Amigos e amigas, que grande manifestação pela Paz, cheia de alegria e força, força essa que espalha pelas ruas que o que é preciso é a Paz e não o que a Guerra traz!
E que grande demonstração da juventude nesta manifestação! Aqui saudamos e valorizamos todas as organizações jovens, associações de estudantes do Ensino Secundário, do Ensino Profissional e do Ensino Superior, associações juvenis de carácter cultural e desportiva que estão aqui hoje e assinaram o apelo pelo fim da guerra e a concretização da Paz. Juntos gritamos mais alto e envolvemos cada vez mais jovens na luta pela Paz!
Perante um contexto internacional em que os conflitos armados alastram significativamente, e a cada dia que passa aumenta o número de vítimas causadas pela guerra, pouco se fala de Paz, a única solução que, ao longo dos anos, os povos gritaram e exigiram nas ruas, como estamos a fazer aqui. E que orgulho ser uma de largas centenas de jovens a encher as ruas, e gritar bem alto «Paz Sim, Guerra Não!».
Quanto melhor conhecemos as graves consequências da guerra, mais urgente se torna a defesa da Paz e da resolução pacífica dos conflitos.
Queremos menos armas, para que possamos ter mais futuro. Só com o fim da guerra deixaremos de assistir a notícias da soma diária da morte de milhares de pessoas inocentes, entre elas crianças, jovens e mulheres. Jovens que tinham uma longa vida pela frente e que foi interrompida pelo anseio dos senhores da guerra de quererem continuar a encher os bolsos à custa da destruição de milhões de vidas.
Só o fim da guerra permite que mais ninguém veja os seus familiares a morrer por interesses que não lhes pertencem, que mais nenhuma criança ou adolescente deixe de estudar porque a sua escola ou universidade não resistiu aos bombardeamentos. Que a mais ninguém seja negado o acesso a cuidados de saúde devido à destruição de hospitais.
Só a Paz, a cooperação entre os povos, o fim da guerra e o desarmamento, sem malabarismos ou rodeios, asseguram uma vida digna para todos os que vêem a sua vida afetada pelas mãos de quem lucra com o negócio da guerra.
Aí estão eles: de Almirante a Ministro, todos, em uníssono, a pedirem mais guerra, mais balas e mísseis, a pedirem mais corpos, mais vidas adiadas e outras tantas terminadas. Sabendo do manifesto ou velado interesse da mobilização de jovens portugueses para as guerras da NATO, a juventude responde, como podemos ver hoje, saindo à rua e deixando claro que «a Juventude quer a Paz, não o que a guerra traz!».
Não pactuamos com os blocos político-militares, que em nada promovem a resolução pacífica dos conflitos armados, pelo contrário, partilham os interesses do imperialismo e aumentam a escalada armamentista.
Enquanto às crianças são dados manuais sobre a guerra, a tantas outras crianças espalhadas pelo globo, é a guerra que lhes tira a vida. Não é preciso apregoar a guerra, é preciso apelar à Paz.
É imperativo pôr fim imediato ao genocídio do povo palestino e à escalada de guerra no Médio Oriente protagonizada por Israel. É urgente pôr fim aos conflitos no Líbano, na Síria, no Sara Ocidental, no Sudão e na Ucrânia. É necessário o cumprimento do artigo 7.º da Constituição da República Portuguesa, e o fim da conivência do Estado português com as ações da NATO, dos EUA e da UE nos diversos conflitos que promovem, bem como a participação de Portugal como agente da Paz, do desarmamento nuclear e da cooperação entre os povos.
Hoje, a juventude está aqui presente para que o Governo português, quando chegar a hora de escolher entre aumentar o Orçamento da guerra ou responder aos problemas da juventude, ouça o que estes milhares de pessoas aqui afirmam, pense duas vezes, e entenda que os interesses dos EUA, da NATO e da UE não se podem sobrepor ao reforço da Escola Pública, do Ensino Superior Gratuito, da cultura, do desporto e da saúde, através do SNS, que hoje aqui exigimos.
Enquanto isto não for realizado, podem ter a certeza que a juventude estará na rua a exigir o que é seu por direito, o que conquistámos com Abril e o que não deixaremos que nos tirem.
Não vamos combater nas vossas guerras, e tenham a certeza de que não vamos deixar que as usem para nos roubarem direitos!
É urgente defender a Paz e pôr fim à guerra de uma vez por todas.
Estamos todos juntos pela Paz!
Não é sonho distante, é realidade concreta, presente na voz de tantos milhares hoje, aqui, e de tantos milhões por esse mundo fora. Continuemos firmes, por nós e por tantos jovens, que por esse mundo fora lutam pelo direito ao presente e ao futuro de Paz, e que voltarão a correr atrás da bola e não da bala, a estudar e a trabalhar sem medo da bomba, a namorar e a serem felizes sem o medo da morte.
tantas terminadas. Sabendo do manifesto ou velado interesse da mobilização de jovens portugueses para as guerras da NATO, a juventude responde, como podemos ver hoje, saindo à rua e deixando claro que «a Juventude quer a Paz, não o que a guerra traz!».
Não pactuamos com os blocos político-militares, que em nada promovem a resolução pacífica dos conflitos armados, pelo contrário, partilham os interesses do imperialismo e aumentam a escalada armamentista.
Enquanto às crianças são dados manuais sobre a guerra, a tantas outras crianças espalhadas pelo globo, é a guerra que lhes tira a vida.
Não é preciso apregoar a guerra, é preciso apelar à Paz.
É imperativo pôr fim imediato ao genocídio do povo palestino e à escalada de guerra no Médio Oriente protagonizada por Israel. É urgente pôr fim aos conflitos no Líbano, na Síria, no Sara Ocidental, no Sudão e na Ucrânia. É necessário o cumprimento do artigo 7.º da Constituição da República Portuguesa, e o fim da conivência do Estado português com as ações da NATO, dos EUA e da UE nos diversos conflitos que promovem, bem como a participação de Portugal como agente da Paz, do desarmamento nuclear e da cooperação entre os povos.
Hoje, a juventude está aqui presente para que o Governo português, quando chegar a hora de escolher entre aumentar o Orçamento da guerra ou responder aos problemas da juventude, ouça o que estes milhares de pessoas aqui afirmam, pense duas vezes, e entenda que os interesses dos EUA, da NATO e da UE não se podem sobrepor ao reforço da Escola Pública, do Ensino Superior Gratuito, da cultura, do desporto e da saúde, através do SNS, que hoje aqui exigimos.
Enquanto isto não for realizado, podem ter a certeza que a juventude estará na rua a exigir o que é seu por direito, o que conquistámos com Abril e o que não deixaremos que nos tirem.
Não vamos combater nas vossas guerras, e tenham a certeza de que não vamos deixar que as usem para nos roubarem direitos!
É urgente defender a Paz e pôr fim à guerra de uma vez por todas. Estamos todos juntos pela Paz!
Não é sonho distante, é realidade concreta, presente na voz de tantos milhares hoje, aqui, e de tantos milhões por esse mundo fora. Continuemos firmes, por nós e por tantos jovens, que por esse mundo fora lutam pelo direito ao presente e ao futuro de Paz, e que voltarão a correr atrás da bola e não da bala, a estudar e a trabalhar sem medo da bomba, a namorar e a serem felizes sem o medo da morte.
A juventude quer a Paz! Não o que a guerra traz!
*Rossio,
Lisboa, 18 de Janeiro de 2025