segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Região Norte | Edil paivense deixou mensagem de solidariedade e esperança

EXECUTIVO DE GONÇALO ROCHA REALIZOU VISITA NATALICIA ÀS IPSS DO CONCELHO

A exemplo de anos anteriores, o presidente da Câmara Municipal de Castelo de Paiva, Gonçalo Rocha, realizou esta semana um périplo pela IPSS – Instituições Particulares de Solidariedade Social, do concelho, concretizando a habitual visita natalícia e deixando votos de Boas Festas, umas lembranças para as instituições e uma palavra de solidariedade e esperança para todos os utentes, ao mesmo tempo, enaltecendo a importância social destas instituições e da sua actuação junto da comunidade e do seu notável trabalho realizado a longo do ano.

Para além de ter passado por algumas escolas, no encerramento do período lectivo e participado em algumas festas natalícias, como nos Agrupamentos de Escolas de Castelo de Paiva e do Couto Mineiro do Pejão, bem como no Natal do Hospital da SC da Misericórdia e no almoço de Natal da ASCR de Nojões, o presidente Gonçalo Rocha, acompanhado do Vereador da Acção Social, José Manuel Carvalho, e da Técnica da Rede Social, aproveitou este dias que antecedem o Natal, para realizar uma visita às IPSS do Concelho, àquelas que trabalham com idosos e acederam à iniciativa municipal, levando uma palavra de carinho e de esperança aos utentes das instituições, deixando em todas uma prenda para simbolizar este tempo de confraternização e de partilha.

O Natal é sempre tempo de alegria, de paz e de confraternização em família, e o Executivo Municipal de Castelo de Paiva não deixou de valorizar a envolvente social, promovendo esta semana uma visita às várias IPSS do concelho, tendo o edil paivense evidenciando que, dos actos de partilha e de boa vontade, se pode construir um mundo melhor e a verdadeira mensagem de humanização das pessoas e da própria sociedade.

Na manhã do primeiro dia de visitas, concretizou-se uma visita aos utentes do Centro Social de Santa Maria de Sardoura, e no dia seguinte realizou-se uma passagem pelas instalações do Centro Cívico “ Viver S. Martinho “, com participação no almoço e festa de Natal.

Na sexta feira, os responsáveis municipais estiveram nas instalações da APPACDM, em Sabariz, fizeram depois uma passagem pelo CAT – Crescer a Cores, da Associação de Familiares das Vitimas da Tragédia de Entre-os-Rios, e ao final da manhã estiveram de visita aos utentes do Lar de Idosos do Centro Social do Couto Mineiro do Pejão, e foram recebidos pelos directores e utentes da ARPIP – Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos de Pedorido.

Ao inicio da tarde, registaram-se as visitas às restantes instituições do concelho, sendo realizada uma visita aos utentes do Centro Social de Real, onde tiveram oportunidade de ouvir cantares e músicas natalícias, num animado convívio com os utentes daquela instituição, bem como ao Lar Residencial da Santa Casa da Misericórdia e ao CAO – Centro de Actividades Ocupacionais, pertencente a esta IPSS, terminando o périplo no Espaço Melhor Idade, localizado na Ladroeira, em Bairros.

O presidente Gonçalo Rocha, que a todos felicitou e deixou uma palavra de incentivo e de exaltação da esperança em melhores dias, manifestou o desejo de umas festas felizes, em ambiente de solidariedade, de amizade e partilha, na perspectiva de que o novo ano seja mais próspero e afortunado, fazendo um balanço muito positivo destas visitas que também serviram para aquilatar a grandeza do trabalho destas instituições junto da comunidade paivense.

Fotorreportagem do evento
















Carlos Oliveira

CASALINHOS DE ALFAIATA RECORDOU O DIA EM QUE O VENTO SOPROU MAIS FORTE

Para assinalar os 10 anos da ciclogénese explosiva que afetou o concelho de Torres Vedras, o Pinhal de Casalinhos de Alfaiata acolheu, esta segunda-feira, a inauguração da exposição 23 de dezembro de 2009. Quando o vento soprou mais forte. “Foi uma situação tremendamente assustadora” começou por recordar o presidente da Junta de Freguesia de Silveira, Luís Pedro Silva, evocando a noite em que se registaram rajadas de vento a mais de 200 km/h.

“O nosso território foi altamente fustigado. Do ponto de vista agrícola, os prejuízos foram significativos” referiu o presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Carlos Bernardes, sinalizando os efeitos das alterações climáticas. “Em 10 anos tivemos seis ocorrências extremas no nosso território”, lembrou, apontando que essas situações deram origem a mais de 2750 ocorrências.

Ao fazer uma retrospetiva da capacidade de resiliência do território ao longo da última década, Carlos Bernardes passou a palavra ao presidente do Conselho de Administração da EDP Distribuição, João Torres, referindo-se à empresa como um “parceiro incondicional” à época.

“Tenho, desde esse dia, uma relação especial com Torres Vedras. Aprendi aqui muita coisa” partilhou João Torres. “Vimo-nos perante qualquer coisa diferente” disse, sobre o fenómeno que ocorreu numa época em que a preocupação em torno das alterações climáticas ainda estava no início. “É claro que o tema das alterações climáticas entrou na agenda e eu diria que hoje estamos todos muito mais sensibilizados”, completou.

A exposição, que estará patente até 23 de dezembro de 2020, faz uma retrospetiva dos danos causados pela intempérie através de dados e fotografias que mostram o raio de destruição deixado um pouco por todo o Concelho.

