terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Castelo de Paiva | Iniciativa continua a ser um sucesso cultural. XXVI Encontro de Cantares das Janeiras contou com 12 grupos participantes


Ricardo Cardoso evidenciou celebração de uma tradição ancestral
A exemplo de anos anteriores, o Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Castelo de Paiva promoveu no passado Sábado à noite, o XXVI ENCONTRO DE CANTARES DE JANEIRAS, uma iniciativa cultural que encheu por completo o espaço da Tenda Gigante, instalada no centro da urbe paivense, contando com a participação de 12 grupos locais, entre associações, grupos folclóricos, bandas de música, grupos corais e escolas de música. 
O cenário, que esteve lotado, foi preparado a preceito, e numa terra de músicos e de música, este continua a ser um evento cultural, que todos os anos renova e motiva sempre grande entusiasmo e alegria, e como sempre autarquia paivense pretendeu juntar os grupos e associações que, no território concelhio, mantêm viva esta secular tradição de cantar os reis, voltando a promover este encontro anual, que registou uma grande adesão de publico. 
Para além do presidente da edilidade, José Rocha, marcaram também presença nesta actividade cultural, que encerrou a programação Paiva Natal, a vice-presidente Susana Sousa, a Vereadora da Cultura, Cristiana Vieira, o Vereador Rui Gomes, o presidente da ACI de Castelo de Paiva, António Novais, destacando-se ainda, a presença de presidentes de Juntas de Freguesia, membros da AM e outros autarcas do concelho, e ainda vários dirigentes associativos. 
O espectáculo deste ano, apresentado por Ricardo Ramalho, contou com as presenças de 12 grupos, nomeadamente a Academia de Música de Castelo de Paiva, Grupo As Camponesas de Real, Rancho Folclórico de Nossa Senhora das Amoras, Banda Marcial de Bairros, Grupo dos Mineiros do Pejão, Grupo Anos 90, Associação de Combatentes de Ultramar Português, Rancho Folclórico de Bairros, Universidade Sénior de Castelo de Paiva, Rancho Folclórico de S. Martinho, Grupo “ Os Amigos da Sexta “ e Rancho Folclórico de Castelo de Paiva, todos imbuídos no espírito festivo que se atravessa, procurando retratar uma bonita tradição de outros tempos. 
No intervalo deste evento cultural, foi realizada entrega dos prémios relativamente a compras efectuadas nas tendas do Mercado de Natal, que se realizou na vila durante a quadra festiva e foi promovido pela edilidade paivense com o apoio da Associação Comercial e Industrial de Castelo de Paiva,
Satisfeito com o êxito desta iniciativa cultural, estava o presidente Ricardo Cardoso que na sua intervenção em palco, também se congratulou com a excelente adesão conseguida, com o belíssimo espectáculo proporcionado, com continuidade desta secular costume de cantar os reis, que na sua opinião, é a celebração autêntica das tradições da população paivense, traduzidas num fantástico testemunho cultural que vai passando de geração em geração através da representação de grupos cada vez mais diversificados e com estilos diferentes. 
O autarca paivense sublinhou ainda que, além de se estimular a defesa do património cultural, esta iniciativa de Cantar as Janeiras desperta sempre os valores da etnografia, concretizados na antiguidade dos cantares, na riqueza dos trajes regionais e na adequação dos instrumentos utilizados, na musicalidade e no bom nível das interpretações, tudo evidenciado num espírito de solidariedade e fraternidade que interessa preservar, para além de se traduzir num convívio saudável, uma raiz que nos identifica com a nossa terra, os nossos costumes e tradições. 
Entretanto, e ainda durante a tarde de Domingo, na Igreja Matriz de Fornos, aconteceu um Concerto de Musical Coral, com a participação do Côro Geral da Academia de Música de Castelo de Paiva – AMCP, Côro Feminino da AMCP, Côro do 7º ano da AE de Souselo e Côro do 3º Ciclo da AE de Alpendurada.









