A rúbrica Lado B, promovida pelo Município de Silves, está de regresso ao Teatro Mascarenhas Gregório, em silves, no próximo dia 23 de janeiro, pelas 21h30, com os guitarristas e compositores José Peixoto e Nuno Cintrão.
Os músicos sobem ao palco para homenagear um dos nomes maiores da música portuguesa, Carlos Paredes, no ano em que se assinala o centenário do seu nascimento.
O espetáculo irá "explorar e reinventar o universo sonoro do mestre da guitarra portuguesa", com a apresentação de peças originais do artista, combinadas com arranjos criativos, resultado da identidade e do trabalho desenvolvido pela dupla.
Os bilhetes podem ser adquiridos através da bilheteira online BOL em https://cmsilves.bol.pt/ ou nos locais habituais de venda, com o custo associado de 10 euros. Podem, ainda, ser comprados no próprio dia do espetáculo, no local, a partir das 20h00, caso haja disponibilidade de bilheteira.
Recordamos que a rúbrica Lado B procura apresentar ao público uma versão mais espontânea e intimista dos artistas. Ao concerto, por norma, associa-se uma breve conversa como forma de aproximar o público ao artista.
+ Info: tel. 282 440 800 (ext.2742) chamada para a rede fixa nacional | cultura@cm-silves.pt
+ SOBRE JOSÉ PEIXOTO & NUNO CINTRÃO
No ano em que se assinala o centenário do nascimento do aclamado compositor português Carlos Paredes, os guitarristas e compositores José Peixoto e Nuno Cintrão prestam homenagem ao legado imortal da sua música. Partindo das referências, inspirações e cumplicidades do trabalho que desenvolveram no duo Combinatorium, com o qual lançaram o álbum Fragmentos Imaginários (2023), os músicos propõem-se agora a explorar e reinventar o universo sonoro do mestre da guitarra portuguesa no álbum VISITA: Diálogos com Carlos Paredes que terá edição a 10 de outubro pela Galileo Music.
Dividido em dois capítulos: VISITAS e DIÁLOGOS (cada um com cinco temas), a obra contém um primeiro conjunto de peças originais de Carlos Paredes - canções como “Verdes Anos” e “Canto de Embalar” - com arranjos criativos, resultantes da identidade enquanto duo. O segundo apresenta peças compostas a partir da música de Carlos Paredes ou popularizadas pelo compositor como é o caso do tema “Canção de Alcipe”.
VISITA é um encontro com Carlos Paredes, naquilo que o próprio ato de visitar contém: conhecer e estar com alguém e o efeito que esse encontro tem em nós como saudação e lembrança. Sai assim reforçado o desejo de uma homenagem em diálogo com a criação de novas leituras musicais, a partir da fusão de linguagens trazidas pela guitarra clássica e pela guitarra elétrica, prolongando o desafio contido nos temas de Paredes que já eram, profundamente inovadores.
“O processo de criação foi bastante simples e vem da nossa rotina enquanto duo. Distribuímos as peças e cada um estruturou os seus arranjos, deixando espaço livre para a criatividade de cada um. Nos ensaios, juntamos todas as ideias desenvolvendo-as passo a passo. Assim, pudemos aliar a ideias mais estruturadas, processos espontâneos de criação e improvisação até chegar ao ponto final", refere José Peixoto.
--
José Peixoto é um guitarrista, compositor e produtor de renome de Portugal, celebrado pela sua habilidade excecional e abordagem inovadora à música. Com um passado mergulhado na guitarra clássica, Peixoto criou um nicho para si próprio na cena musical contemporânea, misturando estilos tradicionais portugueses com influências modernas. Com uma vasta discografia, as suas composições refletem frequentemente uma profunda ressonância emocional, mostrando a sua capacidade de transmitir sentimentos complexos através da melodia e do ritmo. A sua dedicação ao ofício e o seu som distinto continuam a inspirar tanto o público como os aspirantes a músicos. Para além do seu premiado grupo LST - Lisboa String Trio, José Peixoto tem colaborado com uma variedade de artistas notáveis, com destaque para o famoso grupo português Madredeus. O seu trabalho com o grupo foi fundamental na fusão da música tradicional portuguesa com elementos contemporâneos, realçando o som único do grupo. Para além disso, Peixoto fez parceria com a cantora de Jazz de renome internacional Maria João e com José Mário Branco, Janita Salomé, Carlos Zíngaro, João Monge, Nuno Cintrão para citar apenas alguns exemplos. Estas colaborações permitiram-lhe explorar diferentes estilos musicais e expandir os seus horizontes artísticos.
A capacidade de Peixoto em trabalhar com diversos músicos demonstra a sua versatilidade e o seu empenho em enriquecer o panorama musical português, tornando-o uma figura importante na música contemporânea.
Nuno Cintrão
Guitarrista, compositor e artista multidisciplinar, Nuno Cintrão é um músico multifacetado que se dedica à experimentação e construção de objetos sonoros, bem como à criação de espetáculos multidisciplinares. Compõe regularmente para dança e teatro, contando com mais de 50 bandas sonoras originais.
Cintrão é conhecido pelas suas atuações dinâmicas e pela sua abordagem inovadora à música, que integra uma fusão única de géneros, incorporando elementos de rock, jazz e sons tradicionais portugueses. Como guitarrista, acompanhou Teresa Salgueiro (ex-Madredeus) na digressão do álbum Horizonte e formou o duo Combinatorium com o guitarrista José Peixoto, com quem lançou o álbum Fragmentos Imaginários (2023). Tem marcado presença assídua na programação cultural de teatros, auditórios e serviços educativos por todo o país (Fundação Calouste Gulbenkian, CCB, entre outros), tanto no continente quanto nas ilhas, além de ter tido frequentes oportunidades de apresentar os seus projetos em palcos e festivais internacionais de renome, em países como Bélgica, Hungria, Alemanha, Itália, Espanha, Brasil, Macau e Cabo Verde.

Nenhum comentário:
Postar um comentário