Naquela noite de 2009, foi entre as 3h00 e as 4h00 que o vento se fez sentir com mais intensidade. O fenómeno afetou 25 hectares de espaços verdes, onde foram destruídas cerca de 2500 árvores. O Plano Municipal de Emergência foi acionado, com todos os agentes da proteção civil operacionais, e chegou a ser ponderada a hipótese de declarar estado de calamidade pública.

O temporal de 23 de dezembro de 2009 “juntou-se” às cheias de 1983, ficando na memória coletiva dos torrienses como uma das duas catástrofes que, na história contemporânea, assolaram o concelho de Torres Vedras.

SANTA CRUZ DE "BRAÇOS ABERTOS” PARA A PASSAGEM DE ANO

Santa Cruz está preparada para receber com entusiasmo a entrada em 2020.
A animação nesta estância balnear terá início no dia 27 de dezembro, sendo o programa municipal da Passagem de Ano na mesma o seguinte:


27 de dezembro | sexta-feira
22h00 | Dj Big G (Kais Bar)
22h00 | Dj’s Roleta Russa (Ar de Bar)


28 de dezembro | sábado 

22h00 | Dj Póvoa (Kais Bar)
22h00 | Dj Joana Rosa Mota (Ar de Bar)
22h00 | Música ao Vivo com Dário Antunes (Nosotros Bistrô Bar)


29 de dezembro | domingo

22h00 | Dj Carito (Kais Bar)

30 de dezembro | segunda-feira
22h00 | Dj Carito (Kais Bar)


31 de dezembro | terça-feira
22h00 | Dj Carito e Dj Big G (Kais Bar)
22h00 | Dj Tuxa (Ar de Bar)
22h00 até às 2h00 | Banda Raska (Largo Jaime Batista da Costa)
00h00 | Espetáculo de fogo de artifício, com lançamento do miradouro da Praia Formosa
00h00 | Dj Fábio Passos (Nosotros Bistrô Bar - interior do estabelecimento e palco exterior no Páteo da Azenha)


A Câmara Municipal de Torres Vedras sugere a todos os que queiram fazer a sua Passagem de Ano em Santa Cruz que fiquem hospedados numa das unidades hoteleiras locais, que se deliciem nos muitos restaurantes da zona, e se descontraiam nos bares e nas discotecas da mesma.
Recorde-se que a praia de Santa Cruz, situada a cerca de 15 km de Torres Vedras, é (re)conhecida como eterna enamorada de poetas e terra do mais belo sol poente, distinguindo-se pela sua beleza natural, pelos seus extensos areais e pelo imponente Penedo do Guincho.
Os típicos toldos e varandinhas, a secular Azenha e a enigmática Torre, despertam a curiosidade de todos os que visitam esta estância balnear, outrora intitulada de “Biarritz portuguesa”.
A animação neste local prosseguirá durante todo o ano com o programa "Santa Cruz.365".


Presidente da AdCL foi à Assembleia Municipal de Cantanhede fazer o ponto da situação da ETAR das Cochadas

Segundo o presidente da AdCL, concurso público para construção da ETAR das Cochadas deverá avançar em Fevereiro
A Águas do Centro Litoral (AdCL) deverá lançar no próximo mês de fevereiro o concurso público a empreitada de construção de uma ETAR nas proximidades da estação elevatória localizada nas Cochadas, Freguesia da Tocha, de modo a resolver a sobrecarga do "Intercetor Sul" e eliminar a necessidade de realização das descargas que têm causado significativos impactos ambientais nefastos na Vala Real e no meio hídrico adjacente.
A previsão é do presidente do Conselho de Administração da empresa, Alexandre Oliveira Tavares, que, a convite da presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio, foi à Assembleia Municipal de Cantanhede fazer o ponto da situação do processo. “Nesta altura está a ser feita a análise de custo/benefício, diligência que é obrigatória para todos os investimentos superiores a 5 milhões de euros, como é o caso deste em que se prevê investir 7,5 milhões na construção da ETAR e mais cerca de 2,4 milhões noutras infraestruturas, nomeadamente na remodelação de condutas, de modo a melhorar o funcionamento de todo o sistema”, afirmou aquele responsável.
A luz verde da Secretaria de Estado do Ambiente chegou à AdCL em 13 de novembro último e Alexandre Oliveira Tavares referiu que “tem havido da parte da administração um esforço no sentido de otimizar os prazos. Temos procurado ganhar tempo em todas as frentes que dependem de nós, para que o projeto avance de forma célere, além de que já estamos a contactar os proprietários para efetivar a aquisição dos terrenos”.
Segundo o presidente do Conselho de Administração da AdCL “o que estava no cronograma inicialmente previsto para fevereiro de 2020, hoje está praticamente concluído. Por exemplo, os trabalhos auxiliares, a contratação de sondagem, a realização e a elaboração de relatórios e levantamentos topográficos, cujos resultados deveriam ficar prontos até março de 2020, já estão em nosso poder. Agora”, adianta, “vamos lançar a concurso a respetiva empreitada, aguardamos apenas a receção das peças do procedimento de contratação por parte da Águas de Portugal, mas a minha expetativa é a de que em fevereiro, na pior das hipóteses, consigamos finalmente concretizar esse passo”.
Alexandre Oliveira Tavares considera que “a solução adotada permitirá gerir os caudais de águas residuais nos períodos em que estes atingem o pico no "Intercetor Sul" da AdCL, de modo a resolver os problemas que se têm arrastado durantes vários anos, criando-se um novo referencial de segurança e de qualidade ambiental naquilo que deve ser a gestão de sistemas desta natureza”.
Em todo o caso, “como a ETAR vai durar dois anos e meio a ser construída, durante esse período terá que haver descargas controladas no meio hídrico nos períodos de sobrecarga do coletor”. Por isso, Alexandre Oliveira Tavares pretende que a AdCL, o Município de Cantanhede e o Município de Mira “estabeleçam a adoção de um conjunto de práticas tendente a minimizar tanto quanto possível as situações que originam a sobrecarga do ‘Intercetor Sul’ até que a nova ETAR das Cochadas entre efetivamente em funcionamento”.
A presidente da Câmara de Cantanhede congratulou-se com “a evolução deste processo que finalmente permite ver uma luz ao fundo do túnel para resolver o problema do subdimencionamento do coletor da AdCL que transporta os efluentes da zona poente do Município de Cantanhede para a ETAR de Ílhavo”. Sublinhando a “importância de serem cumpridos os prazos previstos, de modo a que, tão rapidamente quanto possível, não haja descargas de águas residuais do ‘Intercetor Sul’ da AdCL”, Helena Teodósio disse esperar que “a nova ETAR das Cochadas esteja dimensionada para dar resposta ao previsível aumento dos efluentes a médio e longo prazo, em função do crescimento urbano e da instalação de novas empresas nas zonas industriais”.


