sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Proença-a-Nova | Unidade Móvel de Saúde percorreu 9 631 quilómetros e realizou mais de dois mil atendimentos em 2025

 
A Unidade Móvel de Saúde (UMS) de Proença-a-Nova realizou, ao longo de 2025, 2.001 atendimentos, reforçando o seu papel de proximidade na prestação de cuidados de saúde à população do concelho, informou o Município de Proença-a-Nova, superando assim os 1.934 efetuados em 2024.
De acordo com os dados apurados, 186 utentes recorreram ao serviço pela primeira vez, o que demonstra repetidamente a capacidade da Unidade Móvel de Saúde em chegar a novos públicos e em responder a necessidades que, de outra forma, poderiam permanecer sem acompanhamento regular no concelho. No ano de 2025 foram ainda encaminhadas para o médico 56 pessoas, das quais 15 pessoas com urgência e 41 pessoas recomendadas a consulta familiar.
A Unidade Móvel de Saúde continua a assumir um papel fundamental na prevenção da doença, vigilância de fatores de risco e promoção de hábitos de vida saudáveis, sobretudo junto das populações mais envelhecidas e com maiores dificuldades de acesso aos serviços de saúde convencionais, que se confirma pela média de idades dos utentes, que se mantém fixa nos 69 anos de idade.
Ao longo do ano, num total de 259 saídas, 9631 quilómetros percorridos e 102 locais distintos visitados, o serviço manteve uma atuação regular no terreno, assegurando o acompanhamento de utentes, a realização de avaliações de saúde e o encaminhamento sempre que se justificou para cuidados médicos diferenciados, contribuindo para a deteção precoce de situações clínicas e para a melhoria da qualidade de vida da população.
Este balanço de 2025 confirma a importância da Unidade Móvel de Saúde como um instrumento essencial de coesão social e territorial, garantindo cuidados de saúde de proximidade, centrados nas pessoas e adaptados às especificidades do concelho.

*Gabriel Reis
Comunicação, Turismo e Eventos

Exposição de imagens científicas “Traços de Curvatura: Gravidade na Universidade de Aveiro”


Na terça-feira, 20 de janeiro, às 18h00, a Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro e o Grupo de Gravitação da Universidade de Aveiro inauguram a exposição de imagens científicas “Traços de Curvatura: Gravidade na Universidade de Aveiro”, que convida a descobrir a beleza da gravidade combinando arte e ciência. A entrada é livre.

Traços de Curvatura celebra os 15 anos do Grupo de Gravitação da UA (Gr@v), que se dedica ao estudo de múltiplos aspetos da gravitação e da sua dinâmica, incluindo buracos negros e ondas gravitacionais.
Desde 2015, este grupo integra a Unidade de Investigação CIDMA, com membros nos Departamentos de Matemática e Física da UA. As 9 telas da exposição são traços da história e percurso científico do grupo, incluindo uma obra criada em 2015 – no centenário da Relatividade Geral e 5.º aniversário do grupo – e outras desenvolvidas no âmbito do Prémio Investigador UA, atribuído a Carlos Herdeiro em 2023.
Esta exposição convida a descobrir a beleza da gravidade combinando arte e ciência, no 15.º aniversário do grupo, 10.º aniversário da deteção das ondas gravitacionais e 110.º aniversário da Relatividade Geral de Einstein.

Carlos Herdeiro assume a curadoria da exposição e integra também o painel de autores, que inclui ainda Eugen Radu, Miguel Zilhão, Nicolas Sanchis-Gual e Pedro Cunha.

Após a inauguração, a exposição ficará patente ao público até ao dia 30 de abril de 2026, na Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro, e tem entrada livre.

A exposição Traços de Curvatura é apoiada pelo programa PESSOAS 2030, pelo Portugal 2030 e pela União Europeia.