*Carlos Oliveira
Gabinete de Comunicação Relações-Públicas e Protocolo
Assessor de Imprensa

Astrónomos surpreendidos por onda de choque misteriosa em torno de estrela morta

 O gás e a poeira ejetados pelas estrelas podem, nas condições certas, colidir com o meio circundante e criar uma onda de choque. Com o auxílio do Very Large Telescope (VLT) do Observatório Europeu do Sul (ESO), os astrónomos capturaram imagens de uma onda de choque em torno de uma estrela morta — uma descoberta que os deixou intrigados. Segundo todos os mecanismos conhecidos, a pequena estrela morta RXJ0528+2838 não deveria ter este tipo de estrutura em seu redor. A descoberta, tão enigmática quanto impressionante, desafia a nossa compreensão de como as estrelas já mortas interagem com o meio que as rodeia.
"Encontrámos algo nunca antes observado e, mais importante ainda, completamente inesperado", afirma Simone Scaringi, professora associada da Universidade de Durham, no Reino Unido, e coautora principal do estudo publicado hoje na revista Nature Astronomy. "As nossas observações revelaram um poderoso jato que, de acordo com o nosso conhecimento atual, não deveria existir", diz Krystian Ilkiewicz, investigador em pós-doutoramento no Centro Astronómico Nicolaus Copernicus em Varsóvia, Polónia, e coautor do estudo. "Jato" é o termo usado pelos astrónomos para descrever o material que é ejetado por objetos celestes.
A estrela RXJ0528+2838 situa-se a 730 anos-luz de distância de nós e, tal como o Sol e outras estrelas, orbita em torno do centro da nossa Galáxia. À medida que se move, a estrela vai interagindo com o gás do meio interestelar (o espaço que existe entre as estrelas), criando um tipo de onda de choque que pode ser descrita como "um arco curvo de material, semelhante à onda que se forma na frente de um navio em movimento", explica Noel Castro Segura, investigador da Universidade de Warwick, no Reino Unido, e colaborador deste estudo. Estas ondas de choques são geralmente criadas por material ejetado pela estrela central, mas, no caso da RXJ0528+2838, nenhum dos mecanismos que conhecemos consegue explicar totalmente as observações agora obtidas.
A RXJ0528+2838 é uma anã branca, ou seja, o núcleo que resta de uma estrela de pequena massa na fase final da sua vida, e tem em sua órbita uma estrela companheira semelhante ao Sol. Em sistemas binários deste tipo, o material da companheira é transferido para a anã branca, dando frequentemente origem a um disco em seu redor. Este disco vai alimentando a anã branca, mas uma parte da matéria é também ejetada para o espaço, o que produz jatos poderosos. No entanto, a RXJ0528+2838 não mostra sinais de possuir um disco, o que torna a origem do jato e da nebulosa resultante um mistério.
Ficámos verdadeiramente surpreendidos por um sistema supostamente calmo e sem disco poder dar origem a uma nebulosa tão espetacular”, diz Scaringi.
A equipa detectou pela primeira vez uma estranha nebulosidade em torno da RXJ0528+2838 em imagens obtidas pelo Telescópio Isaac Newton, em Espanha. Notando a sua forma invulgar, os investigadores observaram-na com mais detalhe com o auxílio do instrumento MUSE montado no VLT do ESO. "As observações do MUSE permitiram-nos mapear a onda de choque com todo o detalhe e analisar a sua composição, o que foi crucial para confirmar que esta estrutura tem realmente origem no sistema binário e não numa nebulosa ou nuvem interestelar não relacionadas", explica Ilkiewicz.
A forma e o tamanho da onda de choque observada sugerem que a anã branca está a expelir um poderoso jato há, pelo menos, um milhar de anos. Os cientistas não sabem exatamente como é que uma estrela morta sem disco é capaz de alimentar um jato tão duradouro, mas têm algumas ideias.
Sabe-se que a RXJ0528+2838 possui um forte campo magnético, agora confirmado pelos dados do MUSE. Este campo magnético transfere o material "roubado" à estrela companheira diretamente para a anã branca, sem que haja a formação dum disco em seu redor. "A nossa descoberta mostra que, mesmo sem a presença de um disco, estes sistemas podem dar origem a jatos poderosos, revelando um mecanismo que ainda não compreendemos completamente. Estes resultados desafiam a teoria comum que explica como é que a matéria se movimenta e interage nestes sistemas binários extremos", explica Ilkiewicz.
Os resultados sugerem a existência duma fonte de energia oculta, provavelmente o forte campo magnético, no entanto esse «motor misterioso», como Scaringi o descreve, ainda tem de ser estudado. Os dados mostram que o campo magnético atual é suficientemente forte para alimentar uma onda de choque deste tipo com duração de algumas centenas de anos, ou seja, apenas explica parcialmente o que estamos a observar.
Para melhor compreender a natureza destes jatos sem disco, é necessário estudar muito mais sistemas binários. O futuro Extremely Large Telescope (ELT) do ESO ajudará os astrónomos a "detectar e a mapear com todo o detalhe muitos destes sistemas, e também outros mais ténues, o que, eventualmente, nos ajudará a compreender a misteriosa fonte de energia que permanece inexplicada", prevê Scaringi.

