sábado, 21 de fevereiro de 2026

Professor Seabra Santos promove análise sobre cheias do Mondego


Fernando Seabra Santos, Professor Catedrático aposentado da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e antigo reitor da UC, vai dinamizar, no próximo dia 24 de fevereiro, pelas 10h00, uma palestra dedicada à análise das cheias que atingiram a bacia do Rio Mondego, este ano, promovendo uma reflexão aprofundada sobre a eficácia das infraestruturas hidráulicas e a estratégia de gestão do risco de inundação em Portugal.

O evento, que se realiza na Estação Elevatória de Coimbra - Biblioteca Carlos Fiolhais, pretende lançar um debate técnico e informado sobre o que aconteceu, quais os fatores determinantes e que respostas estruturais e operacionais poderão ser equacionadas no futuro.
Neste debate, organizado pelo especialista em Hidráulica do Departamento de Engenharia Civil da FCTUC, serão abordadas questões como o desempenho das barragens da Aguieira, da Raiva e de Fronhas na atenuação dos caudais de cheia, a possibilidade de otimizar os seus regimes de exploração para reforçar a proteção das populações e das áreas urbanas, bem como a resistência dos diques do Mondego face aos caudais previstos em projeto.

Serão igualmente discutidas as inundações no Parque Verde do Mondego e no Choupalinho, refletindo sobre a compatibilização de espaços de lazer implantados em leito de cheia com a dinâmica natural do rio e sobre eventuais soluções para minimizar impactos futuros.

A palestra abordará ainda a pertinência de novas soluções estruturais, como a Barragem de Girabolhos, e a eventual necessidade de reavaliar a estratégia global de intervenção na bacia do Mondego.

Num contexto de maior frequência de fenómenos meteorológicos extremos, esta iniciativa convida decisores, técnicos e cidadãos a “levar a sério o desafio”, promovendo um debate fundamentado, transparente e orientado para soluções sustentáveis e de longo prazo.

*Sara Machado
Assessora de Imprensa
Universidade de Coimbra• Faculdade de Ciências e Tecnologia

EXPOSIÇÃO DE PINTURA EM PORCELANA DOS POLOS DE EDUCAÇÃO AO LONGO DA VIDA DE SILVES PATENTE NA BIBLIOTECA MUNICIPAL DE SILVES


"Traços d´Arte" é o tema da exposição de pintura em porcelana, com trabalhos dos membros do Polo de Educação ao Longo da Vida de Silves, que vai estar patente na Biblioteca Municipal de Silves, de 23 de fevereiro a 05 de março.
A iniciativa desenvolvida pelo Município de Silves pretende dar a conhecer as peças de porcelana exclusivas, elaboradas de forma minuciosa e criativa pelo grupo de Silves do projeto Polos de Educação ao Longo da Vida do concelho.

O grupo, atualmente composto por 15 elementos, tem um atelier próprio, sediado na Praça Al´Muthamid, em Silves, onde desenvolve os seus trabalhos artísticos, aplicando as técnicas e os processos da pintura em porcelana, facto que lhes tem permitido realizar, ao longo dos anos, várias exposições em locais públicos, como forma de divulgar entre a comunidade o seu trabalho tão meticuloso e detalhado.

Os contactos para mais informações são o telefone 282 440 800 (Ext. 2620) ou o e-mail polos.educacao@cm-silves.pt

Não perca a oportunidade de conhecer estes trabalhos únicos dos membros do Polo de Educação ao Longo da Vida de Silves.

 


COMUNICADO À POPULAÇÃO | ABASTECIMENTO ELÉTRICO


O Município da Marinha Grande informa que o posto de transformação (PT) de eletricidade que energiza o concelho está comprometido devido a uma avaria na linha Pombal – Louriçal, que poderá afetar o fornecimento de energia elétrica.
De acordo com a E-Redes, a ocorrência está a afetar os postos de transformação da Marinha Grande e de Pombal, podendo verificar-se constrangimentos ou mesmo interrupções no fornecimento de energia em zonas que já se encontravam anteriormente energizadas, nomeadamente em Vieira de Leiria.
A E-Redes garante que estão a ser mobilizados todos os meios técnicos necessários, para a célere resolução da avaria e reposição da normalidade no serviço.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