Teresa Pereira
Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro
Rua dos Santos Mártires, 3810-171 Aveiro
Tel. +351 234 427 053 (chamada para a rede fixa nacional)
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CARNAVAL DA VIEIRA CELEBRA PROFISSÕES EM QUATRO DIAS DE FOLIA

 De 14 a 17 de fevereiro de 2026, Vieira de Leiria volta a ser palco de um dos carnavais mais animados da região, numa organização da Associação AlóédaVieira e do Município da Marinha Grande.

Sob o tema “Profissões”, o Carnaval da Vieira convida foliões de todas as idades a entrarem no espírito da sátira, da criatividade e da alegria, prometendo vários momentos de animação, música e desfiles carnavalescos, tendo como hino deste ano “Eu na quer é fazer nada…”.

As inscrições individuais e de grupos para os corsos carnavalescos são gratuitas e deverão ser efetuadas online, através do link disponibilizado pela organização: https://shre.ink/5jRy 
Neste Carnaval, em Vieira de Leiria, a profissão é folião e todos estão convidados a participar e a celebrar uma das festas mais emblemáticas do concelho.

CARNAVAL VIEIRA DE LEIRIA 2026
Tema: Profissões 

SÁBADO | 14 FEV
22h00 – Grupo Kapittal
01h00 – DJ Vitó Pereira

DOMINGO | 15 FEV
15h00 – Corso Carnavalesco

SEGUNDA | 16 FEV
22h00 – Banda Rytmos
00h30 – Kid Loco & Los Mysterios
02h30 – DJ Bello

TERÇA | 17 FEV
15h00 – Corso Carnavalesco

Neste Carnaval a profissão é folião!

*Gabinete de Comunicação e Imagem

“A CHEF JUSTA NOBRE VAI À ESCOLA” NA MARINHA GRANDE

 O Município da Marinha Grande promoveu a visita da Chef Justa Nobre, ontem dia 15 de janeiro, ao Refeitório Escolar da Escola Básica João Beare, no âmbito do projeto “A Chef Justa Nobre vai à Escola”.
A iniciativa contou com a presença da vereadora da Educação, Carla Santana, que salientou a importância de incentivar a adoção de hábitos alimentares mais saudáveis e sustentáveis. Estiveram também presentes a dirigente da Educação acompanhada de técnicas do município, a subdiretora do Agrupamento de Escolas Marinha Grande Nascente, Susana Fonseca, docentes e não docentes da EB João Beare e responsáveis da empresa prestadora do serviço de refeições, na mesma.
Uma oportunidade que visou suscitar interesse nos alunos pela alimentação e culinária, pela interação com a prestigiada Chef Justa Nobre, proporcionando, de igual forma, uma experiência educativa didática acerca do tema da alimentação saudável.
No decorrer desta atividade, as 181 crianças almoçaram a refeição confecionada pela Chef Justa Nobre, no refeitório escolar, recebendo um livro de receitas, que inclui a receita preparada pela Chef. Após almoçar houve um sorteio de aventais e toucas de "Chef Cozinheiro/a" para os alunos sorteados.
Reafirmando, o Município, o seu compromisso com o bem-estar dos munícipes e a educação para a aquisição de hábitos de vida saudáveis na infância.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Marinha Grande | PASSEIO PEDESTRE NO DIA 25 DE JANEIRO

 A “Rota das Heras à Crastinha” vai percorrer o Pinhal do Rei, no próximo dia 25 de janeiro (domingo), às 09h00,  naquele que é o primeiro passeio pedestre de 2026, organizado pelo Município da Marinha Grande, cuja participação é gratuita.

Este projeto, iniciado em 2002 e promovido pela Câmara Municipal, tem como principal objetivo incentivar a prática regular de atividade física e de lazer, promovendo estilos de vida mais saudáveis e o bem‑estar físico e emocional da população. A caminhada é acessível a participantes de todas as idades e níveis de condição física.
Estão convidados a participar todos os interessados para uma manhã de convívio, saúde e contacto com a natureza, onde é valorizado o património natural do concelho.