Observatório Europeu do Sul
Fonte: Apimprensa
Associação Portuguesa de Imprensa


CCDR Centro inaugura exposição “Raízes de Mulher: Sementes de Futuro”


A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) inaugura, em parceria com a Câmara Municipal de Coimbra, no próximo 14 de janeiro de 2026, pelas 12h00, na Casa da Escrita, em Coimbra, a exposição «Raízes de Mulher – Sementes de Futuro», integrada nas comemorações do Ano Internacional da Mulher na Agricultura. A sessão conta com a presença do Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes.
A exposição tem como objetivo valorizar o papel histórico e contemporâneo das mulheres na agricultura, na produção alimentar, na investigação e na inovação, promovendo igualmente a reflexão sobre a igualdade de género, a sustentabilidade e a dignidade no mundo rural. O projeto dá ainda visibilidade a percursos femininos que contribuem ativamente para a modernização, a resiliência e o futuro do setor agrícola.
Segundo Isabel Damasceno, presidente da CCDR Centro, “esta exposição é um reconhecimento justo e necessário do contributo fundamental das mulheres para o desenvolvimento rural, a agricultura, a coesão dos territórios e a sustentabilidade do futuro. Ao dar visibilidade a histórias tantas vezes silenciadas, afirmamos que não há desenvolvimento rural sem igualdade”.
O percurso expositivo integra materiais iconográficos de elevado valor histórico e cultural proveniente do Arquivo Municipal de Lisboa, com destaque para o espólio de Artur Pastor, da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, bem como testemunhos em vídeo de oito mulheres de diferentes concelhos da região Centro, representativos da diversidade de atividades e contributos femininos para o desenvolvimento rural.
A exposição ficará patente na Casa da Escrita, em Coimbra, até 20 de fevereiro, iniciando depois a sua itinerância, ao longo do ano, por vários municípios da região Centro, nomeadamente Castelo Branco, Guarda, Leiria e Viseu.

Data: 14 de janeiro de 2026
Hora: 12h00
Local: Casa da Escrita (antiga Casa da Cidadania e da Língua) - Rua Dr. João Jacinto, 8, Sé Nova, 3000-225 Coimbra

coordenadas: 40.20989923746884, - 8.427317008014892 https://maps.app.goo.gl/VF2ngGTq2SQxxy8Z9
Coimbra, 12 de janeiro de 2026

Crónica - Um ramo de flores nas Presidenciais de 1986


As eleições presidenciais de 1986 ficaram para a História portuguesa como um dos momentos mais intensos e decisivos da nossa jovem democracia. O confronto entre Mário Soares e Freitas do Amaral foi duro, polarizador e politicamente clarificador. Mas foi também, e isso hoje surpreende muitos, um confronto marcado por gestos de civilidade, respeito institucional e educação democrática que parecem pertencer a outro tempo.

Entre os episódios menos lembrados, mas profundamente simbólicos, está o envio de um ramo de flores por Maria Barroso e Mário Soares a Freitas do Amaral, felicitando-o pela campanha realizada. O gesto não ocorreu no auge da disputa verbal, mas num momento em que os resultados já estavam definidos e a democracia saía vencedora. Não era um ato de estratégia mediática, nem um cálculo de imagem. Era, simplesmente, um gesto de cortesia entre adversários políticos que se reconheciam mutuamente como legítimos.
Em 1986, o país estava dividido. As opções políticas eram claras e as paixões estavam à flor da pele. Ainda assim, havia uma consciência quase instintiva de que a luta eleitoral terminava nas urnas e que, a partir daí, começava uma outra responsabilidade: a de preservar o respeito pelo adversário e pela própria democracia.