ERC chumba proposta para nova Direção de Informação da RTP

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social deu um parecer negativo à nova Direção de Informação da RTP. A ERC veta a acumulação de cargos previstas para o novo diretor, José Fragoso.
A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) deu um parecer negativo à composição da nova Direção de Informação da RTP, após a demissão de Maria Flor Pedroso e escolha de uma nova direção dirigida por José Fragoso.
Em específico, a ERC diz ter deliberado dar um parecer negativo “à proposta de acumulação dos cargos [para José Fragoso] de Diretor de Programas da RTP1, RTP Internacional e RTP3 com os cargos de Diretor de Informação da RTP1, RTP Internacional e RTP3″.
De acordo com o comunicado, as novas funções propostas pela Administração da RTP para Fragoso implicavam que este acumulasse o poder de ser “diretor de informação de todos os serviços de programas de âmbito nacional e internacional da RTP, incluindo RTP3, do qual passaria a ser também diretor de programas” com mais dois cargos que exercia antes da nomeação e nos quais continuaria: diretor de programas da RTP1 e diretor de programas da RTP Internacional.
O Conselho Regulador da ERC diz que “avaliando os riscos” que a acumulação de funções “comporta para os princípios de funcionamento público de televisão”, não pode “aquiescer” a proposta.

Diretor de programas e de informação: os riscos, segundo a ERC

A entidade reguladora dos media especifica ainda os riscos que teria, no seu entender, a acumulação de funções de José Fragoso. Existia “o risco de padronizar ou esbater” a diferença “de uma oferta que, em benefício da diversidade e do pluralismo, se pretende díspar” e ainda o risco de “tornar diferentes” ou diluir “as fronteiras entre informação e entretenimento”. Além disso, aponta o comunicado, “a envergadura da tarefa de dar cumprimento cabal a todas as obrigações que impendem legal e contratualmente sobre cada um dos serviços de programas em causa, tanto na área da programação como da informação, afigura-se francamente incompatível com aquela centralização”.
Além do problema relativo à acumulação de cargos proposta para José Fragoso, a ERC manifestou ainda que “no pedido de parecer submetido pela RTP” à ERC “não consta a necessária pronúncia do Conselho de Redação sobre as demissões e nomeações equacionadas”.
O Conselho de Redação da RTP chegou a emitir um comunicado dando conta do parecer positivo dado a todos os membros da nova Direção de Informação da estação pública, reconfigurada após saída polémica da antiga diretora Maria Flor Pedroso (e da maior parte dos membros da sua direção), acusada de interferir numa investigação pela jornalista e apresentadora do programa “Sexta às 9”, Sandra Felgueiras.
observador

“Progresso e Vida” da Tocha realizou Festas de Natal


Enquadrada em mais uma época festiva, a Progresso e Vida levou a cabo a tradicional Festa de Natal das respostas sociais da Infância e dos Seniores.
Na sexta-feira, dia 20, foi a vez das crianças que são quem mais sente e vive esta bela quadra, olhando para estes dias como algo mágico. E neste espírito de encantamento, todos brilharam como estrelas cintilantes nas suas animadas atuações, cantando lindas canções, gritando em uníssono as respostas às adivinhas propostas e dançando entusiasticamente diversas músicas coreografadas, que fizeram da festa um momento especialmente marcado pela doce ternura das crianças.
No salão gentilmente cedido pela ARC 1ª de Maio, com um cenário lindamente decorado com estrelas cintilantes, árvores de natal, e muitas outras iluminações e vestuário alusivo a esta época, viveu-se um ambiente de muita alegria e interação com os Pais e Familiares que assistiram ao espetáculo e enchiam por completo o recinto.
A festa foi contagiante e em cada rosto foi possível ver esboçado um sorriso de satisfação por estarem presentes neste convívio. Depois destas atuações marcantes, as crianças regressaram a casa com a promessa de umas merecidas férias de Natal.
No final, houve ainda tempo para as habituais palavras de Boas Festas e para o tão desejado Pai Natal responder aos insistentes e ruidosos apelos das crianças, fazendo a distribuição dos presentes pelos mesmos, que tiveram a colaboração desinteressada e amiga das empresas PR&MM, Ld.ª e Brilha Alimentar, não faltando ainda a degustação dos sabores Natalícios num lanche partilhado.
Por sua vez, no sábado, dia 21, decorreu na sala de jantar da Instituição a Festa de Natal dedicada a todos os utentes seniores, familiares, amigos e colaboradoras. Foi uma festa onde, mais uma vez, estiveram presentes os Órgãos Sociais desta instituição, Direção e todos os idosos residentes e os de Centro de Dia.
Foi com grande alegria que a instituição contou igualmente com a presença de vários dos familiares dos nossos utentes, amigos e vizinhos que quiseram fazer parte dos festejos de Natal na instituição que faz também parte da sua família. E foi em Família que a Progresso e Vida, partilhou momentos de grande sentimento e amor pelo próximo.
A equipa da Progresso e Vida realça e agradece a presença do grupo de dança MOVE, que de forma gratuita e solidária presenteou a todos com uma tarde recheada de música, dança, e que encantou todos com a sua alegria, energia e boa disposição. Foi notória a forma como este grupo conseguiu criar empatia e, com energia contagiante, tocar o coração de todos. Arrancaram muitos sorrisos e muitas palmas a quem esteve presente.
Os festejos contaram ainda com as colaboradoras a presentearem todos os idosos com a representação de uma peça de teatro, escrita por uma residente da Progresso e Vida, intitulada “De como, de um saco vazio… se pode tirar muita coisa”, nomeadamente, um presépio vivo! As colaboradoras também cantaram uma música para todos os idosos e ajudaram o Pai Natal na distribuição dos presentes aos seniores.
Terminada a festa, aconteceu o habitual lanche convívio entre todos