Para o passeio do dia 25 de janeiro, a concentração terá lugar às 09h00, no parque de estacionamento junto ao Arquivo Municipal, estando assegurado transporte até ao local do percurso.

Percurso: “Rota das Heras à Crastinha” – Pinhal do Rei
Distância: 8,5 km
Duração aproximada: 2 horas
Grau de dificuldade: Reduzido
Tipo de piso: Arenoso e alcatroado

A participação é gratuita.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Crónica - As funções dos anéis de brasão ao longo da História

 Os anéis de brasão, frequentemente designados por anéis sinete, constituem um dos objetos mais densos de significado simbólico e jurídico da história europeia. A sua relevância ultrapassa largamente a dimensão ornamental, inserindo-se num universo em que o poder, a identidade familiar e a legitimidade social se materializavam em sinais visíveis e duradouros. Numa época em que a escrita era privilégio de poucos e a autoridade se afirmava através de símbolos, o anel de brasão assumiu-se como um verdadeiro prolongamento da pessoa e da sua posição na ordem social.
A origem destes anéis remonta à Antiguidade, quando selos gravados eram utilizados para marcar bens e autenticar atos. Contudo, foi sobretudo na Idade Média que o anel de brasão adquiriu o seu significado pleno. Numa sociedade estruturada em torno da linhagem, da hierarquia e do costume, o brasão gravado no anel representava não apenas um indivíduo, mas uma família inteira, a sua história, os seus direitos e as suas pretensões. Ao ser pressionado sobre a cera quente de um documento, o anel não confirmava apenas a autenticidade do texto: afirmava a autoridade de quem o emitia e vinculava juridicamente a sua vontade.
O valor do anel de brasão residia, assim, na sua função de autenticação e na confiança coletiva depositada no símbolo que transportava. A posse do anel equivalia, em muitos contextos, à posse do poder. Por essa razão, o seu uso era reservado a reis, nobres, altos funcionários e dignitários eclesiásticos, para quem o sinete funcionava como instrumento indispensável do exercício da autoridade. O anel tornava-se, desse modo, inseparável da pessoa, confundindo-se com a sua identidade pública.
É neste quadro que se compreende o costume, hoje estranho aos olhos contemporâneos, de destruir o anel de brasão aquando da morte do seu titular. Quando o anel estava ligado a um cargo e não apenas a uma linhagem, a sua destruição simbolizava o fim definitivo da autoridade pessoal do falecido. Mais do que um gesto ritual, tratava-se de uma precaução jurídica e política, destinada a impedir que o selo continuasse a ser utilizado indevidamente. A quebra do anel marcava, assim, a cessação do poder e a necessidade de uma nova legitimação.
Diversa era a situação quando o anel de brasão pertencia à esfera familiar. Nestes casos, a regra da primogenitura impunha-se como princípio organizador da transmissão simbólica. O anel passava, quase sempre, para o primogénio, não apenas como objeto de valor material, mas como sinal da continuidade da casa e da responsabilidade de representar a família. Herdar o anel significava herdar um nome, uma memória e uma obrigação moral para com os antepassados e os descendentes.
Este mecanismo de transmissão evitava a dispersão dos símbolos heráldicos e assegurava a unidade da representação familiar. O primogénio tornava-se depositário de um legado que não lhe pertencia em exclusivo, mas que lhe era confiado para preservação. O anel de brasão funcionava, assim, como elo visível entre gerações, reforçando a ideia de permanência num mundo marcado pela instabilidade.
Com o advento da modernidade, da burocracia escrita e, mais tarde, das formas contemporâneas de autenticação, os anéis de brasão perderam progressivamente a sua função prática. Contudo, não perderam o seu significado simbólico. Permanecem como testemunhos materiais de uma época em que o direito, o poder e a identidade se exprimiam através de sinais concretos e duráveis. Ainda hoje, enquanto objetos heráldicos ou joias de tradição familiar, evocam uma conceção do mundo em que o símbolo não era mero ornamento, mas expressão visível da ordem social e da continuidade histórica.
*Paulo Freitas do Amaral
Professor, Historiador e Autor

