domingo, 5 de abril de 2020

Moçambique | Medidas de prevenção da COVID-19 na Petromoc

Com o registo dos primeiros infectados pela COVID-19 em Moçambique, a maior distribuidora de combustíveis e lubrificantes do País, adoptou diversas medidas preventivas que numa primeira fase, consistiram na disseminação de informações sobre a pandemia tendo passado assim que se tornou necessário, para a implementação de medidas de prevenção nos terminais, depósitos, aero-instalações e edifícios da Petróleos de Moçambique SA – Petromoc.
A Divisão de Segurança e Meio Ambiente da Petromoc, que funciona como “focal point” na implementação das acções internas de prevenção da COVID 19, destacou como principais medidas de prevenção:
• A disseminação de informações sobre a doença que é feita através da partilha de conteúdos relativamente às causas, sintomas e medidas de prevenção por via de “posters”, folhetos e palestras.
• Nos terminais, depósitos e aero-instalações, foi introduzida a obrigatoriedade de contemplar abordagens sobre a COVID-19 nos diálogos de segurança (DDS’s) feitos regularmente pelos técnicos de segurança.
• Foi elaborada e publicada internamente uma instrução operacional que destaca as responsabilidades concretas de todos os trabalhadores a todos os níveis, na prevenção da COVID-19.
• Paralelamente, a empresa adquiriu materiais de prevenção que incluem máscaras, luvas e desinfectantes que, estão a ser distribuídos pelos colaboradores cujo trabalho implica acentuada exposição a eventual contágio.
• Estão igualmente a ser alocados aos terminais, depósitos, aero-instalações e edifícios da Petromoc, termómetros infravermelhos para permitir o rastreio de febre, que é um dos primeiros sintomas da COVID 19.
• Por forma a reduzir a exposição e o risco de contágio, a empresa decidiu reforçar as medidas de prevenção passando a partir de segunda-feira, 30 de Março a operar, nos locais físicos de trabalho, com um número reduzido de trabalhadores, passando a maior parte a trabalhar remotamente, de acordo com a especificidade das funções. Para as tarefas que pela sua natureza obrigam a permanência no local de trabalho, está a ser observado o princípio de rotatividade.
• Pensando nos seus clientes, a Petromoc está em interação com os postos de abastecimento orientando os seus gestores a observarem a implementação das medidas de prevenção da COVID-19 e disponibilizando panfletos sobre a pandemia.
• Com os parceiros e prestadores de serviço que actuam em diversas áreas, a Petromoc está a envidar esforços no sentido de harmonizar as acções e manter o mesmo padrão de prevenção.
Palestras sobre COVID-19
Ainda na sequência das medidas adoptadas no âmbito da prevenção da pandemia da COVID-19, a Petromoc está a promover como ficou acima referenciado, um ciclo de palestras dirigidas aos colaboradores no sentido de se inteirarem sobre os cuidados a ter perante esta situação que já causou milhares de mortes e consequências desastrosas um pouco por todo o mundo.
A primeira sessão de palestras sobre a COVID-19, foi ministrada para parte dos colaboradores do edifício sede e orientada pela Dra. Cherizade Mussagy que, abordou aspectos bastante importantes sobre o vírus. Na sua apresentação, a Dra. Cherizade partilhou informação substancial sobre os sintomas da doença, formas de transmissão e prevenção.

Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique

Moçambique não tem reserva de alimentos

O Conselho de Ministros garantiu nesta terça-feira (31) que Moçambique possui reserva de alimentos para 3 meses. Contudo há mais de 1 ano que cerca de 2 milhões de moçambicanos vivem sem comida, sobrevivem graças a ajuda do Programa Mundial da Alimentação que cessou em final de Março, a seca mantém à fome milhares na Região Sul e o @Verdade apurou que as metas de produção das principais culturas alimentares falharam.
Durante a 11ª sessão ordinária do Conselho de Ministros foi apreciada a Estratégia da Reserva Alimentar que, fazendo fé nas palavras do vice-ministro Filimão Suazi, indica que o país tem reservas alimentares suficientes para 3 meses havendo apenas urgência em importar farinha de trigo. Porém a Estratégia da Reserva Alimentar não foi tornada pública.
Em meados de Março o Programa Mundial da Alimentação (PMA) anunciou que a partir de 1 de Abril não poderia continuar a apoia 1,8 milhão de moçambicanos em situação de emergência alimentar nas regiões afectadas pelo Ciclone Idai, devido a escassez de financiamento.
“Muitos são agricultores de subsistência cujas colheitas foram devastadas no ano passado e que não conseguiram replantar a tempo para este ano. A maioria tem níveis persistentes de "crise" ou "emergência" de insegurança alimentar, o que significa que não comem o suficiente, pedem emprestado o que podem de familiares ou amigos, procuram alimentos silvestres pouco nutritivos e continuam a precisar de ajuda externa para sobreviver”, indicou o PMA em comunicado de imprensa a 12 de Março.
A juntar a estes moçambicanos com falta de alimentos na Região Centro estão centenas de milhares de residentes dos distritos de Macomia, Mocímboa da Praia, Palma, Nangade e Quissanga, devido a situação militar no Norte da Província de Cabo Delgado.
Além destes outro meio milhão moçambicanos continua em “em stress alimentar” nas províncias de Gaza e Inhambane, de acordo com a Rede de Sistemas de Alerta Antecipado de Fome (FEWS) que em Março alertou que a insegurança alimentar iria tornar-se mais crítica até Abril.
A mais recente edição da FEWS indica que no Sul de Moçambique “a maioria das colheitas falhou devido a uma terceira estação de seca consecutiva”.
Para agravar este cenário de falta de alimentos o Balanço do Plano Económico e Social de 2019 indica que não foram atingidas as metas de produção de milho, arroz, feijões e de amendoim.

Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique

Moçambique | Total e Eni não confirmam conteúdo local propalado pelo Instituto Nacional do Petróleo

Foto de Adérito Caldeira
O Instituto Nacional do Petróleo (INP) divulgou há poucas semanas que centenas de empresas em Moçambique já estão ligadas aos projectos de gás natural na Bacia do Rovuma. “Só para o projecto principal, Mozambique LNG, foram registadas na plataforma 1.400 empresas, das quais 427 são empresas registadas em Moçambique e 307 empresas detidas por moçambicanas” afirmou Carlos Zacarias que indicou existirem no projecto de Coral Sul FLNG “568 são empresas moçambicanas e já estão prestar serviços à Eni 220 empresas moçambicanas”. Questionadas pelo @Verdade as petrolíferas Total e a Eni não confirmaram estes números. “Dão nos encomendas de canetas e camisetes, o grosso está a passar ao lado”, revelou o representante da CTA na Província de Cabo Delgado.
Em conferencia de imprensa, no passado dia 12, o presidente do Conselho de Administração (PCA) do INP anunciou que dezenas de milhares de moçambicanos já estão a beneficiar dos projectos de gás natural em Cabo Delgado e centenas de empresas nacionais também.
“Só para o projecto principal, Mozambique LNG, foram registadas na plataforma 1.400 empresas, das quais 427 são empresas registadas em Moçambique e 307 empresas detidas por moçambicanas”, declarou Carlos Zacarias que recordou “concordou-se pelo projecto liderado pela Total, o Mozambique LNG, que 2,5 biliões de dólares seriam alocados somente para empresas moçambicanas”.
“Esse valor será gasto em serviços como transporte, inertes, cimento, etc. Desde valor foram já gastos cerca de 1 bilião de dólares, com empresas moçambicanas foram já gastos pelo projecto liderado pela Total cerca de 500 milhões de dólares até este momento”, especificou o PCA do INP.
Questionado pelo @Verdade sobre quantas dos fornecedores são empresas realmente de moçambicanos e dentre essas quantas são de moçambicanos da Província de Cabo Delgado o regulador do sector de petróleo e gás esclareceu: “está em progresso a definição dos indicadores de desempenho para diversos aspectos relativos ao reporte de dados sobre a implementação de Conteúdo Local, uma vez que grande parte das empresas não registavam de forma descriminada o número de empresas Locais. Referir que serão abrangidas nesse aspecto 6 categorias nomeadamente: empresas locais (onde o projecto está implantado), empresas detidas por nacionais (100% capital nacional), empresas moçambicanas (maioritariamente 51% capital nacional), empresas estrangeiras registadas em Moçambique, e empresas estrangeiras. Logo que o processo da desagregação da lista terminar iremos partilhar”.
Adicionalmente o Instituto Nacional do Petróleo indicou ao @Verdade que “estão registadas na plataforma do Projecto Coral Sul FLNG cerca de 1000 empresas, das quais 568 são empresas moçambicanas e já estão prestar serviços à Eni 220 empresas moçambicanas”.
Algumas dessas empresas ditas moçambicanas nem presença física tem em Cabo Delgado
O @Verdade efectou as mesmas perguntas as petrolíferas que lideram os consórcios que vão explorar o gás natural no Campo de Coral Sul e Campo de Golfinho/Atum.
A Total em Moçambique, que assumiu o projecto do Campo de Golfinho/Atum inicialmente liderado pela Anadarko, esclareceu que “actualmente, temos 279 empresas de propriedade moçambicana ou registadas em Moçambique que fornecem bens e serviços ao Projecto”.
“Destas empresas, 157 são detidas por moçambicanos (propriedade moçambicana > 51%), sendo 20 empresas de Cabo Delgado, e 122 estão registadas em Moçambique (propriedade moçambicana <51%), das quais 16 em Cabo Delgado. Em colaboração com as autoridades governamentais, estamos a trabalhar para aumentar a identificação de empresas moçambicanas e temos estado a reiterar a necessidade de as empresas não registadas na plataforma Achilles ( plataforma para cadastrar os nossos fornecedores) procederem ao seu registo na mesma para se fazerem conhecer”, acrescentou a petrolífera francesa.
A Eni não respondeu aos pedidos de informação do @Verdade.
Contudo o presidente do Conselho Empresarial da Província de Cabo Delgado disse ao @Verdade que “existem algumas empresas de Cabo Delgado, mas não tem nada a ver com aqueles números apresentados pelo INP”.
Gulamo Abubakar recordou em contacto telefónico que as petrolíferas desvirtuaram a definição do que são empresas moçambicanas com a conivência do Governo. “Já nem sabemos efectivamente quais são as empresas moçambicanas, o Código Comercial diz uma coisa mas as petrolíferas definem de outra forma.
“O exemplo de Inhambane (em alusão ao impacto quase nulo da Sasol no desenvolvimento de ligações com empresas locais) aplica-se perfeitamente a Cabo Delgado, algumas dessas empresas ditas moçambicanas nem presença física tem” declarou o representante dos empresários na Província de Cabo Delgado que revelou que o pouco negócio vindo das petrolíferas são “encomendas de canetas e camisetes, o grosso está a passar ao lado”.
O @Verdade revelou que grande parte do bilião de dólares que o projecto Mozambique LNG, liderado pela Total, está a gastar é com empresas estrangeiras registadas em Moçambique.

Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique

Deus, Estado repressor e coronavírus


Em Jerusalém, uma senhora reza do lado de fora da Igreja do Santo Sepulcro, fechada a pretexto do vírus chinês
Padre David Francisquini*

