sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Bruxelas corta previsões de crescimento de Portugal para 2023

Os técnicos europeus não acreditam no crescimento de 1,3% estimado por Fernando Medina para o próximo ano.

Bruxelas está mais pessimista do que o Governo e corta nas previsões de crescimento para o próximo ano.
Os técnicos europeus não acreditam no crescimento de 1,3% estimado por Fernando Medina para 2023 e apontam para apenas 0,7%, em linha com as previsões do Fundo Monetário Internacional. Ainda assim, o país deverá crescer acima da média da zona euro.
No geral, a Comissão Europeia reviu em baixa as expectativas de crescimento da União Europeia para 2023, devido aos efeitos da guerra na Ucrânia e à forte subida dos preços, sobretudo da energia.
A inflação deverá continuar a ser elevada, apesar de as previsões indicarem que deve começar a descer. Neste aspeto, a Comissão também é mais pessimista que o Governo, quer para este ano, quer para o próximo.
A taxa de inflação em Portugal este ano foi assim revista em alta pela Comissão Europeia para 8%. Apesar de mais pessimista do que a estimativa de 7,4% do Governo, está abaixo da média da zona euro, de 8,5%.
Quanto ao défice, a Comissão aponta para 1,1% em 2023, acima dos 0,9% do Ministério das Finanças.
Também o crescimento do PIB português para este ano foi revisto em ligeira alta para 6,6%, mas Bruxelas antecipa que em 2023 cresça somente 0,7%, muito abaixo das anteriores projeções e abaixo das do Governo.
Relativamente às anteriores previsões de verão, publicadas em meados de julho, Bruxelas acrescenta 0,1 pontos percentuais às perspetivas de crescimento da economia portuguesa em 2022, de 6,5 para 6,6% (o segundo maior do espaço da moeda única, apenas atrás da Irlanda, de 7,9%), mas revê em forte baixa as expectativas para o próximo ano, já que há quatro meses apontava para uma expansão de 1,9% e agora só espera 0,7%.
As previsões de Bruxelas para 2022 ficam ligeiramente acima daquela inscrita pelo Governo na proposta de Orçamento do Estado para 2023 (OE 2023), de um crescimento de 6,5% - embora entretanto o ministro das Finanças, Fernando Medina, já tenha admitido que a economia portuguesa possa expandir-se este ano até 6,7% -, mas relativamente a 2023 são mais pessimistas do que as de Lisboa, que espera um crescimento do PIB português de 1,3%.
Bruxelas prevê 5,9% de taxa de desemprego em Portugal este ano
A Comissão Europeia prevê que a taxa de desemprego em Portugal atinja, este ano, os 5,9%, uma estimativa menos otimista do que a de 5,6% do Governo, segundo as previsões macroeconómicas de outono, divulgadas esta sexta-feira.
De acordo com as previsões económicas do outono, Portugal é um dos cinco Estados-membros que viram a taxa de desemprego aumentar no segundo trimestre de 2022, face ao anterior, estimando para este ano uma taxa de 5,9%, que se mantém estável em 2023 e deverá baixar para 5,7% em 2024.
A estimativa da Comissão Europeu para a taxa de desemprego é menos otimista do que a apresentada pelo executivo na proposta de Orçamento do Estado para 2023, que estima uma taxa de 5,6%.
Face às previsões macroeconómicas de verão, divulgadas em julho, o desemprego foi revisto em alta de 0,2 pontos percentuais.

SIC Notícias




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