Carta do Estudo da APFAC - Estudo dos Adesivos 2025


Há vários anos que a Associação Portuguesa dos Fabricantes de Argamassas de Construção e ETICS (APFAC) - se empenha em garantir a qualidade e a segurança dos materiais de construção em Portugal.

Entre as várias iniciativas que desenvolve, destaca-se o Estudo de Adesivos Cimentícios, um trabalho técnico rigoroso - coordenado e desenvolvido pela Associação para a Certificação-CERTIF e Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro - CTCV, entidades idóneas - que avalia o cumprimento das normas e o desempenho real dos produtos disponíveis no mercado.
Este estudo tem produzido resultados positivos e concretos.

O Estudo APFAC 2025 mostra uma melhoria muito significativa no desempenho técnico de muitos produtos, em especial na característica “deformação transversal - S1”, essencial para a aderência, durabilidade e segurança do sistema cerâmica-adesivo.

Estes são os melhores resultados de sempre, sinal de que muitos fabricantes estão a investir seriamente na qualidade e na conformidade normativa.

A missão da APFAC foi clara: avaliar com isenção, rigor e transparência - e é exatamente isso que fez.

No final de cada estudo, todos os fabricantes recebem uma comunicação oficial e confidencial, com os resultados detalhados dos seus produtos testados.

Essa comunicação, a que chamamos “Carta do Estudo da APFAC”, é um relatório de conformidade (ou da falta dela).

É um documento técnico e independente, que demonstra o grau de cumprimento no estudo, quanto aos requisitos normativos e legais.

O estudo também evidencia que persistem algumas não conformidades, que representam um risco desnecessário para toda a cadeia de valor - do fabricante ao distribuidor, e, em última instância, ao consumidor final.

Em 2025, registaram-se apenas dois casos negativos.

A APFAC continuará a trabalhar pela transparência, pela concorrência leal e pela segurança, promovendo um mercado mais seguro e mais justo para todos os que constroem o futuro de Portugal.

Janeiro.2026

No âmbito do projeto Tardes Comunitárias. Afetos e emoções ao longo dos tempos foi tema de sessão em Cantanhede

 
Mais de 80 pessoas estiveram esta quarta-feira, 14 de janeiro, na Biblioteca Municipal de Cantanhede, para participar em mais uma sessão das Tardes Comunitárias, dedicada ao tema Afetos e Emoções – Uma leitura sociológica ao longo dos tempos. Promovida pelo Município de Cantanhede, a iniciativa contou com a participação de Andreia Barbas, socióloga e investigadora da Universidade de Coimbra.
Nesta sessão, Andreia Barbas abordou questões relacionadas com as emoções e o afeto, explicando que as demonstrações de amor e carinho, no seio da família e das comunidades, têm vindo a transformar-se em Portugal nos últimos dois séculos, em resultado de fatores políticos, económicos, sociais e geográficos.
A sessão, muito participada, constituiu uma excelente oportunidade para os participantes partilharem memórias afetivas relacionadas com as suas vivências, da infância à maturidade.
Andreia Barbas é doutorada pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC). Desenvolveu a sua dissertação de doutoramento na área da Sociologia das Famílias, dedicando-se a estudar o impacto dos estilos educativos parentais na configuração das relações entre irmãos e irmãs. Na sua tese, intitulada “São coisas de irmãos: recortes sociológicos das fratrias contemporâneas”, sob a orientação de Sílvia Portugal e financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, aborda as relações entre irmãos e irmãs, frequentemente desvalorizadas na análise sociológica, sobretudo em Portugal.
Participou ainda em vários projetos que a ajudaram a trabalhar de forma interdisciplinar, destacando-se o “Violência Zero_2” (2013-2015), focado na violência doméstica; o “FINFAM” (2014-2015), sobre as famílias portuguesas a gerir as suas finanças em tempo de crise; o estudo “Mobilidade Migratória de Cidadãos Nacionais Emigrantes” (2016), que reflete sobre a diáspora enquanto forma de organização coletiva, entre outros.