Freitas do Amaral representava uma visão conservadora e institucional do Estado, profundamente ancorada na tradição jurídica e na estabilidade. Mário Soares surgia como o rosto do socialismo democrático europeu e da integração plena de Portugal no projeto comunitário. Eram projetos distintos, até opostos em vários pontos, mas nenhum dos protagonistas confundia o adversário com um inimigo.

O ramo de flores enviado por Maria Barroso e Mário Soares simboliza essa cultura política hoje rara. Não apaga a dureza da campanha, nem relativiza as divergências ideológicas. Mas lembra que existia uma fronteira clara entre o combate político e a dignidade pessoal.

Comparando com o presente, a diferença é gritante. As campanhas eleitorais tornaram-se, em muitos casos, arenas de desqualificação pessoal, de suspeição permanente e de hostilidade verbal. A cortesia passou a ser confundida com fraqueza e o respeito com conivência. O adversário deixou de ser alguém com quem se discorda para passar a ser alguém a destruir.

As Presidenciais de 1986 ensinam, por isso, uma lição que vai muito além dos resultados eleitorais. Mostram que é possível disputar o poder com intensidade sem abdicar da educação, da elegância e do respeito mútuo. Que a democracia não se mede apenas pela liberdade de escolha, mas também pela forma como os vencidos são tratados e os vencedores se comportam.

O ramo de flores não mudou o resultado das eleições. Mas permanece como um símbolo poderoso de uma época em que a política portuguesa, mesmo nos seus momentos mais tensos, ainda sabia ser humana, cortês e institucionalmente madura.

Talvez seja tempo de voltar a olhar para 1986 e não para repetir o passado, mas para recuperar o que nele havia de melhor.
*Paulo Freitas do Amaral
Professor, Historiador e Autor

Município de Silves assinala 5.º aniversário do Plano Diretor Municipal de Silves

 Volvidos cinco anos desde a sua entrada em vigor, em 12 de janeiro de 2021, o Plano Diretor Municipal de Silves (PDM de Silves), o primeiro PDM de 2.ª geração a ser publicado em todo o Algarve, consolida a sua “fase adulta”’, ao atingir um grau de maturidade e de execução que fundamenta, nos termos do Relatório sobre o Estado do Ordenamento do Território a sua revisão.
 
Com efeito, da contínua e sistemática monitorização e avaliação da execução do plano e das dinâmicas territoriais vigentes e emergentes com incidência no território municipal, designadamente com a apresentação de mais de 2190 processos de operações urbanísticas no espaço de cinco anos e o desenvolvimento de 10 novos planos de pormenor com efeitos registais, foi possível concluir pela atratividade e forte procura do concelho de Silves, com a consequente vontade de atualizar e aperfeiçoar, revendo, o PDM de Silves.
Pois que todas estas dinâmicas têm reflexo em matérias tão distintas, como seja o uso, ocupação e transformação do solo, o quadro estratégico e legal vigente, novas realidades económicas e sociais, com destaque para a matéria da habitação, ou a componente do sistema ambiental, por via do reforço da incorporação no plano das preocupações com a sustentabilidade ambiental e a ação climática.
 
Nestes termos, o ano de 2025 garantiu - por via da aprovação, pelos órgãos municipais competentes, do Relatório sobre o Estado do Ordenamento do Território - as condições, nos termos da lei e do próprio PDM de Silves, para que seja dado início formal ao procedimento de revisão desse plano em 2026.
 
A par com esta iniciativa central e estruturante para todo o concelho de Silves, importa igualmente realçar o contínuo esforço de melhoria das condições de acessibilidade e gestão do PDM de Silves, através da atualização da informação geográfica, como é exemplo o reforço da integração, na aplicação de gestão do PDM de Silves (disponível no site institucional do Município de Silves, em https://sigeo.cm-silves.pt/MuniSIG/Html5Viewer/index.html?viewer=Plantas_de_Localizao__LOTEAMENTOS.PlantasLocalizacao), de informação referente à dinâmica do plano (ex. imóveis entretanto classificados ou em vias de classificação e a sua área de proteção ou a área de intervenção de planos de pormenor em elaboração) ou de caráter complementar, como, por exemplo, dos loteamentos urbanos aprovados.
 