NOVA MODALIDADE DE ATENDIMENTO NOS ESTALEIROS DA MARINHA GRANDE


O Município da Marinha Grande informa que, a partir de segunda-feira, 23 de fevereiro, o Estaleiro Municipal passará a disponibilizar a entrega de materiais de construção através de uma nova modalidade de atendimento.
A recolha de materiais de construção carece de pedido prévio por correio eletrónico, para materiais.kristin@cm-mgrande.pt .
O e-mail deve indicar o material pretendido e o contacto telefónico do requerente.
Para os munícipes que não dispõem de meios eletrónicos, o pedido pode ser efetuado presencialmente na portaria dos Estaleiros Municipais, onde será realizado o respetivo registo.
O atendimento funciona de segunda a sexta-feira, das 09h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h00.
O Município agradece a compreensão de todos e reforça que se mantém empenhado em assegurar apoio célere e eficaz à população afetada pela tempestade Kristin.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Município de Águeda reforça aposta na criação contemporânea com parceria para dinamização das residências artísticas


Programa AGITLab aposta na criação artística, no estabelecimento de parceiras e coproduções nacionais e internacionais e no envolvimento da comunidade local

O Município de Águeda aprovou, ontem, em reunião de Câmara, a renovação da parceria com a Improvise & Organize – Associação Cultural, para a dinamização do Programa de Residências Artísticas – AgitLab, que apoia artistas emergentes, nacionais e internacionais, que trabalham em todas as disciplinas artísticas, por meio de residências de curta e longa duração.

Esta parceria reafirma a estratégia municipal de valorização da cultura enquanto motor de desenvolvimento territorial, promovendo a criação artística contemporânea, a internacionalização e o envolvimento ativo da comunidade nos projetos desenvolvidos no âmbito das residências.
“O AgitLab tem contribuído para consolidar Águeda como cidade de produção criativa, transformando o espaço público num verdadeiro laboratório de experimentação artística”, disse Edson Santos, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Águeda, acrescentando que “este protocolo representa a continuidade de uma política cultural consistente e estratégica, que reconhece a cultura como investimento”.

Para o Vereador da Cultura e da Promoção do Concelho, “o AgitLab tem sido um exemplo claro de como a criação artística pode gerar impacto no território, envolver a comunidade e projetar Águeda além-fronteiras”.

Edson Santos realça que, “ao longo dos últimos anos, o AgitLab afirmou-se como uma plataforma de experimentação, colaboração e internacionalização. A renovação desta parceria permite reforçar o apoio aos criadores, promover novas linguagens artísticas e aproximar ainda mais os cidadãos dos processos de criação contemporânea”.

O protocolo reforça ainda o apoio a artistas emergentes, criando condições para que possam desenvolver projetos em Águeda e, a partir das residências no concelho, integrar redes e iniciativas internacionais de relevo. Esta dinâmica potencia a circulação de criadores portugueses em contextos artísticos globais, contribuindo para a afirmação cultural de Águeda e de Portugal além-fronteiras e para o reconhecimento do território como plataforma de criação e exportação artística.

No âmbito do protocolo, o Município assegura a cedência gratuita das instalações da residência do Parque de Alta Vila, bem como apoio logístico às atividades programadas. Está ainda previsto um apoio financeiro até ao montante máximo de 32.500 euros.

A programação para 2026 inclui projetos de formação circense com escolas do concelho, a celebração dos 10 anos do AgitLab com uma exposição comemorativa, residências artísticas internacionais (Marrocos, Croácia e Holanda), a residência “Moon Gallery X AGITlab” (que implicará a realização de uma exposição final no Centro de Artes de Águeda), o programa “Open House”, que acolherá artistas nacionais e internacionais em regime de convite, bem como uma open call, cuja temática ainda não está definida, mas que apoiará artistas que queiram desenvolver projetos em residência em Águeda.

Com esta renovação, o Município de Águeda reafirma o seu compromisso com a descentralização da cultura, com o estímulo à inovação artística e com a consolidação de redes internacionais de cooperação, fortalecendo a identidade criativa do concelho.

*Ana Sofia Pinheiro
Técnica Superior
Gabinete de Comunicação e Imagem

“Vai Quem Quer” e “Zsazsa’s” são os campeões do Carnaval de Estarreja 2026


A edição de 2026 do Carnaval de Estarreja ficou marcada pela resiliência de todos os envolvidos face às alterações e adversidades resultantes do mau tempo e do estado de calamidade que afetou a região nas últimas semanas.