Uma leitora disse que está passando pela tensa pressão de uma pessoa que fica o dia inteiro na porta de sua casa vigiando para que ninguém saia à rua. Um verdadeiro terrorismo psicológico.
A propósito da pandemia do vírus chinês, o governo da Prefeitura do Rio de Janeiro publicou, numa edição especial do “Diário Oficial Municipal”, o decreto Nº 47301, de 26 de março de 2020, que disponibiliza um meio de denúncia contra aglomerações.
O que se nota é um Estado cada vez mais forte e repressor, adotando medidas prepotentes e abusivas de intimidação. A consequência de tudo isso será desastrosa na vida dos brasileiros.
Quem poderia imaginar que, proveniente da China comunista, aparecesse um vírus que daria pretexto ao Estado para passar de todos os limites e a implantar o caos e a ditadura? O que podemos esperar de tudo isso a não ser o aparecimento de neuroses e psicoses?
Hoje se dá valor apenas à saúde física, esquecendo-se da alma. E, por causa disso, milhões de brasileiros viverão no medo e na apreensão.
Que fatores e agentes estão por trás de tudo isso, que está sendo feito para arruinar a nossa economia e a vida religiosa dos brasileiros? O pior é que o clero progressista se conforma com essa ditadura despótica e desastrosa em nome da saúde pública, sem nenhuma análise e observação sobre a dimensão real do problema da peste chinesa.
Ando por toda parte na minha região e não constatei nenhum caso real e sério a respeito de infectados. Há suspeitas de duas pessoas. No entanto, não é normal querer manter encarceradas em suas casas todas as pessoas de uma região, proibindo-as de ir e vir, por causa de duas suspeitas!
Isso está ocorrendo em todo o Brasil de maneira indiscriminada e despótica por parte de governadores e prefeitos, que proíbem até mesmo o trabalho daqueles que precisam sair para conseguir o próprio sustento e o de suas famílias.
Pior e ainda mais inexplicável é a restrição que fazem aos sacerdotes, impedindo seus fiéis de comparecerem a alguma celebração do culto católico. Há padres contentes e felizes por essa situação, afirmando que esse novo sistema de comunicação é bom. A Igreja ganharia, segundo eles, um espaço de confiança, e o padre animaria, reconfortaria e consolaria seus paroquianos pela internet.
“O que eu fico mais feliz — diz um padre — é ver os bancos da igreja repletos de fotografias. Não é uma corrente sombria, mas são laços de fé que nos unem. Todo mundo quer fazer parte disso”.
É estarrecedor ver em um padre esse contentamento com tal situação! É algo que faz arrepiar o católico desejoso de se aproximar dos sacramentos.
Nossa Senhora de Fátima pediu conversão e mudança de vida para que a Rússia não espalhasse seus erros pelo mundo. Mas os homens não se converteram!
Agora, um vírus da China comunista se espalha pelo mundo. Sob o pretexto de combater esse vírus, a Igreja e os bons são perseguidos.
Que lição podemos tirar de tudo isso? O que Deus deseja de nós nessas circunstâncias?
De um lado, há a malícia dos que espalham os erros e fecham as portas de nossas igrejas. Mas, de outro, Deus pode tirar proveito de tudo isso. Ele não deseja o mal e castiga os pecadores com a punição na outra vida, mas pode tirar dessa situação um bem fazendo resplandecer sua justiça e nos purificando através da perseguição que sofremos.
Para ficar mais claro, daremos um exemplo. Se a testemunha de um crime acusa o criminoso porque era inimigo pessoal dele e não pelo desejo de justiça, o crime não deixará de ser crime. Se esse crime for punível com a morte e essa testemunha ainda pedir para ser o carrasco que executará seu inimigo, a sentença que condenar o criminoso não deixará de ser justa.
O juiz terá feito uma boa obra por castigar o criminoso segundo a lei. O executor terá feito uma obra má em matar seu inimigo por motivação pessoal. Assim age Deus, que pode Se servir dos maus para nos fazer o bem.
O vírus espalhado a partir da China poderá servir de ocasião para fazer resplandecer a Justiça de Deus e de chamar os homens à conversão. Os malfeitores são a China comunista e os políticos que a favorecem a em detrimento do Brasil e dos brasileiros, em especial dos conservadores. Poderíamos até perguntar quem é mais bandido: Xi Jinping, presidente da China, ou os brasileiros colaboradores do regime marxista chinês?
Que são mais criminosos: os responsáveis pela disseminação do vírus ou aqueles que se alinham com a China para destruir o Brasil? São evidentemente esses últimos, que atuam como agentes úteis do regime ateu e despótico chinês desejoso de implantar o caos entre nós.
Poderíamos também perguntar se não haveria, inclusive dentro da Santa Igreja Católica, alguém (ou alguns) envolvido nessa manobra para quebrar o Brasil, emudecer a Igreja e, assim, implantar o caos. Os adeptos da chamada “esquerda católica” são os piores inimigos contra os quais temos que lutar.
O que vejo, até o momento, é que esse vírus está sendo usado para implantar uma anarquia no Brasil.
O Profeta Jeremias descreve que a fome, a espada e a peste, são castigos que Deus envia às nações que transgridem a Lei de Deus. O indispensável neste momento é rezar — e rezar muito! — e converter-se ao Senhor, nosso Deus. A recitação do Terço é uma arma poderosa que a Virgem de Fátima nos recomendou.
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* Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria – Cardoso Moreira (RJ).

Ventura “farto” dos que “boicotam” direção do Chega será novamente candidato

Ventura “farto” dos que “boicotam” direção do Chega será novamente ...
O presidente do Chega indicou hoje que apresentará a sua demissão de líder do partido "nos próximos dias" por estar "farto" e "cansado" dos que "sistematicamente boicotam" a direção do partido, mas garantiu que será novamente candidato ao cargo.
A decisão de abandonar a liderança do partido que fundou foi confirmada hoje pelo próprio à agência Lusa, adiantando que será marcada uma Convenção Nacional para setembro, para eleger o próximo líder.
André Ventura remeteu todas as restantes explicações para um vídeo divulgado hoje, no qual se dirige aos militantes e dirigentes do Chega.
Nesse vídeo, divulgado à comunicação social, o deputado único fala num "dia particularmente difícil" para o partido e adianta que apresentará "nos próximos dias" o seu "pedido de demissão de presidente da Direção Nacional do Chega".
"Faço-o essencialmente por três motivos: porque estou farto, estou cansado, daqueles que sistematicamente boicotam o trabalho da Direção Nacional, de que sistematicamente estão contra as posições da Direção Nacional e sistematicamente se empenham mais em atacar o partido, em divulgar mensagens privadas, em divulgar opções dos órgãos internos do partido, do que em ajudar a fazer este partido crescer", justifica Ventura.
André Ventura adianta igualmente que será "novamente candidato a presidente da Direção Nacional do Chega", que a sua linha se manterá como até agora, e considerou que este é um "momento de clarificação", que "permitirá depois ter a unidade e a força necessários para enfrentar os desafios "eleitorais futuros".
Recusando estar "agarrado ao poder", o fundador do partido assinala que, "se perder eleição interna", renunciará ao cargo de deputado, mas salienta que não se deixará "ir sem luta".
O ainda líder do Chega assinala igualmente que o crescimento do partido -- oficializado há cerca de um ano - "atraiu, felizmente, uma grande massa da população portuguesa", mas "também atraiu o pior que a vida política tem, também atraiu o pior que o sistema tem".
"Aqueles que procuram sempre um lugar ao sol, a todo o custo, sem escrúpulos, sem regras, estão sempre à espera do momento certo para atacar, que querem fazer do Chega uma espécie de segundo PSD, ou segundo PS ou segundo CDS", criticou.
"Comigo isso nunca acontecerá. Não tolerarei, nem nunca aceitarei liderar um partido que seja mais um dos partidos do sistema, por muito que isso dê frutos eleitoralmente, por muito que isso nos permita negociatas de poder, comigo isso nunca acontecerá", garantiu André Ventura.
Sobre a sua abstenção na votação relativamente à renovação do estado de emergência, na quinta-feira, -- que Ventura admitiu no mesmo dia que "não é pacífica" e "é controversa" -, o deputado único insistiu em rejeitar "uma crise de impunidade e criminalidade".
"Fartei e cansei-me daqueles que nos estão sempre, internamente, a acenar com o fantasma do racismo, que estamos demasiado extremistas, que temos de nos moderar. Esta é a linha e a génese do Chega, é esta a linha que temos de levar a cabo e que os portugueses nos pedem, sem medo, sem tibiezas, sem medo de o discurso não ser politicamente correto", defendeu.
Na ótica de André Ventura, "tudo o contrário será fazer do Chega um novo partido do sistema".
Na mensagem de vídeo, o atual líder desafia "aqueles que andaram a fazer este boicote" à direção e ao seu trabalho no parlamento a "se apresentarem a eleições" e "darem-se a conhecer aos militantes, darem a conhecer os projetos que trazem para o Chega e em que é que farão este partido diferente daquilo que tem sido até agora".
"É o momento de clarificarmos as águas", insistiu, apontando que os dirigentes sairão disto "muito mais fortes".
Lusa