Tratam-se, pois, de medidas de modernização administrativa e de reforço da eficiência da gestão do território, que garante um melhor acesso à informação, mais rigoroso, célere e dirigido, e que posiciona o Município de Silves na vanguarda da gestão territorial, que se pretende integrada, participada, acessível e transparente e que, particularmente em contexto de revisão do plano, garante uma maior eficiência e celeridade aos trabalhos a desenvolver.
 
Paralelamente, estas medidas robustecem também a competitividade e atratividade territorial para quem aqui reside e para quem nos procura, seja para investir ou para residir no concelho de Silves, promovendo dinâmicas económicas e sociais de projeção e centralidade do território municipal.
 
Em suma, atendendo ao ritmo da mudança e aos desafios que se colocam ao ordenamento territorial, num contexto global, de alterações climáticas e de evolução tecnológica, a par com as exigências de satisfação de necessidades básicas, como seja a da habitação ou a de acesso a infraestruturas e serviços públicos essenciais e de providência das respostas do Estado Social, onde o imperativo da sustentabilidade assume um papel cada vez mais dominante, a autarquia pretende garantir que o seu instrumento de referência para o desenvolvimento e a gestão territorial não se apresente estático e rígido, mas que, acima de tudo, acompanhe o ritmo e os desafios existentes, posicionando-se de forma prospetiva em relação aos mesmos, com visão no amanhã, mas com determinações para responder às necessidades do hoje.
 
O Município de Silves avança, assim, com o aprofundamento e fortalecimento da atratividade, coesão, dinâmica, competitividade, desenvolvimento e sustentabilidade do seu território, em prol de toda a sua população.

LIVRE Aveiro rejeita método de eleição da Presidência da CCDR Centro

 A próxima sessão da Assembleia Municipal será para a eleição do Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, um órgão público que gere o território, o ambiente, e milhões de euros provenientes de fundos europeus.

O LIVRE considera que esse processo volta a expor um défice democrático estrutural, assente em acordos de bastidores entre PS e PSD, que transforma cargos de enorme relevância pública em prémios de carreira política, afastados do escrutínio dos cidadãos e de uma verdadeira escolha da sociedade.
A CCDR não pode ser tratada como uma extensão do sistema partidário, nem como um espaço de reciclagem de anteriores autarcas. Trata-se de um organismo técnico e estratégico, que gere milhões de euros de fundos europeus e influencia diretamente o modelo de desenvolvimento da região Centro.

É por isso essencial afirmar que a presidência da CCDR não deve replicar à escala regional o modelo político de “obras e betão”, centrado no alcatrão, nas rotundas e na expansão urbana acrítica. As prioridades da região têm de ser outras: ferrovia, renaturalização das linhas de água, proteção ambiental, coesão territorial e uma transição energética justa — áreas muito importantes para toda a região de Aveiro e Centro do país.
Acresce que a CCDR é hoje um instituto público de regime especial com poder financeiro e administrativo reforçados. Esse poder exige transparência, diálogo institucional e capacidade de compromisso com autarquias, populações e organizações locais, qualidades indispensáveis a quem lidera um órgão de coordenação regional.

Sem prejuízo do princípio da presunção de inocência, preocupa-nos que a Câmara Municipal de Aveiro e a gestão urbanística anterior de Ribau Esteves — candidato único a Presidente da CCDR Centro — tenham sido alvo de buscas pela Polícia Judiciária no âmbito de uma investigação sobre eventuais prevaricações e violações de regras urbanísticas.

Perante esse enquadramento, e independentemente da previsível inevitabilidade do desfecho da votação e eleição do anterior presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Ribau Esteves, o LIVRE não se revê nesse processo, nem nesse modelo de escolha — que representa mais do mesmo — e votaria Contra.