Ministra do Ambiente vai estar em Reguengos de Monsaraz na assinatura do protocolo para a elaboração do PEAAP

A assinatura do protocolo de colaboração para a elaboração do Programa Especial das Albufeiras do Alqueva e Pedrógão (PEAAP) vai ser assinado no dia 17 de janeiro, às 11h, no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Reguengos de Monsaraz. A cerimónia vai ser presidida pela Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, e o documento vai ser assinado por José Pimenta Machado, Presidente do Conselho Diretivo da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pedro Salema, Presidente do Conselho de Administração da Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva, e por Maria Luísa Farinha, Presidente do Conselho Diretivo da Associação Transfronteiriça de Municípios do Lago Alqueva (ATLA).
O PEAAP é um instrumento de planeamento territorial de natureza especial que visa a proteção e a valorização das albufeiras do Alqueva e de Pedrógão, promovendo a utilização sustentável dos recursos hídricos e conciliando a preservação ambiental com os usos económicos, turísticos e recreativos. Este programa substitui o Plano de Ordenamento das Albufeiras do Alqueva e Pedrógão (POAAP), garantindo uma gestão mais eficaz e integrada do território.
Em 2006, uma Resolução do Conselho de Ministros determinou a revisão do POAAP, em 2014 a estrutura de gestão territorial foi reformulada, passando os planos de ordenamento das albufeiras a planos especiais das albufeiras, e em 2018 foi formalmente determinada a elaboração do PEAAP. Marta Prates, Presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, iniciou em 2022 um processo de coordenação entre os municípios abrangidos pelo POAAP para desbloquear a execução do plano, tendo decorrido reuniões estratégicas com a APA e os restantes parceiros, que culminaram na resolução do impasse e na apresentação de propostas para assegurar o financiamento de cerca de 35 por cento do valor do PEAAP pelos municípios.
Marta Prates refere que “após reunião com a APA em 2024, reuni de imediato com a Secretaria de Estado do Ambiente para assegurar que o Ministério do Ambiente incluía a verba necessária à execução do programa no seu orçamento plurianual. Em paralelo, a ATLA apresentou uma candidatura aos fundos comunitários, que culminou com a redução dos custos para os municípios. Após quase duas décadas de impasse, os esforços e diligências feitas pela autarquia de Reguengos de Monsaraz em sintonia com os restantes municípios, permitem agora que o PEAAP passe finalmente a ser uma realidade, consolidando um trabalho de cooperação entre entidades públicas, municípios e associações locais, reforçando o compromisso com a sustentabilidade e valorização das albufeiras do Alqueva e Pedrógão”.




*Carlos Manuel Barão
Técnico Superior de Comunicação Social
Gabinete de Comunicação e Imagem

Silves | JOSÉ PEIXOTO & NUNO CINTRÃO PRESTAM HOMENAGEM A CARLOS PAREDES, NO PRÓXIMO LADO B

  
A rúbrica Lado B, promovida pelo Município de Silves, está de regresso ao Teatro Mascarenhas Gregório, em silves, no próximo dia 23 de janeiro, pelas 21h30, com os guitarristas e compositores José Peixoto e Nuno Cintrão.
 