Tribunal condena dois homens a 25 anos de prisão por abuso sexual de crianças

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Dois homens foram hoje condenados pelo Tribunal Central Criminal de Lisboa a 25 anos de prisão pela prática de um total de 44 crimes de abuso sexual de crianças e dois crimes de pornografia de menores.
O tribunal deu como provado que o principal arguido, acusado de liderar uma rede internacional de pedofilia a partir de Águeda, no distrito de Aveiro, terá praticado 30 crimes de abuso sexual de crianças e um crime de pornografia de menores.
Quanto ao outro arguido condenado a 25 anos de prisão, o tribunal deu como provado que praticou 14 crimes de abuso sexual de crianças e um crime de pornografia de menores.
Os restantes quatro arguidos no processo foram absolvidos, já que não se considerou provado que tivessem conhecimento dos atos praticados pelos outros dois homens.
Nas alegações finais do julgamento, que começou em 20 de maio deste ano e decorreu à porta fechada, a procuradora do MP pediu pena máxima (25 anos de cadeia) para o principal arguido e para o informático, além da condenação dos restantes quatro.
Segundo o despacho de acusação, o principal arguido morava com os pais no concelho de Águeda, distrito de Aveiro, numa casa onde, desde 2014, passaram também a residir a irmã e o cunhado, pais de uma menina, atualmente com 7 anos. Em setembro de 2016, o casal teve um segundo filho, um rapaz, hoje com quase 3 anos. A casa era também o local onde a família geria um pequeno negócio de ferro-velho onde o arguido chegou a trabalhar.
Em Março, quando o caso foi tornado público ficou a saber-se que o principal arguido, hoje com 27 anos, já tinha sido condenado anteriormente por pornografia com menores, mas o tribunal tinha decidido deixá-lo em liberdade por só ter 19 anos então.
Quando o casal se ausentava, as crianças ficavam aos cuidados do arguido ou dos avós (também arguidos). A residência era ainda frequentada por duas primas (igualmente arguidas) e pelos três filhos destas - dois meninos com 6 anos e uma menina de 3 anos.
Outros três rapazes, com 9, 10 e 12 anos, dois deles familiares do arguido, costumavam também frequentar a casa.
A acusação sustenta que, pelo menos desde 2013/2014 e até junho de 2017, mês em que foi detido e ficou em prisão preventiva, o arguido abusou sexualmente dos menores, os quais “filmava e fotografava para, posteriormente, divulgar e partilhar tais ficheiros com outros indivíduos também apreciadores de conteúdos de abusos sexuais de crianças”.
O MP diz que, pelo menos desde novembro de 2015, o arguido criou, administrou e geriu uma 'darknet' (rede fechada a um grupo privado de pessoas), de cariz internacional, através da qual difundia filmes e imagens dos abusos sexuais contra “maioritariamente bebés e crianças de tenra idade”, à qual deu o nome de 'Baby Heart'.
Quanto ao informático, de 39 anos, o MP sustenta que “filmou e fotografou atos sexuais” que manteve com a filha e o enteado. Partilhou-os com o principal arguido “para publicação e difusão no fórum ‘Baby Heart’, enviando-os ainda a outros indivíduos, administradores de outros fóruns, cuja identificação não foi possível apurar, para publicação”.
Lusa

Jesualdo Ferreira é o novo treinador do Santos

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Jornal i
Depois de Jorge Jesus e Augusto Inácio, agora é a vez de Jesualdo Ferreira rumar ao Brasil. Desta feita, para ser o 16º. treinador estrangeiro ao comando do "Peixe".
Estava 99% certo, mas agora foi oficializado pelo clube brasileiro. Jesualdo Ferreira é o homem que se segue a Jorge Sampaoli.
‘Habemus’ Técnico! Jesualdo Ferreira é o novo treinador do Santos. O português assinou contrato até final de 2020. Seja bem-vindo, professor”, explica o Peixe em comunicado.
"O português Jesualdo Ferreira é o novo técnico do Santos FC. O treinador foi contratado por uma temporada e será apresentado no dia 6 de Janeiro. Jesualdo é um treinador experiente. Foi campeão nacional em três continentes diferentes e esta será a primeira passagem dele em clubes da América do Sul", pode ler-se.
Sem treinar desde que deixou o comando técnico do Al Sadd, clube do Qatar, Jesualdo Ferreira, aos 73 anos, volta assim ao ativo.
Esta será a sétima experiência fora de Portugal do antigo técnico de Benfica, FC Porto e Sporting, depois do Zamalek (Egito), Panathinaikos (Grécia), Málaga (Espanha), FAR Rabat (Marrocos) e seleção de Angola.
Madremedia