Isabel Simões Pinto, presidente da Câmara Municipal de Estarreja, realçou que a decisão de manter a realização do evento, apesar das adversidades, foi “fruto de um trabalho constante de monitorização com os agentes de proteção civil”. A edil afirmou que, “garantidas todas as condições de segurança que foi sempre a nossa prioridade”, era muito importante “promover e dar sequência ao nosso carnaval, porque foram muitos meses de trabalho e de dedicação das associações e há um investimento enorme da autarquia”. Este evento é “muito mais do que um desfile. É uma manifestação cultural e uma expressão profunda da identidade nativa do nosso povo e dinamiza a economia local”, conclui.
Reafirmando o compromisso inabalável da cidade com a sua tradição mais profunda, os Grandes Corsos onde desfilaram 13 grupos - 4 escolas de samba, 8 grupos de folia, 1 grupo de passerelle -, 17 carros alegóricos e cerca de 1500 figurantes, saíram à rua proporcionando um espetáculo cheio de emoção, cor e energia a todos os foliões. Os mais de 1.600 pequenos foliões, representando 13 grupos, que este ano deram vida ao Carnaval Infantil, são a melhor garantia de que o Carnaval de Estarreja continuará a fazer história nas próximas gerações.

Vai Quem Quer e Zsazsa’s são os vencedores
A escola de samba “Vai Quem Quer” é a campeã com o tema “Uma Mão Cheia de Nada”. Ao longo do desfile, retratou o fascínio pelo dinheiro, a falsa riqueza e o vazio de quem perdeu tudo. O grupo de folia Zsazsa’s arrecadou o primeiro prémio com o enredo “A Sueca é Nossa” transformando o Sítio do Carnaval numa batalha épica entre Vikings e Campinos pelo jogo popular de cartas e pela conquista de uma mulher nórdica.
As classificações finais e votações do júri estão disponíveis no site do Carnaval de Estarreja. Se quiser ver ou rever o Grande Corso pode fazê-lo aqui.

Orquestra Improvável é heterogénea e inclusiva
Depois da sua estreia em 2025 no entrudo estarrejense, o projeto comunitário “Orquestra Improvável” regressou ao Sítio do Carnaval e foi novamente a responsável pela abertura das Marchas Luminosas e dos Grandes Corsos. Com direção artística do coletivo We Tum Tum, renovou o seu compromisso de envolvimento da comunidade e a sua missão como uma Orquestra inclusiva unindo 50 pessoas dos 5 aos 72 anos e utentes da Cerciesta. Bruno Estima do coletivo referiu que “se todos nós fecharmos os olhos não notamos diferenças, pois todos contribuem para estes momentos singulares com as suas especificidades”. Acrescentou ainda que desde o guarda-roupa à música foi “uma construção coletiva de todos os participantes.”

Espaço Folia acolheu a energia contagiante do público
Artistas do panorama musical nacional e local subiram ao palco do Espaço Folia criando momentos de diversão e de convívio. Com concertos e espetáculos com entrada gratuita, o palco recebeu Augusto Canário, Nuno Bastos, Carnafest, Némanus, Quim Barreiros e José Pinhal Post-Mortem Experience. Nas noites do Carnaval não podiam faltar os artistas da terra como a banda Alta Mente, a Flash Band, o grupo Axê Brasil e o grupo É no Pagode.

O espetáculo foi grande, o acesso foi simples
O evento mais emblemático da cidade revelou-se um sucesso pelo trabalho desenvolvido por centenas de pessoas das mais diversas áreas: forças de segurança, proteção civil, músicos e técnicos de luz e som, limpeza, staff e comunicação. A disponibilização de parques de estacionamento, com serviço de transfer, o acesso organizado ao recinto, o bilhete especial de comboio fruto da parceria com a CP e a compra de bilhetes online contribuíram também para a satisfação dos visitantes.

Folia já tem data para 2027
O Carnaval de Estarreja regressa no próximo ano e já com datas definidas: a festa vai fazer-se entre 30 de janeiro e 9 de fevereiro. Venha viver o Carnaval de Estarreja que vale… a sua presença.