Esta será, felizmente, a última Assembleia Municipal de Aveiro em que o LIVRE não poderá intervir de maneira direta. A partir da tomada de posse do seu representante, que ocorrerá na primeira Assembleia Ordinária, o LIVRE estará presente para dar voz a uma alternativa política que rompa com os acordos de bastidores e coloque o interesse público, o ambiente, a gestão transparente e a democracia no centro das decisões.

*Bruno Fonseca

Cantanhede | Atividades terminaram no Dia de Reis. Programa de animação de Natal com balanço muito positivo

 
Chegou ao fim o vasto programa de animação de Natal 2025 promovido pelo Município de Cantanhede, e que entre o dia 1 de dezembro de 2025 e 6 de janeiro de 2026 trouxe alegria, cultura e convívio à comunidade local e a todos os visitantes.
Ao longo de várias semanas, a Praça Marquês de Marialva e outros espaços do concelho transformaram-se num verdadeiro centro de magia natalícia, com iluminações festivas, carrossel, pista de patinagem e atividades para todas as idades. A programação contou com concertos, exposições, espetáculos de animação, mercadinhos e momentos de partilha, demonstrando a riqueza e diversidade cultural e o espírito comunitário concelhio.
A Câmara Municipal de Cantanhede deixa, por isso, um agradecimento público a todos os participantes, artistas, entidades parceiras e visitantes pela enorme adesão e entusiasmo demonstrados ao longo da época natalícia.
Com esta animação de Natal, Cantanhede celebrou não só a época festiva, mas também os valores de comunidade, solidariedade e dinamismo que caracterizam o concelho”, destacou a presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio, que reforçou “o compromisso do Município em promover iniciativas culturais que favoreçam o encontro, a alegria e a interação entre gerações”.
Tal em anos anteriores, a programação foi delineada no âmbito de uma parceria que envolveu a AEC - Associação Empresarial de Cantanhede e a participação de demais entidades parceiras, nomeadamente as juntas de freguesias do concelho.

Marinha Grande | EXPOSIÇÃO MULTICULTURAL SOBRE OS DIREITOS HUMANOS

 
O Jardim situado entre o edifício dos Bombeiros Voluntários e o Teatro Stephens, na Marinha Grande,  acolhe uma exposição dedicada aos Direitos Humanos, que estará patente à comunidade até ao final de fevereiro.
A iniciativa, que conta com o apoio do Município, resulta de um projeto de multiculturalidade do Agrupamento de Escolas Marinha Grande Nascente, desenvolvido no âmbito da Comemoração do Dia Internacional dos Direitos Humanos. 
A exposição reúne trabalhos realizados pelos alunos, que decoraram tabuletas com mensagens alusivas aos Direitos Humanos, traduzidas em diferentes línguas, refletindo a diversidade cultural existente no agrupamento.
Este projeto tem como principais objetivos sensibilizar a comunidade para os Direitos Humanos através de uma abordagem artística e multicultural, criar um espaço de reflexão e diálogo em torno desta temática e promover a inclusão e a diversidade cultural. Pretende ainda desenvolver a consciência cívica dos alunos, envolver ativamente crianças e jovens de diferentes nacionalidades, provenientes das várias escolas e jardins de infância do agrupamento, e fortalecer os laços entre as instituições educativas e a comunidade local.
*Gabinete de Comunicação e Imagem

Celorico da Beira | A MONSTRA - Festival de Animação de Lisboa


Centro Cultural | MONSTRA | Festival de Animação de Lisboa | 28 a 30 de janeiro

De 28 a 30 de janeiro de 2026, a MONSTRA - Festival de Animação de Lisboa, vai andar à solta por Celorico da Beira.
No âmbito da difusão das artes cinematográficas pelo país, em especial, fora dos grandes centros urbanos, a MONSTRA, acompanhada pela MONSTRINHA, vai passar pelo Centro Cultural de Celorico da Beira, para presentear os celoricenses com diversas sessões de cinema de animação para todos os gostos e idades.

As crianças do pré-escolar e 1º ciclo (público escolar), serão contempladas com sessões curtas e o público em geral (maiores de 10 anos), entre outras, com uma sessão muito especial de filmes premiados na 25ª edição do Festival da MONSTRA.

A não perder!

