sangue ainda mancha as Ramblas, mas vale a pena citar Anne Hidalgo, presidente da Câmara de Paris: "Barcelona e Paris são cidades de partilha, de amor e de tolerância. Estes valores são mais fortes do que o terrorismo hediondo e cobarde". Se não acreditarmos nisto, vamos acreditar em quê?

2. Chamava-se Heather Heyer, tinha 32 anos, e morreu, no passado sábado, em Charlottesville, no Estado da Virgínia (EUA), vítima de um atentado terrorista. Seria apenas mais uma da já longa lista de vítimas de um veículo lançado contra uma multidão, não fossem alguns factos distintivos: o automóvel ser conduzido por um compatriota americano, tão branco quanto ela; o terrorista ser um neonazi que defende a supremacia branca, o antissemitismo, o racismo e a xenofobia; e, finalmente, porque o presidente da mais poderosa democracia do Mundo, em vez de condenar o atentado, se enredou numa vergonhosa desculpabilização, repartindo culpas entre assassinos e vítimas. É certo que o atual presidente se chama Donald Trump, o homem que já sugeriu que ser mexicano é o mesmo que ser um violador de mulheres, que ser um muçulmano é o mesmo que ser um terrorista islâmico, o homem que diaboliza os imigrantes numa nação construída por imigrantes. Mas, mesmo sendo Trump, já não há quase ninguém disponível para dar um desconto. À exceção, naturalmente, dos membros do Klu Klux Klan, que não são assim tão poucos nem tão inofensivos. Sobretudo quando sabem que podem contar com a compreensão do presidente dos EUA. O terrorismo tem muitas caras.

*Editor-executivo

Por que algumas gotas de água melhoram o sabor do whisky


Posted: 18 Aug 2017 04:44 AM PDT
Você já ouviu falar que adicionar algumas gotas de água a um copo de whisky pode abrir os sabores e o aroma da bebida? A ciência confirma: é verdade
 

SERGIO REIS furioso -Bolsa Família, onde ninguém trabalha, terá o dobro do aumento dos aposentados que trabalharam a vida toda


Sergio reis se revolta com políticos e diz, Eu só gostaria de saber qual a justificativa para o fato de o Bolsa Família, onde ninguém trabalha, ter o dobro do aumento dos aposentados que trabalharam a vida toda, sera que é pra manter ou ganhar votos de cabresto ?? Diz o cantor em entrevista, SOMOS mais de trinta milhões de aposentados! Não podemos admitir que distribuam o nosso dinheiro a quem nunca trabalhou 35 anos na vida, esta é a lei!.

Policial R$ 3.660,00 para arriscar a vida; – Bombeiro R$ 3.960,00 para salvar vidas; – Professor R$ 2,200,00 para preparar para a vida; – Médico R$ 9.260,00 para manter a vida; E o Deputado Federal?R$ 26.700,00 (Salário) + R$ 24.300,00 (Verba de Gabinete) + R$ 3.400,00 (Auxílio Paletó) + R$ 5.000,00 (Combustível) + R$ 12 .000,00 (Auxílio Moradia) + R$ 20.000,00 (Passagens Aéreas) + R$ 7 .997,00 (Auxílio Saúde) + R$ 2.100,00 (Auxílio Educação) + R$ 16.400,00 (Auxílio Restaurante) + R$ 3.400,00 (Auxílio Cultural) + Auxílio Dentista + Auxílio Farmácia e outros tantos mais beneficios , para LASCAR a vida da gente! Já o trabalhador , recebe R$ 880,00 para sustentar a família.

Será que o problema do Brasil são os aposentados? NÃO A CULPA NÃO É NOSSA …Aos políticos eu digo , Cortem suas mordomias, cortem os altos salários de funcionários da Petrobrás e outras estatais, cortem as regalias da lei Rouanet ,Cortem as verbas de carnaval, cortem as verbas para times de futebol… existem muitas outras fontes de corte , que são dispensáveis , só não faça o sofrido povo Brasileiro pagar por esses absurdo de vocês.