*Gabinete de Comunicação, Relações Públicas e Protocolo

Crónica - Os achados arqueológicos perdidos de Alcácer do Sal


Há acontecimentos que, embora circunscritos a uma realidade local, revelam fragilidades mais profundas do Estado e da forma como uma comunidade política se relaciona com a sua própria memória. O recente episódio ocorrido em Alcácer do Sal, amplamente noticiado pela imprensa nacional, em que cerca de seis mil peças arqueológicas ficaram submersas em consequência das cheias, deve ser compreendido precisamente nessa perspetiva mais ampla. Não estamos perante um simples acidente provocado pela natureza, mas diante de um facto que interpela diretamente a responsabilidade pública na preservação do património cultural.
Alcácer do Sal constitui um dos mais antigos núcleos urbanos continuamente ocupados da Península Ibérica. A sua posição estratégica junto ao rio Sado fez dela, ao longo de milénios, ponto de encontro de povos e civilizações diversas, desde comunidades pré-históricas até fenícios, romanos e muçulmanos. Cada fragmento cerâmico, cada instrumento, cada vestígio encontrado nas escavações arqueológicas representa uma peça de um vasto puzzle histórico cuja recomposição permite compreender não apenas a história local, mas também a formação cultural do território português. Quando tais objetos são postos em risco, não se danificam apenas bens materiais; compromete-se conhecimento científico que jamais poderá ser plenamente recuperado.

O episódio das inundações revelou, antes de mais, a vulnerabilidade estrutural de muitas reservas museológicas portuguesas. Não é desconhecido que inúmeros espólios arqueológicos se encontram armazenados em espaços adaptados, frequentemente situados em caves ou edifícios antigos, sem condições ideais de conservação preventiva. Esta realidade não resulta da incúria dos técnicos, cuja dedicação é geralmente exemplar, mas de uma insuficiência persistente de planeamento e investimento público. O património cultural permanece, demasiadas vezes, dependente da capacidade financeira das autarquias e da boa vontade de equipas reduzidas, quando deveria integrar uma política nacional coerente e estável.

A submersão das peças obrigará agora a um trabalho moroso e tecnicamente exigente de limpeza, estabilização e reclassificação. Em muitos casos será necessário repetir procedimentos equivalentes aos realizados após a própria escavação arqueológica. Tal esforço implica tempo, recursos especializados e financiamento continuado, elementos que raramente recebem a prioridade política que a sua importância justificaria. Acresce que parte da informação contextual associada aos objetos pode ter sido afetada, o que representa uma perda científica silenciosa, menos visível do que a destruição física, mas igualmente grave.

Importa recordar que a proteção do património cultural não constitui mera opção administrativa. Trata-se de um dever público que decorre da própria ideia de Estado e encontra fundamento constitucional. A comunidade política assume a obrigação de transmitir às gerações futuras os testemunhos materiais da sua história coletiva. Não basta celebrar o passado em discursos comemorativos ou promover a imagem histórica do país para fins turísticos; é necessário garantir condições concretas de preservação, prevenção e resposta a situações de risco.

As cheias que atingiram Alcácer do Sal eram, em larga medida, previsíveis enquanto fenómeno natural num território ribeirinho. A previsibilidade do risco deveria ter conduzido a estratégias preventivas adequadas, designadamente a localização segura das reservas arqueológicas, a existência de planos de emergência específicos para acervos culturais e a digitalização sistemática dos inventários. A ausência dessas medidas revela uma falha que não é apenas técnica, mas sobretudo política, pois traduz a persistente tendência para considerar o património como matéria secundária face a outras prioridades públicas.

Todavia, a situação presente pode ainda transformar-se numa oportunidade. A necessária reorganização do espólio não deve limitar-se a uma operação de salvamento destinada a repor a normalidade anterior. Poderá antes constituir o momento adequado para repensar o modelo de conservação arqueológica em Portugal, reforçando a cooperação entre administração central, autarquias, universidades e centros de investigação, criando infraestruturas modernas de armazenamento e promovendo a inventariação digital integral dos acervos. A recuperação das peças pode, assim, converter-se num projeto científico e institucional exemplar.

Existe uma dimensão simbólica neste episódio que não deve ser ignorada. A lama que cobriu milhares de objetos recorda que a história não é uma abstração distante, mas uma realidade material vulnerável às contingências do presente. Um país mede também a sua maturidade cívica pela forma como protege aquilo que herdou e que não pode voltar a criar. Estradas constroem-se novamente, edifícios erguem-se de raiz, mas o património arqueológico, uma vez perdido, desaparece definitivamente.

