David Dinis, Director
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Bom dia!
Aqui estão as notícias desta noite:
A directora de comunicação de Trump mentiu - e demitiu-se. Hope Hicks admitiu ter usado "mentiras piedosas" na Casa Branca, mas não relacionadas com a interferência russa nas eleições. Era uma das mais antigas colaboradoras do Presidente.
Entretanto, Trump abriu a porta à discussão sobre as armas. O Presidente chamou republicanos e democratas para falar sobre novas restrições à venda de armamento, pedindo um consenso e deixando os seus apoiantes de pé atrás. Também ontem, a Walmart elevou a idade mínima para comprar armas para 21 anos.
Theresa May brincou com eleições antecipadas. Sob forte pressão nas negociações do Brexit, interna e externa, a primeira-ministra britânica usou as eleições do ano passado para evitar uma resposta delicada aos jornalistas, conta o The Guardian.
A vaga de frio já tirou a vida a 47 pessoas na Europa. Os anglo-saxónicos baptizaram-no "besta do Leste". Na Suécia, chamam-lhe o "canhão de neve" e para os holandeses é o "urso siberiano". Seja qual for o nome que se dê à massa de ar frio da Sibéria que enregelou parte da Europa, o balanço é cada vez mais mortal, sobretudo entre os sem-abrigo.
O que marca o dia
A nossa entrevista a Pinto Monteiro, que vai dar muito que falar. Aqui vai uma síntese em quatro pontos, para saber por onde seguir:
- “Rui Rio telefonava-me a protestar contra as fugas de informação”. Fernando Pinto Monteiro, ex-PGR, ficou com boa impressão do novo líder do PSD, que se preocupava com a relação entre os media e o MP. Diz que não há segredo de justiça em Portugal. E recomenda um “filtro” anticorporativo para o pacto da Justiça;
- “A investigação ao Freeport estava paradinha” porque Sócrates tinha ganho as eleições. “No meu tempo, não havia razões para prender Sócrates”, garante aqui o ex-PGR, que diz ter mandado investigar tudo. A tese do atentado ao Estado de Direito dá-lhe "vontade de rir". E, confessa o ex-PGR, "o estilo" do ex-PM agradava-lhe;
- “O Ministério Público não pode ser controlado pelo sindicato. E era, agora não sei”. Foi “guerra aberta” desde o primeiro dia, acusa Pinto Monteiro, quatro anos depois de sair da PGR. Diz ter sido boicotado até por quem investigava o Freeport. E que a promoção de um ex-líder do sindicato é “o triunfo da mediocridade”.
- “Fomos tratados principescamente em Angola. As relações eram óptimas”. Onde Pinto Monteiro lembra quando foi convidado para ir a Luanda. Levou Van Dunem e Cândida Almeida. “Tem que haver fortes razões para Manuel Vicente não ser” julgado em Angola, diz.
Entretanto, esta é a nossa manchete de hoje: o Governo vai limitar o acesso a dados de crianças na internet. Em causa estão os dados de menores de 13 anos. A proposta de lei sobre o regime de protecção de dados refere-se à utilização dos dados feita por serviços online dirigidos às crianças. O que muda mais na protecção de dados é isto.
Falando de empresas: a PT já pagou mais de 600 milhões de juros dos empréstimos da Altice, conta a Ana Brito, explicando que esses juros estão a arrastar a Meo para prejuízos.
Do ECO vem outra notícia: a Dona do Montepio quer ter créditos fiscais para equilibrar contas. E aguarda um parecer das Finanças para fechar a operação contabilística.
O Montepio foi tema de Negrão para o primeiro duelo com Costa, no debate quinzenal de ontem. O tema é consensual no PSD, mas a estreia soft de Negrão foi recebida com frieza na bancada, conta-nos a Sofia Rodrigues.
O PSD propôs meia volta na lei de financiamento dos partidos. Com Rui Rio, o partido quer manter actual regime do IVA - mas não fecha portas a um novo consenso.
O Governo falhou de novo um consenso com os professores. O Ministério propôs recuperar dois anos e dez meses de tempo de serviço. A resposta dos sindicatos foi esta: "Inaceitável".
Acrescentar um ponto
1. O seu filho está distraído nas aulas? Então talvez seja indisciplinado. Um inquérito a professores mostra que a maioria considera que a responsabilidade da indisciplina na escola é dos pais. E que mais de 60% recorrem à expulsão da sala. Um investigador diz que tem que se lidar com o problema “no local que ocorre e não em casa”. A Clara Viana olhou para os dados e relançou a discussão.
2. Adolescentes: um carro sem travões com uma vida social online. Desde o smartphone que não largam da mão até aos riscos que se atrevem a correr. Uma edição especial da revista Nature é dedicada à ciência da adolescência. Só para início de conversa fica, desde já, um aviso: há uma mudança em curso e, ao que parece, agora a adolescência pode começar aos dez anos e só acabar aos 24 anos.
3. Já nos sentimos mais confortáveis ao ouvir a palavra vagina? Quinze mulheres dão voz à leitura encenada de Os Monólogos da Vagina. Mais de 20 anos depois do sucesso de Eve Ensler, continua a peça a ser actual?
4. E quando se acenderam as primeiras estrelas do Universo? Houve um tempo em que não havia nem estrelas, nem galáxias, nem planetas, e muito menos a nossa Terra. E então as primeiras estrelas acenderam-se e o Universo saía da Era das Trevas. Propõe-se agora que as primeiríssimas estrelas nasceram quando o Universo tinha “apenas” 180 milhões de anos, e não 550 milhões, como se supunha ultimamente. Esta nova versão científica sobre o momento em que o Universo deixou de estar às escuras vem relatada hoje na revista Nature - e aqui no PÚBLICO pela Teresa Firmino.
A agenda de hoje
Rui Rio vai à sede do CDS para almoçar com Assunção Cristas, no dia em que Fernando Negrão faz a sua primeira reunião com os deputados - aqueles que o 'chumbaram' na eleição da semana passada.
Em Lisboa, Centeno recebe Dombrovskis, o vice-presidente da Comissão Europeia que é responsável pelas áreas financeiras (na pele de presidente do Eurogrupo, claro). Em Palmela, os trabalhadores da Autoeuropa votam hoje o novo pré-acordo a que chegaram a administração e a comissão que os representa, regressando (ou não) a um clima de paz social.
Lá por fora, o Eurostat mostra como evoluiu o desemprego na zona euro em Janeiro. E uma delegação do FMI inicia uma visita de duas semanas a Angola, numa primeira avaliação feita no mandato de João Lourenço.
Hoje também, aqui no PÚBLICO, vamos ouvir a Adriana Calcanhotto, num pequeno concerto que poderá seguir aqui às 16h30. Para mim, serve de alfa e ómega para um dia feliz. Se puder, passe por cá também ("Vambora"?)
Tenha um dia bom e produtivo.
Até já!
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