E esta na hora do Povo Brasileiro largar o celular de lado e sair nas ruas , reivindicar mudanças urgentes ,já.(Texto esta viralizou na internet , pelos principais tabloides virtuais, e seria atribuído a Sérgio Reis, Cantor Sertanejo,em uma publicação do Jornal Dia de São Paulo) Nota: Sergio Reis é exemplo a ser seguido como deputado,pois doa integralmente seu salario para o hospital do câncer.Jhone Hemidf – VIP NEWS – HUMOR E NOTICIAS

Fonte:http://www.sociedadeoculta.com/

Fatacil de portas abertas

Arrancou, esta Sexta-feira, 18 de Agosto, mais uma edição da FATACIL, que vai estender-se até ao próximo dia 26.
Ao contrário do que é habitual o certame não teve sessão de inauguração. A Câmara de Lagoa resolveu prescindir da cerimónia em sinal de solidariedade para com a população da Madeira e por uma questão de respeito pelo dia de luto nacional decretado pelo Governo de Portugal em função da tragédia aí ocorrida.
Apesar de não contar com cerimónia oficial, a programação da feira, nos seus diversos sectores e vertentes, manteve-se, incluindo a actuação musical, que, na primeira noite, ficou a cargo de Agir.
Nas próximas nove noites ao palco vão subir Richie Campbell (dia 19), João Pedro Pais (dia 20), GNR (dia 21), Dengaz (dia 22), Quim Barreiros (dia 23), Carminho e Tiago Bettencourt (dia 24), Xutos & Pontapés (dia 25), Matias Damásio (dia 26) e os D.A.M.A. (dia 27).
Fonte: O Algarve

Bolsonaro, a verdade que incomoda

A cada ataque desferido, ele sai ainda mais fortalecido, literalmente, nos braços do povo nas ruas e nas centenas de selfies diárias que tomam as redes sociais


Credibilidade é uma palavra-chave. E quando alguém escreve um artigo descolado da realidade — como o de Carlos Andreazza, no GLOBO, intitulado “O inofensivo Bolsonaro”, sugerindo, por exemplo, que ele não tem capacidade de comandar o país por não possuir conhecimento em economia — cai em descrédito.

Ele até já começaria em vantagem nessa área num eventual governo, pois jamais nomearia um Guido Mantega, um Antonio Palocci ou uma Zélia Cardoso para tão importante missão. Teria o que nenhum outro pré-candidato à Presidência da República tem: liberdade para escolher, sem acordos nebulosos pela governabilidade, os melhores para cada ministério.

Presidentes “preparados” nomearam “especialistas com lastro”, que destruíram nossa economia ao favorecerem, desviando dinheiro do contribuinte, empresas de amigos corruptos. Quebraram seus concorrentes, desequilibraram o livre mercado e sufocaram os empreendedores, com altos impostos e burocracia — resultando em milhões de desempregados.

Muitos que atacam Bolsonaro com ofensas pessoais ou delírios pseudointelectuais, tentando passar uma imagem monstruosa para seu público, desconhecem cada pedra que ele juntou ao longo de sua sofrida e admirável jornada para ser, hoje, uma fortaleza política e real ameaça ao corrompido estamento político brasileiro.

Não pensam que, se a cada ataque desferido a Bolsonaro ele sai ainda mais fortalecido, literalmente, nos braços do povo nas ruas e nas centenas de selfies diárias que tomam as redes sociais, isso acontece, obviamente, porque as acusações são falsas.

À exceção de quem tem o preconceito entranhado na mente, no coração ou no bolso, todos enxergam a brutal aberração jurídica do fato de Bolsonaro ser réu por “incitação ao crime” — o que faz muitos operadores do Direito esconderem o rosto dentro da blusa, de vergonha do golpe tão baixo.

Além de desrespeito à imunidade parlamentar — que usa para falar, e não para roubar —, o enquadramento é incompatível com sua trajetória pública. É autor de projetos voltados à castração química de estupradores; à redução da maioridade penal e ao acesso à arma de fogo pelos cidadãos ordeiros, para legítima defesa de sua vida, de sua família e de seu patrimônio.

Críticas são sempre bem-vindas, somos humanos, erramos, aprendemos, não cuspimos em quem tem opinião diversa, evoluímos. E quem tem a verdade ao seu lado não precisa gastar milhões em propaganda — nem receber declaração de amor de um presidente que usa dinheiro do contribuinte para comprar votos de deputados para não ser investigado por corrupção — para fingir ser aquilo que não é.

Todos estão seguros do que pensa Bolsonaro sobre os principais assuntos que interessam à sociedade e quem nele sempre votou jamais se sentiu enganado. Diferentemente do que ocorreu com muitos eleitores de Lula — que hoje declaram apoio a Bolsonaro.