Os achados arqueológicos de Alcácer do Sal não pertencem apenas à cidade nem sequer apenas à geração atual. São parte integrante da memória coletiva nacional. A resposta que agora for dada determinará se este episódio ficará registado como uma fatalidade inevitável ou como o momento em que o Estado português compreendeu finalmente que preservar o passado é uma das formas mais exigentes de responsabilidade perante o futuro.
*Paulo Freitas do Amaral
Professor, Historiador e Autor

COMUNICADO DA COMISSÃO COORDENADORA CONCELHIA DO BLOCO DE ESQUERDA DE COIMBRA SOBRE A BARRAGEM DE GIRABOLHOS

Na sequência das gravíssimas inundações do Rio Mondego nos Concelhos de Coimbra, Soure e Montemor–o-Velho, a Comissão Coordenadora Concelhia de Coimbra do Bloco de Esquerda solidariza-se com as populações afetadas por esta calamidade.
 Perante o natural desespero e sofrimento destas populações, certos setores da direita, numa atitude que entendemos ser oportunista, apresentaram a Barragem de Girabolhos como solução milagrosa para as cheias. Foram ainda mais longe, responsabilizando o Bloco de Esquerda pela não concretização desta obra. 
Como o assunto é sério e as populações não podem ser enganadas, importa esclarecer alguns factos: 
- O acordo de incidência parlamentar entre o Bloco de Esquerda e o Partido Socialista, assinado em 2015, nunca previu o cancelamento da construção da Barragem de Girabolhos. Esta matéria não fez parte de qualquer negociação entre estes partidos. Para comprovar este facto basta consultar o próprio documento, disponível em https://www.esquerda.net/dossier/acordo-para virar-pagina-ao-ciclo-do-empobrecimento/39512. 
- O cancelamento da construção daquela barragem foi, isso sim, da exclusiva responsabilidade do seu promotor, ou seja, da Endesa. 
Por outro lado, o Bloco votou favoravelmente à conclusão do projeto hidroagrícola do Baixo Mondego, que, segundo os especialistas, ajudaria a mitigar cheias como aquelas que se verificaram. 
É impossível não reparar que os partidos que apoiam o atual Governo, e os mesmos que promovem esta mentira, se opuseram muito recentemente à concretização do projeto hidroagrícola do Baixo Mondego. Com efeito, PSD, CDS e IL votaram contra a conclusão desse importante projeto na discussão do Orçamento de Estado de 2025. Projeto que, esse sim, contribuiria para o controlo de cheias. 
A questão do Mondego é complexa, pelo que o Bloco de Esquerda defende uma discussão séria, ouvindo especialistas, populações locais e associações e movimentos ambientalistas, para que tragédias como esta nunca mais se repitam. 
O momento exige solidariedade para com as populações afetadas – solidariedade essa que deve traduzir-se em responsabilidade política, apoios imediatos e cooperação para construir soluções estruturais e preventivas, capazes de reduzir o risco e proteger as comunidades no futuro.

Município de Águeda aprova mais de 1 milhão de euros para obras nas freguesias


Articulação com as Freguesias e uniões de freguesias define um vasto pacote de intervenções em todo o concelho

A Câmara Municipal de Águeda atribuiu, hoje, em reunião de Câmara, mais de um milhão de euros (1.035.209,77 euros) às freguesias, respeitante a um primeiro pacote de apoios para a realização de obras e projetos durante este ano.

Este apoio, através de Protocolos de Colaboração e Contratos Interadministrativos, refere-se às propostas para investimento para comparticipação financeira, parcial ou integral apresentadas à Câmara Municipal por 11 das 15 freguesias do concelho, em concreto Agadão, Aguada de Cima, Águeda, Belazaima do Chão, Borralha, Fermentelos, Macinhata do Vouga, Valongo do Vouga e as UF de Préstimo e Macieira de Alcôba, Recardães e Espinhel, Travassô e Óis da Ribeira.
Este primeiro volume de apoios inclui um conjunto alargado de intervenções nas áreas da requalificação de edifícios públicos, equipamentos coletivos, espaços exteriores, aquisição de terrenos e equipamentos operacionais. A estas verbas serão acrescentados os apoios a concretizar com as freguesias à medida que apresentarem as suas propostas para investimento.

Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda, afirma que este investimento “é um sinal claro da confiança do Município no trabalho desenvolvido pelas freguesias e da importância de uma atuação articulada”, sublinhando que os investimentos são definidos de acordo com as prioridades apresentadas por cada freguesia num “bom trabalho de parceria e cooperação com todas as nossas Juntas e Uniões de Freguesia”.