Altice Portugal já recuperou serviços de mais de 90% dos clientes afetados

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A Altice Portugal informou hoje que já recuperou os serviços de mais de 90% dos clientes afetados pelas depressões Elsa e Fabien, que nos últimos dias fustigarem o território português.
“Neste momento, os distritos mais afetados são Viseu, Coimbra, Guarda, Aveiro e Vila Real, sendo que ao longo dos últimos dias o impacto se fez sentir também de forma significativa em Bragança, Braga, Porto, Viana do Castelo e Grande Lisboa”, refere a Altice Portugal em comunicado.
A empresa de telecomunicações enaltece também “o profissionalismo, dedicação e trabalho de mais de um milhar dos seus operacionais que se mantém no terreno, já há vários dias seguidos, apesar das condições meteorológicas muito adversas”.
No comunicado, a Altice Portugal refere que as equipas têm visto “o seu trabalho limitado por vários fatores que não permitem a intervenção, sobretudo na zona Centro do país”, como as zonas com planos de emergência municipal ou em áreas completamente intransitáveis, por “perigo de derrocadas ou por se encontrarem alagadas”.
A empresa adianta que as equipas têm visto o seu trabalho no terreno ser dificultado “também pelas condições de segurança que têm de ser garantidas e que são, em muitos casos, fatores impeditivos para aceder à reposição de alguns clientes”.
A Altice refere ainda que decidiu manter o contingente operacional ativo no território durante a quadra natalícia para levar a cabo a reposição de serviços para que, assim que seja possível intervenção no terreno, a mesma seja realizada.
Paralelamente, a Altice Portugal comunica que reforçou as equipas de atendimento ao cliente de modo a acompanhar a todo o momento as necessidades no território português.
A empresa salienta que “a recuperação dos serviços tem estado igualmente dependente de fatores externos às infraestruturas de telecomunicações, nomeadamente da energia, cuja reposição tem contribuído de forma considerável para o aumento da rapidez na recuperação de sites da Altice Portugal em todo o país”.
A Altice Portugal lamenta “não estar a garantir a habitual taxa de concretização de novas instalações”, já que “está compreensivelmente a privilegiar a reposição de serviços” aos clientes afetados.
O gabinete de Crise da Altice Portugal vai manter-se ativo.
Lusa

Loja com produtos de Proença-a-Nova abre no Mercado Municipal de Benfica


“A Sua Loja: Proença-a-Nova – O Sítio Certo” abriu no dia 21 de dezembro no Mercado Municipal de Benfica, em Lisboa, com o objetivo de vender os produtos da marca Proença-a-Nova Origem e, simultaneamente, promover o concelho como destino turístico, apresentando as suas potencialidades gastronómicas, culturais, desportivas e paisagísticas. Esta ação surge na sequência do protocolo de cooperação assinado entre o Município de Proença-a-Nova e a Junta de Freguesia de Benfica e que, neste caso, assume um cariz económico. “Temos no Mercado de Benfica um espaço onde potenciamos e divulgamos aquilo que é a marca Proença-a-Nova no seu vasto território e nos seus recursos endógenos”, referiu, no dia da abertura, João Lobo, presidente da Câmara Municipal. “É uma porta que se abre dentro de uma área densamente povoada como é Lisboa e que tem condições de trazer público para o nosso território através daquilo que fazemos todos os dias que é alimentarmo-nos. A gastronomia tem essa grande mais valia que é conseguir projetar esse mesmo território, levando a que as pessoas nos visitem”. 

Para além dos produtos mais típicos e característicos, como vinho, azeite, queijo, charcutaria, bolos, licores, doces e mel, “A Sua Loja” vende ainda artesanato do concelho e divulga os alojamentos locais. “Todos aqueles que têm disponibilidade com o seu trabalho de usufruírem deste espaço poderão fazê-lo”, considera João Lobo. O autarca agradeceu institucionalmente o apoio da Junta de Freguesia de Benfica e dos colaboradores do Município e Centro Ciência Viva da Floresta que terminaram a preparação da loja de modo a fazer a sua abertura antes do Natal. 

Ricardo Marques, em representação da Junta de Freguesia de Benfica, agradeceu a confiança do Município e referiu que irá também dinamizar este espaço, com a realização de visitas com a Academia Sénior e os jovens da freguesia que já tiveram oportunidade de visitar Proença-a-Nova no âmbito das atividades dinamizadas para estes públicos. 

A loja estará aberta nos dias 27 e 28 de dezembro, entre as 9h00 e as 16h00, e a partir de 3 de janeiro realizará o seu horário normal de terça a sexta-feira, das 9h00 às 16h00, e aos sábados das 9h00 às 14h00. Encerra aos domingos e segundas, exceto no último domingo do mês. 

NATAL — Algumas frases para refletirmos diante do Santo Presépio

“Era sábio [o Menino Jesus] de maneira inexplicável, de uma sabedoria unida à infância”.
(Santo Agostinho)*
“Meu divino Redentor, na medida em que vos abaixastes, fazendo-vos homem e criança, brilharam a misericórdia e o amor que nos mostrastes, a fim de ganhar os nossos corações”.
(São Bernardo)*
“Que alma haverá tão feroz que não se deixe vencer pelos encantos dessa criança? Que coração tão duro que não se enterneça à sua vista?”
(São Pedro Crisólogo)
*
“Oh acontecimento admirável! Uma virgem se torna mãe, permanecendo virgem! Considera a nova ordem da natureza. Qualquer outra mulher, se permanece virgem, não pode tornar-se mãe; tornando-se mãe, já não conserva a virgindade. Neste caso, porém, as duas qualidades se mantêm. A mesma pessoa é mãe e virgem. A virgindade não a impediu de gerar, o parto não lhe tirou a virgindade. Era conveniente que, vindo para tornar os homens íntegros e incorruptos, o Salvador fizesse seu ingresso na vida humana a partir da integridade total, consagrada a Ele sem reserva”.
(São Gregório de Nissa)
ABIM

Religião | “Eis aqui a escrava do Senhor!”