Longe de ser salvador da pátria, ele é apenas um patriota, defensor da democracia e que se prepara, a cada dia, para, se Deus quiser, colaborar com o resgate do orgulho de ser brasileiro.

Flávio Bolsonaro é deputado estadual (PSC-RJ)


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Eu, Psicóloga: A culpa é sempre do estagiário: um texto pra quem sabe os altos e baixos de sobreviver a um estágio




Ah… o estágio! Aquele momento sensacional em que finalmente se pode começar a ter contato real com a profissão escolhida, e o melhor!, de forma remunerada, digna, ao lado de pessoas experientes e respeitosas. Pelo menos é o que se pensa antes de ingressar nesse ofício…


Após percorrer a cidade para distribuir cem currículos e roer todas as unhas à espera de uma entrevista, conseguir o primeiro estágio é lançar-se num rito de passagem. Deixa-se de ser calouro “barriga-verde” da faculdade, para tornar-se um veterano legítimo, exalando superioridade, descolamento e um leve ar de deboche pelos mortais que ficaram para trás. Até porque, em tempos de crise e faculdades hiperinchadas, há algo de heroico em quem consegue um “trampo” congruente com a área estudada.


Um estagiário no primeiro dia do ofício parece menino criado com vó, a caminho do primeiro dia de aula: discurso pronto, cabelo arrumadinho e com gel, roupa passada e engomada, perfume importado, meias limpas, uma pastinha com post-its, cadernos, agenda e um estojo de canetas coloridas para organizar as anotações. Tudo como manda o figurino e nos devidos conformes, afinal o negócio é sério e ele decidiu adotar a postura de ser humaninho organizado (ainda que a gaveta de meias divida espaço com cabos de videogames, chocolates escondidos e uma coleção de história em quadrinhos).


Devidamente apresentado ao chefe e aos colegas de trabalho, já vislumbra sua linda mesa e seu computador de última geração. Mas, opa!… não era aquela! Alguns metros à frente e chega ao seu real espaço, um quadradinho em que cabem um laptop modesto e um providencial copo de café (fiel companheiro que, aos litros, acompanhará sua saga). Apenas. Os cadernos e canetas terão de ficar no chão mesmo. Glamour zero. Mas é isso aí — ele pensa esperançoso — ninguém chega por último e se senta à janela. O espaço deve ser conquistado. E então, ainda meio atrapalhado e sem conhecer suas incumbências direito, ele se dedica como um leão às tarefas que lhe são incumbidas. Antes de perceber, está levando trabalho para casa e esticando as horas de trabalho para dar conta do recado.


Com o passar dos meses, o estagiário descobre suas duas funções primordiais: levar a culpa e fazer serviço de office boy, além de servir cafezinho, é claro, mas isso nem conta, é como um contrato tácito assinado por todos os membros da ala. Ele já aproveita e bebe a metade da garrafa a cada vez que serve, já que terá que passar a noite em claro estudando para a prova da faculdade e terminando de resolver os pepinos que um ou outro assistente mais enrolado lhe determinou.


O número foi digitado errado? Ih, deve ter sido o estagiário; o prazo de protocolo foi perdido? Esse estagiário desatento…; o papel sumiu? O estagiário deve tê-lo lanchado com café. Mas, no meio de toda a balbúrdia, ele capta uma manha de lidar com cliente, uma teoria pouco conhecida, a indicação de bom livro e, sem que se dê conta, entre muita culpa e pouco espaço na mesa, aprende a resolver problemas que sequer sabia que existiam, desenvolve jogo de cintura para conversar com o chefe e já está sendo convidado para todas as festinhas do departamento.


Num piscar de olhos, deixa o gel e as canetas coloridas de lado; aprende a ser eficiente com o cérebro, desenrolado com o discurso e descolado com as roupas. Sem que perceba, conquista o chefe, adere ao vocabulário da área com naturalidade e começa a compreender as explicações da faculdade sob um viés prático. De repente, completa seu ciclo de estágio e está na hora de se despedir. Quem sabe seja contratado pela empresa, quem sabe já queira alçar voos mais altos… A realidade é que estágios — remunerados ou não, pouco ou nada glamourosos — são experiências de humildade e paciência. Só quem foi um bom estagiário poderá ser um bom líder. Até lá, que o cafezinho seja servido com presteza e a culpa, carregada com leveza.|