*Prazeres Portugal
Equipa Multidisciplinar de Comunicação, Imagem, Protocolo e Eventos

Proença-a-Nova | Orçamento para 2026 aprovado em Assembleia Municipal


A Assembleia Municipal de Proença-a-Nova aprovou, por maioria, os Documentos Previsionais do Município para 2026, onde se incluem o Orçamento Municipal, bem como as Grandes Opções do Plano, as Demonstrações Financeiras Previsionais, o Mapa de Pessoal e a atualização de preços e taxas municipais. O Orçamento para 2026 cifra-se em 19,29 milhões de euros e dá continuidade a uma estratégia assente no rigor financeiro, na estabilidade orçamental e num investimento criterioso, orientado para o desenvolvimento sustentável do concelho e para a melhoria efetiva da qualidade de vida da população.

As Grandes Opções do Plano representam um investimento de 11,66 milhões de euros, integrando o Plano Plurianual de Investimentos e o Plano das Atividades Mais Relevantes, com horizonte de execução até 2030. Este planeamento demonstra uma forte aposta nas funções sociais e económicas, definindo um conjunto de investimentos estruturantes em áreas-chave como a educação, ação social, habitação, cultura, saúde, proteção civil, desporto, valorização do território e desenvolvimento económico.
Para o presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, João Lobo, este orçamento “traduz a vontade expressa pelos proencenses e a visão de um concelho que coloca as pessoas no centro das decisões, apostando na coesão territorial, na sustentabilidade e na criação de oportunidades”. O autarca destaca ainda que “o Orçamento para 2026 assegura o normal funcionamento dos serviços municipais e a concretização de investimentos estruturantes, com uma gestão responsável e rigorosa dos recursos públicos, num ano particularmente simbólico em que se assinalam os 50 anos do poder local democrático”.

Na área da educação, o Município reforça os apoios às famílias, com destaque para a alimentação escolar, visitas de estudo, bolsas de estudo e atividades extracurriculares, num investimento superior a 350 mil euros. Em paralelo, avança a conclusão da requalificação da Escola Básica e Secundária Pedro da Fonseca e a intervenção na escola pré-primária de Proença-a-Nova, num investimento global que ultrapassa os 500 mil euros.

A política de habitação continua também a assumir um papel central neste orçamento, com a construção e recuperação de sete habitações e o desenvolvimento do projeto Corujeira Jovem, que permitirá criar cerca de 25 novos fogos. Estes investimentos visam reforçar a resposta às necessidades habitacionais do concelho, promovendo a fixação de população.

Na área da saúde, estão previstas a ampliação do Centro de Saúde de Proença-a-Nova para acolher a Unidade de Cuidados na Comunidade, o reforço da Unidade Móvel de Saúde e a implementação de novos rastreios e soluções de teleassistência, aproximando os cuidados de saúde da população.

Ao nível da valorização do território e da qualidade do espaço público, estão previstas intervenções em zonas de lazer, arruamentos urbanos e em várias aldeias do concelho, em articulação com as Uniões e Juntas de Freguesia, bem como investimentos nas redes de drenagem de águas residuais domésticas.

Paralelamente, o Município prossegue a sua estratégia de desenvolvimento económico, com o avanço do processo de ampliação da Zona Industrial de Proença-a-Nova, a valorização do Parque Empresarial e o projeto de ampliação do Polígono Industrial de Sobreira Formosa, criando condições para atrair investimento, apoiar o crescimento das empresas existentes e fomentar a criação de emprego no concelho.

*Gabriel Reis
Comunicação, Turismo e Eventos



Proença-a-Nova | Município garante transporte para secções de voto das Eleições Presidenciais


O Município de Proença-a-Nova informa que, à semelhança do que acontece em anteriores atos eleitorais, irá assegurar transporte gratuito aos eleitores no dia das Eleições Presidenciais de 2026, com o objetivo de facilitar o exercício do direito de voto, em particular às populações residentes em localidades mais afastadas das respetivas secções de voto.