Pe. David Francisquini *
"Faça-se em mim segundo a tua palavra”… E o Filho de Deus se fez homem. Também poucas palavras bastam para Jesus Cristo descer ao altar como sacramento e vítima, e imolar-se por nós. Enquanto Deus tira do nada todas as coisas, para fazer-se homem quis depender do consentimento da Virgem Maria: — “Como se fará isto se não conheço varão?”
Disse-lhe o Anjo: — “A virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra, portanto o santo que há nascer de ti será chamado Filho do Altíssimo”. No consentimento da Santíssima Virgem, o Filho de Deus se encerrou em seu ventre e “habitou entre nós, e vimos a sua glória, glória como de unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”, (Jo 1, 14).
João descreve a geração eterna do Filho — que quer dizer Verbo —, gerado antes de todas as coisas, proclamando a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo que se torna homem. Com duas naturezas unidas numa só pessoa, que é a pessoa do Verbo, Ele veio a este mundo sem deixar de ser Deus e toma a forma de servo para remir a humanidade pecadora.
No Natal comemoramos o homem-Deus que se tornou criança, singela, encantadora, cintilante de luz divina, pequeno para conduzir os pequenos, e grande, imenso, para atear o fogo do divino amor nos corações dos homens. Não há língua capaz de descrever a sublimidade da noite de Natal, que se tornou noite de luz, noite em que Maria e José contemplaram o Menino-Deus reclinado em um presépio.
Noite em que a Terra se liga ao Céu, a natureza toda se reluz de uma alegria sem par, noite em que os Anjos cantam o mais belo hino ao Deus-Menino que enche de luz os corações dos homens. Quem Vos fez nascer num pobre estábulo, reclinado numa manjedoura? Vós que estais acima dos Céus, acima dos astros e de todo o firmamento? Quem Vos arrancou do seio do Eterno Pai para se reclinar numa gruta fria, sendo o Senhor do universo?

Entre os Serafins e Querubins, entre os esplendores e belezas do Céu, Vós vos reclinais agora em um presépio? Para quê, Senhor? Vós que num só movimento determinais as funções dos astros e de todo firmamento, Vos reclinais, pobre e indefeso, diante de uma Mãe que Vos contempla? Vós que concedeis alimento aos homens e aos animais, necessitais de um pouco de leite para Vos manter sobre a Terra.
Por ora gemeis e chorais, ó pequena criança, mas o vosso pranto é como uma melodia que se ergue da Terra ao Céu; precisando de amparo, sobe às alturas como um incenso de suave odor, como uma oração sublime, pois saída dos lábios divinos. Quem Vos contempla no presépio não deixa de se enternecer diante de tão encantadora e divina presença.
Quem analisa o vosso olhar celeste que penetra no fundo das almas e vê o recôndito dos corações, ajoelha-se em profunda adoração, percebe a solução de todos os problemas! Vós sois o Senhor do universo, Aquele que existe antes de todas as coisas, nada havendo de criado que não fosse feito por Vós, dignai-Vos a nos contemplar nesta noite em que nascestes.
Vosso olhar, pleno de ternura e bondade, possui uma movimentação de tal modo harmoniosa, que o universo não pode explicar sua grandeza e melodia. Aquele que os Céus e a Terra não podem conter está reclinado num presépio pobre e humilde.
Os Natais de outrora, meu Senhor Jesus, eram revestidos de doçura e beleza sem par, mas eis que nos encontramos no Século XXI depois do primeiro Natal, e tudo o que nos rodeia é tristeza e apreensão pelo que se passa com a vossa Esposa santíssima, o vosso Corpo Místico, a Santa Igreja Católica Apostólica Romana.
A cristandade foi envolta pelas trevas e erros, desilusões e desamparos por parte daqueles que, em vez de ser o sal que salga, a luz que ilumina e o fermento que fermenta, se transformaram em elemento de autodemolição, de apodrecimento, de desunião. Há, contudo, uma esperança que não morre, há uma certeza que não desmorona, há uma vida que não se desfaz, pois o vosso presépio é um marco de certeza, de esperança, de vida, de virtude que continua sob as cinzas.
O fogo de vosso amor é mais forte que a morte, a vossa vida é mais invencível do que todos os infernos, porque Vós tendes palavras de vida eterna, Vós sois o Rei do universo. Nessa perspectiva, ó Senhor, que ora contemplamos na manjedoura — ali encontramos José e Maria, os pressurosos pastores, e os reis cheios de esplendores e grandezas —, Vós vindes para reinar. Reinai, Senhor Jesus, nos corações dos homens!
São súplicas que Vos dirigimos. O Natal para os homens é o anúncio de uma grande nova, pois Cristo se fez carne por nós. O Anjo disse aos pastores para não temerem, pois anunciava uma boa-nova que seria de grande alegria para todo o povo. Disse ele, nasceu hoje um Salvador, que é o Cristo Senhor. Eis o sinal: “Encontrareis o menino envolto em panos e deitado numa manjedoura”. Ao mesmo tempo uma multidão da milícia celeste se uniu ao Anjo a louvar a Deus: “Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na terra aos homens de boa vontade” (Lc II, 8 e sg.).
Envoltos nesta luz, comemoremos o Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo.
ABIM
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*Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria – Cardoso Moreira (RJ).