Os músicos sobem ao palco para homenagear um dos nomes maiores da música portuguesa, Carlos Paredes, no ano em que se assinala o centenário do seu nascimento.
O espetáculo irá "explorar e reinventar o universo sonoro do mestre da guitarra portuguesa", com a apresentação de peças originais do artista, combinadas com arranjos criativos, resultado da identidade e do trabalho desenvolvido pela dupla.
Os bilhetes podem ser adquiridos através da bilheteira online BOL em https://cmsilves.bol.pt/ ou nos locais habituais de venda, com o custo associado de 10 euros. Podem, ainda, ser comprados no próprio dia do espetáculo, no local, a partir das 20h00, caso haja disponibilidade de bilheteira.
 
Recordamos que a rúbrica Lado B procura apresentar ao público uma versão mais espontânea e intimista dos artistas. Ao concerto, por norma, associa-se uma breve conversa como forma de aproximar o público ao artista.
+ Info: tel. 282 440 800 (ext.2742) chamada para a rede fixa nacional | cultura@cm-silves.pt
 
+ SOBRE JOSÉ PEIXOTO & NUNO CINTRÃO
No ano em que se assinala o centenário do nascimento do aclamado compositor português Carlos Paredes, os guitarristas e compositores José Peixoto e Nuno Cintrão prestam homenagem ao legado imortal da sua música. Partindo das referências, inspirações e cumplicidades do trabalho que desenvolveram no duo Combinatorium, com o qual lançaram o álbum Fragmentos Imaginários (2023), os músicos propõem-se agora a explorar e reinventar o universo sonoro do mestre da guitarra portuguesa no álbum VISITA: Diálogos com Carlos Paredes que terá edição a 10 de outubro pela Galileo Music.
Dividido em dois capítulos: VISITAS e DIÁLOGOS (cada um com cinco temas), a obra contém um primeiro conjunto de peças originais de Carlos Paredes - canções como “Verdes Anos” e “Canto de Embalar” - com arranjos criativos, resultantes da identidade enquanto duo. O segundo apresenta peças compostas a partir da música de Carlos Paredes ou popularizadas pelo compositor como é o caso do tema “Canção de Alcipe”.
VISITA é um encontro com Carlos Paredes, naquilo que o próprio ato de visitar contém: conhecer e estar com alguém e o efeito que esse encontro tem em nós como saudação e lembrança. Sai assim reforçado o desejo de uma homenagem em diálogo com a criação de novas leituras musicais, a partir da fusão de linguagens trazidas pela guitarra clássica e pela guitarra elétrica, prolongando o desafio contido nos temas de Paredes que já eram, profundamente inovadores.
“O processo de criação foi bastante simples e vem da nossa rotina enquanto duo. Distribuímos as peças e cada um estruturou os seus arranjos, deixando espaço livre para a criatividade de cada um. Nos ensaios, juntamos todas as ideias desenvolvendo-as passo a passo. Assim, pudemos aliar a ideias mais estruturadas, processos espontâneos de criação e improvisação até chegar ao ponto final", refere José Peixoto.
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José Peixoto é um guitarrista, compositor e produtor de renome de Portugal, celebrado pela sua habilidade excecional e abordagem inovadora à música. Com um passado mergulhado na guitarra clássica, Peixoto criou um nicho para si próprio na cena musical contemporânea, misturando estilos tradicionais portugueses com influências modernas. Com uma vasta discografia, as suas composições refletem frequentemente uma profunda ressonância emocional, mostrando a sua capacidade de transmitir sentimentos complexos através da melodia e do ritmo. A sua dedicação ao ofício e o seu som distinto continuam a inspirar tanto o público como os aspirantes a músicos. Para além do seu premiado grupo LST - Lisboa String Trio, José Peixoto tem colaborado com uma variedade de artistas notáveis, com destaque para o famoso grupo português Madredeus. O seu trabalho com o grupo foi fundamental na fusão da música tradicional portuguesa com elementos contemporâneos, realçando o som único do grupo. Para além disso, Peixoto fez parceria com a cantora de Jazz de renome internacional Maria João e com José Mário Branco, Janita Salomé, Carlos Zíngaro, João Monge, Nuno Cintrão para citar apenas alguns exemplos. Estas colaborações permitiram-lhe explorar diferentes estilos musicais e expandir os seus horizontes artísticos.
A capacidade de Peixoto em trabalhar com diversos músicos demonstra a sua versatilidade e o seu empenho em enriquecer o panorama musical português, tornando-o uma figura importante na música contemporânea.
Nuno Cintrão
Guitarrista, compositor e artista multidisciplinar, Nuno Cintrão é um músico multifacetado que se dedica à experimentação e construção de objetos sonoros, bem como à criação de espetáculos multidisciplinares. Compõe regularmente para dança e teatro, contando com mais de 50 bandas sonoras originais.
Cintrão é conhecido pelas suas atuações dinâmicas e pela sua abordagem inovadora à música, que integra uma fusão única de géneros, incorporando elementos de rock, jazz e sons tradicionais portugueses. Como guitarrista, acompanhou Teresa Salgueiro (ex-Madredeus) na digressão do álbum Horizonte e formou o duo Combinatorium com o guitarrista José Peixoto, com quem lançou o álbum Fragmentos Imaginários (2023). Tem marcado presença assídua na programação cultural de teatros, auditórios e serviços educativos por todo o país (Fundação Calouste Gulbenkian, CCB, entre outros), tanto no continente quanto nas ilhas, além de ter tido frequentes oportunidades de apresentar os seus projetos em palcos e festivais internacionais de renome, em países como Bélgica, Hungria, Alemanha, Itália, Espanha, Brasil, Macau e Cabo Verde.

