Lisboa, 11 de abril de 2025
– No dia
11 de abril comemora-se o Dia Mundial da Doença
de Parkinson e convidamos todos a juntarem-se a esta causa “por
uma melhor forma de tratar”.
A
Doença de Parkinson é uma doença neurológica que afeta
principalmente o movimento, provocando sintomas como tremores e
lentidão de movimentos. No entanto, o que muitos desconhecem é que
esta doença também pode causar cansaço, sintomas depressivos,
alterações do sono, dificuldades na fala, dores, entre outros
sintomas que afetam significativamente o dia a dia e a qualidade de
vida das pessoas.
Embora
ainda não exista uma cura para a Doença de Parkinson, estão
disponíveis vários tratamentos que ajudam a controlar os sintomas.
Nos
últimos anos, tem vindo a aumentar a evidência científica que
suporta os benefícios de outros tratamentos como a fisioterapia, a
terapia da fala, a nutrição, a psicologia, a terapia ocupacional e
os cuidados de enfermagem, que podem fazer uma diferença importante
na vida das pessoas com Parkinson.
Por
isso, considero que chegou o momento de repensarmos a forma como
tratamos a Doença.
Esta
nova abordagem vai além da simples toma de medicamentos ou
seguimento em consultas médicas, e defende uma conjugação de
“tratamentos” que incluem:
1-Utilização de medicamentos
eficazes, ajustados à fase da doença e às necessidades
específicas de cada doente.
2-Integração de terapias não
farmacológicas, como a fisioterapia, a terapia da fala, a terapia
ocupacional, a nutrição, a psicologia e a enfermagem, de acordo
com os problemas clínicos a prevenir ou tratar.
3-Acesso a equipas de saúde
multidisciplinares, onde diferentes profissionais, médicos,
enfermeiros, terapeutas, nutricionistas, psicólogos, trabalham em
conjunto para oferecer respostas mais completas e coordenadas.
4-Promoção do exercício
físico, adaptado e orientado, como uma verdadeira ferramenta
terapêutica.
5-Estimulação cognitiva e
socialização, essenciais para preservar as capacidades mentais e
combater o isolamento.
6-Educação e informação
para doentes, cuidadores e famílias, promovendo a autonomia e uma
melhor gestão da doença.
7-Aproveitamento das novas
tecnologias, como sensores de movimento, telemedicina e inteligência
artificial, que permitem monitorizar sintomas à distância e
ajustar os cuidados de forma mais personalizada.
Trata-se
de mudar a forma como olhamos para a Doença de Parkinson. Em vez de
nos centrarmos apenas nos medicamentos, devemos considerar tudo
aquilo que possa contribuir para melhorar a vida dos doentes e das
suas famílias.
9-A
Doença de Parkinson continua a ser um grande desafio. Mas com uma
abordagem mais completa, multidisciplinar e verdadeiramente centrada
na pessoa, é possível melhorar significativamente a vida de quem
convive com esta doença.
*Artigo Prof. Doutor Joaquim Ferreira
Lisboa, 11 de abril de 2025
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Sobre
o CNS
O
CNS – Campus Neurológico é uma rede de unidades de saúde de
referência (CNS Torres Vedras, CNS Lisboa e CNS Braga) dedicada ao
diagnóstico, tratamento e reabilitação de doenças neurológicas,
como a doença de Parkinson, doença de Alzheimer, acidentes
vasculares cerebrais (AVC), dores de cabeça, esclerose múltipla e
alterações do sono, entre outras.
O
CNS integra equipas multidisciplinares altamente especializadas,
assegurando um acompanhamento personalizado e baseado na melhor
evidência clínica disponível. Além da prestação de cuidados de
saúde diferenciados, o CNS promove investigação clínica e
formação de profissionais de saúde, colaborando ativamente com
instituições académicas e científicas nacionais e internacionais.