
O nosso país continua em época climática neutra, não está sobre influência do fenómeno La Nina ou El Nino, tal como durante a época chuvosa 2016/2017 revelou o nesta quarta-feira(13) o Instituto Nacional de Meteorologia(INAM), uma das instituições que faz parte do que faz parte do Fórum Nacional de Antevisão Climática, o que indicia para os próximos meses de Outubro, Novembro e Dezembro “chuvas normais com tendência para acima do normal em toda a extensão das províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Manica, Sofala e grande parte das províncias de Tete e Zambézia”.

No mesmo período o Sul das províncias de Nampula e Niassa e Norte de Zambézia e Tete deverá registar chuvas normais enquanto na província de Cabo Delgado e no Norte das Províncias de Nampula e Niassa deverão cair “chuvas normais com tendência para abaixo do normal.
Face a esta precipitação a Direcção Nacional dos Recursos Hídricos(DNRH), outras das instituições que compõem este Fórum, projecta que até ao fim deste ano não deverão ocorrer cheias, tal como não aconteceram durante a época chuvosa passada.
Contudo existe um risco moderado de cheias nas Bacias Hidrográficas de Maputo(na província de Maputo), Incomáti(na província de Maputo), Mutamba(na província de Inhambane), Inhanombe(na província de Inhambane) e ainda na Bacia de Savane(na província de Sofala).
Previsões climáticas animam o sector agrário
Já para Janeiro, Fevereiro e Março o INAM prognostica “chuvas normais com tendência para acima do normal para as províncias de Tete e Zambézia, grande parte das províncias de Sofala e Manica e Norte das províncias de Gaza e Inhambane”.
Chuvas normais estão previstas para as Províncias de Niassa e Nampula, grande parte das províncias de Cabo Delgado, Gaza e Inhambane e Faixa costeira de Sofala e sul de Manica enquanto na província de Maputo, Sul das províncias de Gaza e Inhambane e norte da Província do Cabo Delgado as chuvas deverão cair dentro da normalidade mas com tendência para abaixo da normal.

Com essa precipitação a DNRH antevê que não haverá cheias até ao término da época chuvosa 2017/2018 ressalvando no entanto a possibilidade de inundações nas Bacias Hidrográficas de Messalo e Megaruma(na província de Cabo Delgado); Licungo(na província da Zambézia); Pungue, Buzi e Save (na província de Manica); Savane (na província de Sofala); e ainda Incomati(na província de Maputo).
Estas previsões climáticas para a época chuvosa 2017/2018, prestes a iniciar, animam o sector agrário que através da Direcção Nacional de Agricultura e Silvicultura(DNAS) que antevê boa campanha agrícola particularmente na Região Norte. Todavia, porque a disponibilidade de água só deverá aumentar no início de 2018 a DNAS recomenda no Sul “sementeiras tardias e escalonadas, usando variedades de ciclo curto” e ainda o “aproveitamento máximo e integral das zonas baixas e húmidas, com variedades de ciclo curto”.
Para a região Centro recomenda-se “sementeiras tardias, usando variedades de ciclo curto e médio” e ainda o “aproveitamento máximo e integral das zonas baixas e húmidas com variedades de ciclo curto”.
Já para a região Norte, o Fórum Nacional de Antevisão Climática, recomenda “sementeiras tardias com variedades de ciclo curto e longo”.
Água potável continuará escassa na capital de Moçambique
Entretanto com estas previsões climáticas, que afectam também o Sul do nosso continente, a Bacia dos Pequenos Libombos continuará com enchimento abaixo do normal, menos de 25% da sua quota, mantendo em restrições o abastecimento de água potável para as cidade de Maputo, Matola e Boane.
Aliás o Fórum Nacional de Antevisão Climática revelou um dos planos para encontrar fontes alternativas de água para a capital moçambicana não se materializou pois “os furos realizados nas barreiras da Malanga, Desportivo e jardim Tunduru, tiveram resultados negativos devido a produtividade baixa e a qualidade de água”.
Por outro lado o @Verdade apurou que devido a crise económica e financeira que estamos a viver a alternativa de obter água através da construção da barragem de Moamba Major está adiada assim como tarda em estar operacional, também devido à falta de fundos, a conduta que está a ser instalada para trazer água da barragem de Corumana para a Machava.
Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique
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