“Este apoio financeiro, alinhado com a disponibilidade financeira do Município para os investimentos que são realizados em todo o concelho, permite dar resposta célere e eficaz a necessidades concretas das nossas populações e reforçar a capacidade de intervenção das freguesias, sempre com critérios de transparência, equidade e interesse público”, declarou Jorge Almeida.

Trata-se de um apoio que reflete a estratégia municipal de reforço da cooperação institucional, na sequência de reuniões regulares com todas as freguesias, garantindo maior proximidade às populações, melhoria da qualidade dos serviços públicos e promoção da coesão territorial.

Entre os projetos apoiados, neste primeiro volume de investimentos, estão requalificações de sedes de juntas e auditórios, melhorias em parques infantis e cemitérios, execução de infraestruturas desportivas, aquisição de terrenos para equipamentos públicos e a compra de meios mecânicos de apoio à atividade diária das freguesias. O pacote inclui ainda a prorrogação de apoios já aprovados em 2025, permitindo a conclusão de obras em curso.

Após aprovação pela Assembleia Municipal e pelos órgãos das respetivas freguesias, os protocolos permitirão avançar com as empreitadas e aquisições previstas ao longo deste ano.

*Ana Sofia Pinheiro
Técnica Superior
Gabinete de Comunicação e Imagem



Cantanhede | “Gente da Nossa Terra” destaca Maria Amélia Magalhães Carneiro. Roda de conversa e performance de música e pintura no Museu de Arte e do Colecionismo


Integrada na edição do projeto “Gente da Nossa Terra” dedicada a Maria Amélia de Magalhães Carneiro, a sala de exposições temporárias do Museu de Arte e Colecionismo de Cantanhede é palco no próximo sábado, 21 de fevereiro, a partir das 16h00, de uma roda de conversa intitulada “Ser Artista, Ser Mulher”, promovida pelo projeto “Feminismo para Tod*s”.
Tendo em conta que Maria Amélia Magalhães Carneiro, enquanto artista plástica, fez carreira profissional nesta área, destaca-se o facto de o ter conseguido num tempo em que o acesso das mulheres à criação artística era ainda bastante limitado.
A partir da relação entre arte, vida e feminismo, este será um encontro aberto à comunidade para reflexão conjunta e partilha coletiva sobre visibilidade, reconhecimento e memória das mulheres nas artes, bem como sobre o lugar das mulheres no mundo da arte, os caminhos que foram sendo abertos ao longo dos séculos e os obstáculos que continuam a marcar esse percurso nos dias de hoje. Como convidadas estão presentes Dina Lopes e Maria Manuel Carneiro.
Dina Lopes é uma artista plástica licenciada em Pintura pela ARCA – EUAC e o seu percurso artístico caracteriza-se por uma investigação contínua sobre a memória, o tempo e a identidade, cruzando pintura, cerâmica, ilustração, música e intervenção artística no espaço público, desenvolvendo, desde 2000, uma técnica própria baseada na sobreposição de imagens e transparências, criando composições que convidam a viajar no tempo e no espaço, numa relação entre passado, presente e futuro.

Ao longo da sua carreira realizou diversas exposições individuais (entre as quais uma com cerca de 40 obras na Casa da Cultura de Cantanhede) e coletivas, em Portugal e no estrangeiro. Criou também a obra “Nocturno”, que serviu de capa ao romance Nocturno de António Canteiro, inspirado na vida e obra do compositor António Fragoso. No processo criativo desta obra, Dina Lopes representou fotograficamente Maria Amélia Magalhães Carneiro, estabelecendo uma ponte simbólica entre gerações de mulheres artistas.

Já Maria Manuel Magalhães Carneiro é licenciada em Filologia Germânica pela Universidade de Coimbra e, no âmbito da investigação genealógica a que se tem dedicado, coordenou diversas iniciativas de divulgação da vida e obra da pintora naturalista Maria Amélia Magalhães Carneiro, sua tia-avó.

No mesmo dia, pelas 17h00, decorre no pátio do Museu uma performance de pintura, música e declamação de poesia ao vivo pelo projeto “Viscoso Acústico”, que propõe a criação de um objeto artístico multidisciplinar, cruzando os ofícios da literatura, artes plásticas e musicais, concentrados num núcleo comum. Este cruzamento procura criar um ambiente performativo, onde a pintora Filomena Neves irá criar um quadro em tempo real incorporando a música composta por João e Tomás Toscano, também em tempo real.