Cantanhede | 26.ª edição decorre de 24 de janeiro a 18 de abril. Espetáculo “A Rainha Ester” dá início ao Ciclo de Teatro Amador

 
O Município de Cantanhede promove, uma vez mais, o Ciclo de Teatro Amador de Cantanhede, que este ano assinala a sua 26.ª edição, reafirmando-se como uma iniciativa cultural de grande relevância para a dinamização do movimento associativo e teatral do concelho.
O XXVI Ciclo de Teatro Amador de Cantanhede irá decorrer entre 24 de janeiro e 18 de abril, contando com a participação de 17 grupos cénicos, envolvendo centenas de atores e outros intervenientes, com apresentações em múltiplas freguesias do concelho, numa clara aposta na diversidade de géneros, na descentralização cultural e no acesso à cultura.
A cerimónia de abertura está agendada para o dia 24 de janeiro, às 21h00, no Multiusos de Febres, com a apresentação do espetáculo “A Rainha Ester”, uma produção de Atos & Arts, com texto de Margarida Miranda e Ery Costa, encenação de Margarida Miranda, e que conta com a participação especial de Joaquim Nicolau e Rui Mendes, nomes reconhecidos pelas suas participações no teatro e na televisão, a que se juntam Margarida Miranda, Nuno Vieira, Cristina Sousa, Rui Almeida, Tiago Graça, Andreia Teixeira, Nuno Rodrigues, Leandro Gospel, Lucas Mazzo e Josué Bawanga. A composição musical está a cargo de Miguel Tapadas.
Os ingressos poderão ser adquiridos na Biblioteca Municipal de Cantanhede durante o seu horário normal de funcionamento (de segunda a sexta-feira das 9h00 às 19h30 e ao sábado das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00), com um custo de 5€.
Criado em 1998, o Ciclo de Teatro Amador de Cantanhede tem como principal objetivo dinamizar a atividade teatral no concelho, através do apoio contínuo às associações que desenvolvem uma prática regular no domínio das artes cénicas. Promovido pelo Município, o Ciclo decorre nos primeiros meses de cada ano, fomentando um significativo intercâmbio artístico e a partilha de experiências entre entidades que prosseguem objetivos comuns, contribuindo para o desenvolvimento de uma atividade de elevado interesse cultural a nível local e regional.