Tiago Monteiro e Félix da Costa conseguem 10 mil euros para material hospitalar

Tiago Monteiro e Félix da Costa conseguem 10 mil euros para ...
Os pilotos portugueses Tiago Monteiro e António Félix da Costa angariaram 10.285 euros para a aquisição de material hospitalar, em corridas virtuais, para a plataforma #soscovid.
“Foi um sucesso. O valor angariado é a melhor recompensa para todos os envolvidos. Todos juntos conseguimos alcançar o objetivo, agora é tempo de ficarmos em casa e acreditarmos que tudo vai ficar bem em breve”, congratulou-se Tiago Monteiro.
A iniciativa contou com a participação de 30 pilotos portugueses e estrangeiros e conseguiu contribuições de quase 422 pessoas, enquanto decorreram as corridas visualizadas por 15.000 pessoas.
“É muito bom ver que conseguimos vencer esta corrida. Digo conseguimos, pois esta vitória é de todos os pilotos que deram a cara por esta causa, mas também de todas as pessoas que doaram. Fico muito orgulhoso da solidariedade de todos os portugueses”, acrescentou António Félix da Costa.
O valor angariado será doado na integra para o combate à covid-19, estando destinado ao movimento SOS.COVID19.PORTUGAL e também ao www.soscovid.pt, para apoiar e ajudar hospitais, doentes, médicos e todos os envolvidos na linha da frente da ação contra a pandemia.
Entre outros, participaram os portugueses Filipe Albuquerque e João Barbosa, o antigo piloto de Fórmula 1 colombiano Juan Pablo Montoya, o belga Stoffel Vandoorne, os brasileiros Felipe Nasr e Nelson Piquet Jr., o francês Andy Priaulx e o argentino Jose Maria Lopez.
Lusa / Madremedia

Trabalhadores sazonais na Suíça regressam a Portugal mais cedo do que previsto

Trabalhadores sazonais na Suíça regressam a Portugal mais cedo do ...
Os portugueses com contratos de trabalho sazonais na Suíça estão a regressar a Portugal mais cedo do que o previsto, conta o gerente da “única” empresa que está a assegurar o transporte para casa daqueles passageiros.
“São cerca de 50 portugueses que regressam a casa, todas as semanas, connosco de autocarro, desde que se declarou Estado de Emergência na Suíça", relata Carlos Silva, gerente da empresa de transportes Girómundo com sede em Vieira do Minho.
Após a Suíça ter anunciado estado de emergência, dia 16 de Março, devido à pandemia causada pelo novo coronavírus, foram muitos os portugueses com contratos de curta duração, a trabalhar em estâncias de ski e estabelecimentos hoteleiros, que viram os seus contratos interrompidos e foram obrigados a regressar a casa mais cedo do que o previsto.
"Neste momento, somos a única empresa que assegura o transportes de passageiros da Suíça para Portugal", afirma António Santana, motorista e responsável pela base de Lamego da empresa de transportes Girómundo.
Segundo o motorista, as pessoas que tem transportado são exclusivamente trabalhadores sazonais em fim de contrato, contratos esses que, este ano, acabaram por ser interrompidos pela pandemia que obrigou ao encerramento de um grande número de estabelecimentos comerciais por toda a Suíça.
"Os contratos de trabalho terminaram e essas pessoas têm de regressar às suas casas”, afirma o gerente Carlos Silva, salientando que a empresa obedece criteriosamente às medidas de segurança impostas pelo Governo.
"Estamos a trabalhar em conjunto com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), logo que as pessoas estejam legais e que se cumpram as medidas impostas pelo Governo português, está tudo bem. Até ao dia de hoje, não temos tido problemas», afirma o dirigente da empresa de transportes.
O empresário Carlos Silva aconselha a todos os portugueses que estejam a pensar em aventurar-se numa viagem até Portugal, sem as devidas atestações de residência, para que não o façam.
"Aconselho todos os portugueses que estejam a pensar viajar, por via terrestre, nos próximos dias, que consultem as redes consulares e/ou embaixada para os devidos esclarecimentos e orientações sobre as atuais condições de viagem para Portugal”, reforça o empresário, chamando à atenção para o fato de ser expressamente proibido toda a simples viagem de visita a Portugal.
O dirigente da empresa Girómundo, que gere cerca de 60 funcionários, confessa à agência Lusa que devido à pandemia provocada pelo coronavírus foi obrigado a tomar medidas para garantir o trabalho dos seus funcionários e evitar futuros despedimentos.
"A grande maioria dos nossos funcionários esteve de férias estes últimos 15 dias e, nos próximos dias, teremos de aderir ao chamado ‘lay-off’ simplificado, com vista a facilitar a redução de salários com o apoio do Estado”, diz o empresário deixando transparecer uma forte preocupação com a situação atual.
"Antes da pandemia fazíamos duas viagens por semana e os autocarros vinham cheios, hoje, reduzimos para uma viagem por semana e os autocarros trazem meia dúzia de pessoas», afirma António Santana, motorista da Girómundo salientando que, em 25 anos de serviço, nunca tinha vivido nada igual.
;Lusa / Madremedia