Mau tempo: Cheias no Mondego vão manter-se nos próximos dias

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SAPO24
A situação de cheias na zona do Baixo Mondego ainda preocupa as autoridades, apesar do débito do caudal do rio ter descido face aos valores acima do nível de segurança registados no sábado, disse fonte dos bombeiros.
"A situação do comportamento do rio Mondego ainda nos preocupa e ainda nos preocupará nos próximos dias, eu diria também nas próximas semanas", disse hoje aos jornalistas Carlos Luís Tavares, Comandante Operacional Distrital de Coimbra (CODIS).
O comandante operacional afirmou que as previsões meteorológicas são "favoráveis" para os próximos dias, "sem registo de precipitação" - o que permite, junto com a gestão na barragem da Aguieira, baixar os caudais no Açude-Ponte de Coimbra "para valores entre os 1.700 a 1.800 metros cúbicos por segundo (m3/s)", quando no sábado chegaram aos 2.200 m3/s, acima do valor de segurança de 2.000 m3/s.
"Ainda assim, estes caudais são preocupantes. Porque a pressão no dia de ontem [sábado] andou na ordem dos 2.200 m3/s e pode ter criado alguma fragilidade [nos diques] que temos de, diariamente, minuto a minuto, acompanhar, quer na margem direita quer na margem esquerda", enfatizou o CODIS.
Carlos Luís Tavares disse ainda que a abertura no dique da margem direita do Mondego, que colapsou na tarde de sábado, tem "entre 50 a 100 metros".
"Aquilo que prevíamos veio a acontecer, com o colapso de uma das margens, felizmente foi a margem direita [em que a água do rio corre para os campos agrícolas] e não a margem esquerda, que envolveria muito mais gente [por estar mais perto de povoações, localizadas entre Coimbra e Montemor-o-Velho]", declarou.
Ao longo da madrugada e manhã de hoje, o nível das águas no vale central do Mondego tem vindo gradualmente a subir, atingindo mais de um metro de altura num dos acessos à vila de Montemor-o-Velho - onde se situam as vias de acesso ao Centro Naútico e povoação de Alfarelos, e a nova ponte das Lavandeiras, estrutura que substituiu uma outra, destruídas nas cheias de 2001 - que, no final da noite de sábado, ainda estavam transitáveis, constatou a Lusa no local.
Carlos Luís Tavares frisou que, além da margem esquerda, a preocupação das autoridades debruça-se igualmente sobre a zona próxima a Montemor-o-Velho, na margem direita - onde a água passa, por um sistema de sifão, para o chamado rio Velho ou leito abandonado, por onde o Mondego corria antes das obras de regularização realizadas no final da década de 1970 - e onde se situa, igualmente, o leito periférico direito, que traz água das zonas a montante e corre paralelo à estrada nacional 111.
Nas cheias de 2001, a rotura dos diques do leito periférico direito destruiu a ponte das Lavandeiras e inundou a vila de Montemor-o-Velho e a povoação de Ereira.
Hoje, na conferência de imprensa realizada para fazer um ponto de situação, o presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, Emílio Torrão, frisou que, com a diminuição do caudal do Mondego, "a pressão diminui" sobre as populações da margem esquerda, mas, na margem direita, as populações de Montemor-o-Velho e Ereira "têm de estar preparadas para uma cheia".
"A situação [na margem direita] é altamente preocupante", reforçou Emílio Torrão.
Ainda segundo dados revelados hoje, cerca de 200 pessoas do concelho de Montemor-o-Velho que foram retiradas previamente de casa, por questões de segurança, mantêm-se acolhidas em instituições das localidades de Pereira, Formoselha e Santo Varão, a exemplo de outras 12 do concelho de Soure.
Entretanto, a autarquia de Coimbra, em nota de imprensa divulgada ao início da tarde de hoje, indicou que a população das localidades situadas entre as povoações de Bencanta e Ameal, na margem esquerda do Mondego - nomeadamente as localizadas entre a linha ferroviária do Norte e o rio Mondego - "podem regressar às habitações" de onde tinham sido aconselhadas a sair no sábado.
Em causa estão cerca de 80 pessoas que poderão regressar a casa, depois de a Proteção Civil municipal de Coimbra ter recebido "informações de diminuição do risco de cheias e inundações", refere o comunicado.
Lusa

Dique em risco de ruir colapsou. Trabalhos de reforço continuam para evitar mais inundações

Ao início da noite, o dique que ameaçou ruir logo ao início da tarde deste domingo colapsou mesmo. A água começou a passar por cima do dique. Trabalhos de reforço continuam para evitar que zona baixa da vila de Montemor-o-Velho não seja inundada.
O dique do leito periférico direito do rio Mondego colapsou mesmo, o que se temia desde o início da tarde deste domingo, ocorreu pelas 22.00.