Recebido em audiência pelo edil Ricardo Cardoso. NOVO COMANDANTE DA GNR DE CASTELO DE PAIVA APRESENTOU CUMPRIMENTOS NA CÂMARA MUNICIPAL


Por ter havido movimentações e alteração no comando do Posto Territorial da GNR de Castelo de Paiva, assumiu recentemente funções o 1º Sargento Ricardo Jorge Moreira Pinto, natural do vizinho concelho de Cinfães, que recentemente esteve nos Paços dos Concelho a apresentar cumprimentos. 
Recebido em audiência pelo presidente edilidade, Ricardo Cardoso, o novo Comandante do Posto da GNR de Castelo de Paiva, veio do Posto Territorial de Cucujães, do Destacamento de Oliveira de Azeméis, manifestando interesse, vontade e motivação para colaborar com a edilidade e garantir uma boa relação institucional, ao mesmo tempo que prometeu o maior rigor e profissionalismo no desempenho das suas novas funções na área territorial de Castelo de Paiva. 
O autarca paivense, em nome do Executivo Municipal, deu as boas vindas ao novo comandante, desejando-lhe o maior sucesso nas suas funções neste território, evidenciando depois, em jeito de agradecimento, o louvável trabalho que tem sido protagonizado por esta instituição, destacando a disponibilidade e interesse em colaborar sempre com o Município, garantindo uma excelente relação institucional, destacando rigor e profissionalismo no desempenho das intervenções nesta área territorial, onde se realça também o empenhado envolvimento ao nível do funcionamento da Rede Social e da CCPJ local. 

O Sargento Ricardo Pinto, vem substituir no cargo o Sargento Gilberto António da Costa Ferreira Monteiro, que foi agora deslocado para o Posto Territorial de Canedo – Feira depois de 5 anos em exercício de funções neste território do extremo norte do distrito de Aveiro.

*Carlos Oliveira
Gabinete de Imprensa e Relações Públicas
Assessor de Imprensa


Jovens podem ser Astronautas por um dia - Conversa com dois alunos de Aveiro que foram Astronautas por um dia


Para dar a conhecer em detalhe o programa “Astronauta por um Dia”, uma iniciativa da Agência Espacial Portuguesa, a Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro promove uma conversa com dois alunos da Região de Aveiro que já participaram nesta iniciativa. O evento acontece no próximo domingo, 22 de fevereiro, às 15h00, no auditório da Fábrica.
"Astronauta por um Dia" é dirigido a todos os jovens estudantes portugueses, entre os 14 e 18 anos, que tenham vontade de experimentar estar no Espaço.
Para dar a conhecer em detalhe este programa, a Fábrica Centro Ciência Viva promove uma conversa com Artur Jesus, aluno da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré, e com Maria Neto, aluna da Universidade de Aveiro, dois jovens “astronautas” da Região de Aveiro que já participaram em edições anteriores do “Astronauta por um Dia”.
Numa conversa moderada pelo investigador Rui Moura, do Departamento de Geociências da Universidade de Aveiro, os dois jovens vão relatar e partilhar todos os pormenores da experiência de viver em micro-gravidade e da preparação que tiveram para poderem fazer voos parabólicos. Vão ainda informar e esclarecer questões a todos os jovens que pretendam também concorrer e ser finalistas do "Astronauta por um Dia".
Esta conversa destina-se a jovens que estejam a frequentar o ensino básico ou secundário, com idades compreendidas entre os 14 e os 18 anos, e que frequentem, no máximo, o 11.º ano de escolaridade no corrente ano letivo. A participação na conversa é gratuita, mediante inscrição através do email fabrica.cienciaviva@ua.pt.

Este é já o quinto ano consecutivo em que a Agência Espacial Portuguesa vai dar a 30 jovens estudantes portugueses a oportunidade de flutuarem como astronautas, sendo que o voo de gravidade zero acontece a 20 de setembro de 2026, na ilha de Santa Maria, nos Açores.

Mais informações sobre esta iniciativa podem ser consultadas em www.astronautaporumdia.pt.