Suíça ultrapassa os 500 mortos e as 20.000 pessoas infetadas

Covid-19: Suíça ultrapassa os 500 mortos e as 20.000 pessoas infetadas
A Suíça ultrapassou os 500 mortos e mais de 20.000 infetados pelo novo coronavírus, na origem da covid-19, anunciou hoje o ministério da Saúde deste país.
Hoje de manhã, 20.201 pessoas estavam infetadas pelo novo coronavírus, o que representou o aumento de um milhar num só dia, precisou o Ministério da Saúde da Suíça.
Num país que contabiliza 8,5 milhões de habitantes, foram registadas 76 mortes, nas últimas 24 horas, o que levou para 540 o número de pessoas mortas, desde o início da pandemia.
A Suíça é, assim, um dos países mais afetados pela pandemia da covid-19, tendo em conta a proporção populacional, com a confirmação de 236 infetados por cada 100.000 habitantes.
"Ainda não atingimos o pico" da epidemia, avisou em conferência de imprensa o chefe do Departamento Federal da Saúde Pública do Ministério da Saúde, Daniel Koch.
Estes números, explica o Ministério, devem-se ao facto de a Suíça ser um dos países onde se realizou o maior número de exames, por número de habitantes, ou seja, foram realizados 150.000 testes desde que surgiu o primeiro caso, em 24 de fevereiro, e desses, 15% deram positivo.
Segundo o ministério suíço da Saúde, nas últimas 24 horas foram realizados perto de 7.000 testes, dos quais 975 apresentaram resultado positivo.
O governo federal suíço anunciou hoje, através do Ministério da Economia, a disponibilização de perto de 60 mil milhões de dólares (cerca de 57 mil milhões de euros), para atenuar o impacto económico no país, provocado pela paralisação da atividade, em resposta à pandemia.
Na Suíça, a covid-19 forçou quase 1,3 milhão de trabalhadores a trabalho temporário, o que representa um quarto da força laboral total.
Lusa

Rainha de Inglaterra pede determinação em rara alocução televisiva

Rainha de Inglaterra pede determinação em rara alocução televisiva ...
A rainha de Inglaterra vai pedir hoje aos seus súbditos coragem e determinação na luta contra a pandemia covid-19, numa rara aparição televisiva dirigida à Comunidade das Nações (Commonwealth), que tem vindo a ser antecipada pela imprensa.
Será apenas a quarta vez, em 68 anos de reinado, que a monarca recorre a uma alocução televisiva, para além do tradicional discurso de Natal, para se dirigir aos súbditos na Inglaterra e nos 53 países membros independentes que integram a Commonwealth.
"Espero que, nos próximos anos, todos possam orgulhar-se da maneira como assumimos este desafio", dirá a monarca de 93 anos, de acordo com extratos divulgados pelo gabinete de comunicação do Palácio de Buckingham.
Segundo a mesma fonte, a rainha irá agradecer o esforço de todos os que estão na primeira linha do combate à pandemia, sobretudo o pessoal médico.
"Vivemos momentos de perturbação na vida de nosso país, uma perturbação que trouxe sofrimento para alguns, dificuldades financeiras para muitos e enormes mudanças no dia a dia de todos nós", dirá a monarca, numa intervenção marcada para as 19:00.
De acordo com o balanço feito no sábado, até às 17:00 de sexta-feira tinham morrido no Reino Unido 4.313 pessoas infetadas, mais 708 do que na véspera.
Os dados foram atualizados numa conferência de imprensa, onde o ministro do Conselho de Ministros, Michael Gove reiterou a necessidade de os britânicos respeitarem o confinamento decretado pelo governo e "resistirem à tentação" de sair de casa para passear para aproveitar o bom tempo.
"A vida durante o confinamento pode ser difícil e algumas pessoas podem sentir-se tentadas a sair e passear neste fim-de-semana soalheiro", admitiu, mas alertou: "se relaxarmos a adesão às regas, aumentamos o risco para os outros".
Durante a conferência de imprensa, Gove revelou terem chegado 300 ventiladores da China, juntando-se a outros que o governo adquiriu a empresas alemãs e suíças, e disse que está prevista a produção nos próximos dias de mais equipamentos de auxílio à respiração por empresas britânicas.
Entretanto, o ministério da Justiça britânico anunciou que vai soltar cerca de 4.000 reclusos considerados de "baixo risco" e a dois meses do fim da sentença obrigatória para tentar evitar a propagação da doença dentro dos estabelecimentos prisionais.
De acordo com os dados oficiais mais recentes, foram registadas até agora três mortes nas prisões de Inglaterra e País de Gales entre 88 prisioneiros infetados, tendo 15 guardas prisionais também sido contagiados.
Lusa

França ultrapassa 7.500 mortos desde início da pandemia

França ultrapassa 7.500 mortos desde início da pandemia
RTP
O número de mortos nos lares em França continua a aumentar, sendo agora calculado em 2.028 óbitos, aos quais se juntam 5.542 mortos em meio hospitalar, anunciaram esta noite as autoridades.
Assim, desde dia 01 de março, já houve 7.560 mortes no total devido ao covid-19, segundo o anúncio feito hoje pelo diretor-geral da Saúde, Jerôme Salomon. O número de óbitos nos lares franceses começou a ser divulgado na sexta-feira, e os dados continuam a ser recolhidos pelas autoridades.
O número total de casos confirmados no país é de 68.605.
Há 28.143 pessoas hospitalizadas e 6.838 pacientes estão nas unidades de cuidados intensivos. 105 pessoas internadas nos cuidados intensivos tem menos de 30 anos.
O número de novas entradas nos cuidados intensivos continua a diminuir, mas como a estadia destes pacientes é longa nestas unidades, os números no geral continuam a subir e Salomon reforçou que a França nunca teve tantos pacientes nestas condições.
Dos casos identificados como positivos, 15.438 pessoas estão curadas.
A França anunciou este sábado que as encomendas de máscaras já vão nos dois mil milhões de unidades, em vários países, sendo as maiores encomendas feitas à China.
Pela primeira vez, as autoridades francesas indicaram que a população em geral pode usar uma máscara para as suas deslocações.
Até agora, a indicação tinha sido que ter uma máscara não protegia e devia ser apenas usada no quotidiano por pessoas já infetadas.
Lusa