A informação foi confirmada pelo presidente da autarquia, Emílio Torrão, que desde sábado acompanha todos os trabalhos da proteção civil na região.
O autarca referiu aos jornalistas ter já informado o ministro do Ambiente sobre a situação, dando conta de que os trabalhos de reforço deste dique e de um outro, onde houve também uma rutura, vão continuar e são agora a prioridade.
O objetivo é evitar que as águas subam e inundem a zona baixa da vila de Montemor-o-Velho, explicou o autarca. Neste momento, aquilo que há a fazer é avaliar e monitorizar as duas situações de rutura para se as águas subirem se tomarem decisões sobre o que fazer.
Emílio Torrão referiu ainda que, por agora, "a situação está estável", não havendo necessidade de se "proceder à evacuação de mais populações".
Desde o início da tarde que a Autoridade Nacional da Proteção Civil definiu como prioridade os trabalhos de reforço do dique do leito periférico direito do rio Mondego, em Montemor-o-Velho, oposto àquele onde este domingo foi identificado um aluimento de terras, para evitar que a infraestrutura possa colapsar.
"O que estamos a fazer é criar um mecanismo de defesa na margem oposta [àquela onde foi identificado o deslizamento de terras], criar ali um mecanismo de defesa, de resistência, através de pedra, através de tela e de `bigbags´ [sacos] de areia. Que já estão no terreno, já estamos a começar a por alguns", explicava Carlos Luís Tavares, Comandante Operacional Distrital (CODIS) de Coimbra.
A intervenção, que começou a meio da tarde e que se irá prolongar durante a noite, pretende defender a vila da inundação. Em conferência de imprensa, Carlos Luís Tavares reafirmou a existência de uma situação de aluimento do talude da margem esquerda do leito periférico direito do rio Mondego, um aluimento de terra que está a "preocupar" as autoridades.
O CODIS de Coimbra aludiu ainda a "outra escorrência", a jusante de Montemor-o-Velho, referindo, no entanto, que esta "não é tão preocupante".
Contudo, ao início da tarde a rotura iminente do dique obrigou à evacuação da zona baixa da localidade do Casal Novo do Rio.
A autarquia alertou a população sobre a zona suscetível a cheias na vila de Montemor-o-Velho e aconselhou que acautelassem os seus bens e os seus animais, protejendo-se ainda com uma muda de roupa, medicação e documentos de identificação para a eventual necessidade de, em caso de emergência, ser necessário evacuar as zonas sensíveis.
Lusa / DN
Foto: Paulo Novais / EPA

Criou uma rede de pedofilia e pornografia infantil a partir de um ferro-velho em Águeda. Hoje conhece a sentença

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SAPO24
O homem acusado de 583 crimes de abuso sexual de crianças e de 73.577 de pornografia de menores, e que desde Águeda liderava uma alegada rede internacional de pedofilia, conhece hoje o acórdão, em Lisboa.
A acusação do Ministério Público (MP), a que a agência Lusa teve acesso, diz que o principal arguido abusou sexualmente de oito menores, sete deles seus familiares (dois sobrinhos e cinco primos), incluindo bebés.
Os crimes terão decorrido com o conhecimento dos pais do homem e de duas primas, que também são arguidos no processo.
Um sexto arguido, um informático do concelho de Sintra, está acusado de 623 crimes de abuso sexual de crianças e outros tantos de pornografia de menores, 548 dos quais cometidos sobre o enteado de 5 anos e 75 sobre a filha bebé, ainda com meses.
Nas alegações finais do julgamento, que começou em 20 de maio deste ano e decorreu à porta fechada, a procuradora do MP pediu pena máxima (25 anos de cadeia) para o principal arguido e para o informático, além da condenação dos restantes quatro.
A leitura do acórdão, que será pública, está marcada para as 14:00 no Tribunal Central Criminal de Lisboa, no Campus da Justiça.
Segundo o despacho de acusação, o principal arguido morava com os pais no concelho de Águeda, distrito de Aveiro, numa casa onde, desde 2014, passaram também a residir a irmã e o cunhado, pais de uma menina, atualmente com 7 anos. Em setembro de 2016, o casal teve um segundo filho, um rapaz, hoje com quase 3 anos. A casa era também o local onde a família geria um pequeno negócio de ferro-velho onde o arguido chegou a trabalhar.
Em Março, quando o caso foi tornado público, ficou a saber-se que o principal arguido, hoje com 27 anos, já tinha sido condenado anteriormente por pornografia com menores, mas o tribunal tinha decidido deixá-lo em liberdade por só ter 19 anos então.
Quando o casal se ausentava, as crianças ficavam aos cuidados do arguido ou dos avós (também arguidos). A residência era ainda frequentada por duas primas (igualmente arguidas) e pelos três filhos destas - dois meninos com 6 anos e uma menina de 3 anos.
Outros três rapazes, com 9, 10 e 12 anos, dois deles familiares do arguido, costumavam também frequentar a casa.
A acusação sustenta que, pelo menos desde 2013/2014 e até junho de 2017, mês em que foi detido e ficou em prisão preventiva, o arguido abusou sexualmente dos menores, os quais “filmava e fotografava para, posteriormente, divulgar e partilhar tais ficheiros com outros indivíduos também apreciadores de conteúdos de abusos sexuais de crianças”.
O MP diz que, pelo menos desde novembro de 2015, o arguido criou, administrou e geriu uma 'darknet' (rede fechada a um grupo privado de pessoas), de cariz internacional, através da qual difundia filmes e imagens dos abusos sexuais contra “maioritariamente bebés e crianças de tenra idade”, à qual deu o nome de 'Baby Heart'.
Quanto ao informático, de 39 anos e que também está em prisão preventiva, o MP sustenta que “filmou e fotografou atos sexuais” que manteve com a filha e o enteado. Partilhou-os com o principal arguido “para publicação e difusão no fórum ‘Baby Heart’, enviando-os ainda a outros indivíduos, administradores de outros fóruns, cuja identificação não foi possível apurar, para publicação”.
Os pais do principal arguido estão acusados, cada um, por oito crimes de abuso sexual de crianças, enquanto as primas, de 25 e 27 anos, mães de três vítimas, vão responder, por omissão, por 201 crimes de abuso sexual de crianças, num dos casos, e por 106 destes crimes, no outro.
Lusa