Na União de Freguesias de Sobreira Formosa e Alvito da Beira, para a secção de voto de Sobreira Formosa, o transporte realiza-se às 09h00 a partir de Esfrega e Fórneas, às 11h30 com passagem por Cunqueiros, Pedras Brancas, Ribeira Vale da Ursa, Vale da Ursa, Castanheira, Souto e Casa Nova, às 13h30 desde Sobral Fernando, Maxiais, Giesteiras e Figueira, e às 15h00 com origem em Venda, Penafalcão, Fróia e Oliveiras. Para a secção de voto de Alvito da Beira, o transporte está previsto às 14h30 a partir de Cerejeira, Vales e Sobrainho dos Gaios e às 15h15 desde Herdade, Dáspera e Mó.
Na União de Freguesias de Proença-a-Nova e Peral, para a secção de voto de Proença-a-Nova, o transporte parte às 09h45 de Corgas e Fatelo, tendo em conta que a missa se inicia às 09h00 nas Corgas, às 11h00 a partir de Malhadal, Sarzedinha e Corujeira, após a missa que começa às 10h15 no Malhadal, às 12h15 desde Cimadas Cimeiras e Fundeiras, Vergão e Maljoga, e às 15h00 a partir de Casalinho, Vale Urso, Vale Porco, Casais e Galisteu. Para a secção de voto do Vale de Água, o transporte está previsto às 15h00 com origem em Vale da Carreira, Caniçal e Pergulho. Para a secção de voto do Peral, o transporte realiza-se às 08h45 a partir de Vale da Mua e às 10h45 desde Vale Clérigo, Estevês, Vale Videiros, Pedra do Altar e Junceira, aguardando-se pelo final da missa na Pedra do Altar.

Na freguesia de São Pedro do Esteval, o transporte para a secção de voto realiza-se às 09h00 a partir de Murteirinha, Borracheira, Monte Fundeiro e Palhota, às 10h00 desde Padrão e Vale Canhestro, às 10h30 a partir de Redonda e às 11h30 desde Lameira d’ Ordem e Lameira Martins.

Na freguesia de Montes da Senhora, o transporte está previsto às 09h00 com origem em Rabacinas e Chão do Galego, às 10h00 desde Carregais, Carregal, Lameira e Ferraria e às 11h00 a partir de Casalinho, Casal da Ribeira, Ponte do Alvito, Catraia e Chão Redondo.

O Município de Proença-a-Nova apela à participação cívica de todos os eleitores, reforçando que esta medida pretende garantir melhores condições de acesso às secções de voto e promover uma participação democrática mais inclusiva.

*Gabriel Reis
Comunicação, Turismo e Eventos

Proença-a-Nova | Sorteio de Natal “Comprar é Ganhar no Comércio Local” distribuiu 30.000 senhas


O sorteio de Natal da campanha “Comprar é Ganhar no Comércio Local”, promovido pela ACICB – Associação Comercial e Empresarial da Beira Baixa, em parceria com o Município de Proença-a-Nova, voltou a afirmar-se como um importante motor de dinamização da economia local durante esta quadra natalícia.

A iniciativa que decorreu entre os dias 1 e 31 de dezembro, contou com a participação de 75 estabelecimentos comerciais do concelho, que distribuíram cerca de 30.000 senhas aos consumidores. Esta forte adesão refletiu-se num impacto económico estimado em cerca de 600.000 euros em consumo local, apenas ao longo do mês de dezembro.
No total, foram colocados a sorteio 100 prémios, distribuídos da seguinte forma: dez prémios no valor de 200 euros, cinquenta prémios de 100 euros e quarenta prémios de 75 euros, reforçando o incentivo às compras no comércio tradicional do concelho.

A campanha teve como principal objetivo estimular o consumo no comércio local, valorizando os estabelecimentos de proximidade e promovendo uma relação mais próxima entre comerciantes e consumidores, contribuindo simultaneamente para a vitalidade económica do território.

A lista completa dos números premiados encontra-se disponível para consulta pública, permitindo a todos os participantes confirmar se foram contemplados nesta edição do sorteio.

O Município de Proença-a-Nova agradece a todos os comerciantes e consumidores que aderiram à iniciativa, reforçando o seu compromisso em continuar a apoiar e promover o comércio local, enquanto pilar fundamental da economia e da coesão social do concelho.

*Gabriel Reis
Comunicação, Turismo e Eventos