Covid-19: Ovar já testou 2,1% da população e aplanou a curva de evolução da doença

Covid-19: Ovar já tem linha telefónica própria para retirar ...
O Município de Ovar, sujeito a cerco sanitário devido à covid-19, disse hoje que 2,1% da população local já foi rastreada e que o gráfico de evolução da doença começa a evidenciar tendência decrescente.
A informação foi revelada num vídeo público do presidente da autarquia do distrito de Aveiro, que, envergando uma t-shirt branca decorada com um arco-íris e com a mensagem "Vai ficar tudo bem", anunciou que essas eram "boas notícias" para o concelho de 55.400 habitantes sujeito a quarentena geográfica desde 18 de março e até 17 de abril.
"Temos já mais de 1.200 testes feitos cá em Ovar, o que corresponde a ter mais de 2,1% da população testada. É um número maior do que [aquele que se verifica] em temos nacionais, em que se testou apenas 0,7% da população", declara Salvador Malheiro no vídeo.
Defendendo que essa "velocidade de cruzeiro" permite já retirar da situação "algumas conclusões baseadas em números reais e não em projeções", o autarca acrescenta: "A nossa curva de novos casos confirmados [de covid-19], para além de começar a ficar achatada, já tem uma tendência decrescente, o que é uma excelente notícia".
Os dados oficiais disponibilizados hoje ao fim da tarde pela autarquia, onde o primeiro residente infetado pelo novo coronavírus foi detetado a 11 de março, indicavam agora 388 diagnósticos positivos, 16 óbitos provocados pela doença e cinco recuperações.
Desse universo atual de doentes, 23 são idosos que vivem num dos lares da Santa Casa da Misericórdia de Ovar, cujo provedor, em declarações hoje à Lusa, apelou para que as autoridades de saúde internassem esses infetados em meio hospitalar, por a instituição não ter condições adequadas para garantir o seu devido acompanhamento médico.
Os doentes com necessidade de internamento hospitalar estão entretanto distribuídos por várias unidades de saúde de Ovar, Aveiro, Santa Maria da Feira e Porto, mas na Arena Dolce Vita do concelho sob cerco profilático também já está instalado um hospital de campanha com 100 camas.
"Os equipamentos clínicos estão a chegar, o corpo médico e de enfermagem também, e hoje decidimos comprar 28 camas articuladas e 13 monitores para que este hospital seja uma realidade no início da próxima semana e possa começar a receber aqueles que precisam de cuidados hospitalares", anunciou Salvador Malheiro.
Ainda nesse contexto, o autarca deixou depois um apelo à comunidade: "Queremos para o nosso hospital de campanha um nome que nos una e congregue todo este espírito vareiro, portanto deixem as vossas sugestões".
Lusa

Covid-19: Pandemia obrigou hospitais a reorganizarem-se de um dia para o outro

Salas de espera vazias, médicos a fazer consultas por telefone e doentes a aguardar em casa é a nova realidade dos hospitais, que de um dia para o outro tiveram de reorganizar-se devido à pandemia de covid-19.

A doença provocada pelo novo coronavírus obrigou os hospitais a mudarem o seu funcionamento para conter a propagação de casos de infeção, proteger os doentes e os profissionais de saúde e libertar espaços para tratar os infetados.

A nova realidade vivida nos hospitais foi contada à agência Lusa por Luís Campos Pinheiro, responsável pelo serviço de urologia do Hospital de São José, que integra o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Central (CHULC).

“Um dos problemas que havia no hospital era uma multidão de pessoas numa sala que não é muito grande à espera de consulta, que foi logo identificada como o local mais perigoso de contágio com a doença”, disse o médico.

Isto levou a que de “um dia para o outro” as consultas presenciais tivessem praticamente acabado, dando lugar às teleconsultas, em que os médicos analisam na semana anterior os doentes que vão observar.

“Praticamente são todos os doentes. Conseguimos que não venham ao hospital mesmo nas primeiras consultas”, sublinhou.

Esta mudança é expressa em dados avançados à Lusa pelo CHULC que mostram que na primeira semana de março, quando foram anunciados os primeiros casos de covid-19 em Portugal, foram realizadas presencialmente cerca de 15.000 consultas, das quais 566 sem a presença do doente (cerca de 4% do total das consultas).

Na semana de 23 a 29 de março esta realidade inverteu-se. Das cerca de 9.000 consultas realizadas, 6.368 foram à distância (71%).

Sobre a reação dos médicos e dos doentes a esta situação, Campos Pinheiro disse que “surpreendentemente” parecem mostrar-se “muito satisfeitos”.

Muitos médicos estão a fazer as consultas nas suas residências porque têm acesso remoto ao processo clínico eletrónico do hospital, seguindo também assim a orientação de haver menor mobilidade e menor contacto social possível.

Também está a haver “uma grande satisfação” da parte dos doentes por constatarem que os médicos não os esqueceram e, por outro lado, não têm de dirigir-se ao hospital, onde o “o risco de infeção é maior” e tinham de esperar horas pela consulta.

“Os doentes esperavam muito pela sua consulta, e agora também esperam, mas no conforto das suas residências pelo telefonema”, comentou o especialista.

Mas, ressalvou, a consulta à distância funciona melhor com os doentes que têm “uma relação mais antiga” com o médico. “Com os novos doentes não temos capacidade para estabelecer uma boa relação médico-doente só via telefónica, como é evidente”.

Apesar do aumento das teleconsultas, os hospitais continuam de portas abertas para receber os doentes e para realizar cirurgias urgentes, nomeadamente as de “doentes oncológicos que não podem esperar”.

Para o especialista, esta mudança no funcionamento dos hospitais fez cair alguns mitos, como o acesso remoto dos médicos ao processo eletrónico.

“Caiu porque se mostrou que é possível e eficaz, e eu espero que não volte para trás quando a situação normalizar”, defendeu.

Até a preocupação com um doente que esteja internado pode ser minimizada porque o médico pode ter acesso em casa às suas análises ou exames.

Luís Campos Pinheiro considera que as consultas também vão mudar. “Não da forma como estamos a fazer, praticamente todas por telefone, mas sobretudo no “doente mais antigo, mais rotineiro” em que não há necessidade de fazer um exame físico e em que “a relação médico-doente já é forte”.

Há muitos doentes crónicos que vão ao hospital apenas para mostrar uma análise e levantar medicamentos para o cancro da próstata, por exemplo, ou para uma consulta de seguimento de doença oncológica que se realiza de seis em seis meses durante muitos anos.