*Teresa Pereira
Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro
Rua dos Santos Mártires, 3810-171 Aveiro
Tel. +351 234 427 053 (chamada para a rede fixa nacional)

VISITA TÉCNICA À CASA-MUSEU AFONSO LOPES VIEIRA PARA AVALIAÇÃO DE DANOS


O Município da Marinha Grande recebeu, esta semana, a visita do engenheiro Vasco Appleton à Casa‑Museu Afonso Lopes Vieira, com o objetivo de avaliar as condições do edifício e identificar as necessidades de intervenção após os danos provocados pela recente tempestade.
A visita foi acompanhada pelo vereador da Cultura, Sérgio Silva, que destacou a importância deste trabalho técnico para garantir a preservação e segurança do património.

A deslocação do engenheiro Vasco Appleton à Casa‑Museu permitiu uma análise especializada do estado do edifício, possibilitando ao Município reunir informação técnica para planear as intervenções necessárias e garantir que o processo de recuperação decorra com rigor e segurança.
Vasco Appleton é engenheiro civil, com uma carreira dedicada à engenharia civil e à reabilitação de edifícios antigos. Licenciado em Engenharia Civil desde 1996 e Mestre em Construção desde 2002, é autor de diversos artigos, relatórios e documentos técnicos nas áreas da construção, conservação e reabilitação do património edificado.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Nota de Pesar pelo falecimento do Professor José Eduardo Lopes Nunes


O Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) manifesta profunda tristeza pelo falecimento do Professor José Eduardo Lopes Nunes, primeiro Presidente e um dos grandes arquitetos da instituição.
O Professor Lopes Nunes dedicou a sua vida à educação e à ciência, sendo uma referência incontornável no desenvolvimento do ensino superior em Portugal. Natural de Angola, formou-se em Ciências Naturais na Universidade de Coimbra e doutorou-se em França, iniciando uma carreira marcada pelo rigor académico e pela paixão pelo ensino, que o levou a lecionar em Moçambique e, mais tarde, a desempenhar papéis determinantes na Universidade do Minho e na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).
Em 1995, aceitou o desafio de criar do zero o que viria a ser o IPCA. Na altura, não havia mais do que um decreto de lei: foi necessário contratar professores, recrutar funcionários, procurar instalações e organizar cursos — tarefa que exigiu coragem, visão e uma determinação inabalável. Foi Presidente da Assembleia Estatutária e integrou o Conselho Geral, assumindo responsabilidades que ajudaram a consolidar os fundamentos institucionais da instituição.
Recordando aquele período, o também já falecido Professor João Carvalho, presidente do IPCA entre 2006 e 2017, disse, em 2017, numa entrevista: “O professor José Eduardo Lopes Nunes convidou-me para integrar a comissão instaladora, na qualidade de diretor da Escola Superior de Gestão. Na altura tínhamos um decreto de lei na mão e mais nada. Tivemos de instalar tudo de zero, contratar professores, funcionários, procurar instalações, organizar os cursos… lembro-me dos primeiros 74 alunos que iniciaram a nossa caminhada. Foi um trabalho intenso, mas também muito gratificante, porque estávamos a construir algo completamente novo, que mudaria o panorama do ensino superior na região.”
O legado do Professor Lopes Nunes é visível na sólida instituição que hoje conhecemos: um Politécnico moderno, inovador, próximo dos estudantes e profundamente integrado na região. Mais do que fundador, foi mentor e inspirador, transmitindo aos que com ele trabalharam valores de dedicação, rigor e humanidade.
O IPCA presta homenagem à sua vida e obra, expressando sentida gratidão por tudo o que construiu. A sua memória permanecerá viva em cada espaço do Politécnico, em cada estudante e em cada docente que teve a oportunidade de com ele aprender e colaborar. Já reformado, era visível o seu orgulho pelo percurso do IPCA, afirmando que se tornou “numa instituição de mérito científico e pedagógico”.
Em sinal de respeito, a Presidente do IPCA decreta luto académico de três dias.
À família, amigos e colegas, endereçamos os nossos sentimentos mais sinceros, unidos na dor da perda, mas também na celebração de uma vida que marcou decisivamente a educação superior em Portugal.
As cerimónias fúnebres terão lugar na Igreja de Santo Adrião, na Quinta da Capela, em Braga. O velório decorre hoje, entre as 17h00 e as 19h00, e amanhã, entre as 10h00 e as 16h00. A Missa de Funeral será celebrada amanhã, às 16h00.

*Ana Reis
Gabinete de Comunicação e Imagem (GCI)