“Neste tipo de doentes, pelo menos uma das consultas pode fazer-se presencialmente e a outra em teleconsulta”, uma medida que “aliviará imenso” as incapacidades da sala de espera.

NDC

Pandemia altera consumos de álcool e drogas para quase um terço de jovens

Perto de um terço dos jovens portugueses (62,4%) acredita que a pandemia de covid-19 contribuiu para a alteração de consumo de álcool e drogas, com 18,1% a referir que consome menos álcool ou deixou de beber.
Pandemia altera consumos de álcool e drogas para quase um terço de jovens

Perto de um terço dos jovens portugueses (62,4%) acredita que a pandemia de covid-19 contribuiu para a alteração de consumo de álcool e drogas, com 18,1% a referir que consome menos álcool ou deixou de beber.

As conclusões constam de um inquérito nacional realizado pelo Instituto Europeu para o Estudo dos Fatores de Risco em Crianças e Adolescentes (IREFREA Portugal) no qual 37,3% revelam ter diminuído o consumo de tabaco ou ter deixado de fumar e 16,5% acreditam que o consumo de substâncias ilícitas irá ser menor durante a pandemia.

Realizado em parceria com a Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, este estudo mostrou que são os consumidores ocasionais que relatam as maiores mudanças nos seus hábitos.

Devido à pandemia de covid-19, 36,4% dos jovens que participaram no inquérito pretendem alterar os comportamentos de convívio no futuro, com 10% a sublinharem que darão mais prioridade a atividades ao ar livre e às relações interpessoais.

Dirigido aos escalões etários dos 16 aos 35 anos, o estudo visou perceber a posição dos jovens face às medidas de contenção da pandemia do novo coronavírus, no sentido de pôr em prática algumas estratégias preventivas mais eficazes.

O trabalho foi realizado através de um questionário ‘online’ disseminado entre contactos de estudantes durante 15 dias, do qual resultaram 687 respostas válidas.

O estudo mostrou que 63,3% dos jovens participantes consideram reduzir o número de saídas à noite. Dos inquiridos, 98,7% concordam com o encerramento obrigatório de bares e discotecas, e 45,7% são a favor do encerramento de fronteiras.

Para Fernando Mendes, presidente do IREFREA Portugal, estes resultados demonstram que ao contrário do que se tem veiculado sobre a atitude irresponsável dos jovens, existe uma opinião favorável à contenção da epidemia.

Para o psicólogo, é, porém, necessário manter a contenção já que existe uma “franja considerável que não a reconhece como essencial”.

Perto de 57% dos inquiridos consideram que o confinamento provocou um aumento da utilização de redes sociais enquanto 28,1% da amostra não planeia ou tem dúvidas se vai alterar a forma como se relacionam com os amigos durante este período.

Das respostas analisadas no estudo, 25,8% reportavam-se ao sexo masculino e 73,4% ao feminino. Quanto à média de idades, no casos dos homens era de 23,4 (com mais ou menos 4,3 anos) e no caso das mulheres era de 22,9 a nos (com mais ou menos 4,2 anos). A profissão mais referida foi a de estudante (61,3%), seguindo-se os trabalhadores por conta de outrem (19,8%) e 3,5% dos inquiridos eram desempregados.

Quanto à área de residência, 66,4% vivem em território urbano e 75,1% com a família de origem. Dos 687 jovens, 6,7% não bebem álcool, 42,1% não fumam e 66,2% não usam cannabis. No que respeita a consumos diários, 1,5% bebe álcool, 16.6% fumam e 2% usam cannabis.

Impala

COVID-19: Crianças com 5 e 13 anos entre mortos no Reino Unido

Covid-19: crianças com 5 e 13 anos entre mortos no Reino Unido | TVI24
Duas crianças, de 5 e 13 anos, e sete profissionais de saúde estão entre as 4.313 pessoas mortas infetadas durante a pandemia covid-19 no Reino Unido, indicou hoje o ministro do Conselho de Ministros, Michael Gove.
A criança de 5 anos sofria de outros problemas de saúde, mas ao adolescente de 13 anos, Ismail Mohamed Abdulwahab, não eram conhecidas mais patologias.
O funeral de Abdulwahab teve lugar na sexta-feira no sul de Londres sem a presença do agregado familiar, porque a mãe e alguns irmãos apresentaram sintomas do vírus SARS-CoV-2.
Segundo Gove, 15.073 pessoas estão atualmente hospitalizadas entre os 41.903 que foram diagnosticadas com a doença, e, embora a taxa de internamentos tenha descido na zona de Londres, a mais afetada do país, ela aumentou 35% na região de Yorkshire, no Norte de Inglaterra, e 47% na região de Midlands, no Centro de Inglaterra.
De acordo com o balanço de hoje, até às 17:00 de sexta-feira morreram no Reino Unido 4.313 pessoas infetadas, mais 708 do que na véspera.
Os dados foram atualizados numa conferência de imprensa, onde Gove reiterou a necessidade de os britânicos respeitarem o confinamento decretado pelo governo e "resistirem à tentação" de sair de casa para passear para aproveitar o bom tempo.
"A vida durante o confinamento pode ser difícil e algumas pessoas podem sentir-se tentadas a sair e passear neste fim-de-semana soalheiro", admitiu, mas alertou: "se relaxarmos a adesão às regas, aumentamos o risco para os outros".
Durante a conferência de imprensa, Gove revelou terem chegado hoje 300 ventiladores da China, juntando-se a outros que o governo adquiriu a empresas alemãs e suíças, e disse que está prevista a produção nos próximos dias de mais equipamentos de auxílio à respiração por empresas britânicas.
Entretanto, o ministério da Justiça britânico anunciou hoje que vai soltar cerca de 4.000 reclusos considerados de "baixo risco" e a dois meses do fim da sentença obrigatória para tentar evitar a propagação da doença dentro dos estabelecimentos prisionais.
De acordo com os dados oficiais mais recentes, foram registadas até agora três mortes nas prisões de Inglaterra e País de Gales entre 88 prisioneiros infetados, tendo 15 guardas prisionais também sido contagiados.
Lusa

sábado, 4 de abril de 2020

Covid-19: Governo antecipa pagamento de fundos comunitários aos agricultores

Tudo sobre: Ministério da Agricultura – Observador
O Ministério da Agricultura está a antecipar pagamentos dos fundos comunitários aos agricultores, para os ajudar a enfrentar os impactos da pandemia, e prevê pagar até 60 milhões de euros até à próxima semana, anunciou hoje a ministra.
“É uma medida de capital importância para garantir que as empresas têm liquidez para fazer face” ao impacto da pandemia, afirmou Maria do Céu Albuquerque à agência Lusa.
“No dia 31 de março foram pagos 35 milhões de euros [de fundos comunitários aprovados] devidos desse mês e um montante semelhante seria pago a 30 de abril, mas começamos a antecipar o pagamento”, explicou.
A governante adiantou que, do montante previsto liquidar em abril, foram pagos sete milhões de euros na sexta-feira e a intenção é “continuar todas as semanas a fazer outros adiantamentos até perfazer o montante de abril”.
O Ministério da Agricultura estima pagar até 60 milhões de euros até 09 de abril, com a aprovação de outros fundos comunitários.
“Começámos a sentir, em alguns setores, problemas no escoamento dos produtos por diversas razões”, justificou a ministra da Agricultura.
As maiores dificuldades de escoamento são, por um lado, nas carnes de raças autóctones, cuja produção foi programada para dar resposta durante a Páscoa ao consumo das famílias que, “por estarem confinadas e não se juntarem, não estão a consumir” e, por outro lado, nos queijos, enchidos e outras carnes processadas, devido ao encerramento do Canal Horeca, que tinha como principal destinatário a restauração.
Também nas frutas sem casca e nos legumes consumidos em cru há problemas de escoamento não só “por serem perecíeis, mas também pelo receio infundado no sem consumo”, explicou.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 60 mil.
Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 266 mortes, mais 20 do que na véspera (+8,1%), e 10.524 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 638 em relação a sexta-feira (+6,5%).

Serpa | Câmara apoia IPSS


Serpa activa Plano Municipal de Emergência | A Planície
A Câmara Municipal de Serpa está, desde há algumas semanas, a acompanhar, no âmbito da pandemia provocada pela Covid-19, a situação das IPSS do concelho que neste momento sentem algumas dificuldades na resposta a encomendas de materiais de proteção. 
Desde o primeiro momento que a autarquia está em contacto diário com todas as IPSS e tem feito chegar a todas materiais fundamentais neste momento, nomeadamente máscaras, luvas, gel desinfetante e viseiras de proteção. 

Sabendo que as seis IPSS do concelho de Serpa apoiam quase 600 idosos, em várias valências, nomeadamente em lar, apoio domiciliário, unidade de cuidados continuados e centro de dia, (estando esta última suspensa durante o Estado de Emergência, e ficando os idosos a ser acompanhados em apoio domiciliário), e sabendo que o seu trabalho é fundamental para o bem-estar dos mais idosos, o Executivo vai continuar a acompanhar as dificuldades e preocupações destas instituições. 

Paralelamente, a Câmara Municipal de Serpa está a preparar vários espaços para, no caso de ser necessário, instalar quem deles necessite. Além das salas do Pavilhão Carlos Pinhão já anunciadas, também a Residência de Estudantes, está pronta para qualquer eventualidade. 

Serpa tem cerca de 4 000 munícipes com mais de 65 anos, que representam mais de 25 por cento da população do concelho. Tendo em consideração este dado, o Executivo Municipal continuará a apoiar e a criar medidas que possam levar ainda mais conforto a esta população durante este período, desenvolvendo diariamente, sempre em colaboração com as Juntas e Uniões de Freguesia do concelho, um trabalho de proximidade através da linha social, criada recentemente, seja na aquisição e entrega de produtos essenciais, seja esclarecendo dúvidas.

Mercado de Leiria lança plataforma de venda online


Comprar produtos no Mercado de Leiria ficou mais fácil
NL
O Município de Leiria lançou uma plataforma para ajudar os comerciantes do Mercado Municipal de Leiria a venderem os seus produtos online, uma medida enquadrada na estratégia de apoios no âmbito da pandemia Covid-19. 

Disponível em www.mercadodeleiria.pt, esta plataforma apresenta os comerciantes que operam neste espaço, sendo possível efetuar encomendas, estando garantida a entrega ao domicílio para grupos de risco. 

O site apresenta 32 comerciantes agrupados em seis áreas - peixe, carne, pão, horto-frutícolas, flores e diversos - com os respetivos contactos, permitindo a realização de encomendas a partir de casa, sendo a recolha depois efetuada no mercado. 

Na sua maioria, os operadores surgem identificados com imagens individuais junto da sua própria banca, contactos, formas de pagamento e indicação se o operador faz ou não entrega ao domicílio. 

Os clientes têm oportunidade de selecionar o operador, contactá-lo via telefone, encomendar, combinar a data de recolha no mercado, diminuindo tempos de espera, de circulação e de contacto no mercado. 

Para grupos de risco, a entrega ao domicílio será garantida através da Rede Solidária do Município, bastando solicitar telefonicamente junto do operador aquando da encomenda, referindo tratar-se uma pessoa com mais de 65 anos ou doente crónico. 

"A criação da plataforma do mercado transitório era já um objetivo nosso que tomou forma mais rapidamente devido ao contexto da pandemia que estamos a viver”, refere a vereadora do Desenvolvimento Económico do Município de Leiria, Catarina Louro. 

“Queremos reforçar a ligação com clientes habituais, mas também com os novos clientes que têm procurado o mercado de Leiria. Esta visita virtual aproxima munícipes ao mercado e dá a oportunidade digital, moderna, de contactar operadores, encomendar e pagar produtos frescos, passando mais tempo em casa e menos na rua”, acrescenta, realçando que para os grupos de risco - pessoas idosas e doentes crónicos - a entrega ao domicílio é garantida pela Rede Solidária do Município. 

Recorde-se que o edifício do Mercado Municipal de Leiria está a receber obras de reabilitação, um investimento de 3,4 milhões de euros, com o objetivo de modernizar as instalações e a oferta comercial. 

O projeto contempla a renovação da linguagem arquitetónica com ligação do edifício à envolvente exterior, nomeadamente aos produtores, atenuação do efeito da volumetria com “libertação” do piso térreo e criação de fachada ventilada exterior para acondicionamento de sistemas de climatização e beneficiação térmica das fachadas. 

O piso superior será destinado à instalação de um espaço para ‘start-up’. 

A área total reabilitada é 6.800 m2 no interior e 2.500 m2 no exterior.